
Passo 1 de 9
Definir o balanço de potência
Use potências médias e uma fronteira explícita para calcular eficiência e perda total de um buck.
Trilha de aprendizado · Nível 12 · Tutorial 4
Construir uma estimativa de perdas e eficiência de um buck simples e compará-la com uma solução linear, sem confundir valores típicos com desempenho garantido.
Definir o balanço de potência
Use potências médias e uma fronteira explícita para calcular eficiência e perda total de um buck. 2 min
Estimar a condução da chave
2 min
Quantificar a perda no diodo
Estime a perda do diodo de recirculação a partir de seu intervalo de condução e de uma queda direta aplicável. 2 min
Adicionar as perdas nos componentes passivos
Estime as perdas resistivas do enrolamento do indutor e da ESR do capacitor usando as correntes eficazes adequadas. 2 min
Incluir comutação, comando e consumo interno
Adicionar perdas dinâmicas e auxiliares quando houver dados aplicáveis, evitando omissões e dupla contagem. 3 min
Fechar o orçamento e declarar seus limites
Consolide as perdas calculadas, compare a eficiência prevista com a eficiência obtida pelas portas e explicite as lacunas que impedem tratá-las como desempenho garantido. 2 min
Interpretar frequência e curvas de eficiência
Avalie frequência e curvas de eficiência respeitando as condições de teste, os efeitos da carga e os limites dos modelos. 2 min
Comparar o buck com uma solução linear
Compare um buck e um regulador linear em condições equivalentes, tanto na carga nominal quanto em carga leve. 2 min
Aplicação final: justificar uma estimativa de eficiência
Aplique um orçamento de perdas a um caso final, compare buck e regulador linear em pontos equivalentes e declare as limitações da estimativa. 3 min

Passo 1 de 9
Use potências médias e uma fronteira explícita para calcular eficiência e perda total de um buck.
Em regime permanente, comece delimitando a fronteira de análise: quais elementos fazem parte do buck avaliado? Para tudo que está dentro dela, o balanço médio é:
P_entrada = P_saída + P_perdas
A potência de saída é a potência útil que chega à carga. As perdas incluem toda a energia dissipada dentro da fronteira, inclusive a consumida por circuitos auxiliares alimentados pela entrada. Uma parcela que não está na fronteira não deve entrar nesse balanço.

A diferença entre a potência que entra na fronteira e a potência útil que sai para a carga corresponde às perdas internas.
Rigorosamente, a potência média é a média do produto instantâneo v(t) × i(t). Quando a ondulação é pequena para a precisão desejada, use a aproximação prática:
P ≈ V_médio × I_médio
Use tensão e corrente da mesma porta. No buck em CCM, a corrente do indutor flui continuamente para a saída, mas a corrente retirada da fonte é pulsada pela chave. Portanto, a corrente média do indutor não substitui automaticamente a corrente média de entrada.
Caso principal do tutorial: buck não síncrono em CCM, entregando 5,00 V a 1,20 A. A fonte, o estágio de potência e o circuito auxiliar estão todos dentro da fronteira. Considere ondulação pequena para esta conta inicial.
Dados medidos ou fornecidos nas portas:
A corrente média do indutor é próxima de 1,20 A, mas a potência de entrada deve usar os 0,558 A da porta de entrada.
Exemplo
P_entrada ≈ 12,0 V × 0,558 A = 6,70 W
P_saída ≈ 5,00 V × 1,20 A = 6,00 W
P_perdas = 6,70 − 6,00 = 0,70 W
η = 6,00 / 6,70 = 0,896 ≈ 89,6%
O balanço confere: 6,00 W + 0,70 W = 6,70 W. Nos próximos passos, esse mesmo ponto será usado para estimar como parte dessas perdas se distribui entre os componentes.
Agora aplique o mesmo método a outro ponto, independente do caso principal. Considere a mesma fronteira de análise, com todos os auxiliares internos incluídos.
Use produtos de valores médios. Arredonde a eficiência para uma casa decimal em porcentagem.
Qual é a perda total dentro da fronteira, em W?
Qual é a eficiência desse novo ponto de operação?
Qual expressão estima corretamente a potência média recebida pela entrada nesse novo ponto?

