Trilha de aprendizado · Nível 7 · Tutorial 7

Banda passante e slew rate do amplificador operacional

Selecionar a velocidade de resposta necessária para um amplificador operacional, considerando separadamente banda passante, amplitude do sinal e estabilidade da configuração.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 20 min
  • 8 passos
Banda passante e slew rate do amplificador operacional

O que você vai percorrer

  1. Do ganho em malha aberta à banda passante Veja como a queda do ganho em malha aberta limita a resposta em frequência de um amplificador operacional realimentado. 2 min
  2. Ganho de sinal e ganho de ruído Diferencie o ganho aplicado ao sinal do ganho de ruído, definido pela rede de realimentação para pequenas variações. 3 min
  3. Estime a banda passante com o GBW Estime a banda de pequenos sinais a partir do GBW e do ganho de ruído, distinguindo essa verificação das demais limitações do amplificador. 3 min
  4. Slew rate: o limite de inclinação da saída Entenda o slew rate como limite de inclinação da saída e estime-o por ΔV/Δt. 2 min
  5. Calcule o slew rate para uma senoide Calcule o slew rate mínimo para uma senoide de saída e escolha um componente com a margem de projeto informada. 3 min
  6. Identifique o que está limitando a saída Diferencie atenuação por banda, distorção por slew rate e recorte por excursão combinando a forma de onda com alterações controladas de operação. 3 min
  7. Confira estabilidade e condições de uso Verifique ganho mínimo, carga capacitiva e condições garantidas antes de aprovar um amplificador operacional. 3 min
  8. Aplicação final: selecione um operacional Integre ganho de ruído, GBW, slew rate e estabilidade para selecionar um amplificador operacional em uma aplicação senoidal inversora. 4 min

O que você vai aprender

  • Determinar o ganho de ruído nas configurações estudadas.
  • Estimar a banda passante a partir do GBW quando o modelo for aplicável.
  • Calcular o slew rate mínimo para uma senoide de frequência e amplitude especificadas.
  • Distinguir limitações de banda, excursão e velocidade de variação em formas de onda apresentadas.
  • Verificar requisitos de ganho mínimo e carga capacitiva na seleção de um componente.

Antes de começar

  • Alimentação, excursão e precisão do amplificador operacional
  • Ganho em decibéis e resposta em frequência
  • Dimensionamento do amplificador inversor

Passo 1 de 8

Do ganho em malha aberta à banda passante

Veja como a queda do ganho em malha aberta limita a resposta em frequência de um amplificador operacional realimentado.

O que muda quando a frequência sobe

O ganho interno não é infinito

Em baixas frequências, o ganho em malha aberta, A_OL, é muito alto. Assim, uma diferença muito pequena entre as entradas já permite que a realimentação negativa ajuste a saída e mantenha aproximadamente o ganho definido pela rede externa.

Mas A_OL não é constante: ele diminui à medida que a frequência aumenta. Com menos ganho interno disponível, o operacional perde gradualmente a capacidade de corrigir o erro entre as entradas. Por isso, o ganho em malha fechada deixa de seguir perfeitamente o valor previsto pelos resistores.

Duas respostas, um limite físico

Diagrama de Bode comparando uma curva de ganho em malha aberta que cai com a frequência e uma curva de ganho em malha fechada que é plana inicialmente e depois também cai.

A realimentação define o ganho em uma faixa; ela não elimina a queda de ganho interno do amplificador operacional.

Por que o ganho fechado também cai

O modelo de polo dominante

Um modelo útil para muitos amplificadores operacionais começa com um polo dominante. Depois da região em que esse polo passa a atuar, o módulo de A_OL cai aproximadamente 20 dB por década.

Uma década é uma multiplicação da frequência por 10. Portanto, nessa região, se a frequência passa de 1 kHz para 10 kHz, o ganho em malha aberta diminui cerca de 20 dB. De 10 kHz para 100 kHz, diminui mais 20 dB.

