
Passo 1 de 9
Como o capacitor sustenta a saída
Veja como o capacitor, em paralelo com a carga, recarrega perto dos picos e sustenta a saída enquanto os diodos bloqueiam.
Trilha de aprendizado · Nível 5 · Tutorial 5
Estimar a ondulação de uma saída retificada e dimensionar um capacitor de filtragem, verificando também os esforços adicionais impostos aos diodos e à fonte.
Como o capacitor sustenta a saída
Veja como o capacitor, em paralelo com a carga, recarrega perto dos picos e sustenta a saída enquanto os diodos bloqueiam. 2 min
Estimativa da ondulação
Use a frequência de recarga e as hipóteses corretas para estimar a ondulação de uma saída filtrada. 3 min
Capacitância com margem de tolerância
3 min
Tensões média, mínima e máxima
Estime as tensões máxima, média e mínima de uma saída filtrada e selecione a tensão nominal do capacitor pelo pior caso em vazio. 3 min
A corrente escondida pela saída suavizada
Entenda por que a filtragem reduz a ondulação na carga, mas concentra corrente nos diodos e na fonte durante a recarga. 3 min
Recarga repetitiva não é surto único
Avalie diodos, capacitor e fonte pelos esforços repetitivos de recarga, sem confundir corrente da carga, surto único e pulsos de regime. 2 min
Tensão reversa com o capacitor conectado
Estime a tensão reversa máxima em retificadores de meia onda e em ponte quando um capacitor de filtragem mantém a saída carregada. 2 min
Menos ondulação não é o único critério
Compare capacitância, energia armazenada e esforços de recarga antes de aprovar um filtro. 2 min
Aplicação final: escolher e justificar o filtro
Conclua um caso de filtragem capacitiva avaliando ondulação, tolerância, tensão, corrente de ondulação, pulsos de recarga, esforço reverso e energia armazenada. 3 min

Passo 1 de 9
Veja como o capacitor, em paralelo com a carga, recarrega perto dos picos e sustenta a saída enquanto os diodos bloqueiam.
Após o retificador, o capacitor de filtragem é ligado em paralelo com a carga: terminal positivo no nó positivo da saída e terminal negativo no retorno da saída. Em um capacitor polarizado, inverter essa ligação pode danificá-lo.
Considere aqui apenas sinais alternados isolados, com até 10 V de pico e energia limitada. A análise é feita pelos esquemas e formas de onda; não é necessário montar o circuito.

O capacitor e a carga compartilham os mesmos dois nós da saída retificada.
A recarga não ocorre durante todo o ciclo. Próximo ao pico de cada pulso retificado, os diodos entram em condução quando a tensão instantânea disponível no retificador supera a tensão já mantida no capacitor, considerando também as quedas nos diodos do caminho.
Nesse intervalo, a corrente do retificador segue para a carga e para o capacitor. A tensão do capacitor sobe ou é reposta perto de seu valor máximo.

Perto do pico, há tensão disponível para vencer o nível do capacitor e o caminho dos diodos.
Dica
A queda direta não é um valor fixo universal: ela depende, entre outros fatores, da corrente. Por isso, pense em “quedas dos diodos no caminho de condução”, não em uma subtração garantida e imutável.
Depois do pico, a tensão retificada cai. Quando ela deixa de ser suficiente para manter a condução, os diodos bloqueiam. O capacitor então fornece a corrente para a carga e sua tensão diminui gradualmente até a próxima recarga.
Essa descida entre picos é a ondulação da saída. O filtro a reduz, mas não torna a tensão perfeitamente constante: mudanças na entrada ou na carga ainda alteram a saída.

Entre recargas, a carga recebe energia armazenada no capacitor; a tensão não fica fixa.
Associe cada situação ao intervalo correspondente do ciclo.
Faça as correspondências.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Atenção
Não conclua que “capacitor maior” significa saída invariável. A filtragem apenas sustenta a saída entre recargas; a ondulação e o nível de tensão ainda dependem das condições do circuito.

Passo 2 de 9
Use a frequência de recarga e as hipóteses corretas para estimar a ondulação de uma saída filtrada.
Após cada recarga, o capacitor alimenta a carga até o próximo pico do sinal retificado. A queda entre o maior e o menor valor nesse intervalo é a ondulação pico a pico:
ΔV = V_máx − V_mín
ΔV não é a tensão média. Uma saída pode ter tensão média próxima de 8,7 V e, ainda assim, oscilar de 9,0 V até 8,4 V: nesse caso, ΔV = 0,6 V.

