
Passo 1 de 8
Da especificação à ondulação de corrente
Calcule a ondulação de corrente do indutor em um ponto de operação e diferencie valor pico a pico de amplitude em torno da média.
Trilha de aprendizado · Nível 12 · Tutorial 3
Estimar indutância, capacitância e esforços de corrente para limitar a ondulação de um buck, verificando a validade das aproximações utilizadas.
Da especificação à ondulação de corrente
Calcule a ondulação de corrente do indutor em um ponto de operação e diferencie valor pico a pico de amplitude em torno da média. 2 min
Escolher a indutância nos extremos de operação
3 min
Verificar pico, vale e condução contínua
Determine as correntes de pico e vale e identifique quando a hipótese de condução contínua deixa de ser válida. 3 min
Selecionar os limites de corrente do indutor
Use a corrente de pico, a corrente eficaz e a indutância efetiva nas condições de uso para avaliar um indutor candidato. 3 min
Determinar a corrente no capacitor de saída
Relacione a ondulação da corrente do indutor à corrente alternada que atravessa o capacitor de saída e estime seu valor eficaz. 2 min
Separar a ondulação capacitiva da contribuição da ESR
Estime as parcelas capacitiva e resistiva da ondulação de saída e converta uma meta de ripple em requisitos preliminares de capacitância efetiva e ESR. 3 min
Escolher o capacitor pela capacitância efetiva
Avalie capacitores de saída pela capacitância efetiva e pelos limites elétricos aplicáveis, não apenas pelo valor nominal. 3 min
Concluir o dimensionamento e declarar seus limites
Aplique os cálculos a um caso completo, selecione um conjunto preliminar e declare as condições e os limites de validade da conclusão. 4 min

Passo 1 de 8
Calcule a ondulação de corrente do indutor em um ponto de operação e diferencie valor pico a pico de amplitude em torno da média.
A corrente do indutor de um buck em condução contínua não é constante: ela sobe durante a condução da chave e desce durante a recirculação. A diferença entre o maior e o menor valor em um período é a ondulação pico a pico, indicada por ΔI_L.
Para o modelo ideal já estudado, use:
ΔI_L ≈ (V_entrada − V_saida) × D / (L × f_chaveamento)
Em que D é o ciclo de trabalho. Para uma saída fixa no buck ideal, D ≈ V_saida / V_entrada.
Use tensões em V, indutância em H e frequência em Hz; o resultado será em A.

ΔI_L mede a distância total entre vale e pico; não é a distância entre a média e um dos extremos.
Considere um buck ideal que fornece 3,3 V. Os requisitos informados são:
Neste primeiro cálculo, avalie o ponto de operação V_entrada = 12 V e uma indutância assumida de 10 µH. A faixa de carga será importante nas verificações posteriores, mas não entra diretamente na fórmula de ΔI_L deste modelo.
Dica
A aproximação é apropriada quando o buck opera em regime periódico e em condução contínua, com indutância aproximadamente constante e ondulação de saída pequena diante de V_saida.
Ela é uma estimativa de projeto: componentes reais, perdas e variações de parâmetros podem mudar o resultado. Primeiro calcule a ondulação; nos próximos passos, você verificará se a hipótese de condução contínua e os limites do indutor permanecem válidos.
Exemplo
No ponto de 12 V:
Substituindo:
ΔI_L ≈ (12 − 3,3) × 0,275 / [(10 × 10⁻⁶) × (500 × 10³)]
ΔI_L ≈ 2,3925 / 5
ΔI_L ≈ 0,479 A pico a pico
Esse valor excede a meta de 0,30 A pico a pico. Isso ainda não escolhe o indutor: apenas mostra que 10 µH não atende a essa meta neste ponto do modelo.
Uma meta também pode ser declarada como fração de uma corrente de referência, desde que ela seja dita explicitamente. Por exemplo: “ΔI_L ≤ 30% de 1,00 A” corresponde a ΔI_L ≤ 0,30 A pico a pico.
Não existe uma porcentagem universal adequada. A meta depende dos requisitos de corrente, tensão, componentes e regulador. Sempre registre tanto a referência quanto o valor em ampères.
No exemplo, a corrente triangular varia 0,479 A do vale ao pico. Qual é a amplitude entre a corrente média e um dos extremos?
ΔI_L/2 ≈ {{blank}} A

