
Passo 1 de 7
Do símbolo à peça física
Diferencie o símbolo do esquemático, a peça comercial, o encapsulamento físico e o footprint, reconhecendo também as montagens passante e em superfície.
Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 2
Associar footprints aos componentes do esquemático e verificar se pinagem, dimensões e orientação correspondem às peças escolhidas.
Do símbolo à peça física
Diferencie o símbolo do esquemático, a peça comercial, o encapsulamento físico e o footprint, reconhecendo também as montagens passante e em superfície. 2 min
Conferir a ligação entre pinos e pads
Aprenda a conferir a ligação entre as funções elétricas, os números dos pinos do símbolo e os pads do footprint. 3 min
Reconhecer pino 1, polaridade e vista
Interprete referências de orientação e vistas para evitar inversões entre o componente físico e o footprint. 3 min
Comparar dimensões e passo
4 min
Inspecionar um footprint no KiCad
Localize candidatos nas bibliotecas locais do KiCad e use camadas, propriedades e medições no Editor de Footprints para validar sua compatibilidade antes da associação. 3 min
Associar e salvar a escolha
Associe um footprint conferido ao componente de um esquemático local, salve a escolha e confirme o registro no campo Footprint. 4 min
Revisão final: a associação pode ser aceita?
Integre pinagem, orientação, geometria e registro no esquemático para decidir se uma associação de footprint pode ser aceita. 3 min

Passo 1 de 7
Diferencie o símbolo do esquemático, a peça comercial, o encapsulamento físico e o footprint, reconhecendo também as montagens passante e em superfície.
Um componente aparece em quatro representações complementares. Confundi-las leva a escolhas físicas erradas, mesmo quando o esquemático parece correto.
O símbolo organiza a intenção elétrica; as outras representações conectam essa intenção à peça real e à placa.

O footprint não é a peça física: ele define onde e como os terminais da peça se conectam na placa.
No esquemático, um símbolo como R com valor 10 kΩ informa a função elétrica e o valor nominal. Isso não determina sozinho qual resistor será montado.
Por exemplo, resistores de 10 kΩ podem existir em encapsulamentos axiais passantes, em chips SMD de vários tamanhos e com diferentes potências, tolerâncias e faixas de tensão. Para escolher corretamente, identifique a peça pelo fabricante e pelo código completo; depois confirme seu encapsulamento na folha de dados.
Só então procure um footprint que represente suas conexões e geometria na placa.
Dica
O footprint reúne as áreas de conexão, chamadas pads, e referências geométricas para colocar o componente na placa. Ele pode incluir indicações visuais do corpo e de espaço ocupado, mas não substitui a documentação da peça.
Nesta etapa, pense no footprint como a interface física entre terminais e cobre da placa. A validação de números, dimensões e orientação será feita nos próximos passos.
Compare as duas formas comuns de montagem.
| Característica | Passante (THT) | Em superfície (SMD) |
|---|---|---|
| Terminais | Atravessam furos da placa | Encostam em pads na superfície |
| Footprint típico | Pads com furos | Pads sem furos para o terminal |
| Manuseio | Peças geralmente maiores | Peças podem ser bem pequenas |
| Inspeção visual | Terminais e soldas são mais evidentes | Exige observar pads e terminais menores |
| Soldagem | Conexão através da placa | Conexão em uma face da placa |
A imagem compara footprints de resistores com a mesma função elétrica, mas destinados a montagens diferentes. À esquerda, os furos recebem terminais que atravessam a placa. À direita, os pads superficiais recebem os terminais de um componente SMD.

Terminais passantes atravessam furos; terminais SMD são soldados em pads da superfície.
A montagem passante costuma facilitar o manuseio e a inspeção visual em protótipos. A montagem em superfície permite componentes menores e maior aproveitamento da área da placa, mas pode exigir mais cuidado na inspeção por causa do tamanho.
Essas são consequências práticas gerais, não critérios suficientes para selecionar uma peça. A decisão começa pela peça comercial e por sua documentação.
Relacione cada elemento à sua função principal.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 7
Aprenda a conferir a ligação entre as funções elétricas, os números dos pinos do símbolo e os pads do footprint.
No footprint, cada pad é a área condutora da placa que receberá um terminal do componente e se conectará ao cobre das redes. Para que uma ligação do esquemático chegue ao terminal físico certo, o número do pino no símbolo deve corresponder ao número do pad no footprint.
A posição desenhada do pino no esquemático não decide essa correspondência. Um pino pode estar no alto, à esquerda ou em uma unidade separada do símbolo; o que estabelece a ligação é seu número.

