
Passo 1 de 8
Onde o sinal pode variar
Identifique o ponto Q, as referências de tensão e os sentidos de variação da saída no estágio emissor comum.
Trilha de aprendizado · Nível 6 · Tutorial 8
Ao concluir, o aluno será capaz de estimar a excursão útil de um amplificador discreto e interpretar formas de onda para identificar corte, saturação e distorção antes do recorte.
Onde o sinal pode variar
Identifique o ponto Q, as referências de tensão e os sentidos de variação da saída no estágio emissor comum. 2 min
A carga de sinal não é a carga contínua
Diferencie a carga de polarização da carga efetiva para as variações de sinal e relacione R_ac às tensões no coletor e no emissor. 3 min
Calcule os limites de corte e saturação
Estime as margens do coletor em direção ao corte e à saturação, levando em conta a variação no emissor. 3 min
Qual semiciclo recorta primeiro?
Compare as margens de corte e saturação para prever a amplitude simétrica máxima e o semiciclo que recorta primeiro. 2 min
Escolha uma entrada com margem
Converta a excursão de saída em amplitude de entrada na base, aplique uma margem e diferencie a tensão na base do ajuste no gerador. 2 min
A distorção pode começar antes do recorte
Reconheça a deformação gradual que pode surgir antes do recorte em um estágio emissor comum. 2 min
Recupere a margem sem criar outro problema
3 min
Aplicação final: estime, diagnostique e ajuste
Aplique o cálculo de excursão, o diagnóstico de formas de onda e a validação de um ajuste em um caso completo. 3 min

Passo 1 de 8
Identifique o ponto Q, as referências de tensão e os sentidos de variação da saída no estágio emissor comum.
Em um amplificador em emissor comum, o sinal não parte de zero: ele se soma às tensões contínuas já estabelecidas pela polarização. O ponto Q é esse estado sem sinal.
A excursão de saída é quanto a tensão de saída pode variar para cima e para baixo a partir de Q antes de o transistor alcançar um limite de operação. Por enquanto, observe apenas as duas margens; os cálculos dos limites vêm depois.

O caso-guia usa alimentação baixa, resistor de emissor sem capacitor de desvio e uma carga ligada por capacitor.
No coletor, podemos observar V_C, isto é, a tensão do coletor em relação ao terra. No transistor, também importa V_CE = V_C − V_E, a tensão entre coletor e emissor.
Elas não são a mesma grandeza. Quando o sinal muda a corrente do transistor, em geral o coletor e o emissor variam. Assim, uma margem desenhada em torno de V_CQ é uma margem da tensão do coletor; não é diretamente uma margem de V_CE.
O índice Q indica o valor quiescente: por exemplo, V_CQ e V_EQ são as tensões contínuas sem sinal.

A excursão no coletor é lida em relação ao terra. V_CE depende simultaneamente das tensões no coletor e no emissor.
Exemplo
Imagine que, sem sinal, o coletor está em V_CQ. Em um sentido da variação, V_C sobe; no outro, V_C desce. Chamaremos essas variações, por convenção, de excursão positiva e excursão negativa de V_C.
Os nomes descrevem o sentido da tensão no coletor — não a polaridade instantânea da tensão de entrada. Como o estágio inverte, uma variação positiva na base tende a levar V_C para baixo.
O capacitor de saída bloqueia a componente contínua do coletor. Portanto, a carga não recebe V_CQ como uma tensão contínua: ela recebe principalmente a variação de V_C ao redor de Q.
Na faixa de frequências em que o capacitor de acoplamento tem reatância pequena, a variação na carga acompanha a variação do coletor. Se o coletor sobe em relação a V_CQ, a tensão instantânea na carga sobe; se desce, a tensão na carga desce.
A referência contínua muda entre os lados do capacitor, mas a excursão de sinal é transferida.

No coletor, o sinal se apoia em V_CQ. Depois do capacitor, a carga vê a componente alternada em torno de sua própria referência.
Associe cada grandeza ou trecho à descrição correta.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 8
Diferencie a carga de polarização da carga efetiva para as variações de sinal e relacione R_ac às tensões no coletor e no emissor.
No modelo de polarização em corrente contínua, o capacitor de acoplamento se comporta como circuito aberto. Portanto, a carga R_L não altera o ponto Q idealizado: ela não conduz corrente contínua pelo coletor.
Para as variações de sinal na faixa em que o capacitor tem reatância pequena, ele conecta R_L ao coletor. Assim, a resistência que limita a variação de tensão no coletor passa a ser:
R_ac = R_C || R_L
Ela pode ser bem menor que R_C. O ponto Q permanece o mesmo no modelo ideal, mas a resposta às variações de corrente muda.

