
Passo 1 de 8
O que o ERC verifica
Entenda quais informações do esquemático o ERC utiliza antes de analisar alertas.
Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 5
Executar o ERC no KiCad, corrigir problemas de conexão e distinguir declarações necessárias de alterações que apenas escondem erros.
O que o ERC verifica
Entenda quais informações do esquemático o ERC utiliza antes de analisar alertas. 2 min
Executar o ERC e localizar um alerta
Execute o ERC em uma cópia local e relacione uma ocorrência da lista aos pinos e à rede no esquemático. 2 min
Corrigir conexões incompletas
2 min
Investigar conflitos entre pinos
2 min
Declarar uma não conexão justificada
Decida quando a ausência de fio é intencional e pode ser declarada ao ERC. 2 min
Usar PWR_FLAG sem esconder falhas
2 min
Resolver a causa, não apenas a mensagem
Diferencie uma correção comprovada de uma alteração que apenas reduz a visibilidade dos alertas no ERC. 2 min
Revisão final: o que o resultado permite concluir
Concluir uma revisão elétrica fundamentada e explicar os limites da evidência produzida pelo ERC. 3 min

Passo 1 de 8
Entenda quais informações do esquemático o ERC utiliza antes de analisar alertas.
O ERC (verificação de regras elétricas) lê o esquemático como uma rede de pinos conectados. Para cada pino, ele considera a declaração elétrica presente no símbolo e verifica se as combinações na rede são coerentes com as regras ativas.
Ele não simula o circuito: não calcula tensões, correntes, temperatura, temporização nem garante que a função pretendida funcionará. Um resultado sem alertas significa apenas que, segundo as declarações e regras consideradas, não foi encontrada uma inconsistência elétrica reportável.

O ERC combina a conectividade dos fios com o tipo elétrico declarado em cada pino.
O tipo elétrico descreve o papel declarado de um pino na rede. Ele não é o nome do sinal, nem seu número físico no encapsulamento.
Use esta leitura como hipótese para o ERC: o tipo informa o que o pino pode fornecer, receber ou simplesmente conduzir. A adequação funcional do circuito ainda depende do projeto e da documentação do componente.
| Tipo elétrico | Papel na rede | Exemplo comum |
|---|---|---|
| Entrada | Recebe um sinal | Entrada de um CI |
| Saída | Fornece um sinal | Saída de porta lógica |
| Passivo | Não declara direção | Terminal de resistor ou conector |
| Entrada de alimentação | Recebe alimentação | Pino VCC de um CI |
| Saída de alimentação | Declara origem de alimentação | Saída de regulador |
Três informações diferentes aparecem em um pino de símbolo:
SDA, OUT ou GND.Assim, dois pinos podem ter nomes parecidos e números diferentes sem terem o mesmo tipo elétrico. E mudar o tipo para eliminar uma mensagem não prova que a ligação passou a estar correta.
Pino 3
É o número que associa o pino do símbolo ao terminal físico/pad; não informa, sozinho, se o pino é entrada, saída ou alimentação.
Associe cada tipo elétrico ao papel que ele declara para o ERC.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 8
Execute o ERC em uma cópia local e relacione uma ocorrência da lista aos pinos e à rede no esquemático.
Abra uma cópia do seu esquemático no Editor de Esquemáticos do KiCad. Esta prática é apenas de revisão do desenho: não monte nem energize o circuito.
No menu Inspecionar, abra o Verificador de Regras Elétricas (ERC) e execute a verificação. A janela lista as ocorrências encontradas, sua classificação e os elementos relacionados.
Antes de mudar qualquer coisa, observe o resultado como um ponto de partida. O objetivo agora é localizar e entender cada ocorrência, não tentar eliminá-la.

