Trilha de aprendizado · Nível 14 · Tutorial 10

Roteamento de uma placa de duas camadas

Rotear uma pequena placa de duas camadas no KiCad, aplicando as regras e o planejamento de retornos, e completar as identificações necessárias à montagem e inspeção.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 25 min
  • 8 passos
Roteamento de uma placa de duas camadas

O que você vai percorrer

  1. Das conexões pendentes à ordem de roteamento Interprete as conexões pendentes e planeje uma ordem de roteamento que preserve os caminhos críticos e o cobre de referência. 2 min
  2. Criar e ajustar trilhas com o roteador interativo Use o roteador interativo para criar e ajustar trilhas em uma única camada, mantendo as regras de largura e espaçamento ativas. 4 min
  3. Mudar de camada sem abandonar o retorno Insira vias de forma controlada e avalie se a mudança de camada preserva um caminho adequado de retorno. 4 min
  4. Contornar obstáculos respeitando a mecânica Contorne regiões congestionadas confirmando o que o KiCad realmente restringe e preservando as folgas mecânicas e de cobre. 3 min
  5. Atualizar zonas e escolher conexões dos pads Atualize o preenchimento de zonas e avalie conexões térmicas ou sólidas de pads considerando cobre efetivo e condições de montagem. 4 min
  6. Encontrar gargalos no caminho de cobre Avalie o percurso completo de cobre para reconhecer gargalos reais e escolher correções que preservem as restrições da placa. 3 min
  7. Completar uma serigrafia útil e legível Organize referências, polaridades e identificações funcionais para que a serigrafia continue legível e útil durante a montagem. 3 min
  8. Concluir o roteamento e preparar a revisão Consolide o roteamento local, registre decisões e pendências e diferencie uma placa roteada de uma placa revisada. 4 min

O que você vai aprender

  • Transformar conexões pendentes em trilhas e vias usando o roteador interativo.
  • Manter os retornos planejados ao mudar trajetos ou camadas.
  • Identificar gargalos de cobre em pads, vias e zonas.
  • Completar a serigrafia sem prejudicar soldagem, acesso ou leitura.

Antes de começar

  • Regras de trilhas, vias e espaçamentos
  • Posicionamento e retornos de corrente na placa
  • Layout dos capacitores de desacoplamento
  • Conectores e pontos de teste acessíveis

Passo 1 de 8

Das conexões pendentes à ordem de roteamento

Interprete as conexões pendentes e planeje uma ordem de roteamento que preserve os caminhos críticos e o cobre de referência.

Leia as pendências como relações, não como trajetos

Comece pelo que a linha informa

Retome a pequena placa de interface analógica de 5 V no seu projeto local do KiCad. Os footprints já estão posicionados, as regras já foram definidas e você já planejou os retornos.

Antes de criar qualquer trilha, observe as linhas finas entre pads: elas são conexões pendentes. Cada uma informa que dois pontos da mesma rede ainda precisam ser ligados por cobre. Ela não informa por onde a trilha deve passar.

Seu objetivo agora é transformar essa lista visual de pendências em uma ordem de trabalho que preserve espaço para os caminhos mais exigentes.

Linha pendente não é trilha

Diagrama de uma placa com linhas pendentes retas entre pads e uma rota possível curva que não segue a linha.

A linha reta mostra apenas quais pads pertencem à ligação pendente; o trajeto real deve respeitar componentes, corredores, regras e retorno.

Destaque redes e classifique a prioridade

Examine a rede antes de desenhar

Escolha uma pendência por vez e identifique a rede e os dois pads envolvidos. No KiCad, destaque ou selecione a rede para enxergar todas as suas conexões antes de decidir a rota.

Pergunte:

  • Esta ligação faz parte de um laço local de desacoplamento ou de um caminho sensível?
  • Há uma região que precisa continuar livre para outra conexão?
  • O trajeto pode fragmentar, estreitar ou ocupar cobre reservado ao retorno?
  • Quais pads dessa rede ainda estão sem ligação?

Não comece pela linha visualmente mais curta. Comece pela conexão cuja liberdade de trajeto é menor.

