
Passo 1 de 9
Onde o transiente começa e termina
Localize a condição anterior, o instante de comutação e o equilíbrio posterior para prever onde a tensão do capacitor começa e termina.
Trilha de aprendizado · Nível 4 · Tutorial 2
Prever a evolução da tensão e da corrente após uma mudança em um circuito RC e comparar os cálculos com uma carga e descarga lentas em uma montagem própria de baixa energia.
Onde o transiente começa e termina
Localize a condição anterior, o instante de comutação e o equilíbrio posterior para prever onde a tensão do capacitor começa e termina. 2 min
A resistência que define a constante de tempo
Determine a resistência equivalente vista pelo capacitor após a comutação e use τ = R_eq × C para comparar a rapidez de transientes RC. 2 min
O que acontece após uma, três e cinco constantes de tempo
Use múltiplos de τ para interpretar quanto da transição RC já ocorreu e quanto ainda falta. 2 min
Uma equação para carga e descarga
Calcule a tensão de um capacitor durante carga, descarga ou uma transição entre níveis não nulos usando a resposta exponencial geral. 3 min
A corrente durante a carga e a descarga
Use a tensão no resistor para calcular a corrente e interprete seu sinal com uma referência fixa. 2 min
Preparar uma observação lenta e segura
Planeje uma montagem RC lenta, de baixa energia e com caminho resistivo tanto para carga quanto para descarga. 3 min
Observar e registrar os dois transientes
Registre uma carga e uma descarga RC lentas, compare valores previstos e observados e confirme a tensão residual antes de alterar a montagem. 4 min
Entender por que a leitura não coincide exatamente
Reconheça como o multímetro, as tolerâncias e o registro temporal explicam diferenças plausíveis entre o modelo RC ideal e uma observação lenta. 2 min
Aplicar o método e concluir com segurança
Aplique o método completo para prever um transiente RC e diferencie aproximação calculada de descarga confirmada por medição. 2 min

Passo 1 de 9
Localize a condição anterior, o instante de comutação e o equilíbrio posterior para prever onde a tensão do capacitor começa e termina.
Uma comutação troca o circuito de uma configuração anterior por outra posterior. Chamamos de t = 0 o instante dessa troca.
Um degrau é uma tensão que muda entre dois valores constantes, como uma fonte que passa de 0 V para 5 V. O capacitor, porém, não acompanha esse salto em sua própria tensão quando a corrente do circuito é limitada por resistores.
Use estas marcações:
Para um capacitor ideal nesse circuito, vale: v_C(0+) = v_C(0−). Ou seja, a tensão do capacitor começa o transiente exatamente no valor que já possuía.

A fonte pode mudar em t = 0; a tensão no capacitor parte sem salto de seu valor anterior e então evolui.
Para prever os extremos da curva, separe mentalmente dois circuitos:
A continuidade dá o primeiro ponto: v_C(0+) = V_inicial. A rede resistiva posterior determina o destino: v_C(t longo) = V_final.
Não suponha que V_inicial seja 0 V. Um capacitor pode ter sido carregado na configuração anterior.
Exemplo
Considere um capacitor ligado ao terra no terminal negativo. Antes de t = 0, a chave o mantém conectado a uma fonte ideal de 3 V por um resistor. Após tempo suficiente, ele está em 3 V.
Em t = 0, a chave passa o mesmo resistor para uma fonte ideal de 5 V.
A curva de v_C sobe gradualmente de 3 V em direção a 5 V. Ela não começa em 0 V nem salta diretamente para 5 V.
Dica
Em um gráfico, confira primeiro os eixos: o horizontal é o tempo e o vertical é a tensão. A curva da fonte pode ter um degrau; a curva de v_C deve iniciar em V_inicial e se aproximar de V_final.
A aproximação ao valor final será quantificada nos próximos passos. Por enquanto, basta localizar corretamente onde a curva começa e onde ela termina.
Um capacitor tem 2 V imediatamente antes de uma chave conectá-lo, por meio de um resistor, a uma fonte ideal de 6 V. A chave permanece nessa nova posição por bastante tempo.
Qual descrição é compatível com a tensão v_C?
Selecione a descrição correta.

