Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 11

Revisão da placa com DRC e inspeção física

Revisar a conectividade, a geometria e o acesso físico da placa com DRC e inspeção manual, identificando o que pode ser verificado sem fabricação.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 20 min
  • 8 passos
Revisão da placa com DRC e inspeção física

O que você vai percorrer

  1. Preparar uma versão consistente para revisão Prepare uma base sincronizada, com regras conhecidas e zonas atualizadas, antes de executar o DRC. 2 min
  2. Executar o DRC e localizar as ocorrências Execute o DRC, interprete cada ocorrência e localize os objetos e as camadas envolvidos no editor de placas. 2 min
  3. Resolver curtos e conexões pendentes Diagnóstico e correção de curtos e conexões pendentes, preservando as redes previstas no esquemático. 3 min
  4. Corrigir geometria sem enfraquecer as regras Investigue violações geométricas pelo valor encontrado e pela regra aplicável; corrija localmente, confira o contorno e reexecute o DRC sem enfraquecer limites para ocultar problemas. 3 min
  5. Conferir pinagem, orientação e polaridade Revisão manual de pinagem, orientação e polaridade para encontrar incompatibilidades que podem passar pelo DRC. 2 min
  6. Inspecionar acesso e espaço físico em 2D e 3D Avalie acesso a conectores, pontos de teste e fixações no layout 2D, usando o 3D como apoio visual sem confundir aparência com comprovação dimensional. 3 min
  7. Alinhar layout e lista de componentes Conferência entre esquemático, layout e BOM para manter a lista de componentes coerente com a placa revisada. 2 min
  8. Concluir a revisão e declarar seus limites Conclua a revisão com registros claros, tratando pendências reais e separando verificações digitais de validações que exigem hardware. 3 min

O que você vai aprender

  • Executar o DRC com placa e esquemático sincronizados.
  • Localizar e corrigir violações sem ocultar problemas por mudanças indiscriminadas nas regras.
  • Conferir orientação de componentes e acesso para conexão, medição e manutenção.
  • Verificar a consistência entre layout e lista de componentes.
  • Distinguir verificações de projeto de evidências que dependeriam de uma placa física.

Antes de começar

  • Roteamento de uma placa de duas camadas
  • Verificação elétrica do esquemático com ERC
  • Lista de componentes a partir do esquemático
  • Laços de chaveamento no layout de um buck

Passo 1 de 8

Preparar uma versão consistente para revisão

Prepare uma base sincronizada, com regras conhecidas e zonas atualizadas, antes de executar o DRC.

Parta de uma fonte confiável

DRC não é ERC

Antes do DRC, congele uma versão coerente

O DRC verifica a placa: conectividade física e regras geométricas, como distâncias, larguras e contornos. Já o ERC examina as conexões e os tipos elétricos declarados no esquemático.

Por isso, um DRC só é útil se a placa representar o esquemático e as regras que você realmente pretende revisar. Uma tela sem erros não vale como aprovação se foi obtida sobre uma placa desatualizada ou com verificações importantes desativadas.

O que será revisado

Diagrama mostrando um esquemático sincronizado com uma placa, com uma lupa sobre trilhas, pads e zonas de cobre.

O ERC parte do esquemático; o DRC examina a implementação física na placa.

Salve, proteja e sincronize

Sincronize com atenção

Prepare o projeto local

  1. Salve esquemático e placa no estado atual.
  2. Faça uma cópia de segurança identificável da pasta do projeto, antes de mudanças de revisão.
  3. No editor de placas, use a atualização a partir do esquemático e leia as alterações propostas: componentes incluídos ou removidos, footprints modificados e redes alteradas.
  4. Aplique somente o que corresponde à versão que será revisada e salve a placa novamente.

Atualizar sem conferir pode transferir uma mudança incompleta ou inesperada. Não é uma etapa para “aceitar tudo” automaticamente.

Dica

Limite importante

A inspeção física nesta revisão é feita no computador: orientação, dimensões documentadas e acesso previsto. Ela ajuda a antecipar problemas, mas não demonstra funcionamento, montagem real ou comportamento térmico de uma placa que ainda não foi fabricada.

