
Passo 1 de 9
Do requisito à evidência de ensaio
Estruture uma matriz de verificação para ligar requisitos do monitor a procedimentos, condições, instrumentos, evidências e regras de decisão.
Trilha de aprendizado · Nível 15 · Tutorial 9
Executar ou analisar ensaios vinculados aos requisitos e decidir o que as evidências permitem aprovar, reprovar ou manter inconclusivo.
Do requisito à evidência de ensaio
Estruture uma matriz de verificação para ligar requisitos do monitor a procedimentos, condições, instrumentos, evidências e regras de decisão. 2 min
Escolha dos pontos e limites da cobertura
Selecione pontos de ensaio realizáveis e delimite as condições que a evidência ainda não cobre. 2 min
Regra de decisão e margem de aceitação
Classifique resultados a partir de intervalos de incerteza e estabeleça uma margem de aceitação antes do ensaio. 4 min
Registros que permitem repetir e interpretar
Organize registros de ensaio com contexto, leituras brutas, tratamento, incerteza e decisão separados. 2 min
Alimentação e consumo em operação normal
Avalie tensão e consumo nos modos normais, preservando as condições de cada leitura e os limites de observação do instrumento. 2 min
Verificação elétrica sem atribuir resultados ao sensor
Analisar a verificação elétrica da cadeia de medição com tensões substitutas e limitar corretamente a conclusão obtida. 3 min
Comparação física de temperatura
Compare o monitor a uma referência independente e limite a conclusão ao que as condições ensaiadas realmente demonstram. 3 min
Temporização e comportamento da saída
Verifique prazos e estados da indicação com eventos observáveis, incerteza temporal e conclusões limitadas à cobertura do ensaio. 3 min
Conclusão de conformidade sustentada por evidências
Produza uma conclusão de conformidade por requisito, justificando decisões e explicitando o que ainda não foi demonstrado. 4 min

Passo 1 de 9
Estruture uma matriz de verificação para ligar requisitos do monitor a procedimentos, condições, instrumentos, evidências e regras de decisão.
Um requisito só se torna verificável quando se define como observá-lo e qual registro sustentará a avaliação. A matriz de verificação liga, para cada requisito: procedimento, condições, instrumentos, evidência esperada e regra de decisão.
No monitor de temperatura de bancada, “apareceu uma temperatura” ou “o LED acendeu” apenas constata atividade. Isso não demonstra, por si só, que a alimentação está na faixa requerida, que a medição representa a temperatura física, que a atualização ocorre no prazo ou que o LED muda no limiar exigido.

A matriz evita que uma observação isolada seja tratada como evidência suficiente.
Uma matriz não é só uma lista de testes. Ela mostra por que uma observação é pertinente a um requisito e em quais condições ela vale. A regra de decisão deve ser declarada junto do planejamento; a classificação numérica dos resultados será tratada adiante.
Exemplo didático para o monitor. Cada linha conecta um requisito a uma evidência que outra pessoa poderia examinar.
| Requisito | Procedimento | Condições | Instrumento | Evidência preservada | Regra de decisão |
|---|---|---|---|---|---|
| Consumo no modo ativo | Medir a corrente total | LED aceso e UART ativa | Amperímetro ou medidor de corrente | Leituras e identificação do modo | Comparar o resultado ao limite declarado |
| Intervalo de publicação | Registrar instantes de mensagens | Operação normal definida | Registro temporal apropriado | Sequência de marcas de tempo | Comparar intervalos ao limite declarado |
Separe os ensaios pela pergunta que cada um responde. Uma evidência pode ser excelente para um requisito e irrelevante para outro.
Use esta separação ao iniciar a matriz. Os procedimentos detalhados e os critérios quantitativos serão desenvolvidos nas próximas etapas.
| Família | Pergunta vinculada | Evidência pertinente |
|---|---|---|
| Alimentação e consumo | A alimentação chega aos pontos relevantes? Quanto o conjunto consome no modo definido? | Tensão, corrente e condição de operação registradas |
| Desempenho da medição | A indicação representa adequadamente a grandeza física? | Leituras pareadas com referência e condições térmicas |
| Temporização | A leitura ou indicação ocorre no prazo exigido? | Sequência de instantes associada ao evento observado |
| Comportamento da saída | O LED assume o estado requerido perto do limiar? | Estado do LED, entrada aplicada e sentido de variação |
Associe cada requisito à evidência mais pertinente. Procure a evidência que permitiria avaliar o requisito, e não apenas confirmar que o monitor está ligado.
Associe cada requisito à evidência que o sustenta diretamente.
Toque em um item e depois no par correspondente.
O percurso principal deste tutorial usa casos didáticos completos, apresentados nas telas. Assim, você pode analisar requisitos, condições e evidências mesmo sem uma montagem disponível.
Se tiver o monitor já integrado, faça observações opcionais apenas com sua própria montagem e instrumentos. Registre a configuração real e considere ensaiadas somente as condições efetivamente observadas. Este é um monitor de bancada sem função de segurança: evidências de desempenho não autorizam uso em aplicações críticas.
Dica
Ao planejar um ensaio, complete a frase: “Para verificar [requisito], vou executar [procedimento] em [condições], usando [instrumentos ou dados], e preservarei [evidência] para aplicar a regra de decisão.”