Esse é um modelo aproximado: amplificadores reais podem ter outros polos e detalhes na resposta. Por enquanto, ele serve para visualizar por que a correção da realimentação se torna menos eficaz em frequências altas.

Exemplo

Exemplo conceitual

Imagine um estágio não inversor cujo ganho de baixa frequência é definido pelos resistores como 10 V/V.

  • Em uma frequência baixa, A_OL é muito maior que 10. A realimentação corrige o sinal com facilidade e o ganho real fica muito próximo de 10 V/V.
  • Em uma frequência mais alta, A_OL caiu. Ainda existe realimentação negativa, porém sobra menos capacidade de correção. O ganho real começa a ficar menor que 10 V/V e a fase também se altera.

O valor dos resistores não mudou; o que mudou foi a capacidade dinâmica do operacional de sustentar o comportamento previsto.

Leitura do efeito

Interprete a comparação

Considere o gráfico descrito: A_OL cai 20 dB por década após seu polo dominante. Uma curva de ganho em malha fechada permanece plana em baixas frequências, mas começa a cair quando A_OL já não é suficientemente alto para a realimentação corrigir o erro.

Qual conclusão interpreta corretamente esse comportamento?

Verificação rápida

Por que o ganho em malha fechada não permanece idealmente constante em frequências cada vez maiores?

Passo 2 de 8

Ganho de sinal e ganho de ruído

Diferencie o ganho aplicado ao sinal do ganho de ruído, definido pela rede de realimentação para pequenas variações.

Definição operacional

Uma perturbação de teste

Ganho de ruído: uma propriedade da realimentação

Aqui, ganho de ruído não é um cálculo do ruído elétrico do circuito. É o ganho que uma pequena perturbação aplicada à entrada não inversora encontra até a saída.

Para analisá-lo, considere pequenas variações, anule a fonte de sinal e mantenha a referência fixa para essas variações. Observe então a rede que retorna a saída para a entrada inversora.

Esse ganho será útil para avaliar a resposta em frequência no próximo passo.

A ideia de ganho de ruído

Diagrama de um amplificador operacional com uma pequena perturbação na entrada não inversora e realimentação da saída para a entrada inversora; a fonte de sinal está anulada.

A perturbação é aplicada em V+; a fonte de sinal é anulada para examinar somente a propriedade da realimentação.

Ganho de ruído em cada topologia

Expressões para redes resistivas

Três configurações, três leituras

Com uma rede somente resistiva:

  • Buffer: a saída retorna diretamente a V−. Ganho de ruído = 1.
  • Não inversor: a rede Rf–Rg é a mesma que define seu ganho de sinal. Ganho de ruído = 1 + Rf/Rg.
  • Inversor: com a fonte anulada, Rin liga V− à referência. Ganho de ruído = 1 + Rf/Rin.

No inversor, portanto, o ganho de ruído não é igual ao módulo do ganho de sinal.

Comparação

Compare o ganho que o sinal segue com o ganho de ruído da realimentação.

Para pequenas variações e referência fixa.
ConfiguraçãoGanho de sinalGanho de ruído
Buffer11
Não inversora1 + Rf/Rg1 + Rf/Rg
Inversora−Rf/Rin1 + Rf/Rin

O caso que evita uma confusão comum

Exemplo

Exemplo: inversor com atenuação

Considere um amplificador inversor com Rin = 20 kΩ e Rf = 10 kΩ.

O ganho de sinal é:

Av = −Rf/Rin = −10/20 = −0,5

Porém, o ganho de ruído é:

Ganho de ruído = 1 + Rf/Rin = 1 + 10/20 = 1,5

Mesmo sendo um atenuador para o sinal, esse circuito tem ganho de ruído maior que 1. O termo “+ 1” vem da forma como a perturbação em V+ é realimentada pela rede resistiva.

Dica

Condições da análise

As fórmulas valem sob hipóteses específicas: Rf, Rg e Rin formam uma rede resistiva; a referência se comporta como ponto fixo para pequenas variações; e a resistência da fonte é desprezível ou já está incluída na resistência de entrada equivalente.