Exemplo

Exemplo: a conexão curta nem sempre vem primeiro

Imagine três pendências na sua placa:

  1. A ligação entre o capacitor de desacoplamento e os pads de alimentação/referência do circuito integrado.
  2. Um sinal analógico entre o conector e a entrada do circuito.
  3. Uma ligação de LED indicador em uma área aberta da placa.

A primeira merece prioridade porque seu laço local e seu retorno já foram planejados e têm pouca liberdade. A segunda vem depois, escolhendo um caminho que não invada esse arranjo. A ligação do LED, mais flexível, pode aguardar.

A ordem não vem do comprimento das linhas pendentes: vem das restrições reais de cada conexão.

Defina uma ordem que preserve espaço

Planeje antes de ocupar os corredores

Monte uma sequência simples para o seu projeto:

  1. Conexões críticas e laços locais: preserve a proximidade e os retornos já planejados.
  2. Sinais com corredor limitado: roteie enquanto ainda há espaço entre footprints, furos e bordas.
  3. Alimentação e demais ligações condicionadas pelos itens anteriores: escolha percursos compatíveis com as regras.
  4. Redes flexíveis: deixe para o fim as que podem contornar livremente sem afetar as anteriores.

Reserve também áreas amplas de cobre de referência. Uma trilha colocada cedo em uma passagem aparentemente vazia pode bloquear uma conexão crítica ou criar um estreitamento no retorno.

Dica

Critério de desempate

Evite a estratégia de ligar as pendências na ordem em que aparecem na tela. Ela pode consumir o único corredor disponível e obrigar escolhas piores depois.

Se duas conexões competem pelo mesmo espaço, dê preferência àquela que tem menor liberdade, maior sensibilidade ou cujo retorno local depende daquele arranjo. As redes mais livres se adaptam ao espaço que restar.

Pratique a priorização

Escolha uma sequência de roteamento

Ordene estas conexões da primeira à última para uma placa em que o capacitor C1 está ao lado do CI U1, o sinal de entrada passa por uma passagem estreita ao lado de um furo de fixação e o LED está em uma área aberta.

Considere que o retorno de referência sob a região de U1 deve continuar livre.

Restrições da situação
ConexãoCondição
C1 ↔ alimentação/referência de U1Laço local curto; pouco espaço; retorno planejado.
Conector de entrada ↔ U1Passagem estreita próxima ao furo.
LED ↔ resistorÁrea aberta; trajetória flexível.

Organize da maior para a menor prioridade de roteamento.

  1. C1 ↔ alimentação/referência de U1
  2. LED ↔ resistor
  3. Conector de entrada ↔ U1

Passo 2 de 8

Criar e ajustar trilhas com o roteador interativo

Use o roteador interativo para criar e ajustar trilhas em uma única camada, mantendo as regras de largura e espaçamento ativas.

1. Defina a face de cobre

Camada ativa

Escolha a face antes de iniciar

No editor de placas, a camada ativa determina em qual face a nova trilha será criada. Na lista Aparência, localize as camadas de cobre:

  • F.Cu: cobre da face frontal da placa.
  • B.Cu: cobre da face traseira.

As cores podem variar conforme o tema do KiCad; confirme pelo nome da camada, não apenas pela cor. Para esta etapa, escolha a face que preserva melhor o corredor previsto para a conexão prioritária e mantenha o roteamento nela.

As linhas de conexão pendentes mostram quais pads pertencem à mesma rede, mas não obrigam uma linha reta nem definem a face a usar.

Duas faces, uma camada ativa

Placa de duas camadas com uma trilha destacada na face frontal e cobre visível na face traseira.

A trilha nova pertence à camada de cobre que está ativa no momento do roteamento.

2. Conclua uma conexão válida

Roteie respeitando as regras

Do pad ao pad da mesma rede

  1. Selecione a largura prevista para a classe da rede que será roteada. Não use uma largura menor só para “passar” por um espaço difícil.
  2. Acione a ferramenta de roteamento interativo e inicie no pad de origem.
  3. Conduza os segmentos por um caminho compatível com o planejamento da placa.
  4. Clique no pad de destino pertencente à mesma rede para concluir.

Enquanto você move o cursor, o roteador mostra uma prévia da trilha e reage a pads, trilhas e limites existentes. A regra configurada continua valendo durante todo o trajeto.

