Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 2

Associação de footprints e conferência de pinagem

Associar footprints aos componentes do esquemático e verificar se pinagem, dimensões e orientação correspondem às peças escolhidas.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 20 min
  • 7 passos
Associação de footprints e conferência de pinagem

O que você vai percorrer

  1. Do símbolo à peça física Diferencie o símbolo do esquemático, a peça comercial, o encapsulamento físico e o footprint, reconhecendo também as montagens passante e em superfície. 2 min
  2. Conferir a ligação entre pinos e pads Aprenda a conferir a ligação entre as funções elétricas, os números dos pinos do símbolo e os pads do footprint. 3 min
  3. Reconhecer pino 1, polaridade e vista Interprete referências de orientação e vistas para evitar inversões entre o componente físico e o footprint. 3 min
  4. Comparar dimensões e passo 4 min
  5. Inspecionar um footprint no KiCad Localize candidatos nas bibliotecas locais do KiCad e use camadas, propriedades e medições no Editor de Footprints para validar sua compatibilidade antes da associação. 3 min
  6. Associar e salvar a escolha Associe um footprint conferido ao componente de um esquemático local, salve a escolha e confirme o registro no campo Footprint. 4 min
  7. Revisão final: a associação pode ser aceita? Integre pinagem, orientação, geometria e registro no esquemático para decidir se uma associação de footprint pode ser aceita. 3 min

O que você vai aprender

  • Diferenciar símbolo, encapsulamento e footprint.
  • Conferir a correspondência entre pinos elétricos e pads.
  • Comparar dimensões e passo do footprint com a folha de dados.
  • Identificar incompatibilidades de orientação ou encapsulamento antes do layout.

Antes de começar

  • Criação de esquemáticos no KiCad
  • Leitura de folhas de dados e dimensionamento de componentes.

Passo 1 de 7

Do símbolo à peça física

Diferencie o símbolo do esquemático, a peça comercial, o encapsulamento físico e o footprint, reconhecendo também as montagens passante e em superfície.

As representações de um componente

Quatro representações, quatro papéis

Um componente aparece em quatro representações complementares. Confundi-las leva a escolhas físicas erradas, mesmo quando o esquemático parece correto.

  • Símbolo elétrico: mostra a função e as conexões no esquemático.
  • Peça comercial: é o item que será comprado, identificado por fabricante e código completo.
  • Encapsulamento: é a forma física da peça e de seus terminais.
  • Footprint: é o desenho usado na placa para posicionar e conectar essa peça.

O símbolo organiza a intenção elétrica; as outras representações conectam essa intenção à peça real e à placa.

Diagrama que liga um símbolo de resistor à peça comercial, ao encapsulamento axial e ao footprint de dois pads.

O footprint não é a peça física: ele define onde e como os terminais da peça se conectam na placa.

O mesmo circuito, montagens diferentes

O valor não escolhe a montagem

No esquemático, um símbolo como R com valor 10 kΩ informa a função elétrica e o valor nominal. Isso não determina sozinho qual resistor será montado.

Por exemplo, resistores de 10 kΩ podem existir em encapsulamentos axiais passantes, em chips SMD de vários tamanhos e com diferentes potências, tolerâncias e faixas de tensão. Para escolher corretamente, identifique a peça pelo fabricante e pelo código completo; depois confirme seu encapsulamento na folha de dados.

Só então procure um footprint que represente suas conexões e geometria na placa.

Dica

O que o footprint representa

O footprint reúne as áreas de conexão, chamadas pads, e referências geométricas para colocar o componente na placa. Ele pode incluir indicações visuais do corpo e de espaço ocupado, mas não substitui a documentação da peça.

Nesta etapa, pense no footprint como a interface física entre terminais e cobre da placa. A validação de números, dimensões e orientação será feita nos próximos passos.

Passante e em superfície

Compare as duas formas comuns de montagem.