Passo 2 de 9
Selecione pontos de ensaio realizáveis e delimite as condições que a evidência ainda não cobre.
Um requisito pode declarar uma faixa ampla, mas seu ensaio só pode cobrir as condições que você consegue produzir e caracterizar com segurança. Comece separando:
Para o monitor, não escolha temperaturas apenas porque são fáceis de repetir. Inclua pontos que revelem mudanças de comportamento: perto do limiar do LED, por exemplo, e nas bordas realmente alcançáveis da faixa.

Os pontos escolhidos representam apenas a região acessível; as regiões externas continuam sem verificação.
A seleção depende do requisito. Antes de definir pontos, fixe as condições normais relevantes: modo de operação, alimentação, carga, ambiente e estado da indicação ou comunicação.
Exemplo: uma leitura de consumo com LED desligado não cobre um requisito de consumo no modo em que o LED e a comunicação estão ativos. Da mesma forma, observar a indicação longe do limiar não cobre a transição perto do limiar.
A tabela mostra uma estratégia de cobertura. Os valores são apenas um modelo de planejamento: substitua-os pelos limites e recursos do seu projeto.
Plano ilustrativo para registrar a cobertura planejada.
| Aspecto | Pontos ou estados | Condições a registrar | Limite de cobertura |
|---|---|---|---|
| Medição de temperatura | Extremos acessíveis, intermediário | Alimentação, ambiente, estabilização | Faixa não alcançada |
| Indicação por LED | Abaixo e acima do limiar acessível | Alimentação e modo normal | Limiar fora da faixa acessível |
| Consumo | Modos normais selecionados | Tensão de alimentação, LED, comunicação | Picos sem instrumento adequado |
| Atualização | Sequência em modo normal | Configuração e carga de execução | Outros modos não observados |
A faixa especificada do monitor é maior que a faixa de temperatura que você consegue comparar com segurança. O LED possui um limiar dentro da região acessível. Qual plano produz a cobertura mais informativa?
Monte uma proposta curta para uma condição do seu monitor — medição, indicação, consumo ou atualização. Liste:
Não transforme ausência de evidência em aprovação: uma conclusão futura deve ficar restrita aos pontos e condições efetivamente cobertos.
Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 3 de 9
Classifique resultados a partir de intervalos de incerteza e estabeleça uma margem de aceitação antes do ensaio.
Para cada requisito, declare antes de coletar dados:
Depois do ensaio, se o resultado estimado é y, compare o intervalo [y − U, y + U] com a faixa permitida, sempre na mesma grandeza e unidade.
Para um requisito de erro, use o intervalo do erro estimado, e não o intervalo da temperatura indicada. A regra não pode ser escolhida depois de ver se o resultado ficou conveniente.