Em CC, o capacitor separa R_L. Para o sinal na faixa adotada, R_L passa a carregar o coletor.
A comparação abaixo resume qual resistência importa em cada análise.
| Situação | Capacitor de acoplamento | Carga vista no coletor | Efeito em Q |
|---|---|---|---|
| Polarização CC | Aberto | R_L não participa | Define-se com R_C, R_E e a rede de base |
| Variação de sinal | Impedância pequena | R_ac = R_C || R_L | Q idealizado não muda, mas a excursão por corrente muda |
A reta de carga contínua passa pelo ponto Q e descreve as tensões e correntes sem sinal. Quando há sinal, a trajetória também parte de Q, mas sua inclinação é influenciada por R_ac, pois R_L passa a atuar em paralelo com R_C.
Se a corrente de coletor aumenta em Δi_C, as variações aproximadas são:
Δv_C = −R_ac × Δi_C
Δv_E ≈ R_E × Δi_C
O sinal negativo no coletor indica que v_C cai; no emissor, v_E sobe. Como v_CE = v_C − v_E, as duas variações contribuem para reduzir V_CE quando a corrente aumenta.
Neste step, essas relações descrevem a trajetória de sinal; os limites de corte e saturação serão calculados depois.

A trajetória de sinal parte do mesmo Q, mas usa R_ac no coletor; por isso não é, em geral, a mesma reta da análise contínua.
Exemplo
Considere R_C = 2,2 kΩ e R_L = 2,2 kΩ, acoplada por capacitor. Para o sinal:
R_ac = R_C || R_L
= (2,2 kΩ × 2,2 kΩ) / (2,2 kΩ + 2,2 kΩ)
= 1,1 kΩ
Se Δi_C = +1 mA, então:
Δv_C = −1,1 kΩ × 1 mA = −1,1 V
Com R_E = 470 Ω:
Δv_E ≈ +470 Ω × 1 mA = +0,47 V
A carga reduziu a resistência de sinal no coletor de 2,2 kΩ para 1,1 kΩ. Para a mesma variação de corrente, a variação de v_C fica menor em módulo.
Dica
Estas aproximações assumem β suficientemente alto, resistência de saída do transistor desprezada e frequência na qual os capacitores de acoplamento têm reatância pequena. Fora dessas condições, R_ac e as variações reais podem diferir.
Um estágio tem R_C = 2,2 kΩ e uma carga R_L = 2,2 kΩ ligada ao coletor por capacitor. Na faixa de sinal adotada, complete:
R_ac = R_C || R_L = __

Passo 3 de 8
Estime as margens do coletor em direção ao corte e à saturação, levando em conta a variação no emissor.
No ponto Q, a corrente de coletor pode diminuir aproximadamente de I_CQ até zero. Para a variação de sinal, isso faz a tensão no coletor subir.
A magnitude dessa subida é estimada por:
ΔV_C,+ ≈ I_CQ × R_ac
O sinal “+” identifica o sentido de subida da tensão do coletor; a magnitude é positiva. Use a carga de sinal R_ac, e não apenas o resistor de coletor usado na análise contínua.
No caso-guia: I_CQ = 1,0 mA e R_ac = 3,0 kΩ.
ΔV_C,+ ≈ 1,0 mA × 3,0 kΩ = 3,0 V.

Com a carga acoplada por capacitor, a margem até o corte é governada por I_CQ × R_ac; ela pode terminar antes de V_CC.
Dica
Não use automaticamente V_CC − V_CQ como margem de corte. Essa diferença é uma leitura da tensão contínua, mas a trajetória do sinal é influenciada por R_ac = R_C || R_L.
A estimativa vale na faixa em que os capacitores de acoplamento têm reatância pequena e sob as aproximações já adotadas para o estágio.
No outro sentido, a corrente de coletor aumenta. Então:
Logo, V_CE diminui pelos dois efeitos. Por isso, não basta calcular a margem inferior olhando somente para a queda possível da tensão do coletor.
A magnitude aproximada até a saturação é:
ΔV_C,− ≈ (V_CEQ − V_CE(sat)) × R_ac/(R_ac + R_E)
Ela é escrita como valor positivo, embora a variação instantânea de tensão no coletor ocorra para baixo.

