
Passo 1 de 8
Estruturar o dossiê para consulta
Organize um conjunto local de documentos para que requisitos, decisões, implementação, procedimentos e registros possam ser encontrados e avaliados sem depender de arquivos externos.
Trilha de aprendizado · Nível 15 · Tutorial 11
Organizar um dossiê local que permita reproduzir e avaliar o projeto, separando resultados medidos, previsões, verificações de ferramentas e requisitos ainda não demonstrados.
Estruturar o dossiê para consulta
Organize um conjunto local de documentos para que requisitos, decisões, implementação, procedimentos e registros possam ser encontrados e avaliados sem depender de arquivos externos. 2 min
Identificar a configuração de cada resultado
Associe cada resultado às versões e parâmetros que realmente o produziram, preservando as referências históricas do dossiê. 2 min
Classificar o que cada evidência demonstra
Classifique a origem das evidências e limite cada conclusão à montagem, às condições e à parte da cadeia realmente avaliadas. 3 min
Ligar requisitos, decisões e evidências
Construa uma matriz de rastreabilidade que conecte requisito, decisão, artefato, procedimento, evidência e conclusão, preservando limites e lacunas de cobertura. 3 min
Tornar os resultados reproduzíveis
Organize cada evidência como um pacote consultável, com origem, procedimento, dados, tratamento, resultado e limitações explícitas. 3 min
Documentar divergências e correções
Registre divergências de modo que resultados antigos, hipóteses, alterações e pendências continuem rastreáveis. 2 min
Selecionar a regressão pelo impacto da mudança
Selecione testes de confirmação e regressão a partir do impacto de uma alteração, mantendo resultados executados separados de planos e pendências. 3 min
Concluir a validação sem extrapolar as evidências
Revise o dossiê local e produza uma conclusão de validação delimitada por configuração, evidências, limitações e pendências. 3 min

Passo 1 de 8
Organize um conjunto local de documentos para que requisitos, decisões, implementação, procedimentos e registros possam ser encontrados e avaliados sem depender de arquivos externos.
Um dossiê técnico não é uma pasta cheia de arquivos. É um conjunto coerente que permite responder: qual requisito está sendo avaliado, qual documento descreve a solução e onde está o registro que a sustenta?
Para o monitor de temperatura didático, o dossiê reúne o que já foi produzido ao longo do projeto: requisitos, arquitetura, cálculos, esquemático, lista de componentes, firmware, layout, procedimentos e registros de ensaio. Cada documento precisa ter uma finalidade clara e ser localizável dentro do próprio conjunto.