Passo 2 de 9
No buck não síncrono em CCM, o MOSFET conduz no intervalo ligado, cuja duração relativa é D. Nesse trecho, sua corrente é a corrente triangular do indutor; no restante do período, a corrente da chave é zero.
Como I_L,ef representa a corrente eficaz do indutor ao longo do ciclo inteiro, a perda resistiva da chave pode ser estimada por:
P_chave,cond ≈ D × R_DS(on) × I_L,ef²
O fator D aparece porque a chave conduz apenas uma fração do período. Este modelo calcula somente a perda de condução resistiva enquanto o MOSFET está ligado.

A corrente eficaz do indutor considera o ciclo inteiro; a chave conduz essa corrente somente na fração D.
Escolha um R_DS(on) compatível com a tensão de gate e a temperatura da estimativa. Antes de usar um valor, confira na documentação:
Um valor típico é útil para uma previsão inicial, mas não garante o resultado de cada componente. Se o MOSFET for acionado com tensão de gate menor que a usada na tabela, não reutilize sem verificação a resistência informada para uma tensão maior. Para uma conta conservadora, prefira um limite especificado aplicável ou deixe a incerteza registrada.
Atenção
Não substitua automaticamente D por V_saida/V_entrada. Essa relação é uma primeira aproximação do buck ideal em CCM. Quando o ciclo de trabalho for fornecido ou medido, use esse valor; perdas e quedas reais tornam a relação ideal inexata.
Exemplo
Use agora o caso principal do tutorial: buck não síncrono em CCM, de 12,0 V para 5,00 V a 1,20 A. Como primeira aproximação, D ≈ 5,00/12,0 = 0,417.
Para a ondulação já definida de ΔI_L = 0,60 A, a corrente eficaz do indutor é:
I_L,ef² ≈ 1,20² + 0,60²/12 = 1,47 A²
Adote R_DS(on) = 0,140 Ω, aplicável à tensão de acionamento e à temperatura assumidas. Então:
P_chave,cond ≈ 0,417 × 0,140 Ω × 1,47 A² ≈ 0,086 W
Essa parcela será incluída mais adiante no orçamento do mesmo ponto de operação.
Dica
O fator D entra uma única vez porque o valor usado foi I_L,ef, isto é, a corrente eficaz do indutor no período completo.
Se fosse fornecida diretamente a corrente eficaz da chave já calculada no período completo, a expressão seria apenas R_DS(on) × I_chave,ef². Multiplicar por D novamente reduziria a perda de forma indevida.
Para D = 0,50, R_DS(on) = 60 mΩ e I_L,ef² = 9,0 A², a perda de condução estimada da chave é ____ W.
O MOSFET será acionado com 4,5 V no gate. A documentação apresenta R_DS(on) típico de 35 mΩ a V_GS = 10 V e máximo de 55 mΩ a V_GS = 4,5 V. Qual dado é mais apropriado para uma estimativa conservadora de condução antes de considerar a temperatura?

Passo 3 de 9
Estime a perda do diodo de recirculação a partir de seu intervalo de condução e de uma queda direta aplicável.
No buck não síncrono, o diodo de recirculação conduz quando a chave está desligada: uma fração 1 − D do período. Se a queda direta puder ser aproximada como constante nesse intervalo, estime sua dissipação por:
P_diodo ≈ (1 − D) × V_F × I_saida
Em CCM, a corrente que atravessa o diodo enquanto ele conduz é a corrente do indutor, aproximadamente centrada em torno de I_saida. O fator 1 − D já representa que essa condução acontece apenas em parte do ciclo.

