
Passo 1 de 8
Defina a chave e a referência do comando
Organize uma chave MOSFET de canal N pelo lado de baixo, com referência de comando correta e medições entre os terminais adequados.
Trilha de aprendizado · Nível 6 · Tutorial 5
Ao concluir, o aluno será capaz de dimensionar uma chave MOSFET para uma pequena carga resistiva, incluindo comando e descarga do gate, em circuitos próprios isolados de até 12 Vcc e com corrente limitada.
Defina a chave e a referência do comando
Organize uma chave MOSFET de canal N pelo lado de baixo, com referência de comando correta e medições entre os terminais adequados. 2 min
Escolha pela tensão real de comando
Selecione provisoriamente um MOSFET usando a resistência de condução garantida na menor tensão de gate disponível. 3 min
Confira a queda de tensão e as perdas
Verifique a queda de tensão e as perdas de condução de uma chave MOSFET usando R_DS(on) compatível com a temperatura prevista. 3 min
Garanta o desligamento do gate
Defina um caminho passivo de descarga entre gate e source e escolha R_GS equilibrando fuga residual e consumo contínuo do comando. 2 min
Limite a corrente transitória do comando
Escolha o resistor série do gate verificando a corrente transitória nos dois sentidos e a tensão V_GS que permanece em regime. 3 min
Estime a duração das transições
Estime o tempo de movimentação da carga de gate, reconheça os limites da aproximação e compare as exigências sobre o comando. 3 min
Verifique os estados previstos
Confira leituras estáticas da chave MOSFET e reconheça divergências de comando, condução e descarga do gate. 2 min
Conclua o dimensionamento
Aplique os critérios de seleção, comando e verificação a uma chave MOSFET de lado baixo. 3 min

Passo 1 de 8
Organize uma chave MOSFET de canal N pelo lado de baixo, com referência de comando correta e medições entre os terminais adequados.
Nesta topologia, um MOSFET de canal N funciona como uma chave pelo lado de baixo: a carga fica entre o positivo da alimentação e o dreno. O source vai ao retorno da alimentação.
O ponto essencial é a referência do comando: o terminal baixo do sinal de comando deve estar no mesmo nó do source. Assim, a tensão que controla o dispositivo é realmente V_GS, medida do gate para o source.

A carga conduz quando há caminho entre o dreno e o source. O comando só é interpretado corretamente em relação ao source.
Use este caso de referência ao longo do tutorial:
Com a chave ligada, a corrente convencional esperada percorre: positivo de 5 V → resistor de 100 Ω → dreno → source → retorno da fonte.
A potência nominal da carga é uma capacidade; ela não significa que a carga dissipará 1 W neste circuito. A corrente e a potência reais serão conferidas a partir da alimentação e das resistências do caminho.
Atenção
Trabalhe apenas com circuitos próprios, isolados e de até 12 Vcc, usando fonte com limitação de corrente. Faça ou altere conexões sempre com a alimentação desligada.
Antes de energizar, confira a pinagem do MOSFET no datasheet, o retorno comum entre alimentação e comando e um estado de comando definido. Pare o teste se houver corrente ou aquecimento inesperados.
Duas tensões ajudam a verificar os estados da chave:
Não substitua V_GS pela tensão do gate medida contra um ponto qualquer. Por exemplo, 3,3 V no gate só correspondem a V_GS = 3,3 V se o source estiver no mesmo potencial da referência baixa do comando.
No caso de referência, suponha que o gate esteja a 3,3 V em relação ao retorno comum e que o source esteja a 0 V. Qual é V_GS?
Qual valor de V_GS corresponde à situação descrita?
Escolha o esquema que preserva a topologia de chaveamento pelo lado de baixo e mede V_GS com a referência correta.
Qual ligação está correta?