Dica

Obstáculos são um sinal para ajustar o caminho

Ao encontrar um obstáculo, reposicione os cantos da rota ou escolha outro corredor disponível. Não habilite um modo que ignore colisões ou violações: uma trilha aparentemente concluída pode ficar eletricamente ou geometricamente inadequada.

Conduza a trilha até o destino

Observe a ação: a rota contorna o obstáculo mantendo uma folga visível e só termina ao alcançar o pad de destino.

Diagrama de uma trilha saindo de um pad, contornando um obstáculo e chegando a outro pad da mesma rede.

Contornar é diferente de atravessar: a prévia do roteador ajuda a conservar os espaçamentos definidos.

3. Ajuste sem forçar violações

Concluir, cancelar ou corrigir

Parar não é concluir

Uma rota só elimina a conexão pendente quando alcança um ponto válido da mesma rede. Se você cancelar antes do destino, fica um trecho de trilha sem completar a ligação; a linha pendente continua indicando o que falta conectar.

Se o caminho escolhido ficou ruim, desfaça a tentativa ou edite os segmentos. Compare o espaço restante para outras redes antes de aceitar a geometria. O objetivo não é apenas fazer a linha pendente desaparecer, mas manter caminhos organizados e os corredores necessários livres.

Exemplo

Verifique sua interpretação

Uma trilha iniciada em um pad foi cancelada antes de tocar o pad de destino. Qual afirmação é correta?

O que ocorre com a conexão entre os pads após cancelar uma rota antes do destino?

4. Pratique e registre a evidência

Roteie uma conexão prioritária

Prática no seu projeto local

No KiCad, escolha a próxima conexão prioritária que seu planejamento permite fazer em uma única face.

  • Confirme F.Cu ou B.Cu como camada ativa.
  • Selecione a largura da classe dessa rede.
  • Roteie do pad de origem ao pad de destino, contornando obstáculos sem ignorar colisões.
  • Se a primeira geometria consumir um corredor importante, desfaça ou ajuste os segmentos antes de prosseguir.
  • Observe a indicação da conexão pendente antes e depois de concluir.

Não avance para uma mudança de camada nesta prática.

Relate sua rota

Registre o resultado da sua prática. Não envie arquivo: descreva apenas o que fez e observou.

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 3 de 8

Mudar de camada sem abandonar o retorno

Insira vias de forma controlada e avalie se a mudança de camada preserva um caminho adequado de retorno.

A transição é parte do percurso

Uma via muda a face da trilha

Quando uma trilha precisa passar de F.Cu para B.Cu, a transição é feita por uma via passante. Ela conecta eletricamente os dois lados da placa e permite continuar a mesma rede na outra camada.

No roteador interativo do KiCad, inicie pelo pad da rede, conduza a trilha até um ponto planejado e use o comando de troca de camada. O roteador insere a via e passa a desenhar na outra face. Escolha as dimensões de via já previstas nas regras do projeto; não reduza diâmetro, furo ou espaçamento apenas para “caber”.

A via é uma decisão sobre o percurso inteiro: de onde a trilha vem, para onde seguirá e qual cobre de referência acompanha cada trecho.

Esquema de uma trilha que passa da face superior para a inferior por uma via, acompanhada por áreas contínuas de cobre de referência.

A via conecta a trilha entre as faces; a análise inclui também o cobre de referência ao longo do caminho.

Decidir pela continuidade, não pelo cruzamento

O retorno também precisa atravessar

Não posicione uma via só porque duas trilhas parecem se cruzar. Antes, observe o trajeto completo nas duas faces:

  1. Há cobre da rede de referência efetivamente contínuo sob ou próximo ao trecho em F.Cu?
  2. Depois da via, há uma região de referência contínua em B.Cu?
  3. A mudança cria uma fenda, um pescoço muito estreito ou um desvio grande para o retorno?

Uma via de sinal leva o sinal para a outra face, mas não leva automaticamente sua corrente de retorno. Se o caminho de referência muda de face, o retorno precisa de uma transição próxima e disponível na mesma rede de referência — frequentemente uma via de GND — conectando regiões contínuas nos dois lados.

Comparação entre uma troca de camada com via de referência próxima e cobre contínuo, e outra em que uma fenda obriga o retorno a contornar uma região.