A escolha depende da peça específica e dos requisitos do projeto.
CaracterísticaPassante (THT)Em superfície (SMD)
TerminaisAtravessam furos da placaEncostam em pads na superfície
Footprint típicoPads com furosPads sem furos para o terminal
ManuseioPeças geralmente maioresPeças podem ser bem pequenas
Inspeção visualTerminais e soldas são mais evidentesExige observar pads e terminais menores
SoldagemConexão através da placaConexão em uma face da placa

Reconhecer a forma de montagem

Como a montagem aparece na placa

A imagem compara footprints de resistores com a mesma função elétrica, mas destinados a montagens diferentes. À esquerda, os furos recebem terminais que atravessam a placa. À direita, os pads superficiais recebem os terminais de um componente SMD.

Comparação vista de cima entre um resistor axial passante em dois furos metalizados e um resistor chip SMD sobre dois pads superficiais.

Terminais passantes atravessam furos; terminais SMD são soldados em pads da superfície.

Consequências sem atalhos

A montagem passante costuma facilitar o manuseio e a inspeção visual em protótipos. A montagem em superfície permite componentes menores e maior aproveitamento da área da placa, mas pode exigir mais cuidado na inspeção por causa do tamanho.

Essas são consequências práticas gerais, não critérios suficientes para selecionar uma peça. A decisão começa pela peça comercial e por sua documentação.

Prática: cada representação em seu lugar

Fixe a distinção

Relacione cada elemento à sua função principal.

Faça as associações.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 7

Conferir a ligação entre pinos e pads

Aprenda a conferir a ligação entre as funções elétricas, os números dos pinos do símbolo e os pads do footprint.

A regra de correspondência

Número, não posição

No footprint, cada pad é a área condutora da placa que receberá um terminal do componente e se conectará ao cobre das redes. Para que uma ligação do esquemático chegue ao terminal físico certo, o número do pino no símbolo deve corresponder ao número do pad no footprint.

A posição desenhada do pino no esquemático não decide essa correspondência. Um pino pode estar no alto, à esquerda ou em uma unidade separada do símbolo; o que estabelece a ligação é seu número.

Do pino ao pad

Diagrama que conecta os números dos pinos de um símbolo aos pads com os mesmos números em um footprint DIP de oito terminais.

A correspondência é feita pela numeração igual: pino 1 → pad 1, pino 2 → pad 2 e assim por diante.

Dica

Rastreio em três pontos

Faça a conferência em três pontos:

  1. Na folha de dados, localize a função e o número do terminal da peça exata.
  2. No símbolo, confira se essa mesma função usa o mesmo número de pino.
  3. No footprint, confirme que existe um pad com aquele número.

Não aceite um footprint apenas porque tem a mesma quantidade de terminais ou parece ter o formato certo. Dois encapsulamentos de oito terminais podem ter numerações ou funções incompatíveis.

Caso guiado: oito terminais

Caso: MCP6002-I/P

Use este caso de referência: MCP6002-I/P, amplificador operacional duplo em encapsulamento PDIP de oito terminais. A tabela reúne a pinagem a conferir entre a folha de dados, o símbolo e o footprint candidato.

O símbolo pode dividir o circuito em unidades: uma para cada amplificador e outra para a alimentação. Essa divisão gráfica não elimina a necessidade de verificar os pinos de alimentação.

Pinagem a conferir

Rastreie cada função pelo número. No footprint correto, os pads devem ser numerados de 1 a 8 de modo compatível com esta tabela.

Referência de funções e terminais para o MCP6002-I/P em PDIP-8.
TerminalFunçãoPad exigido
1Saída do amplificador A1
2Entrada inversora A2
3Entrada não inversora A3
4VSS (alimentação negativa)4
5Entrada não inversora B5
6Entrada inversora B6
7Saída do amplificador B7
8VDD (alimentação positiva)8

Alimentação também entra na revisão

Footprint PDIP-8 com pads 1, 4, 5 e 8 destacados e conectados visualmente a funções de sinal e alimentação.

VSS no pino 4 e VDD no pino 8 precisam ser conferidos, mesmo se estiverem em uma unidade de alimentação separada no símbolo.