A posição do intervalo completo, não apenas do valor central, determina a decisão conservadora.
Exemplo
Com limites incluídos, a regra conservadora é:
“Inconclusivo” é uma conclusão sobre um ensaio que produziu evidência, mas não suficiente para aprovar nem para reprovar pela regra adotada. É diferente de não verificado: neste caso, faltou ensaio ou evidência adequada para aquela condição.
Considere o requisito de erro: −1,0 °C ≤ e ≤ +1,0 °C, com as duas fronteiras incluídas. A incerteza expandida previamente caracterizada para o ensaio é U = 0,2 °C.
A tabela aplica a regra ao intervalo do erro, [e − U, e + U].
Classifique pelo intervalo completo, não pela proximidade visual do valor central.
| Erro e (°C) | Intervalo (°C) | Decisão |
|---|---|---|
| +0,3 | [+0,1; +0,5] | Aprovado |
| +0,8 | [+0,6; +1,0] | Aprovado |
| +0,9 | [+0,7; +1,1] | Inconclusivo |
| +1,3 | [+1,1; +1,5] | Reprovado |
| −0,9 | [−1,1; −0,7] | Inconclusivo |
Exemplo
Se U já foi definida antes do ensaio, é possível comparar somente o valor central com uma faixa mais estreita. Para o requisito [L; H], os valores centrais aprováveis são:
[L + U; H − U]
No exemplo, a faixa de aceitação para e é [−0,8; +0,8] °C. Um erro de +0,8 °C é aprovado porque seu intervalo termina exatamente em +1,0 °C.
Isso é equivalente a exigir que o intervalo esteja contido no requisito. Não reduza novamente U ao interpretar o resultado: isso seria descontar a incerteza duas vezes.
A margem reduz o risco de falsa aceitação; ela não altera o requisito. Um valor central fora da faixa de aceitação pode ser inconclusivo, não automaticamente reprovado.
Dica
Para um limite unilateral, aplique a mesma lógica no lado especificado. Exemplo: requisito tempo ≤ 2,0 s, com U = 0,1 s. A aprovação exige y + U ≤ 2,0 s; portanto, o maior valor central aprovável é 1,9 s. Um resultado de 2,05 s ± 0,10 s é inconclusivo, pois o intervalo ainda intersecta a região permitida.
Associe cada situação à classificação correta, considerando limites incluídos.
Requisito: valor permitido de 10,0 V a 12,0 V. Associe cada intervalo à decisão.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Para o requisito de corrente −2,0 mA a +2,0 mA, com U = 0,3 mA previamente caracterizada, a faixa de aceitação do valor central é de {{blank}}.

Passo 4 de 9
Organize registros de ensaio com contexto, leituras brutas, tratamento, incerteza e decisão separados.
Um resultado só é interpretável se outra pessoa puder reconstruir o que foi ensaiado, em quais condições e como o valor foi obtido. Registre a configuração identificada de hardware e firmware, o modo de operação, a alimentação, a carga, o ambiente e os instrumentos usados.
Para cada instrumento, anote o modelo ou identificação disponível, a faixa selecionada e ajustes que afetem a leitura. Para cada ponto, identifique a condição aplicada e o requisito associado. Não basta escrever “medido com multímetro”: a faixa, o ponto de conexão e a condição de operação podem mudar o significado do número.