Conheça o critério de revisão

Regras efetivas, não presumidas

Confirme as regras que estão valendo

Abra a configuração de regras da placa e confira o contexto da revisão:

  • restrições de largura, espaçamento, vias, furos e borda, conforme aplicável;
  • classes de redes e quais redes recebem cada classe;
  • regras personalizadas ou prioridades que alterem o comportamento esperado;
  • verificações desabilitadas;
  • exclusões de ocorrências já registradas.

Uma exclusão ou uma verificação desligada não deixa de ser relevante só porque não aparece na contagem principal. Registre mentalmente o motivo de cada caso antes de executar o DRC.

Regras e exceções afetam o resultado

Placa com trilhas de larguras diferentes, via, borda e um painel visual de regras e verificações desativadas.

O resultado do DRC depende das restrições e verificações que estão ativas para esta placa.

Consolide a versão de revisão

Sequência de preparação

Coloque as ações na sequência mais segura para que o DRC examine a versão atual da placa.

Ordene as ações

Use esta sequência como checklist antes de abrir o relatório do DRC.
OrdemAção
1Salvar projeto e preservar cópia de segurança
2Atualizar a placa a partir do esquemático e conferir alterações
3Conferir regras, classes, verificações desabilitadas e exclusões
4Preencher novamente as zonas de cobre
5Salvar a placa sincronizada e atualizada

Dica

Por que essa ordem?

Agora organize mentalmente o fluxo: primeiro preserve o estado, depois sincronize e confira o que mudou; confirme o critério de avaliação; atualize o cobre das zonas; por fim, salve antes de rodar o DRC.

Cheque seu preparo

Qual ação deve ocorrer imediatamente antes de salvar a placa que será analisada pelo DRC?

Passo 2 de 8

Executar o DRC e localizar as ocorrências

Execute o DRC, interprete cada ocorrência e localize os objetos e as camadas envolvidos no editor de placas.

Gerar o relatório atual

Executar a verificação

Gere um relatório da versão atual

No Editor de Placas do KiCad, abra o Inspector ou o comando de Verificação de Regras de Projeto (DRC) e execute a verificação. Como a placa já foi salva, sincronizada e teve as zonas preenchidas, o relatório passa a retratar essa versão.

Em versões que oferecerem uma opção de checar a correspondência entre esquemático e placa, mantenha-a habilitada. Essa checagem ajuda a identificar divergências entre os documentos; ela complementa, mas não substitui, as verificações geométricas e de conectividade do DRC.

A posição e o nome exato dos controles pode variar conforme a versão. O objetivo é obter um relatório novo e poder selecionar cada ocorrência para encontrá-la no layout.

Do relatório ao objeto

Painel de DRC ligado visualmente a dois objetos destacados em uma placa de duas camadas.

O relatório identifica uma ocorrência; a seleção da linha leva a investigação até os objetos e as camadas envolvidos.

Interpretar o relatório

Campos essenciais

Leia uma linha inteira, não apenas o número de erros

Cada ocorrência deve ser lida como um conjunto de informações:

  • Mensagem: descreve o tipo de situação detectada.
  • Categoria: agrupa o teste aplicado, como conectividade, espaçamento ou contorno.
  • Severidade: indica se a ferramenta classificou a ocorrência como erro ou aviso, conforme as regras ativas.
  • Objetos envolvidos: mostram quais trilhas, pads, zonas, vias ou segmentos de contorno participaram da detecção; confira também suas redes e camadas.

A contagem de erros não é o total da revisão. Avisos ativos, itens excluídos e verificações desabilitadas também precisam ser consultados. Uma tela com “0 erros” pode ainda conter avisos ou exclusões que exigem leitura e justificativa.

Caso: relatório de uma placa

Considere este relatório ilustrativo. Os nomes entre parênteses identificam os objetos que a ferramenta permite selecionar.

Exemplo autocontido de relatório: não conclua uma correção antes de localizar os objetos no layout.
SeveridadeMensagem e categoriaObjetos indicados
ErroEspaçamento insuficiente — ClearanceTrilha NET_SENS em F.Cu; pad GND de J1 em F.Cu
ErroItem não conectado — Unconnected itemsExtremidade de trilha NET_SENS em B.Cu; pad 3 passante de U1, NET_SENS, presente em F.Cu e B.Cu
AvisoCobre próximo ao contorno — Board outline clearanceZona +5V em F.Cu; segmento Edge.Cuts
ExcluídaLargura de trilha — Track widthTrilha +5V em F.Cu, exclusão registrada

Contagens que não contam toda a história

No caso, existem dois erros ativos, mas há também um aviso ativo e uma ocorrência excluída. A exclusão não prova que a situação seja aceitável; ela apenas a retira da contagem principal. Abra a lista ou filtro de exclusões e leia o motivo registrado. Se não houver justificativa específica e verificável, mantenha-a como pendência de revisão.