A lista indica onde investigar; a confirmação vem ao observar os pinos e a rede no desenho.
Selecione uma linha da lista de resultados. O KiCad deve destacar, centralizar ou permitir localizar no esquemático os elementos associados, conforme a versão usada.
Registre quatro informações: classificação (erro ou aviso), mensagem, referências/pinos envolvidos e nome da rede, se houver. Amplie a área dos pinos e siga o fio destacado para conferir o que está realmente conectado.
“Erro” e “aviso” são classificações definidas pelas regras ativas do ERC. Elas ajudam a priorizar a inspeção, mas não medem sozinhas o risco físico nem provam que o circuito funcionará ou será seguro.
Exemplo
Suponha que o ERC mostre uma ocorrência parecida com:
Ao selecionar a linha, localize U1 e J1 e siga a rede +5V entre eles. Por enquanto, não adicione símbolos, não altere pinos e não exclua a ocorrência: apenas confirme os elementos que a mensagem cita.
Se sua cópia não tiver alertas, use este caso para praticar o registro e a localização.
Coloque as ações na sequência mais útil para investigar uma ocorrência do ERC.
Ordene o fluxo de trabalho.
No seu esquemático, relate uma ocorrência que você localizou. Se não houver ocorrências, use o caso ilustrado da tela anterior.
Inclua: classificação, mensagem em suas palavras, referências ou pinos envolvidos e a rede observada. Não proponha uma correção ainda.
Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Passo 3 de 8
Um fio que parece tocar um pino pode não estar conectado. No ERC, conta o nó elétrico real: a ponta do fio precisa terminar exatamente no ponto de conexão do pino.
Ao abrir uma ocorrência já localizada, aproxime o zoom e destaque a rede, se esse recurso estiver disponível no editor. Observe três coisas:
Use a mensagem do ERC como ponto de partida, mas confirme no desenho qual pino e qual trecho realmente ficaram isolados. A aparência gráfica sozinha não é prova de conectividade.

Um intervalo mínimo pode deixar o pino fora da rede, mesmo que o fio pareça encostar nele.
Exemplo
Caso ilustrado: o ERC aponta um pino sem conexão em uma entrada de conector. Ao ampliar a área, você encontra um fio horizontal que para antes do terminal.
A correção é apagar ou ajustar somente esse trecho e redesenhá-lo até o ponto de conexão do pino. Depois, destaque a rede para verificar se o novo segmento faz parte dela. Não altere tipos de pino nem silencie a ocorrência para compensar um fio interrompido.
Qual desenho contém uma conexão incompleta que merece investigação no ERC?
Selecione o desenho com o fio que parece conectado, mas não alcança o pino.
Na cópia local do seu esquemático, escolha uma ocorrência relacionada a pino ou rede incompleta. Abra-a no ERC, localize os elementos indicados e inspecione-os com zoom e destaque de rede.
Repare o trecho responsável: por exemplo, redesenhe um fio que não alcançava o pino ou complete um segmento interrompido. Execute o ERC novamente e compare com o registro inicial.
Se sua cópia não tiver uma ocorrência desse tipo, faça uma reprodução controlada: em um trecho de sinal simples, crie um pequeno intervalo visível entre a ponta de um fio e um pino, execute o ERC para observar a ocorrência e, em seguida, restaure a conexão. Não altere o esquemático original para esse teste.
Registre brevemente sua investigação. Qual pino ou trecho você verificou, que reparo fez e o que ocorreu com a mensagem correspondente após executar novamente o ERC?
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 4 de 8
O ERC compara os tipos elétricos declarados nos pinos conectados pela mesma rede. Uma saída pode alimentar uma ou mais entradas: há um único elemento dirigindo o sinal. Porém, duas saídas comuns unidas diretamente podem tentar impor estados diferentes à mesma rede. Por isso, o ERC declara um conflito.

A aparência do fio pode ser semelhante; os tipos elétricos dos pinos é que mudam a interpretação do ERC.
Antes de alterar o desenho, leia a ocorrência e inspecione os dois pinos envolvidos. Pergunte qual é a intenção funcional de cada bloco e se eles deveriam realmente compartilhar aquela rede.
Use esta comparação para decidir a ação. O nome exibido no símbolo não substitui a função declarada do pino nem a intenção do circuito.
| Situação observada | Intenção funcional | Ação coerente |
|---|---|---|
| Saída de um circuito ligada a entradas de outros blocos | Um bloco fornece o sinal | Manter a rede e conferir a pinagem |
| Duas saídas unidas por engano | Cada bloco deveria ter seu próprio sinal | Separar ou refazer a conexão |
| Dois blocos precisam trocar dados | Cada lado alterna entre dirigir e receber sob condições definidas | Verificar o circuito e a documentação; não mudar tipos por conveniência |
| Símbolo parece ter tipo incorreto | A documentação confirma a divergência | Corrigir o símbolo de forma fundamentada |
No esquemático, OUT_A e OUT_B são pinos declarados como saída. Eles foram unidos acidentalmente por um fio, mas deveriam comandar sinais distintos. Qual ação é mais adequada?