Passo 2 de 9
Determine a resistência equivalente vista pelo capacitor após a comutação e use τ = R_eq × C para comparar a rapidez de transientes RC.
A constante de tempo de um circuito RC é:
τ = R_eq × C
Ela indica a escala de tempo do transiente: maior τ significa uma mudança mais lenta; menor τ, uma mudança mais rápida.
Não escolha automaticamente o resistor fisicamente mais próximo do capacitor. O que importa são todos os caminhos resistivos disponíveis entre seus terminais na configuração que permanece após a comutação.

Para encontrar R_eq, observe a rede a partir dos dois terminais onde o capacitor se conecta.
Procedimento para calcular R_eq
O curto usado no desenho é uma transformação matemática da fonte ideal de tensão. Nunca faça um curto físico nos terminais de uma fonte real para aplicar esse método.
Dica
A posição da chave pode mudar os caminhos disponíveis. Por isso, uma mesma montagem pode ter uma constante de tempo na carga e outra na descarga.
Em cada caso, refaça o procedimento com a posição correspondente da chave. Resistores podem aparecer em série, em paralelo ou deixar de participar do caminho visto pelo capacitor.
Exemplo
Considere uma configuração posterior à chave em que o capacitor está ligado a uma fonte ideal de 12 V por um resistor de 10 kΩ. O capacitor é de 100 µF.
Para o cálculo de R_eq, retire o capacitor e substitua a fonte ideal de tensão por um curto no modelo. Visto pelos terminais do capacitor, resta apenas o resistor de 10 kΩ.
Exemplo
R_eq = 10 kΩ
τ = R_eq × C
τ = 10 000 Ω × 100 µF
τ = 10 000 × 100 × 10⁻⁶ s
τ = 1,0 s
A conversão para ohms e farads evita erros de unidade. Também é válido reconhecer que kΩ × µF resulta em ms: 10 kΩ × 100 µF = 1000 ms = 1,0 s.
Comparação de alterações isoladas em um RC:
| Alteração | Efeito sobre τ | Rapidez do transiente |
|---|---|---|
| Dobrar R_eq | Dobra | Mais lento |
| Reduzir R_eq pela metade | Cai pela metade | Mais rápido |
| Dobrar C | Dobra | Mais lento |
| Reduzir C pela metade | Cai pela metade | Mais rápido |
Exemplo
Agora, após a comutação, um terminal do capacitor está ligado ao nó de referência. O outro terminal tem dois caminhos até esse mesmo nó: um resistor de 6 kΩ e outro de 3 kΩ. O capacitor vale 200 µF.
Os dois resistores estão entre os mesmos dois nós; portanto, estão em paralelo:
R_eq = 6 kΩ || 3 kΩ = 2 kΩ
τ = 2 kΩ × 200 µF = 0,40 s
Embora o resistor de 6 kΩ possa estar desenhado “mais perto” do capacitor, os dois caminhos participam do cálculo.
É comum usar uma chave para selecionar configurações diferentes. Imagine um capacitor de 100 µF:
Mesmo capacitor, duas resistências vistas e duas constantes de tempo. A análise sempre começa pela configuração posterior à mudança da chave.
Atenção
Ao simplificar o circuito, não altere a montagem real. Desenergize antes de modificar conexões e mantenha o capacitor em um caminho de descarga resistivo apropriado. A anulação de fontes é somente uma ferramenta de análise no papel.
Após a chave mudar de posição, um capacitor de 100 µF enxerga dois resistores de 4 kΩ em paralelo. Qual é a constante de tempo τ?
Escreva pelo menos 8 caracteres (0/8).
Complete a relação que define a constante de tempo de uma rede RC: τ = R_eq × ___.
Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Passo 3 de 9
Use múltiplos de τ para interpretar quanto da transição RC já ocorreu e quanto ainda falta.
Em vez de olhar apenas para segundos, compare o tempo decorrido com a constante de tempo τ:
t/τ = número de constantes de tempo transcorridas
Por exemplo, se τ = 2 s:
Essa escala permite comparar circuitos diferentes. Um circuito com τ de 10 s e outro com τ de 0,1 s seguem as mesmas proporções em 1τ, 3τ e 5τ; só mudam os tempos no relógio.

