
Passo 1 de 10
Da temperatura ao valor calculado
Modele a cadeia TMP36–condicionamento–ADC–firmware e estabeleça a expressão nominal que servirá de base ao orçamento de erro.
Trilha de aprendizado · Nível 15 · Tutorial 4
Estimar o erro da cadeia de medição completa, combinando tolerâncias, offset, referência e conversão na mesma unidade da grandeza medida.
Da temperatura ao valor calculado
Modele a cadeia TMP36–condicionamento–ADC–firmware e estabeleça a expressão nominal que servirá de base ao orçamento de erro. 3 min
Sensibilidades: tudo em graus Celsius
Converta perturbações de tensão em contribuição de erro em °C, identificando o nó em que cada uma entra e a validade local da sensibilidade. 2 min
Da tolerância dos resistores ao erro de ganho
Propague os limites dos resistores até o ganho do condicionador e converta seu efeito para erro de temperatura, sem tratar percentuais de tolerância como erro direto em graus Celsius. 3 min
Erros do sensor e do amplificador
2 min
Referência, ADC e quantização
Converta variações de referência e limites do ADC para graus Celsius, preservando a convenção de 1024 intervalos usada pelo firmware. 3 min
Um orçamento sem dupla contagem
Organize as contribuições em uma tabela rastreável e escolha especificações sem contar o mesmo efeito duas vezes. 2 min
Extremos que podem ocorrer juntos
Restrinja o pior caso a combinações compatíveis com as variáveis físicas compartilhadas pela cadeia. 2 min
Cálculo do limite de pior caso
Calcule limites positivo e negativo pelo modelo completo, inclua a especificação agregada do ADC sem dupla contagem e declare o resultado somente sob suas condições de validade. 3 min
Onde reduzir o erro
Use o orçamento em °C para escolher mudanças com impacto real e distribuir metas sem esconder efeitos ainda não limitados. 2 min
Aplicação final: auditar e justificar o orçamento
Aplicação final do orçamento de erro em um monitor de temperatura: auditoria de conversão, interações, limites de pior caso e decisão de projeto. 4 min

Passo 1 de 10
Modele a cadeia TMP36–condicionamento–ADC–firmware e estabeleça a expressão nominal que servirá de base ao orçamento de erro.
Modele a medição como uma sequência de cinco grandezas:
Os valores físicos podem diferir dos nominais. Por exemplo, o ganho real é \(G\), enquanto o firmware usa a constante fixa \(G_N\). O orçamento de erro investigará justamente as consequências dessas diferenças, inicialmente sem correção de calibração.

Cada bloco transforma ou interpreta o sinal; o orçamento localizará os desvios ao longo desse caminho.
Para o TMP36 ideal, use os coeficientes nominais:
\[
V_S=0{,}500\ \text{V}+0{,}010\ \text{V/°C}\cdot T
\]
Com ganho nominal \(G_N\), a tensão nominal no ADC é \(V_A=G_N V_S\).
Adote uma convenção única para o ADC de 10 bits: há 1024 códigos possíveis, de 0 a 1023, e a largura nominal de um intervalo é:
\[
q_V=\frac{V_{REF,N}}{1024}
\]
Neste tutorial, o firmware reconstrói a tensão pela expressão \(V_{A,fw}=C\,V_{REF,N}/1024\). Portanto, o código máximo 1023 reconstrói \(V_{REF,N}-q_V\), e não exatamente \(V_{REF,N}\). Essa é a convenção de escala do firmware; quantização e limites de transição serão tratados depois.
Trecho para estudar ou usar no firmware. As constantes são nominais; não há correção por calibração.
const float VREF_NOM = 5.000f; // V
const float G_NOM = 2.000f;
const float V0_NOM = 0.500f; // V, TMP36 a 0 °C
const float S_NOM = 0.010f; // V/°C
float temperaturaC(uint16_t code) {
float vAmp = code * VREF_NOM / 1024.0f;
float vSensor = vAmp / G_NOM;
return (vSensor - V0_NOM) / S_NOM;
}Em forma algébrica, a mesma conversão nominal é:
\[
\hat T=
\frac{\left(\frac{C\,V_{REF,N}}{1024\,G_N}\right)-0{,}500\ \text{V}}
{0{,}010\ \text{V/°C}}
\]
A ordem importa: o código vira tensão no ADC; a divisão por \(G_N\) a refere à saída do sensor; só então são removidos os 500 mV a 0 °C e aplicada a sensibilidade de 10 mV/°C.
Defina o erro da cadeia como:
\[
e_T=\hat T-T
\]
Erro positivo indica leitura acima da temperatura de entrada; erro negativo indica leitura abaixo.
Atenção
Caso-base autocontido deste step
O modelo só vale com aquisição estabilizada, sensor e amplificador em região linear e sem saturação. Nesta faixa ideal, \(V_S\) vai de 0,500 V a 1,000 V e \(V_A\) vai de 1,000 V a 2,000 V, dentro de uma referência nominal de 5,000 V.
Complete as constantes e o denominador da conversão nominal. O trecho não aplica calibração nem representa ainda os desvios reais.
float vAmp = code * / ;
float vSensor = vAmp / ;
float tempC = (vSensor - ) / ;
Passo 2 de 10
Converta perturbações de tensão em contribuição de erro em °C, identificando o nó em que cada uma entra e a validade local da sensibilidade.
