
Passo 1 de 9
Defina o que entra na conta
Delimite as parcelas do orçamento usando fronteiras elétricas explícitas e evitando dupla contagem entre a placa completa e seus componentes internos.
Trilha de aprendizado · Nível 15 · Tutorial 3
Construir um orçamento de consumo por modo de operação e verificar se a alimentação e seus caminhos atendem ao conjunto, não apenas a cada bloco isolado.
Defina o que entra na conta
Delimite as parcelas do orçamento usando fronteiras elétricas explícitas e evitando dupla contagem entre a placa completa e seus componentes internos. 2 min
Mapeie modos e simultaneidade
Organize cenários globais que preservam atividades simultâneas, consumos de base e fronteiras de contabilização. 2 min
Qualifique os valores antes de somar
Classifique e documente cada valor de corrente antes de usá-lo nos totais do orçamento. 2 min
Feche os totais de cada alimentação
Calcule a demanda simultânea por modo em cada alimentação, preservando fronteiras, unidades e a qualidade dos dados. 2 min
Leve as demandas até a fonte
Converta as demandas das cargas para a fonte de entrada usando potência, eficiência e fronteiras explícitas, sem duplicar perdas nem consumo próprio. 3 min
Separe média, máximo sustentado e pico
Extraia demanda média, máximo sustentado e pico transitório de um perfil de consumo, mantendo o ponto de referência e as condições explícitos. 2 min
Verifique as margens do caminho completo
Verifique fonte, conexões, retorno e tensão disponível como um único caminho compartilhado. 2 min
Registre o que ainda precisa ser medido
Planeje e registre medições futuras sem confundir evidência observada com garantia de projeto. 1 min
Consolide o orçamento e justifique a conclusão
Consolide um caso completo, calcule totais e margens e formule uma decisão técnica limitada às condições e evidências disponíveis. 3 min

Passo 1 de 9
Delimite as parcelas do orçamento usando fronteiras elétricas explícitas e evitando dupla contagem entre a placa completa e seus componentes internos.
Um orçamento de consumo não começa pela soma: começa pela fronteira elétrica. Ele registra quais demandas pertencem a um ponto de alimentação e a uma configuração identificada de hardware e firmware.
Neste tutorial, a referência é o monitor em 5 V já definido: TMP36, MCP6002, Uno R3 e LED com resistor, alimentados por uma única origem. Antes de atribuir qualquer corrente, pergunte: em qual fronteira este valor foi medido ou especificado?

A mesma alimentação pode atravessar fronteiras diferentes. O orçamento precisa declarar em qual delas cada parcela é contabilizada.
A corrente do microcontrolador representa apenas o circuito integrado. Já a corrente da placa completa pode incluir o microcontrolador e também interface USB, LEDs indicadores, reguladores e outros circuitos presentes na placa.
Portanto, “corrente do ATmega328P” e “corrente do Uno R3” não são nomes alternativos para a mesma parcela. Escolha a abrangência compatível com o dado disponível e registre-a.
Exemplo
Considere uma ficha que informa uma corrente para a placa Uno R3 completa, medida na sua entrada de 5 V. Esse valor já representa tudo que está dentro da fronteira da placa nas condições declaradas.
No orçamento dessa mesma fronteira, a corrente do ATmega328P não é uma parcela adicional. Porém, o LED com resistor ligado em um pino e fisicamente externo à placa pode ser uma parcela adicional — desde que sua corrente não esteja incluída na medição agregada da placa.
O ponto decisivo não é o nome do componente: é o que o valor agregado efetivamente inclui.
Dica
Para cada número, anote ao menos: parcela, fronteira, ponto de referência, configuração e o que já está incluído. Sem isso, duas correntes com unidade mA podem parecer somáveis quando descrevem o mesmo consumo sob perspectivas diferentes.
Nesta etapa, não vamos fechar totais. O objetivo é montar uma lista sem sobreposição e sem ausências evidentes.
Uma entrada de orçamento diz: “corrente da placa Uno R3 completa em 5 V”. Quais parcelas devem ser adicionadas separadamente para descrever a demanda no ponto de entrada da placa?
| Parcela | Tratamento inicial |
|---|---|
| ATmega328P na própria placa | Já incluída |
| Interface USB da própria placa | Já incluída |
| LED indicador da própria placa | Já incluído |
| LED com resistor externo à placa | Adicionar se alimentado nesse ponto e não incluído na medição |
| TMP36 externo | Adicionar se alimentado nesse ponto e não incluído na medição |
| MCP6002 externo | Adicionar se alimentado nesse ponto e não incluído na medição |
Associe cada item ao tratamento correto quando a corrente informada é da placa Uno R3 completa. Considere que sensor, amplificador e LED com resistor estão fora da placa e são alimentados pelo mesmo 5 V.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 9
Organize cenários globais que preservam atividades simultâneas, consumos de base e fronteiras de contabilização.
Para orçar consumo, descreva cenários globais: combinações de blocos que podem estar ativos ao mesmo tempo. No monitor de referência, uma medição pode ocorrer enquanto o LED está aceso e uma mensagem é enviada pela UART.
Não crie uma linha isolada para cada verbo do firmware — “medir”, “indicar” e “comunicar” podem se sobrepor. Crie linhas para as combinações permitidas que realmente podem ocorrer.