A leitura não se sustenta isoladamente: ela depende da configuração, das condições e do procedimento efetivamente realizado.
Dica
Também registre a sequência temporal: quando a condição foi aplicada, quanto tempo o sistema estabilizou, em que ordem as leituras foram feitas e qual critério indicou estabilização. Se o procedimento planejado foi alterado, descreva o que ocorreu — sem reescrever o plano como se tivesse sido seguido.
Uma lacuna relevante deve ficar explícita. Por exemplo: “temperatura ambiente não registrada” ou “faixa do instrumento desconhecida”. A ausência pode impedir repetição ou limitar a interpretação; ela não deve ser escondida.
Preserve primeiro as leituras brutas, na ordem em que foram obtidas. Depois registre separadamente cada conversão, correção, média ou cálculo aplicado. Assim, um tratamento pode ser revisado sem perder a evidência original.
No resultado calculado, informe a grandeza, a unidade e, quando aplicável, a incerteza expandida U e o fator de abrangência k. A decisão usa a regra declarada antes do ensaio, mas não substitui os números que a sustentam.
Exemplo de registro didático para um ponto de medição. Os valores foram fornecidos para análise; não são leituras feitas pelo aluno.
| Camada | Registro | Exemplo |
|---|---|---|
| Dado bruto | Leitura sem tratamento | ADC: 2,146 V; 2,145 V; 2,146 V |
| Tratamento | Operação aplicada | Média das três leituras: 2,146 V |
| Resultado | Grandeza e unidade | Temperatura indicada: 31,4 °C |
| Incerteza | Intervalo e abrangência | U = 0,3 °C; k = 2 |
| Decisão | Regra e classificação | Aprovado conforme regra declarada |
Atenção
Identifique a origem dos dados. Use, por exemplo:
Um dado didático permite praticar cálculo e interpretação, mas não comprova o desempenho da sua montagem. Da mesma forma, uma medição própria sem contexto suficiente pode não ser interpretável.
Coloque na ordem adequada as ações de um ensaio. Considere que a regra de decisão já foi definida antes de começar.
Dica
A decisão só é sustentada quando as leituras originais permanecem disponíveis e o tratamento que gerou o resultado pode ser conferido.
Exemplo
Registre as leituras brutas na ordem de aquisição.
Exemplo
Aplique a conversão, a correção ou o cálculo previsto e registre o resultado com unidade e incerteza.
Exemplo
Registre a configuração, as condições, os instrumentos e o procedimento efetivamente seguido.
Exemplo
Classifique o resultado pela regra de decisão previamente declarada e registre limitações ou desvios.
Organize as etapas abaixo.
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).
Leia o extrato abaixo de um ensaio de consumo:
“Placa ligada; corrente = 38 mA; aprovado.”
A identificação da placa e do firmware, a tensão de alimentação, o modo de operação, a faixa do instrumento e o procedimento não foram anotados. A leitura também não informa se é valor bruto, média ou pico, nem apresenta a incerteza usada na decisão.
Escreva quais duas informações ausentes você consideraria mais urgentes para tornar esse resultado interpretável e explique brevemente por quê.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 5 de 9
Avalie tensão e consumo nos modos normais, preservando as condições de cada leitura e os limites de observação do instrumento.
Para requisitos de operação normal, meça a tensão nos pontos de alimentação relevantes e o consumo total em cada modo selecionado. Se o produto prevê LED aceso e comunicação, essas funções precisam estar ativas no modo ensaiado.
Uma leitura só é interpretável junto de sua condição: versão da montagem/firmware, tensão de entrada, modo, estado da indicação, comunicação e carga conectada. Não compare, por exemplo, a corrente com LED apagado com o limite definido para o modo de indicação ativa.