Se houver capacitores na rede, o ganho de ruído pode variar com a frequência — caso que não será analisado agora.

Prática: identifique a expressão

Associe configuração e expressão

Associe cada configuração ao seu ganho de ruído.

Faça as associações.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Prática: calcule

Calcule o ganho de ruído

Em um amplificador inversor com Rin = 10 kΩ e Rf = 30 kΩ, o ganho de ruído é ___.

Passo 3 de 8

Estime a banda passante com o GBW

Estime a banda de pequenos sinais a partir do GBW e do ganho de ruído, distinguindo essa verificação das demais limitações do amplificador.

Relacione GBW, ganho de ruído e banda

GBW e banda em malha fechada

Em uma região dominada por um polo, o ganho em malha aberta |A_OL| cai cerca de 20 dB por década. Nessa região, o produto entre |A_OL| e a frequência é aproximadamente constante: esse produto é o GBW (produto ganho-largura de banda).

No modelo aproximado, o GBW também é próximo da frequência em que o ganho em malha aberta chega a 1 V/V (0 dB). Assim, um operacional com GBW de 10 MHz tem, aproximadamente, ganho unitário em 10 MHz.

Com realimentação de tensão e comportamento compatível com esse modelo, a banda de pequenos sinais em malha fechada pode ser estimada por:

f_BW ≈ GBW / ganho de ruído

Use o ganho de ruído, não o ganho de sinal.

Diagrama de resposta em frequência mostrando uma reta de ganho em malha aberta descendente e níveis de ganho de ruído que interceptam essa reta em frequências diferentes.

Quanto maior o ganho de ruído, mais cedo ocorre a interseção com a resposta em malha aberta e menor é a banda estimada.

Dica

Escopo da estimativa

A aproximação descreve pequenas variações em torno do ponto de operação. Ela não verifica, por si só, estabilidade, excursão de saída nem a capacidade de acompanhar sinais de grande amplitude. Esses limites exigem verificações separadas.

Calcule com o ganho correto

O compromisso ganho × banda

Para um mesmo operacional, aumentar o ganho de ruído reduz a banda disponível. A tabela usa um componente hipotético com GBW de 20 MHz e redes resistivas nas condições já estudadas.

Bandas estimadas pelo modelo de polo dominante.
ConfiguraçãoGanho de sinalGanho de ruídof_BW estimada
Buffer1120 MHz
Não inversor554 MHz
Inversor−563,33 MHz

Exemplo

Exemplo: configuração inversora

Em um amplificador inversor, considere R_in = 10 kΩ e R_f = 100 kΩ. O ganho de sinal é −10, mas o ganho de ruído é:

1 + R_f/R_in = 1 + 100 kΩ/10 kΩ = 11

Se o operacional tiver GBW = 22 MHz:

f_BW ≈ 22 MHz / 11 = 2 MHz

Dividir por 10 daria uma estimativa incorreta, pois 10 é o módulo do ganho de sinal, não o ganho de ruído. O sinal inversor continua tendo módulo de ganho 10 na faixa de passagem; a banda é que depende da realimentação, representada pelo ganho de ruído.

Aplique a aproximação

Prática: estime a banda

Um amplificador não inversor tem ganho de ruído igual a 3 e usa um operacional com GBW de 12 MHz. Complete a estimativa da banda de pequenos sinais:

f_BW ≈ ____ MHz

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Use margem e respeite os limites

Não use o corte como faixa útil automática

Colocar a maior frequência útil exatamente em f_BW normalmente não é uma boa margem quando a amplitude precisa ser preservada: por definição, no corte há aproximadamente 3 dB de atenuação.

Defina antes a tolerância de resposta e transforme-a em uma exigência de banda. Por exemplo, se um projeto declarar que a banda estimada deve ser pelo menos 5 vezes a frequência máxima útil, compare diretamente esses dois valores.