Uma mesma janela de operação pode reunir medição, indicação e comunicação.
Use uma matriz para registrar cada cenário permitido. Marque uma parcela quando sua demanda deve entrar naquele cenário. Um bloco continuamente alimentado permanece na conta mesmo quando não executa uma ação visível.
Neste exemplo, a base da placa completa é uma parcela agregada: ela já inclui os circuitos internos da Uno R3 na condição de base definida. Portanto, a interface UART interna não é adicionada como uma segunda parcela.
Se houver aumento de corrente durante uma transmissão, registre-o separadamente apenas como acréscimo incremental devido à comunicação (ΔI_UART), referido à mesma fronteira da placa e obtido por estimativa ou medição comparativa. Esse acréscimo não representa a interface inteira; representa somente a diferença em relação à base.
Matriz didática de presença das parcelas por cenário. “Sim” indica que a parcela deve entrar no orçamento; ainda não há valores de corrente.
| Bloco ou parcela | Inicialização | Medição | Medição + LED + UART |
|---|---|---|---|
| Base da placa completa | Sim | Sim | Sim |
| TMP36 alimentado | Sim | Sim | Sim |
| MCP6002 alimentado | Sim | Sim | Sim |
| LED externo + resistor | Não | Não | Sim |
| Acréscimo ΔI_UART além da base | Não | Não | Sim, se definido |
Uma linha do tempo ajuda a conferir se uma combinação é possível. Sensor e condicionamento permanecem alimentados; a leitura é pontual, e o LED e a UART coincidem no último intervalo.
Só exclua uma combinação se houver uma regra explícita e verificável — por exemplo, um estado de firmware que impede a transmissão enquanto o LED está acionado. Sem essa regra, considere a sobreposição possível.
A atividade “leitura” não desliga a base da placa, o sensor nem o amplificador. Da mesma forma, uma mensagem UART não autoriza somar outra vez a interface já contida na parcela agregada da placa.

No intervalo destacado, entram as parcelas de base, LED e, se houver dado definido, o acréscimo incremental de comunicação.
Durante uma leitura, o LED está aceso e o firmware envia uma mensagem UART. TMP36 e MCP6002 permanecem alimentados. A corrente da placa completa já foi definida como consumo de base; uma medição comparativa também definiu ΔI_UART como o acréscimo de corrente durante transmissão, além dessa base. Qual conjunto deve constar na linha desse cenário?

Passo 3 de 9
Classifique e documente cada valor de corrente antes de usá-lo nos totais do orçamento.
Antes de somar correntes, qualifique cada número. Um valor numérico sem origem e condição pode parecer preciso, mas não sustenta a mesma conclusão que um limite garantido.
Use quatro categorias:
Não transforme uma categoria em outra: acrescentar uma margem a um típico pode ser útil para planejamento, mas não o converte em máximo garantido.