Passo 5 de 8
Decida quando a ausência de fio é intencional e pode ser declarada ao ERC.
O ERC pode apontar um pino não conectado. Antes de marcar qualquer coisa, diferencie duas situações:
O marcador não altera o circuito: ele apenas informa ao ERC que aquela ausência de fio foi deliberada.

O mesmo aspecto visual — um pino sem fio — pode exigir ações opostas conforme sua função e documentação.
Exemplo
A nota do componente informa: “ENABLE deve ser conectado a nível alto ou baixo definido; não deixe flutuante.”
O pino ENABLE está sem fio no esquemático.
Ação: conecte-o ao nível ou circuito de controle definido para o projeto. Não use marcador de não conexão: ele não cria pull-up, pull-down nem estabiliza uma entrada.
Exemplo
A nota do componente informa: “NC: sem conexão interna; deixar aberto.”
Esse terminal não é usado pelo componente e deve permanecer sem fio.
Ação: aplique um marcador de não conexão exatamente na extremidade desse pino. Assim, o desenho registra a intenção e o ERC deixa de tratar a ausência como possível esquecimento.
Dica
No editor de esquemáticos, selecione a ferramenta de não conexão e clique no terminal que deve ficar aberto. Confira se o marcador ficou no ponto final do pino, não ao lado dele.
Se uma revisão posterior exigir que esse pino seja ligado, remova primeiro o marcador e então desenhe a conexão. Um pino conectado não deve conservar a declaração de não conexão.
Associe cada caso à ação mais adequada.
Qual ação corresponde a cada caso?
Toque em um item e depois no par correspondente.
Antes de declarar uma não conexão, confirme:
O marcador registra uma exceção justificada; não corrige uma entrada flutuante nem uma conexão necessária.
Atenção
No seu esquemático local, examine uma ocorrência de pino sem conexão, se houver. Use o marcador somente se você puder apontar a informação do componente que autoriza deixá-lo aberto. Caso contrário, mantenha a ocorrência para investigação ou complete a conexão correta.

Passo 6 de 8
Um alerta como “power input pin not driven by any power output pins” indica que uma rede contém um pino do tipo entrada de alimentação, mas o ERC não encontrou nela um pino reconhecido como saída de alimentação.
Isso não prova que a alimentação física está ausente. Por exemplo, uma fonte externa pode entrar por um conector cujos pinos são passivos. O conector representa a interface física, mas não declara ao ERC que há uma fonte energizando a rede.