A direção pode mudar, mas a parcela que falta para chegar ao equilíbrio diminui na mesma proporção.
A distância entre a tensão atual do capacitor e a tensão final diminui pelo fator:
e^(−t/τ)
Não é necessário derivar essa expressão. Para usar a ideia, leia e^(−t/τ) como a fração da diferença inicial que ainda resta.
Assim, em 1τ, resta aproximadamente 36,8% da diferença; em 3τ, restam 5%; em 5τ, somente 0,7%.
A fração que já percorreu o caminho é o complemento:
percurso realizado = 100% − diferença restante
Dica
Os percentuais valem para qualquer transição entre uma tensão inicial e uma tensão final. Eles não dependem de a curva subir ou descer.
Use a tabela para estimar a posição na curva. “Realizado” descreve quanto do caminho entre os dois valores já foi percorrido; “restante” descreve quanto dessa distância ainda falta.
| Tempo | e^(−t/τ): restante | Percurso realizado |
|---|---|---|
| 1τ | 36,8% | 63,2% |
| 3τ | 5,0% | 95,0% |
| 5τ | 0,7% | 99,3% |
Relacione cada instante à interpretação correta. Pense primeiro na fração que ainda resta e, depois, na fração do percurso já realizada.
| Múltiplo de τ | Diferença restante |
|---|---|
| 1τ | 36,8% |
| 3τ | 5,0% |
| 5τ | 0,7% |
Associe cada tempo à fração do percurso já realizada.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Dizer que o transiente chegou a 5τ significa que ele está muito próximo do equilíbrio: cerca de 99,3% do percurso foi realizado. Porém, no modelo exponencial ideal, a diferença só se aproxima de zero; ela não se torna matematicamente zero em um tempo finito.
Portanto, “5τ” é um critério prático de proximidade, não uma prova de que o capacitor está descarregado. Em uma montagem real, uma descarga só é confirmada por uma medição de tensão residual apropriada — assunto que será aplicado mais adiante.
Em um modelo RC ideal, após exatamente 5τ a tensão do capacitor necessariamente atingiu o valor final e, numa descarga, está comprovadamente em 0 V.

Passo 4 de 9
Calcule a tensão de um capacitor durante carga, descarga ou uma transição entre níveis não nulos usando a resposta exponencial geral.
Depois da comutação, mantenha em mente a configuração que permanece ativa e use:
v_C(t) = V_final + (V_inicial − V_final) × e^(−t/τ)
A fórmula não exige que a tensão comece em 0 V nem que termine em 0 V. Ela descreve qualquer transição RC de primeira ordem entre dois valores de tensão.

A tensão se aproxima do valor final em todos os casos; o que muda são os valores inicial e final.
Exemplo
Considere uma transição em que o capacitor está em 2 V e, após a comutação, tende a 8 V. Para t = τ, use e^(−1) ≈ 0,368:
v_C(τ) = 8 + (2 − 8) × 0,368
v_C(τ) = 8 − 2,208 = 5,79 V
A tensão subiu, mas ainda não chegou a 8 V. Isso corresponde a realizar cerca de 63,2% do percurso de 2 V até 8 V.
Os casos conhecidos são apenas versões particulares da mesma expressão.
| Situação | V_inicial | V_final | Resultado |
|---|---|---|---|
| Carga a partir de zero | 0 V | V_fonte | v_C sobe em direção a V_fonte |
| Descarga até zero | V_inicial | 0 V | v_C cai em direção a 0 V |
| Mudança entre níveis | valor não nulo possível | valor não nulo possível | v_C aproxima os dois níveis |
Dica
Faça três conferências rápidas antes de aceitar um resultado:
Essas verificações detectam sinais trocados e valores inicial/final invertidos.
Use e^(−1) ≈ 0,368 e e^(−3) ≈ 0,0498.
Em dois circuitos independentes:
Escolha o par na ordem A; B.
Qual par está correto?