Do mesmo modo, um aviso não deve ser ignorado só porque não tem a severidade “erro”. Primeiro localize o objeto e entenda o que a regra está sinalizando.

Navegar até os objetos

Selecione, destaque e amplie

Localize antes de diagnosticar

Selecione uma ocorrência no relatório para fazer o editor destacar ou enquadrar os objetos apontados. Em seguida:

  1. Leia o nome da rede e a camada de cada objeto indicado.
  2. Use o destaque da rede, quando disponível, para distinguir seu cobre do restante da placa.
  3. Ative ou oculte camadas para separar objetos em F.Cu, B.Cu, Edge.Cuts e outras camadas relevantes.
  4. Aumente o zoom até enxergar as extremidades, pads, vias ou bordas envolvidos.
  5. Confirme que os dois objetos listados são os que você está observando antes de decidir qualquer ação.

Um pad passante atravessa a placa e está presente nas camadas de cobre pertinentes; portanto, ele pode ser relacionado a uma trilha em B.Cu. Neste momento, localize e registre a causa aparente; as escolhas de reparo serão tratadas nos próximos passos.

Navegação em camadas

Sequência visual de seleção de ocorrência, destaque da rede NET_SENS e ampliação de uma extremidade em B.Cu junto ao pad 3 passante de U1.

A seleção orienta o zoom; o destaque de rede e a visibilidade das camadas ajudam a identificar os objetos corretos, inclusive pads passantes presentes em F.Cu e B.Cu.

Exemplo

Use as referências como coordenadas

Leitura do caso: na primeira linha do relatório, os dois objetos estão em F.Cu: a trilha da rede NET_SENS e o pad GND de J1. Já na segunda linha, a extremidade da trilha está em B.Cu, enquanto o pad 3 de U1 pertence à rede NET_SENS e é passante, presente em F.Cu e B.Cu.

Essas informações ainda não dizem qual edição fazer. Elas definem onde olhar e impedem que você altere um objeto parecido, mas irrelevante.

Praticar a leitura e o registro

Associe ocorrência e objetos

Associe cada categoria do relatório ao par de objetos que você deve localizar primeiro.

Localize pelo relatório

Faça as associações usando o relatório do caso.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Registre uma ocorrência

No seu projeto local, execute o DRC e registre: quantidade de erros e avisos ativos; se há ocorrências excluídas; e uma ocorrência com sua mensagem, categoria, objetos e camadas. Diga como você a localizou no layout.

Se não houver ocorrência local, use a linha “Item não conectado” do caso: informe os dois objetos e suas camadas, além da sequência de seleção, destaque e zoom que você usaria.

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 3 de 8

Resolver curtos e conexões pendentes

Diagnóstico e correção de curtos e conexões pendentes, preservando as redes previstas no esquemático.

Diagnosticar um curto entre redes

Curto: confira redes, cobre e camada

Comece pela causa, não pela mensagem

Um curto entre redes ocorre quando objetos de cobre que pertencem a redes diferentes se tocam indevidamente: por exemplo, uma trilha encostando em um pad ou uma zona alcançando cobre de outra rede.

Ao abrir a ocorrência no DRC, selecione os objetos indicados e confira a rede atribuída a cada um. Depois amplie a região e verifique a camada ativa. Não conclua que há curto apenas porque dois elementos parecem encostar na tela: objetos em camadas diferentes podem se sobrepor visualmente sem contato elétrico.

A correção deve separar os cobres que não deveriam se unir, preservando as redes definidas no esquemático. Não renomeie uma rede nem exclua a ocorrência apenas para reduzir a contagem.

Contato indevido versus cruzamento em outra camada

Diagrama de uma trilha superior tocando indevidamente um pad, enquanto outra trilha cruza por baixo em camada diferente sem contato.

O toque entre cobres na mesma camada pode criar um curto; a sobreposição entre camadas distintas não cria contato por si só.