A organização deve seguir a finalidade dos registros, para que uma avaliação não dependa de lembrar o nome ou o local original de cada arquivo.
Uma estrutura local simples pode separar os documentos por finalidade. Os nomes são apenas um exemplo; adapte-os ao seu projeto, mas mantenha a separação compreensível.
01_requisitos_arquitetura/: requisitos mensuráveis e diagrama de blocos.02_decisoes_calculos/: justificativas, orçamento de consumo, erro e incerteza.03_esquematico_bom/: esquemático e lista de componentes.04_firmware_layout/: código-fonte e documentos do layout.05_procedimentos_evidencias/: roteiros de ensaio, tabelas de leituras e registros.06_pendencias_conclusao/: lacunas conhecidas e síntese de validação.Essa divisão não afirma que algo foi validado; ela apenas torna possível encontrá-lo e avaliá-lo depois.
Um índice pode ser um arquivo de texto, documento ou planilha salvo na raiz do dossiê. Ele é o ponto de entrada: informa onde procurar, para que serve cada item e o que ainda está ausente.
Não é necessário fabricar a placa para fazer esta organização. Para este monitor didático, por exemplo, o layout pode existir como documento de projeto, enquanto a montagem em protoboard e seus registros ficam associados aos ensaios que realmente foram feitos.
Exemplo
Exemplo de conteúdo para INDICE.md:
Dossiê — monitor de temperatura didático
01_requisitos_arquitetura/
requisitos.md — critérios mensuráveis do monitor
arquitetura.pdf — blocos e interfaces
02_decisoes_calculos/
orcamento_erro.xlsx — contribuições estimadas
decisoes.md — escolhas e limites conhecidos
03_esquematico_bom/
monitor.kicad_sch — esquemático
bom.csv — peças previstas
04_firmware_layout/
monitor.ino — firmware
monitor.kicad_pcb — layout projetado
05_procedimentos_evidencias/
ensaio_temperatura.md — procedimento executado
leituras_ambiente.csv — dados brutos
06_pendencias_conclusao/
pendencias.md — itens sem demonstraçãoUm índice útil também aponta ausências: se não houver registro de ensaio, declare isso em vez de deixar a lacuna ambígua.
No seu computador, crie uma pasta para o dossiê e, dentro dela, as seis pastas do exemplo. Em seguida, crie um arquivo chamado INDICE.md ou indice.txt na raiz.
Você pode listar documentos próprios já existentes. Se ainda não tiver registros suficientes, use o caso fictício do exemplo somente para treinar a organização e marque-o como fictício. Dados fictícios ilustram um formato de registro; eles não comprovam o funcionamento do seu projeto.
Evite referências que só façam sentido fora do conjunto, como “arquivo na área de trabalho de alguém”. Quem consultar o dossiê deve conseguir seguir os caminhos a partir de sua pasta raiz.
Associe cada documento à pasta cuja finalidade permite encontrá-lo mais facilmente.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 2 de 8
Associe cada resultado às versões e parâmetros que realmente o produziram, preservando as referências históricas do dossiê.
Uma leitura, cálculo, relatório de ERC/DRC ou ensaio não pertence simplesmente ao “projeto”. Ele pertence à configuração de referência que estava em uso quando foi produzido.
Registre uma configuração como um conjunto identificável e compatível: montagem física, revisão do esquemático, BOM, layout, firmware e parâmetros relevantes. Assim, quem consulta o dossiê sabe exatamente o que foi analisado ou ensaiado — e não infere que o resultado vale para arquivos posteriores.
Exemplo: uma medição feita na protoboard com HW-PROT-01, firmware FW-1.2.0 e ganho configurado como 5,7 não demonstra o comportamento de uma placa PCB-R02 ainda não montada.

A configuração reúne os artefatos e condições que efetivamente originaram um resultado.
Use uma ficha curta para cada configuração analisada ou ensaiada. Ela não substitui os arquivos; funciona como a chave que os relaciona.
Para o monitor de temperatura didático, uma ficha pode identificar a montagem usada e as revisões exatas dos documentos. Inclua também parâmetros que alterem o comportamento, como ganho, referência do ADC, período de aquisição e condições de compilação.
Ferramentas entram no registro quando podem afetar a interpretação ou a reprodução: versão do editor, biblioteca do componente, compilador/placa selecionada, opções de compilação e conjunto de regras usado em ERC ou DRC. Não é necessário inventariar programas sem relação com o resultado.
Exemplo de configuração associada a um ensaio de leitura de temperatura.
| Elemento | Identificação registrada |
|---|---|
| Montagem física | Protoboard MON-PB-01 |
| Esquemático | SCH-R03 |
| BOM | BOM-R03 |
| Layout | PCB-R02; não montado |
| Firmware | FW-1.2.0; perfil MED-5V |
| Parâmetros | ADC 5,00 V; ganho 5,7; 500 ms |
| Ferramentas | IDE 2.3; biblioteca MCP6002 rev. local |
| Verificações | ERC: regras ERC-PADRAO-01 |
A pasta pode conter um firmware mais novo, mas a evidência continua ligada ao firmware que a originou. “Atual” não significa “aplicável ao resultado anterior”.
Preserve os arquivos ou cópias identificadas que sustentam uma evidência. Ao mudar algo, crie uma nova revisão e anote a alteração. Uma estrutura local simples já resolve:
configuracoes/CFG-ENSAIO-01.txtfirmware/FW-1.2.0/firmware/FW-1.3.0/evidencias/ENSAIO-TEMP-01/Evite substituir FW-1.2.0 pelo conteúdo de FW-1.3.0 mantendo o mesmo nome. Isso quebra a ligação entre resultado e origem. Uma tabela de alterações pode complementar as pastas; não é obrigatório usar controle de versões.
Exemplo
Caso: ENSAIO-TEMP-01 registrou erro de 0,4 °C usando FW-1.2.0. Depois, foi criada a versão FW-1.3.0, que altera a filtragem.
A ação correta é manter a evidência ligada a FW-1.2.0 e registrar FW-1.3.0 como uma nova configuração candidata. O ensaio anterior não passa a comprovar automaticamente a versão nova.
Um relatório de ensaio foi feito na protoboard MON-PB-01, com esquemático SCH-R03 e firmware FW-1.2.0. Depois foi salvo FW-1.3.0, alterando o filtro digital. Qual registro é tecnicamente correto para o relatório já existente?
Escolha a melhor ação.