Na direção da saturação, coletor e emissor se aproximam em tensão; essa é a razão do termo R_ac + R_E.
Exemplo
Dados do caso-guia
Cálculo:
ΔV_C,− ≈ (6,0 − 0,20) × 3,0/(3,0 + 1,0)
ΔV_C,− ≈ 5,8 × 0,75 = 4,35 V
Portanto, neste caso a margem de descida do coletor até a saturação é aproximadamente 4,35 V.
Atenção
V_CE(sat) não é uma fronteira exata de linearidade: seu valor depende das correntes e das condições especificadas para o transistor. Trate o resultado como uma estimativa de limite, não como garantia de sinal sem distorção.
No caso-guia, complete a magnitude da excursão do coletor em direção ao corte:
ΔV_C,+ ≈ [lacuna] V
Qual é o erro de estimar a margem em direção à saturação apenas por V_CEQ − V_CE(sat)?

Passo 4 de 8
Compare as margens de corte e saturação para prever a amplitude simétrica máxima e o semiciclo que recorta primeiro.
As duas margens calculadas no coletor podem ser diferentes. Para uma saída senoidal centrada no ponto Q e sem recorte, a amplitude de pico deve caber nos dois sentidos:
V_o,p,lim ≈ mínimo(ΔV_C,+, ΔV_C,−)
A menor margem define a maior amplitude de pico simétrica. A margem maior continua existindo, mas não pode ser usada por uma senoide simétrica sem que o outro semiciclo alcance seu limite primeiro.
Use sempre magnitudes positivas para comparar as duas margens.

Uma senoide simétrica é limitada pelo sentido que possui menos espaço disponível.
No coletor de um estágio emissor comum, os sentidos físicos são:
Embora a entrada seja invertida na saída, esta classificação descreve a forma de onda observada no coletor. A carga acoplada acompanha a variação de sinal do coletor na faixa em que o capacitor de acoplamento é efetivo.
Exemplo
Considere que as estimativas do estágio resultaram em:
Então:
V_o,p,lim ≈ mínimo(2,4 V; 3,1 V) = 2,4 V
A saída pode variar, aproximadamente, 2,4 V acima e 2,4 V abaixo de V_CQ sem recortar. Ao aumentar além disso, o topo no coletor encontra o corte primeiro. A excursão pico a pico simétrica correspondente é aproximadamente 4,8 Vpp.
O ponto Q não é “ideal” apenas porque V_CEQ parece estar em V_CC/2. A condição útil é equilibrar as margens na trajetória real de sinal.
Essa trajetória depende da carga de sinal R_ac e do resistor de emissor R_E: quando a corrente varia, a tensão do coletor e a do emissor variam juntas. Por isso, a margem até a saturação não é definida só pela posição estática do coletor entre 0 V e V_CC.
Para uma dada carga e R_E, compare ΔV_C,+ e ΔV_C,−. Margens próximas indicam aproveitamento mais equilibrado da excursão; margens diferentes antecipam recorte assimétrico.

Margem menor para cima: topo recorta por corte. Margem menor para baixo: fundo recorta por saturação.
Um estágio tem as margens no coletor ΔV_C,+ = 3,6 V e ΔV_C,− = 2,1 V. Qual forma de onda no coletor é prevista ao elevar uma entrada senoidal simétrica além do limite?
Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).

Passo 5 de 8
Converta a excursão de saída em amplitude de entrada na base, aplique uma margem e diferencie a tensão na base do ajuste no gerador.
No step anterior, você encontrou a amplitude simétrica máxima de saída, $V_{o,p,lim}$. Para estimar a variação máxima na base antes do recorte previsto, use o módulo do ganho carregado:
$$V_{i,p,lim} \approx \frac{V_{o,p,lim}}{|A_v|}$$
O sinal negativo de um ganho inversor informa inversão de fase; para calcular amplitudes, use seu módulo.

