
Passo 1 de 8
O que a BOM precisa representar
Entenda a BOM como um documento rastreável entre o esquemático, as peças físicas e uma versão definida do circuito.
Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 4
Organizar uma lista de componentes coerente com o esquemático, distinguindo peças realmente equivalentes e registrando as especificações necessárias para identificá-las.
O que a BOM precisa representar
Entenda a BOM como um documento rastreável entre o esquemático, as peças físicas e uma versão definida do circuito. 1 min
Identificar cada peça sem ambiguidade
Preencha campos rastreáveis para vincular cada referência a uma peça comercial, sem confundir valor, footprint, fabricante, MPN e códigos de fornecedor. 2 min
Registrar o que o valor nominal não informa
Documente as especificações que distinguem componentes de mesmo valor nominal e mantenha requisitos e peças selecionadas claramente separados. 2 min
Definir o que entra na montagem
Classifique posições montadas, DNP e recursos sem peça física para obter quantidades de montagem rastreáveis. 2 min
Agrupar sem esconder diferenças
Agrupe referências somente quando peça selecionada, especificações relevantes e estado de montagem forem iguais. 1 min
Conferir alternativas antes de aceitar
Avalie alternativas por evidências elétricas e físicas antes de registrá-las na BOM. 1 min
Gerar e conferir a BOM no computador
Gere uma lista local a partir do esquemático e confirme que campos, agrupamentos, estados de montagem e identificação de revisão foram preservados. 2 min
Revisão final: do esquemático à lista consistente
Audite uma BOM após uma mudança de montagem e confirme a rastreabilidade entre esquemático, especificações e lista revisada. 1 min

Passo 1 de 8
Entenda a BOM como um documento rastreável entre o esquemático, as peças físicas e uma versão definida do circuito.
Uma BOM (Bill of Materials, ou lista de materiais) é a relação das peças físicas necessárias para construir uma versão definida de um circuito, em uma configuração de montagem definida.
Ela não é apenas uma lista de valores como “10 kΩ” ou “100 nF”. A BOM deve permitir relacionar cada peça a uma ou mais referências que aparecem no esquemático e indicar o que será comprado ou separado para a montagem.

A BOM preserva o caminho de conferência: referência do esquemático → peça física selecionada → linha da lista.
Dica
O símbolo no esquemático representa uma função elétrica; a peça comercial é o item físico escolhido; o footprint representa como essa peça será acomodada na placa. A BOM documenta a seleção das peças físicas, mantendo a ligação com as referências do esquemático.
Exemplo
Considere este trecho de um circuito de interface simples. As referências identificam posições individuais no esquemático, mesmo quando duas posições usam peças iguais.
Esquemático, versão A:
Uma BOM correspondente pode ter uma linha para os resistores, ligada às referências R1, R2, e linhas próprias para C1 e J1. A linha não substitui as referências: ela reúne e torna conferível o que aparece no circuito.
Atenção
Versão do esquemático: A
Configuração de montagem: padrão
Uma BOM sem essa identificação pode ficar ambígua depois de uma alteração no circuito. A lista deve deixar claro a qual revisão do esquemático e a qual configuração de montagem ela corresponde.
Faça as associações para reconstruir a rastreabilidade de uma lista de materiais.
Associe cada elemento à sua função na rastreabilidade.
Relacione cada elemento à descrição correta.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Uma BOM consistente melhora a documentação e a preparação da montagem, mas não prova que o circuito funciona, é seguro ou atende ao desempenho esperado. Essas questões exigem verificações próprias.
Nesta trilha, você usará seu projeto local no KiCad como base para organizar os dados, sem montar nem energizar o circuito. Os casos de conferência necessários serão apresentados nas telas, em texto e tabelas.
Ao revisar uma BOM, pergunte:
Nos próximos passos, você detalhará a identificação das peças e os critérios para agrupá-las sem esconder diferenças relevantes.