Parta da expressão nominal já obtida, agora escrita em função da tensão no nó de entrada do ADC, \(V_A\):
\[
\hat T=\frac{V_A/G_N-0{,}500\ \text{V}}{0{,}010\ \text{V/°C}}
\]
A sensibilidade a um parâmetro ou perturbação \(p\) responde: quanto \(\hat T\) muda para cada unidade de mudança em \(p\), mantendo a temperatura de entrada e os demais parâmetros fixos.
\[
S_p=\frac{\Delta\hat T}{\Delta p}
\qquad\Rightarrow\qquad
\Delta\hat T\approx S_p\,\Delta p
\]
O coeficiente traz unidade e sinal. Por exemplo, \(+25\ \text{°C/V}\) indica que elevar o parâmetro em 1 mV eleva \(\hat T\) em aproximadamente 0,025 °C. A meta é converter cada perturbação para a unidade final comum: °C.

A mesma perturbação em mV produz contribuições diferentes em °C quando é inserida em nós diferentes da cadeia.
Isole o termo que contém \(V_A\):
\[
\hat T=\frac{V_A}{0{,}010\,G_N}-50
\]
Portanto, para uma perturbação inserida diretamente no nó do ADC:
\[
S_{V_A}=\frac{1}{0{,}010\,G_N}\quad[\text{°C/V}]
\]
Para os cálculos numéricos deste step, use \(G_N=4{,}000\), o ganho nominal do caso que será consolidado no orçamento. Assim:
\[
S_{V_A}=\frac{1}{0{,}010\times4}=+25\ \text{°C/V}
\]
O sinal é positivo: elevar \(V_A\) eleva a temperatura calculada. Logo, \(+4\ \text{mV}\) nesse nó correspondem a \((+25)(+0{,}004)=+0{,}10\ \text{°C}\).
Exemplo
Uma perturbação \(\Delta V_S\) na saída do sensor entra antes do ganho. No modelo nominal, ela chega ao ADC como \(\Delta V_A=G_N\Delta V_S\). Substituindo na expressão anterior:
\[
\Delta\hat T=\frac{1}{0{,}010G_N}(G_N\Delta V_S)
=+100\ \text{°C/V}\cdot\Delta V_S
\]
Assim, \(S_{V_S}=+100\ \text{°C/V}\), independentemente do ganho nominal neste modelo linear. Uma perturbação de \(+4\ \text{mV}\) em \(V_S\) produz \(+0{,}40\ \text{°C}\).
Não aplique o ganho duas vezes: ele já foi usado para transportar a perturbação de \(V_S\) até \(V_A\).
Também é possível obter uma sensibilidade sem cálculo diferencial. Avalie o mesmo modelo duas vezes, alterando somente o parâmetro de interesse:
\[
S_p\approx\frac{\hat T(p+\Delta p)-\hat T(p)}{\Delta p}
\]
Por exemplo, com \(G_N=4\), aumentar \(V_A\) de 2,000 V para 2,004 V aumenta \(\hat T\) em 0,100 °C. Logo, \(S_{V_A}\approx0{,}100/0{,}004=+25\ \text{°C/V}\).
Em um coeficiente negativo, as direções se invertem: \(-30\ \text{°C/V}\) significa que acrescentar 1 mV reduz o resultado em aproximadamente 0,030 °C.
Dica
Neste modelo, as sensibilidades a \(V_A\) e \(V_S\) são constantes, pois a conversão é linear nesses nós. Isso não é uma regra geral.
Quando a expressão inclui razões, limites de excursão ou outros termos não lineares, a sensibilidade pode variar com a temperatura e com o ponto de operação. Nesse caso, o valor obtido por uma pequena perturbação é uma aproximação local: ele converte aquela perturbação perto daquele ponto, mas não demonstra sozinho um limite garantido para toda a faixa de temperatura.
Nos próximos steps, os extremos do modelo serão avaliados explicitamente antes de declarar um limite de pior caso.
No caso numérico deste step, \(G_N=4{,}000\). Uma perturbação de \(+3\ \text{mV}\) é inserida diretamente no nó \(V_A\), depois do ganho e antes do ADC.
Complete o coeficiente e a contribuição estimada. Use volts na multiplicação: \(+3\ \text{mV}=+0{,}003\ \text{V}\).
Complete as duas lacunas.
S_{V_A}= \ \mathrm{°C/V}
\Delta\hat T=S_{V_A}\,(+0{,}003\ \mathrm{V})=\ \mathrm{°C}
Passo 3 de 10
Propague os limites dos resistores até o ganho do condicionador e converta seu efeito para erro de temperatura, sem tratar percentuais de tolerância como erro direto em graus Celsius.
Considere o condicionador não inversor do caso deste step: \(R_f=30{,}0\ \text{kΩ}\pm1\%\), \(R_g=10{,}0\ \text{kΩ}\pm1\%\) e ganho nominal usado pelo firmware:
\[
G_N=1+\frac{R_f}{R_g}=1+\frac{30}{10}=4{,}000
\]
Aplique a tolerância primeiro aos resistores:
A razão \(R_f/R_g\) não recebe simplesmente “±2%”. Para obter seus limites, use combinações opostas e admissíveis: \(R_f\) mínimo com \(R_g\) máximo produz a menor razão; \(R_f\) máximo com \(R_g\) mínimo produz a maior razão. Só depois some o termo fixo 1 para encontrar o ganho.