O diodo dissipa potência somente no intervalo de recirculação, cuja duração relativa é 1 − D.
Para o caso principal, o buck fornece 5,00 V a 1,20 A a partir de 12,0 V. Use a primeira aproximação já adotada: D ≈ 0,417. Assim, o diodo conduz por aproximadamente 1 − D = 0,583 do período.
Adote um diodo Schottky cuja documentação indique V_F = 0,36 V nas condições próximas de 1,20 A durante a condução e na temperatura de referência assumida. A ondulação do indutor é 0,60 A, portanto a corrente instantânea varia ao redor desse valor médio durante a recirculação.
Exemplo
A corrente média do diodo calculada sobre o período inteiro seria aproximadamente:
I_diodo,média ≈ (1 − D) × I_saida
Esse resultado é útil para outras análises, mas não é o valor a ser usado isoladamente para procurar V_F na documentação. Durante o intervalo em que conduz, o diodo leva a corrente do indutor — aproximadamente 1,20 A, com ondulação.
O modelo também não é o mesmo da chave: para o diodo, a aproximação é uma queda quase constante, V_F × corrente; para o MOSFET, a condução foi modelada por resistência, R_DS(on) × corrente eficaz².
Dica
A recirculação tende a pesar mais quando 1 − D é grande, isto é, quando a saída representa uma fração menor da entrada. Uma queda direta relevante diante da tensão de saída também aumenta essa parcela. Isso explica por que, em um buck não síncrono de baixa tensão de saída, o diodo pode ocupar uma parte importante do orçamento de perdas.
Associe cada elemento ou grandeza à descrição que corresponde ao modelo de perda de condução.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Use os dados do caso principal sem arredondar o intervalo antes da conta:
Complete a estimativa da perda no diodo, em W.
P_diodo ≈ (1 − 0,417) × 0,36 V × 1,20 A = ____ W

Passo 4 de 9
Estime as perdas resistivas do enrolamento do indutor e da ESR do capacitor usando as correntes eficazes adequadas.
Além das perdas na chave e no diodo, há dissipação nos componentes passivos. Use a corrente eficaz que realmente percorre cada componente:
Assim, as parcelas resistivas são:
P_L,cobre ≈ R_enrolamento × I_L,ef²
P_C ≈ ESR × I_C,ef²
Não aplique a corrente contínua de saída diretamente à ESR do capacitor: idealmente, essa corrente segue do indutor para a carga.

O indutor leva a corrente média da carga; o capacitor conduz a parcela de ondulação.
Retome o caso principal: buck não síncrono em CCM, de 12,0 V para 5,00 V a 1,20 A, com ΔI_L = 0,60 A. Para as condições de temperatura assumidas, adote:
A resistência do enrolamento precisa ser compatível com a temperatura de operação. A ESR deve ser aplicável à frequência de chaveamento e à temperatura consideradas. Estes valores são dados de uma estimativa, não garantias universais do componente.
Use estas expressões diretamente; os resultados serão calculados nas próximas telas.
| Parcela | Expressão | Dados do caso |
|---|---|---|
| Corrente eficaz do indutor ao quadrado | I_L,ef² = I_saída² + ΔI_L²/12 | 1,20 A; 0,60 A |
| Perda no cobre | P_L,cobre = R_enrolamento × I_L,ef² | 49 mΩ |
| Corrente eficaz do capacitor ao quadrado | I_C,ef² = ΔI_L²/12 | 0,60 A |
| Perda na ESR | P_C = ESR × I_C,ef² | 100 mΩ |
Atenção
Este cálculo cobre apenas as resistências informadas. A perda no cobre não representa todas as perdas do indutor; perdas magnéticas dependentes do núcleo e da frequência permanecem fora deste modelo. Capacitores adicionais, trilhas, conectores e outras interconexões também podem acrescentar perdas. Sem dados aplicáveis, registre essas parcelas como desconhecidas, não como zero.
Associe cada elemento à corrente eficaz adequada para estimar sua perda resistiva no caso principal.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Calcule a perda no cobre do indutor:
P_L,cobre ≈ 49 mΩ × [1,20² + 0,60²/12] A² = ____
Agora calcule a perda na ESR do capacitor de saída:
P_C ≈ 100 mΩ × (0,60²/12) A² = ____

Passo 5 de 9
Adicionar perdas dinâmicas e auxiliares quando houver dados aplicáveis, evitando omissões e dupla contagem.
Até agora, o orçamento reuniu perdas de condução do caso principal: buck não síncrono em CCM, de 12,0 V para 5,00 V a 1,20 A, com D = 0,417, ondulação de 0,60 A e frequência de 400 kHz.
Nas transições da chave, tensão e corrente coexistem por um curto intervalo. Há então potência instantânea no dispositivo. A área de cada pulso de potência corresponde a uma energia: E_on ao ligar e E_off ao desligar.
Quando essas energias forem fornecidas para condições aplicáveis, estime a perda média de comutação por:
P_com ≈ f_ch × (E_on + E_off)
As condições precisam ser compatíveis com a tensão, corrente, temperatura e acionamento do caso analisado. Um valor típico obtido em condição distante não é uma previsão confiável.