Passo 2 de 8
Preencha campos rastreáveis para vincular cada referência a uma peça comercial, sem confundir valor, footprint, fabricante, MPN e códigos de fornecedor.
Uma linha de BOM deve permitir sair de uma referência no esquemático e chegar a uma peça física específica. Para isso, registre nos símbolos ou na tabela de campos do KiCad dados consistentes:
A quantidade não é uma propriedade de uma referência isolada: ela será calculada para a linha da lista a partir das referências que pertencem àquela mesma peça.

Referência identifica a posição; os demais campos identificam a peça selecionada. A quantidade vem da contagem das referências na linha.
O MPN (Manufacturer Part Number) é o código pelo qual o fabricante identifica uma variante exata. Não encurte nem descarte sufixos: eles podem indicar encapsulamento, embalagem, faixa de temperatura ou outra versão.
Compare estes tipos de informação:
Exemplo
Exemplo de registro local para a referência R1:
Referência: R1
Valor: 10 kΩ
Footprint: Resistor_SMD:R_0603_1608Metric
Fabricante: Panasonic
MPN: ERJ-3EKF1002V
O fabricante e o MPN juntos tornam a seleção rastreável. Copiar o código de um distribuidor para o campo MPN cria ambiguidade, pois o código não é a identificação oficial da peça.
Dica
Na tabela de campos ou nas propriedades dos símbolos, use os mesmos nomes de coluna em todo o projeto, por exemplo: Fabricante e MPN. Se uma informação vier de uma fonte comercial, preserve o MPN no campo próprio e, se necessário, registre o código de fornecedor em um campo separado.
Nem toda referência já terá uma peça comercial escolhida. Nesse caso, mantenha a lacuna explícita: preencha o que já é conhecido e registre que a seleção está pendente. Não invente fabricante ou MPN para fazer a lista parecer concluída.
Exemplo de posição ainda em seleção:
Referência: C5
Valor: 100 nF
Footprint: Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric
Fabricante: não selecionado
MPN: não selecionado
Isso é mais útil para uma revisão do que um código plausível, porém incorreto.
Complete a identificação que corresponde ao código exato da peça escolhida pelo fabricante:
Referência: R1
Valor: 10 kΩ
Footprint: Resistor_SMD:R_0603_1608Metric
Fabricante: Panasonic
_ : ERJ-3EKF1002V
Preencha a lacuna com o nome do campo adequado.

Passo 3 de 8
Documente as especificações que distinguem componentes de mesmo valor nominal e mantenha requisitos e peças selecionadas claramente separados.
O valor nominal descreve apenas uma característica. Duas linhas de 10 kΩ podem exigir peças diferentes: uma pode ser de 1%, 0,1 W e 0603; outra, de 5%, 0,25 W e THT. Elas não devem ser tratadas como a mesma seleção só porque ambas dizem “10 kΩ”.
Na BOM, registre as características que permitem conferir a escolha feita para aquele circuito. Isso torna a lista útil para compra, montagem e revisão — sem recalcular aqui o dimensionamento já definido.