Passo 2 de 8
Para cumprir uma meta de ondulação, reorganize a expressão já conhecida:
L_mín ≈ (V_entrada − V_saída) × D / (ΔI_L,máx × f_chaveamento)
No buck ideal em condução contínua, recalcule D ≈ V_saída / V_entrada para cada tensão de entrada. Não mantenha um mesmo ciclo de trabalho ao comparar extremos.
A indutância calculada é a menor indutância efetiva exigida nas condições críticas. Ela ainda não é, necessariamente, o valor nominal impresso no componente.

Mantidas entrada, saída e frequência, uma indutância menor produz maior ondulação de corrente.
Use este caso de dimensionamento, sempre no modelo ideal:
Para saída fixa, a ondulação aumenta quando a tensão de entrada aumenta, a frequência diminui ou a indutância efetiva diminui. Portanto, avalie a combinação de maior entrada e menor frequência; ainda assim, confirme numericamente os extremos informados.
Resultados usando uma indutância efetiva de 14,4 µH. O ciclo D é recalculado para cada entrada.
| V_entrada | Frequência | D ideal | ΔI_L estimada |
|---|---|---|---|
| 9 V | 400 kHz | 0,556 | 0,386 A |
| 15 V | 600 kHz | 0,333 | 0,386 A |
| 15 V | 400 kHz | 0,333 | 0,579 A |
Exemplo
No extremo crítico, V_entrada = 15 V e f = 400 kHz:
D = 5/15 = 0,333
L_mín ≈ (15 − 5) × 0,333 / (0,60 × 400 000)
L_mín ≈ 13,9 µH
Esse é o mínimo de indutância que deve existir na condição prevista; selecionar exatamente 13,9 µH nominal não deixa margem para tolerância.
Compare a meta com a menor indutância efetiva prevista, não apenas com o valor nominal.
Exemplo: um indutor de 18 µH com tolerância de ±20% pode chegar a:
L_ef,mín = 18 µH × (1 − 0,20) = 14,4 µH
Como 14,4 µH é maior que 13,9 µH, ele atende à meta neste modelo. Recalcule então a ondulação com 14,4 µH, 15 V e 400 kHz — o pior caso identificado.
Exemplo
Com L_ef,mín = 14,4 µH:
ΔI_L ≈ (15 − 5) × 0,333 / (14,4 µH × 400 kHz)
ΔI_L ≈ 0,579 A pico a pico
O resultado permanece abaixo de 0,60 A. Logo, 18 µH ±20% é um candidato preliminar aceitável para a meta de ondulação.
A seleção ainda precisará de verificações de corrente e de outras características nas próximas etapas.
Dica
Uma peça nominal de 15 µH com ±20% teria mínimo de 12 µH. Embora 15 µH pareça maior que 13,9 µH no rótulo, 12 µH efetivos não atende à condição crítica. Sempre aplique a tolerância antes de aprovar o candidato.
Agora use um caso diferente, ainda no modelo ideal: V_saída = 3,3 V; V_entrada de 8 V a 14 V; frequência de 300 kHz a 500 kHz; meta ΔI_L ≤ 0,40 A pico a pico.
Qual combinação deve ser calculada para verificar a maior ondulação?
| V_entrada | Frequência |
|---|---|
| 8 V | 500 kHz |
| 8 V | 300 kHz |
| 14 V | 500 kHz |
| 14 V | 300 kHz |
No caso de prática, use a combinação crítica de entrada e frequência, calcule D = V_saída/V_entrada e então obtenha L_mín. Informe a resposta em µH.
Escreva pelo menos 2 caracteres (0/2).
Para o mesmo caso de prática, um candidato tem indutância nominal de 27 µH e tolerância de ±15%. Qual decisão é correta para a meta de ondulação?
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Passo 3 de 8
Determine as correntes de pico e vale e identifique quando a hipótese de condução contínua deixa de ser válida.
A corrente média do indutor coincide aproximadamente com a corrente de saída. A ondulação triangular \(\Delta I_L\) fica distribuída ao redor dessa média. Portanto:
Para avaliar uma faixa de carga, use o maior valor de pico na carga máxima e o menor valor de vale na carga mínima. A ondulação usada deve corresponder ao pior caso já recalculado para o indutor candidato.
| Grandeza | Expressão | Significado |
|---|---|---|
| Corrente média | I_saida | Centro da onda triangular |
| Pico | I_saida + ΔI_L/2 | Maior corrente instantânea |
| Vale | I_saida − ΔI_L/2 | Menor corrente instantânea |
| Ondulação | ΔI_L | Pico a pico |

