
Passo 1 de 8
Definir o resultado ao qual o orçamento se aplica
Delimite o resultado de medição antes de reunir contribuições de incerteza.
Trilha de aprendizado · Nível 15 · Tutorial 7
Construir um orçamento simples de incerteza para uma medição de validação, combinando contribuições justificadas e declarando corretamente a incerteza padrão ou expandida.
Definir o resultado ao qual o orçamento se aplica
Delimite o resultado de medição antes de reunir contribuições de incerteza. 2 min
Interpretar as fontes e obter incertezas padrão
Aprenda a distinguir estatística, especificações, correções e declarações de calibração antes de registrar incertezas padrão em um orçamento. 3 min
Montar a tabela sem contar o mesmo efeito duas vezes
Organize um orçamento de incerteza rastreável, separando correções, fontes aplicáveis e parcelas que poderiam duplicar o mesmo efeito. 3 min
Propagar cada contribuição para a unidade do resultado
Converta cada incerteza padrão para a unidade do resultado usando a magnitude do coeficiente de sensibilidade, preservando o sinal apenas no modelo de medição. 3 min
Verificar se a soma quadrática é válida
2 min
Calcular a incerteza padrão combinada
Calcule a incerteza padrão combinada a partir de contribuições já propagadas e interprete corretamente a unidade e o significado de u_c. 3 min
Expandir a incerteza sem prometer cobertura automática
Calcule a incerteza expandida e diferencie o uso de k de uma afirmação justificada de cobertura. 4 min
Concluir o orçamento e declarar o resultado
Conclua um orçamento de incerteza autocontido e apresente o resultado com condições e limitações explícitas. 5 min

Passo 1 de 8
Delimite o resultado de medição antes de reunir contribuições de incerteza.
Um orçamento de incerteza não pertence ao circuito inteiro nem a um instrumento “em geral”. Ele se aplica a um resultado de medição definido: grandeza, ponto observado, procedimento, configuração e condições.
Neste tutorial, usaremos dados didáticos completos. Você não precisa energizar uma montagem nem obter arquivos externos.

O mesmo número só é comparável quando se preservam a definição e as condições da medição.
Caso condutor — resultado de interesse
Estimar a tensão contínua média no ponto de teste TP5V de uma configuração identificada do projeto, durante uma janela de 60 s.
O resultado será associado ao procedimento abaixo; mudar qualquer elemento relevante pode exigir outro orçamento ou uma revisão de suas hipóteses.
Exemplo
Esses dados delimitam o significado de “tensão medida”. Não são ainda um cálculo de incerteza.
No orçamento de pior caso, combinamos limites admissíveis para investigar extremos possíveis, como já foi feito no orçamento de erro da cadeia.
No orçamento de incerteza, organizaremos o conhecimento disponível sobre este resultado medido: dispersão das leituras, informações aplicáveis do instrumento, correções e hipóteses. Ele não transforma limites de especificação em probabilidades por si só.
Portanto, não reutilize automaticamente um orçamento de pior caso como orçamento de incerteza, mesmo que ambos mencionem o mesmo circuito.

Pior caso explora limites admissíveis; incerteza descreve o conhecimento disponível sobre um resultado sob condições definidas.
Qual definição é suficientemente específica para iniciar o orçamento de incerteza do caso condutor?

Passo 2 de 8
Aprenda a distinguir estatística, especificações, correções e declarações de calibração antes de registrar incertezas padrão em um orçamento.
Antes de preencher um orçamento, identifique que tipo de informação cada fonte fornece. Para a tensão contínua média definida no passo anterior, as fontes usuais são:
O número disponível não entra automaticamente como incerteza padrão. Primeiro registre sua origem, validade e significado.