Exemplo

Exemplo

Exemplo de investigação

O DRC aponta um curto entre +5V e GND. Ao selecionar os objetos, você encontra uma trilha de +5V que termina dentro da área de um pad GND: é contato real e deve ser desfeito.

Se, em vez disso, a trilha de +5V passa visualmente sobre uma trilha GND, mas uma está em F.Cu e outra em B.Cu, investigue a presença de vias, pads ou zonas antes de alterar algo. O cruzamento visual isolado não explica um curto.

Investigar uma conexão pendente

Conexão pendente: procure a descontinuidade

Uma conexão pendente indica que a rede esperada ainda não tem um caminho elétrico contínuo na placa. Siga a ocorrência até suas extremidades e confira, em ampliação:

  • se a trilha realmente alcança o pad, sem um pequeno intervalo;
  • se uma via conecta as duas camadas esperadas;
  • se o pad está ligado à zona após o preenchimento;
  • se a zona não ficou isolada, recuada ou ligada a outra rede.

Proximidade não é conexão. Uma ponta de trilha quase tocando um pad continua aberta; por outro lado, um pad pode parecer isolado antes de atualizar o preenchimento da zona.

Dois motivos frequentes para uma pendência

Comparação entre uma trilha que termina pouco antes de um pad e um pad conectado a uma zona preenchida por alívios térmicos.

À esquerda, o pequeno intervalo mantém a rede aberta. À direita, a conexão à zona só pode ser julgada depois do preenchimento atualizado.

Dica

Repare apenas o ponto que interrompe a rede

Ao localizar uma pendência, não una objetos ao acaso. Primeiro identifique quais pads, via, trilhas e zonas deveriam formar o percurso daquela rede conforme o esquemático. Então ajuste somente o elemento que interrompe o caminho: complete a trilha, reposicione uma via ou corrija a ligação à zona, conforme a causa observada.

Escolher uma ação coerente

Teste sua leitura do layout

Uma ocorrência informa que uma trilha parece passar sobre outra. A primeira checagem mais útil é:

Qual ação vem antes de concluir que há um curto?

Uma trilha termina perto de um pad que deveria ser conectado por uma zona. Qual sequência é mais adequada?

Confirmar sem ocultar o problema

Confirmação do reparo

Após qualquer reparo de conectividade, aplique este ciclo:

  1. Corrija a causa observada no cobre, na via, no pad ou na ligação à zona.
  2. Preencha novamente as zonas.
  3. Salve a placa e execute o DRC.
  4. Confirme que a ocorrência original desapareceu por um motivo válido.
  5. Leia as novas ocorrências: o ajuste pode ter criado outra violação.

Se estiver com seu projeto aberto, escolha uma ocorrência de curto ou pendência e siga esse ciclo nele. Caso não tenha uma ocorrência disponível, responda usando o caso da trilha que quase alcança um pad.

Explique seu ciclo de correção

Descreva em poucas frases como você investigaria e confirmaria o reparo de uma conexão pendente. Inclua: o que verificaria no recorte do layout, uma correção possível e as etapas de confirmação no DRC.

Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 4 de 8

Corrigir geometria sem enfraquecer as regras

Investigue violações geométricas pelo valor encontrado e pela regra aplicável; corrija localmente, confira o contorno e reexecute o DRC sem enfraquecer limites para ocultar problemas.

Interpretar medidas, limites e regras

Leia a regra por trás da mensagem

Uma ocorrência geométrica deve ser lida como uma comparação, não apenas como um “erro”: objeto medido → valor encontrado → limite exigido → regra aplicada.

Exemplo: duas trilhas têm distância de 0,16 mm, enquanto a regra da classe de redes exige 0,20 mm. Há violação de espaçamento de 0,04 mm. Antes de alterar algo, confirme quais objetos o DRC selecionou, a classe ou regra indicada e se ela corresponde à intenção do projeto.

Comparação visual entre trilhas com espaçamento insuficiente e trilhas com espaçamento adequado.

O DRC compara a geometria real com o limite da regra aplicável.

Exemplo de interpretação

Use os valores do relatório para decidir o que investigar.