O valor nominal não reúne, por si só, todas as condições necessárias para identificar uma peça.
Registre requisitos e características selecionadas em campos distintos ou em uma descrição padronizada. O importante é que fique claro o que o circuito pede e qual peça foi escolhida.
Use unidades explícitas e uma escrita consistente: 1%, 0,1 W, 50 V, X7R, 0805, passo 2,54 mm. Evite descrições vagas como “capacitor bom” ou “conector pequeno”.
Exemplo
Exemplo de registro para uma linha de BOM:
Referências: R1, R2
Requisito do circuito: 10 kΩ, tolerância até 1%, potência mínima 0,1 W
Peça selecionada: resistor SMD 10 kΩ, ±1%, 0,1 W, 0603
O requisito expressa o limite aplicável; a característica da peça informa o que foi selecionado. Se a peça atender com margem, isso não muda o requisito documentado.
Características normalmente necessárias além do valor nominal
| Família | Valor nominal | Características a registrar |
|---|---|---|
| Resistor | Resistência | Tolerância, potência, encapsulamento |
| Capacitor | Capacitância | Tensão admissível, tolerância, tecnologia ou dielétrico, encapsulamento |
| Conector | — | Contatos, passo, orientação, tipo de montagem |
| CI | Função ou código | Encapsulamento e variante relevante |
Use os trechos abaixo como dados de especificação para completar localmente os campos ou a descrição dos símbolos no seu projeto. Não é necessário procurar nem baixar documentos.
Registre esses dados com os mesmos nomes de campo e unidades que você escolheu usar no restante do projeto.
Associe cada componente à informação que sua descrição ainda precisa conter.
Associe cada família ao conjunto de características que completa sua identificação.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Ao revisar uma linha da BOM, pergunte:
Ainda não decida se duas peças podem ser substituídas ou agrupadas: esses critérios serão tratados nos próximos passos.
Dica

Passo 4 de 8
Classifique posições montadas, DNP e recursos sem peça física para obter quantidades de montagem rastreáveis.
Uma posição no esquemático não é automaticamente uma peça a montar. Para conferir a BOM, separe três casos:
O esquemático preserva as posições; a BOM deve deixar claro quais delas entram na montagem atual.

Conector e terminal comercial são peças; pad no cobre não é; footprint vazio pode representar uma posição DNP.
Dica
DNP significa do not populate: não montar. Não apague a posição só para reduzir a contagem. Manter a referência, o valor, o footprint e o estado DNP documenta que a ausência é intencional.
Uma posição DNP pode continuar na BOM com uma coluna como Montar = Não ou Estado = DNP. Já uma posição pode ser excluída da BOM de compra quando não representa uma peça física, como um pad de teste no cobre. O critério é a peça existir ou não, e não apenas ela aparecer no esquemático.
Considere esta configuração de montagem. A coluna Peça física? indica se há algo a adquirir ou montar; a coluna Montar? registra a configuração atual.
| Referência | Descrição | Peça física? | Montar? |
|---|---|---|---|
| R1 | Resistor 10 kΩ | Sim | Sim |
| R2 | Resistor 10 kΩ | Sim | Não (DNP) |
| U1 | Amplificador operacional duplo | Sim | Sim |
| J1 | Conector de 2 contatos | Sim | Sim |
| TP1 | Terminal de teste comercial | Sim | Sim |
| TP2 | Pad de teste no cobre | Não | — |
Exemplo
A quantidade de montagem é 4 peças: R1, U1, J1 e TP1.
Não some R2, pois está DNP. Não some TP2, pois é somente cobre da placa. E conte U1 como uma peça, mesmo que o símbolo represente duas unidades funcionais do mesmo circuito integrado. A referência física única é U1; não há uma peça para cada unidade interna do símbolo.
Nos campos locais do KiCad, mantenha uma indicação consistente de montagem e de inclusão na BOM para cada símbolo. Os nomes e a tela exata variam conforme a versão, mas o resultado deve ser verificável: a posição DNP continua identificável e o pad sem peça não aparece como item de compra.
Evite apagar footprint ou referência de uma posição DNP apenas para ocultá-la. Isso enfraquece a ligação entre esquemático, placa e lista.
No caso apresentado, complete a quantidade de peças a montar. Considere somente posições com peça física e marcadas para montagem.
Quantidade de peças a montar: ____

Passo 5 de 8
Agrupe referências somente quando peça selecionada, especificações relevantes e estado de montagem forem iguais.
Agrupar não é apenas encurtar a lista: é reunir referências que correspondem à mesma peça selecionada, com as mesmas especificações relevantes e o mesmo estado de montagem.
Assim, uma linha agrupada precisa continuar respondendo a duas perguntas:
Valor nominal igual, sozinho, não prova que duas referências podem ocupar a mesma linha. Também não basta coincidirem valor e footprint: tolerância, potência, tensão admissível, dielétrico, fabricante, MPN ou estado DNP podem exigir linhas separadas.