A fonte só é utilizável depois de conferir se suas condições correspondem à medição.
Use esta distinção operacional ao registrar uma fonte. Ela evita colocar na mesma coluna valores que têm funções diferentes.
| Informação encontrada | O que ela significa | Tratamento adequado |
|---|---|---|
| Média e dispersão de leituras | Informação estatística da série | Usar a incerteza da média somente com estabilidade e independência justificadas |
| ±0,05% da leitura + 2 dígitos | Limite de desempenho especificado | Conferir faixa, modo, resolução, ambiente e interpretação da especificação antes de modelar |
| Correção de −3 mV | Ajuste a aplicar ao resultado, se aplicável | Corrigir o resultado; registrar separadamente a incerteza associada à correção |
| U = 0,020 V, k = 2 | Incerteza expandida declarada pela fonte | Recuperar a incerteza padrão com u = U/k |
| U = 0,020 V, sem k | Declaração incompleta para essa conversão | Registrar a limitação e esclarecer a fonte; não inventar k |
Dica
Uma especificação pode deixar de ser aplicável se, por exemplo, foi escrita para outra faixa, para temperatura ambiente diferente, para uso após aquecimento do instrumento ou para uma resolução distinta. Também verifique se ela já inclui efeitos que outra fonte pretende representar.
Uma correção desloca o melhor valor estimado. A incerteza associada informa o que ainda se desconhece após aplicar a correção. Portanto, correção e incerteza não são parcelas intercambiáveis.
Exemplo
Quando uma fonte declara uma incerteza expandida U acompanhada de seu próprio fator k, obtenha a incerteza padrão daquela fonte por:
u = U / k
Exemplo: um certificado aplicável à faixa usada informa U = 0,020 V e k = 2. Logo, a incerteza padrão recuperada é:
u = 0,020 V / 2 = 0,010 V
Registre também as condições do certificado, como ponto calibrado, faixa, data e condições de uso. O k aqui pertence à declaração da fonte; ele não decide, por si só, como será declarado o resultado final.
Atenção
Se uma fonte informar somente “incerteza de 0,020 V” sem dizer se esse valor é padrão, expandido, limite ou qual modelo o sustenta, não escolha um divisor por conveniência. Marque a informação como insuficiente para conversão e busque esclarecimento ou uma fonte aplicável alternativa.
Associe cada informação ao tratamento mais adequado.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Uma fonte aplicável declara U = 0,020 V com k = 2. A incerteza padrão é u = __.

Passo 3 de 8
Organize um orçamento de incerteza rastreável, separando correções, fontes aplicáveis e parcelas que poderiam duplicar o mesmo efeito.
Um orçamento rastreável começa definindo o que cada linha representa. Para a tensão contínua média em TP5V, medida com o multímetro na faixa de 20 Vcc, registre a origem do dado, sua condição de validade e a hipótese usada antes de convertê-lo em incerteza padrão.
Mantenha também a correção aplicada separada das linhas de incerteza. A correção altera o melhor valor estimado; a incerteza associada descreve o que ainda se desconhece depois dessa aplicação. O valor da correção não é, por si só, uma incerteza padrão.