Valores ilustrativos; os limites do seu projeto dependem das regras configuradas.
VerificaçãoEncontradoExigidoConclusão
Espaçamento entre cobres0,16 mm0,20 mmViolação
Largura de trilha0,30 mm0,25 mmConforme
Distância cobre–borda0,18 mm0,25 mmViolação
Furo de via0,40 mm0,30 mmConforme

Inspecionar gargalos e o contorno

Procure a geometria que causa a ocorrência

Além do espaçamento, examine gargalos de largura em entradas de pads, vias ou trechos estreitos; diâmetro de via e de furo; anel de cobre ao redor do furo; e cobre muito próximo da borda. O problema pode estar em uma região pequena, mesmo que o restante da trilha pareça adequado.

Confira também Edge.Cuts. O contorno da placa deve formar um percurso fechado e coerente. Uma pequena abertura, segmentos duplicados ou sobrepostos e cruzamentos indevidos podem impedir a interpretação correta do formato da placa.

Quatro exemplos de problemas geométricos: gargalo de trilha, anel de cobre pequeno, cobre próximo à borda e contorno Edge.Cuts inválido.

Amplie a região apontada pelo DRC: a causa costuma estar em um detalhe local.

Dica

Inspecione com precisão

A aparência em tela não basta: duas linhas podem parecer unidas ou afastadas conforme o zoom. Use a seleção da ocorrência, as camadas corretas e as medidas do editor para confirmar a geometria efetiva.

Corrigir sem enfraquecer o projeto

Repare e confirme o efeito

Corrija a causa mais local possível, mantendo as restrições já assumidas:

  1. Reposicione um componente ou ajuste o trajeto de uma trilha para recuperar o espaçamento.
  2. Aumente localmente a largura, a via, o furo ou o anel quando houver área e a regra exigir.
  3. Afaste cobre da borda ou ajuste o contorno quando a dimensão da placa permitir.
  4. Refaça segmentos defeituosos em Edge.Cuts para obter um contorno fechado, sem sobreposições.
  5. Atualize o preenchimento das zonas, salve e execute o DRC novamente.

Após mover cobre, confira se o retorno de corrente e os laços locais importantes não foram estreitados, cortados ou alongados pelo reparo.

Atenção

Não oculte uma violação real

Não reduza globalmente uma regra apenas para eliminar uma mensagem. Isso pode transformar um defeito local em uma placa aparentemente “aprovada”, porém incompatível com as restrições elétricas ou de fabricação adotadas.

Altere uma regra somente se sua própria definição estiver tecnicamente errada para o projeto. Exclua uma ocorrência apenas depois de investigá-la e registre a justificativa específica; uma exclusão não corrige cobre, furo nem contorno.

Decida pelo reparo local

Uma trilha de sinal passa a 0,16 mm de um pad; a regra aplicável exige 0,20 mm. Há espaço livre ao redor do trecho, e mover ligeiramente a trilha não prejudica suas conexões. Qual é a melhor ação?

Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Verificar a decisão

Escolha a correção

Qual imagem mostra a correção mais adequada para um espaçamento local insuficiente entre duas trilhas, quando a regra de 0,20 mm continua válida?

Escolha a alternativa que mantém o espaçamento mínimo configurado.

Passo 5 de 8

Conferir pinagem, orientação e polaridade

Revisão manual de pinagem, orientação e polaridade para encontrar incompatibilidades que podem passar pelo DRC.

Ir além da conectividade declarada

O que o DRC pode não perceber

DRC aprovado não encerra a revisão

O DRC compara a geometria e as redes declaradas no projeto. Portanto, ele pode aprovar uma placa em que os pads estejam conectados às redes previstas, mas o componente físico seja incompatível, esteja girado ou tenha a polaridade invertida.

Nesta revisão manual, confirme se a rede certa chega ao terminal físico certo. A evidência vem do conjunto: propriedades do pad no layout, símbolo/esquemático e folha de dados da peça escolhida.

Compare a peça física com o layout

Diagrama de uma placa mostrando um circuito integrado com indicação de pino 1, um diodo polarizado e um conector com orientação de encaixe.

Marcadores, números e serigrafia são pistas; a confirmação depende da vista e da pinagem da documentação da peça.