Passo 5 de 9
Use a tensão no resistor para calcular a corrente e interprete seu sinal com uma referência fixa.
Adote uma referência antes de calcular: chame de v_C a tensão do terminal superior do capacitor em relação ao terminal inferior. Defina a corrente positiva i atravessando o resistor da fonte (ou do nó externo) em direção ao capacitor.
Com essa escolha, no circuito RC série durante a carga, a queda no resistor é V_fonte − v_C(t). Pela lei de Ohm:
i(t) = [V_fonte − v_C(t)] / R
A tensão do capacitor pode subir enquanto a corrente diminui: à medida que v_C se aproxima de V_fonte, sobra cada vez menos tensão no resistor.

Durante a carga, v_C sobe e o módulo de i cai com as mesmas referências.
Exemplo
Considere uma carga por uma fonte de 5 V através de R = 10 kΩ. O capacitor inicia em 0 V e, para esse circuito, τ = 2 s.
i = (5 − 0)/10 000 = 0,50 mA.i = (5 − 3,16)/10 000 ≈ 0,184 mA.i se aproxima de 0 A.O capacitor ideal mantém sua tensão contínua na comutação, mas a corrente no resistor pode mudar instantaneamente porque a tensão sobre o resistor mudou.
Agora mantenha o mesmo sentido positivo de corrente, do nó externo pelo resistor até o capacitor. Na descarga, a extremidade externa do resistor está em 0 V. Logo, a queda orientada no resistor é 0 − v_C(t):
i(t) = −v_C(t) / R
O sinal negativo não é uma corrente “errada”: ele informa que a corrente real sai do capacitor, atravessa o resistor e vai para 0 V, portanto percorre o resistor no sentido oposto ao definido como positivo.

Na descarga, a corrente é negativa apenas porque a referência positiva foi mantida igual à da carga.
No exemplo de carga com fonte de 5 V, R = 10 kΩ e v_C(1τ) ≈ 3,16 V, complete a corrente:
i(1τ) = (5 − 3,16) V / 10 kΩ ≈ ____ mA
Durante uma carga RC por uma fonte contínua, qual descrição está correta?
Para analisar a corrente em um RC série:
Na carga por uma fonte: i = (V_fonte − v_C)/R. Na descarga para 0 V com a mesma referência: i = −v_C/R.
A tensão do capacitor é contínua quando a corrente é limitada; já a corrente do resistor pode saltar na troca da chave. Depois, seu módulo decai até zero no ramo dedicado ao capacitor ideal. Isso não permite concluir que toda corrente de uma rede maior seja zero: outros ramos resistivos podem continuar conduzindo.
Exemplo
Se a tensão inicial do capacitor for 5 V, R = 10 kΩ e a extremidade externa do resistor for ligada a 0 V, a corrente imediatamente após iniciar a descarga é −5 V / 10 kΩ = −0,50 mA.
O módulo inicial é o mesmo do exemplo de carga, mas o sinal negativo indica que a corrente real flui do capacitor para o nó de 0 V.

Passo 6 de 9
Planeje uma montagem RC lenta, de baixa energia e com caminho resistivo tanto para carga quanto para descarga.
Use uma fonte pronta e isolada de 5 Vcc, resistor de 22 kΩ / 0,25 W, capacitor eletrolítico de 470 µF com tensão nominal de pelo menos 10 V, protoboard, multímetro, cronômetro e uma chave SPDT break-before-make: ela desconecta um contato antes de conectar o outro.
A chave seleciona carga ou descarga sem retirar o resistor do circuito. Assim, o capacitor não fica ligado diretamente entre os polos da fonte.