Uma linha da BOM só pode unir referências quando a peça e as condições de montagem coincidem.
Use estes critérios para decidir se referências entram na mesma linha. A comparação deve considerar os campos que identificam a peça e as características que importam para aquela família.
| Critério | Pode ficar no mesmo grupo quando... | Exemplo de motivo para separar |
|---|---|---|
| Fabricante e MPN | são exatamente os mesmos | mesmo resistor genérico, mas MPNs diferentes |
| Footprint | é o mesmo footprint associado | um é 0603 e outro é 0805 |
| Especificação relevante | todos os limites e características coincidem | 10 kΩ com tolerâncias ou potências diferentes |
| Estado de montagem | todos têm o mesmo estado | R4 é DNP; R1 a R3 são montados |
| Valor nominal | coincide junto aos demais critérios | 1 µF cerâmico com dielétricos distintos quando isso foi registrado |
Exemplo
Considere quatro resistores do esquemático:
Uma BOM correta mantém três linhas: R1, R2 com quantidade 2; R3 com quantidade 1; e R4 com quantidade 0 a montar, identificado como DNP. Embora todos tenham 10 kΩ e footprint 0603, R3 tem outra especificação/MPN e R4 tem outro estado de montagem.
Para cada possível grupo, confira primeiro as referências e os campos; só depois leia a quantidade. Qual opção registra corretamente o conjunto R1 a R4 do exemplo?
| Referências | Quantidade a montar | Estado e identificação |
|---|---|---|
| R1, R2 | 2 | Montados; RC0603FR-0710KL |
| R3 | 1 | Montado; RC0603JR-0710KL |
| R4 | 0 | DNP; RC0603FR-0710KL |
Qual agrupamento deve aparecer na BOM?

Passo 6 de 8
Avalie alternativas por evidências elétricas e físicas antes de registrá-las na BOM.
Uma alternativa não é automaticamente equivalente porque tem o mesmo nome, valor nominal ou aparência. Ela é um candidato: só pode ser registrada depois de confrontar seus dados documentados com os requisitos já definidos para a posição.
A conferência reúne duas partes:
Além de atender aos requisitos, o candidato precisa ser identificável por fabricante e MPN. Não complete lacunas por suposição.

O candidato precisa ter identificação comercial e passar simultaneamente pela conferência elétrica e física.
Atenção
Ausência de informação não é confirmação de compatibilidade. Se faltar um dado necessário — como potência, dimensão relevante, correspondência entre terminais e pads ou MPN — mantenha o candidato como não verificado. Não o registre como alternativa aprovada.
Considere a posição R7. A peça selecionada é Yageo RC0805FR-0710KL, resistor de 10 kΩ, ±1%, 0,125 W, com footprint Resistor_SMD:R_0805_2012Metric.
O footprint tem dois pads, identificados como 1 e 2. O desenho de referência usa pads de 1,15 × 1,40 mm, separados por um vão interno de 0,80 mm, para um corpo 0805 de aproximadamente 2,0 × 1,25 mm. Os terminais elétricos 1 e 2 da peça devem alcançar, respectivamente, os pads 1 e 2.
Compare somente os dados fornecidos nesta tela. Não é preciso procurar componentes nem alterar o circuito.
Cada candidato tem fabricante e MPN; a decisão ainda depende dos requisitos elétricos e da compatibilidade física documentada.
| Candidato | Fabricante e MPN | Dados elétricos | Corpo / terminais | Evidência para o footprint |
|---|---|---|---|---|
| A | Panasonic ERJ-6ENF1002V | 10 kΩ, ±1%, 0,125 W | 0805; 2,0 × 1,25 mm; terminais 1 e 2 | Land pattern recomendado: pads 1,15 × 1,40 mm, vão 0,80 mm; terminal 1→pad 1 e 2→pad 2 |
| B | Yageo RC0805JR-0710KL | 10 kΩ, ±5%, 0,125 W | 0805; 2,0 × 1,25 mm; terminais 1 e 2 | Land pattern e correspondência 1→1, 2→2 compatíveis com o footprint de R7 |
| C | Vishay CRCW060310K0FKEA | 10 kΩ, ±1%, 0,1 W | 0603; 1,55 × 0,85 mm; terminais 1 e 2 | Land pattern recomendado: pads 0,95 × 1,10 mm, vão 0,65 mm; não há compatibilidade declarada com os pads de R7 |
| D | KOA RK73H2ATTD1002F | 10 kΩ, ±1%; potência não informada | 0805; 2,0 × 1,25 mm; terminais 1 e 2 | Land pattern e correspondência 1→1, 2→2 compatíveis com o footprint de R7 |