A correspondência é feita pela numeração igual: pino 1 → pad 1, pino 2 → pad 2 e assim por diante.
Dica
Faça a conferência em três pontos:
Não aceite um footprint apenas porque tem a mesma quantidade de terminais ou parece ter o formato certo. Dois encapsulamentos de oito terminais podem ter numerações ou funções incompatíveis.
Use este caso de referência: MCP6002-I/P, amplificador operacional duplo em encapsulamento PDIP de oito terminais. A tabela reúne a pinagem a conferir entre a folha de dados, o símbolo e o footprint candidato.
O símbolo pode dividir o circuito em unidades: uma para cada amplificador e outra para a alimentação. Essa divisão gráfica não elimina a necessidade de verificar os pinos de alimentação.
Rastreie cada função pelo número. No footprint correto, os pads devem ser numerados de 1 a 8 de modo compatível com esta tabela.
| Terminal | Função | Pad exigido |
|---|---|---|
| 1 | Saída do amplificador A | 1 |
| 2 | Entrada inversora A | 2 |
| 3 | Entrada não inversora A | 3 |
| 4 | VSS (alimentação negativa) | 4 |
| 5 | Entrada não inversora B | 5 |
| 6 | Entrada inversora B | 6 |
| 7 | Saída do amplificador B | 7 |
| 8 | VDD (alimentação positiva) | 8 |

VSS no pino 4 e VDD no pino 8 precisam ser conferidos, mesmo se estiverem em uma unidade de alimentação separada no símbolo.
Um candidato possui oito pads e tem aparência de PDIP-8. Porém, nele o pad 7 está associado ao terminal que a documentação identifica como saída do amplificador A, cuja função deveria estar no terminal 1.
Qual conclusão é correta?
Escreva pelo menos 50 caracteres (0/50).
Complete a regra que permite rastrear uma rede do esquemático até a placa: o número do pino no símbolo deve ser igual ao número do __ no footprint.
Escreva pelo menos 3 caracteres (0/3).
Para o MCP6002-I/P, associe cada função ao número que deve aparecer tanto no pino do símbolo quanto no pad do footprint.
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Passo 3 de 7
Interprete referências de orientação e vistas para evitar inversões entre o componente físico e o footprint.
Antes de comparar um footprint com uma peça, localize a referência de orientação definida pelo fabricante. Ela pode ser um entalhe, ponto, chanfro ou faixa. Em encapsulamentos com vários terminais, essa referência normalmente indica o lado do pino 1; em peças polarizadas, pode indicar o terminal positivo, negativo, ânodo ou cátodo, conforme o componente.
A marca física é uma pista para começar. A confirmação vem da folha de dados: função do terminal + número do terminal + vista indicada no desenho.

Entalhe, ponto, pad quadrado e serigrafia ajudam a orientar; a numeração documentada confirma a correspondência.
Todo desenho de pinagem deve ser lido com sua vista explícita: superior, inferior ou outra vista declarada. Um desenho da face inferior observado sem essa informação pode parecer uma inversão do footprint visto pelo lado dos componentes.
Antes de comparar, coloque os dois desenhos na mesma referência de observação. Uma rotação de 180° preserva a ordem relativa dos pinos. Já um espelhamento troca esquerda e direita: não é uma rotação e pode levar a uma associação incompatível.