A tensão e a corrente total só têm significado quando os estados funcionais observados são identificados.
Dica
Exemplo de condição bem definida: “Fonte isolada ajustada para 5,00 V; LED aceso; comunicação UART transmitindo uma leitura a cada segundo; sem carga externa além da montagem.”
Se a fonte entrar em limitação de corrente, ela deixa de manter a condição nominal de alimentação. Registre a ocorrência, interrompa a interpretação como consumo normal e investigue antes de prosseguir.
O caso didático usa uma fonte isolada de 5 V e um monitor de temperatura sem função de segurança. O requisito de alimentação é 4,75 V a 5,25 V no trilho local de 5 V; o requisito de consumo sustentado no modo ativo é I ≤ 42,0 mA.
A incerteza expandida já caracterizada é U(V) = 0,02 V e U(I) = 0,8 mA. A regra conservadora é: aprovar somente se todo o intervalo estiver dentro do limite; reprovar se não houver interseção; nos demais casos, concluir inconclusivo.
Leituras do modo ativo: LED aceso e transmissão UART periódica. A fonte permaneceu em regulação, sem limitação de corrente.
| Ponto ou leitura | Valor central | Incerteza expandida | Condição observada |
|---|---|---|---|
| Trilho local de 5 V | 4,98 V | ±0,02 V | LED aceso; UART ativa |
| Corrente total sustentada | 41,5 mA | ±0,8 mA | LED aceso; UART ativa |
| Corrente média em 10 s | 36,2 mA | ±0,3 mA | LED aceso; UART ativa |
Exemplo
Para a tensão: [4,96; 5,00] V está inteiramente dentro de [4,75; 5,25] V → aprovado.
Para a corrente sustentada: [40,7; 42,3] mA cruza o limite de 42,0 mA → inconclusivo. O valor central abaixo do limite não basta.
A corrente média em 10 s descreve uma média naquela janela; ela não substitui a medição de demanda sustentada nem demonstra um pico.
Um multímetro comum pode fornecer uma leitura média ou lenta, conforme seu método e faixa. Sem largura de banda, taxa de aquisição ou registro temporal adequados, ele não caracteriza um pico. Não transforme uma leitura estável de 36,2 mA em afirmação sobre um requisito de pico.
Atenção
Use apenas fonte isolada e limitada, em baixa energia. Não una fontes independentes — inclusive USB e fonte externa — sem uma arquitetura que preveja essa conexão. Para inserir ou remover um amperímetro, alterar cabos, desconectar USB ou modificar qualquer ligação: desligue todas as alimentações primeiro.
Este ensaio é de operação normal. Não crie curto-circuito, sobrecarga nem subtensão instável para “ver até onde vai”. Essas situações exigem outra análise e outro procedimento.
A equipe mediu 36,2 mA em um multímetro durante 10 s, com LED aceso e UART ativa. O requisito é: “pico de corrente ≤ 50 mA durante a transmissão”. Não há instrumento com registro temporal rápido nem outra evidência de pico.
Qual conclusão é sustentada?
Selecione a conclusão correta.
Qual classificação cabe ao requisito de pico?

Passo 6 de 9
Analisar a verificação elétrica da cadeia de medição com tensões substitutas e limitar corretamente a conclusão obtida.
Ao desconectar o sinal do sensor e aplicar uma tensão conhecida e compatível no mesmo nó de entrada, você verifica a cadeia posterior ao sensor: condicionamento, ADC, cálculo no firmware e indicação.
A evidência responde: “Dada esta tensão na entrada, a cadeia produz a resposta esperada?” Ela não responde: “O sensor mede a temperatura física corretamente?”
Use apenas tensões dentro da faixa permitida para a entrada e para os blocos alimentados. A tensão de teste e a montagem devem compartilhar a mesma referência (GND).

A tensão substituta verifica os blocos depois do ponto de injeção; o sensor fica fora do ensaio.
Dica
Não transfira conclusões entre blocos. Se a indicação estiver correta com uma tensão substituta, isso sustenta a cadeia elétrica a partir da entrada. A sensibilidade, o offset e o acoplamento térmico do sensor continuam sem demonstração física.
Exemplo
Considere uma montagem em 5 V cuja entrada de condicionamento recebe normalmente o sinal do TMP36. Para criar dois estímulos baixos e compatíveis a partir da mesma fonte de 5 V, monte um divisor por vez:
Com resistores nominais ideais, os valores seriam aproximadamente 0,758 V e 1,250 V. Porém, esses números são apenas previsões: tolerância dos resistores, tensão real da fonte e carga da entrada alteram o estímulo. Meça VIN_T conectado à entrada antes de calcular a resposta esperada.