A energia de comutação é a área da potência instantânea durante cada transição.
Exemplo
Para o caso principal, considere dados de energia aplicáveis a 12,0 V, à corrente de operação, à temperatura assumida e ao acionamento usado:
Então:
P_com ≈ 400 000 × (90 nJ + 60 nJ)
P_com ≈ 0,060 W
Essa é uma parcela adicional às perdas de condução já estimadas. Porém, leia a definição dos dados: neste caso didático, as energias informadas já incluem o efeito de recuperação do diodo nas condições de ensaio. Portanto, não crie uma segunda parcela para esse mesmo efeito.
A carga de gate Q_g é movimentada a cada ciclo. Uma estimativa da potência exigida pelo acionamento é:
P_gate ≈ Q_g × V_drive × f_ch
No mesmo caso, use Q_g = 15 nC, V_drive = 5,0 V e f_ch = 400 kHz:
P_gate ≈ 15 nC × 5,0 V × 400 kHz = 0,030 W
Essa potência é exigida da alimentação de comando. Ela não deve ser atribuída automaticamente como aquecimento do MOSFET: a dissipação pode se distribuir entre driver, resistências e outros elementos do caminho de gate.
Mais importante: se uma corrente de alimentação do controlador já inclui o acionamento de gate, não some também este valor calculado.
Antes de somar uma parcela, registre sua origem, as condições e o que ela já inclui. Para o caso principal, a corrente documentada do controlador é 2,5 mA a partir de 12,0 V, e a documentação declara que esse consumo já inclui o acionamento do gate.
Logo, a potência auxiliar a incluir é:
P_ctrl = 12,0 V × 2,5 mA = 0,030 W
O valor coincide numericamente com a estimativa de gate deste caso, mas a decisão vem da definição do dado: use P_ctrl como parcela medida ou documentada e marque P_gate como incluída em P_ctrl. Não some os dois.
Formas de registrar as parcelas adicionais no orçamento
| Informação disponível | Tratamento no orçamento | Situação |
|---|---|---|
| E_on e E_off aplicáveis | Somar como P_com = 0,060 W | Estimada |
| Q_g, V_drive e f_ch | Calcular 0,030 W para conferir | Incluída em P_ctrl |
| 2,5 mA a 12,0 V, com gate incluso | Somar P_ctrl = 0,030 W | Estimada |
| Recuperação do diodo | Não somar separadamente | Incluída em P_com |
| Perda magnética do indutor | Não atribuir valor sem dado | Desconhecida |
Atenção
Ausência de dado não significa perda nula.
E_on e E_off podem incorporar efeitos associados à recuperação do diodo, conforme a definição e o método de ensaio. Somar outra perda para esse mesmo efeito duplicaria o orçamento.
De modo semelhante, uma corrente de alimentação medida ou documentada para o controlador pode já incluir a energia de gate. Sem uma separação documentada, ela substitui a soma de parcelas internas calculadas isoladamente.
Perdas magnéticas do indutor, interconexões e outras parcelas sem dados aplicáveis devem permanecer como desconhecidas. A eficiência calculada sem elas pode ser otimista.
No caso principal, E_on e E_off aplicáveis já incluem a recuperação do diodo. A corrente documentada do controlador é 2,5 mA a 12,0 V e já inclui o acionamento de gate. Não há dado para a perda magnética do indutor. Qual registro adicional está correto?