Correção aplicada e incerteza associada têm funções diferentes; efeitos sobrepostos não devem gerar duas parcelas.
A tabela pode ser larga; se necessário, divida-a em uma parte descritiva e outra numérica. O importante é que cada linha permita responder: de onde veio o dado, em quais condições vale e por que entrou — ou não entrou — no orçamento.
| Origem | Valor disponível | Unidade | Condição de validade | Modelo ou hipótese | Conversão para u padrão* |
|---|---|---|---|---|---|
| Calibração | U = 0,004 | V | Mesmo multímetro; faixa de 20 Vcc; certificado aplicável | U declarado com k = 2 | u = U/k |
| Repetições | u da média = 0,0012 | V | TP5V, janela de 60 s e configuração definidas | Série previamente considerada aplicável | Valor já em u |
| Resolução | q = 0,001 | V | Leitura na faixa de 20 Vcc | Arredondamento; verificar sobreposição | (q/2)/√3 |
Exemplo
Considere uma média indicada de 5,012 V no caso condutor. Um certificado aplicável ao mesmo multímetro, na faixa de 20 Vcc, informa correção de +0,001 V. Ao aplicá-la, o melhor valor estimado passa a ser 5,013 V.
O certificado também declara U = 0,004 V, k = 2. Isso fornece u = 0,002 V para a incerteza associada à calibração, desde que as condições documentadas permaneçam aplicáveis. A correção de +0,001 V não entra novamente na coluna de incerteza padrão.
Para um visor com incremento q, o arredondamento pode ser representado por um intervalo de largura q. Sob a hipótese de distribuição retangular, a semilargura é q/2:
u_res = (q/2) / √3
Com q = 0,001 V, resulta u_res ≈ 0,000289 V. Essa é uma possível linha do orçamento, não uma inclusão automática: ela só entra se o arredondamento ainda não estiver adequadamente representado por outra informação incluída.
A coluna numérica completa ainda terá coeficiente de sensibilidade e contribuição na unidade do resultado. Esses campos permanecem preparados, mas não serão calculados agora; a propagação será feita no próximo passo.
| Origem | Conversão para u | u padrão | Unidade de u | Sensibilidade | Contribuição no resultado |
|---|---|---|---|---|---|
| Calibração | U/k | 0,002 | V | A preencher depois | A preencher depois |
| Repetições | Valor já fornecido | 0,0012 | V | A preencher depois | A preencher depois |
| Resolução | (q/2)/√3 | 0,000289 | V | A preencher depois | A preencher depois |
Atenção
Não some resolução, quantização, dispersão observada e especificações agregadas por hábito. Investigue o escopo de cada fonte.
Uma especificação pode declarar que já inclui resolução. Uma análise de repetições pode, em certas condições, já incorporar parte da variação associada aos valores quantizados. Por outro lado, uma série com o mesmo valor exibido não demonstra que a incerteza de arredondamento seja nula.
Também não some automaticamente uma especificação e uma calibração se ambas descrevem o mesmo desempenho do instrumento. Registre a decisão: incluída, excluída por sobreposição documentada ou excluída como desprezível nas condições assumidas.
No orçamento de TP5V, o certificado aplicável à faixa de 20 Vcc declara que sua incerteza exclui a resolução do visor. As dez leituras usadas para a média foram todas 5,012 V; a incerteza das repetições foi atribuída à instabilidade da fonte, observada em um registro independente. O multímetro tem q = 0,001 V. Qual registro é mais defensável?
Documente um orçamento parcial para a tensão corrigida em TP5V, com o multímetro na faixa de 20 Vcc.
Dados: certificado aplicável informa correção de +0,001 V e U = 0,004 V, k = 2; a série de dez leituras fornece u da média = 0,00030 V; o visor tem q = 0,001 V. Neste caso, a análise das repetições representa somente a instabilidade da fonte externa e não representa o arredondamento do visor.
Escreva três linhas no formato origem | hipótese ou condição | incerteza padrão. Em seguida, justifique em uma frase por que a correção não deve aparecer como uma quarta incerteza.
Escreva pelo menos 120 caracteres (0/120).

Passo 4 de 8
Converta cada incerteza padrão para a unidade do resultado usando a magnitude do coeficiente de sensibilidade, preservando o sinal apenas no modelo de medição.
Cada linha do orçamento parte de uma incerteza padrão da entrada, uᵢ, mas o resultado pode estar em outra unidade ou em outro ponto da cadeia. Propague-a pela sensibilidade do modelo:
contribuiçãoᵢ = |cᵢ| × uᵢ
O coeficiente cᵢ mantém seu sinal no modelo de medição. Já a contribuição registrada no orçamento é uma magnitude não negativa; por isso, usa-se |cᵢ|.
A unidade deve fechar. Se o resultado está em V e uma entrada está em mV, então o coeficiente pode ter unidade V/mV. Após a multiplicação, a contribuição fica em V: a unidade do resultado.