Passo 3 de 8
Classifique a origem das evidências e limite cada conclusão à montagem, às condições e à parte da cadeia realmente avaliadas.
Uma evidência deve trazer dois rótulos independentes:
Use quatro situações explícitas:
“Não verificado” não significa que o requisito falhou, nem que provavelmente atende. Significa apenas que o dossiê não permite concluir.

Classifique a origem e escreva, ao lado, a afirmação específica que o registro sustenta.
Exemplo
Considere a configuração de referência já identificada do monitor didático. Os registros abaixo não têm o mesmo poder de demonstração.
Atenção
Não transforme o tipo de registro em veredito automático. Uma medição pode ficar fora do limite; um cálculo pode prever conformidade sob hipóteses que ainda precisam ser confirmadas; um DRC sem violações só informa o resultado das regras configuradas e executadas.
A coluna “o que sustenta” é deliberadamente mais restrita que uma conclusão global sobre o projeto.
| Registro | Origem | O que sustenta |
|---|---|---|
| 23,8 °C indicado; referência 24,1 °C em bancada | Medição | Erro observado nessa montagem e condição |
| Orçamento estima consumo máximo de 72 mA | Cálculo/previsão | Previsão condicionada aos valores e hipóteses adotados |
| DRC da revisão PCB-R2 sem violações | Ferramenta | Conformidade com as regras DRC executadas em PCB-R2 |
| Placa PCB-R2 sem ensaio elétrico | Não verificado | Desempenho elétrico da placa permanece sem demonstração |
O alcance também depende do objeto ensaiado. Uma leitura na protoboard pertence à protoboard, com seus componentes, fiação, alimentação e firmware identificados. Ela não se transfere automaticamente para uma placa cujo layout foi apenas revisado por DRC.
Da mesma forma, injetar uma tensão conhecida na entrada do ADC pode demonstrar parte do condicionamento e da aquisição, mas não demonstra por si só a medição física de temperatura pelo sensor.

Uma evidência cobre apenas a montagem e a parte da cadeia efetivamente avaliadas.
Atenção
Fotos, renderizações e imagens ilustrativas ajudam a comunicar a montagem ou o procedimento, mas não substituem leituras brutas, condições, instrumentos e regra de decisão. Sem esses registros, a imagem não comprova desempenho.
Associe cada registro à afirmação que ele sustenta diretamente.
Atenção
A evidência vale somente dentro do escopo indicado na associação. Para concluir atendimento a um requisito, ainda seria necessário comparar o resultado ou a previsão com o critério aplicável e suas condições.
Faça as correspondências.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 4 de 8
Construa uma matriz de rastreabilidade que conecte requisito, decisão, artefato, procedimento, evidência e conclusão, preservando limites e lacunas de cobertura.
Uma matriz de verificação fica mais útil quando cada requisito aponta para uma cadeia consultável:
requisito → decisão → artefato e revisão → procedimento → evidência → conclusão.
Os elos respondem a perguntas diferentes: o requisito define o que avaliar; a decisão explica a escolha; o artefato mostra o que foi implementado; o procedimento define como avaliar; a evidência registra o que ocorreu; e a conclusão compara a evidência com o critério, dentro do escopo aplicável.
Use identificadores e caminhos locais específicos. Assim, quem consulta o dossiê consegue partir de um requisito até sua sustentação ou começar por uma evidência e descobrir quais conclusões dependem dela. A cadeia não amplia o alcance de um registro: a conclusão continua limitada à configuração e às condições efetivamente avaliadas.