Passo 2 de 8
Selecione provisoriamente um MOSFET usando a resistência de condução garantida na menor tensão de gate disponível.
No circuito do passo anterior, o source do MOSFET está no retorno comum. Portanto, o menor nível alto previsto do comando também define, inicialmente, o menor V_GS disponível.
Para este exercício, o comando nominal é 3,3 V, com tolerância de ±0,3 V. No pior caso alto, use V_GS = 3,0 V para selecionar o componente.
A escolha deve usar um valor máximo garantido de R_DS(on), especificado para uma tensão de gate que o circuito realmente possa fornecer. Uma especificação feita a 2,5 V pode ser usada neste caso; uma feita somente a 4,5 V não comprova a condução em 3,0 V.

Como o source e o retorno do comando são comuns, o menor comando alto de 3,0 V estabelece o V_GS mínimo inicial deste exercício.
Dica
Não use V_GS(th) como critério de chaveamento eficiente. Esse valor indica apenas o início da condução sob uma condição de teste de corrente pequena. Ele não garante que R_DS(on) será baixa na corrente da carga.
Procure uma linha de R_DS(on) que declare simultaneamente: valor máximo, tensão V_GS de ensaio e condições aplicáveis. A compatibilidade inicial com 3,0 V ainda será revista depois que os resistores de comando forem definidos.
A tabela contém dados didáticos de exercício, não componentes reais. A carga é resistiva de 100 Ω em uma alimentação isolada de 5 V; o comando pode cair a 3,0 V.
Nesta triagem, um candidato só é elegível se tiver R_DS(on) máxima especificada em V_GS compatível com 3,0 V e se seus limites atenderem ao circuito. Entre os elegíveis, adote como critério objetivo a menor R_DS(on) máxima garantida.
Todos os valores de R_DS(on) indicados como “máx.” são limites garantidos nas condições mostradas. “Típ.” não substitui um limite máximo nesta decisão.
| Candidato | R_DS(on) informado | V_GS do ensaio | V_DS máx. | V_GS máx. | I_D máx. |
|---|---|---|---|---|---|
| A | 80 mΩ máx. | 2,5 V | 20 V | ±12 V | 3 A |
| B | 35 mΩ máx. | 4,5 V | 30 V | ±20 V | 5 A |
| C | 45 mΩ máx. | 2,5 V | 12 V | ±8 V | 1 A |
| D | 25 mΩ típ. | 2,5 V | 20 V | ±12 V | 2 A |
Exemplo
Seleção provisória: candidato C.
A e C são elegíveis: ambos têm R_DS(on) máxima especificada a V_GS = 2,5 V, abaixo dos 3,0 V mínimos iniciais, e limites de tensão adequados aos 5 V do circuito. A corrente esperada na carga de 100 Ω é aproximadamente 50 mA, muito abaixo de 1 A.
Pelo critério declarado — menor R_DS(on) máxima garantida entre os elegíveis — C vence com 45 mΩ, em vez de 80 mΩ de A.
B parece atraente pelos 35 mΩ, mas esse valor só é garantido com 4,5 V no gate, indisponíveis no pior caso. Mesmo que B tivesse V_GS(th) baixo, isso não mudaria essa conclusão. D informa somente valor típico, inadequado para a comparação conservadora.
A corrente máxima de catálogo é um limite do dispositivo em condições definidas; não é garantia automática para a montagem. A escolha será reavaliada após a inclusão dos resistores de comando.
Com V_GS mínimo inicial de 3,0 V, selecione o candidato que atende aos limites e tem a menor R_DS(on) máxima garantida entre os elegíveis.

Passo 3 de 8
Verifique a queda de tensão e as perdas de condução de uma chave MOSFET usando R_DS(on) compatível com a temperatura prevista.
Com o MOSFET de canal N ligado no lado de baixo e já conduzindo, ele pode ser modelado como uma pequena resistência, R_DS(on). Ela fica em série com a carga resistiva.
Use o modelo:
I_D ≈ V_alimentação / (R_carga + R_DS(on))
Depois, calcule a queda no MOSFET:
V_DS ≈ I_D × R_DS(on)
A mesma corrente atravessa a carga e o MOSFET. Portanto, R_DS(on) cria uma pequena queda de tensão na chave e reduz ligeiramente a corrente do circuito. Para esta análise, use uma R_DS(on) compatível com a tensão efetiva de gate e com a temperatura de projeto considerada.