A via de referência ajuda somente se unir regiões contínuas da mesma referência. Ela não elimina uma fenda no cobre.

Exemplo

Exemplo: o atalho visual pode piorar o laço

Exemplo de decisão

Uma trilha de sinal sai de um capacitor próximo ao CI e precisa contornar outra conexão. Uma via colocada logo após o pad parece encurtar a rota visível. Porém, em B.Cu há uma abertura na zona de GND entre esse ponto e o destino. O retorno teria de dar uma volta pela borda da abertura.

Nesse caso, prefira reposicionar a via para uma região em que as zonas de GND das duas faces sejam contínuas e possam ser ligadas por uma via de referência próxima. Se não existir essa região, redesenhe o trajeto ou preserve a trilha na face original. Adicionar uma via de GND isolada dentro de uma ilha não cria continuidade.

Verifique a transição

Escolha a transição mais adequada

Qual situação oferece a melhor transição de camada para uma trilha de sinal?

Aplique e justifique

Prática no seu KiCad

No seu projeto local, escolha uma conexão ainda pendente que aparentemente se beneficie de trocar de camada.

  1. Destaque a rede e examine o trajeto inteiro antes de desenhar.
  2. Inicie a trilha, insira uma via com as dimensões previstas e continue na outra face.
  3. Inspecione as zonas de referência nas duas faces. Se houver uma transição adequada para o retorno, posicione uma via de referência próxima, na mesma rede de referência e conectada a cobre contínuo.
  4. Se a mudança criar ou atravessar uma região sem referência contínua, desfaça a tentativa e escolha outro trajeto.

Após alterar o cobre, atualize o preenchimento das zonas para enxergar a situação real.

Registre sua decisão

Qual conexão você tentou mudar de camada? Descreva em poucas frases onde ficou a via, como estava o cobre de referência em cada face e por que você manteve ou desfez essa rota.

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 4 de 8

Contornar obstáculos respeitando a mecânica

Contorne regiões congestionadas confirmando o que o KiCad realmente restringe e preservando as folgas mecânicas e de cobre.

Distinguir referência visual de restrição

Leia o bloqueio antes de rotear

Restrição reconhecida não é apenas um desenho

Em uma região congestionada, diferencie o que é visível do que o KiCad realmente bloqueia. Uma linha de contorno, círculo de furo ou marca mecânica pode servir apenas de referência visual. Já uma área de restrição configurada informa ao editor se trilhas, vias e/ou zonas são proibidas — e em quais camadas.

Antes de iniciar uma rota, selecione ou inspecione a área reservada e confirme seus efeitos. Um furo de fixação, por exemplo, exige também a folga mecânica definida ao redor dele; não basta desviar do círculo do furo.

O bloqueio precisa existir como regra

A região hachurada representa uma restrição que vale nas duas faces: mudar de F.Cu para B.Cu não cria uma passagem através dela. O círculo mecânico isolado é apenas uma referência visual; só bloqueia o roteador se houver uma regra ou área de restrição associada.

Diagrama de placa mostrando uma área reservada ao redor de um furo e trilhas nas duas faces desviando dessa área.

Verifique o escopo da restrição: objeto bloqueado e camadas afetadas.

Replanejar preservando as regras

Sequência diante de um conflito

Planeje o desvio, não force a passagem

Ao encontrar um obstáculo, mantenha as regras de largura e espaçamento ativas. Não use um modo que ignore colisões e não reduza folgas apenas para “fazer caber”.

  1. Pare a rota e observe o trajeto completo até o pad de destino.
  2. Verifique se a restrição vale para uma ou para as duas faces e se também bloqueia vias.
  3. Procure um corredor livre que preserve o cobre de retorno previsto.
  4. Se for necessário mudar de camada, posicione a via fora da área proibida e continue somente por regiões permitidas.
  5. Se nenhum corredor for adequado, refaça o trajeto de uma conexão menos crítica, sem deslocar os caminhos sensíveis já definidos.

Depois de concluir os trajetos críticos, use os espaços restantes para as redes com maior liberdade.

Exemplo

Exemplo: furo de fixação no caminho

Situação: uma trilha de sinal precisa alcançar um conector, mas há um furo de fixação com área reservada entre os dois pads. A área proíbe trilhas e vias em F.Cu e B.Cu.