A ondulação é a diferença vertical entre o pico após a recarga e o vale antes da recarga seguinte.
Para estimar essa queda, trate a corrente da carga como aproximadamente constante durante um intervalo curto. A carga elétrica retirada do capacitor é:
ΔQ ≈ I_carga × Δt
Como ΔQ = C × ΔV, resulta:
ΔV ≈ I_carga × Δt / C
Se há uma recarga por pulso, Δt ≈ 1/f_ondulação. Portanto:
ΔV ≈ I_carga / (f_ondulação × C)
Use I em A, f em Hz e C em F; o resultado sai em V.
A frequência relevante é a dos pulsos que recarregam o capacitor, e não necessariamente a frequência original da fonte.
Em uma entrada de 60 Hz, a meia onda tem uma oportunidade de recarga por ciclo; a ponte tem duas. Assim, para a mesma carga e o mesmo capacitor, a ponte tende a apresentar metade da ondulação estimada.
| Topologia | f_ondulação | Com entrada de 60 Hz |
|---|---|---|
| Meia onda | f_entrada | 60 Hz |
| Ponte retificadora | 2 × f_entrada | 120 Hz |
Exemplo
Exemplo: uma ponte alimenta uma carga aproximadamente constante de 100 mA. O capacitor é de 1000 µF, e a entrada é de 60 Hz.
ΔV ≈ 0,100 / (120 × 0,001)
ΔV ≈ 0,83 V pico a pico
Se fosse meia onda com os mesmos valores, a estimativa seria cerca de 1,67 Vpp.
Em uma ponte retificadora com entrada de 50 Hz, carga de 0,20 A e capacitor de 2200 µF, complete a estimativa. Use a frequência de ondulação correspondente à ponte.
ΔV ≈ {{blank}} Vpp
A fórmula é uma estimativa útil quando a ondulação é pequena, a corrente da carga varia pouco e o capacitor recebe recarga suficiente em todo ciclo. Nesse cenário, a curva real de descarga é exponencial, mas pode ser aproximada por uma reta curta.
Ela perde qualidade quando a ondulação é grande, a carga muda muito ao longo do ciclo ou a fonte não consegue recarregar adequadamente o capacitor. Nesses casos, não trate o número calculado como previsão precisa.
Dica
Pela expressão ΔV ≈ I/(fC):
Essas relações indicam a tendência, não autorizam ignorar os limites de corrente da fonte, dos diodos e do próprio capacitor.
Se o cálculo resultar em uma ondulação muito grande, a fórmula ΔV ≈ I/(fC) continua sendo uma previsão precisa porque descreve exatamente a descarga do capacitor.

Passo 3 de 9
Para limitar a ondulação, isole a capacitância na aproximação já estudada:
C_necessária ≈ I_carga / (f_ondulação × ΔV_admissível)
Use condições de pior caso para a ondulação:
O resultado é a capacitância mínima elétrica necessária, antes de considerar a tolerância do componente.
A capacitância é calculada a partir do pior cenário de corrente, frequência e ondulação admissível.

Dimensione para a condição que produz a maior ondulação.
Exemplo
Considere uma ponte alimentada a 60 Hz. Sua frequência de ondulação é 120 Hz. A carga pode consumir até 0,20 A, e a ondulação admissível é 0,50 V pico a pico.
C_necessária ≈ 0,20 / (120 × 0,50)
C_necessária ≈ 0,00333 F = 3333 µF
Um capacitor nominal de 3300 µF já seria insuficiente até mesmo se tivesse exatamente o valor marcado. Além disso, um capacitor real pode ter capacitância abaixo do valor nominal.
A tolerância negativa altera o critério de escolha. Para um capacitor de valor nominal C_nom e tolerância de ±t:
C_mín = C_nom × (1 − t)
Se a tolerância for ±20%, use t = 0,20. O componente só atende à ondulação se sua capacitância mínima possível for igual ou maior que C_necessária.
Não valide a escolha usando apenas o valor nominal.
No exemplo, compare capacitores de tolerância ±20%.
| Valor nominal | C_mín com −20% | Atende a 3333 µF? |
|---|---|---|
| 3300 µF | 2640 µF | Não |
| 3900 µF | 3120 µF | Não |
| 4700 µF | 3760 µF | Sim |
Exemplo
Escolha comercial: 4700 µF ±20%.
No limite inferior:
C_mín = 4700 µF × 0,80 = 3760 µF
Agora recalcule a ondulação com esse valor mínimo, e não com 4700 µF:
ΔV ≈ 0,20 / (120 × 0,003760)
ΔV ≈ 0,44 V pico a pico
Como 0,44 V é menor que 0,50 V, o capacitor atende ao requisito de ondulação no pior limite de tolerância.
Dica
Este resultado é uma aprovação somente quanto à ondulação estimada. A escolha ainda não está completa: tensão máxima, correntes de recarga e energia armazenada exigem verificações próprias nas próximas etapas.
Uma ponte tem frequência de ondulação de 100 Hz. A carga máxima é 0,10 A e a ondulação admissível é 0,50 V pico a pico.
Qual capacitância mínima aproximada é necessária antes da tolerância? Informe o valor em µF.
Escreva pelo menos 4 caracteres (0/4).
Para o caso anterior, qual componente atende à ondulação de 0,50 V mesmo com tolerância de ±20%?