Exemplo: para sinal útil até 100 kHz, a exigência declarada seria f_BW ≥ 500 kHz. Uma estimativa de 2 MHz atende a esse requisito de margem.

Verifique uma margem declarada

Um estágio precisa preservar um sinal até 100 kHz e a exigência de projeto é f_BW ≥ 5 × f_máx. Uma estimativa de banda de 400 kHz atende à exigência.

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Reconheça o limite do modelo

A estimativa f_BW ≈ GBW/ganho de ruído, sozinha, garante que o circuito será estável e também responderá corretamente a sinais de qualquer amplitude.

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Passo 4 de 8

Slew rate: o limite de inclinação da saída

Entenda o slew rate como limite de inclinação da saída e estime-o por ΔV/Δt.

O limite de velocidade

O que o slew rate limita

Slew rate: velocidade máxima da saída

Slew rate (SR) é o limite da rapidez com que a tensão de saída de um amplificador operacional pode mudar. Ele é normalmente informado em V/µs.

Por exemplo, um SR de 0,5 V/µs significa que, nas condições especificadas, a saída consegue variar no máximo cerca de 0,5 V a cada microssegundo. Se o circuito solicitar uma mudança mais rápida, a saída não acompanha a trajetória pedida: ela passa a variar na inclinação máxima disponível.

Esse é um limite de grandes variações ao longo do tempo. Ele é diferente da banda passante, que descreve a resposta a pequenos sinais em frequência.

Trajetória pedida e inclinação limitada

Comparação entre uma saída que acompanha a forma de onda solicitada e uma saída cuja inclinação fica limitada.

Quando a variação exigida é rápida demais, a saída fica limitada por uma inclinação máxima.

Estime a velocidade exigida

Medindo a inclinação

Para estimar a velocidade de variação em um trecho aproximadamente reto, use:

velocidade de variação = ΔV / Δt

  • ΔV é a mudança de tensão no trecho.
  • Δt é o tempo gasto nessa mudança.

Se ΔV estiver em volts e Δt em microssegundos, o resultado sai diretamente em V/µs.

Não confunda amplitude com velocidade: percorrer 1 V em 1 µs exige 1 V/µs; percorrer os mesmos 1 V em 10 µs exige somente 0,1 V/µs.

Exemplo

Exemplo: calculando ΔV/Δt

Uma saída sobe de −1 V para +3 V em um trecho retilíneo de 2 µs.

ΔV = +3 V − (−1 V) = 4 V

Δt = 2 µs

Velocidade de variação = 4 V / 2 µs = 2 V/µs

Portanto, para produzir esse trecho sem limitação de velocidade, o amplificador precisaria de slew rate de pelo menos 2 V/µs nas condições de operação relevantes.

Pratique o cálculo

Calcule a inclinação

Uma saída precisa mudar 3 V em 0,5 µs. Complete a velocidade de variação necessária:

SR necessário = ____ V/µs

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Separe os dois limites

Banda não é slew rate

Um amplificador tem GBW suficiente para a faixa de frequência de pequenos sinais, mas o sinal de saída precisa mudar 4 V em 1 µs. Qual afirmação é correta?

Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Síntese

  • Banda/GBW: indica como o ganho para pequenos sinais se mantém quando a frequência aumenta.
  • Slew rate: indica quão rápido a tensão de saída pode subir ou descer.
  • Em um trecho aproximadamente linear, estime a exigência com ΔV/Δt.
  • Uma amplitude maior no mesmo tempo exige maior slew rate.

No próximo passo, você aplicará essa ideia a uma senoide, cuja inclinação máxima depende tanto da frequência quanto da amplitude.

Passo 5 de 8

Calcule o slew rate para uma senoide

Calcule o slew rate mínimo para uma senoide de saída e escolha um componente com a margem de projeto informada.

Encontre a inclinação máxima

Onde a senoide é mais rápida

Para uma senoide, a saída muda mais depressa ao cruzar seu valor médio. Nos picos máximo e mínimo, ela muda de sentido e sua inclinação é momentaneamente zero.