Detecte a incompatibilidade

Decisão baseada em evidência

Um candidato possui oito pads e tem aparência de PDIP-8. Porém, nele o pad 7 está associado ao terminal que a documentação identifica como saída do amplificador A, cuja função deveria estar no terminal 1.

Qual conclusão é correta?

Escreva pelo menos 50 caracteres (0/50).

Pratique o rastreio

Fixe a regra

Complete a regra que permite rastrear uma rede do esquemático até a placa: o número do pino no símbolo deve ser igual ao número do __ no footprint.

Escreva pelo menos 3 caracteres (0/3).

Verificação de números

Para o MCP6002-I/P, associe cada função ao número que deve aparecer tanto no pino do símbolo quanto no pad do footprint.

Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Passo 3 de 7

Reconhecer pino 1, polaridade e vista

Interprete referências de orientação e vistas para evitar inversões entre o componente físico e o footprint.

Localize a referência de orientação

A referência começa na peça

Antes de comparar um footprint com uma peça, localize a referência de orientação definida pelo fabricante. Ela pode ser um entalhe, ponto, chanfro ou faixa. Em encapsulamentos com vários terminais, essa referência normalmente indica o lado do pino 1; em peças polarizadas, pode indicar o terminal positivo, negativo, ânodo ou cátodo, conforme o componente.

A marca física é uma pista para começar. A confirmação vem da folha de dados: função do terminal + número do terminal + vista indicada no desenho.

Pino 1 no encapsulamento e no footprint

Comparação entre um CI DIP visto de cima, com entalhe e ponto no lado do pino 1, e seu footprint com pad 1 quadrado e marca semicircular alinhada.

Entalhe, ponto, pad quadrado e serigrafia ajudam a orientar; a numeração documentada confirma a correspondência.

Iguale a vista antes de comparar

Vista superior não é vista inferior

Todo desenho de pinagem deve ser lido com sua vista explícita: superior, inferior ou outra vista declarada. Um desenho da face inferior observado sem essa informação pode parecer uma inversão do footprint visto pelo lado dos componentes.

Antes de comparar, coloque os dois desenhos na mesma referência de observação. Uma rotação de 180° preserva a ordem relativa dos pinos. Já um espelhamento troca esquerda e direita: não é uma rotação e pode levar a uma associação incompatível.

Rotacionar é diferente de espelhar

Três comparações de um componente de quatro terminais: vista superior original, a mesma vista rotacionada e uma imagem espelhada com a ordem lateral invertida.

Compare desenhos somente após identificar a vista. Espelhar altera a relação entre os terminais.

Exemplo

Símbolo e peça não precisam apontar para o mesmo lado

O símbolo no esquemático pode estar girado para deixar as conexões legíveis. Isso não obriga a peça física a ter a mesma orientação visual na placa. O que precisa permanecer correto é a ligação entre cada número de pino do símbolo e o pad de mesmo número.

Cruze as evidências

Exemplo com componente polarizado

Exemplo: em um diodo polarizado, a faixa no corpo identifica o cátodo. Na folha de dados, confirme qual número de terminal corresponde ao cátodo. Depois, confira se o pad desse mesmo número está no lado da marca de cátodo do footprint.

A marca de serigrafia e o formato diferente de um pad podem facilitar a inspeção, mas não substituem o número do pad. Um footprint pode usar pad retangular para o pad 1; isso é convenção visual, não prova suficiente de polaridade.

Confirme marca, função e pad

Diodo com faixa de cátodo sobre footprint de dois pads, com a marca de serigrafia e o pad correspondente alinhados.

A aceitação exige coerência entre a marca física, a função documentada do terminal e o número do pad.

Atenção

Não use pistas visuais como prova

Não conclua que dois desenhos são equivalentes porque ambos têm a mesma quantidade de pads, um pad quadrado ou uma faixa na serigrafia. Se a vista, a função ou a numeração não conferirem, interrompa a associação e retorne à documentação da peça.

Prática: alinhe o cátodo

Verifique a orientação

Um desenho do fabricante mostra um diodo pela vista superior: o cátodo é o terminal 1 e é indicado por uma faixa no corpo. O footprint candidato, também visto pelo lado dos componentes, tem uma barra de serigrafia ao lado do pad 1. Qual conclusão é correta?