Passo 6 de 9
Consolide as perdas calculadas, compare a eficiência prevista com a eficiência obtida pelas portas e explicite as lacunas que impedem tratá-las como desempenho garantido.
Considere o mesmo caso principal: buck não síncrono em CCM, de 12,0 V para 5,00 V a 1,20 A. A potência útil é P_saida = 6,00 W.
Um orçamento rastreável não esconde tudo em uma soma. Para cada parcela, registre:
No caso, as energias de comutação fornecidas já incluem a recuperação do diodo. Portanto, essa recuperação não pode ser adicionada outra vez como uma nova perda.
O orçamento reúne as parcelas calculáveis no ponto de 5,00 V e 1,20 A. Um traço não significa zero: significa que a parcela ficou fora da soma por falta de dado aplicável.
| Parcela | Valor | Condição de referência | Situação |
|---|---|---|---|
| MOSFET, condução | 0,086 W | R_DS(on) e temperatura adotados | Estimada |
| Diodo, condução | 0,252 W | V_F a 1,20 A na condição adotada | Estimada |
| Indutor, cobre | 0,072 W | Resistência do enrolamento adotada | Estimada |
| Capacitor, ESR | 0,003 W | ESR na frequência e temperatura consideradas | Estimada |
| Comutação | 0,060 W | E_on + E_off aplicáveis | Estimada |
| Controlador | 0,030 W | 2,5 mA a partir de 12,0 V | Estimada |
| Acionamento de gate | — | Já incluído no consumo do controlador | Incluída em outra parcela |
| Recuperação do diodo | — | Já incluída em E_on + E_off | Incluída em outra parcela |
| Perdas magnéticas | — | Dados do núcleo ausentes | Desconhecida |
| Interconexões | — | Resistências de trilhas e conexões ausentes | Desconhecida |
Um diagrama de fluxo ajuda a separar as parcelas que entraram no cálculo das que ainda não receberam valor. A potência útil sai para a carga; as perdas modeladas se distribuem entre os componentes. As parcelas tracejadas representam perdas reais possíveis, mas ainda desconhecidas.

A soma modelada não substitui parcelas para as quais não há dados.
Some somente as parcelas marcadas como estimadas:
P_perdas,modeladas = 0,086 + 0,252 + 0,072 + 0,003 + 0,060 + 0,030 = 0,503 W
A eficiência prevista pelo orçamento é:
η_est ≈ P_saida / (P_saida + P_perdas,modeladas)
η_est ≈ 6,00 / (6,00 + 0,503) = 0,9227 ≈ 92,3%
Esse é o resultado do modelo parcial. Ele prevê uma potência de entrada de 6,503 W. Não é ainda uma eficiência medida do conversor completo.
No caso principal, a eficiência obtida pelas portas foi 89,6%, enquanto o orçamento parcial prevê 92,3%. Qual interpretação é correta?
Com potências médias confiáveis nas portas e uma fronteira definida, use η = P_saida/P_entrada: esse resultado já inclui todas as perdas dentro da fronteira. No caso principal, 6,00 W/6,70 W = 89,6%.
Já a eficiência de 92,3% é uma previsão baseada nas parcelas disponíveis. A diferença para a perda observada é:
0,70 W − 0,503 W = 0,197 W
Ela não deve ser atribuída automaticamente a um único componente. Pode envolver perdas magnéticas, interconexões, aproximações dos modelos e diferenças de temperatura ou de condição de ensaio.
Atenção
Para estimar aquecimento, a perda total também não basta. É necessário saber como ela se distribui entre MOSFET, diodo, indutor, controlador e demais elementos. Para cada componente relevante, são necessários temperatura ambiente e condições térmicas documentadas da montagem.
Não aplique uma única resistência térmica aos 0,70 W do conversor: essa potência está distribuída em componentes com caminhos térmicos diferentes. Valores típicos e até cenários conservadores são hipóteses de cálculo; isoladamente, não garantem eficiência nem temperatura de junção.
No caso principal, cite duas informações ausentes ou parcelas desconhecidas que limitam a conclusão sobre eficiência real ou temperatura. Explique brevemente por que cada uma importa.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 7 de 9
Avalie frequência e curvas de eficiência respeitando as condições de teste, os efeitos da carga e os limites dos modelos.
Aumentar a frequência de chaveamento cria um compromisso, não uma melhoria automática. Em geral, uma frequência maior permite usar menor indutância para uma mesma meta de ondulação. Em contrapartida, há mais transições por segundo: as perdas de comutação e a potência exigida pelo acionamento de gate tendem a aumentar.
Há dois cenários que não podem ser confundidos:
Logo, uma ondulação menor, por si só, não demonstra eficiência maior. A comparação exige o orçamento de perdas e as condições efetivas de cada projeto.