Passo 4 de 9
Estime as tensões máxima, média e mínima de uma saída filtrada e selecione a tensão nominal do capacitor pelo pior caso em vazio.
Depois da ponte, o capacitor é recarregado perto dos picos e depois alimenta a carga. Sua tensão cai de V_C,máx até V_mín; a diferença é a ondulação:
ΔV = V_C,máx − V_mín
Quando a ondulação é pequena e a descarga pode ser aproximada por uma rampa, use:
A tensão média resume o nível da saída. Porém, se a carga exige uma tensão mínima para funcionar, a comparação decisiva é com V_mín, o vale da ondulação — não com V_média.

Para uma carga com tensão mínima especificada, o ponto crítico é o vale da ondulação.
O pico estimado pela entrada e pelas quedas dos diodos indica o que está disponível em um modelo simples. Com carga, porém, o capacitor pode atingir um pico menor: há queda de tensão sob carga e efeitos das impedâncias do circuito durante a recarga.
Use os dados fornecidos para o caso, em vez de supor que o capacitor sempre alcança o pico ideal. Para verificar o funcionamento da carga, combine a menor entrada com a maior ondulação. Para escolher a tensão nominal do capacitor, considere o caso oposto: maior entrada em vazio, com as menores quedas de condução plausíveis.
Não desconte automaticamente uma queda fixa dos diodos como margem garantida: ela varia com as condições de condução.
Caso didático de ponte retificadora com capacitor e carga. A entrada isolada varia entre 8,0 V e 10,0 V de pico. Os valores de V_C,máx abaixo já incluem os efeitos declarados para cada condição.
| Cenário | V_C,máx | ΔV | V_média | V_mín |
|---|---|---|---|---|
| Entrada de 8,0 Vp, carga máxima | 6,6 V | 0,8 V | 6,2 V | 5,8 V |
| Entrada de 10,0 Vp, em vazio | 9,0 V | ≈ 0 V | ≈ 9,0 V | ≈ 9,0 V |
Exemplo
Suponha que a carga exija pelo menos 5,5 V. No cenário de entrada mínima e carga máxima:
V_mín ≈ 6,6 − 0,8 = 5,8 V
Portanto, a carga tem 0,3 V de margem no vale da ondulação.
No outro extremo, em vazio e com entrada de 10,0 V de pico, o capacitor pode alcançar 9,0 V. Um capacitor nominal de 10 V fica perto demais desse maior valor plausível. Entre opções usuais, 16 V é uma escolha mais adequada por ficar acima do máximo com margem explícita.
No cenário de menor entrada, V_C,máx é 6,6 V e a ondulação é 0,8 V. A carga exige ao menos 5,5 V. Qual conclusão é correta?
No mesmo caso, o capacitor pode alcançar 9,0 V em vazio, quando a entrada está em 10,0 V de pico. Entre as opções de 10 V, 16 V e 25 V, qual é a menor tensão nominal adequada com margem explícita?

Passo 5 de 9
Entenda por que a filtragem reduz a ondulação na carga, mas concentra corrente nos diodos e na fonte durante a recarga.
A tensão de saída pode parecer quase contínua, mas a corrente que a produz não é contínua em todo o circuito.
Entre os picos da tensão retificada, os diodos ficam bloqueados e o capacitor entrega corrente à carga. Próximo a cada pico, a tensão do retificador volta a superar a tensão do capacitor; então os diodos conduzem por um intervalo curto e recarregam o capacitor.
Assim, a carga pode consumir uma corrente aproximadamente constante, enquanto a fonte e os diodos fornecem corrente em pulsos.