Escolha a representação que mantém a faixa do cátodo alinhada ao pad 1, sem espelhar a vista.

Qual imagem representa a associação compatível?

Passo 4 de 7

Comparar dimensões e passo

Ler o desenho dimensional

Duas referências geométricas

A folha de dados pode trazer duas referências geométricas diferentes:

  • Desenho dimensional do encapsulamento: descreve a peça física: comprimento e largura do corpo, terminais, passo e distância entre fileiras.
  • Padrão de montagem recomendado: descreve o que a placa deve oferecer: posição, tamanho dos pads e, quando aplicável, furos.

Elas se relacionam, mas não são a mesma coisa. Não aceite um footprint porque o contorno “parece caber”: compare cotas documentadas. A escala visual de um desenho na tela nunca serve para medir.

Peça física e área de montagem

Comparação entre um encapsulamento DIP de oito terminais com cotas físicas e um footprint com pads e furos.

À esquerda estão as cotas da peça; à direita, as cotas da placa que devem ser comparadas.

O que cada cota informa

No encapsulamento, procure especialmente estas medidas antes de comparar um footprint.

Leia cada cota na unidade indicada pela documentação.
CotaO que comparar no footprint
Comprimento e largura do corpoEspaço e contornos de referência
Passo entre terminaisDistância entre centros de pads vizinhos
Distância entre fileirasSeparação entre as linhas de pads
Seção máxima do terminalFuro passante ou padrão de pad SMD

Comparar conforme a montagem

Caso passante: terminal e furo

Em um componente passante, o terminal atravessa o furo do pad. Compare a seção máxima documentada do terminal com o diâmetro mínimo acabado do furo.

A seção de um terminal de PDIP pode ser retangular. Portanto, comparar somente sua largura não basta para concluir a folga em um furo circular: use as duas dimensões máximas da seção ou um diâmetro circunscrito máximo calculado a partir delas.

A decisão também depende do critério de folga e das tolerâncias documentadas para o caso. Não existe uma folga universal.

Caso SMD: use o padrão recomendado

Em um componente de montagem em superfície (SMD), os terminais se apoiam sobre pads na superfície da placa. Compare a posição e o tamanho dos pads com o padrão de montagem recomendado pelo fabricante.

Não basta copiar o contorno do terminal. O padrão recomendado define a região de conexão necessária para a montagem. Assim, um desenho visualmente parecido não é evidência de compatibilidade.

Duas comparações mecânicas

À esquerda, um terminal passante de seção retangular dentro de um furo circular com folga; à direita, um terminal SMD sobre pads maiores que seu contorno.

Para terminais passantes, considere o envelope completo da seção e o furo acabado. Para SMD, use o padrão de pads recomendado.

Evidência dimensional do caso

Considere o caso didático do MCP6002-I/P, em PDIP-8. O desenho do encapsulamento informa seção máxima do terminal de 0,56 mm × 0,38 mm. O diâmetro do círculo que circunscreve essa seção é aproximadamente 0,68 mm.

Neste caso, a folga radial é: (diâmetro mínimo acabado do furo − diâmetro circunscrito máximo do terminal) ÷ 2. O critério fornecido exige pelo menos 0,10 mm de folga radial.

Valores fornecidos para este exercício. A conclusão vale somente para os parâmetros listados.
CaracterísticaPeça ou critérioCandidato ACandidato B
Passo entre pinos2,54 mm2,54 mm2,54 mm
Distância entre fileiras7,62 mm7,62 mm7,62 mm
Seção máxima do terminal0,56 mm × 0,38 mm——
Diâmetro circunscrito máximo0,68 mm——
Furo mínimo acabado—0,86 mm0,90 mm
Folga radial calculadaMínimo 0,10 mm0,09 mm0,11 mm

Converter mil e milímetro

Unidades antes da comparação

Um mil é um milésimo de polegada, não um milímetro.