Dois terminais não bastam: o corpo, os pads, o vão e a correspondência dos terminais precisam ser compatíveis e documentados.
Ao aprovar uma alternativa, registre-a em campo separado, como Alternativa aprovada, preservando também o fabricante e o MPN da peça selecionada. A alternativa é uma opção para a mesma posição R7: ela não cria outra referência nem aumenta a quantidade da BOM.
Se os dados forem insuficientes, registre o candidato como pendente de conferência ou não o inclua como aprovado. Uma alternativa não verificada não deve ser usada para justificar agrupamento ou contagem.
Classifique cada candidato de R7 usando apenas os dados fornecidos. Diferencie falha elétrica, incompatibilidade física documentada e falta de evidência.
Relacione cada candidato ao resultado correto da conferência.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 7 de 8
Gere uma lista local a partir do esquemático e confirme que campos, agrupamentos, estados de montagem e identificação de revisão foram preservados.
A BOM deve ser gerada a partir do esquemático atual, que continua sendo a fonte dos campos e atributos. No Editor de Esquemáticos do KiCad, use este caminho principal para preparar os dados:
Referência, Valor, Footprint, Fabricante, MPN e o campo de montagem que você adotou, como Montar ou Estado.A tabela de campos permite revisar a origem dos dados antes de agrupá-los. Ela não substitui a conferência da lista resultante.