Em condução contínua, o vale permanece acima de zero durante todo o período.
Exemplo
Considere o indutor candidato com ondulação de pior caso \(\Delta I_L=0,60\ \text{A}\), em uma saída cuja carga varia de \(0,40\ \text{A}\) a \(2,00\ \text{A}\).
Na carga máxima:
\(I_{pico}\approx2,00+0,60/2=2,30\ \text{A}\)
Na carga mínima:
\(I_{vale}\approx0,40-0,60/2=0,10\ \text{A}\)
O maior pico previsto é 2,30 A. O menor vale é 0,10 A, ainda positivo; logo, a aproximação de condução contínua permanece válida em toda essa faixa.
A fronteira entre condução contínua e a perda dessa condição ocorre quando o vale chega a zero:
\(I_{vale}=0\Rightarrow I_{saída,limite}\approx\Delta I_L/2\)
Com \(\Delta I_L=0,60\ \text{A}\), a fronteira é \(0,30\ \text{A}\). Acima desse valor, o modelo de condução contínua é compatível com essa ondulação; exatamente nesse valor, está no limite.
Atenção
Não estenda a reta triangular abaixo de zero para “calcular” correntes negativas em um buck não síncrono. Se \(I_{vale}<0\), a hipótese usada para obter a onda contínua falhou. Também não basta recortar a parte negativa em zero e manter os demais resultados: a forma de onda e as relações do conversor mudam. Registre essa condição como fora do domínio deste cálculo.
Para \(\Delta I_L=0,80\ \text{A}\), complete a corrente de saída que marca a fronteira da condução contínua:
\(I_{saída,limite}\approx\) ____ A
\(I_{saída,limite}\approx\) ____ A
Mantendo \(\Delta I_L=0,80\ \text{A}\), a carga cai para 0,25 A. Qual conclusão é correta?
Ao examinar o indutor em condução contínua:
No próximo passo, o pico e o valor eficaz servirão para conferir limites distintos do indutor.

Acima do limite: condução contínua. No limite: vale igual a zero. Abaixo: a previsão contínua não vale mais.

Passo 4 de 8
Use a corrente de pico, a corrente eficaz e a indutância efetiva nas condições de uso para avaliar um indutor candidato.
Em condução contínua, a ondulação triangular acrescenta uma parcela à corrente eficaz do indutor:
I_L,ef² ≈ I_saída² + ΔI_L²/12
Use a corrente de pico para comparar com a especificação de saturação. Use a corrente eficaz para comparar com a capacidade térmica declarada.
São verificações diferentes: um indutor pode ter corrente média aparentemente suficiente, mas saturar no pico; ou não saturar e, ainda assim, exceder sua capacidade de corrente eficaz nas condições térmicas especificadas.