Cada elo referencia registros locais identificados; consultar a cadeia nos dois sentidos revela tanto a sustentação quanto o impacto de cada documento.
A justificativa de projeto explica por que uma escolha parece adequada. Registre de modo conciso:
A comprovação de atendimento, por outro lado, depende de evidência aplicável, configuração identificada, procedimento e regra de decisão. Uma escolha bem fundamentada ainda pode exigir ensaio. Por exemplo, registrar o fator de ganho usado na conversão pode tornar a implementação coerente com a configuração, mas não transforma automaticamente um requisito de erro em “atendido”.
O registro da decisão e a evidência de verificação devem permanecer ligados, mas não devem ser confundidos.
Exemplo de uma linha ampliada da matriz local para o requisito de erro. Este é um caso independente, identificado como EV-RES-04; não é o caso EV-07 apresentado depois no tutorial.
| Elo | Registro local | Função na cadeia |
|---|---|---|
| Requisito | RQ-03: erro absoluto até 1,0 °C | Critério a avaliar |
| Decisão | DEC-03: identificar o fator de ganho na conversão | Explica uma escolha da implementação |
| Artefato | FW-1.3 | Implementação da configuração analisada |
| Procedimento | PROC-TEMP-02 | Define o ensaio de temperatura |
| Evidência | EV-RES-04, CFG-TRC-01 / FW-1.3 | Resume diferença média de +0,6 °C |
| Conclusão | Inconclusivo a partir do resumo | A média não demonstra o maior erro absoluto nem o intervalo frente ao limite |
Exemplo
Justificativa de DEC-03 (exemplo fictício):
Necessidade: converter a leitura da cadeia para temperatura com o ganho de condicionamento considerado. Alternativas: manter um fator fixo não documentado ou registrar o fator correspondente à configuração. Seleção: usar e identificar o fator de ganho no firmware, para manter a conversão coerente com os artefatos da configuração. Margem: comparar o resultado com o limite de 1,0 °C de RQ-03. Limitação: a decisão não demonstra o erro real; a configuração precisa ser ensaiada segundo PROC-TEMP-02.
A justificativa explica a escolha. Para sustentar RQ-03, EV-RES-04 também precisaria permitir verificar os erros absolutos aplicáveis — por exemplo, as leituras individuais e o maior erro absoluto, ou o intervalo de resultado usado na decisão. A média de +0,6 °C, sozinha, não basta para esse critério.
Partindo de RQ-03, siga os vínculos até a evidência para revisar a sustentação da conclusão. Partindo de EV-RES-04, percorra o caminho inverso para identificar quais requisitos e conclusões usam esse resultado. Se uma evidência tiver escopo insuficiente, você saberá o que precisa ser reavaliado.
Não complete uma cadeia por inferência. Registre o estado apropriado:
Esses estados não são falhas a esconder. Eles tornam os limites do dossiê visíveis e evitam que uma previsão, uma decisão bem escrita ou uma evidência de outro escopo seja usada como comprovação indevida.
Verdadeiro ou falso: uma justificativa de projeto bem escrita, por si só, é suficiente para concluir que o requisito foi atendido.
Caso fictício: o requisito REQ-LED-03 diz: “o LED deve ficar aceso acima do limiar definido e apagado abaixo dele, na configuração de referência”. A decisão DEC-11 escolheu comparar o valor convertido no firmware. O artefato é FW-1.2, revisão A. Existe o procedimento PROC-06, com entradas simuladas abaixo e acima do limiar.
No ponto acima do limiar, o registro EV-LED-11 informa: “saída que aciona o LED medida em 4,96 V; LED observado aceso”. Não há registro do ponto abaixo do limiar.
Escreva uma entrada curta de rastreabilidade contendo: justificativa resumida da decisão; artefato; procedimento e evidência aplicável; conclusão adequada; e lacuna declarada. Não invente um resultado para o ponto ausente.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).

Passo 5 de 8
Organize cada evidência como um pacote consultável, com origem, procedimento, dados, tratamento, resultado e limitações explícitas.
Um pacote de evidência reproduzível não é apenas o valor final de um ensaio. Ele permite que outra pessoa localize a configuração usada, entenda o que foi feito e confira como os dados levaram à conclusão.
Para cada resultado, reúna no dossiê local:
O pacote pode usar arquivos de texto, tabelas e planilhas locais. Uma foto própria pode complementar a descrição da montagem, mas não substitui condições de ensaio, leituras numéricas ou o procedimento.