Compare desenhos somente após identificar a vista. Espelhar altera a relação entre os terminais.
Exemplo
O símbolo no esquemático pode estar girado para deixar as conexões legíveis. Isso não obriga a peça física a ter a mesma orientação visual na placa. O que precisa permanecer correto é a ligação entre cada número de pino do símbolo e o pad de mesmo número.
Exemplo: em um diodo polarizado, a faixa no corpo identifica o cátodo. Na folha de dados, confirme qual número de terminal corresponde ao cátodo. Depois, confira se o pad desse mesmo número está no lado da marca de cátodo do footprint.
A marca de serigrafia e o formato diferente de um pad podem facilitar a inspeção, mas não substituem o número do pad. Um footprint pode usar pad retangular para o pad 1; isso é convenção visual, não prova suficiente de polaridade.

A aceitação exige coerência entre a marca física, a função documentada do terminal e o número do pad.
Atenção
Não conclua que dois desenhos são equivalentes porque ambos têm a mesma quantidade de pads, um pad quadrado ou uma faixa na serigrafia. Se a vista, a função ou a numeração não conferirem, interrompa a associação e retorne à documentação da peça.
Um desenho do fabricante mostra um diodo pela vista superior: o cátodo é o terminal 1 e é indicado por uma faixa no corpo. O footprint candidato, também visto pelo lado dos componentes, tem uma barra de serigrafia ao lado do pad 1. Qual conclusão é correta?
Escolha a representação que mantém a faixa do cátodo alinhada ao pad 1, sem espelhar a vista.
Qual imagem representa a associação compatível?

Passo 4 de 7
A folha de dados pode trazer duas referências geométricas diferentes:
Elas se relacionam, mas não são a mesma coisa. Não aceite um footprint porque o contorno “parece caber”: compare cotas documentadas. A escala visual de um desenho na tela nunca serve para medir.

À esquerda estão as cotas da peça; à direita, as cotas da placa que devem ser comparadas.
No encapsulamento, procure especialmente estas medidas antes de comparar um footprint.
| Cota | O que comparar no footprint |
|---|---|
| Comprimento e largura do corpo | Espaço e contornos de referência |
| Passo entre terminais | Distância entre centros de pads vizinhos |
| Distância entre fileiras | Separação entre as linhas de pads |
| Seção máxima do terminal | Furo passante ou padrão de pad SMD |
Em um componente passante, o terminal atravessa o furo do pad. Compare a seção máxima documentada do terminal com o diâmetro mínimo acabado do furo.
A seção de um terminal de PDIP pode ser retangular. Portanto, comparar somente sua largura não basta para concluir a folga em um furo circular: use as duas dimensões máximas da seção ou um diâmetro circunscrito máximo calculado a partir delas.
A decisão também depende do critério de folga e das tolerâncias documentadas para o caso. Não existe uma folga universal.
Em um componente de montagem em superfície (SMD), os terminais se apoiam sobre pads na superfície da placa. Compare a posição e o tamanho dos pads com o padrão de montagem recomendado pelo fabricante.
Não basta copiar o contorno do terminal. O padrão recomendado define a região de conexão necessária para a montagem. Assim, um desenho visualmente parecido não é evidência de compatibilidade.

Para terminais passantes, considere o envelope completo da seção e o furo acabado. Para SMD, use o padrão de pads recomendado.
Considere o caso didático do MCP6002-I/P, em PDIP-8. O desenho do encapsulamento informa seção máxima do terminal de 0,56 mm × 0,38 mm. O diâmetro do círculo que circunscreve essa seção é aproximadamente 0,68 mm.
Neste caso, a folga radial é: (diâmetro mínimo acabado do furo − diâmetro circunscrito máximo do terminal) ÷ 2. O critério fornecido exige pelo menos 0,10 mm de folga radial.
| Característica | Peça ou critério | Candidato A | Candidato B |
|---|---|---|---|
| Passo entre pinos | 2,54 mm | 2,54 mm | 2,54 mm |
| Distância entre fileiras | 7,62 mm | 7,62 mm | 7,62 mm |
| Seção máxima do terminal | 0,56 mm × 0,38 mm | — | — |
| Diâmetro circunscrito máximo | 0,68 mm | — | — |
| Furo mínimo acabado | — | 0,86 mm | 0,90 mm |
| Folga radial calculada | Mínimo 0,10 mm | 0,09 mm | 0,11 mm |
Um mil é um milésimo de polegada, não um milímetro.
1 mil = 0,0254 mm
Converta todas as medidas para a mesma unidade antes de decidir. Por exemplo, 100 mil correspondem a 2,54 mm, um passo comum entre terminais passantes. Misturar “mil” e “mm” sem converter pode levar à escolha de um footprint mecanicamente incompatível.
300 mil correspondem a __ mm.
No caso didático, os dois candidatos coincidem no passo e na distância entre fileiras. A diferença está no furo acabado.
Para o candidato A: (0,86 − 0,68) ÷ 2 = 0,09 mm de folga radial. Ele não atende ao mínimo de 0,10 mm.
Para o candidato B: (0,90 − 0,68) ÷ 2 = 0,11 mm. Ele atende aos parâmetros geométricos fornecidos. Essa conclusão é limitada à geometria verificada: pinagem e orientação continuam sendo conferências próprias.
Considerando exclusivamente a tabela do caso, qual decisão é tecnicamente fundamentada?