A sensibilidade é a ponte entre a unidade da entrada e a unidade do resultado.
Dica
Não altere o sinal da equação apenas para preencher a tabela. Por exemplo, no modelo y = Vₗ − δ, a sensibilidade de δ é cδ = −1. Se u(δ) = 0,003 V, a contribuição é |−1| × 0,003 V = 0,003 V.
O sinal participa do cálculo do valor estimado de y. A magnitude expressa o tamanho da incerteza que chega a y.
Exemplo
Para a tensão contínua corrigida em TP5V, represente o resultado por:
y = V̄ₗ + δcal
V̄ₗ é a média das leituras indicadas e δcal é a correção aplicável do certificado. Ambas as entradas estão expressas em volts no mesmo ponto de teste; portanto, suas sensibilidades são unitárias. Isso não elimina a necessidade de registrá-las: a unidade V/V mostra por que a contribuição final continua em V.
Cada coeficiente unitário decorre deste modelo específico; não é uma regra para toda cadeia de medição.
| Entrada | Incerteza padrão uᵢ | cᵢ | |cᵢ| × uᵢ |
|---|---|---|---|
| Média indicada V̄ₗ | 0,00030 V | +1 V/V | 0,00030 V |
| Calibração δcal | 0,0020 V | +1 V/V | 0,0020 V |
| Resolução | 0,000289 V | +1 V/V | 0,000289 V |
Exemplo
Considere agora uma tensão medida depois de um condicionamento de ganho conhecido, G = 10, mas cujo resultado desejado é referido à entrada:
x = Vsaída / G
Para u(Vsaída) = 0,020 V, a sensibilidade é cVsaída = 1/G = 0,100 V de entrada/V de saída. Logo, a contribuição referida à entrada é:
|0,100| × 0,020 V = 0,0020 V
Embora V/V seja numericamente adimensional, explicitar a relação ajuda a distinguir tensão de saída da tensão referida à entrada.
Atenção
Neste exemplo, a incerteza do ganho foi desconsiderada somente pela hipótese explícita de que G é conhecido com incerteza desprezível diante das demais parcelas, nas condições usadas. Se essa hipótese não for defensável, G precisa aparecer como outra entrada do modelo; não o ignore por hábito.
No modelo x = Vsaída / G, adote G = 10 conhecido sem incerteza relevante e u(Vsaída) = 0,030 V. Calcule a contribuição de Vsaída referida à entrada. Digite o valor com a unidade.
A contribuição de incerteza padrão de Vsaída, referida à entrada, é __.
No modelo y = Vₗ − δ, qual alternativa preserva corretamente o sinal da sensibilidade de δ e registra sua contribuição para u(δ) = 0,003 V?
Escolha a expressão correta.

Passo 5 de 8
A fórmula simplificada da soma quadrática só é apropriada quando:
Linhas diferentes na tabela organizam o orçamento, mas não demonstram essas condições. Antes do cálculo, investigue a origem física e documental de cada parcela e a resposta do modelo na região realmente usada.

A combinação simplificada exige fontes tratáveis como não correlacionadas e resposta aproximadamente linear no intervalo considerado.
Duas contribuições são correlacionadas quando tendem a variar juntas por uma causa, informação ou referência compartilhada. Por exemplo, duas parcelas baseadas na mesma referência de tensão ou no mesmo dado de calibração podem ter uma relação que não aparece apenas olhando os valores numéricos.
Compartilhar um instrumento, uma referência, uma alimentação ou uma origem documental é um sinal para investigar. Isso não prova sozinho que exista correlação, nem informa sua intensidade. Mas impede assumir automaticamente que ela seja nula.