O resultado é auditável quando seu caminho até os registros originais pode ser seguido.
Use caminhos relativos ao diretório-raiz do dossiê. Assim, a consulta não depende de uma pasta pessoal ou de uma máquina específica.
Exemplo de estrutura local para um ensaio de temperatura em protoboard:
Todos os caminhos partem da pasta dossie/. O arquivo de evidência aponta para documentos internos e identifica o que ainda não existe ou não foi informado.
| Item | Caminho relativo | Função |
|---|---|---|
| Configuração | configuracoes/CFG-PTB-01.md | Montagem e firmware usados |
| Procedimento | procedimentos/PROC-TEMP-02.md | Passos e condições |
| Dados brutos | evidencias/EV-07/brutos.csv | Leituras na ordem obtida |
| Tratamento | evidencias/EV-07/tratamento.ods | Cálculos e exclusões |
| Resultado | evidencias/EV-07/resultado.md | Valor, critério e situação |
| Limitações | evidencias/EV-07/limitacoes.md | Lacunas e alcance |
Exemplo
Considere este registro fictício de um ensaio identificado como EV-07:
Configuração: CFG-PTB-01, montagem em protoboard e firmware FW-1.3. O procedimento PROC-TEMP-02 foi seguido em bancada a 24 °C. Foram feitas cinco leituras do valor mostrado pelo monitor e de uma referência externa. Os valores foram copiados parabrutos.csv. A média da diferença foi calculada emtratamento.ods: +0,6 °C. O critério do requisito RQ-03 é erro absoluto de até 1,0 °C nas condições ensaiadas. Resultado: dentro do critério.
O registro é útil, mas ainda não autoriza inventar detalhes ausentes. A configuração identifica a protoboard: ela não demonstra automaticamente o desempenho de uma placa que esteja apenas projetada.
Atenção
No arquivo limitacoes.md, registre separadamente fatos que restringem a interpretação:
Não complete por suposição a faixa do instrumento, a data de calibração, a precisão ou condições ambientais que não foram anotadas. “Não informado” e “não alcançado” são dados relevantes para quem avalia o pacote.
No caso EV-07, qual informação deve permanecer explicitamente como não disponível, em vez de ser deduzida ou preenchida por suposição?
| Informação | Situação no registro |
|---|---|
| Configuração usada | CFG-PTB-01 identificada |
| Condição de bancada | 24 °C registrada |
| Dados originais | Cinco leituras em brutos.csv |
| Calibração da referência externa | Certificado ou informação ausente |
Complete: A informação que deve permanecer declarada como ausente é a __ da referência externa.

Passo 6 de 8
Registre divergências de modo que resultados antigos, hipóteses, alterações e pendências continuem rastreáveis.
Quando uma previsão e uma medição divergem, crie um registro próprio e preserve os dois lados da comparação. O registro deve apontar a configuração, as condições e os pacotes de evidência usados em cada resultado.
Não basta escrever “valor incorreto”: informe o que foi previsto, o que foi observado, em quais condições e a quais versões esses dados se aplicam. Assim, outra pessoa consegue verificar se a comparação é válida e localizar os dados originais.

Compare apenas resultados cuja configuração e condições estejam identificadas.
Um registro de divergência pode seguir esta sequência:
A hipótese não vira causa confirmada porque parece plausível. E uma ação corretiva implementada não comprova, por si só, que o comportamento foi corrigido.
Exemplo
Na configuração MNT-PB-01 / FW-1.2, o cálculo previa 25,0 °C para uma entrada equivalente a 0,750 V. No ensaio EV-07, com a mesma entrada, foram obtidos 26,1 °C. Os dados brutos e o cálculo ficam preservados, mesmo depois de qualquer mudança.
O registro não deve substituir o cálculo antigo nem editar a medição para “bater”. Ele deve ligar a divergência aos arquivos e às revisões que a originaram.
| Campo | Registro conciso do caso |
|---|---|
| Observação | EV-07 indicou 26,1 °C; previsão CAL-03 era 25,0 °C para 0,750 V. |
| Hipótese de causa | Conversão no firmware pode estar usando ganho diferente do cálculo. |
| Causa confirmada | Ainda não confirmada. |
| Ação corretiva | Ajustado o fator de ganho em conversao.cpp, revisão FW-1.3. |
| Artefatos e requisitos afetados | FW-1.3; requisito RQ-MED-02 de erro de indicação. |
| Situação atual | Alteração implementada; pendente repetir a evidência comparável na configuração FW-1.3. |
| Campo | Registro conciso do caso |
|---|---|
| Observação | EV-07 indicou 26,1 °C; previsão CAL-03 era 25,0 °C para 0,750 V. |
| Hipótese de causa | Conversão no firmware pode estar usando ganho diferente do cálculo. |
| Causa confirmada | Ainda não confirmada. |
| Ação corretiva | Ajustado o fator de ganho em conversao.cpp, revisão FW-1.3. |
| Artefatos e requisitos afetados | FW-1.3; requisito RQ-MED-02 de erro de indicação. |
| Situação atual | Alteração implementada; pendente repetir evidência comparável na configuração FW-1.3. |
Uma medição anterior pertence à configuração que foi ensaiada. Se o firmware, o esquemático, a montagem ou um parâmetro mudou, identifique a nova revisão em vez de reaproveitar automaticamente a conclusão antiga.
Ao registrar uma correção, ligue-a aos artefatos modificados e aos requisitos que podem depender deles. Isso não exige decidir agora todos os ensaios posteriores: basta tornar o impacto consultável e declarar a comprovação que ainda falta.
Dica
Evite estes atalhos:
Prefira: manter as referências antigas, registrar a revisão nova, declarar os requisitos potencialmente afetados e indicar claramente o estado como pendente de comprovação quando ainda não houver resultado compatível.
Você atualizou o firmware de FW-1.2 para FW-1.3 após observar uma indicação de temperatura 1,1 °C acima da previsão. A hipótese é que o fator de ganho usado na conversão estava incorreto. O cálculo CAL-03 e o ensaio EV-07 pertencem à FW-1.2; nenhuma medição foi repetida após a mudança.
Redija um registro curto com: observação, hipótese, ação corretiva, artefato/requisito afetado e situação atual. Não transforme a hipótese em causa confirmada nem encerre a pendência.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).