A amplitude limite deve ser convertida da saída para a base pelo módulo do ganho carregado.
Exemplo
Considere o estágio já analisado com:
Logo:
$$V_{i,p,lim}\approx\frac{2{,}4\ \text{V}}{|-6|}=0{,}40\ \text{V}_p$$
Esse é um limite aproximado de pico na base, não a amplitude que deve necessariamente ser escolhida. Para reservar margem, aplique o fator solicitado ao resultado.
Se o projeto pede usar no máximo 75% do limite estimado:
$$V_{i,p,escolhida}=0{,}75\times0{,}40\ \text{V}_p=0{,}30\ \text{V}_p$$
Mantenha a mesma convenção em toda a conta: aqui, tudo está em valor de pico. Não misture pico com pico a pico ou valor eficaz.
A margem reduz a chance de atingir o recorte previsto diante de variações e aproximações do modelo. Ela não é garantia universal de sinal sem deformações.
A “entrada” desta estimativa é a variação de tensão na base. Se houver atenuação entre o gerador e a base, a amplitude ajustada no gerador será diferente.
Por exemplo, se a base recebe 80% da amplitude de pico do gerador:
$$V_{b,p}=0{,}80\times V_{ger,p}$$
Para obter $V_{b,p}=0{,}30\ \text{V}_p$:
$$V_{ger,p}=\frac{0{,}30}{0{,}80}=0{,}375\ \text{V}_p$$
Assim, ajuste cerca de 0,375 V de pico no gerador para ter 0,30 V de pico na base, dentro das hipóteses adotadas.
Com $V_{o,p,lim}=2{,}4\ \text{V}$, $|A_v|=6$ e fator de margem de 75%, complete a amplitude de pico recomendada na base:
$V_{b,p}=\underline{\hspace{2cm}}\ \text{V}_p$
Digite o valor numérico da amplitude recomendada na base.
Para produzir 0,30 Vp na base quando a atenuação da fonte até a base é 0,80, qual amplitude de pico deve ser ajustada no gerador?

Passo 6 de 8
Reconheça a deformação gradual que pode surgir antes do recorte em um estágio emissor comum.
O ganho calculado anteriormente descreve pequenas variações ao redor do ponto Q. Quando a entrada cresce, a relação entre a tensão na base e a corrente do transistor deixa de variar com a mesma inclinação durante todo o ciclo.
Em outras palavras: o ganho incremental pode ser um pouco diferente em cada trecho da senoide. A saída ainda pode parecer arredondada, mas já não é uma cópia proporcional exata da entrada.

A aproximação linear funciona melhor perto do ponto Q; ao explorar uma faixa maior da curva, a inclinação efetiva muda.
Compare os três traços como estágios de aumento da amplitude de entrada.

A deformação gradual pode aparecer antes do recorte claramente visível.
A — amplificação aproximadamente linear: os semiciclos mantêm formato senoidal e escalam de modo semelhante.
B — distorção gradual: um semiciclo pode ficar mais esticado, comprimido ou assimétrico. Não há topo ou fundo plano, porém o ganho já não é uniforme.
C — recorte: a saída alcança uma limitação de operação e permanece próxima a ela durante parte do ciclo. No coletor, o recorte superior se associa ao corte; o inferior, à saturação.
Portanto, a ausência de achatamento não prova que o sinal esteja linear.
No estágio com resistor de emissor sem capacitor de desvio, uma elevação da corrente também eleva a tensão no emissor. Essa variação se opõe parcialmente à mudança de V_BE e reduz a variação de corrente.
Esse efeito tende a tornar a resposta mais comportada e menos sensível à curvatura do transistor. Contudo, ele não elimina a não linearidade nem impede corte ou saturação quando a excursão é grande.
Ao aumentar gradualmente a amplitude no gerador, procure primeiro mudanças sutis de formato. Se a qualidade do sinal for importante, reduza a entrada mesmo que ela ainda esteja abaixo do limite aproximado de recorte calculado.
Dica
Uma margem contra recorte é uma estimativa útil de projeto. A excursão realmente útil também depende da deformação que sua aplicação pode aceitar.
Exemplo
Use os traços A, B e C mostrados anteriormente. Associe cada traço ao diagnóstico mais adequado.
Faça as associações entre cada traço e seu diagnóstico.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 7 de 8
Quando a saída pede mais excursão do que a margem disponível, há duas intervenções diferentes:
Depois de mudar o ponto Q, atualize as margens, o ganho carregado e a entrada admissível. Não suponha que um deslocamento de polarização conserva os mesmos limites ou o mesmo ganho.

