Trilha de aprendizado · Nível 8 · Tutorial 5

Seleção de sinais com multiplexadores

Ao concluir, o aluno será capaz de usar multiplexadores digitais para selecionar sinais e implementar funções booleanas simples, determinando a saída para cada combinação de dados e seleção.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 16 min
  • 7 passos
Seleção de sinais com multiplexadores

O que você vai percorrer

  1. Dados e seleção no multiplexador 2:1 Entenda o papel das entradas de dados, da seleção e da saída em um multiplexador 2:1. 2 min
  2. Como as portas realizam a seleção Veja como a seleção de um MUX 2:1 é realizada por portas NOT, AND e OR. 2 min
  3. Escolha entre quatro entradas Use os dois bits de seleção para identificar qual das quatro entradas de dados aparece na saída de um multiplexador 4:1. 2 min
  4. Da tabela-verdade às conexões Configure um MUX 4:1 a partir de uma tabela-verdade de duas variáveis, associando cada linha à entrada de dados correspondente e validando a saída. 3 min
  5. Seleção de palavras de vários bits Use quatro multiplexadores 2:1 em paralelo para escolher, com um único sinal, entre duas palavras de quatro bits. 2 min
  6. Selecionar não é armazenar Entenda por que um multiplexador encaminha sinais atuais, mas não armazena valores. 2 min
  7. Aplicação final: configurar e verificar a seleção Aplique multiplexadores em dois estágios: gere um comando booleano com um MUX 4:1 e use-o para selecionar uma palavra de quatro bits. 3 min

O que você vai aprender

  • Identificar qual entrada aparece na saída de multiplexadores de duas e quatro entradas.
  • Relacionar o multiplexador de duas entradas à sua implementação com portas.
  • Definir as conexões de um multiplexador para realizar uma tabela-verdade de duas variáveis.
  • Representar a seleção entre duas palavras de vários bits sem confundir multiplexação com memória.

Antes de começar

  • Portas lógicas e tabelas-verdade
  • Compatibilidade elétrica entre circuitos digitais
  • Entradas definidas com pull-up e pull-down

Passo 1 de 7

Dados e seleção no multiplexador 2:1

Entenda o papel das entradas de dados, da seleção e da saída em um multiplexador 2:1.

O que o MUX faz

Uma chave digital de dados

Um multiplexador (MUX) é um circuito combinacional que encaminha uma entre várias entradas de dados para uma única saída. Neste step, usaremos o MUX 2:1: duas entradas de dados, uma entrada de seleção e uma saída.

Ele não altera nem guarda o dado: apenas decide qual caminho chega à saída conforme o valor atual da seleção.

Estrutura do MUX 2:1

Diagrama de bloco de um multiplexador 2:1, com entradas D0 e D1, seleção S e saída Y.

D0 e D1 carregam dados; S escolhe qual deles é encaminhado para Y.

Como ler os terminais

Dados não são seleção

No modelo funcional deste tutorial, o MUX está sempre pronto para operar e sua saída não inverte o dado escolhido.

  • D0 e D1 são entradas de dados: podem valer 0 ou 1.
  • S é a entrada de seleção: ela indica qual entrada de dados será consultada.
  • Y é a saída.

A seleção não é o valor que necessariamente aparecerá em Y. Ela é apenas o comando de escolha.

Dica

Regra de encaminhamento

A regra do MUX 2:1 é direta: quando S = 0, o caminho de D0 é escolhido; quando S = 1, o caminho de D1 é escolhido. Só depois de descobrir a entrada escolhida, observe o valor dessa entrada para determinar Y.

Tabela de seleção

Use a tabela em duas etapas: primeiro leia a entrada selecionada; depois copie o valor que ela tem para a saída Y.

O índice de D acompanha o valor binário de S.
SEntrada encaminhadaSaída
0D0Y = valor de D0
1D1Y = valor de D1

Prática: reconheça as funções

Terminais do multiplexador

Complete a associação entre cada terminal e sua função no MUX 2:1.