Cruzar as evidências

Rastreie rede, pad e terminal

Faça a conferência em quatro vínculos

Para cada componente crítico — especialmente CIs, diodos, LEDs, transistores e conectores — siga um mesmo caminho:

  1. Rede: selecione o pad no layout e identifique sua rede.
  2. Pad: confira o número do pad e sua posição no footprint.
  3. Terminal: localize, na folha de dados da peça exata, qual função pertence àquele número de terminal.
  4. Orientação: compare o pino 1, a polaridade ou a face de encaixe usando a mesma vista: superior, inferior, lado dos pads ou lado de acoplamento.

Não conclua pela aparência. Dois encapsulamentos semelhantes podem ter pinagens diferentes.

Exemplo

Exemplo

Exemplo: conector aparentemente correto

No layout, um conector de 3 vias mostra o pad 1 ligado a +5V, o pad 2 a GND e o pad 3 a SINAL. A serigrafia marca um triângulo junto ao pad 1.

A folha de dados, porém, desenha o conector pela face de encaixe. Vista pelo lado dos pads, a ordem aparece espelhada. Se o footprint foi conferido apenas olhando a face de encaixe, o cabo pode ser montado com a sequência física invertida, mesmo que o DRC não reporte curto nem conexão pendente.

Ação correta: confirme qual vista o desenho usa, localize o pad 1 físico e compare a sequência com o conector acoplado. Se houver dúvida, registre uma pendência com a referência do conector, a peça considerada e a informação que falta.

Dica

Regra de revisão

Um ponto, chanfro ou triângulo na serigrafia só indica a intenção do footprint. Ele não prova sozinho que a peça selecionada, a vista consultada e a orientação de montagem correspondem entre si.

Decidir com base na documentação

Localize a inconsistência

Durante a revisão de U1, o pad 1 do footprint está na rede +5V. A folha de dados da peça selecionada informa que o terminal 1 é GND; o desenho de pinagem é apresentado em vista inferior. O DRC não mostra erros. Qual é a melhor conclusão inicial?

Registre o que ainda não está comprovado

Ao terminar, registre cada achado como: referência do componente, pad/terminal ou polaridade em questão, fontes consultadas, conclusão e ação necessária. Se faltar a folha de dados, a variante da peça ou a vista usada, mantenha a situação como pendência — não a aprove por semelhança visual.

Passo 6 de 8

Inspecionar acesso e espaço físico em 2D e 3D

Avalie acesso a conectores, pontos de teste e fixações no layout 2D, usando o 3D como apoio visual sem confundir aparência com comprovação dimensional.

Conferir envelopes de uso no layout

Comece pela geometria verificável em 2D

A revisão de acesso começa em 2D, mesmo que a placa tenha modelo 3D. No editor, confira o contorno da placa, pads, desenho do corpo dos footprints e áreas reservadas. Compare as cotas do layout com a folha de dados: dimensões do conector, envelope do plugue, raio ou saída do cabo, ferramenta de aperto e posição dos furos de fixação.

Não basta haver uma pequena área livre entre footprints. A área precisa permitir a ação prevista: inserir e retirar o plugue, curvar o cabo sem forçá-lo, encostar uma ponta de prova e alcançar um parafuso ou fixação. Faça essa checagem nas vistas e no lado de montagem que correspondem ao uso real.

Áreas de acesso além dos footprints

Diagrama de placa vista de cima com envelopes de acesso para plugue, cabo, ponta de prova e ferramenta de fixação.

O contorno do componente não representa sozinho o espaço necessário para usar ou manter a placa.

Dica

Critério de revisão

Use as medidas documentadas como critério. Uma área livre desenhada no footprint pode não incluir o corpo do conector acoplado, a curvatura do cabo ou a ferramenta. Se a dimensão necessária não estiver documentada ou não puder ser confirmada no projeto, registre-a como pendência — não suponha que “parece caber”.

Transformar uso previsto em verificações

Perguntas práticas de acesso

Ao revisar cada região, verifique o objeto que precisa entrar ou alcançar a placa, não apenas os componentes instalados.

Checklist para uma inspeção local em 2D.
Objeto ou açãoO que conferir em 2DRisco se faltar espaço
Plugue e caboEnvelope do plugue, saída e retiradaConector inacessível ou cabo forçado
Ponta de provaPad exposto e afastamento dos vizinhosContato acidental entre redes
Chave ou pinçaÁrea para giro, pressão e retiradaManutenção impraticável
Parafuso ou fixaçãoAlcance da ferramenta e borda próximaNão ser possível apertar ou remover

Reconhecer o alcance e os limites do 3D

Use o 3D como indício, não como prova

O visualizador 3D é complementar. Quando os modelos locais existem, ele ajuda a perceber orientação, altura e interferências evidentes entre corpos. Gire a placa e observe, por exemplo, se um conector aponta para o lado esperado ou se um componente alto ocupa uma região de acesso.