Registre a categoria junto do valor; não esconda a qualidade do dado no total.
Uma linha útil do orçamento permite localizar e interpretar o valor depois. Além da corrente, registre a origem, a unidade, o ponto de referência e as condições que tornam aquele dado aplicável: tensão de alimentação, temperatura e modo de operação.
“5 mA” sozinho é incompleto. Pode ser corrente em 5 V ou na entrada de um regulador; pode ser típica, máxima ou medida; e pode valer apenas com determinado periférico ativo.
Exemplo
Exemplo didático para a configuração de referência. Estes números servem para praticar o registro; não são especificações do Uno R3, TMP36, MCP6002 nem do LED que você estiver usando. Para um projeto real, consulte a versão exata da placa e dos componentes.
Uma tabela não preenche lacunas por suposição. Se a corrente de uma parcela ainda é desconhecida, mantenha-a como lacuna e declare o efeito disso na conclusão. Ausência de dado não significa 0 mA.
| Parcela | Corrente | Categoria | Referência e condição |
|---|---|---|---|
| Placa completa | 42 mA | Estimativa | Entrada 5 V; medição e LED ativos; cenário didático |
| LED externo | 3 mA | Estimativa | Ramo de 5 V; LED aceso; cenário didático |
| Sensor analógico | — | Lacuna | Corrente na alimentação ainda não definida |
| MCP6002 | 1,0 mA | Típico | 5 V; 25 °C; condição indicada pelo fabricante |
Associe cada descrição à categoria que ela realmente sustenta.
Faça as associações corretas.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 4 de 9
Calcule a demanda simultânea por modo em cada alimentação, preservando fronteiras, unidades e a qualidade dos dados.
Uma linha do orçamento precisa permitir responder: o que consome, em qual alimentação, em qual fronteira foi contado, de onde veio o valor, em que condição vale e em quais modos está ativo.
Registre “0” somente para uma parcela conhecida que está desligada naquele modo. Se o valor é desconhecido, registre uma lacuna — não transforme falta de informação em corrente nula.
Nesta etapa, some apenas parcelas simultâneas da mesma alimentação e do mesmo cenário.

Se a corrente da placa completa já foi usada, seus blocos internos não aparecem novamente como parcelas externas.
Considere valores didáticos para a configuração identificada do monitor. A corrente da placa completa já inclui microcontrolador, interface USB, indicadores e regulador presentes na placa; por isso, não some esses itens isoladamente.
No modo medição, o LED externo está apagado. No modo indicação, ele está aceso e os demais blocos permanecem alimentados. Como há valores típicos e estimados, os totais resultantes serão estimativas, mesmo que a adição esteja correta.
Correntes na alimentação de 5 V para a configuração didática. “—” significa desligado naquele modo.
| Parcela | Alimentação | Fronteira | Origem | Medição | Indicação |
|---|---|---|---|---|---|
| Placa Uno completa | 5 V | Placa | Típico | 45 mA | 45 mA |
| TMP36 | 5 V | Externa | Típico | 0,05 mA | 0,05 mA |
| MCP6002 | 5 V | Externa | Típico | 0,10 mA | 0,10 mA |
| LED + resistor | 5 V | Externa | Estimativa | — | 6 mA |
Exemplo
Para o modo medição:
I₅V = 45 + 0,05 + 0,10 = 45,15 mA
Para o modo indicação:
I₅V = 45 + 0,05 + 0,10 + 6 = 51,15 mA
O LED externo entra uma vez porque não está incluído na corrente agregada da placa. Em contraste, somar “corrente do microcontrolador” à linha “placa Uno completa” repetiria uma parcela já incluída.
Se um sistema tiver mais de uma alimentação, mantenha um total por trilho. Por exemplo:
Não escreva “corrente total = 81,15 mA”: essas correntes pertencem a tensões diferentes. Para comparar demandas entre trilhos, expresse-as em potência no respectivo ponto de referência: neste exemplo, 354,75 mW nas cargas dos dois trilhos.
A conversão dessas demandas para outro ponto do caminho de energia será tratada depois.
Dica
Um total de 51,15 mA é uma estimativa, pois contém uma corrente típica e uma estimativa do LED. Não o renomeie como “máximo garantido” apenas por adicionar margem. Mantenha a categoria dos dados e as condições registradas junto ao total.
Complete o total estimado do modo medição na tabela do exemplo.
Qual é o total estimado no trilho de 5 V durante a indicação?
Considerando exclusivamente os totais de dois trilhos distintos, qual operação é inválida?
Se a linha “Placa Uno completa” já inclui o microcontrolador, somar uma corrente separada do microcontrolador ao total da mesma fronteira causa dupla contagem.