Por isso, o slew rate necessário é determinado pela maior inclinação, não pela inclinação média do ciclo. Considere a senoide que deve existir na saída do amplificador operacional.

Inclinação máxima da senoide

Gráfico de uma senoide em que os cruzamentos do valor médio estão destacados como os trechos mais inclinados, enquanto os picos têm tangente horizontal.

A inclinação máxima ocorre nos cruzamentos do valor médio.

Condição de slew rate

Para uma senoide de frequência f e amplitude de pico de saída V_pico, use a condição aproximada:

SR ≥ 2πfV_pico

Se f estiver em hertz e V_pico em volts, o resultado inicial estará em V/s. Para converter para V/µs, divida o resultado por 1 000 000.

Use V_pico medido a partir do valor médio da saída. Não use o valor pico a pico, a tensão de polarização nem a amplitude da entrada.

Calcule e escolha com margem

Exemplo

Exemplo calculado

Uma saída senoidal é centrada em 2,5 V, varia de 1,0 V a 4,0 V e tem frequência de 100 kHz.

Logo, V_pico = 1,5 V: essa é a distância entre 2,5 V e um pico, não a variação total de 3,0 V pico a pico.

SR_mín = 2π × 100 000 × 1,5 = 942 478 V/s

Convertendo: 942 478 ÷ 1 000 000 = 0,94 V/µs.

Dica

Aplique a margem declarada

Se o projeto pede margem de 2× sobre o mínimo calculado:

SR de seleção ≥ 2 × 0,94 V/µs = 1,88 V/µs

Um componente com especificação garantida de 2,0 V/µs atende a esse requisito. Um componente de 1,0 V/µs não atende, embora esteja próximo do limite sem margem.

Ao dobrar f, o SR exigido dobra. O mesmo ocorre ao dobrar V_pico.

Pratique a amplitude correta

Identifique V_pico

Uma senoide de saída varia de 1,0 V a 4,0 V em torno de 2,5 V. Sua amplitude V_pico é de ___ V.

Verifique o requisito

Selecione o slew rate

Uma senoide de saída tem f = 200 kHz e V_pico = 2,0 V. A margem exigida é 2×. Qual especificação de slew rate garantida é adequada?

Passo 6 de 8

Identifique o que está limitando a saída

Diferencie atenuação por banda, distorção por slew rate e recorte por excursão combinando a forma de onda com alterações controladas de operação.

Reconheça o padrão dominante

Três assinaturas visuais

Uma forma de onda deformada não aponta sempre para a mesma causa. Compare a saída com o sinal solicitado e com os limites já calculados para o circuito.

Banda insuficiente: em regime linear, a senoide continua senoidal, porém tem menor amplitude e sofre defasagem.

Slew rate insuficiente: a saída não consegue mudar tensão rápido o bastante; os trechos mais íngremes passam a ter inclinação quase constante.

Excursão insuficiente: a saída encosta em um limite de tensão e aparecem topos ou fundos achatados. Esse limite depende da alimentação e da carga; não precisa ser igual ao trilho.

Compare a forma da saída

Três comparações entre senoide solicitada e saída: senoide menor e deslocada em fase, forma com rampas retas e senoide recortada em níveis de tensão.

A aparência orienta o diagnóstico, mas as condições do ensaio confirmam qual limite está predominando.

Confirme com as condições de operação

Teste a hipótese com uma mudança controlada

Altere uma variável por vez e observe a reação. Isso ajuda a separar hipóteses que podem parecer semelhantes em uma única captura do osciloscópio.

O que mudar no ensaio

Pistas para investigar a limitação predominante.