Associe cada sinal

Faça as associações corretas.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Prática: seleção não é dado

Preveja a saída

Considere um MUX 2:1 com D0 = 1, D1 = 0 e S = 0. Qual será a saída Y?

Escolha a resposta

Qual é o valor de Y?

Passo 2 de 7

Como as portas realizam a seleção

Veja como a seleção de um MUX 2:1 é realizada por portas NOT, AND e OR.

Da seleção à expressão

A expressão do MUX 2:1

Um MUX 2:1 pode ser descrito somente com portas lógicas:

Y = (NOT S AND D0) OR (S AND D1)

Os dois termos funcionam como caminhos condicionais:

  • NOT S AND D0 deixa D0 contribuir para Y apenas quando S = 0.
  • S AND D1 deixa D1 contribuir para Y apenas quando S = 1.

A porta OR reúne os dois caminhos. Como S e NOT S nunca valem 1 ao mesmo tempo, apenas um caminho pode transmitir o dado em cada condição estável.

Portas equivalentes

Diagrama de um MUX 2:1 implementado com uma porta NOT, duas portas AND e uma porta OR.

Cada AND é habilitada por uma versão diferente do sinal de seleção.

Por que há duas versões de S?

Exemplo

Exemplo: siga os dois caminhos

Considere D0 = 1 e D1 = 0.

Se S = 0: NOT S = 1. O termo (NOT S AND D0) vale 1, enquanto (S AND D1) vale 0. Logo, Y = 1.

Se S = 1: NOT S = 0. O primeiro termo vale 0, e o segundo também vale 0 porque D1 vale 0. Logo, Y = 0.

O resultado é o mesmo do bloco MUX: a saída recebe o valor da entrada selecionada, não um valor criado pelas portas.

Complete a expressão

Complete o termo que conduz D0 até a saída:

Y = (_ AND D0) OR (S AND D1)

Bloco MUX e portas: mesma função

Reconheça o circuito equivalente

Qual diagrama implementa corretamente um MUX 2:1 com a expressão Y = (NOT S AND D0) OR (S AND D1)?

Passo 3 de 7

Escolha entre quatro entradas

Use os dois bits de seleção para identificar qual das quatro entradas de dados aparece na saída de um multiplexador 4:1.

Dois bits comandam quatro caminhos

Estrutura do MUX 4:1

Um multiplexador 4:1 encaminha para uma única saída Y o valor de uma entre quatro entradas de dados: D0, D1, D2 e D3. Para decidir qual delas passa, ele usa duas entradas de seleção: S1 e S0.

Aqui, adote sempre esta convenção: S1 é o bit mais significativo (MSB) e S0 é o bit menos significativo (LSB). Assim, o par S1S0 forma um número binário de 0 a 3, que indica o índice da entrada escolhida.

Diagrama de um multiplexador 4:1: D0 a D3 entram à esquerda, S1 e S0 selecionam uma delas e Y sai à direita.

S1S0 é lido como um número binário: 00 seleciona D0; 01, D1; 10, D2; 11, D3.

Código e entrada correspondente

Leia o código antes do dado

A seleção ocorre em duas etapas mentais:

  1. Leia S1S0 como um código binário.
  2. Encontre a entrada com esse índice e copie o seu valor para Y.

A tabela usa a ordem S1, depois S0. Não inverta os bits: por exemplo, 10₂ vale 2, portanto seleciona D2 — e não D1.

Tabela de seleção

Correspondência fixa entre o código de seleção e a entrada encaminhada.

Em um MUX 4:1, o código binário aponta a entrada de mesmo índice.
S1S0Código S1S0Entrada selecionada
0000D0
0101D1
1010D2
1111D3

Dica

Atenção à interpretação

As quatro entradas D0–D3 são quatro fontes alternativas de um único bit. Elas não formam uma palavra de quatro bits sendo transportada inteira. A saída Y continua tendo um único bit.