A pequena ondulação resulta de recargas curtas e concentradas perto dos picos.
Quando há condução, a corrente vinda do retificador tem duas tarefas ao mesmo tempo:
Por isso, durante o pulso de recarga, a corrente nos diodos e na fonte pode ser bem maior que a corrente média ou aproximadamente contínua da carga. Não é correto usar apenas a corrente da carga como se ela fosse o pico de corrente no caminho de recarga.
Exemplo
Considere uma carga que consome aproximadamente 200 mA. Durante a maior parte do ciclo, o capacitor fornece esses 200 mA e sua tensão cai um pouco.
Perto do pico seguinte, o retificador conduz por pouco tempo. Nesse intervalo, a fonte precisa fornecer os 200 mA da carga e ainda devolver ao capacitor a carga que ele entregou antes. Logo, a corrente no caminho de recarga é maior que 200 mA — mas seu valor exato depende das impedâncias reais do circuito.
Atenção
A corrente inicial também merece atenção. Se o capacitor estiver descarregado ao energizar o circuito, a diferença entre a tensão instantânea disponível e a tensão no capacitor pode ser grande. O valor inicial e a duração dessa corrente dependem do instante da energização e das impedâncias do circuito.
Não trate o circuito como ideal: resistência e impedância da fonte, diodos, fios, conexões e a resistência série equivalente do capacitor limitam os pulsos. Sem esses elementos, um modelo ideal pode prever correntes sem valor físico realista.
Aumentar a capacitância geralmente reduz a ondulação porque o capacitor perde menos tensão entre as recargas. Porém, ele também pode fazer a recarga ficar mais concentrada perto dos picos da senoide.
O resultado pode ser pulsos mais exigentes para a fonte, os diodos e o próprio capacitor. Não existe um fator único para calcular esse agravamento: ele depende, entre outros fatores, da impedância da fonte, das quedas nos diodos, das conexões e da resistência série do capacitor.
Portanto, “menor ondulação” é uma vantagem parcial, não uma aprovação completa do filtro.
Associe cada situação à descrição correspondente.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 6 de 9
Avalie diodos, capacitor e fonte pelos esforços repetitivos de recarga, sem confundir corrente da carga, surto único e pulsos de regime.
A cada pico da tensão retificada, o capacitor é recarregado em um intervalo curto. Portanto, diodos, capacitor e fonte recebem pulsos repetitivos enquanto o circuito está ligado — não apenas o pico inicial de energização.
A corrente da carga pode parecer quase contínua, mas a corrente no caminho de recarga é concentrada perto dos picos. É por isso que uma escolha baseada somente na corrente contínua da carga pode falhar.

A reposição de carga ocorre em pulsos curtos e recorrentes; eles exigem verificação própria.
Dois números da folha de dados não bastam, sozinhos, para aprovar um diodo em um filtro capacitivo:
Para aprovar os diodos, procure um limite, gráfico ou curva aplicável a pulsos repetitivos e compare a amplitude, duração, taxa de repetição e condições térmicas do caso.
Atenção
Se a documentação só fornece I_FSM e corrente direta média, sem dado aplicável a pulsos repetitivos nas condições do circuito, a conclusão correta é: não há informação suficiente para aprovar os diodos. Não transforme um limite de surto em margem de operação contínua.
Compare as informações necessárias para cada avaliação.
| Elemento | Dado a conferir | Não concluir apenas por |
|---|---|---|
| Diodo | Pulso repetitivo: pico, duração, repetição e condição térmica | I_FSM ou corrente média isolados |
| Fonte | Corrente eficaz requerida e especificação aplicável | Corrente contínua da carga |
| Capacitor | Corrente de ondulação e temperatura/condições declaradas | Capacitância e tensão nominal |
Uma fonte também não fornece necessariamente uma corrente igual à corrente contínua consumida pela carga. Como a recarga é pulsada, a fonte pode ter de suportar uma corrente eficaz maior, quando esse valor for fornecido ou estimado no caso.
Confira a especificação de corrente eficaz da fonte nas condições indicadas. Não substitua essa verificação por “a carga consome só 0,5 A”.
No capacitor, confira o limite de corrente de ondulação na temperatura, frequência e condição de montagem relevantes. Essa corrente produz aquecimento interno; capacitância suficiente e tensão nominal adequada não garantem, por si só, que o componente suporte o regime.
Exemplo
Considere um retificador com capacitor. A carga consome 0,50 A contínuos. A folha de dados do diodo informa I_FSM = 20 A para um surto não repetitivo especificado e corrente direta média máxima de 1 A, mas não traz curva nem limite de pulsos repetitivos. Qual é a decisão tecnicamente correta?
Qual decisão é adequada para esse diodo?