Mantenha alimentação, carga e demais condições declaradas enquanto muda apenas a variável indicada.
SuspeitaMudança útilResultado que reforça a hipótese
BandaAumentar a frequência, mantendo a amplitudeA senoide perde mais amplitude e acumula mais defasagem
Slew rateReduzir a amplitude, mantendo a frequênciaAs rampas deixam de ficar limitadas quando o SR exigido diminui
ExcursãoReduzir a amplitude, mantendo a frequênciaOs topos ou fundos deixam de encostar no mesmo limite de tensão

Pratique a identificação

Associe efeito e causa

Associe cada observação à limitação predominante.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Escolha uma verificação

Escolha o teste mais informativo

Uma saída senoidal de alta frequência apresenta rampas quase retas. A alimentação, a carga e a frequência devem permanecer iguais. Qual mudança é mais útil para testar a hipótese de limitação por slew rate?

Passo 7 de 8

Confira estabilidade e condições de uso

Verifique ganho mínimo, carga capacitiva e condições garantidas antes de aprovar um amplificador operacional.

Estabilidade depende da configuração

Realimentação não é garantia automática

A realimentação negativa só mantém o comportamento previsto se o amplificador operacional permanecer estável na configuração usada. Portanto, atender aos cálculos de banda por GBW e de slew rate é necessário, mas não basta para aprovar um componente.

Na folha de dados, procure se o componente é estável em ganho unitário ou se exige um ganho mínimo para estabilidade. Um componente estável em ganho unitário pode operar em buffer; outro pode exigir, por exemplo, ganho mínimo 5 V/V.

Qual ganho comparar?

Nas configurações resistivas estudadas, compare a especificação de ganho mínimo com o ganho de ruído, não automaticamente com o ganho do sinal.

Exemplo: um inversor com ganho de sinal −2 tem ganho de ruído 3. Se a folha de dados declarar “estável para ganho ≥ 5 V/V”, essa configuração não é compatível, mesmo que a banda e o slew rate calculados pareçam suficientes.

Leia a convenção da folha de dados: o dado deve se referir à estabilidade em malha fechada e às condições informadas pelo fabricante.

Atenção

Regra de verificação

Não conclua que “realimentado” significa “estável”. Se houver ganho mínimo especificado, o ganho de ruído da sua rede deve atendê-lo nas condições declaradas.

Carga capacitiva é uma condição de uso

A carga não é apenas resistiva

A capacitância ligada à saída também pode alterar a estabilidade. Ela pode vir de um cabo, de trilhas, de uma entrada conectada ou de um capacitor presente na carga.

Estime as capacitâncias relevantes da saída e compare a carga prevista com a condição que o fabricante declara como estável. A indicação “estável em ganho unitário” não significa que o operacional pode acionar qualquer capacitância.

Capacitâncias vistas pela saída

Diagrama de um amplificador operacional em buffer conectado a cabo, conector e entrada de outro circuito, com capacitâncias parasitas representadas da saída para a referência e um detalhe de oscilação na saída.

Cabo, conexões e entradas ligadas podem compor a carga capacitiva vista pela saída.

Atenção

Condição que precisa ser declarada

A carga capacitiva pode comprometer o comportamento mesmo quando o componente é estável em ganho unitário. Verifique o limite, a faixa ou a condição de teste declarada para a carga; não transforme uma condição não informada em aprovação.

Leia especificações como um conjunto

Caso de seleção

Considere uma aplicação já verificada quanto à alimentação, faixa de entrada e excursão. Ela exige: ganho de ruído 3 V/V; GBW garantido de pelo menos 6 MHz; slew rate garantido de pelo menos 1,5 V/µs; e carga capacitiva total estimada de 220 pF.

A tabela mostra dados fictícios nas condições explicitadas. “Não informado” não é o mesmo que “atende”.

Candidatos fictícios

Valores “mín.” são garantidos; valores “típ.” servem como referência, não como garantia de projeto.