Reduzir a entrada diminui a excursão exigida; ajustar Q redistribui as margens.
Dica
Uma margem de recorte calculada não é uma autorização para operar no limite. Mantenha a folga definida pelo requisito e considere que a não linearidade pode exigir uma entrada ainda menor para alcançar a qualidade de sinal desejada.
Considere o mesmo estágio na faixa em que os capacitores de acoplamento atuam adequadamente:
Foram fornecidos três estados possíveis de polarização. Todos são compatíveis com os mesmos resistores e alimentação, usando a aproximação I_E ≈ I_C. As margens já consideram a trajetória de sinal estudada, e |A_v| é o ganho carregado em cada estado.
Compare o limite simétrico, definido pela menor margem, com a saída requerida de 2,0 Vp. Para haver 20% de margem, a menor margem precisa ser pelo menos 2,50 Vp.
| Estado | I_CQ | V_CEQ | Margem: corte | Margem: saturação | |A_v| |
|---|---|---|---|---|---|
| A | 1,00 mA | 4,62 V | 2,00 V | 3,58 V | 4,0 |
| B | 1,40 mA | 2,83 V | 2,80 V | 2,13 V | 3,8 |
| C | 1,25 mA | 3,50 V | 2,50 V | 2,67 V | 3,7 |
Exemplo
O estado A alcança o corte com 2,0 Vp e não deixa margem. O estado B é limitado pela saturação em 2,13 Vp. Já o estado C tem limite simétrico de 2,50 Vp e comporta a saída requerida de 2,0 Vp com 20% de margem.
No estado C, a variação necessária na base é:
V_i,p ≈ 2,0 V / 3,7 = 0,54 Vp.
Esse valor é o sinal efetivo na base. Se houver atenuação entre o gerador e a base, o ajuste no gerador deverá ser maior.
A escolha do estado C também exige conferir os extremos elétricos. Para uma saída de 2,0 Vp, a variação de corrente é aproximadamente:
Δi_C,p ≈ 2,0 V / 2,0 kΩ = 1,0 mA.
Assim, I_C varia de aproximadamente 0,25 mA a 2,25 mA. Como V_CE varia com R_ac + R_E, os extremos estimados são:
Para este caso, o transistor tem limites contínuos informados de I_C máx. = 100 mA e V_CEO máx. = 30 V. Portanto, compare o maior valor de corrente, 2,25 mA, com 100 mA; e o maior valor de V_CE, 5,97 V, com 30 V. Ambos ficam abaixo dos limites, com ampla folga nas condições fornecidas.
No estado C, use V_CC = 9,09 V, R_C = 4,0 kΩ, R_L = 4,0 kΩ e R_E = 470 Ω. A carga é acoplada por capacitor: R_L não conduz em repouso, mas recebe o sinal alternado.
Para o transistor, a potência quiescente é P_Q = V_CEQ × I_CQ = 3,50 V × 1,25 mA = 4,38 mW. Sob a senoide de 2,0 Vp, a potência instantânea não é constante: seu máximo estimado é 4,39 mW, próximo de I_C = 1,33 mA, e a potência média sob sinal é aproximadamente 3,14 mW.
A temperatura deve ser estimada com potência média nas condições térmicas informadas; o pico instantâneo não deve ser multiplicado diretamente por R_θJA como se fosse aquecimento contínuo. P_Q também não é, por si só, uma potência máxima universal.
As potências dos resistores abaixo já consideram a senoide de 2,0 Vp. “Máxima” significa potência instantânea máxima; “média” significa potência média ao longo do ciclo.
Com R_θJA = 200 °C/W, ambiente de 40 °C e limite de junção de 150 °C, a pior estimativa térmica contínua deste caso é a de repouso: T_j ≈ 40 °C + 4,38 mW × 200 °C/W = 40,9 °C. Há ampla margem, mas ela depende das condições de montagem fornecidas.
| Elemento | Em repouso | Máxima instantânea | Média sob sinal | Limite informado |
|---|---|---|---|---|
| Transistor | 4,38 mW | 4,39 mW | 3,14 mW | I_C: 100 mA; V_CEO: 30 V; T_j: 150 °C |
| R_C = 4,0 kΩ | 6,25 mW | 12,25 mW | 6,75 mW | 125 mW |
| R_E = 470 Ω | 0,73 mW | 2,38 mW | 0,97 mW | 125 mW |
| R_L = 4,0 kΩ | 0 mW | 1,00 mW | 0,50 mW | 125 mW |

A excursão escolhida altera corrente, VCE e dissipação ao longo do ciclo.
Para entregar uma senoide de 2,0 Vp com 20% de margem, qual proposta atende ao caso? Justifique usando:
Sua resposta deve concluir claramente se a proposta é aceitável nas condições fornecidas.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).