Os extremos da razão determinam os extremos do ganho completo. O termo fixo 1 não varia com os resistores.
| Grandeza | Mínimo | Nominal | Máximo |
|---|---|---|---|
| Rf | 29,70 kΩ | 30,00 kΩ | 30,30 kΩ |
| Rg | 9,90 kΩ | 10,00 kΩ | 10,10 kΩ |
| Rf/Rg | 2,9406 | 3,0000 | 3,0606 |
| G = 1 + Rf/Rg | 3,9406 | 4,0000 | 4,0606 |
A tolerância é aplicada aos resistores; a consequência aparece primeiro na razão e depois no ganho. Os dois resistores devem ir a extremos opostos para maximizar ou minimizar a razão.

Extremos opostos dos resistores produzem os limites do ganho.
A razão nominal é 3,0000. Seus desvios pelos extremos são aproximadamente −1,98% e +2,02%. Porém, o ganho completo contém o termo 1:
\[
G=1+\frac{R_f}{R_g}
\]
Assim, em relação a \(G_N=4,000\):
Logo, a tolerância individual de cada resistor não é, por si só, a variação percentual do ganho. E os limites podem ser assimétricos: preserve os dois valores em vez de arredondá-los prematuramente para um único ±%.
Sem calibração, o firmware continua usando \(G_N=4\). Para o TMP36 ideal:
\[
V_S(T)=0{,}500+0{,}010T
\]
\[
T_{calc}=\frac{G\,V_S(T)/G_N-0{,}500}{0{,}010}
\]
O ganho real \(G\) multiplica toda a tensão \(V_S\), inclusive os 500 mV existentes a 0 °C. Portanto, erro de ganho não é um percentual aplicado diretamente à temperatura em °C.
No extremo de 50 °C, \(V_S=1,000\) V. Mesmo com \(G_{max}=4,0606\), a entrada analógica é aproximadamente 4,061 V, abaixo de 5,000 V. O exemplo permanece dentro da faixa do ADC, supondo também que o condicionador tenha excursão de saída compatível.
Exemplo
Em \(T=50\) °C, \(V_S=1,000\) V.
Aplicar cerca de 1,5% diretamente aos 50 °C daria aproximadamente 0,75 °C, resultado incorreto: ignoraria a parcela de 500 mV, equivalente a 50 °C na escala do sensor.
Para uma variação pequena perto de \(G_N\), mantendo \(T\) fixo:
\[
\Delta T_{calc}\approx\frac{V_S(T)}{G_N\cdot0{,}010}\,\Delta G
\]
Em 50 °C, \(V_S=1,000\) V e \(G_N=4\). A sensibilidade local ao ganho é \(+25\ \text{°C}\) por unidade de ganho. Aplicada aos desvios \(\Delta G\), ela fornece aproximadamente −1,485 °C e +1,515 °C.
Neste modelo, \(T_{calc}\) é linear em \(G\), então a aproximação coincide com a avaliação pelos extremos. Ainda assim, o cálculo pelos extremos é o registro mais direto dos limites e mantém sua assimetria.
Use os limites dos resistores e o ponto \(T=50\) °C. Considere \(V_S=1,000\) V, \(G_N=4,000\) e \(e_G=T_{calc}-T\). Complete os ganhos extremos e suas contribuições de ganho. Use quatro casas decimais nos ganhos e três nas contribuições.
Complete o cálculo pelos extremos.
\begin{aligned}
G_{min} &= 1 + \frac{29{,}70}{10{,}10} = \\
G_{max} &= 1 + \frac{30{,}30}{9{,}90} = \\
e_{G,min} &= \frac{(G_{min}/4{,}000)\cdot1{,}000-0{,}500}{0{,}010}-50 = \ \mathrm{°C} \\
e_{G,max} &= \frac{(G_{max}/4{,}000)\cdot1{,}000-0{,}500}{0{,}010}-50 = \ \mathrm{°C}
\end{aligned}
Passo 4 de 10
No modelo já usado, a saída ideal do sensor é:
\[
V_S=0{,}500\text{ V}+0{,}010\text{ V/°C}\cdot T
\]
Represente um erro do sensor como uma temperatura equivalente \(e_S\):
\[
V_S=0{,}500+0{,}010(T+e_S)
\]
Assim, se a especificação aplicável do sensor limita \(e_S\) a ±2 °C, sua contribuição para o orçamento é diretamente ±2 °C. Não a multiplique pelo ganho do condicionador: ela já entrou antes dele como variação equivalente de temperatura.
Use esse limite somente na faixa de temperatura, alimentação, montagem e demais condições declaradas pela especificação consultada.

Localizar o ponto de entrada evita aplicar o mesmo ganho — ou sua compensação — duas vezes.
Dica
Um limite global de erro do sensor pode já reunir efeitos internos definidos pelo fabricante. Se você o usar como “erro total do sensor”, não some novamente parcelas que ele declara incluir, como desvio de offset ou não linearidade.
Por outro lado, deriva, autoaquecimento ou efeito de alimentação só entram separadamente se: (1) houver um limite aplicável; e (2) você tiver verificado que esse efeito não já está incluído no limite global escolhido. Sem limite disponível, registre a lacuna; não invente um número nem trate um valor típico como limite de pior caso.