Em carga, o capacitor recebe energia por 22 kΩ. Em descarga, ele retorna a 0 V pelo mesmo resistor.
Faça as ligações com a saída da fonte desabilitada:
Na carga, o percurso é +5 V → chave → resistor → capacitor → 0 V. Na descarga, a corrente sai do capacitor e atravessa o mesmo resistor até 0 V.
Valores nominais da montagem de referência.
| Grandeza | Cálculo | Valor aproximado |
|---|---|---|
| Constante de tempo | 22 kΩ × 470 µF | 10,3 s |
| Corrente inicial | 5 V ÷ 22 kΩ | 0,23 mA |
| Energia máxima | 470 µF × 5² ÷ 2 | 5,9 mJ |
Dica
Uma constante de tempo de cerca de 10 s é lenta o bastante para acompanhar em muitos multímetros. Ainda assim, consulte no manual a atualização da leitura e a resistência de entrada da faixa de tensão contínua que você usará.
Ajuste a fonte para 5 V e, conforme o manual, limite a corrente acima dos cerca de 0,23 mA previstos, por exemplo 1 mA quando o equipamento permitir. Assim, a fonte deve continuar operando em tensão constante.
Qual descrição representa corretamente a ligação da chave SPDT?
Atenção
Não use uma chave que possa conectar +5 V e 0 V ao mesmo tempo durante a troca. Prefira uma SPDT break-before-make. Confira também a polaridade do capacitor antes de habilitar a fonte.
Organize a preparação da montagem na ordem mais segura.
Atenção
Ao terminar, deixe a chave na posição de descarga, para manter o resistor no caminho. Desabilite a saída e desconecte a alimentação sem desfazer o caminho resistivo entre os terminais do capacitor. Meça a tensão residual com o multímetro antes de tocar ou alterar conexões.
Na próxima etapa, uma leitura de até 0,1 V será usada como referência para esta montagem. Não descarregue o capacitor encostando fio, ponta de prova ou ferramenta nos terminais.

Passo 7 de 9
Registre uma carga e uma descarga RC lentas, compare valores previstos e observados e confirme a tensão residual antes de alterar a montagem.
Antes de iniciar, deixe a chave na posição de descarga, com o resistor e o multímetro conectados ao capacitor. Configure a fonte para 5 V, mas mantenha a saída desabilitada enquanto confere a montagem.
Com a alimentação desconectada, confira a tensão residual do capacitor. Só prossiga se ela estiver em até 0,1 V. Então habilite a fonte, registre a tensão real entre +5 V e 0 V e meça a tensão inicial do capacitor.
Na carga, esse valor pode estar próximo de 0 V, mas deve ser medido, não presumido. Use a tensão inicial registrada e a tensão real da fonte para organizar sua previsão.