Passo 5 de 9
Converta as demandas das cargas para a fonte de entrada usando potência, eficiência e fronteiras explícitas, sem duplicar perdas nem consumo próprio.
Um total em 5 V descreve a demanda na saída de 5 V. Para verificar a fonte de entrada, leve essa demanda pelo caminho de energia uma única vez.
Exemplo: uma carga de 5 V alimentada por um buck recebe potência na saída; a fonte de 12 V entrega a potência de entrada do buck. Não some os 200 mA da saída de 5 V diretamente à corrente calculada na entrada de 12 V: são pontos e tensões diferentes do mesmo caminho.
Mantenha no orçamento a fronteira de cada valor: “saída do buck”, “entrada do buck” ou “fonte de 12 V”.

A carga aparece uma vez na saída; sua demanda é então referida à entrada pelo modelo do conversor.
Use potência para atravessar a mudança de tensão:
A eficiência deve corresponder à tensão de entrada, tensão de saída e carga do modo analisado. Uma eficiência típica serve para uma previsão identificada como típica; ela não se torna um limite garantido apenas por receber uma margem.
Exemplo
Cenário independente para cálculo
Uma fonte de 12 V alimenta, por um buck, uma carga de 5 V que consome 200 mA continuamente. Para essa condição, use eficiência η = 85%. A eficiência fornecida é definida como P_saida / P_entrada total do conversor; portanto, já abrange as perdas e o consumo próprio informados pelo fabricante nesse modelo.
A fonte de 12 V deve fornecer aproximadamente 98 mA para esse caminho. Registre o resultado como estimativa baseada em eficiência típica, caso essa seja a categoria do dado.
Dica
Neste exemplo, os 200 mA em 5 V não são somados aos 98 mA em 12 V. Os dois números descrevem o mesmo consumo em fronteiras diferentes.
Se houver outras cargas ligadas diretamente aos 12 V, some-as aos 98 mA na fronteira de 12 V. Se houver outras cargas em 5 V atendidas pelo mesmo buck, some-as primeiro à demanda de 5 V e refaça a conversão do total.
A corrente quiescente só pode ser acrescentada depois de entender a fronteira da eficiência.
No mesmo cenário, suponha agora que os 85% excluem explicitamente o consumo próprio e que Iq = 4 mA na entrada. A conversão exige 98 mA; a fonte entrega 98 mA + 4 mA = 102 mA. Essa separação depende da definição fornecida, não de uma regra universal.
Atenção
Antes de usar um valor, registre: condição de entrada e carga da eficiência, se ela é típica ou garantida e a fronteira do consumo quiescente. Sem essa definição, a parcela é uma lacuna do orçamento — não deve ser presumida como zero.
No cenário de 12 V, carga de 5 V a 200 mA e eficiência de 85% que já inclui o consumo próprio do buck, complete a corrente aproximada exigida da fonte.
I_entrada ≈ ____ mA
No exemplo, a eficiência de 85% é definida por P_saida/P_entrada total do conversor. Portanto, acrescentar separadamente uma Iq de entrada ao resultado de 98 mA causaria dupla contagem.

Passo 6 de 9
Extraia demanda média, máximo sustentado e pico transitório de um perfil de consumo, mantendo o ponto de referência e as condições explícitos.
Um orçamento por modo não termina em um único total. No mesmo ponto de alimentação, extraia três demandas diferentes:
Para calcular a média, use estados globais e mutuamente exclusivos: cada intervalo já representa o consumo total do sistema naquele instante, na fronteira escolhida. Não some correntes de tensões ou pontos diferentes.