Para o amplificador não inversor, com ganho nominal
\[
G_N=1+\frac{R_f}{R_g},
\]
o offset de entrada \(V_{OS}\) produz, na saída analógica, aproximadamente:
\[
\Delta V_O=G_N\,V_{OS}
\]
A conversão nominal da cadeia divide a tensão de saída por \(G_N\) e pela sensibilidade do sensor \(S=10\text{ mV/°C}\). Logo:
\[
\Delta T_{OS}=\frac{G_N V_{OS}}{G_N S}=\frac{V_{OS}}{S}
\]
O ganho de ruído propaga o offset até a saída; ao referir o resultado de volta à temperatura, o ganho nominal se cancela. Esse cancelamento vale para este modelo linear e para o offset referido à entrada.
Exemplo
Considere, apenas como exemplo de cálculo, \(V_{OS}=\pm 1{,}0\text{ mV}\) e \(S=10\text{ mV/°C}\).
\[
\Delta T_{OS}=\frac{\pm1{,}0\text{ mV}}{10\text{ mV/°C}}=\pm0{,}10\text{ °C}
\]
Se \(G_N=5\), a saída se desloca ±5 mV. Esse valor é intermediário: ao converter a saída de volta pela escala nominal, divide-se por 5. Portanto, o resultado continua ±0,10 °C — e não ±0,50 °C.
Se a especificação já fornecer um erro de tensão na saída, use diretamente:
\[
\Delta T=\frac{\Delta V_O}{G_N S}
\]
Não aplique \(G_N\) outra vez: ele já está embutido no erro de saída informado.
Associe cada descrição à expressão que a refere à temperatura. Considere \(S=10\text{ mV/°C}\), ganho nominal \(G_N\), e um modelo linear sem saturação.
Faça as associações corretas.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 5 de 10
Converta variações de referência e limites do ADC para graus Celsius, preservando a convenção de 1024 intervalos usada pelo firmware.
A tensão de entrada do ADC não muda quando apenas a referência real muda. O código, porém, varia aproximadamente na razão inversa:
\[
C\propto\frac{V_A}{V_{REF,real}}
\]
Mantendo sensor, ganho e ADC ideais, mas considerando que o firmware usa \(V_{REF,N}\), a conversão fica:
\[
\hat T=\frac{V_{REF,N}}{V_{REF,real}}(T+50)-50
\]
Logo, aumentar \(V_{REF,real}\) reduz o código para a mesma tensão \(V_A\) e faz \(\hat T\) diminuir. O termo \(T+50\) representa a tensão completa do TMP36 em °C equivalentes: os 500 mV presentes a 0 °C correspondem a 50 °C nessa escala. Não aplique simplesmente um percentual sobre \(T\).

A referência modifica a escala da conversão; ela não modifica a tensão gerada pelo sensor.
Exemplo
Com \(V_{REF,N}=5{,}000\) V, no extremo \(T=50\) °C:
\[
S_{V_{REF}}\approx-\frac{T+50}{V_{REF,N}}
=-\frac{100}{5}=-20\ \text{°C/V}
\]
Se a referência real sobe para 5,010 V, a avaliação do modelo completo fornece:
\[
\hat T=\frac{5{,}000}{5{,}010}\cdot100-50
\approx49{,}800\ \text{°C}
\]
A contribuição é aproximadamente \(-0{,}200\) °C. A sensibilidade local chega a quase o mesmo resultado para essa pequena variação: \(-20\ \text{°C/V}\times0{,}010\ \text{V}=-0{,}200\) °C.
Considere \(T=30\) °C, \(V_{REF,N}=5{,}000\) V e \(V_{REF,real}=5{,}025\) V. Sensor e ganho são ideais; somente a referência difere do valor nominal. Use o modelo completo:
\[
\hat T=\frac{V_{REF,N}}{V_{REF,real}}(T+50)-50
\]
Informe a contribuição da referência, \(e_{REF}=\hat T-T\), com sinal e três casas decimais.
Complete: \(e_{REF}=\) ___ °C.
Use a mesma convenção do firmware deste tutorial: ADC de 10 bits, 1024 códigos possíveis (0 a 1023) e reconstrução:
\[
V_{A,fw}=C\frac{V_{REF,N}}{1024}
\]
Com \(G_N=4{,}000\), \(V_{REF,N}=5{,}000\) V e sensibilidade do TMP36 de 10 mV/°C, uma variação equivalente de um código desloca a temperatura calculada em:
\[
q_T=\frac{5{,}000}{1024\cdot4{,}000\cdot0{,}010}
=0{,}12207\ \text{°C/LSB}
\]
Esse é o conversor entre um erro definido em LSB, no código do ADC, e °C calculados pelo firmware.
A unidade sozinha não basta: leia como a folha de dados define cada limite. Offset e INL frequentemente já vêm em LSB. Erro de ganho pode ser informado em LSB no extremo, como percentual da escala completa ou como percentual da leitura; são definições diferentes.
| Especificação do ADC | Contribuição referida à temperatura |
|---|---|
| Offset ±eOS LSB | ±eOS × qT |
| INL ±eINL LSB | ±eINL × qT |
| Ganho ±eG LSB no extremo | ±eG × qT |
| Ganho ±p% da escala completa | ±(p/100) × 1024 × qT |
| Ganho ±p% da leitura C | ±(p/100) × C × qT |
Exemplo
Se uma especificação declarar offset equivalente de \(+2\) LSB, converta pela escala nominal completa da cadeia:
\[
\Delta\hat T=(+2\ \text{LSB})\,(0{,}12207\ \text{°C/LSB})
\approx+0{,}244\ \text{°C}
\]
O sinal é positivo porque um deslocamento positivo de código aumenta a tensão reconstruída e a temperatura calculada. Este cálculo apenas refere essa especificação à temperatura; a decisão sobre quais especificações podem coexistir no orçamento será tratada adiante.