Decisão adequada: conduzir a trilha pelo corredor externo disponível, mantendo a folga da borda e das demais redes. Se o caminho exigir uma via, ela deve ficar antes ou depois da área reservada, nunca dentro dela.

Decisões inadequadas: passar na face inferior “por baixo” da área, inserir a via dentro da folga do furo ou estreitar a trilha/espaçamento sem que isso seja permitido pelas regras do projeto.

Escolher uma solução compatível

Decida o caminho

Uma trilha de baixa criticidade precisa chegar a um pad do outro lado de uma região congestionada. Há um furo de fixação com uma área de restrição que bloqueia trilhas e vias nas duas camadas. O corredor acima está livre e mantém os espaçamentos previstos. Qual é a melhor ação?

Conflito de passagem

Escolha a solução mais adequada.

Passo 5 de 8

Atualizar zonas e escolher conexões dos pads

Atualize o preenchimento de zonas e avalie conexões térmicas ou sólidas de pads considerando cobre efetivo e condições de montagem.

Revele o cobre resultante

Contorno não é cobre final

Depois de mover uma trilha, inserir uma via ou alterar o contorno de uma zona, o preenchimento exibido pode não representar mais o cobre que será gerado. Refaça o preenchimento das zonas no seu projeto local — no KiCad, normalmente com B — antes de avaliar conectividade, folgas e retorno.

O contorno da zona é apenas a região que você desenhou. O preenchimento é o cobre que de fato sobra depois que o KiCad aplica rede, espaçamentos, trilhas, vias, pads e a remoção de ilhas. Avalie sempre o resultado preenchido, nas duas faces quando houver zonas nelas.

O que muda ao preencher

Comparação entre o contorno vazio de uma zona e o cobre efetivamente preenchido, com folgas ao redor de outras redes.

O contorno delimita a zona; o preenchimento revela o cobre conectado que permanece após as regras.

Dica

Prática no KiCad

Faça agora no seu layout local:

  1. Repreencha as zonas.
  2. Observe uma zona de referência próxima a uma trilha ou via que você alterou.
  3. Verifique se ela continua conectada onde você esperava e se não restou uma pequena região de cobre isolada.

Não conclua que um caminho de retorno está preservado só porque o contorno ainda aparece na tela.

Escolha conforme o caso

Duas formas de ligar o pad

Quando um pad pertence à mesma rede da zona, sua ligação pode ser térmica ou sólida. A escolha é local ao contexto: considere a corrente naquele caminho, a capacidade de dissipar calor durante a soldagem e como a peça será montada ou retrabalhada.

Térmica e sólida

À esquerda, pad ligado à zona por raios térmicos; à direita, pad fundido diretamente ao cobre da zona.

Os raios térmicos reduzem a condução de calor para a zona. A conexão sólida maximiza a seção de cobre, mas pode dificultar a soldagem manual.

Critérios de escolha

Use esta comparação como ponto de partida, não como regra automática.

A geometria efetiva após o preenchimento é o que deve ser observado.
ConexãoVantagem principalAtenção
TérmicaFacilita aquecer o pad na soldagemOs raios fazem parte do caminho de corrente
SólidaMaior seção de cobre e menor restrição localA zona pode retirar calor e dificultar a soldagem
Escopo localPermite ajustar um pad ou footprint necessárioNão altere todos os pads sem necessidade

Aplicação: corrente e montagem

Decida e justifique

Um conector passante leva corrente relevante para uma zona de alimentação. Ele será soldado manualmente, e o pad fica ligado a uma grande área de cobre que tende a retirar calor. Qual decisão inicial é mais coerente?

Escreva pelo menos 100 caracteres (0/100).

Exemplo

Critério para comparar sua resposta

Resposta esperada: começar avaliando uma conexão térmica nesse pad, pois a grande zona pode dificultar a soldagem manual. Depois do preenchimento, confira a geometria e a quantidade dos raios; se não atenderem à exigência elétrica, reavalie a solução local em vez de alterar indiscriminadamente todos os pads.

Prática de inspeção visual

Observe o preenchimento real

No seu projeto local, escolha uma zona que tenha sido afetada por uma trilha, via ou ajuste feito até aqui. Repreencha as zonas e examine pelo menos um pad conectado a ela.