Porém, uma cena 3D sem colisões não comprova que a montagem cabe. O modelo pode estar ausente, simplificado, associado à peça errada ou posicionado incorretamente. A dimensão decisiva continua sendo confrontada em 2D com a documentação do componente e as áreas reservadas.

2D confirma cotas; 3D revela a forma

Comparação entre uma vista 2D cotada da placa e uma vista 3D com modelos simplificados.

A aparência tridimensional apoia a revisão, mas não substitui as cotas e os dados da peça.

Dica

Ausência de modelo não interrompe a revisão

Se não houver modelo 3D, prossiga com contorno, dimensões, pads e desenhos mecânicos em 2D. Marque como pendente toda altura, folga ou interferência que não possa ser confirmada com os dados disponíveis.

Aplicar o critério dimensional

Analise uma folga de conector

Um conector na borda recebe um plugue cujo corpo ocupa 12 mm para fora da placa. Há um suporte mecânico fixo a 8 mm dessa borda, na direção de inserção do plugue. Qual é a conclusão correta?

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Registrar evidência e pendências

Faça uma conferência no projeto local

No seu projeto local, escolha um conector ou ponto de teste. Em 2D, confira uma medida ou área de acesso usando a folha de dados ou o desenho mecânico disponível. Se houver modelo 3D, use-o apenas como complemento. Registre: objeto revisado, dimensão/folga conferida, resultado e qualquer pendência que permaneça.

Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 7 de 8

Alinhar layout e lista de componentes

Conferência entre esquemático, layout e BOM para manter a lista de componentes coerente com a placa revisada.

Use a referência como ponto de partida

Compare os três documentos

O DRC pode aprovar cobre e espaçamentos, mas não confirma que a lista de componentes descreve exatamente a placa revisada. Faça uma conferência por referência: para cada posição relevante, compare o componente no esquemático, o footprint colocado no layout e a linha da BOM da mesma versão.

A referência é o elo principal: R7 no layout deve corresponder a R7 no esquemático e à entrada que representa R7 na BOM. Depois confirme os dados que podem divergir: valor, código da peça, encapsulamento/footprint, quantidade e condição de montagem.

A mesma referência nos três registros

Diagrama mostrando uma mesma referência conectando esquemático, footprint no layout e linha da BOM.

A conferência busca coerência entre os três registros da mesma revisão, não apenas semelhança visual.

Verifique os campos que importam

Reconcilie a causa, não só a lista

Ao encontrar uma diferença, determine qual informação representa a intenção correta antes de editar qualquer arquivo. Uma substituição aprovada no projeto, por exemplo, deve aparecer nos documentos de origem adequados; atualizar somente uma lista antiga cria uma falsa impressão de consistência.

Depois de reconciliar a mudança, atualize a placa a partir do esquemático quando aplicável e gere ou atualize a BOM. Se a alteração afetar footprint, pinagem, redes ou geometria, repita as verificações impactadas — inclusive preenchimento de zonas, DRC e inspeção manual.

O que comparar

Exemplo de conferência curta para uma mesma versão do projeto.

Uma divergência em qualquer coluna merece investigação antes de concluir a revisão.
ReferênciaEsquemáticoLayoutBOMResultado
R710 kΩ, 0603Footprint 060310 kΩCoerente
C41 µF, 0603Footprint 0603100 nFDivergência de valor
J1Conector 3 viasFootprint 3 viasConector 2 viasDivergência de peça
TP1Ponto de testePad de testeSem peça físicaCoerente

Interprete exceções corretamente

Separe peça física de posição elétrica

Nem toda referência representa uma peça a comprar ou montar. Uma posição marcada como não montada deve manter essa condição coerente entre os registros. Da mesma forma, um ponto de teste pode ser apenas um pad no cobre, sem componente físico na BOM.

Não trate essas situações como ausência automática. Confirme a finalidade e a condição de montagem registradas para a referência.