Um limite de INL de \(-1{,}5\) LSB é dado como deslocamento equivalente do código. Complete: \(\Delta\hat T=\) ___ °C.
Quantização não recebe automaticamente o limite de meio LSB. Esse valor só é compatível quando a convenção de codificação representa o nível contínuo mais próximo, com erro de arredondamento limitado a \(\pm0{,}5\) LSB. Nessa condição, para este caso:
\[
\Delta T_Q=\pm0{,}5q_T
=\pm0{,}0610\ \text{°C}
\]
Se a transição ou a representação do ADC seguir outra convenção, derive o intervalo a partir dela. Mantenha a mesma escala do firmware: 1024 intervalos e código máximo 1023. O código 1023 reconstrói \(1023\cdot V_{REF,N}/1024\), não exatamente \(V_{REF,N}\).
O firmware usa \(V_{A,fw}=C\cdot5{,}000/1024\). Qual afirmação é incompatível com essa fórmula?

Passo 6 de 10
Organize as contribuições em uma tabela rastreável e escolha especificações sem contar o mesmo efeito duas vezes.
Um orçamento auditável não é só uma lista de números. Cada linha precisa responder: de onde vem o limite, em que unidade foi informado, sob quais condições vale, qual é a sensibilidade e quantos °C ela pode deslocar o resultado.
Use uma linha para cada mecanismo físico ou especificação escolhida. A coluna de contribuição em °C coloca todas as parcelas na mesma unidade, mas não transforma valores típicos em limites garantidos.
Nesta etapa, organize e elimine sobreposições; o cálculo do limite global ficará para depois.

A tabela conecta cada contribuição ao bloco e à definição que a sustenta.
O formato abaixo é um modelo de registro. Os valores servem apenas para mostrar como documentar as linhas; não some as contribuições ainda.
| Origem | Limite informado | Unidade original | Condições/definição | Sensibilidade | Contribuição |
|---|---|---|---|---|---|
| Sensor | ±0,5 | °C | Faixa e alimentação declaradas | 1 °C/°C | ±0,5 °C |
| Offset do amplificador | ±1 | mV na entrada | Modelo de offset adotado | 100 °C/V | ±0,10 °C |
| Referência externa | ±5 | mV | Em torno de 5,000 V | Obtida do modelo | Converter em °C |
| ADC: erro total | ±2 | LSB | Definição do fabricante | Escala nominal em °C/LSB | Converter em °C |
Dica
Condição e definição são indispensáveis. “±2 LSB” não basta: registre se é erro total, offset, ganho, INL ou outra grandeza; informe também faixa, referência e temperatura de operação quando a fonte as exigir.
Se a sensibilidade variar com a temperatura, anote o ponto ou intervalo usado. Isso mantém visível o que o número em °C realmente representa.
Exemplo
Uma folha de dados pode declarar, por exemplo: erro total do ADC = ±2 LSB, definido como o efeito combinado de offset, erro de ganho, não linearidade integral (INL) e quantização, nas condições especificadas.
Nesse caso há dois caminhos válidos:
Não use os dois caminhos juntos. Somar o erro total e seus componentes conta o mesmo efeito mais de uma vez.
A referência externa só entra como linha própria se não estiver incluída na especificação escolhida do ADC e se ela fizer parte do modelo da cadeia. Da mesma forma, a resolução de apresentação do firmware só entra se o arredondamento exibido afetar a grandeza que está sendo orçada e ainda não tiver sido incluído na quantização ou em outra linha.
Classifique a evidência: limite garantido, valor típico ou hipótese didática. Apenas a primeira categoria, nas condições declaradas, sustenta por si só um orçamento de pior caso.
Um caso informa: “Erro total do ADC: ±2 LSB, incluindo offset, ganho, INL e quantização”. Em outra tabela aparecem os limites individuais de offset, ganho e INL. A referência externa é especificada separadamente e não é incluída no erro total do ADC.
Qual conjunto deve entrar no orçamento para representar o ADC e a referência, sem dupla contagem?
Selecione o conjunto correto.

Passo 7 de 10
Restrinja o pior caso a combinações compatíveis com as variáveis físicas compartilhadas pela cadeia.
Uma análise de pior caso não pode escolher cada contribuição como se ela variasse de modo independente. Se uma mesma variável física — por exemplo, a alimentação \(V_{DD}\) ou a temperatura ambiente — afeta mais de um bloco, há dependência entre essas contribuições.
Represente a variável compartilhada uma única vez no modelo. Depois, deixe seus efeitos aparecerem nas expressões de cada bloco. Assim, se a análise escolhe \(V_{DD}=4{,}75\ \text{V}\), todos os parâmetros dependentes dessa condição devem assumir valores compatíveis com 4,75 V. Não é válido combinar um limite que só vale para 4,75 V com outro que só vale para 5,25 V.