Relate: qual pad ou referência você observou; se a ligação ficou térmica ou sólida; e uma evidência visual do resultado, como raios visíveis, cobre contínuo, ligação ausente ou ilha removida. Se algo inesperado aparecer, descreva-o sem tentar corrigir regras globalmente.

Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 6 de 8

Encontrar gargalos no caminho de cobre

Avalie o percurso completo de cobre para reconhecer gargalos reais e escolher correções que preservem as restrições da placa.

Rastreie o percurso real

Observe o caminho inteiro

Uma rota de alimentação não é apenas a trilha mais longa ou a largura escolhida no início. Avalie o caminho completo de condução: saída de uma zona ou pad, trilhas, vias, entradas de pads e conexão final à zona.

O trecho mais estreito pode limitar a queda de tensão, o aquecimento ou a corrente admissível do percurso, mesmo que todo o restante seja largo. Procure especialmente:

  • entrada estreita em um pad;
  • corredor comprimido entre outros cobres ou obstáculos;
  • via em série no percurso;
  • “pescoço” deixado no preenchimento de uma zona;
  • raios de uma conexão térmica.

Isso não significa que toda redução seja um erro. O contexto elétrico do trecho e as restrições físicas definem se ela é aceitável.

Onde o cobre costuma estrangular

Os quatro detalhes mostram pontos onde um caminho aparentemente largo pode ficar restrito.

Diagrama de uma placa com entrada estreita em pad, via, pescoço de zona e raios térmicos destacados como possíveis gargalos.

Examine cada transição do percurso, não apenas a trilha predominante.

Dica

Inclua a conexão do pad na análise

Raios térmicos também conduzem corrente. Uma conexão térmica facilita a soldagem porque reduz a transferência de calor para a zona. Em troca, a ligação elétrica do pad à zona passa pelos raios efetivamente formados.

Ao avaliar um pad ligado por conexão térmica, observe quantidade, largura e comprimento dos raios, além das necessidades daquele trecho. Uma conexão sólida pode ser adequada em certas situações; em outras, pode dificultar a montagem. Não há escolha universal.

Escolha correções sem criar outro problema

Exemplo

Exemplo: redução localizada ou gargalo relevante

Compare dois casos de uma mesma alimentação:

Caso A: uma trilha larga chega a um pad por uma curta redução de largura, inevitável pela geometria do footprint. A carga é pequena e os critérios adotados continuam atendidos.

Caso B: a alimentação de maior corrente atravessa uma única via e, depois, um pescoço estreito da zona antes de alcançar o conector.

No caso A, a redução curta não deve ser classificada automaticamente como defeito. No caso B, há vários trechos a examinar no caminho principal. A decisão depende das exigências elétricas, do retorno preservado, das regras e do espaço físico — não só da aparência.

Diagnostique antes de alterar

Ao localizar um ponto restritivo, escolha primeiro uma ação que ataque sua causa física. A correção final precisa manter os espaçamentos, as áreas reservadas e o caminho de retorno planejado. Algumas situações pedem alteração; outras pedem apenas verificar se o trecho atende às exigências reais.

Gargalo → investigação inicial

Associe cada ponto restritivo à ação inicial mais pertinente.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Aplique a inspeção à sua placa

Inspecione uma rota no seu KiCad

No seu projeto local no KiCad, escolha uma rota de alimentação ou outra rede que tenha exigência relevante. Siga visualmente o caminho entre os dois pontos principais da rede e procure pads, vias, corredores estreitos, pescoços de zona e conexões térmicas.

Se alterar o trajeto, a posição de uma via, a geometria de uma zona ou a conexão de um pad, preencha novamente as zonas antes de concluir a inspeção. O contorno da zona não revela, sozinho, o cobre que restou nem suas conexões.

Evite “corrigir” um gargalo invadindo espaçamentos, áreas reservadas ou criando uma fenda no retorno. Se não houver correção claramente melhor, registre a limitação para a revisão posterior.

Examine seu próprio percurso

Qual é o trecho mais restritivo que você encontrou em uma rota do seu projeto? Descreva onde ele está, por que pode ou não ser aceitável e qual correção você consideraria primeiro. Se não encontrou um gargalo relevante, indique a rota observada e os pontos que conferiu.