Passo 5 de 7
Localize candidatos nas bibliotecas locais do KiCad e use camadas, propriedades e medições no Editor de Footprints para validar sua compatibilidade antes da associação.
No KiCad, abra o Editor de Footprints pelo Gerenciador de Projetos. No painel Footprint Libraries, abra a biblioteca local Package_DIP e dê duplo clique em DIP-8_W7.62mm para carregar o candidato.
O Visualizador de Footprints serve para pesquisar e observar rapidamente candidatos. Para selecionar pads, abrir suas propriedades e medir distâncias, use o Editor de Footprints. Durante esta conferência, não crie, edite nem salve footprints: feche o editor sem usar Salvar se alterar algo sem querer.
Para o MCP6002-I/P já estudado, termos como DIP-8, PDIP-8 e Package_DIP ajudam a encontrar candidatos. O nome inicia a busca, mas não prova que a peça é compatível.

A pesquisa encontra candidatos; a validação acontece no Editor de Footprints.
Dica
Comece pelo encapsulamento e pela quantidade de terminais, mas aceite o candidato somente após comparar numeração, montagem e geometria com a documentação da peça.
No Editor de Footprints, use o painel Appearance para tornar visíveis as camadas e distinguir o que está vendo:
Os nomes dessas camadas aparecem no KiCad mesmo quando a interface está em outro idioma. Use a visibilidade para isolar uma camada se os contornos estiverem se confundindo.

Compare as cores da imagem com as camadas F.Cu, F.Fab, F.Silkscreen e F.CrtYd indicadas no texto.
Dica
O courtyard é uma referência de ocupação para organizar e verificar espaço ao redor da peça. Ele não é um pad, não informa necessariamente o tamanho exato do corpo e, sozinho, não bloqueia automaticamente o roteamento. Regras de posicionamento e roteamento serão tratadas adiante.
No Editor de Footprints, passe o cursor sobre um pad e pressione E. A janela de propriedades permite conferir, sem editar, o número do pad, o tipo de pad, o tipo de montagem e, para pads passantes, o diâmetro do furo. Feche a janela com Cancelar após consultar.
Para medir, escolha Inspect → Measure Distance. Clique no centro de dois pads; a leitura mostra a distância entre os pontos. Pressione Esc para encerrar a medição. No DIP-8 do caso, meça os centros dos pads 1 e 2 para conferir o passo de 2,54 mm; meça os centros dos pads 1 e 8 para conferir a distância entre fileiras de 7,62 mm.
Não use a escala aparente da tela como medida.
Use este roteiro no candidato Package_DIP:DIP-8_W7.62mm. Compare cada resultado com a peça exata e a folha de dados, não com a aparência do desenho.
| Verificar | Ferramenta no Editor | Evidência para o caso |
|---|---|---|
| Numeração | Pad + tecla E | Pads 1 a 8 correspondem aos pinos |
| Montagem | Pad + tecla E | Pad passante, compatível com PDIP |
| Furo | Pad + tecla E | Furo comporta o terminal documentado |
| Passo | Inspect → Measure Distance | 1 para 2: 2,54 mm |
| Fileiras | Inspect → Measure Distance | 1 para 8: 7,62 mm |
| Orientação | Pads e F.Silkscreen | Pad 1 coerente com a referência |
Em uma vista de footprint, você quer localizar a camada que delimita a área prevista de ocupação do componente, sem confundi-la com cobre ou com o desenho do corpo. Qual representação mostra o courtyard?
Escolha a vista que destaca o contorno de courtyard.
Um candidato tem o nome DIP-8_W7.62mm, oito pads e um contorno semelhante ao MCP6002-I/P. Ao abri-lo no Editor de Footprints, você ainda não consultou propriedades nem fez medições. Qual é a decisão correta?
Escolha a ação mais fundamentada.