A tabela não afirma que todos os blocos necessariamente dependem da alimentação; isso precisa vir do modelo e das especificações aplicáveis. Ela serve para localizar uma possível causa comum antes de combinar extremos.
| Bloco | Parâmetro que pode ser afetado | Condição comum a registrar |
|---|---|---|
| TMP36 | Saída ou limite aplicável | VDD e temperatura ambiente |
| Amplificador | Offset, excursão ou limite aplicável | VDD e temperatura ambiente |
| ADC | Referência, se ligada ao trilho | VDD |
| Firmware | Constantes nominais | Não varia com VDD |
Escreva a dependência diretamente no modelo, em vez de criar parcelas independentes para uma mesma causa. Em uma forma geral:
\[
V_S=V_S(T,V_{DD})
\]
\[
V_A=G(V_{DD})\,V_S(T,V_{DD})
\]
\[
x=\frac{V_A}{V_{REF}(V_{DD})}
\]
Aqui, \(x\) é a razão contínua que determina o código antes de considerar a quantização. A variável \(V_{DD}\) aparece uma única vez como condição comum, mas pode afetar sensor, ganho e referência por relações diferentes.
O firmware ainda usa suas constantes nominais para converter o código em \(\hat T\). Ao avaliar \(V_{DD}\) em um extremo, avalie conjuntamente todos os termos que dependem dele.
| Etapa | Relação no modelo | Efeito ao mudar VDD |
|---|---|---|
| Sensor | VS(T, VDD) | Somente o declarado pela especificação |
| Amplificador | G(VDD) × VS | Pode alterar a tensão aplicada ao ADC |
| Referência | VREF(VDD) | Altera a razão VA/VREF |
| Firmware | Constantes nominais | Permanece fixo |
Se a referência do ADC vier do mesmo trilho do sensor, isso não torna automaticamente o TMP36 ratiométrico com o ADC. Compartilhar a origem de alimentação apenas cria uma variável comum.
Para haver cancelamento, a relação algébrica precisa mostrar que numerador e denominador variam na mesma proporção com \(V_{DD}\). Por exemplo, seria necessário demonstrar que a tensão relevante do sensor e \(V_{REF}\) possuem dependências proporcionais no intervalo e nas condições analisadas.
A saída nominal do TMP36 contém uma parcela de 500 mV e uma inclinação de 10 mV/°C. Portanto, não a trate como fração fixa da alimentação sem uma relação aplicável que prove isso. O cancelamento pode ser total, parcial ou inexistente; o modelo decide.
| Afirmação | O que ela sustenta | O que ela não sustenta |
|---|---|---|
| Sensor e ADC usam VDD | Há uma condição comum | Cancelamento automático |
| VREF depende de VDD | A escala do ADC pode variar | Que VS varia na mesma proporção |
| Modelo mostra VS/VREF constante | Cancelamento naquele modelo e condição | Validade fora das condições declaradas |
Compare duas conclusões possíveis:
Não atribua probabilidades a essas combinações neste orçamento. A pergunta aqui é: “o modelo e os limites permitem esta combinação?”. A consolidação numérica do orçamento virá no próximo step.
“Como o TMP36 e a referência do ADC recebem a mesma alimentação, qualquer variação de alimentação necessariamente se cancela no valor de temperatura calculado.” A afirmação é verdadeira?
Em uma revisão, alguém escolhe o maior erro do sensor sob \(V_{DD}=4{,}75\ \text{V}\) e, ao mesmo tempo, o maior erro da referência sob \(V_{DD}=5{,}25\ \text{V}\). Explique o problema e como o modelo deve ser reescrito.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 8 de 10
Calcule limites positivo e negativo pelo modelo completo, inclua a especificação agregada do ADC sem dupla contagem e declare o resultado somente sob suas condições de validade.
Depois de eliminar sobreposições, encontre os extremos do modelo completo. Para o caso condicional deste step, use:
\[
E=\hat T-T=(k-1)(T+50)+k\left(e_S+\frac{V_{OS}}{0{,}010}\right)+e_{ADC}
\]
\[
k=\frac{V_{REF,N}}{V_{REF,real}}\frac{G}{G_N}
\]
O termo \(T+50\) representa a tensão completa do TMP36 na escala equivalente de temperatura; por isso, ganho e referência não podem ser aplicados como uma porcentagem apenas de \(T\).
Calcule separadamente \(E_+\), o maior erro positivo, e \(E_-\), o menor erro negativo. O limite simétrico a declarar é:
\[
|E|{pior}=\max\left(|E+|,|E_-|\right)
\]
A soma dos módulos é aceitável como limite conservador apenas para termos efetivamente aditivos e limitados nas mesmas condições. Aqui, \(G\) e \(V_{REF,real}\) pertencem ao fator multiplicativo \(k\): devem permanecer juntos no modelo.
Este é um caso didático condicional. Os limites abaixo são considerados simultaneamente admissíveis e independentes, exceto quando uma condição comum for explicitamente declarada. O limite agregado do ADC já inclui offset, ganho, INL e quantização; portanto, essas parcelas não entram outra vez.