Confira os quatro códigos

Prática: decodifique a seleção

Considere um MUX 4:1 com D0 = 1, D1 = 0, D2 = 1 e D3 = 0.

Associe cada código S1S0 à entrada que ele seleciona.

Depois de identificar a entrada, seu valor seria copiado para Y.
Código S1S0Entrada selecionada
00?
01?
10?
11?

Faça as associações corretas.

Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Aplique o procedimento

Determine a saída

Agora determine a saída do mesmo MUX:

D0 = 1, D1 = 0, D2 = 1, D3 = 0
S1 = 1 e S0 = 0

O valor de Y é:

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Qual entrada é selecionada quando S1S0 = 01?

Escreva pelo menos 2 caracteres (0/2).

Passo 4 de 7

Da tabela-verdade às conexões

Configure um MUX 4:1 a partir de uma tabela-verdade de duas variáveis, associando cada linha à entrada de dados correspondente e validando a saída.

Transforme linhas em entradas de dados

Use as variáveis como seleção

Uma função de duas variáveis pode ser implementada diretamente com um MUX 4:1. Use as próprias variáveis como seletores, adotando sempre esta convenção:

  • S1 = A
  • S0 = B

Cada combinação de A e B escolhe uma entrada de dados. Portanto, o valor desejado para a função naquela linha deve ser fixado na entrada correspondente. O MUX não calcula uma nova função internamente: ele encaminha o valor ligado à entrada selecionada.

Correspondência entre linhas e entradas

Diagrama de um MUX 4:1 com A ligado a S1, B ligado a S0 e as combinações 00, 01, 10 e 11 associadas respectivamente a D0, D1, D2 e D3.

Com S1 = A e S0 = B, a ordem binária das linhas determina qual entrada de dados representa cada caso.

Linhas da tabela e entradas do MUX

A correspondência é fixa enquanto a convenção for S1 = A e S0 = B.

Cada linha da tabela-verdade aponta para uma única entrada de dados.
ABS1S0Entrada selecionada
0000D0
0101D1
1010D2
1111D3

Dica

Cuidado com as constantes

As entradas D0 a D3 precisam receber níveis definidos: 0 ou 1 compatíveis com a família lógica usada. Não deixe uma entrada destinada a uma constante sem conexão. Uma entrada flutuante não representa de forma confiável nem 0 nem 1.

Exemplo: configure e confira

Exemplo completo

Considere a função F da tabela a seguir. A e B serão os seletores do MUX: S1 = A e S0 = B.

Função desejada

Tabela-verdade da função que será implementada no exemplo.

A coluna F informa o valor que deve aparecer na saída para cada seleção.
ABF
000
011
101
110

Exemplo

Leitura linha a linha

Siga a ordem das linhas:

  1. A B = 00 seleciona D0; como F = 0, conecte D0 a 0.
  2. A B = 01 seleciona D1; como F = 1, conecte D1 a 1.
  3. A B = 10 seleciona D2; como F = 1, conecte D2 a 1.
  4. A B = 11 seleciona D3; como F = 0, conecte D3 a 0.

Logo, a configuração é: D0 = 0, D1 = 1, D2 = 1 e D3 = 0.

Validação do exemplo

Confira a configuração proposta nas quatro combinações. A saída do MUX reproduz a coluna F porque, em cada linha, a seleção encaminha a entrada configurada para aquele caso.

A mesma tabela serve para configurar e testar o circuito combinacional.
ABEntrada escolhidaValor em DnSaída F
00D000
01D111
10D211
11D300

Método de configuração

Método de configuração

Para implementar qualquer tabela-verdade de duas variáveis com um MUX 4:1, repita o mesmo procedimento para as quatro linhas.

Atenção

Ordene a configuração

Coloque as etapas na ordem correta.