A aparência da interface pode variar, mas o resultado precisa preservar os campos, o agrupamento, o estado de montagem e as referências.
Dica
A lista aceita deve trazer uma identificação da sua origem, por exemplo: Rev. B — montagem padrão. A revisão identifica qual esquemático forneceu os dados; a configuração informa quais posições estão previstas para montagem.
Uma BOM consistente documenta peças e estados de montagem. Ela não verifica conexões elétricas, desempenho ou segurança do circuito.
Com os campos conferidos, abra o recurso de BOM da sua instalação pelo menu Ferramentas > Gerar BOM. Em versões que apresentem um gerador ou predefinição local, selecione uma saída tabular CSV disponível e abra as opções antes de gerar.
Configure o resultado assim:
Se sua versão não oferecer um gerador CSV local com essas opções, use a alternativa completa:
Essa alternativa não cria uma segunda fonte de verdade: se detectar um erro, volte ao símbolo no esquemático, corrija o campo e produza novamente a tabela.
Use esta conferência antes de aceitar a prévia ou o CSV. Os nomes dos comandos variam entre versões; os dados esperados não.
| Aspecto | O que conferir | Resultado esperado |
|---|---|---|
| Colunas | Referências, quantidade, identificação e montagem | Cada linha pode ser ligada à peça e às posições |
| Agrupamento | MPN, footprint, especificações e estado | Só referências realmente equivalentes ficam juntas |
| DNP | Estado explícito e quantidade de montagem | Rastreável, sem entrar na contagem a montar |
| Exclusão | Existência de peça física | Pad de teste no cobre não vira compra fictícia |
| MPN no CSV | Formato de texto | Zeros e sufixos permanecem intactos |
Ao exportar em CSV, abra o arquivo localmente primeiro em um editor de texto ou importe-o em uma planilha como dados delimitados. Confirme o separador usado — vírgula, ponto e vírgula ou tabulação — e veja se cada campo ficou em sua própria coluna.
Trate MPN como texto. Assim, um código como 00123-A ou um MPN com hífen não é alterado para número, data ou notação científica. Se a planilha mudar um código, corrija a importação ou o formato da coluna antes de salvar.
Se houver referência ausente, quantidade errada, DNP misturado a montado ou agrupamento indevido, não edite somente a cópia exportada. Corrija os campos ou atributos do esquemático e gere a lista novamente.
Coloque em ordem o fluxo que mantém a BOM alinhada ao esquemático após encontrar uma mudança ou divergência.
Ordene as ações de revisão da BOM.
Gere ou visualize a BOM do seu projeto local e escolha qualquer linha: ela pode ter uma única referência, várias referências ou ser DNP. Relate: (1) as referências, (2) a quantidade mostrada, (3) o MPN ou o estado de montagem que justifica a linha e (4) a revisão/configuração que deve acompanhar a lista.
Se ainda não houver uma linha apropriada no seu projeto, use este caso da tela: R1, R2 — quantidade 2 — MPN RC0603FR-0710KL — montados. A identificação proposta é Rev. B — montagem padrão.
Escreva pelo menos 50 caracteres (0/50).

Passo 8 de 8
Audite uma BOM após uma mudança de montagem e confirme a rastreabilidade entre esquemático, especificações e lista revisada.
Você vai auditar a BOM de uma pequena interface. A mudança documentada da revisão A para a revisão B foi: C2 deixou de ser montado e passou a DNP.
No esquemático da revisão B, R1, R2, C1 e J1 são posições montadas. C2 continua no desenho, com footprint e identificação, para preservar uma opção de montagem. TP1 é apenas um pad de teste no cobre: não há componente comercial associado.
A auditoria tem dois sentidos: localizar cada peça montada na BOM e, no sentido inverso, justificar cada linha da BOM pelas referências do esquemático.