Meça a tensão no nó VIN_T já conectado à entrada. Não presuma que o valor nominal do divisor é a referência do ensaio.
Para este exemplo didático, suponha ganho do condicionamento igual a 2 e conversão no firmware dada por T indicada = 100 × VIN_T − 50, em °C. Registre a tensão efetivamente medida e derive dela as respostas esperadas.
| Divisor | VIN_T nominal | Saída analógica esperada | Indicação esperada |
|---|---|---|---|
| 56 kΩ / 10 kΩ | 0,758 V | 1,516 V | 25,8 °C |
| 30 kΩ / 10 kΩ | 1,250 V | 2,500 V | 75,0 °C |
Atenção
Prepare a substituição do sinal sem criar caminhos de alimentação indesejados. Coloque as etapas na ordem segura.
Ordene as ações para preparar o ensaio elétrico.
Em cada ponto, registre ao menos: configuração de hardware e firmware, divisor usado, VIN_T medido com sua incerteza, saída analógica observada quando acessível, indicação observada, condições de alimentação e critério de comparação.
Compare a resposta observada com a esperada a partir de VIN_T medido, usando a incerteza pertinente à grandeza avaliada. Se o requisito for da indicação, a incerteza relevante é a da comparação elétrica dessa indicação — não uma incerteza de temperatura física que este ensaio não mediu.
Uma resposta compatível apoia o requisito da cadeia elétrica naquele ponto e naquela condição. Não autoriza concluir exatidão do TMP36 nem de temperatura ambiente.
Você aplicou VIN_T = 1,248 V (valor caracterizado) e a indicação foi 74,7 °C, compatível com a resposta esperada dentro da regra de decisão declarada. Escreva uma conclusão curta que diga o que foi verificado e o que permanece sem verificação.
Escreva pelo menos 100 caracteres (0/100).

Passo 7 de 9
Compare o monitor a uma referência independente e limite a conclusão ao que as condições ensaiadas realmente demonstram.
Uma comparação física avalia o sistema completo: sensor, condicionamento, conversão e cálculo exibido. Em cada ponto acessível, compare a indicação do monitor com uma referência independente e caracterizada.
Registre a configuração de hardware e firmware, alimentação, ambiente, posição relativa dos sensores, tempo e critério de estabilização, além da identificação da referência. A correção da referência, quando aplicável, deve ser usada antes do cálculo do erro; sua incerteza deve entrar na incerteza da comparação.
Uma verificação elétrica aprovada com tensão substituta continua útil para a cadeia posterior ao sensor, mas não demonstra que a temperatura física chegou corretamente ao sensor nem que o sensor está exato.

A proximidade e a estabilização tornam a comparação interpretável; elas não eliminam a incerteza.
Dados didáticos de uma comparação em ambiente interno estável. A correção da referência já foi aplicada. Após o critério de estabilização, as duas leituras foram registradas como um par em cada ponto.
O requisito previamente declarado é −1,0 °C ≤ erro ≤ +1,0 °C, com fronteiras incluídas. Defina erro = indicação do monitor − temperatura da referência corrigida. Para todos os pontos deste procedimento, a incerteza expandida pertinente ao erro é Uₑ = 0,3 °C, k = 2. Ela representa a comparação completa nas condições descritas, não a incerteza de um ensaio elétrico anterior.
Cada linha preserva o par de leituras antes de qualquer média. As temperaturas foram efetivamente comparadas somente em ambiente interno estável, com sensores próximos e após estabilização.
| Ponto | Referência corrigida (°C) | Monitor (°C) | Erro (°C) |
|---|---|---|---|
| Ambiente A | 22,4 | 22,8 | +0,4 |
| Ambiente B | 25,1 | 25,6 | +0,5 |
| Ambiente C | 28,0 | 28,4 | +0,4 |
Exemplo
No ponto Ambiente B, o erro é +0,5 °C. O intervalo para decisão é [+0,2; +0,8] °C, obtido por [+0,5 − 0,3; +0,5 + 0,3]. Como todo o intervalo está dentro de [−1,0; +1,0] °C, esse ponto é aprovado pela regra conservadora.
A pequena variação entre os três erros sugere consistência nesses pontos, mas não prova exatidão por si só. É a comparação com a referência independente, junto da incerteza pertinente, que permite estimar o erro.
No Ambiente B, o monitor indicou 25,6 °C e a referência corrigida indicou 25,1 °C. Com requisito de erro de −1,0 °C a +1,0 °C e Uₑ = 0,3 °C (k = 2), qual classificação a regra conservadora permite para esse ponto?
Qual é a decisão para o Ambiente B?
Os resultados permitem aprovar a exatidão física do monitor em toda a faixa de 0 °C a 50 °C.
Atenção
Se você tiver uma referência independente caracterizada, compare apenas condições acessíveis e seguras para sua montagem. Não produza aquecimento, resfriamento ou exposição fora dos limites seguros do sistema. Preserve as leituras brutas pareadas antes de médias, correções ou cálculos.
Se não houver referência adequada, analise os dados didáticos em vez de atribuir exatidão física ao seu sistema. Uma aprovação elétrica anterior não substitui esta evidência: sem referência adequada, a exatidão da medição de temperatura física permanece não verificada.
Com base nos dados didáticos, redija uma conclusão curta. Informe: (1) o que foi comparado; (2) os pontos e as condições efetivamente cobertos; (3) a decisão obtida com o requisito e Uₑ fornecidos; e (4) uma limitação que permaneceu. Não declare aprovação para a faixa inteira.
Escreva pelo menos 160 caracteres (0/160).