1 mil = 0,0254 mm

Converta todas as medidas para a mesma unidade antes de decidir. Por exemplo, 100 mil correspondem a 2,54 mm, um passo comum entre terminais passantes. Misturar “mil” e “mm” sem converter pode levar à escolha de um footprint mecanicamente incompatível.

Prática de conversão

300 mil correspondem a __ mm.

Aceitar ou rejeitar um candidato

Aceite somente o candidato que atende às cotas

No caso didático, os dois candidatos coincidem no passo e na distância entre fileiras. A diferença está no furo acabado.

Para o candidato A: (0,86 − 0,68) ÷ 2 = 0,09 mm de folga radial. Ele não atende ao mínimo de 0,10 mm.

Para o candidato B: (0,90 − 0,68) ÷ 2 = 0,11 mm. Ele atende aos parâmetros geométricos fornecidos. Essa conclusão é limitada à geometria verificada: pinagem e orientação continuam sendo conferências próprias.

Verificação de compatibilidade

Considerando exclusivamente a tabela do caso, qual decisão é tecnicamente fundamentada?

Passo 5 de 7

Inspecionar um footprint no KiCad

Localize candidatos nas bibliotecas locais do KiCad e use camadas, propriedades e medições no Editor de Footprints para validar sua compatibilidade antes da associação.

Da biblioteca para a inspeção

Buscar e abrir um candidato

No KiCad, abra o Editor de Footprints pelo Gerenciador de Projetos. No painel Footprint Libraries, abra a biblioteca local Package_DIP e dê duplo clique em DIP-8_W7.62mm para carregar o candidato.

O Visualizador de Footprints serve para pesquisar e observar rapidamente candidatos. Para selecionar pads, abrir suas propriedades e medir distâncias, use o Editor de Footprints. Durante esta conferência, não crie, edite nem salve footprints: feche o editor sem usar Salvar se alterar algo sem querer.

Para o MCP6002-I/P já estudado, termos como DIP-8, PDIP-8 e Package_DIP ajudam a encontrar candidatos. O nome inicia a busca, mas não prova que a peça é compatível.

Da biblioteca à inspeção

Um editor de footprints mostra um candidato DIP de oito terminais ampliado, com pads numerados.

A pesquisa encontra candidatos; a validação acontece no Editor de Footprints.

Dica

Regra de busca

Comece pelo encapsulamento e pela quantidade de terminais, mas aceite o candidato somente após comparar numeração, montagem e geometria com a documentação da peça.

Interpretar a vista do footprint

Leia as camadas, não só os contornos

No Editor de Footprints, use o painel Appearance para tornar visíveis as camadas e distinguir o que está vendo:

  • Pads: áreas de conexão elétrica. Em um DIP passante, cada pad tem cobre ao redor de um furo; ele pode aparecer em F.Cu, B.Cu e camadas internas.
  • F.Fab: desenho de fabricação, normalmente um contorno fino que representa o corpo da peça.
  • F.Silkscreen: serigrafia visível, como o contorno simplificado e a marca de orientação.
  • F.CrtYd: courtyard, contorno externo que representa a área de ocupação prevista.

Os nomes dessas camadas aparecem no KiCad mesmo quando a interface está em outro idioma. Use a visibilidade para isolar uma camada se os contornos estiverem se confundindo.

Quatro elementos na mesma vista

Diagrama de um footprint DIP-8 com pads, contorno de fabricação, serigrafia e courtyard em cores diferentes.

Compare as cores da imagem com as camadas F.Cu, F.Fab, F.Silkscreen e F.CrtYd indicadas no texto.

Dica

O que o courtyard não significa

O courtyard é uma referência de ocupação para organizar e verificar espaço ao redor da peça. Ele não é um pad, não informa necessariamente o tamanho exato do corpo e, sozinho, não bloqueia automaticamente o roteamento. Regras de posicionamento e roteamento serão tratadas adiante.