A área sob o perfil periódico define a média; o maior patamar duradouro define a demanda sustentada; um pulso estreito é um pico transitório.
Exemplo
Considere correntes totais já referidas à entrada de 5 V do sistema. Em um ciclo de 1,0 s, os estados globais são exclusivos:
A média ponderada pelo tempo é:
I_média = (20 × 0,80) + (35 × 0,15) + (50 × 0,05) = 23,75 mA.
O maior patamar que pode durar é 50 mA, portanto este é o máximo sustentado previsto para esse ciclo. As três parcelas cobrem todo o segundo: não há intervalo a somar nem sobreposição a duplicar.
Na inicialização, antes do ciclo periódico, ocorre um pulso de 120 mA por 2 ms no mesmo ponto de 5 V.
Registre-o como: pico de 120 mA, duração de 2 ms, uma ocorrência na partida, na entrada de 5 V. Ele não entra na média do ciclo periódico se a partida acontece apenas uma vez.
Se um evento semelhante ocorrer em todo ciclo, ele deixa de ser apenas uma observação de pico: seu intervalo e sua corrente total devem entrar na média. Use sempre o perfil real do intervalo, sem adicionar de novo a corrente de base que já esteja incluída nele.
Um orçamento estático por modos prevê patamares e duração, mas não prova sozinho que a alimentação suporta transientes.
A eficiência em regime permite referir uma potência média ou sustentada à entrada, porém não determina por si só a forma nem a amplitude de um pico de corrente na entrada. Da mesma forma, uma média pequena pode coexistir com um pico capaz de reduzir momentaneamente a tensão em um cabo, conector, regulador ou entrada de placa.
Assim, mantenha separados: cálculo do perfil previsto, capacidade contínua e comportamento transitório que ainda precisa de evidência.
Dica
Para cada pico relevante, não anote apenas “120 mA”. Registre pelo menos:
A verificação instrumental detalhada desses pulsos será planejada posteriormente. Por enquanto, o orçamento deve deixar explícito o que ele prevê e o que ainda não demonstra.
No ciclo de 1,0 s do exemplo, qual é a demanda média em mA?
Relacione cada valor à sua interpretação no exemplo.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 7 de 9
Verifique fonte, conexões, retorno e tensão disponível como um único caminho compartilhado.
Em um caminho compartilhado, a corrente de cada trecho é a soma das cargas que realmente o atravessam no modo analisado. Isso vale para a ida da alimentação e para o retorno: ambos conduzem a corrente total antes da divisão dos ramos.
Compare essa demanda com a capacidade utilizável de cada trecho nas condições declaradas: fonte, regulador, conector, cabo, trilha e entrada de cada ramo. O trecho de menor margem limita o conjunto, mesmo que cada bloco isolado pareça estar dentro de seu próprio limite.

Conector, cabo de ida e cabo de retorno conduzem a soma das três cargas. Depois da junção, cada ramo conduz apenas sua própria corrente.
Dica
A margem deve declarar sua base:
margem de corrente = capacidade utilizável − demanda máxima sustentada
Não substitua “capacidade utilizável” por um valor nominal sem conferir suas condições, como temperatura, tensão de entrada, ventilação ou especificação do conector. Uma margem calculada com demandas típicas ou estimadas é uma previsão, não uma demonstração de atendimento garantido.
Exemplo
Considere o modo de indicação contínua de um monitor em 5 V. Depois do conector e do cabo comuns, há uma junção que alimenta três ramos paralelos:
Assim, fonte, conector e cabo compartilhado conduzem 150 mA. Já a entrada do ramo da placa conduz somente 120 mA; os ramos do condicionamento e do LED conduzem 10 mA e 20 mA, respectivamente. Não some novamente uma corrente interna do microcontrolador à corrente agregada da placa.
Capacidades utilizáveis e demandas referentes ao modo sustentado descrito. A resistência de 0,80 Ω representa o percurso compartilhado completo — ida e retorno — entre a fonte e a junção. As resistências locais dos três ramos não fazem parte deste modelo e precisam de verificação própria se forem relevantes.
| Trecho | Capacidade utilizável | Demanda no trecho | Margem |
|---|---|---|---|
| Fonte de 5 V | 300 mA | 150 mA | 150 mA |
| Conector e cabo compartilhados | 250 mA | 150 mA | 100 mA |
| Entrada do ramo da placa | 140 mA | 120 mA | 20 mA |
| Ramo do condicionamento | 40 mA | 10 mA | 30 mA |
| Ramo do LED | 50 mA | 20 mA | 30 mA |
No trecho compartilhado, a queda sustentada é:
ΔV = 0,150 A × 0,80 Ω = 0,120 V
A tensão prevista na junção é 5,00 V − 0,12 V = 4,88 V. Se o mínimo exigido no ponto de distribuição mais restritivo for 4,85 V, a margem de tensão estimada nesse ponto é 30 mV.
Essa conta usa a resistência de ida e retorno. Quedas nos ramos individuais, se existirem, devem ser acrescentadas apenas à verificação da carga daquele ramo; não devem ser repetidas no caminho comum.
Atenção
A queda resistiva calculada é uma estimativa em regime sustentado. Ela não valida um pico transitório: indutâncias, capacitores, resposta da fonte e variações rápidas ainda precisam de evidência apropriada. Também não transforme uma margem baseada em correntes típicas ou estimadas em garantia.
Qual é a margem de corrente da entrada do ramo da placa?
Qual é a tensão sustentada prevista na junção depois do conector e cabo compartilhados?
No caso, 4,88 V supera o mínimo de 4,85 V, e todas as margens de corrente são positivas. Porém, os 120 mA da placa são um valor típico, não um limite garantido. Qual conclusão é tecnicamente adequada?