| Grandeza | Limite inferior | Limite superior | Condição ou definição |
|---|---|---|---|
| Temperatura T | 0 °C | 50 °C | Faixa analisada |
| Erro do sensor eS | −1,0 °C | +1,0 °C | Limite global adotado |
| Offset de entrada VOS | −1,0 mV | +1,0 mV | Referido à entrada do amplificador |
| Rf | 29,70 kΩ | 30,30 kΩ | 30,0 kΩ ±1% |
| Rg | 9,90 kΩ | 10,10 kΩ | 10,0 kΩ ±1% |
| Referência real | 4,950 V | 5,050 V | Firmware usa 5,000 V |
| Erro total do ADC eADC | −2 LSB | +2 LSB | Inclui offset, ganho, INL e quantização |
Os extremos resistivos já obtidos para o ganho nominal \(G_N=4{,}000\) são:
\[
G_{min}=1+\frac{29{,}70}{10{,}10}=3{,}9406
\]
\[
G_{max}=1+\frac{30{,}30}{9{,}90}=4{,}0606
\]
Assim, preservando a razão entre referência e ganho:
\[
k_{min}=\frac{5{,}000}{5{,}050}\frac{3{,}9406}{4{,}000}\approx0{,}97539
\]
\[
k_{max}=\frac{5{,}000}{4{,}950}\frac{4{,}0606}{4{,}000}\approx1{,}02541
\]
Para obter erro positivo, escolha ganho alto, referência baixa, sensor acima do nominal e offset positivo. Para o erro negativo, inverta essas escolhas. Isso é válido neste caso porque os limites foram declarados simultaneamente admissíveis.
Como \(k_{max}-1>0\), o erro positivo cresce com \(T\). Como \(k_{min}-1<0\), o erro negativo se torna mais negativo quando \(T\) cresce. Portanto, os dois módulos críticos ocorrem em \(T=50\) °C neste caso — uma conclusão algébrica, não uma escolha automática do extremo superior.
O ADC tem limite agregado de ±2 LSB. Pela escala nominal já adotada:
\[
q_T=0{,}12207\ \text{°C/LSB}
\]
\[
e_{ADC}=\pm2q_T=\pm0{,}24414\ \text{°C}
\]
Como esse limite é agregado, ele substitui linhas individuais de offset, ganho, INL e quantização do ADC.

Ganho e referência atuam multiplicativamente no mesmo caminho; o limite do ADC é acrescentado uma única vez como especificação agregada.
Exemplo
No lado positivo, \(e_S=+1{,}0\) °C, \(V_{OS}=+1{,}0\) mV e \(e_{ADC}=+0{,}24414\) °C:
\[
E_+=(1{,}02541-1)\cdot100+1{,}02541\cdot(1{,}0+0{,}1)+0{,}24414
\]
\[
E_+\approx+3{,}913\ \text{°C}
\]
No lado negativo, \(e_S=-1{,}0\) °C, \(V_{OS}=-1{,}0\) mV e \(e_{ADC}=-0{,}24414\) °C:
\[
E_-=(0{,}97539-1)\cdot100+0{,}97539\cdot(-1{,}0-0{,}1)-0{,}24414
\]
\[
E_-\approx-3{,}778\ \text{°C}
\]
Logo, o maior módulo é o do lado positivo. Arredondando para fora, o limite condicional é \(\pm3{,}92\) °C.
Antes de aceitar os extremos, verifique a faixa analógica. No maior sinal de entrada do ADC:
\[
V_{A,max}=G_{max}\,[0{,}500+0{,}010(50+1)+0{,}001]
\]
\[
V_{A,max}=4{,}0606\cdot1{,}011\approx4{,}105\ \text{V}
\]
Esse valor permanece abaixo da menor referência admitida, 4,950 V. No extremo inferior, a tensão também permanece acima de 0 V. Portanto, neste caso, a cadeia fica na região linear presumida em toda a faixa. Se algum extremo saturasse sensor, amplificador ou ADC, a expressão linear não poderia ser usada além desse ponto.
Use os limites já calculados: \(E_+=+3{,}913\) °C e \(E_-=-3{,}778\) °C. Informe o pior caso com duas casas decimais, arredondando de modo conservador.
Complete: \(|E|_{pior}=\pm\) ___ °C.
Qual redação classifica corretamente o resultado deste step?
Atenção
Registre sempre: modelo e versão analisados; faixa de 0 a 50 °C; aquisição estabilizada; cadeia linear e sem saturação; origem e definição de cada limite; hipótese de simultaneidade; e parcelas sem limite disponível.
Se todos os valores forem limites aplicáveis, o resultado sustenta um limite condicional de pior caso. Se algum valor for típico, ou se houver efeito relevante sem limite, declare uma estimativa ou uma lacuna — não uma garantia. Comparar ±3,92 °C ao requisito de ±2 °C é análise de projeto: neste caso calculado, o requisito não é atendido. Isso não é validação experimental, nem análise de repetibilidade, nem intervalo de confiança.

Passo 9 de 10
Use o orçamento em °C para escolher mudanças com impacto real e distribuir metas sem esconder efeitos ainda não limitados.
No ponto crítico da faixa, compare as contribuições já convertidas para °C e obtidas sob as mesmas hipóteses do limite de pior caso. A maior contribuição em módulo é a dominante naquele caso.
Não compare diretamente a tolerância percentual de um resistor com milivolts de offset ou LSBs do ADC. Cada origem só é comparável depois de referida à temperatura calculada.
Exemplo: se o orçamento total é 1,80 °C e o sensor contribui com 0,80 °C, melhorar o sensor tende a ter mais impacto que reduzir uma parcela de 0,10 °C — desde que a nova especificação seja realmente válida nas mesmas condições.

A largura de cada bloco representa sua contribuição já expressa em °C; o maior bloco orienta a primeira prioridade de melhoria.
Uma meta de projeto distribui o erro admissível entre blocos antes de fechar todas as escolhas. Ela não substitui o orçamento calculado: após selecionar componentes ou alterar o circuito, recalcule o limite global.