O pico verifica a margem contra saturação; o valor eficaz verifica a capacidade de corrente nas condições térmicas declaradas.
Dica
Não aplique uma margem percentual universal. Compare os valores calculados com os limites documentados nas condições relevantes: temperatura ambiente, elevação térmica permitida, ventilação e condição em que a indutância foi medida.
A verificação de indutância também deve usar a menor indutância prevista na corrente e temperatura de uso. Não basta usar o valor nominal ou uma tolerância isolada.
Exemplo
Considere um buck em condução contínua no ponto crítico já identificado:
A corrente de pico é:
I_pico = 2,00 + 0,80/2 = 2,40 A
Para a corrente eficaz:
I_L,ef = √(2,00² + 0,80²/12)
I_L,ef = √4,053 ≈ 2,01 A
O candidato precisa manter pelo menos 8,0 µH no ponto de uso, suportar 2,40 A no critério de saturação e 2,01 A no critério térmico aplicável.
A corrente de saturação não é um limite universalmente idêntico entre fabricantes. Ela costuma ser a corrente para a qual a indutância cai uma fração definida, como 20% ou 30%.
Por isso, uma ficha pode informar: I_sat = 2,7 A, para redução de 20% em L. Esse dado só é compatível com o projeto se a indutância após essa redução ainda for suficiente.
Exemplo: se o componente parte de 10 µH no pior extremo de tolerância e pode cair 20% a 2,7 A, sua indutância naquele critério é 8,0 µH. Isso coincide com o mínimo exigido; não é uma margem adicional. Se o requisito fosse 8,1 µH, esse mesmo caso falharia.
Os três candidatos abaixo são comparados para o mesmo ponto: 25 °C, corrente de pico prevista de 2,40 A e corrente eficaz prevista de 2,01 A.
A coluna “L efetiva a 2,40 A e 25 °C” já inclui a tolerância desfavorável e a redução de indutância declarada para essa corrente e temperatura. Portanto, ela pode ser comparada diretamente com o requisito de 8,0 µH. As condições de I_sat e de corrente térmica também estão explícitas.
Para todos os candidatos, os requisitos são: L efetiva ≥ 8,0 µH a 2,40 A e 25 °C; I_sat compatível com o pico de 2,40 A; e corrente térmica ≥ 2,01 A eficaz na condição declarada.
Um candidato não é aprovado por apenas um desses critérios. Em particular, a redução de indutância associada a I_sat precisa ser confrontada com a indutância mínima exigida, e não apenas com o valor nominal.
| Candidato | L efetiva a 2,40 A, 25 °C | I_sat e redução de L | I térmica e condição | Decisão |
|---|---|---|---|---|
| A | 8,1 µH | 2,30 A; L cai 30% | 2,60 A eficaz; elevação de 40 °C | Rejeitar: pico excede I_sat |
| B | 8,4 µH | 2,80 A; L cai 20% | 1,90 A eficaz; elevação de 30 °C | Rejeitar: eficaz excede limite térmico |
| C | 8,2 µH | 2,70 A; L cai 20%; L = 8,0 µH nesse ponto | 2,30 A eficaz; elevação de 40 °C | Atende neste cenário |
Exemplo
O candidato C é aceitável neste cenário porque há evidência para os três testes: a 2,40 A e 25 °C mantém 8,2 µH, acima do mínimo de 8,0 µH; seu I_sat é 2,70 A, associado a uma redução de 20% que ainda deixa 8,0 µH; e a capacidade térmica de 2,30 A eficaz supera 2,01 A eficaz.
A aprovação é limitada às condições fornecidas. Se corrente, temperatura ou dados de redução mudarem, atualize a menor indutância e recalcule a ondulação antes de repetir as verificações.
Associe cada grandeza calculada ao requisito que ela verifica.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Um indutor tem 10 µH nominais e tolerância de −10%. Uma curva da ficha técnica, válida a 25 °C, garante redução adicional de 30% de indutância a 2,40 A. A ficha também declara I_sat = 2,30 A segundo seu critério de saturação. O projeto exige no mínimo 8,0 µH e prevê I_pico = 2,40 A. Qual justificativa é correta para rejeitá-lo?