Uma origem compartilhada requer investigação antes de usar a combinação simplificada.
Exemplo
A independência entre as repetições de uma série responde a outra pergunta: ela pode sustentar o uso da incerteza padrão da média. Já a correlação discutida aqui é a relação entre fontes distintas do orçamento.
Assim, uma série estável e com leituras independentes não demonstra que a incerteza de calibração, a resolução ou outra contribuição do orçamento sejam não correlacionadas. Verifique cada hipótese no seu próprio nível.
A propagação por coeficiente de sensibilidade representa bem o modelo quando uma pequena mudança na entrada produz resposta aproximadamente proporcional no intervalo relevante.
Desconfie da aproximação perto de saturação, de um limiar, de uma mudança automática de faixa ou de qualquer região em que o ganho mude. Nessas situações, um único coeficiente local pode não representar toda a variação possível da entrada.

Em uma região curva ou de saturação, a sensibilidade local pode não descrever adequadamente a propagação.
Atenção
Não tente corrigir uma hipótese falha aumentando k. O fator de abrangência multiplica uma incerteza combinada obtida por um método sustentado; ele não elimina correlação nem torna linear um modelo que não é. Se as condições não forem justificadas, registre a limitação e não aplique a fórmula simplificada.
Exemplo
Um orçamento para a tensão média em TP5V contém três linhas: incerteza da média de dez leituras, incerteza de calibração e resolução do visor. As três usam o mesmo multímetro.
A documentação disponível confirma que o certificado se aplica à faixa de 20 Vcc, mas não esclarece se sua incerteza já incorpora efeitos de resolução. Também não há análise que separe a dispersão das leituras da quantização do visor. A resposta do instrumento permaneceu na mesma faixa e longe de saturação.
Qual decisão é tecnicamente mais defensável para esse cenário?
Verdadeiro ou falso: se duas contribuições aparecem em linhas separadas da tabela, elas são necessariamente não correlacionadas.

Passo 6 de 8
Calcule a incerteza padrão combinada a partir de contribuições já propagadas e interprete corretamente a unidade e o significado de u_c.
Depois de confirmar que as contribuições são não correlacionadas e que o modelo é suficientemente linear no intervalo considerado, combine-as por soma quadrática:
u_c = √[(c₁u₁)² + (c₂u₂)² + (c₃u₃)²]
Use as contribuições já propagadas, isto é, |cᵢ| × uᵢ, todas na unidade do resultado. Não some diretamente as incertezas padrão das fontes se elas estiverem em unidades diferentes ou se ainda não tiverem passado pela sensibilidade.

A combinação atua sobre os quadrados das contribuições, não sobre uma soma direta dos valores.
Considere a tensão contínua corrigida de um ponto de teste de 5 V. O orçamento já produziu três contribuições na unidade do resultado. As hipóteses para a soma quadrática foram verificadas anteriormente.
Dica
Cada termo elevado ao quadrado tem unidade V². A soma também fica em V²; ao extrair a raiz, u_c volta para V.
Mantenha dígitos de guarda nas etapas intermediárias. Só arredonde a incerteza combinada ao final, conforme a precisão justificável do orçamento.
Exemplo
Aplicando a sequência:
Assim, para o arredondamento adotado neste exemplo, u_c = 0,0120 V.
A soma direta daria 0,0060 + 0,0100 + 0,0029 = 0,0189 V. Esse número não é a incerteza padrão combinada pela hipótese de independência; ele ignora o efeito da soma quadrática.
As contribuições abaixo já incluem |cᵢ| × uᵢ.
| Origem | Contribuição padrão | Quadrado |
|---|---|---|
| Média das leituras | 0,0060 V | 0,00003600 V² |
| Calibração aplicável | 0,0100 V | 0,00010000 V² |
| Resolução não sobreposta | 0,0029 V | 0,00000841 V² |
Agora use um orçamento diferente, cujas hipóteses para a soma quadrática já foram justificadas. As três contribuições já foram propagadas para a tensão corrigida:
Eleve cada contribuição ao quadrado, some os resultados em V² e extraia a raiz. Preserve dígitos de guarda antes de informar o valor final.
Digite u_c com unidade.
Escreva pelo menos 4 caracteres (0/4).
Considere o modelo x = Vsaída / G, com G = 10 conhecido sem incerteza relevante. A fonte informa u(Vsaída) = 0,030 V. Logo, a contribuição já propagada para x é 0,0030 V.
Qual procedimento calcula corretamente a incerteza padrão combinada quando essa contribuição é combinada com outras contribuições não correlacionadas já expressas em V?
Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).
A incerteza padrão combinada resume a dispersão atribuída ao resultado, segundo o modelo e as hipóteses documentadas. Ela não é um limite garantido e não define, por si só, um intervalo com cobertura numérica.
O próximo passo tratará da expansão por um fator de abrangência e das condições necessárias para fazer afirmações sobre cobertura.
Verdadeiro ou falso: se as contribuições já estão na unidade do resultado e as hipóteses foram verificadas, deve-se somar seus quadrados, extrair a raiz e reportar u_c na unidade do resultado.
Escreva pelo menos 8 caracteres (0/8).