Passo 8 de 9
Verifique prazos e estados da indicação com eventos observáveis, incerteza temporal e conclusões limitadas à cobertura do ensaio.
Um requisito temporal só pode ser avaliado quando o evento observado corresponde ao que ele declara.
Se o requisito limita o intervalo entre leituras publicadas, registre publicações. Se limita a latência entre uma mudança de entrada e o LED, registre a mudança da entrada e a transição do LED. Uma mensagem recebida no computador pode ter sofrido atraso de transmissão, buffer e sistema operacional; portanto, seu horário de chegada não prova, por si só, o instante da aquisição.

O mesmo sistema pode ter instantes diferentes para adquirir, publicar e mudar a saída.
Dica
Regra prática: escolha o par de instantes que aparece no requisito. Registros seriais podem ser evidência de publicação quando a condição é essa; para caracterizar aquisição, seria necessária uma evidência adicional que relacione a marca temporal ao instante de conversão.
Considere o requisito: “Em operação normal, o intervalo entre leituras publicadas deve ser no máximo 1,00 s.”
A tabela traz marcas temporais de publicação obtidas em uma condição definida. Para cada par consecutivo, calcule \(\Delta t=t_{n}-t_{n-1}\). O maior intervalo observado é comparado ao limite — mas vale somente para a configuração e condições ensaiadas.
Marcas temporais de publicação serial; incerteza expandida aplicável a cada intervalo: U = 0,01 s (k = 2).
| Publicação | Instante (s) | Intervalo desde a anterior (s) |
|---|---|---|
| P1 | 0,00 | — |
| P2 | 0,98 | 0,98 |
| P3 | 1,97 | 0,99 |
| P4 | 2,97 | 1,00 |
| P5 | 3,95 | 0,98 |
Exemplo
Para o maior intervalo, 1,00 s, o intervalo considerado é [0,99 s; 1,01 s]. Como ele cruza o limite inclusivo de 1,00 s, a classificação conservadora deste resultado é inconclusiva. Não é reprovação: ainda há interseção com a faixa permitida. Também não é aprovação: nem todo o intervalo está dentro dela.
O maior valor observado não garante todos os ciclos, modos, cargas ou temperaturas. Ele documenta apenas a cobertura realizada.
Para avaliar uma indicação com histerese, ensaie pontos próximos aos limiares nos dois sentidos. Por exemplo, se o LED deve ligar quando a temperatura sobe até 30 °C e desligar quando desce até 28 °C, não basta aplicar um único ponto.
Uma sequência elétrica com tensões equivalentes à temperatura pode verificar o condicionamento, ADC, firmware e LED após o ponto de injeção. Ela não demonstra que o sensor físico mede corretamente a temperatura nem caracteriza sua resposta térmica.
Exemplo
Caso didático: tensão de entrada caracterizada como equivalente às temperaturas indicadas. A saída observada foi:
Esses dados são coerentes com os limiares de ligar em 30 °C e desligar em 28 °C, dentro da resolução do estímulo. A conclusão é limitada à resposta elétrica da cadeia e da indicação nos pontos aplicados.