Passo 7 de 8
Selecione testes de confirmação e regressão a partir do impacto de uma alteração, mantendo resultados executados separados de planos e pendências.
Uma alteração não pede automaticamente “todos os testes”. Ela pede uma análise de impacto registrada.
Separe dois conjuntos:
Os dois conjuntos podem compartilhar um procedimento, mas têm objetivos diferentes. Uma correção no filtro, por exemplo, pode precisar ser confirmada na resposta filtrada e também exigir regressão de atualização e indicação, se essas funções dependem do valor filtrado.

A confirmação mira a divergência original; a regressão percorre dependências até requisitos e evidências que podem deixar de ser aplicáveis.
Dica
Não trate um plano como resultado. Enquanto os ensaios selecionados não forem executados e registrados na configuração-alvo, seu estado é planejado ou pendente, não “aprovado”.
Parta do artefato alterado e siga as ligações já registradas: bloco ou recurso compartilhado → requisito dependente → procedimento e evidência anteriores. Inclua um ensaio quando a mudança puder alterar seu resultado ou invalidar a aplicabilidade da evidência anterior.
Exclua um ensaio somente com justificativa: ausência de caminho conhecido, configuração sem alteração relevante ou impacto analisado e delimitado. Se o alcance não puder ser delimitado, amplie a regressão em vez de supor que não houve efeito.
Exemplo
Exemplo: o firmware do monitor teve o parâmetro do filtro de temperatura alterado para reduzir oscilações na leitura exibida. A configuração-alvo deve identificar a revisão de firmware e a montagem a que os testes se aplicam.
Registre a seleção antes da execução. Os nomes dos requisitos e procedimentos abaixo são exemplos de um dossiê local.
| Item | Motivo | Configuração-alvo | Estado |
|---|---|---|---|
| Confirmar resposta filtrada | É a divergência corrigida | Montagem M1 + FW r18 | Planejado |
| Atualização ≤ 1 s | Valor filtrado integra o ciclo de atualização | Montagem M1 + FW r18 | Planejado |
| LED no limiar | Indicação usa a temperatura filtrada | Montagem M1 + FW r18 | Planejado |
| Consumo de alimentação | Sem caminho conhecido; manter justificativa | Montagem M1 + FW r18 | Excluído, justificado |
Após mudar um parâmetro de filtragem, a oscilação da leitura diminuiu em uma simulação com dados registrados. No projeto, o valor filtrado alimenta a atualização exibida, o limiar do LED e a detecção de dado inválido. Qual é a seleção mais defensável?
O plano de regressão deve registrar, para cada teste: alteração analisada, requisito ou função coberta, motivo de inclusão ou exclusão, configuração-alvo, procedimento a usar e estado. Após executar, acrescente a referência da evidência e o resultado; não substitua o registro anterior.
Mudança de ganho, temporização ou montagem pode alterar caminhos diferentes. Use a mesma lógica: confirme a divergência e percorra as dependências conhecidas. Não é necessário energizar novamente o circuito para elaborar este plano.
Atenção
Condições potencialmente destrutivas continuam fora da prática física. Se uma alteração puder afetar esse tipo de condição, registre a necessidade de reavaliar a análise, os cálculos ou o procedimento seguro já definido; não provoque curto, inversão, sobrecarga ou subtensão instável para “completar” a regressão.
Considere esta alteração: a revisão de firmware mudou o intervalo de execução da tarefa de aquisição de 500 ms para 250 ms. A tarefa também agenda a atualização do LED e envia diagnósticos pela UART.
Escreva um plano curto: indique um teste de confirmação, dois ou mais testes de regressão, uma possível exclusão justificada e o estado correto dos itens antes da execução.
Escreva pelo menos 240 caracteres (0/240).