Passo 5 de 8
Relacione a ondulação da corrente do indutor à corrente alternada que atravessa o capacitor de saída e estime seu valor eficaz.
A corrente no nó de saída se divide entre carga e capacitor. Durante um período de chaveamento, adote a corrente da carga aproximadamente constante. Pela lei das correntes:
i_C = i_L − I_saida
A corrente média do indutor é aproximadamente igual à corrente da carga. Portanto, ao subtrair I_saida, a forma triangular de i_L fica centrada em zero:
i_L > I_saida, o capacitor recebe corrente;i_L < I_saida, o capacitor fornece corrente à carga.Isso descreve somente o regime periódico em condução contínua já verificado para o ponto de carga.

A corrente do capacitor é a diferença instantânea entre a corrente do indutor e a corrente da carga.
Se a ondulação do indutor é ΔI_L pico a pico, a corrente no capacitor varia aproximadamente entre:
+ΔI_L/2 e −ΔI_L/2
Assim, ela é uma triangular centrada em zero. Em um ciclo completo, a área positiva e a área negativa se compensam: a corrente média do capacitor é aproximadamente zero.
Mas ela alterna continuamente entre valores positivos e negativos. Logo, há corrente eficaz e esforço de ondulação mesmo sem corrente média.
Exemplo
Considere I_saida = 2,0 A e ΔI_L = 0,60 A pico a pico.
i_L varia de 1,70 A a 2,30 A.i_C = i_L − 2,0 A.i_C varia de −0,30 A a +0,30 A.O indutor conduz uma corrente próxima de 2 A durante todo o ciclo. Já o capacitor conduz apenas a componente alternada: ora absorve 0,30 A, ora entrega 0,30 A. Sua média é zero, mas seus terminais e sua construção ainda precisam suportar essa corrente alternada.
Para uma corrente triangular centrada em zero, com ondulação ΔI_L pico a pico, o valor eficaz no capacitor é:
I_C,ef = ΔI_L / √12
Use ΔI_L em ampères pico a pico. Esse resultado não depende da corrente média de saída dentro desta aproximação: uma carga maior desloca i_L para cima, mas a diferença i_L − I_saida mantém a mesma ondulação triangular para o mesmo ΔI_L.
Exemplo
Com ΔI_L = 0,60 A:
I_C,ef = 0,60 / √12 ≈ 0,173 A
Ou seja, o capacitor precisa suportar aproximadamente 173 mA eficazes de corrente de ondulação naquele ponto de operação. Isso é diferente da corrente eficaz do indutor, que inclui também a corrente média entregue à carga.
Se ΔI_L = 0,48 A pico a pico, complete: I_C,ef ≈ ____ A. Use três casas decimais.
Em regime periódico, corrente média nula no capacitor significa que ele não conduz corrente e não precisa ter capacidade de corrente eficaz.

Passo 6 de 8
Estime as parcelas capacitiva e resistiva da ondulação de saída e converta uma meta de ripple em requisitos preliminares de capacitância efetiva e ESR.
A corrente triangular que chega ao capacitor produz duas parcelas de ondulação na saída.
Parcela capacitiva: resulta da carga que o capacitor acumula e devolve a cada ciclo:
ΔV_C ≈ ΔI_L / (8 × f_chaveamento × C_efetiva)
Use a capacitância efetiva disponível na condição analisada. Para a mesma ondulação de corrente, aumentar C reduz essa parcela.
Parcela resistiva: resulta da ESR do capacitor percorrida pela corrente triangular:
ΔV_ESR ≈ ΔI_L × ESR
Use a ESR aplicável à frequência de chaveamento e à temperatura consideradas. Reduzir C não reduz diretamente essa parcela.
A corrente do capacitor alterna acima e abaixo de zero. Sua carga acumulada gera uma variação curva de tensão; a ESR gera uma tensão instantânea proporcional à corrente. As duas formas se somam na saída.