Dica

Atenção ao agrupamento

Uma BOM pode agrupar referências de peças idênticas, mas a conferência ainda precisa permitir identificar cada referência incluída. Confira também se a quantidade reflete as posições efetivamente montadas na versão revisada.

Pratique uma reconciliação curta

Localize a divergência

Na revisão, R7 aparece como 10 kΩ no esquemático e no footprint do layout, mas a BOM registra 100 kΩ. Complete com o valor divergente registrado na BOM:

Declare a ação necessária

Em uma ou duas frases, indique qual divergência foi encontrada em R7 e quais documentos você atualizaria antes de encerrar a revisão. Considere que 10 kΩ é o valor intencional.

Escreva pelo menos 60 caracteres (0/60).

Passo 8 de 8

Concluir a revisão e declarar seus limites

Conclua a revisão com registros claros, tratando pendências reais e separando verificações digitais de validações que exigem hardware.

1. Fechar o ciclo de revisão

Fechamento da revisão no computador

Uma conclusão confiável não é apenas “DRC sem erros”. Antes de encerrar, confirme a mesma versão do esquemático, da placa e da BOM; atualize as zonas; execute novamente o DRC; revise ocorrências ativas e excluídas; e conclua as inspeções de orientação, acesso e montagem.

Registre o que foi verificado, o que foi corrigido e o que continua pendente. Se uma pendência puder afetar fabricação, montagem, conexão ou medição, ela impede uma conclusão sem ressalvas.

Fluxo visual separando as verificações feitas no projeto digital das evidências que ainda exigem uma placa física.

DRC e inspeção no layout produzem evidências sobre o projeto. Eles não substituem observações e medições em hardware.

2. Julgar as evidências, não só a contagem

Caso: placa de interface revisada

Considere este recorte de uma revisão final. Todos os dados abaixo pertencem à mesma versão identificada do projeto.

Use os fatos do caso para decidir se a revisão pode ser concluída e com quais ressalvas.

Evidências registradas no caso
ÁreaResultado observadoSituação
SincronizaçãoEsquemático e placa atualizados; zonas preenchidas e placa salva.Concluída
DRC0 erros e 0 avisos ativos.Concluída
ExclusõesHá uma exclusão para cobre próximo à borda. A distância medida é 0,12 mm; a regra de fabricação adotada exige 0,25 mm. A exclusão não tem justificativa técnica.Pendente
AcessoO corpo do plugue de J1 encosta na área ocupada por C7; o conector não poderá ser inserido.Pendente
OrientaçãoPino 1 de U1, polaridade de D1 e lado de encaixe de J1 foram confrontados com a documentação.Concluída
BOMR5 aparece como montado na BOM, mas a posição está marcada como não montada no esquemático e no layout.Pendente
Placa físicaAinda não foi fabricada nem medida.Não verificado

Dica

Como interpretar o caso

A contagem limpa do DRC não torna aceitáveis uma exclusão sem fundamento, uma interferência de conector ou documentos inconsistentes. Neste caso, é preciso corrigir ou justificar tecnicamente a proximidade da borda, reposicionar C7 ou mudar J1, reconciliar a condição de R5 nos documentos de origem e então atualizar zonas e repetir as verificações afetadas.

3. Emitir uma conclusão proporcional

Aplicação final

Redija uma conclusão curta para o caso apresentado. Inclua: as pendências que impedem encerrar a revisão; as correções e verificações que devem ocorrer depois delas; e pelo menos duas evidências que continuam dependendo de uma placa física.

Não trate “0 erros ativos no DRC” como prova de funcionamento.

Escreva pelo menos 250 caracteres (0/250).

4. Conclusão

Resumo

Síntese da revisão

  • Finalize somente com esquemático, placa e BOM da mesma versão, zonas atualizadas e DRC reexecutado.
  • Investigue ocorrências excluídas: uma exclusão sem justificativa não é evidência de que a condição seja aceitável.
  • Registre correções, justificativas específicas e pendências que bloqueiam a conclusão.
  • DRC e inspeção digital verificam apenas o que as regras, os dados e as revisões habilitadas conseguem cobrir.
  • Uma placa revisada no computador não comprova funcionamento, interferência, aquecimento, fabricação ou montagem.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Revisão da placa com DRC e inspeção física

Revisão concluída. Você agora consegue encerrar uma revisão de layout com evidências proporcionais, sem confundir um DRC limpo com validação da placa física.

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