Passo 7 de 9
Estime a tensão reversa máxima em retificadores de meia onda e em ponte quando um capacitor de filtragem mantém a saída carregada.
Na meia onda, o pior bloqueio ocorre no pico negativo da entrada. Nesse instante, o capacitor ainda mantém o nó de saída positivo, enquanto o ânodo do diodo está negativo.
Assim, as tensões se somam sobre o diodo bloqueado:
V_reversa,máx ≈ V_pico,entrada + V_C,máx
Se o capacitor estiver próximo do pico da entrada e as quedas forem desprezadas, o esforço se aproxima de 2 × V_pico,entrada. Isso é maior do que no retificador sem capacitor.

No pico negativo, a tensão da fonte e a tensão mantida pelo capacitor atuam em sentidos que aumentam o bloqueio do diodo.
Exemplo
Exemplo: entrada de pico máximo igual a 10 V e capacitor que pode estar em 9 V.
V_reversa,máx ≈ 10 V + 9 V = 19 V
Para escolher o diodo, compare esse valor com V_RRM, usando a maior entrada prevista e uma margem. Não use apenas a tensão média da saída como referência.
Em uma ponte retificadora convencional, o capacitor também sustenta a saída entre os picos. Porém, ao analisar cada diodo bloqueado no instante desfavorável, o esforço reverso aproximado por diodo é diferente:
V_reversa,máx por diodo ≈ V_pico,entrada
Portanto, não se deve aplicar automaticamente a regra de “duas vezes o pico” à ponte. Os quatro diodos e os nós da ponte criam uma distribuição de tensões diferente da meia onda.

A topologia determina quais nós ficam em cada potencial; por isso o esforço reverso por diodo não é o mesmo.
Atenção
Considere a maior amplitude de entrada prevista, inclusive em vazio, e uma margem de projeto. As estimativas não cobrem transientes desconhecidos; se eles forem relevantes, são necessárias especificações ou dados adicionais do caso.
Complete a estimativa para uma meia onda: entrada com pico de 8 V e capacitor em 7,5 V no instante crítico.
V_reversa,máx ≈ 8 V + 7,5 V = {{1}} V
Digite o valor numérico da lacuna.
Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).
Uma entrada tem pico máximo de 10 V e um capacitor de filtragem está conectado. Qual estimativa corresponde ao esforço reverso máximo por diodo?
| Topologia | Tensão reversa por diodo |
|---|---|
| Meia onda | ≈ 10 V + V_C,máx; perto de 20 V se V_C,máx ≈ 10 V |
| Ponte convencional | ≈ 10 V |
Para uma ponte convencional com entrada máxima de 10 V de pico, qual afirmação é adequada para selecionar o V_RRM de cada diodo?
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Passo 8 de 9
Compare capacitância, energia armazenada e esforços de recarga antes de aprovar um filtro.
A energia no capacitor é estimada por:
E = C × V² / 2
Para avaliar a maior energia plausível, use simultaneamente:
Isso é diferente da verificação de ondulação: nela, o caso crítico era a capacitância mínima, C_mín. Uma tensão relativamente baixa não torna a energia desprezível se a capacitância for grande.