Passo 8 de 8
Aplique o cálculo de excursão, o diagnóstico de formas de onda e a validação de um ajuste em um caso completo.
Use este primeiro caso para retomar a sequência de análise. Todas as amplitudes são de pico, e a frequência é tal que os capacitores de acoplamento podem ser considerados curtos para o sinal.
O estágio NPN tem resistor de emissor sem capacitor de desvio. A carga está ligada ao coletor por capacitor: ela não altera o ponto Q em corrente contínua, mas participa da carga de sinal. A saída observada é a variação no coletor; após o capacitor, a carga recebe praticamente a mesma variação de sinal, sem o nível contínuo do coletor.

Em corrente contínua, o capacitor isola R_L. Para o sinal, R_L fica em paralelo com R_C.
Dados do caso e limites fornecidos para a verificação.
| Grandeza | Valor | Uso |
|---|---|---|
| V_CC | 12 V | alimentação |
| R_C | 2,2 kΩ | resistor de coletor |
| R_E | 470 Ω | resistor de emissor |
| R_L | 2,2 kΩ | carga acoplada |
| I_CQ | 1,5 mA | ponto Q |
| V_CEQ | 8,0 V | ponto Q |
| V_CE(sat) | 0,20 V | estimativa de saturação |
| A_v | −2,1 | ganho base–coletor |
| Margem de projeto | 70% do limite | entrada na base |
A carga efetiva de sinal R_ac é __.
A margem positiva no coletor, em direção ao corte, é aproximadamente __.
A margem negativa no coletor, em direção à saturação, é aproximadamente __.
Com margem de 70%, a amplitude recomendada na base é aproximadamente __.
Agora resolva um novo caso, sem usar os resultados numéricos da tela anterior.
Dados: R_C = 3,3 kΩ, R_L = 3,3 kΩ acoplada por capacitor, R_E = 330 Ω, I_CQ = 2,0 mA, V_CEQ = 4,74 V, V_CE(sat) = 0,20 V e A_v = −4,0. Adote uma entrada na base igual a 80% do limite estimado.
Na observação, a saída no coletor foi ajustada para 3,5 Vp e mostrou achatamento no fundo, no lado de menor tensão do coletor. Para uma correção com a entrada reduzida, considere estes dados fornecidos: I_C varia de 0,40 mA a 3,60 mA; a dissipação média estimada do transistor é 6,95 mW; a maior dissipação instantânea estimada é 9,5 mW; R_C e R_E dissipam no máximo 26 mW e 4,3 mW. Os resistores são de 0,25 W. Com R_θJA = 250 °C/W, ambiente de 45 °C e limite de junção de 150 °C, use a potência média para a estimativa térmica contínua.

No coletor, um fundo achatado aponta para o limite de saturação. A segunda forma ilustra uma excursão reduzida, com folga.
Produza uma análise curta do novo caso. Mostre ou informe:
Use valores aproximados e deixe claras as unidades.
Escreva pelo menos 350 caracteres (0/350).
Confira a coerência entre cálculo e forma de onda: R_ac = 1,65 kΩ. As margens estimadas são aproximadamente 3,30 V rumo ao corte e 3,78 V rumo à saturação. Assim, o limite simétrico aproximado é 3,30 Vp, definido pelo corte.
Isso revela um ponto importante do diagnóstico: uma saída de 3,5 Vp ultrapassa primeiro a margem de corte e tenderia a achatar o topo do coletor. Portanto, o relato de “fundo achatado” não combina, por si só, com os dados fornecidos. Antes de mudar a polarização, é preciso conferir a referência da medição, a amplitude efetiva e a própria observação.
Ainda assim, reduzir a entrada para cerca de 0,66 Vp na base prevê aproximadamente 2,64 Vp na saída e preserva folga nos dois sentidos. Com os dados fornecidos, a temperatura contínua estimada é 45 °C + 6,95 mW × 250 °C/W ≈ 46,7 °C, abaixo do limite de 150 °C.
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Excursão de sinal e distorção em emissor comum
Você concluiu este nível!
Agora você vai iniciar: Amplificadores operacionais e filtros
Desacoplamento da alimentação em circuitos integradosIdentificar os pinos de alimentação de um circuito integrado e aplicar suas recomendações de desacoplamento em uma protoboard própria, respeitando pinagem, tensão e limitações da montagem.Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.
Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online
Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail
Baixe nosso aplicativo pelo QR Code ou pelos links abaixo:.
+ de 10 milhões
de alunos
Certificado grátis e
válido em todo o Brasil
60 mil exercícios
gratuitos
4,8/5 classificação
nas lojas de apps
Cursos gratuitos em
vídeo, ebooks e audiobooks