A condição inicial é lida antes da comutação; a contagem começa quando a chave passa para a carga.
Com a chave ainda em descarga, anote a tensão inicial do capacitor e deixe o cronômetro pronto. Em seguida, comute a chave para carga e inicie o cronômetro no mesmo gesto, o mais próximo possível.
Mantenha resistor e voltímetro conectados. Registre a tensão indicada e o tempo efetivo do cronômetro em instantes próximos de 1τ, 3τ e 5τ. Para a montagem de referência, com τ nominal de aproximadamente 10,3 s, esses marcos ficam perto de 10,3 s, 30,9 s e 51,5 s.
Anote o tempo que realmente ocorreu, mesmo que não seja exatamente o tempo planejado. A previsão deve corresponder à tensão inicial registrada, à tensão da fonte medida e ao tempo efetivo.
Exemplo de leituras didáticas — não são medições suas. Os valores previstos usam fonte medida de 5,00 V, tensão inicial medida de 0,00 V e τ nominal de 10,3 s. A coluna de previsão considera o tempo efetivo registrado.
| Configuração | Tempo efetivo | V inicial | V prevista | V medida |
|---|---|---|---|---|
| Carga | 10,4 s (≈1τ) | 0,00 V | 3,18 V | 3,14 V |
| Carga | 30,8 s (≈3τ) | 0,00 V | 4,75 V | 4,73 V |
| Carga | 51,6 s (≈5τ) | 0,00 V | 4,97 V | 4,95 V |
Depois da última leitura de carga, registre a tensão que o capacitor efetivamente alcançou. Esse número será o V_inicial da descarga. Não o substitua automaticamente pela tensão indicada na fonte.
Com o resistor e o voltímetro ainda conectados, prepare novamente o cronômetro. Comute a chave para descarga e reinicie a contagem no mesmo gesto. Registre tensão e tempo efetivo perto de 1τ, 3τ e 5τ.
No exemplo abaixo, a descarga começa em 4,95 V, pois esse foi o último valor medido na carga. Ela tende a 0 V, mas 5τ indica uma aproximação prevista; não é, sozinho, uma confirmação de descarga para manuseio.
Exemplo de leituras didáticas — continuação da tabela anterior. A previsão usa V_inicial = 4,95 V, V_final = 0 V e o tempo efetivo de cada linha.
| Configuração | Tempo efetivo | V inicial | V prevista | V medida |
|---|---|---|---|---|
| Descarga | 10,2 s (≈1τ) | 4,95 V | 1,84 V | 1,80 V |
| Descarga | 30,9 s (≈3τ) | 4,95 V | 0,246 V | 0,25 V |
| Descarga | 51,7 s (≈5τ) | 4,95 V | 0,033 V | 0,04 V |
Em uma frase curta, compare o significado de “previsão após 5τ” com “tensão residual verificada”. Use suas leituras, se realizou a montagem, ou os dados didáticos identificados nas tabelas.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).
Atenção
Ao terminar os registros, deixe a chave na posição de descarga para manter o resistor no caminho. Desabilite e desconecte a alimentação sem desmontar esse percurso resistivo.
Meça novamente a tensão entre os terminais do capacitor. Para esta montagem, espere uma leitura de até 0,1 V. Faça uma nova conferência antes de tocar nas conexões ou alterá-las.
Não tente substituir essa verificação por curto-circuitar os terminais com fio, ponta de prova ou ferramenta.
Seu registro final deve identificar: a tensão real da fonte; o valor inicial medido de cada transiente; os tempos efetivos; as tensões previstas; e as tensões observadas.
Sem equipamentos, use as tabelas como leituras didáticas, nunca como se fossem medições próprias. Elas mostram o método: a descarga parte de 4,95 V medidos, não de 5,00 V presumidos.
A comparação em 5τ sustenta uma previsão de equilíbrio prático. Já a leitura residual, feita com a alimentação desconectada e a chave em descarga, é a evidência para decidir se a montagem pode ser manuseada.

Passo 8 de 9
Reconheça como o multímetro, as tolerâncias e o registro temporal explicam diferenças plausíveis entre o modelo RC ideal e uma observação lenta.
O modelo RC ideal é uma referência útil, mas o multímetro e os componentes reais também participam da montagem. Ao comparar cálculo e leitura, procure tendências e valores compatíveis: uma diferença pequena, por si só, não prova erro de ligação.
Nesta montagem, o voltímetro fica conectado enquanto o capacitor carrega ou descarrega. Portanto, ele oferece um caminho adicional de corrente e pode modificar tanto a rapidez observada quanto, na carga, a tensão de equilíbrio.