Passo 6 de 7
Associe um footprint conferido ao componente de um esquemático local, salve a escolha e confirme o registro no campo Footprint.
Use um esquemático local de treino contendo o símbolo do amplificador operacional duplo MCP6002. Nas propriedades do componente, defina a referência como U1 e o valor como MCP6002-I/P. Salve o esquemático.
Não é necessário conectar fios, criar uma placa nem alterar uma biblioteca. A referência U1 identifica a instância exata cuja associação será registrada.
No Editor de Esquemáticos, abra Ferramentas → Associar Footprints… e localize a linha de U1. Antes de pesquisar, confirme que ela corresponde ao valor MCP6002-I/P.
A ferramenta grava a escolha no campo Footprint do componente no esquemático. Ela não cria uma placa, não transfere redes e não verifica automaticamente se a escolha é compatível.

Identifique a instância pela referência antes de buscar um footprint para ela.
Use filtros por biblioteca, trecho do nome e quantidade de pinos para reduzir a lista. Para este caso, procure candidatos de PDIP/DIP de oito terminais, passantes, em bibliotecas locais como Package_DIP.
Filtros servem para encontrar candidatos; não são uma validação. Um nome parecido, oito pads ou a distância entre fileiras no nome não provam pinagem, orientação, tipo de montagem, representação do corpo ou compatibilidade mecânica.
Exemplo
A peça escolhida é um MCP6002-I/P em PDIP-8 direto. Portanto, o footprint precisa representar a montagem direta desse encapsulamento na placa.
Não associe um footprint de soquete, adaptador ou outro suporte apenas porque os pads têm a numeração e o passo corretos. Esses itens representam peças físicas adicionais e só fariam sentido se estivessem previstos como parte da montagem e da lista de peças.
Dica
Para cada candidato direto, retome as evidências já conferidas neste tutorial: pads numerados de 1 a 8 compatíveis com o MCP6002-I/P, marca de pino 1 coerente, passo de 2,54 mm e distância entre fileiras de 7,62 mm.
Para os furos, não trate automaticamente o valor mostrado no KiCad como diâmetro acabado nem aplique uma redução fixa. Compare o diâmetro nominal solicitado pelo footprint, o limite acabado e a tolerância somente quando essas informações estiverem documentadas pela biblioteca, pelo fabricante da placa ou pelo padrão de montagem usado no projeto.

Mesmo que os pads possam parecer semelhantes, a representação mecânica deve corresponder à peça que será montada.
Selecione U1 na ferramenta de associação e escolha somente um candidato direto cuja conferência esteja documentada. Um nome comum de candidato em algumas bibliotecas é Package_DIP:DIP-8_W7.62mm, mas o nome e as propriedades disponíveis podem variar entre versões.
Antes de aplicar, abra ou consulte o candidato e registre: nome completo, tipo de pad passante, numeração, referência de pino 1, passo, distância entre fileiras e informação documentada sobre os furos. Se algum ponto divergir ou não puder ser confirmado, não faça uma escolha por aproximação.
Quando houver evidência suficiente, aplique a associação na linha de U1 usando a ação de aplicar e salvar exibida pela sua versão do KiCad. Feche a ferramenta, abra as propriedades de U1 e confirme que o campo Footprint contém o nome completo escolhido. Então salve o esquemático local.
A escolha só está registrada quando o campo Footprint foi preenchido e o esquemático foi salvo. Esse registro documenta a decisão; ele não substitui a conferência que a justificou.