Passo 7 de 8
Calcule a incerteza expandida e diferencie o uso de k de uma afirmação justificada de cobertura.
Após combinar as contribuições e obter u_c, a incerteza padrão combinada do resultado, você pode declarar uma incerteza expandida:
U = k × u_c
O intervalo é escrito como y ± U, em que y é o valor estimado do mensurando.
O fator k não é uma correção nem altera a medição central. Ele apenas multiplica a incerteza padrão combinada para definir a largura do intervalo que será declarado.

A expansão aumenta a largura declarada em torno de y; ela não desloca o valor estimado.
Exemplo
Exemplo didático. Para uma tensão corrigida de y = 5,012 V, suponha que o orçamento tenha produzido u_c = 0,018 V e que um procedimento aplicável determine k = 2.
Com os dígitos mostrados, o intervalo numérico vai de 4,976 V a 5,048 V. A indicação de uma probabilidade de cobertura depende de justificativas adicionais; não decorre só do cálculo.
O k que aparece na informação de uma fonte não migra automaticamente para o resultado final.
Por exemplo, um certificado pode informar para uma correção de calibração: U_cal = 0,020 V, k = 2. Essa informação permite recuperar a incerteza padrão daquela fonte: u_cal = 0,010 V. Depois, u_cal é combinada com as demais contribuições para produzir u_c.
O k do resultado combinado precisa ser escolhido ou informado para a declaração final. Ele pode coincidir numericamente com o k da calibração, mas isso não é uma transferência automática de significado nem de cobertura.
Atenção
A cobertura é uma probabilidade atribuída ao intervalo pelo modelo do resultado e pelas informações que sustentam o orçamento. Não é garantia de que o valor verdadeiro esteja contido naquele intervalo.
É possível associar k próximo de 2 a cobertura de aproximadamente 95% somente quando houver suporte para isso, incluindo:
Poucas leituras podem tornar a estimativa de dispersão pouco conhecida. Além disso, um resultado composto por contribuições com comportamento distante do normal pode não sustentar essa associação simples. Nesses casos, ainda é possível declarar U e k, mas sem escrever uma porcentagem de cobertura não justificada.
Compare o que cada declaração sustenta.
| Informação disponível | Declaração adequada | Cobertura numérica? |
|---|---|---|
| u_c e k definidos pelo procedimento | y ± U (k informado) | Somente se o procedimento a sustentar |
| u_c e k = 2 adotado, modelo bem sustentado | y ± U (k = 2) | Pode declarar aproximadamente 95% |
| u_c e k = 2, poucas leituras ou modelo incerto | y ± U (k = 2) | Não declarar 95% automaticamente |
No orçamento de tensão, foi obtido u_c = 0,018 V. O procedimento aplicável informa usar k = 2 para a declaração. Complete o valor de U em volts.
U = ____ V
Um certificado de calibração de uma contribuição informa U_cal = 0,020 V com k = 2. No orçamento final, essa informação já foi convertida para incerteza padrão e combinada com outras fontes. A equipe pretende declarar o resultado final com k = 2.
Qual interpretação é tecnicamente sustentada?
Qual frase deve acompanhar a declaração final se não há evidência suficiente para sustentar uma cobertura numérica?