Exemplo para requisito de ±2,00 °C: as metas abaixo somam 2,00 °C. A margem de 0,45 °C fica reservada para efeitos ainda sem limite. Essa reserva é uma decisão explícita, não uma prova de que tais efeitos cabem nela.
Exemplo de alocação de metas de pior caso para o requisito de ±2,00 °C.
| Bloco | Meta alocada | Justificativa |
|---|---|---|
| Sensor | 0,70 | Maior parcela prevista |
| Ganho resistivo | 0,35 | Razão e ganho completos |
| Referência | 0,25 | Afeta a escala do ADC |
| Offset do amplificador | 0,15 | Limite referido à cadeia |
| ADC e quantização | 0,10 | Conforme definição adotada |
| Margem não limitada | 0,45 | Reserva declarada |
| Total | 2,00 | Igual ao requisito |
No orçamento de pior caso de um ponto crítico, as contribuições são: sensor 0,80 °C; ganho resistivo 0,45 °C; referência 0,30 °C; offset 0,15 °C; ADC 0,10 °C. Qual mudança reduz mais o limite, considerando que cada melhoria é viável e não altera as outras parcelas?
Qual alteração tem o maior impacto direto no limite calculado?
Para um requisito de ±2,00 °C, qual alocação é compatível com o requisito e declara margem para efeitos ainda não limitados?

Passo 10 de 10
Aplicação final do orçamento de erro em um monitor de temperatura: auditoria de conversão, interações, limites de pior caso e decisão de projeto.
Retome o monitor de temperatura já analisado, sem calibração:
A análise é válida apenas para aquisição estabilizada, cadeia linear e sem saturação. É uma previsão por cálculo sob os limites declarados; não é uma medição do equipamento.

O ganho, a referência, o sensor e o offset devem ser avaliados juntos no modelo; o erro agregado do ADC é acrescentado conforme sua definição.
A conversão nominal adotada desde o início usa 1024 intervalos para os códigos de 0 a 1023. Portanto, o denominador do firmware e a escala usada para converter LSB em °C precisam ser coerentes:
\[
q_T=\frac{5{,}000}{1024\cdot4{,}000\cdot0{,}010}=0{,}12207\ \text{°C/LSB}
\]
Uma versão copiada com denominador 1023, enquanto o orçamento conserva \(q_T\) calculado com 1024, mistura duas convenções. Não ajuste o denominador para fazer o código máximo coincidir com a referência: preserve uma única transferência em todo o modelo.
Corrija a única constante incompatível com a convenção adotada no orçamento.
float temperaturaC(uint16_t code) {
float vAmp = code * 5.000f / ;
return (vAmp / 4.000f - 0.500f) / 0.010f;
}Os extremos dos resistores já fornecem \(G_{min}=3{,}9406\) e \(G_{max}=4{,}0606\). No extremo de 50 °C, não some isoladamente as contribuições de ganho, referência, sensor e offset: elas interagem pelo fator
\[
k=\frac{V_{REF,N}}{V_{REF,real}}\frac{G}{G_N}
\]
Use diretamente:
\[
E=(k-1)(T+50)+k\left(e_S+\frac{V_{OS}}{0{,}010}\right)+e_{ADC}
\]
O termo \(e_{ADC}\) entra ao final porque, neste caso, seu limite total é definido como deslocamento agregado equivalente de código. Não acrescente linhas separadas de offset, ganho, INL ou quantização do ADC.
Cada linha abaixo entra uma única vez na avaliação dos extremos. Os limites do caso são assumidos simultaneamente admissíveis para este exercício; em um projeto real, essa hipótese exigiria verificação das condições compartilhadas.
| Origem | Limite usado | Como entra no modelo | Observação de auditoria |
|---|---|---|---|
| Resistores | G: 3,9406 a 4,0606 | Dentro de k | Extremos da razão Rf/Rg |
| Referência | 4,950 a 5,050 V | Dentro de k | Não é incluída no ADC total |
| Sensor | eS = ±1,0 °C | Multiplicado por k | Limite global do sensor |
| Offset do amplificador | VOS = ±1,0 mV | Multiplicado por k | Equivale a ±0,10 °C antes de k |
| ADC total | eADC = ±2 LSB | Somado uma vez | Inclui offset, ganho, INL e quantização |
| Escala do ADC | 0,12207 °C/LSB | eADC = ±0,24414 °C | Derivada com denominador 1024 |
Complete os dois valores necessários para o lado positivo do modelo completo.
\begin{aligned}
k_{max} &= \frac{5{,}000}{4{,}950}\frac{4{,}0606}{4{,}000} = \\
e_{ADC,+} &= +2\left(\frac{5{,}000}{1024\cdot4{,}000\cdot0{,}010}\right) = +\ \mathrm{°C}
\end{aligned}Faça sua conclusão de auditoria usando papel, calculadora ou uma ferramenta local. Registre: \(E_+\), \(E_-\), o maior módulo arredondado conservadoramente, a faixa e as condições de validade, a comparação com ±2,00 °C, a contribuição dominante e uma mudança prioritária.
Diga também por que a conclusão é prevista por cálculo, e não desempenho demonstrado por medição. Considere como dominante o efeito de escala combinado de ganho e referência no extremo positivo: \((k_{max}-1)\cdot100\approx+2,541\) °C.
Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Orçamento de erro da cadeia de medição
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