Frequência maior pode reduzir a ondulação com o mesmo indutor, mas aumenta a quantidade de transições e ciclos de acionamento.
Dica
Se a frequência aumenta mantendo o mesmo indutor, a ondulação diminui; isso não autoriza concluir que a eficiência aumentou. A potência de gate, por exemplo, segue aproximadamente P_gate ≈ Q_g × V_drive × f_ch quando os parâmetros forem aplicáveis. As perdas associadas às transições também costumam crescer com a quantidade de ciclos por segundo.
Ao comparar frequências, deixe explícito o que permaneceu igual: entrada, saída, carga, temperatura, indutor ou meta de ondulação. Sem isso, uma comparação de eficiência pode misturar alterações de projeto diferentes.
Uma curva de eficiência sustenta conclusões somente nas condições em que foi levantada. Antes de usar um ponto da curva, confira tensão de entrada, tensão de saída, corrente de carga, temperatura, frequência e modo de operação.
Em carga leve, parcelas aproximadamente fixas — consumo interno, comando e parte das perdas de comutação — representam uma fração maior da potência útil. Em carga alta, parcelas resistivas, que crescem aproximadamente com o quadrado da corrente, tendem a pesar mais.
Se a corrente cair a ponto de o buck deixar de operar em CCM, não prolongue as equações de corrente triangular de CCM. Use uma curva ou um dado fornecido para o modo de operação correspondente.

Curvas didáticas: azul representa 400 kHz e laranja representa 1,2 MHz nas condições da tabela. A forma da curva e sua separação devem ser interpretadas apenas nesse ensaio.
Condições associadas às curvas azul e laranja
| Condição | Valor ou situação |
|---|---|
| Tensão de entrada | 12 V |
| Tensão de saída | 5 V |
| Temperatura ambiente | 25 °C |
| Curva azul | 400 kHz |
| Curva laranja | 1,2 MHz |
| Indutor e modo em carga leve | Não informados |
Observe as curvas didáticas e a tabela de condições. Qual conclusão é sustentada pela representação?

Passo 8 de 9
Compare um buck e um regulador linear em condições equivalentes, tanto na carga nominal quanto em carga leve.
Para comparar um buck com um regulador linear, fixe o mesmo ponto de operação: V_entrada, V_saída, corrente de carga e condições térmicas declaradas. As duas soluções também precisam conseguir manter a saída regulada nessas condições.
Compare a potência útil, a potência retirada da entrada, as perdas totais e a eficiência. Inclua os consumos auxiliares: corrente quiescente no linear e consumo interno/comando já contabilizado ou medido no buck.
Não compare somente uma parcela, como a perda no MOSFET, contra a dissipação total do regulador linear.

A imagem ilustra uma tendência comum, não uma garantia: a diferença real depende da tensão, da carga e dos consumos de cada solução.
Considere o ponto nominal abaixo. O buck tem P_entrada fornecida de 2,80 W, já incluindo as perdas e o consumo interno do seu caso didático. Para o linear, use a expressão já conhecida:
P_linear ≈ (V_entrada − V_saída) × I_saída + V_entrada × I_quiescente
Em ambos os casos, P_saída = 5,0 V × 0,50 A = 2,50 W.
Cálculo e comparação no mesmo ponto de operação.
| Grandeza | Linear | Buck |
|---|---|---|
| Potência de saída | 2,50 W | 2,50 W |
| Perda de carga | (12 − 5) × 0,50 = 3,50 W | Incluída em P_entrada |
| Consumo auxiliar | 12 × 0,002 = 0,024 W | Incluído em P_entrada |
| Perda total | 3,524 W | 2,80 − 2,50 = 0,30 W |
| Potência de entrada | 6,024 W | 2,80 W |
| Eficiência | 41,5% | 89,3% |
Agora reduza a carga para 20 mA, mantendo 12 V na entrada e 5 V na saída. A potência útil passa a ser 0,10 W.
No linear, com I_quiescente = 2 mA:
P_perdas ≈ (12 − 5) × 0,020 + 12 × 0,002 = 0,164 W
Logo, P_entrada ≈ 0,264 W e η ≈ 0,10/0,264 = 37,9%.
Para este buck em carga leve, não prolongue automaticamente o modelo de CCM. Use o dado didático fornecido: P_entrada = 0,18 W, já medido ou informado para esse modo de operação.
Exemplo
Com P_entrada do buck igual a 0,18 W, sua perda total é 0,18 − 0,10 = 0,08 W e sua eficiência é 0,10/0,18 = 55,6%.
Comparação em carga leve com dados fornecidos para cada solução.
| Grandeza | Linear | Buck |
|---|---|---|
| Potência de saída | 0,10 W | 0,10 W |
| Perda total | 0,164 W | 0,080 W |
| Potência de entrada | 0,264 W | 0,180 W |
| Eficiência | 37,9% | 55,6% |
Qual comparação sustenta corretamente a conclusão de que uma solução tem menor perda em um ponto de operação?