Estímulo elétrico e comparação térmica respondem a perguntas diferentes.
No requisito de intervalo máximo de publicação de 1,00 s, qual evidência é diretamente pertinente?
Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).
Complete com a classificação conservadora adequada.
Um intervalo temporal estimado de 0,99 s, com U = 0,02 s, é comparado ao limite máximo inclusivo de 1,00 s. O intervalo considerado termina em 1,01 s; portanto, o resultado é ____.
Escreva pelo menos 8 caracteres (0/8).
Para verificar a latência entre uma mudança de entrada e o acionamento do LED, qual conclusão é justificável ao aplicar uma tensão conhecida na entrada do condicionamento e registrar a transição do LED?

Passo 9 de 9
Produza uma conclusão de conformidade por requisito, justificando decisões e explicitando o que ainda não foi demonstrado.
No encerramento, cada conclusão deve ligar requisito, configuração, condição ensaiada, evidência, intervalo e decisão. A classificação vale apenas dentro desse elo.
Uma tensão conhecida aplicada na entrada pode aprovar a cadeia elétrica posterior ao sensor, mas não a exatidão física de temperatura. Uma comparação com referência pode sustentar o erro físico, mas somente nos pontos efetivamente comparados. E uma condição sem evidência adequada não é aprovada, reprovada nem inconclusiva: ela permanece não verificada.
O caso a seguir é didático. Analise os intervalos pela regra conservadora já declarada: aprovado se todo o intervalo estiver permitido; reprovado se não houver interseção; inconclusivo nos demais casos.

A evidência pertinente acompanha o requisito e as condições que foram realmente ensaiadas.
A configuração analisada é o Monitor T-01, com hardware H1, firmware F1.2, fonte isolada de 5 V, LED ativo e comunicação UART habilitada. As fronteiras dos requisitos são incluídas.
As incertezas expandidas ±U já foram definidas antes dos ensaios e são pertinentes à grandeza de cada linha. Não invente cobertura além da registrada. Em especial, o ensaio de injeção elétrica usa VIN_T = 1,248 V caracterizado e avalia a indicação calculada a partir dessa entrada.
Classifique cada linha pela regra conservadora. Para a linha de cobertura ausente, não há intervalo a classificar: identifique-a como condição não verificada.
| ID e requisito | Resultado ou evidência | Limite declarado | Condição e cobertura |
|---|---|---|---|
| R1: trilho local entre 4,75 V e 5,25 V | 5,03 ± 0,04 V | [4,75; 5,25] V | Modo ativo, LED e UART; ponto de alimentação local |
| R2: consumo sustentado ≤ 42,0 mA | 44,0 ± 1,0 mA | ≤ 42,0 mA | Modo ativo, LED aceso e UART transmitindo; fonte em regulação |
| R3: erro da indicação elétrica entre −1,0 °C e +1,0 °C | −0,1 ± 0,2 °C | [−1,0; +1,0] °C | VIN_T = 1,248 V caracterizado; cadeia após a entrada do sensor |
| R4: erro físico entre −1,0 °C e +1,0 °C | +0,9 ± 0,3 °C | [−1,0; +1,0] °C | Comparação com referência independente a 30,0 °C, após estabilização |
| R5: erro físico na faixa de 0 °C a 50 °C | Não há comparação fora de 30,0 °C | [−1,0; +1,0] °C | Sem referência ou comparação nos demais pontos da faixa |
Associe cada situação à conclusão que os dados sustentam. Considere decisão e escopo ao mesmo tempo.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Dica
Para uma síntese técnica, não basta listar rótulos. Diga qual evidência sustenta cada decisão e o que seria necessário para reduzir uma lacuna.
No caso de R4, uma nova comparação válida ou uma melhoria de medição que reduza a incerteza pode esclarecer o contato parcial com o limite, mantendo a regra previamente definida. Para R5, é preciso comparar os pontos acessíveis com uma referência independente caracterizada. Nenhuma dessas ações autoriza alterar retrospectivamente o critério de aceitação.
Redija uma conclusão de 5 a 8 linhas para o Monitor T-01. Inclua: uma aprovação e sua condição; a reprovação de R2; o resultado inconclusivo de R4 e uma forma de esclarecê-lo; a limitação de R3; e a condição não verificada de R5. Evite uma aprovação global e não atribua comportamento diante de falhas ao ensaio em operação normal.
Escreva pelo menos 300 caracteres (0/300).
Resumo
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