Ao medir v_C, a resistência de entrada do voltímetro fica em paralelo com o capacitor.
Para prever a rapidez observada, inclua a resistência de entrada do instrumento na resistência vista pelo capacitor:
R_eq = R ∥ R_entrada
Assim, τ_observada = (R ∥ R_entrada) × C. Na montagem de referência, isso vale na carga e na descarga: o voltímetro continua ligado aos terminais do capacitor nas duas posições da chave.
Se R_entrada for muito maior que R, o paralelo fica próximo de R e o efeito pode ser pequeno. Consulte no manual a resistência de entrada da faixa de tensão contínua usada.
Na carga, R e R_entrada formam um divisor entre a fonte e 0 V. Por isso, o valor final deixa de ser exatamente a tensão da fonte:
V_final = V_fonte × R_entrada / (R + R_entrada)
Na descarga, tanto o resistor quanto a entrada do voltímetro levam ao nó de 0 V. O valor final ideal continua sendo 0 V, embora a aproximação possa ser mais rápida do que no cálculo que ignorava o instrumento.
Exemplo
Considere V_fonte = 5,00 V, R = 22 kΩ e um multímetro com R_entrada = 1,0 MΩ.
Na carga:
Logo, o valor final fica abaixo de 5,00 V e τ também fica um pouco menor. Esses resultados não são contraditórios: o divisor altera o equilíbrio da carga, enquanto o paralelo altera a rapidez de carga e descarga.
Além do instrumento, use os valores reais como referência. A tolerância de R ou C pode tornar τ maior ou menor que o valor nominal. A fuga do capacitor pode acrescentar outro caminho de corrente e merece investigação quando há um desvio repetido que o modelo com R_entrada não explica.
Por fim, o registro tem limites próprios: o multímetro atualiza em intervalos, arredonda a leitura conforme sua resolução e o acionamento da chave não coincide perfeitamente com o início do cronômetro. Esses limites não mudam necessariamente o circuito; podem deslocar ou dispersar os pontos anotados.
Associe cada cenário ao efeito ou à explicação inicial mais compatível. São hipóteses para investigar: compare vários pontos da curva antes de concluir a causa de uma divergência.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Na montagem de referência, use R = 22 kΩ, R_entrada = 1,0 MΩ e fonte medida de 5,00 V. Qual previsão inclui corretamente o efeito do multímetro?
Depois de avaliar as leituras, use esta síntese para organizar suas hipóteses. Ela não substitui conferir a montagem, os dados anotados e mais de um ponto da curva.
| Fator | Principal consequência |
|---|---|
| R_entrada do voltímetro | Reduz R_eq na carga e na descarga |
| Divisor R e R_entrada | Pode reduzir o final da carga |
| Tolerâncias de R e C | Alteram a rapidez prevista |
| Fuga do capacitor | Pode gerar desvio adicional repetido |
| Atualização e cronômetro | Limitam precisão dos pontos anotados |
Dica
Ao comparar previsão e observação, registre a resistência de entrada informada para a faixa usada, os valores nominais de R e C e os tempos efetivamente anotados. Uma divergência pode ter mais de uma causa: não atribua tudo automaticamente a erro de montagem nem tome uma leitura isolada como prova conclusiva.
A confirmação de descarga continua sendo uma medição de tensão residual, com a alimentação desconectada e o caminho resistivo de descarga mantido.

Passo 9 de 9
Aplique o método completo para prever um transiente RC e diferencie aproximação calculada de descarga confirmada por medição.
Cenário integrado: antes de t = 0, o capacitor está em 3,0 V. Em t = 0, uma chave conecta-o a uma fonte ideal de 12 V por um resistor de 10 kΩ. O capacitor é de 1000 µF.
Use a referência v_C: terminal superior do capacitor em relação ao terra. Defina i como positiva da fonte, passando pelo resistor, em direção ao capacitor.
Após a comutação, a tensão do capacitor começa em 3,0 V e tende a 12 V. Para calcular a constante de tempo, anule a fonte ideal somente no modelo de resistência vista pelo capacitor: resta R_eq = 10 kΩ.
Assim, τ = R_eq × C = 10 000 Ω × 0,001 F = 10 s.
Em 3τ = 30 s, use e^(−3) ≈ 0,0498:
v_C(30 s) = 12 + (3 − 12) × 0,0498 ≈ 11,55 V
i(30 s) = (12 − 11,55) / 10 kΩ ≈ +44,8 µA.
O sinal positivo confirma que, nesse instante, a corrente ainda entra no capacitor, mas já é pequena.

A curva deve começar em 3 V sem salto e se aproximar de 12 V. Em 3τ, ela já percorreu cerca de 95% do caminho.
No cenário, V_inicial e V_final são, respectivamente, ____.
A constante de tempo τ desse circuito é ____.
Em 3τ, v_C e i são aproximadamente ____.
Na sua própria observação, você calculou ou estimou que se passaram 5τ desde o início da descarga. Explique por que isso indica apenas proximidade do equilíbrio, e descreva qual verificação permite concluir que a montagem pode ser manuseada com segurança.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).
Resumo
Use este roteiro sempre que uma configuração RC mudar:
Parabéns! Você concluiu: Carga, descarga e constante de tempo RC
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