Procedimento completo

Organize o procedimento para implementar uma tabela-verdade de duas variáveis com um MUX 4:1.

  1. Conecte A a S1 e B a S0.
  2. Confira se a saída reproduz a função nas quatro combinações.
  3. Fixe em cada entrada de dados o valor desejado para a função naquela linha.
  4. Associe cada combinação A B à entrada D0, D1, D2 ou D3 selecionada.

Configure e valide uma nova tabela

Nova função para implementar

Agora configure a função H usando S1 = A e S0 = B. Não use o exemplo anterior: leia cada linha desta nova tabela e determine todas as conexões de D0 a D3.

Função H

Tabela-verdade de H.

Use as quatro linhas para definir todas as entradas de dados do MUX.
ABH
001
010
101
111

Configure D0 a D3

Associe cada entrada de dados à constante que deve ser conectada nela para implementar H.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Valide as quatro combinações

Com o MUX configurado para H, faça a conferência final. Para A B = 00, 01, 10 e 11, nessa ordem, escreva os quatro valores da saída como uma sequência de bits, sem espaços.

Escreva pelo menos 4 caracteres (0/4).

Passo 5 de 7

Seleção de palavras de vários bits

Use quatro multiplexadores 2:1 em paralelo para escolher, com um único sinal, entre duas palavras de quatro bits.

Montagem do seletor de palavras

Quatro canais para uma palavra

Um multiplexador 2:1 seleciona um bit. Para selecionar uma palavra de 4 bits, use quatro MUXes 2:1 em paralelo: um para cada posição de bit.

Considere as palavras:

  • A = A3 A2 A1 A0
  • B = B3 B2 B1 B0

Cada canal recebe os bits da mesma posição: A0 e B0 em um canal, A1 e B1 no seguinte, e assim por diante. As quatro saídas formam Y = Y3 Y2 Y1 Y0.

Seleção paralela de 4 bits

Diagrama de quatro multiplexadores 2:1 em paralelo, cada um ligando o bit correspondente de A e B à saída Y, com o sinal S comum aos quatro canais.

O mesmo S decide qual palavra inteira aparece na saída; cada canal preserva sua posição de bit.

Regra e correspondência

Um único comando

Em todos os quatro canais, a regra é a mesma:

  • Se S = 0, cada MUX encaminha seu bit de A. Portanto, Y = A.
  • Se S = 1, cada MUX encaminha seu bit de B. Portanto, Y = B.

Os canais atuam ao mesmo tempo. Não escolha A para um bit e B para outro quando S é um único sinal comum.

Dica

Largura não é número de fontes

A largura da palavra é 4 bits porque há quatro canais e quatro bits na saída. Já a quantidade de fontes selecionáveis é 2: A ou B.

Assim, quatro MUXes 2:1 não formam um MUX 4:1 de um bit. Eles formam um seletor 2:1 de palavras de 4 bits.

Correspondência dos canais

Conexões por posição de bit

Cada MUX recebe dois dados da mesma posição e usa o mesmo sinal de seleção.
CanalEntrada para S = 0Entrada para S = 1Saída
Bit 3A3B3Y3
Bit 2A2B2Y2
Bit 1A1B1Y1
Bit 0A0B0Y0

Exemplo guiado

Exemplo

Exemplo: duas palavras

Considere A = 1010 e B = 0111. Os bits correspondentes percorrem seus próprios canais; apenas a fonte muda conforme S.

Leitura da saída

Se S = 0:

Y3 recebe A3 = 1
Y2 recebe A2 = 0
Y1 recebe A1 = 1
Y0 recebe A0 = 0

Logo, Y = 1010.

Se S = 1, cada canal passa o bit correspondente de B. Logo, Y = 0111.

Aplique a seleção

Para A = 1010, B = 0111 e S = 1, complete a palavra de saída Y = ____.

Escreva pelo menos 4 caracteres (0/4).