No estado ligado, R_DS(on) entra em série com a resistência da carga.
Considere este dado de exercício para um MOSFET já compatível com o comando:
Para uma estimativa conservadora de perda, adote 100 °C como temperatura de projeto:
R_DS(on) estimada = 0,10 Ω × 1,6 = 0,16 Ω
A curva é típica: ela ajuda a estimar o comportamento, mas não transforma 0,16 Ω em um limite garantido de catálogo. O valor a 100 °C é uma hipótese conservadora para estimar uma perda superior; não é a previsão de que a junção necessariamente chegará a 100 °C.
Valores usados na estimativa de condução do exemplo.
| Grandeza | Valor | Natureza |
|---|---|---|
| R_carga | 100 Ω | Valor nominal do exercício |
| R_DS(on), 25 °C | 0,10 Ω | Máximo especificado |
| Fator a 100 °C | 1,6 | Curva típica |
| R_DS(on), 100 °C | 0,16 Ω | Estimativa conservadora |
Exemplo
Com R_DS(on) = 0,16 Ω como hipótese conservadora:
A queda de aproximadamente 8 mV é muito menor que os 5 V da alimentação. Logo, quase toda a tensão fica na carga.
As perdas não se distribuem da mesma forma:
Neste caso, a carga foi projetada para dissipar a maior parte da potência. A perda pequena no MOSFET não deve ser confundida com a potência entregue à carga.
Dica
Use os dados de montagem já disponíveis para conferir a margem. Por exemplo, com ambiente de 40 °C e resistência térmica junção-ambiente de 200 °C/W:
ΔT ≈ 0,000399 W × 200 °C/W = 0,08 °C
A estimativa resulta em T_j ≈ 40,08 °C. Isso não contradiz o uso de R_DS(on) a 100 °C: aquele valor foi adotado deliberadamente como hipótese conservadora para limitar a perda estimada por cima.
Compare a temperatura estimada com o limite de junção e a margem definida para o projeto. A conclusão depende das condições de montagem: tanto a curva térmica quanto R_θJA têm condições de aplicação próprias.
Agora aplique o método a outro caso, sem usar os resultados do exemplo anterior.
Dados do exercício:
Para esta estimativa conservadora, primeiro adote a R_DS(on) corrigida pela curva típica a 100 °C. Em seguida, calcule a corrente, V_DS e a perda de condução. Trate o resultado corrigido como estimativa, não como limite garantido.
Com a R_DS(on) corrigida pela curva típica, qual é a corrente de dreno estimada?
Qual é a queda de tensão V_DS estimada no MOSFET?
Qual é a perda de condução estimada no MOSFET?
Como deve ser classificado o valor de R_DS(on) = 0,30 Ω usado neste exercício?

Passo 4 de 8
Defina um caminho passivo de descarga entre gate e source e escolha R_GS equilibrando fuga residual e consumo contínuo do comando.
Quando o comando deixa de dirigir o gate, o gate não deve ficar sem referência. Instale R_GS diretamente entre gate e source desde a montagem inicial.
Esse resistor cria um caminho para remover a carga armazenada no gate e força a tendência de V_GS = 0 V. Assim, o MOSFET de canal N da chave pelo lado de baixo tende a permanecer desligado quando o comando está desconectado.
A ligação deve ser gate–source, não gate–dreno nem gate–positivo da alimentação. O source é a referência usada para V_GS.