O conector pode trazer energia real à placa, mas seus pinos passivos não informam isso ao ERC.
Dica
O PWR_FLAG é uma declaração para o verificador: “esta rede tem uma origem de alimentação prevista”. Ele não gera tensão, não fornece corrente e não transforma um conector em fonte.
Use-o somente depois de confirmar duas evidências: há uma origem externa ou interna realmente prevista para a rede e o caminho no esquemático entre essa origem e os pinos alimentados está contínuo.
Antes de posicionar um PWR_FLAG, siga esta sequência de investigação:
Exemplo
Atenção
Não use PWR_FLAG para encobrir um fio interrompido. Se o caminho da alimentação estiver aberto, o marcador pode silenciar a falta de origem reconhecida, mas não reconecta o pino isolado nem faz o circuito receber energia física.
O PWR_FLAG só é justificável quando há uma origem de alimentação real prevista, mas essa origem não aparece ao ERC como saída de alimentação. Antes de decidir, compare a origem física esperada, o caminho desenhado e os tipos elétricos dos elementos que participam da rede.
Use estas perguntas para investigar cada rede. Elas ajudam a separar uma declaração necessária de um defeito que o marcador não resolve.
| Verifique | Evidência no esquemático | Por que importa |
|---|---|---|
| Origem prevista | Fonte externa, regulador ou outro bloco definido | Evita declarar uma fonte que não existe no projeto |
| Continuidade | Fios, junções e rótulos chegam ao pino alimentado | Se houver interrupção, a prioridade é reparar a conexão |
| Tipo da origem | Pino passivo ou saída de alimentação | Define se o ERC já consegue reconhecer a origem |
| Rede de retorno | Caminho de retorno também está previsto e contínuo | A alimentação exige ida e retorno; avalie cada rede separadamente |
Em uma entrada externa de dois condutores, avalie tanto a rede positiva quanto o retorno. Se ambos chegam exclusivamente por pinos passivos e ambos alimentam pinos reconhecidos pelo ERC, cada rede pode exigir sua própria declaração — mas somente após confirmar a origem e a continuidade de cada caminho.
Não espalhe PWR_FLAG por redes diferentes para zerar alertas. Uma rede já alimentada por um pino declarado como saída de alimentação não precisa dessa declaração adicional. O marcador também não comprova o valor da tensão.
Considere cada cenário como uma investigação inicial do ERC. Associe a situação à primeira ação apropriada. Não trate PWR_FLAG como solução universal: origem prevista, continuidade do caminho e tipo elétrico precisam concordar.
Associe cada situação à primeira ação adequada.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 7 de 8
Diferencie uma correção comprovada de uma alteração que apenas reduz a visibilidade dos alertas no ERC.
Ao encontrar um alerta, procure primeiro sua causa. Há três respostas legítimas:
Investigue a rede, os pinos e a intenção funcional antes de decidir. Alterar um tipo para passivo, inserir um marcador ou suprimir uma mensagem apenas para esvaziar a lista não demonstra que o circuito está correto.

A ação vem da causa comprovada, não do desejo de remover a mensagem.
O tipo elétrico é uma informação usada pelo ERC; não o altere por conveniência. Antes de considerar uma mudança, confira a documentação do componente e o símbolo utilizado:
Por exemplo, duas saídas comuns conectadas na mesma rede exigem investigar e corrigir a topologia. Tornar uma delas passiva para eliminar o conflito só impede que o ERC enxergue uma incompatibilidade potencial.
Se a declaração estiver comprovadamente errada, registre qual documento sustenta a correção. Não é necessário editar bibliotecas para aplicar esse raciocínio.
Exemplo
Uma exceção serve para uma situação delimitada e intencional que permanece sinalizada mesmo após a investigação e não possui uma declaração apropriada no esquemático. Anote ao menos:
Reavalie essa anotação se o componente, a rede ou a finalidade do projeto mudar. Uma exceção não é correção elétrica: ela registra que uma regra não se aplica àquele caso conhecido.
Isso é diferente de um pino NC que a documentação manda deixar aberto: nesse caso, use o marcador de não conexão, que é uma declaração no esquemático.
Uma ocorrência pode deixar de aparecer por motivos muito diferentes. Resolver elimina a causa no circuito ou corrige uma declaração comprovadamente incorreta. Uma declaração justificada, como o marcador de não conexão ou o PWR_FLAG nas condições já estudadas, registra uma intenção real no esquemático.
Uma exceção específica aceita e documenta um caso investigado que a regra não consegue representar adequadamente. Já um filtro muda apenas o que a janela mostra: a ocorrência continua existente. Uma exclusão ou uma regra desabilitada reduz o que o ERC verifica.
Antes de interpretar uma lista vazia como aprovação, confira filtros ativos, ocorrências excluídas e regras desabilitadas.
Compare o efeito de cada ação antes de considerar a revisão concluída.
| Ação | Efeito no alerta | Interpretação |
|---|---|---|
| Resolver | Causa corrigida ou declaração ajustada com evidência | Resultado verificável |
| Declaração justificada | Intenção real é informada ao ERC | Não altera o circuito físico |
| Exceção específica | Caso conhecido é aceito e registrado | Não é correção elétrica |
| Ocultar por filtro | Mensagem some da visualização | Ocorrência continua existente |
| Excluir ou desabilitar regra | Ocorrência ou regra deixa de ser verificada | Alcance do ERC é reduzido |
Associe cada situação à decisão adequada. Escolha a ação que preserva a evidência necessária; não escolha apenas a que reduz a lista de alertas.
Faça as associações entre cada cenário e a decisão apropriada, incluindo a evidência necessária.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 8 de 8
Concluir uma revisão elétrica fundamentada e explicar os limites da evidência produzida pelo ERC.
Em uma cópia local de um esquemático, o conector J1 recebe uma fonte externa regulada de +5 V e seu retorno. Os dois pinos de J1 são declarados como passivos.
O CI U1 tem um pino VCC declarado como entrada de alimentação, um pino GND também declarado como entrada de alimentação, uma saída OUT declarada como saída e um terminal NC sem fio. A documentação fornecida para U1 diz: “NC: não conectar.”
OUT de U1 está ligada a uma entrada de outro bloco, como planejado. Porém, uma segunda saída comum, OUT_B, foi unida acidentalmente à mesma rede de OUT.
O desenho ainda não contém PWR_FLAG nem marcador de não conexão. Trate cada alerta esperado como uma pergunta sobre a intenção do circuito.