C2 permanece rastreável como posição DNP. TP1 é acesso no cobre, não uma peça de compra.
Dados que devem permanecer associados às posições da revisão B. O código de J1 corresponde a um conector Molex KK-254 vertical, THT, de duas vias e passo de 2,54 mm, compatível com o footprint indicado.
| Referência | Qtd. montar | Estado de montagem | Valor e especificações | Footprint | Fabricante / MPN |
|---|---|---|---|---|---|
| R1, R2 | 2 | Montar | 10 kΩ, ±1%, 0,1 W | Resistor_SMD:R_0603_1608Metric | Yageo / RC0603FR-0710KL |
| C1 | 1 | Montar | 100 nF, ±10%, 16 V, X7R | Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric | Murata / GRM188R71C104KA01D |
| C2 | 0 | DNP | 100 nF, ±5%, 50 V, C0G | Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric | Murata / GRM1885C1H104JA01D |
| J1 | 1 | Montar | 2 contatos, passo 2,54 mm, THT, vertical | Connector_Molex:Molex_KK-254_AE-6410-02A_1x02_P2.54mm_Vertical | Molex / 22-27-2021 |
| TP1 | 0 | Sem peça física | Pad de teste no cobre, diâmetro 1,0 mm | TestPoint:TestPoint_Pad_D1.0mm | Não se aplica / Sem peça física |
A lista recebida contém quatro divergências deliberadas:
Montar para o grupo, embora C2 seja DNP na revisão B;C1 e C2 têm o mesmo fabricante, Murata, mas isso não torna as peças equivalentes. R1 e R2 podem permanecer agrupados: possuem a mesma seleção, especificações relevantes e estado de montagem.
A coluna de estado está presente, mas o estado aplicado ao grupo C1, C2 está incorreto. Compare cada linha com os dados de origem.
| Referências | Quantidade | Estado de montagem | Valor e especificações | Footprint | Fabricante / MPN |
|---|---|---|---|---|---|
| R1, R2 | 2 | Montar | 10 kΩ, ±1%, 0,1 W | Resistor_SMD:R_0603_1608Metric | Yageo / RC0603FR-0710KL |
| C1, C2 | 2 | Montar | 100 nF, ±10%, 16 V, X7R | Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric | Murata / GRM188R71C104KA01D |
| J1 | 1 | Montar | 2 contatos, passo 2,54 mm, THT, vertical | Connector_Molex:Molex_KK-254_AE-6410-02A_1x02_P2.54mm_Vertical | Molex / 22-27-2021 |
Dica
Compare cada linha com o esquemático, não apenas com o valor nominal. C1 e C2 são ambos de 100 nF e usam 0603, mas diferem em tolerância, tensão admissível, dielétrico e MPN. C2 deve continuar documentado como DNP, com quantidade de montagem zero. TP1 não entra como linha de compra porque é cobre da própria placa.
Registre as correções da BOM recebida. Inclua:
Use somente os dados deste caso. Não é necessário procurar peças, alterar o circuito ou testar conexões.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).
Depois de corrigir os campos na origem e regenerar a lista local, este é o resultado esperado para Rev. B — montagem padrão. C2 fica documentado, porém sua quantidade de montagem é zero. TP1 permanece fora da BOM por não ser uma peça física.
| Referências | Quantidade | Estado de montagem | Valor e especificações | Footprint | Fabricante / MPN |
|---|---|---|---|---|---|
| R1, R2 | 2 | Montar | 10 kΩ, ±1%, 0,1 W | Resistor_SMD:R_0603_1608Metric | Yageo / RC0603FR-0710KL |
| C1 | 1 | Montar | 100 nF, ±10%, 16 V, X7R | Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric | Murata / GRM188R71C104KA01D |
| C2 | 0 | DNP | 100 nF, ±5%, 50 V, C0G | Capacitor_SMD:C_0603_1608Metric | Murata / GRM1885C1H104JA01D |
| J1 | 1 | Montar | 2 contatos, passo 2,54 mm, THT, vertical | Connector_Molex:Molex_KK-254_AE-6410-02A_1x02_P2.54mm_Vertical | Molex / 22-27-2021 |
A lista é aceita quando a auditoria funciona nos dois sentidos.
| Conferência | Resultado no caso |
|---|---|
| Peças montadas localizadas na BOM | R1, R2, C1 e J1 aparecem; total a montar: 4. |
| Linhas justificadas no esquemático | Cada linha aponta para referências existentes. |
| Diferenças preservadas | C1 e C2 estão separados por especificações e MPN. |
| Estados documentados | C2 é DNP; TP1 é sem peça física e fica excluído. |
| Origem identificada | Rev. B — montagem padrão. |
Resumo
Você concluiu a revisão de uma BOM a partir do esquemático: identificou peças, preservou diferenças de especificação, tratou uma posição DNP e conferiu quantidades por referência.
No próximo tutorial, a atenção passa para a verificação elétrica das conexões no esquemático. Uma BOM consistente continua sendo documentação e não substitui essa verificação.
Parabéns! Você concluiu: Lista de componentes a partir do esquemático
Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.
Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online
Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail
Baixe nosso aplicativo pelo QR Code ou pelos links abaixo:.
+ de 10 milhões
de alunos
Certificado grátis e
válido em todo o Brasil
60 mil exercícios
gratuitos
4,8/5 classificação
nas lojas de apps
Cursos gratuitos em
vídeo, ebooks e audiobooks