Passo 8 de 9
Planeje e registre medições futuras sem confundir evidência observada com garantia de projeto.
Uma lacuna relevante não é “corrente desconhecida” de forma genérica. Registre-a para que alguém consiga decidir o que observar e o que essa observação poderá sustentar.
Para cada pendência, anote:
Uma lacuna não deve entrar na soma como 0 mA. Ela limita a conclusão do orçamento até receber evidência apropriada.
Registros de pendências para o monitor de 5 V, apresentados como exemplo de planejamento — não execute energização ou alterações físicas agora.
| Parcela/lacuna | Modo | Ponto | Condição e grandeza |
|---|---|---|---|
| Corrente da placa completa | Medição + LED aceso | Entrada de 5 V da placa | Firmware identificado; patamar sustentado |
| Pico do LED ao mudar estado | Indicação | Caminho de 5 V e retorno | Amplitude e duração do transitório |
| Queda no conector/cabo | Maior modo permitido | Entre fonte e entrada da placa | Tensão sustentada sob demanda máxima |
| Consumo USB auxiliar | Comunicação ativa | Fronteira definida da alimentação | Configuração de interface usada |
O instrumento precisa enxergar o fenômeno. Uma leitura estável de multímetro pode ser adequada para um patamar contínuo, mas ela normalmente representa uma média ou atualização lenta. Portanto, não demonstra sozinha a amplitude nem a duração de um pico breve.
Para uma demanda transitória, o registro futuro precisa declarar resolução temporal compatível e o ponto do circuito. A eficiência em regime e a corrente média baixa também não comprovam, por si, o comportamento transitório na entrada.
| Pergunta | Evidência que pode responder | O que permanece pendente |
|---|---|---|
| Qual é o patamar sustentado? | Leitura estável na fronteira definida | Picos entre atualizações |
| Qual é a corrente média no ciclo? | Registro que cubra o ciclo definido | Amplitude e duração de eventos rápidos |
| Há pico transitório aceitável? | Observação temporalmente resolvida no ponto relevante | Comportamento fora das condições observadas |
Exemplo
Considere uma previsão para a configuração identificada do monitor:
No modo “medição + LED aceso”, a demanda prevista na entrada de 5 V da placa é 82 mA, classificada como estimativa. A maior parcela incerta é a corrente agregada da placa.
Em uma verificação posterior, sob a mesma configuração de firmware, 5,00 V de entrada e LED continuamente aceso, foi observado um patamar de 79 mA nesse mesmo ponto. O instrumento não tinha resolução temporal para caracterizar transientes.
Atualize o registro por comparação, não por soma:
Um valor máximo observado descreve o que foi visto; um limite garantido exige uma base que cubra as condições declaradas.
No exemplo, qual registro é tecnicamente correto após a observação de 79 mA?
Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 9 de 9
Consolide um caso completo, calcule totais e margens e formule uma decisão técnica limitada às condições e evidências disponíveis.
Considere a configuração identificada do monitor em 5 V: Uno R3, TMP36, MCP6002 e LED externo. A fonte tem capacidade utilizável de 180 mA, classificada como limite garantido. O caminho compartilhado completo — ida e retorno, incluindo cabo, conector e trilhas até a junção das cargas — tem resistência estimada de 1,5 Ω.
A linha da placa Uno R3 completa é agregada: seus 46 mA já incluem microcontrolador, interface USB, LEDs integrados e reguladores presentes na placa. Portanto, não some correntes internas da Uno outra vez.
O requisito didático é haver ao menos 4,75 V na junção das cargas. Os valores típicos e estimados permitem uma previsão, mas não demonstram um limite garantido para todas as condições.
As cargas externas são somadas à placa agregada. O acréscimo de comunicação foi observado isoladamente; por isso, um total que o inclua com parcelas estimadas continua sendo uma previsão composta.
| Parcela | Corrente | Categoria do dado | Condição |
|---|---|---|---|
| Uno R3 completa | 46 mA | Típico | Sempre alimentada; inclui circuitos internos |
| TMP36 | 0,05 mA | Típico | Sempre alimentado |
| MCP6002 | 0,20 mA | Típico | Sempre alimentado |
| LED externo + resistor | 8 mA | Estimativa | Indicação acesa |
| ΔI de comunicação | 4 mA | Estimativa | Além da base, durante 50 ms |
| ΔI transitório | 22 mA | Medição observada | Além do patamar, por 2 ms no início da comunicação |
A corrente da placa completa atravessa o caminho compartilhado uma vez. Sensor, amplificador e LED são cargas externas separadas. A resistência de 1,5 Ω representa ida e retorno somente até a junção; ela não inclui resistências particulares dos ramos.