A parcela capacitiva varia com a carga acumulada; a parcela de ESR acompanha a corrente.
Como estimativa conservadora dentro deste modelo, use:
ΔV_saída,pp ≲ ΔV_C + ΔV_ESR
Os máximos das duas parcelas não precisam ocorrer exatamente no mesmo instante. Ainda assim, a soma é útil para uma seleção preliminar.
Defina um orçamento de ondulação e distribua-o entre as parcelas. Se os limites destinados forem V_C,lim e V_ESR,lim:
C_mín ≈ ΔI_L / (8 × f_chaveamento × V_C,lim)
ESR_máx ≈ V_ESR,lim / ΔI_L
Exemplo
Considere ΔI_L = 0,60 A, f_chaveamento = 500 kHz, C_efetiva = 10 µF e ESR = 30 mΩ.
ΔV_C ≈ 0,60 / (8 × 500 000 × 10 µF) = 15 mV
ΔV_ESR ≈ 0,60 × 0,030 = 18 mV
Estimativa conservadora: ΔV_saída,pp ≲ 33 mV.
Para uma meta de 40 mVpp, uma divisão inicial de 20 mV para cada parcela exigiria C_mín ≈ 7,5 µF e ESR_máx ≈ 33 mΩ.
Resultados do exemplo e critérios associados.
| Grandeza | Resultado | Como reduzir |
|---|---|---|
| Parcela capacitiva | 15 mVpp | Aumentar C efetiva ou f |
| Parcela de ESR | 18 mVpp | Reduzir ESR ou ΔI_L |
| Soma conservadora | 33 mVpp | Atender às duas parcelas |
| Meta total | 40 mVpp | Distribuir o orçamento |
No exemplo, foram destinados 20 mV à parcela capacitiva. Complete: a capacitância efetiva mínima calculada é ___ .
Um capacitor candidato tem capacitância efetiva muito maior que a mínima, mas sua ESR faz ΔV_ESR exceder o orçamento destinado a ela. Qual conclusão é correta?

Passo 7 de 8
Avalie capacitores de saída pela capacitância efetiva e pelos limites elétricos aplicáveis, não apenas pelo valor nominal.
A capacitância impressa no corpo do componente é a nominal. Para estimar a ondulação, use a menor capacitância efetiva prevista no ponto de uso: tensão contínua aplicada, temperatura e tolerância documentadas.
Em especial, capacitores cerâmicos podem perder capacitância com polarização contínua. Não existe uma redução universal: consulte a curva ou o limite fornecido para a família e as condições do candidato. Um capacitor de 10 µF nominal pode ter bem menos que 10 µF efetivos em uma saída de 5 V.