Passo 9 de 9
Aplique um orçamento de perdas a um caso final, compare buck e regulador linear em pontos equivalentes e declare as limitações da estimativa.
Caso final — buck não síncrono em CCM, no ponto nominal: V_entrada = 12,0 V, V_saída = 5,00 V e I_saída = 1,00 A. Portanto, a potência útil é P_saída = 5,00 W.
Os valores da tabela são aplicáveis a este ponto didático. As perdas magnéticas do indutor, das interconexões e outras parcelas não receberam dados: registre-as como desconhecidas, e não como zero.
Use estes dados para calcular somente as parcelas que têm modelo e condições fornecidos.
| Parcela | Dado aplicável | Situação |
|---|---|---|
| Chave MOSFET | D = 0,42; R_DS(on) = 80 mΩ; I_L,ef = 1,01 A | Calcular |
| Diodo | 1 − D = 0,58; V_F = 0,45 V | Calcular |
| Indutor | R_enrolamento = 120 mΩ; I_L,ef = 1,01 A | Calcular |
| Capacitor | ESR = 50 mΩ; I_C,ef = 0,173 A | Calcular |
| Comutação | Dado aplicável já consolidado | 60 mW |
| Acionamento de gate | Dado aplicável, separado do consumo interno | 10 mW |
| Consumo interno | Dado aplicável, separado do gate | 12 mW |

O orçamento separa as perdas por componente antes de somá-las; o desenho não pressupõe qual parcela será a maior.
Aplique os modelos já estudados. Para as quatro primeiras parcelas, use os dados da tabela; depois, as parcelas de comutação, gate e consumo interno entram diretamente na soma. Arredonde cada perda de condução para o milésimo de watt quando necessário.
A perda de condução estimada no MOSFET é ____ W.
A perda estimada no diodo é ____ W.
A perda no cobre do indutor é ____ W.
A perda na ESR do capacitor é aproximadamente ____ W.
A soma das perdas modeladas no ponto nominal é ____ W.
A eficiência estimada pelo orçamento parcial é _.
Para um regulador linear de 12 V para 5 V a 1,00 A, com I_quiescente = 1 mA, qual comparação está correta com o buck do caso final?
Em carga leve, mantenha 12 V para 5 V a 50 mA. Para o buck, a potência de entrada fornecida para esse modo é 0,420 W. Para o linear, I_quiescente = 1 mA. Qual conclusão é sustentada?
Escreva uma conclusão técnica de 3 a 5 frases sobre o caso final. Inclua: a eficiência estimada do buck em 1,00 A, a parcela modelada dominante, a comparação com o linear no mesmo ponto e ao menos uma informação ausente que impeça garantir eficiência real ou aquecimento.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).
A resolução consolidada abaixo é um orçamento parcial. Ela confirma o cálculo das parcelas disponíveis, mas não transforma perdas sem dados em perdas nulas.
Resultados obtidos após aplicar os modelos e os dados fornecidos.
| Ponto e solução | P_entrada | Perda total | Eficiência | Situação |
|---|---|---|---|---|
| Buck, 5 V / 1,00 A | 5,501 W estimada | 0,501 W modelada | 90,9% estimada | Faltam outras parcelas |
| Linear, 5 V / 1,00 A | 12,012 W | 7,012 W | 41,6% | Cálculo com Iq = 1 mA |
| Buck, 5 V / 0,050 A | 0,420 W fornecida | 0,170 W | 59,5% | Dado aplicável ao modo |
| Linear, 5 V / 0,050 A | 0,612 W | 0,362 W | 40,8% | Cálculo com Iq = 1 mA |
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Perdas e eficiência de um conversor buck
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