Aplicar a escolha, conferir o campo Footprint e salvar são ações distintas da validação geométrica.
Atenção
Se não houver um footprint direto comprovado na sua biblioteca local, ou se a documentação do furo não sustentar a compatibilidade requerida, mantenha U1 sem associação confirmada. Registre a pendência e procure uma correspondência documentada.
Não selecione o candidato “mais parecido”, não use um footprint de soquete sem soquete previsto e não renumere pads por tentativa.
Registre o resultado da sua prática local. Informe a referência U1, o nome completo que aparece no campo Footprint — ou escreva pendente, se você não encontrou evidência suficiente — e cite uma evidência de pinagem/orientação e uma evidência geométrica.
Se aplicou uma associação, indique também como confirmou que o candidato representa montagem direta em PDIP-8, e não um soquete. Para os furos, informe apenas dados que você efetivamente encontrou documentados; não invente conversões entre furo nominal e acabado.
Escreva pelo menos 140 caracteres (0/140).

Passo 7 de 7
Integre pinagem, orientação, geometria e registro no esquemático para decidir se uma associação de footprint pode ser aceita.
Antes de aceitar uma associação, reúna evidências — não apenas um nome parecido na biblioteca. A revisão mínima conecta cinco pontos:
Se um ponto documentado divergir, a associação é incompatível. Se faltar uma informação essencial, ela ainda não está confirmada. Só uma associação compatível e salva está pronta para seguir para a próxima etapa do projeto.

A aceitação exige concordância entre peça, símbolo, footprint, dimensões e registro no esquemático.
Caso final — U1
O esquemático identifica U1 como MCP6002-I/P: peça de montagem direta em PDIP-8, com terminais passantes, passo de 2,54 mm e distância entre fileiras de 7,62 mm.
A seção máxima do terminal é 0,56 mm × 0,38 mm. Para a comparação didática com furo circular, use o diâmetro circunscrito máximo de aproximadamente 0,68 mm. O critério mecânico do caso exige folga radial mínima de 0,10 mm.
Os três candidatos da tabela são candidatos fictícios deste caso, não identificadores de bibliotecas do KiCad. Para todos, a documentação do caso confirma pads 1 a 8 compatíveis com a pinagem do MCP6002-I/P, entalhe no lado do pad 1 em vista superior e montagem direta em PDIP-8. Compare a geometria e o registro da associação.
A folga radial é calculada por (diâmetro acabado mínimo garantido − 0,68 mm) ÷ 2. O diâmetro nominal solicitado no footprint e o limite acabado garantido pelo processo são dados distintos: não substitua um pelo outro nem aplique redução fixa.
| Evidência | A | B | C |
|---|---|---|---|
| Identificação didática | Candidato_A_Direto | Candidato_B_Direto | Candidato_C_Direto |
| Montagem | Direta, PDIP-8 | Direta, PDIP-8 | Direta, PDIP-8 |
| Campo Footprint em U1 | Salvo | Salvo | Vazio, não salvo |
| Furo nominal solicitado | 0,90 mm | 0,95 mm | 0,95 mm |
| Furo acabado mínimo garantido | 0,86 mm | 0,90 mm | 0,90 mm |
| Folga radial calculada | 0,09 mm | 0,11 mm | 0,11 mm |
| Critério de folga radial | Mínimo 0,10 mm | Mínimo 0,10 mm | Mínimo 0,10 mm |

O diâmetro nominal do furo não prova seu limite acabado; a geometria e o salvamento da associação exigem evidências próprias.
Classifique A, B e C como compatível, incompatível ou ainda não confirmado. Para cada caso, indique a ação necessária antes de prosseguir.
Justifique usando: uma evidência de pinagem ou orientação, a comparação entre o limite acabado garantido e a folga radial mínima, e a situação do campo Footprint em U1. Considere exclusivamente os dados apresentados.
Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Associação de footprints e conferência de pinagem
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