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 7 de 8

Completar uma serigrafia útil e legível

Organize referências, polaridades e identificações funcionais para que a serigrafia continue legível e útil durante a montagem.

Torne cada peça reconhecível

O que a serigrafia precisa comunicar

Serigrafia é uma instrução na própria placa

Use a serigrafia para alguém montar, conectar e conferir a placa sem adivinhações. Cada referência deve apontar sem ambiguidade para seu componente: R1 perto de R1, C3 perto de C3. Se houver pouco espaço, afaste o texto, mas mantenha uma associação visual clara e não o coloque entre peças parecidas.

Também marque polaridade e orientação quando forem relevantes: + no lado positivo de um capacitor polarizado, marca de diodo e indicação de pino 1 de circuitos integrados ou conectores. A marca deve continuar visível depois da montagem.

Referências e marcas associadas ao componente

Ilustração de uma placa em que referências, marca de polaridade e indicação de pino 1 ficam próximas aos respectivos footprints, sem cobrir os pads.

A referência pode ficar ao lado do componente; o importante é não deixar dúvida sobre a qual peça ou orientação ela se refere.

Identifique sem bloquear a montagem

Conectores: identificação para quem vai usar

Nomeie a função do conector

Ao lado de um conector, escreva o que cada contato faz no equipamento, de acordo com o mapeamento elétrico já definido. Por exemplo, em vez de depender apenas de J1 ou do nome interno da rede, uma entrada de alimentação pode trazer +5V e GND; uma conexão de sinal pode trazer SINAL e GND quando isso refletir seu uso.

Confira a identificação pela vista de encaixe ou uso do conector. Não copie uma sequência apenas porque parece correta na vista oposta. A numeração dos pads e o mapeamento elétrico são a referência para decidir qual texto fica junto de cada contato.

Exemplo

Da rede à função visível

Exemplo — conector de 3 contatos

Se o mapeamento local disser:

  • pad 1 → alimentação de 5 V;
  • pad 2 → referência;
  • pad 3 → saída analógica;

uma identificação funcional legível pode ser +5V, GND e OUT, posicionada ao lado dos contatos correspondentes na face em que o conector será lido. Antes de mover textos, compare cada posição com os números dos pads no KiCad.

Espaço, fabricação e faces

Preserve soldagem e leitura

Deixe texto e símbolos fora das aberturas da máscara de solda, pads, contatos de conector, pontos de teste e da área que será coberta por uma peça. Um texto sobre um pad pode desaparecer na fabricação, dificultar a soldagem ou virar uma marca confusa.

Adote tamanho e espessura que sua fabricação assumida consegue reproduzir. Prefira poucas informações grandes e legíveis a muitas inscrições minúsculas. Organize textos de cada face para serem lidos naquela vista: use F.SilkS para a face frontal e B.SilkS para a traseira. Ao trocar a camada do texto, o KiCad cuida do espelhamento de exibição; não tente inverter as letras manualmente.

Pratique a inspeção visual

Escolha a disposição legível

Qual disposição de serigrafia é mais adequada para uma pequena placa com um capacitor polarizado e um conector?

Selecione a imagem com a melhor disposição.

Ajuste e registre

Aplique na sua placa

No seu projeto local no KiCad, revise a serigrafia das duas faces. Mova, adicione ou ajuste as marcações necessárias para que:

  1. as referências não cubram pads nem fiquem ambíguas;
  2. componentes polarizados e pino 1 tenham marca visível quando aplicável;
  3. cada contato de conector tenha identificação funcional coerente com seu mapeamento;
  4. textos não fiquem sob componentes, sobre contatos ou em áreas de acesso;
  5. tamanho, espessura e orientação sejam compatíveis com a fabricação assumida.

Faça essa organização no editor de placas. A conferência formal por regras e a inspeção mais ampla vêm no próximo tutorial.

Registre sua decisão

Quais identificações você corrigiu ou confirmou? Cite uma referência, uma marca de polaridade ou pino 1 e um conector. Explique brevemente como verificou que cada texto não encobre um pad ou fica sob uma peça.

Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 8 de 8

Concluir o roteamento e preparar a revisão

Consolide o roteamento local, registre decisões e pendências e diferencie uma placa roteada de uma placa revisada.