Passo 8 de 8
Conclua um orçamento de incerteza autocontido e apresente o resultado com condições e limitações explícitas.
O resultado se aplica à tensão contínua média em TP5V, na placa de validação identificada, com carga eletrônica do projeto conectada. Foram feitas 10 leituras em 60 s, usando multímetro na faixa de 20 Vcc, entre TP5V e o retorno de referência, em ambiente de 23 °C ± 2 °C.
A média indicada foi 5,012 V. O certificado aplicável informa correção de +0,001 V; portanto, o valor estimado é:
y = 5,013 V
A declaração abaixo valerá para esta configuração, procedimento, faixa e janela de observação — não para qualquer ponto de 5 V ou outra condição de uso.
O diagrama organiza as três evidências do caso: variação temporal, calibração e arredondamento do visor. Todas devem chegar à mesma unidade antes da combinação.

Linhas distintas só podem ser combinadas depois de investigar o que cada uma já representa.
A tabela já traz as conversões e as sensibilidades. O modelo é y = V̄ind + δcal; para as três linhas, a contribuição chega ao resultado com c = +1 V/V.
A avaliação documental sustenta modelo linear no intervalo analisado e tratamento não correlacionado entre as três parcelas. Isso inclui uma separação explícita entre a instabilidade da fonte e o arredondamento do visor.
| Origem | Valor disponível | Hipótese e verificação | cᵢ | Contribuição (V) |
|---|---|---|---|---|
| Variação da fonte | u = 0,00030 V | Obtida por monitoramento independente da instabilidade da fonte na janela de 60 s; não foi estimada a partir dos valores exibidos pelo multímetro. | +1 | 0,00030 |
| Calibração | U = 0,004 V; k = 2 | Certificado aplicável à faixa de 20 Vcc; correção +0,001 V aplicada em y; certificado declara excluir resolução. | +1 | 0,00200 |
| Resolução | q = 0,001 V | Arredondamento retangular residual do visor: q/(2√3) = 0,000289 V. As 10 indicações iguais não foram usadas para estimar a primeira linha. | +1 | 0,000289 |
| Quantização adicional | — | Excluída: seria outra descrição do mesmo arredondamento já representado pela resolução. | — | — |
Use somente as três contribuições incluídas. Como já estão em volts e as hipóteses foram sustentadas para este caso:
u_c = √[(0,00030)² + (0,00200)² + (0,000289)²] V
Mantenha dígitos de guarda. O resultado desta etapa é uma incerteza padrão combinada, não uma incerteza expandida.
Qual é o valor de u_c, preservando pelo menos três algarismos significativos?
O procedimento deste relatório determina usar k = 2 para expandir o resultado. Calcule primeiro sem arredondar demais:
U = 2 × u_c
O uso de k é justificável pelo procedimento, mas os dados do caso não fornecem suporte suficiente para associar uma cobertura numérica ao intervalo.
Qual é o valor de U antes do arredondamento final da declaração?
Agora redija a conclusão técnica do caso. Arredonde U de modo coerente e alinhe o resultado à mesma casa decimal. Inclua:
Não conclua conformidade, aprovação do projeto ou segurança de energização. Essas conclusões exigem procedimentos e evidências próprios.
Escreva uma declaração técnica curta para a tensão contínua média corrigida em TP5V.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).
Resumo
O orçamento percorre uma cadeia de decisões; o cálculo só é defensável quando essa cadeia permanece explícita.
Atenção
O orçamento concluído torna visíveis tanto a qualidade metrológica do resultado quanto seu alcance limitado. Preserve essas condições ao comparar resultados ou atualizar o orçamento.
Parabéns! Você concluiu: Orçamento de incerteza e fatores de abrangência
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