Condições de estabilidade e desempenho declaradas pelos fabricantes fictícios.
CandidatoGBWSlew rateEstabilidadeCarga capacitiva estável
A10 MHz mín.3 V/µs mín.Ganho unitário100 pF máx.
B12 MHz mín.3 V/µs mín.Ganho mínimo 5 V/V500 pF máx.
C8 MHz mín.2 V/µs mín.Ganho unitário300 pF máx.
D20 MHz típ.2,5 V/µs mín.Ganho unitárioNão informado

Leitura conjunta dos dados

A: rejeite para esta carga, pois 220 pF ultrapassa os 100 pF declarados.

B: rejeite, pois ganho de ruído 3 é menor que o ganho mínimo 5.

C: atende todos os requisitos declarados, com margens.

D: não pode ser aprovado: falta garantia de GBW e não há condição informada para carga capacitiva de 220 pF.

Pratique a aprovação com evidências

Decisão de seleção

Para a aplicação da tabela, qual candidato pode ser aceito com base nas informações fornecidas?

Verificação essencial

Se um amplificador operacional é estável em ganho unitário, ele pode acionar qualquer carga capacitiva sem outra verificação.

Passo 8 de 8

Aplicação final: selecione um operacional

Integre ganho de ruído, GBW, slew rate e estabilidade para selecionar um amplificador operacional em uma aplicação senoidal inversora.

Defina os requisitos e leia os dados

Caso de seleção

O estágio é inversor, com R_in = 10 kΩ e R_f = 40 kΩ. Ele deve entregar uma senoide centrada em 0 V, com 4 V de pico e 100 kHz, a uma carga de 100 pF.

As verificações de alimentação, faixa de entrada e excursão de saída já foram aprovadas para todos os candidatos. Agora a decisão depende de banda para pequenos sinais, slew rate, estabilidade no ganho de ruído usado e carga capacitiva.

Para esta aplicação, adote as margens de projeto:

  • banda estimada mínima: 5 × 100 kHz = 500 kHz;
  • slew rate mínimo: 2 vezes o valor calculado para a senoide.

Circuito sob análise

Esquema de um amplificador inversor com resistor de entrada, resistor de realimentação e carga capacitiva na saída.

A rede inversora define ganho de sinal de −4, mas o ganho de ruído que define a banda é 1 + R_f/R_in.

Candidatos fictícios

Todos os valores abaixo são garantidos nas condições declaradas. O modelo de GBW com polo dominante é informado como aplicável aos três componentes, para a faixa desta análise.

Dados para a seleção; ganho mínimo é expresso como ganho de ruído mínimo estável.
CandidatoGBW mínimoSR mínimoGanho mínimo estávelCarga capacitiva estável
A3 MHz10 V/µs150 pF
B4 MHz6 V/µs5200 pF
C10 MHz20 V/µs10500 pF

Transforme o caso em verificações numéricas

Calcule os requisitos

Antes de escolher um componente, determine os números que serão comparados. Qual alternativa está correta?

Decida pelo conjunto de critérios

Selecione o componente

Qual candidato deve ser selecionado para o circuito, considerando os dados e as margens fornecidas?

Justifique e consolide

Justifique a decisão

Em poucas frases, justifique a escolha de B e indique o motivo de rejeição de A e C. Inclua pelo menos uma verificação numérica de B.

Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Resumo

Síntese final

Use esta sequência em uma seleção real, sempre com as condições da folha de dados compatíveis com o circuito.

  • No inversor, calcule o ganho de ruído: 1 + R_f/R_in; ele pode ser diferente do módulo do ganho de sinal.
  • Quando o modelo for aplicável, estime a banda por f_BW ≈ GBW/ganho de ruído e compare-a com a faixa útil usando margem.
  • Para uma senoide, calcule SR ≥ 2πfV_pico e aplique a margem definida para o projeto.
  • Confirme estabilidade no ganho de ruído utilizado e a carga capacitiva permitida; GBW e slew rate altos não compensam uma condição de estabilidade incompatível.
  • Banda de pequenos sinais, slew rate e estabilidade são verificações complementares.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Banda passante e slew rate do amplificador operacional

Parabéns! Você integrou banda, slew rate e estabilidade para selecionar um amplificador operacional com critérios verificáveis.

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