O orçamento verifica o trecho em que as demandas se somam, sem desmontar uma parcela agregada da placa.
O ciclo periódico dura 1,0 s. Os estados são mutuamente exclusivos como intervalos de tempo, mas cada estado contém as parcelas que permanecem alimentadas. Nos primeiros 2 ms do intervalo de comunicação há um acréscimo transitório de 22 mA sobre o patamar daquele intervalo.
Assim, o pico calculado resulta de uma base típica/estimada mais um incremento observado. Ele não é, por si só, uma medição direta do total na fronteira de 5 V.
Complete os totais usando as parcelas da tela anterior. Para a média, trate os 2 ms de transiente como parte dos 50 ms de comunicação: restam 48 ms no patamar de comunicação sem o acréscimo transitório.
| Intervalo | Duração | Parcelas presentes | Total |
|---|---|---|---|
| Medição | 700 ms | Uno + TMP36 + MCP6002 | A calcular |
| Indicação | 250 ms | Base + LED externo | A calcular |
| Comunicação + indicação | 48 ms | Base + LED + ΔI comunicação | A calcular |
| Pico no início da comunicação | 2 ms | Patamar de comunicação + ΔI transitório | A calcular |
Qual é o máximo sustentado previsto no ciclo?
Qual é a demanda média prevista durante o ciclo de 1,0 s?
Qual alternativa consolida corretamente a margem e a qualidade da evidência?
A previsão para regime sustentado é favorável: o maior patamar calculado é 58,25 mA, abaixo da capacidade garantida de 180 mA; a queda resistiva estimada é cerca de 87 mV, e a tensão prevista na junção é cerca de 4,913 V, acima de 4,75 V.
Ainda assim, a conclusão deve ser limitada. Correntes da base são típicas, LED e caminho são estimados, e o transiente total não foi medido diretamente na fronteira do conjunto. A queda em regime não demonstra a resposta da alimentação ao pulso de 2 ms.
Formule uma conclusão curta para este caso e indique a ação prioritária. Escolha entre revisar a demanda, revisar o caminho ou obter uma medição temporalmente adequada do pico. Baseie-se nas categorias dos dados e na lacuna mais relevante; não proponha energização nem alteração física agora.
Escreva pelo menos 140 caracteres (0/140).
Resumo
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