Use o menor valor efetivo aplicável ao ponto de operação, e não apenas o valor nominal.
Dica
Se uma curva do fabricante já informa, por exemplo, a capacitância mínima em 5 V e 25 °C, não aplique novamente um fator de polarização ou de temperatura que já esteja incluído nesse dado. Multiplique fatores somente quando os dados afirmarem que eles são independentes.
Exemplo
Considere dados didáticos de um cerâmico de 10 µF. A tolerância mínima é −10%, o limite independente de temperatura é 90% do nominal e a curva de polarização informa 70% do valor resultante na tensão de saída.
Como os três fatores foram declarados independentes:
C_ef,mín = 10 µF × 0,90 × 0,90 × 0,70 = 5,67 µF
Esse é o valor a usar na parcela capacitiva. Se, em vez disso, a ficha dissesse “capacitância mínima de 5,67 µF em 5 V e 25 °C”, esse valor já seria final para essas condições.
Exemplo
Considere agora um caso de seleção com ΔI_L = 0,80 A, frequência de 400 kHz e meta de ondulação estimada de 80 mV pico a pico. Para estabelecer requisitos preliminares, reserve 60 mV para a parcela capacitiva e 20 mV para a ESR.
C_ef,mín ≈ 0,80 / (8 × 400 000 × 0,060) ≈ 4,2 µF
ESR_máx ≈ 0,020 / 0,80 = 25 mΩ
A corrente eficaz requerida no capacitor é:
I_C,ef = 0,80/√12 ≈ 0,23 A
Esses limites vêm desta divisão explícita do orçamento; não são uma continuação do exemplo numérico anterior.
Exemplo
Com um candidato cuja capacitância efetiva mínima é 4,8 µF e ESR aplicável é 25 mΩ, nas mesmas condições:
ΔV_C ≈ 0,80/(8 × 400 kHz × 4,8 µF) ≈ 52 mV
ΔV_ESR ≈ 0,80 × 25 mΩ = 20 mV
A estimativa conservadora é 52 + 20 ≈ 72 mV pico a pico, abaixo da meta de 80 mV. O cálculo usa a capacitância efetiva, e não os µF nominais.
Em uma seleção real, a ficha técnica deve fornecer valores ou curvas para as condições relevantes. A capacitância efetiva e a ESR mudam conforme a família do componente e as condições de aplicação.
Além de comparar C efetiva e ESR com o orçamento, confira: tensão nominal compatível com a maior tensão prevista na saída; corrente eficaz admissível na frequência e temperatura informadas; e polaridade, quando aplicável. Cerâmicos comuns não têm polaridade. Um capacitor polarizado deve ser instalado na polaridade correta e dentro de sua tensão especificada.
Atender a esses critérios é uma seleção preliminar de componente; não aprova sozinho o projeto completo.
Critérios deste caso, todos a 5,0 V, 25 °C e 400 kHz: C efetiva ≥ 4,2 µF, ESR ≤ 25 mΩ, corrente eficaz admissível ≥ 0,23 A e tensão nominal acima de 5,0 V. A corrente calculada no capacitor é 0,23 A eficaz.
Os valores de C efetiva da tabela já incluem as reduções declaradas pelo fabricante. Portanto, não aplique fatores adicionais.
| Candidato | Tipo | C efetiva mín. | ESR | I eficaz adm. | Tensão nominal |
|---|---|---|---|---|---|
| A | Cerâmico | 4,8 µF | 25 mΩ | 0,30 A | 10 V |
| B | Cerâmico | 7,5 µF | 65 mΩ | 0,40 A | 10 V |
| C | Polarizado | 4,0 µF | 20 mΩ | 0,18 A | 4 V |
Um novo cerâmico tem 22 µF nominais. Os dados fornecidos informam tolerância mínima de 90% do nominal, fator independente de temperatura de 90% e curva de polarização contínua de 60% do valor resultante. Qual é sua capacitância efetiva mínima em µF?
Agora avalie uma nova seleção, sem usar a tabela anterior. As condições e critérios permanecem: saída de 5,0 V, 25 °C, 400 kHz, ΔI_L = 0,80 A; C efetiva ≥ 4,2 µF; ESR ≤ 25 mΩ; corrente eficaz admissível ≥ 0,23 A; tensão nominal acima de 5,0 V.
Os valores de capacitância efetiva e ESR já são aplicáveis a essas condições. Para conferir a estimativa total, use ΔV_C + ΔV_ESR.
| Candidato | C efetiva mín. | ESR | I eficaz adm. | Tensão nominal |
|---|---|---|---|---|
| D | 5,0 µF | 20 mΩ | 0,25 A | 10 V |
| E | 7,0 µF | 30 mΩ | 0,35 A | 10 V |
| F | 5,5 µF | 15 mΩ | 0,20 A | 6,3 V |
Com base na nova tabela, qual conclusão está corretamente justificada?

Passo 8 de 8
Aplique os cálculos a um caso completo, selecione um conjunto preliminar e declare as condições e os limites de validade da conclusão.
Uma escolha preliminar de indutor e capacitor só é defensável quando usa o mesmo pior caso para todos os critérios: ondulação, pico, vale, corrente eficaz e ondulação de saída. O valor nominal isolado não aprova um componente.
Neste caso final, primeiro complete os cálculos do conjunto B. Depois, compare-o com A e C usando os dados efetivos e as condições declaradas. A conclusão deve registrar também onde o modelo deixa de valer.