Passo 8 de 8
Revise o dossiê local e produza uma conclusão de validação delimitada por configuração, evidências, limitações e pendências.
Antes de concluir, faça uma revisão de navegabilidade do dossiê local. A pergunta não é “há muitos arquivos?”, mas “uma pessoa consegue seguir uma afirmação até sua sustentação?”.
Confira cinco pontos:
Se um resultado não permite encontrar sua configuração ou seus dados de origem, ele não sustenta sozinho uma conclusão de validação.

A conclusão só é tão defensável quanto a cadeia que permite consultar sua origem.
Uma conclusão deve declarar o escopo, e não apenas uma frase de aprovação. Ela informa a qual configuração se aplica, quais condições e métodos foram efetivamente usados e que tipo de evidência sustenta cada resultado.
Use estados distintos:
Uma previsão por cálculo pode justificar uma expectativa condicionada às hipóteses. Uma medição sustenta apenas a configuração e as condições medidas. Uma verificação por ERC ou DRC sustenta somente as regras executadas. Nenhuma dessas evidências deve receber um alcance maior do que o seu registro permite.
Exemplo
Exemplo fictício de síntese para o monitor didático:
“Para a configuração M-02 / esquemático Rev. B / firmware 1.3, a atualização da indicação foi atendida no escopo ensaiado, com base em medições registradas em evidencias/tempo_M02.csv, segundo o procedimento P-03. O erro de temperatura entre 22 °C e 30 °C permanece inconclusivo, pois o intervalo de resultado cruza o limite do requisito. A margem de consumo é uma previsão calculada a partir do orçamento; não foi medida nesta configuração. O ERC foi executado sem erros na revisão B, o que registra somente a verificação das regras elétricas configuradas.
A placa Rev. B não foi fabricada nem ensaiada: resultados da protoboard não são transferidos para ela. A regressão após a mudança de filtragem está planejada, mas ainda não executada. Este é um projeto didático de baixa tensão; o dossiê não o certifica nem o qualifica para função de proteção ou aplicação crítica.”
No exemplo fictício, qual estado é adequado para o requisito de erro de temperatura?
| Estado | Justificativa no caso fictício |
|---|---|
| Atendido | A atualização foi medida e comparada ao critério. |
| Não atendido | Não há evidência desse estado no exemplo. |
| Inconclusivo | O intervalo do resultado cruza o limite. |
| Não verificado | A placa Rev. B não foi ensaiada. |
Faça a aplicação final no seu computador e, em seguida, escreva uma conclusão curta aqui. Primeiro, atualize o índice local e confira se os cinco conjuntos documentais da revisão final podem ser localizados. Não envie arquivos: use o relato para verificar se sua conclusão tem limites claros.
Sua resposta deve incluir:
Não declare certificado, seguro para aplicação crítica ou validado fora das condições registradas.
Escreva pelo menos 280 caracteres (0/280).
| Elemento | O que precisa estar explícito |
|---|---|
| Configuração | Versões e montagem às quais o resultado se aplica. |
| Evidência | Origem, condições, procedimento e caminho de consulta. |
| Conclusão | Atendido, não atendido, inconclusivo ou não verificado. |
| Limites | Condições ausentes, hipóteses e transferência que não pode ser feita. |
| Pendências | Ensaios, regressões ou artefatos ainda necessários. |
| Princípio | Aplicação |
|---|---|
| Rastreabilidade | Cada afirmação deve levar ao requisito, à configuração e à evidência. |
| Escopo | Valide somente o que as condições registradas demonstram. |
| Origem | Medição, cálculo e ferramenta têm alcances diferentes. |
| Histórico | Preserve divergências, correções e regressões pendentes. |
| Encerramento | O dossiê didático não equivale a certificação de produto. |
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