Mais capacitância pode achatar a ondulação, mas aumenta a energia armazenada e pode elevar os esforços de recarga.
Considere uma ponte retificadora de baixa tensão cujo capacitor pode alcançar 10 V. A carga e a frequência já foram avaliadas: os dois capacitores atendem à ondulação exigida.
Agora compare os demais critérios. Para a energia, use a capacitância máxima de tolerância. Para os pulsos repetitivos, não aceite um componente apenas porque suporta um surto único.
Dados de comparação para a mesma saída de 10 V.
| Opção | Capacitância e tolerância | C máx | Energia máxima a 10 V | Situação |
|---|---|---|---|---|
| A | 1000 µF ±20% | 1200 µF | 0,060 J | Dentro do limite de 0,20 J |
| B | 4700 µF ±20% | 5640 µF | 0,282 J | Acima do limite de 0,20 J |
Atenção
Não aumente C indefinidamente. Uma capacitância que melhora a ondulação ainda pode ser inadequada se:
Nessas situações, interrompa a decisão: “melhor ondulação” não é uma aprovação de projeto.
Atenção
Em uma montagem própria de baixa energia, desligue e desconecte a alimentação antes de manusear o circuito. Descarregue o capacitor por um resistor adequadamente dimensionado e confirme a tensão antes de tocar nos terminais. Não faça curto-circuito direto no capacitor.
Para a opção B, use C_máx = 5640 µF e V_C,máx = 10 V. Complete a energia máxima estimada:
E = __
A energia máxima estimada da opção B é {{blank}}.
A opção B reduz mais a ondulação que a opção A, mas sua energia máxima estimada é 0,282 J, acima do limite declarado de 0,20 J. Em uma ou duas frases, justifique a decisão e cite outra verificação que continuaria necessária para qualquer capacitor escolhido.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 9 de 9
Conclua um caso de filtragem capacitiva avaliando ondulação, tolerância, tensão, corrente de ondulação, pulsos de recarga, esforço reverso e energia armazenada.
Uma ponte retificadora alimenta uma carga de 100 mA a partir de uma senoide isolada de até 10 V de pico, a 50 Hz. Logo, a frequência de ondulação é 100 Hz.
O capacitor fica em paralelo com a carga. No pior caso sob carga, os dados do circuito indicam V_C,máx = 8,7 V após a recarga. Em vazio, na maior entrada, ele pode alcançar 9,0 V.
Requisitos: ondulação de no máximo 0,60 Vpp; tensão mínima na carga de pelo menos 8,0 V; e tensão nominal do capacitor de pelo menos 20% acima da maior tensão plausível no capacitor.

Na ponte, ocorrem duas oportunidades de recarga a cada ciclo de entrada; com 50 Hz, a ondulação é de 100 Hz.
Compare as opções pelos limites de tolerância, tensão, corrente de ondulação e energia. Os dados de pulsos foram obtidos para este caso considerando impedâncias não ideais.
| Item | Dados relevantes |
|---|---|
| C1 | 1500 µF ±20%; 16 V; ondulação máx. 0,20 A eficaz, 100 Hz e 25 °C |
| C2 | 2200 µF ±20%; 16 V; ondulação máx. 0,30 A eficaz, 100 Hz e 25 °C |
| C3 | 2200 µF ±20%; 10 V; ondulação máx. 0,30 A eficaz, 100 Hz e 25 °C |
| Capacitor no circuito | Corrente de ondulação prevista: 0,24 A eficaz, a 100 Hz e 25 °C |
| D1 | V_RRM = 30 V; pulso repetitivo: até 2,0 A por 2 ms, a 100 Hz |
| D2 | V_RRM = 15 V; I_FSM = 20 A; sem limite de pulso repetitivo informado |
| Circuito e fonte | Pulso previsto: 1,6 A por 2 ms, a 100 Hz; fonte: 0,18 A eficaz exigidos, máximo de 0,25 A eficaz |
| Energia | Limite declarado do caso: 0,15 J; use C_máx e 9,0 V |
Coloque as etapas na ordem mais adequada para avaliar o filtro.
Para C2 ou C3 no pior caso de tolerância, complete:
ΔV ≈ 0,10 A / (100 Hz × 0,00176 F) ≈ __ Vpp
Com os dados do caso e seu cálculo, escreva uma decisão técnica em 2 a 4 frases. Indique:
Escreva pelo menos 140 caracteres (0/140).
C1 é reprovado pela ondulação: C_mín = 1200 µF e ΔV ≈ 0,83 Vpp.
C2 atende: C_mín = 1760 µF, ΔV ≈ 0,57 Vpp e V_mín ≈ 8,13 V. A tensão nominal de 16 V é maior que 9,0 V × 1,20 = 10,8 V. Sua corrente de ondulação admissível, 0,30 A eficaz, supera os 0,24 A eficaz previstos.
C3 filtra como C2 e suporta a corrente de ondulação, mas seus 10 V não atendem ao critério mínimo de 10,8 V para a margem de tensão.
Para C2, C_máx = 2640 µF. Então, E ≈ 0,00264 × 9,0² / 2 = 0,107 J, abaixo do limite de 0,15 J. D1 e a fonte também atendem aos dados declarados. D2 permanece sem aprovação: I_FSM não valida recarga repetitiva.
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Filtragem capacitiva após a retificação
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