Consolidar a placa local

Uma passada final antes da revisão

Feche o roteamento com uma passada integrada

No seu projeto local, conclua somente as conexões que ainda faltarem, sem desmontar os trajetos críticos já definidos. Em seguida, atualize o preenchimento das zonas.

Faça uma inspeção visual orientada por quatro perguntas:

  1. Conexões: ainda há alguma linha de conexão pendente?
  2. Camadas e retorno: cada trecho que mudou de face mantém uma referência de retorno planejada?
  3. Cobre: há pescoços em pads, vias, passagens estreitas ou raios térmicos que merecem atenção?
  4. Serigrafia: referências, polaridades e funções dos conectores continuam legíveis e fora de pads e áreas de contato?

Esta é uma conferência de projeto, não uma substituição da revisão formal.

O que observar no layout final

Diagrama de uma pequena placa de duas camadas roteada, com trilhas nas duas faces, vias, zona de referência preenchida, um gargalo de cobre e serigrafia posicionada fora dos pads.

Após preencher as zonas, observe a placa como um conjunto: conectividade, retorno, seção de cobre e identificação.

Registrar decisões e pendências

Documente o estado atual

Registre as decisões no seu próprio caderno, arquivo de notas ou campo de documentação do projeto. Não é necessário enviar arquivos.

Um registro curto e útil descreve fatos observáveis, por exemplo:

  • estado das conexões pendentes após preencher as zonas;
  • uma rota que exigiu desvio ou troca de camada e como o retorno foi preservado ou qual limitação permaneceu;
  • um gargalo analisado e a decisão tomada;
  • referências, polaridades e nomes funcionais de conectores que você completou;
  • qualquer ponto que ainda precise de revisão.

Evite registrar apenas “está pronto”. Indique o que foi conferido e o que ainda é incerto. Esse relato ajuda a separar decisões conscientes de suposições visuais.

Relato de conclusão

No seu projeto local, escreva um relato de 4 a 7 linhas contendo:

  1. O estado das conexões pendentes depois do preenchimento das zonas.
  2. Uma decisão de trajeto ou camada e a condição do retorno nessa região.
  3. Um gargalo que você examinou e sua decisão.
  4. As identificações de serigrafia que concluiu.
  5. Uma limitação ou ponto que ficará para a revisão seguinte.

Não envie o arquivo: use esta resposta para organizar sua revisão.

Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).

Preparar a próxima revisão

Atenção

Completo não é o mesmo que aprovado

Concluir o roteamento significa que você transformou as conexões planejadas em cobre e fez uma conferência visual consciente das decisões tomadas.

Isso não aprova a placa. Uma placa pode parecer completa e ainda ter problemas de conectividade, espaçamento, geometria, contorno, pinagem ou montagem. No próximo tutorial, a revisão com DRC e a inspeção física complementarão esta etapa.

Não altere regras apenas para “limpar” avisos futuros: cada resultado de revisão deverá ser investigado pela causa.

Verifique sua conclusão

Uma placa sem linhas de conexão pendentes, com zonas preenchidas e serigrafia aparentemente legível já está aprovada para fabricação.

Resumo

Síntese do tutorial

  • Conclua as conexões restantes preservando os trajetos críticos e atualize o preenchimento das zonas.
  • Confira o conjunto: conexões pendentes, transições de camada e retorno, gargalos de cobre e serigrafia.
  • Registre decisões e limitações concretas do projeto local; não é necessário enviar arquivos.
  • Roteamento concluído não equivale a placa aprovada: DRC e inspeção física serão a próxima etapa.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Roteamento de uma placa de duas camadas

Você concluiu o roteamento inicial da sua placa de duas camadas. Guarde seu registro de decisões e siga para a revisão com DRC e inspeção física.

Baixe o Aplicativo agora para ter acesso a + de 5000 cursos gratuitos, exercícios, certificado e muito conteúdo sem pagar nada!

  • Cursos online 100% gratuitos do início ao fim

    Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.

  • Mais de 60 mil exercícios gratuitos

    Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online

  • Certificado Digital gratuito válido em todo o Brasil

    Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail

Aplicativo Cursa na tela de ebook, na tela de curso em vídeo e na tela de exercícios do curso, mais o certificado de conclusão de curso