Verifique sua compreensão

Reconheça a arquitetura

Qual diagrama representa corretamente um seletor 2:1 de palavras de 4 bits?

Seleção de palavra

Escolha a ligação correta.

Passo 6 de 7

Selecionar não é armazenar

Entenda por que um multiplexador encaminha sinais atuais, mas não armazena valores.

A saída acompanha o dado escolhido

Seleção contínua

Um multiplexador é um circuito combinacional: sua saída é definida pelos valores atuais das entradas. Ele não captura um dado para usá-lo depois.

Em um MUX 2:1, se S = 0, a saída acompanha D0. Portanto, se D0 muda de 0 para 1, Y também muda para 1 após o pequeno atraso físico do circuito. Manter S em 0 escolhe continuamente D0; não congela o valor que estava em Y.

Exemplo

Exemplo: o caminho permanece ativo

Considere S fixo em 0. O caminho ativo é D0 até Y. Quando D0 alterna, Y alterna depois de estabilizar. D1 pode mudar, mas não está no caminho selecionado.

Com S = 0, Y acompanha D0

Diagrama temporal de um multiplexador 2:1 com S mantido em 0: Y acompanha as mudanças de D0 e ignora as mudanças de D1.

Com seleção fixa, a entrada selecionada continua influenciando Y.

Uma entrada ignorada não muda Y

O dado não selecionado não aparece

Agora suponha que S permaneça em 0, D0 permaneça em 1 e D1 mude entre 0 e 1. Como D1 não está selecionada, essas mudanças não alteram a saída lógica estabilizada: Y continua em 1.

Isso não significa que D1 deixou de existir; apenas significa que ela não é a fonte conectada à saída enquanto S = 0. Para analisar uma sequência, faça sempre nesta ordem: 1. identifique S; 2. determine a entrada escolhida; 3. leia o valor dessa entrada.

Exemplo

Exemplo: verifique a seleção

Em um MUX 2:1 estabilizado, S = 0 e D0 = 1. D1 muda de 0 para 1. Como S continua em 0, a fonte escolhida permanece sendo D0.

Preveja a saída

Quais são os valores de Y antes e depois da mudança em D1? Justifique usando a entrada selecionada.

Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Mudança de seleção

Trocar a seleção troca a fonte

Quando S muda, o caminho selecionado muda. Se S passa de 0 para 1, Y deixa de acompanhar D0 e passa a acompanhar D1, após a estabilização do circuito.

S escolhe qual entrada está ligada funcionalmente à saída naquele momento. Não é um comando para salvar a entrada antiga. Assim, um MUX pode trocar de fonte, mas não retém valores por conta própria.

Mudança de S

Diagrama temporal mostrando S passar de 0 para 1 e Y trocar de D0, que vale 1, para D1, que vale 0.

Ao mudar S, a saída passa a refletir a nova entrada selecionada.

Dica

Limite desta análise

Para interpretar os diagramas temporais deste step, considere intervalos suficientes para a saída estabilizar depois de cada mudança. Durante uma transição real, existem atrasos físicos; não vamos calculá-los nem prever detalhes transitórios aqui.

Teste sua previsão

Seleção não é retenção

Verdadeiro ou falso: se S permanecer constantemente em 0, Y conservará o último valor que D0 tinha no instante em que S se tornou 0, mesmo que D0 mude depois.

Escreva pelo menos 35 caracteres (0/35).

Exemplo

Prática rápida

Um MUX 2:1 está estabilizado com S = 1, D0 = 0 e D1 = 1; portanto, Y = 1. Em seguida, D1 muda para 0, mantendo S = 1. Qual será Y após estabilizar?

Preveja a nova saída

Após D1 mudar para 0, qual é o valor estabilizado de Y?

Passo 7 de 7

Aplicação final: configurar e verificar a seleção

Aplique multiplexadores em dois estágios: gere um comando booleano com um MUX 4:1 e use-o para selecionar uma palavra de quatro bits.