Consultar em vez de presumir

Abrir propriedades e medir

No Editor de Footprints, passe o cursor sobre um pad e pressione E. A janela de propriedades permite conferir, sem editar, o número do pad, o tipo de pad, o tipo de montagem e, para pads passantes, o diâmetro do furo. Feche a janela com Cancelar após consultar.

Para medir, escolha Inspect → Measure Distance. Clique no centro de dois pads; a leitura mostra a distância entre os pontos. Pressione Esc para encerrar a medição. No DIP-8 do caso, meça os centros dos pads 1 e 2 para conferir o passo de 2,54 mm; meça os centros dos pads 1 e 8 para conferir a distância entre fileiras de 7,62 mm.

Não use a escala aparente da tela como medida.

Roteiro de inspeção

Use este roteiro no candidato Package_DIP:DIP-8_W7.62mm. Compare cada resultado com a peça exata e a folha de dados, não com a aparência do desenho.

A compatibilidade exige concordância das evidências relevantes.
VerificarFerramenta no EditorEvidência para o caso
NumeraçãoPad + tecla EPads 1 a 8 correspondem aos pinos
MontagemPad + tecla EPad passante, compatível com PDIP
FuroPad + tecla EFuro comporta o terminal documentado
PassoInspect → Measure Distance1 para 2: 2,54 mm
FileirasInspect → Measure Distance1 para 8: 7,62 mm
OrientaçãoPads e F.SilkscreenPad 1 coerente com a referência

Prática: distinguir referências visuais

Reconheça a área de ocupação

Em uma vista de footprint, você quer localizar a camada que delimita a área prevista de ocupação do componente, sem confundi-la com cobre ou com o desenho do corpo. Qual representação mostra o courtyard?

Qual é o courtyard?

Escolha a vista que destaca o contorno de courtyard.

Prática: validar o candidato

Decida pela evidência

Um candidato tem o nome DIP-8_W7.62mm, oito pads e um contorno semelhante ao MCP6002-I/P. Ao abri-lo no Editor de Footprints, você ainda não consultou propriedades nem fez medições. Qual é a decisão correta?

Aceitar ou manter pendente?

Escolha a ação mais fundamentada.

Passo 6 de 7

Associar e salvar a escolha

Associe um footprint conferido ao componente de um esquemático local, salve a escolha e confirme o registro no campo Footprint.

Preparar e localizar U1

Prepare a instância de treino

Use um esquemático local de treino contendo o símbolo do amplificador operacional duplo MCP6002. Nas propriedades do componente, defina a referência como U1 e o valor como MCP6002-I/P. Salve o esquemático.

Não é necessário conectar fios, criar uma placa nem alterar uma biblioteca. A referência U1 identifica a instância exata cuja associação será registrada.

Abra o associador pelo componente certo

No Editor de Esquemáticos, abra Ferramentas → Associar Footprints… e localize a linha de U1. Antes de pesquisar, confirme que ela corresponde ao valor MCP6002-I/P.

A ferramenta grava a escolha no campo Footprint do componente no esquemático. Ela não cria uma placa, não transfere redes e não verifica automaticamente se a escolha é compatível.

Da referência à associação

Diagrama mostrando o componente U1 no esquemático, a ferramenta de associação e um footprint PDIP-8 direto com oito pads furados.

Identifique a instância pela referência antes de buscar um footprint para ela.

Buscar com evidências

Filtre para encontrar; valide para escolher

Use filtros por biblioteca, trecho do nome e quantidade de pinos para reduzir a lista. Para este caso, procure candidatos de PDIP/DIP de oito terminais, passantes, em bibliotecas locais como Package_DIP.

Filtros servem para encontrar candidatos; não são uma validação. Um nome parecido, oito pads ou a distância entre fileiras no nome não provam pinagem, orientação, tipo de montagem, representação do corpo ou compatibilidade mecânica.

Exemplo

A montagem prevista decide o tipo de footprint

A peça escolhida é um MCP6002-I/P em PDIP-8 direto. Portanto, o footprint precisa representar a montagem direta desse encapsulamento na placa.