A origem externa, os tipos de pino e a nota documental são as evidências para decidir; o desenho ainda não foi corrigido.
Primeiro, no KiCad instalado no seu computador, execute o ERC outra vez na cópia local do seu esquemático e compare a lista com seu registro inicial. Seu arquivo pode apresentar ocorrências diferentes das deste caso — não introduza defeitos para imitar o exemplo.
Depois, responda sobre o caso integrado. Para cada situação, indique a ação e a evidência que a justifica. Por fim, registre o resultado real da sua nova execução local e cite verificações que continuam pendentes mesmo se a lista estiver vazia.
No caso integrado, diagnostique: (1) a alimentação externa que entra por J1 com pinos passivos; (2) o terminal NC de U1; e (3) a união acidental entre OUT e OUT_B, ambas declaradas como saídas.
Para cada uma, escreva a ação e a evidência usada. Em seguida, relate o resultado da nova execução do ERC na sua cópia local, comparando-o ao registro inicial. Cite pelo menos duas verificações que ainda são necessárias mesmo sem alertas.
Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).
A fonte externa é prevista e J1 usa pinos passivos. Depois de confirmar a continuidade dos dois caminhos, PWR_FLAG pode declarar ao ERC a origem de +5 V e, se a ausência também for apontada, a origem do retorno. O marcador declara uma alimentação prevista; não cria tensão nem corrige fios abertos.
O pino NC recebe marcador de não conexão porque a documentação do próprio caso ordena deixá-lo aberto. Já OUT e OUT_B não têm justificativa para compartilhar a rede: a ação é desfazer ou redesenhar essa união conforme a intenção funcional. Reclassificar as saídas como passivas apenas esconderia o conflito.
Use a tabela para conferir se sua ação resolveu a causa ou apenas reduziria a lista de mensagens.
| Situação | Evidência disponível | Ação fundamentada |
|---|---|---|
| +5 V por J1 | Fonte externa prevista; pino passivo | PWR_FLAG na rede +5 V, após conferir o caminho |
| Retorno por J1 | Retorno externo previsto; pino passivo | PWR_FLAG no retorno somente se o ERC apontar ausência de origem |
| NC de U1 | Documentação: “não conectar” | Marcador de não conexão no terminal NC |
| OUT e entrada | U1 deve dirigir o bloco seguinte | Manter a ligação planejada |
| OUT e OUT_B | União acidental de duas saídas | Separar ou refazer a topologia; não reclassificar por conveniência |
Um resultado sem alertas permite concluir apenas que, para as regras ativas, os tipos declarados nos símbolos e as exclusões existentes, o ERC não encontrou ocorrências.
Ele não comprova que valores e potências foram dimensionados corretamente, que polaridades e orientações físicas serão respeitadas, que o circuito terá o desempenho esperado ou que será seguro. Preserve um registro curto com ocorrência, causa, ação, evidência e verificações pendentes. A próxima etapa tratará das regras físicas da placa.
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Verificação elétrica do esquemático com ERC
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