A seleção exige que indutância efetiva, correntes e ondulação sejam verificadas sob condições compatíveis.
Caso final — condições de cálculo
A capacitância efetiva já incorpora as reduções declaradas. Use ΔV_saida,pp ≲ ΔV_C + ΔV_ESR.
A coluna de indutância efetiva já inclui tolerância desfavorável e a redução declarada na corrente e temperatura indicadas. Compare cada valor com o ponto de uso; não aplique uma redução adicional sem um dado independente.
| Conjunto | L efetiva no ponto declarado | I_sat e condição | Corrente térmica e condição |
|---|---|---|---|
| A | 8,0 µH a 3,60 A e 25 °C | 3,60 A; queda de L de 20%; 25 °C | 3,20 A eficaz; 25 °C; elevação de 40 °C |
| B | 12,0 µH a 4,00 A e 25 °C | 4,00 A; queda de L de 20%; 25 °C | 3,40 A eficaz; 25 °C; elevação de 40 °C |
| C | 17,6 µH a 3,15 A e 25 °C | 3,15 A; queda de L de 20%; 25 °C | 3,50 A eficaz; 25 °C; elevação de 40 °C |
Para o conjunto B, use L efetiva = 12 µH, V_entrada = 14 V, V_saída = 5 V e f = 400 kHz. Primeiro, D ≈ 5/14. Em seguida, calcule a ondulação e os esforços na carga máxima de 3,00 A. Para o vale, use a carga mínima de 0,50 A.
Complete a ondulação do indutor do conjunto B: ΔI_L ≈ ____ A pico a pico.
Na carga de 3,00 A, complete: I_pico ≈ ____ A.
Na carga de 0,50 A, complete: I_vale ≈ ____ A.
Na carga de 3,00 A, complete: I_L,ef ≈ ____ A.
Agora calcule os esforços no capacitor comum. Use a ondulação que você encontrou para B: ΔI_L ≈ 0,670 A. O capacitor não conduz continuamente os 3,00 A da carga; sua corrente eficaz vem apenas da componente triangular.
Complete a corrente eficaz no capacitor: I_C,ef ≈ ____ A.
Complete a parcela capacitiva: ΔV_C ≈ ____ mV pico a pico.
Complete a parcela de ESR: ΔV_ESR ≈ ____ mV pico a pico.
Com base em todos os dados e cálculos, escolha um conjunto e defenda a decisão. Sua resposta deve:
Não basta escrever apenas a letra do conjunto.
Escreva pelo menos 300 caracteres (0/300).
Registro recomendável da conclusão
Registre o conjunto escolhido, o pior caso usado, os valores efetivos dos componentes, as correntes calculadas e as condições de temperatura e frequência associadas aos limites de catálogo. Declare também a faixa de carga em que I_vale permaneceu positivo.
Para o conjunto B, a fronteira aproximada de condução contínua é ΔI_L/2 ≈ 0,335 A. Portanto, os cálculos de regime permanente em CCM não devem ser estendidos à condição de 0,20 A.
Atenção
A ondulação estimada aqui descreve o regime periódico simplificado. Ela não prevê a queda ou a elevação da saída após uma mudança brusca de carga.
Também não estão aprovados por este cálculo: perdas e eficiência, compatibilidade completa com o regulador, estabilidade, layout e validação experimental. Essas verificações devem ser feitas antes de considerar o projeto finalizado.
| Verificação | Pergunta que deve ser respondida |
|---|---|
| Indutância efetiva | Atende à meta no pior extremo? |
| Pico e saturação | O pico fica abaixo do limite na condição declarada? |
| Corrente eficaz do indutor | Atende ao limite térmico na condição declarada? |
| Capacitor | C efetiva, ESR, tensão e corrente eficaz atendem? |
| Condução contínua | O vale é positivo em toda a faixa declarada? |
| Limite do modelo | A conclusão exclui carga leve em DCM e transientes? |
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Indutor e capacitor de saída de um buck
Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.
Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online
Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail
Baixe nosso aplicativo pelo QR Code ou pelos links abaixo:.
+ de 10 milhões
de alunos
Certificado grátis e
válido em todo o Brasil
60 mil exercícios
gratuitos
4,8/5 classificação
nas lojas de apps
Cursos gratuitos em
vídeo, ebooks e audiobooks