Não associe um footprint de soquete, adaptador ou outro suporte apenas porque os pads têm a numeração e o passo corretos. Esses itens representam peças físicas adicionais e só fariam sentido se estivessem previstos como parte da montagem e da lista de peças.

Dica

Furo exige informação documentada

Para cada candidato direto, retome as evidências já conferidas neste tutorial: pads numerados de 1 a 8 compatíveis com o MCP6002-I/P, marca de pino 1 coerente, passo de 2,54 mm e distância entre fileiras de 7,62 mm.

Para os furos, não trate automaticamente o valor mostrado no KiCad como diâmetro acabado nem aplique uma redução fixa. Compare o diâmetro nominal solicitado pelo footprint, o limite acabado e a tolerância somente quando essas informações estiverem documentadas pela biblioteca, pelo fabricante da placa ou pelo padrão de montagem usado no projeto.

Direto não é soquete

Comparação entre um footprint direto para PDIP-8 e um footprint de soquete de oito terminais, destacando que os contornos mecânicos são diferentes.

Mesmo que os pads possam parecer semelhantes, a representação mecânica deve corresponder à peça que será montada.

Aplicar ou manter pendente

Escolha somente um candidato comprovado

Selecione U1 na ferramenta de associação e escolha somente um candidato direto cuja conferência esteja documentada. Um nome comum de candidato em algumas bibliotecas é Package_DIP:DIP-8_W7.62mm, mas o nome e as propriedades disponíveis podem variar entre versões.

Antes de aplicar, abra ou consulte o candidato e registre: nome completo, tipo de pad passante, numeração, referência de pino 1, passo, distância entre fileiras e informação documentada sobre os furos. Se algum ponto divergir ou não puder ser confirmado, não faça uma escolha por aproximação.

Aplicar, confirmar e salvar

Quando houver evidência suficiente, aplique a associação na linha de U1 usando a ação de aplicar e salvar exibida pela sua versão do KiCad. Feche a ferramenta, abra as propriedades de U1 e confirme que o campo Footprint contém o nome completo escolhido. Então salve o esquemático local.

A escolha só está registrada quando o campo Footprint foi preenchido e o esquemático foi salvo. Esse registro documenta a decisão; ele não substitui a conferência que a justificou.

A escolha precisa ficar registrada

Fluxo de U1 para um footprint PDIP-8 direto selecionado e, por fim, para o campo Footprint preenchido nas propriedades.

Aplicar a escolha, conferir o campo Footprint e salvar são ações distintas da validação geométrica.

Atenção

Pendência é uma decisão técnica válida

Se não houver um footprint direto comprovado na sua biblioteca local, ou se a documentação do furo não sustentar a compatibilidade requerida, mantenha U1 sem associação confirmada. Registre a pendência e procure uma correspondência documentada.

Não selecione o candidato “mais parecido”, não use um footprint de soquete sem soquete previsto e não renumere pads por tentativa.

Prática: registre a decisão

Documente a decisão

Registre o resultado da sua prática local. Informe a referência U1, o nome completo que aparece no campo Footprint — ou escreva pendente, se você não encontrou evidência suficiente — e cite uma evidência de pinagem/orientação e uma evidência geométrica.

Se aplicou uma associação, indique também como confirmou que o candidato representa montagem direta em PDIP-8, e não um soquete. Para os furos, informe apenas dados que você efetivamente encontrou documentados; não invente conversões entre furo nominal e acabado.

Escreva pelo menos 140 caracteres (0/140).

Passo 7 de 7

Revisão final: a associação pode ser aceita?

Integre pinagem, orientação, geometria e registro no esquemático para decidir se uma associação de footprint pode ser aceita.

Uma decisão baseada em evidências

Checklist de aceitação

Antes de aceitar uma associação, reúna evidências — não apenas um nome parecido na biblioteca. A revisão mínima conecta cinco pontos:

  1. Peça exata: código completo e variante.
  2. Pinagem: função e número de cada terminal no símbolo e no pad.
  3. Orientação: pino 1, polaridade e vista do desenho.
  4. Geometria: encapsulamento, passo, pads e furos compatíveis com a documentação.
  5. Registro: campo Footprint salvo no componente do esquemático.