Configuração do circuito

Circuito integrado de seleção

Nesta aplicação, um MUX 4:1 produz o comando F a partir de A e B. Adote S1 = A e S0 = B. A função desejada vale 1 somente quando A e B são diferentes.

O sinal F comanda quatro MUXes 2:1 em paralelo:

  • F = 0 seleciona a palavra X = 1010.
  • F = 1 seleciona a palavra Z = 0101.

O primeiro estágio produz um bit de comando. O segundo estágio usa esse mesmo comando em quatro canais para encaminhar uma palavra inteira.

Dois estágios de seleção

Diagrama em dois estágios: A e B controlam um MUX 4:1 que gera F; F controla quatro MUXes 2:1 paralelos entre as palavras X e Z.

F sai do MUX 4:1 e é o comando comum dos quatro canais que formam Q.

Tabela da função F

A tabela define somente a função que o primeiro estágio deve produzir. Usando a convenção S1 = A e S0 = B, determine qual constante deve ser ligada a cada entrada D do MUX 4:1.

A ordem das combinações de seleção é 00, 01, 10 e 11.
ABF desejado
000
011
101
110

Da tabela às conexões

Defina as quatro constantes

Configure as entradas de dados sem consultar um mapeamento já pronto. Para cada linha da tabela anterior, use o código formado por A e B para identificar mentalmente a entrada correspondente e fixe nela o valor desejado de F.

Configure o MUX 4:1

Preencha as constantes que devem ser conectadas às quatro entradas de dados do MUX 4:1.

Digital logic configuration
D0 = 
D1 = 
D2 = 
D3 = 

Use a configuração para verificar

Com a configuração obtida, verifique o circuito sempre em duas etapas:

  1. Use A e B para obter F no MUX 4:1.
  2. Use F para selecionar X ou Z nos quatro canais paralelos.

Se F for 0, todos os canais escolhem seus bits correspondentes de X. Se F for 1, todos escolhem os bits correspondentes de Z.

Verificação da palavra e de um bit

Preveja a palavra de saída

Considere A = 1 e B = 0. Primeiro, localize a combinação AB = 10 para determinar F. Em seguida, aplique F aos quatro MUXes 2:1 para identificar a palavra Q.

Verificação por etapas

Para A = 1 e B = 0, qual é a palavra de saída Q?

Confira um canal com portas

Confira agora um canal individual, o bit Q2. Para as mesmas entradas A = 1 e B = 0, F = 1. Como X = 1010 e Z = 0101, temos X2 = 0 e Z2 = 1.

A expressão do canal é:

Q2 = (NOT F AND X2) OR (F AND Z2)

Calcule os dois termos e determine o valor final de Q2.

Avalie Q2

Complete: para F = 1, X2 = 0 e Z2 = 1, o valor de Q2 é ____.

Revise e conclua

Selecionar não é armazenar

Suponha que A = 0 e B = 0 permaneçam estáveis. Portanto, F = 0 e X está selecionada. Se X mudar de 1010 para 1110, qual será a nova saída Q? Explique brevemente por que a palavra anterior não é preservada.

Escreva pelo menos 25 caracteres (0/25).

Resumo

Síntese final

  • Um MUX 4:1 implementa uma função de duas variáveis quando A e B são suas seleções e D0 a D3 são fixados conforme a tabela-verdade.
  • A saída F dessa função pode comandar quatro MUXes 2:1 em paralelo para selecionar uma palavra de quatro bits.
  • Para verificar o circuito, determine primeiro F e depois a palavra escolhida entre as fontes.
  • Um canal individual pode ser conferido por Qn = (NOT F AND Xn) OR (F AND Zn).
  • Dados são os valores encaminhados; seleção é o comando de escolha; largura é a quantidade de bits. MUXes não criam armazenamento.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Seleção de sinais com multiplexadores

Muito bem! Agora você consegue configurar e verificar uma seleção combinacional com multiplexadores.

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