Se um ponto documentado divergir, a associação é incompatível. Se faltar uma informação essencial, ela ainda não está confirmada. Só uma associação compatível e salva está pronta para seguir para a próxima etapa do projeto.

Evidências que precisam concordar

Diagrama de um CI DIP-8, seu footprint e uma seção de terminal dentro de um furo, destacando numeração, orientação, passo e folga.

A aceitação exige concordância entre peça, símbolo, footprint, dimensões e registro no esquemático.

Caso integrado: decidir antes de prosseguir

Dados da peça e critério do caso

Caso final — U1

O esquemático identifica U1 como MCP6002-I/P: peça de montagem direta em PDIP-8, com terminais passantes, passo de 2,54 mm e distância entre fileiras de 7,62 mm.

A seção máxima do terminal é 0,56 mm × 0,38 mm. Para a comparação didática com furo circular, use o diâmetro circunscrito máximo de aproximadamente 0,68 mm. O critério mecânico do caso exige folga radial mínima de 0,10 mm.

Os três candidatos da tabela são candidatos fictícios deste caso, não identificadores de bibliotecas do KiCad. Para todos, a documentação do caso confirma pads 1 a 8 compatíveis com a pinagem do MCP6002-I/P, entalhe no lado do pad 1 em vista superior e montagem direta em PDIP-8. Compare a geometria e o registro da associação.

Três situações para U1

A folga radial é calculada por (diâmetro acabado mínimo garantido − 0,68 mm) ÷ 2. O diâmetro nominal solicitado no footprint e o limite acabado garantido pelo processo são dados distintos: não substitua um pelo outro nem aplique redução fixa.

Mesmo com pinagem e orientação corretas, uma associação pode ser rejeitada por geometria ou permanecer pendente por falta de registro salvo.
EvidênciaABC
Identificação didáticaCandidato_A_DiretoCandidato_B_DiretoCandidato_C_Direto
MontagemDireta, PDIP-8Direta, PDIP-8Direta, PDIP-8
Campo Footprint em U1SalvoSalvoVazio, não salvo
Furo nominal solicitado0,90 mm0,95 mm0,95 mm
Furo acabado mínimo garantido0,86 mm0,90 mm0,90 mm
Folga radial calculada0,09 mm0,11 mm0,11 mm
Critério de folga radialMínimo 0,10 mmMínimo 0,10 mmMínimo 0,10 mm

Geometria e registro são verificações diferentes

Três footprints didáticos PDIP-8 diretos com pinagem e orientação corretas; o primeiro tem folga insuficiente, o segundo atende ao critério e o terceiro ainda não foi salvo no esquemático.

O diâmetro nominal do furo não prova seu limite acabado; a geometria e o salvamento da associação exigem evidências próprias.

Aplicação final

Julgue e justifique

Classifique A, B e C como compatível, incompatível ou ainda não confirmado. Para cada caso, indique a ação necessária antes de prosseguir.

Justifique usando: uma evidência de pinagem ou orientação, a comparação entre o limite acabado garantido e a folga radial mínima, e a situação do campo Footprint em U1. Considere exclusivamente os dados apresentados.

Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).

Fechamento

Resumo

O que levar para a revisão

  • Aceite um footprint somente quando código e variante da peça, pinagem, orientação, geometria e associação salva estiverem confirmados.
  • Quantidade igual de terminais, aparência semelhante ou nome parecido não comprovam compatibilidade.
  • Distinga o diâmetro nominal solicitado pelo footprint do limite acabado garantido pelo processo; a comparação mecânica depende das evidências documentadas.
  • Uma divergência documentada torna a associação incompatível; uma informação essencial ausente ou uma escolha não salva mantém a associação pendente.
  • Uma associação conferida não valida por si só o funcionamento elétrico, o desempenho térmico ou a placa pronta.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Associação de footprints e conferência de pinagem

Você concluiu a conferência de footprints e pinagem. Agora pode decidir, com evidências, se uma associação deve ser aceita, rejeitada ou mantida pendente.

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