Com o comando aberto, R_GS liga o gate à referência do source e fornece o caminho de descarga.
Há dois estados diferentes que podem parecer “nível baixo”, mas não são equivalentes:
Portanto, “eu mando 0 V quando desligo” não elimina a função de R_GS: uma desconexão, um mau contato ou uma saída que deixe de comandar não é o mesmo que aplicar 0 V ativamente.
Exemplo
Em uma fonte de 3,3 V, compare estas duas situações:
A. A saída de comando está em 0 V e ligada ao gate. Ela mantém V_GS próximo de 0 V.
B. O fio do comando não está conectado ao gate. Sem R_GS, a tensão do gate fica indefinida porque a carga armazenada não tem um caminho projetado para o source.
Com R_GS presente, a situação B também tende ao desligamento. Não energize uma montagem com gate flutuante para testar esse efeito: analise o esquema e mantenha R_GS instalado.
R_GS não tem valor universal. Escolha-o a partir de restrições explícitas:
Um resistor menor reduz a tensão gerada por uma fuga dada, fortalecendo a tendência de desligamento. Em troca, aumenta a corrente exigida da fonte de comando enquanto ela mantém o MOSFET ligado.
Exemplo
Dados de exercício: comando de 3,3 V; fuga máxima considerada de 2 µA; deseja-se V_GS residual de no máximo 0,20 V; o comando pode fornecer até 0,20 mA continuamente para R_GS.
Pela fuga: R_GS ≤ 0,20 V / 2 µA = 100 kΩ.
Pelo consumo alto: R_GS ≥ 3,3 V / 0,20 mA = 16,5 kΩ.
Logo, qualquer valor entre 16,5 kΩ e 100 kΩ atende a essas duas condições. Um valor comercial de 47 kΩ é uma escolha possível neste exemplo, não uma regra geral.
Com 47 kΩ: V residual ≈ 2 µA × 47 kΩ = 0,094 V; consumo alto ≈ 3,3 V / 47 kΩ = 0,070 mA.
Em uma chave MOSFET de canal N pelo lado de baixo, qual ligação mantém o gate referenciado ao estado desligado quando o comando é desconectado?
Escreva pelo menos 15 caracteres (0/15).
Com os dados de exercício — V_GS de 3,3 V e R_GS de 47 kΩ — a corrente contínua aproximada exigida do comando enquanto ele está alto é ____ mA.
Escreva pelo menos 3 caracteres (0/3).

Passo 5 de 8
Escolha o resistor série do gate verificando a corrente transitória nos dois sentidos e a tensão V_GS que permanece em regime.
Além de R_GS, que mantém o gate referenciado ao source quando o comando não está conectado, use R_G em série entre a saída de comando e o gate.
R_G limita a corrente transitória que a saída precisa fornecer ao carregar o gate ou absorver ao descarregá-lo ativamente. A resistência de saída do próprio comando, R_saída, também participa dessa limitação.
Neste exemplo, o source está no retorno comum. Portanto, a tensão relevante continua sendo V_GS, medida diretamente entre gate e source.

R_G atua no caminho de comando; R_GS define o estado do gate em repouso.
Dica
Não trate R_G como um resistor que limita corrente contínua para dentro do gate: em regime estável, a corrente contínua para o gate é muito pequena. A corrente contínua relevante neste circuito, quando o comando está alto, é a que atravessa o caminho resistivo formado por R_saída, R_G e R_GS.
Para uma primeira estimativa, considere o gate inicialmente próximo ao source e despreze, nesse instante, a corrente por R_GS. A corrente de pico de carga é:
I_gate,pico ≈ ΔV / (R_saída + R_G)
Isso vale sob a hipótese de que as resistências informadas sejam as únicas relevantes no caminho. Se houver outra resistência série conhecida, ela também deve entrar na soma.
A capacidade de saída deve ser conferida nos dois sentidos: ela precisa fornecer corrente ao ligar e absorver corrente ao desligar ativamente. Esses limites podem ser diferentes.
Exemplo
Dados didáticos para escolher R_G:
Compare duas opções de R_G usando ΔV = 3,3 V para a carga inicial e, no desligamento, aproximadamente 3,28 V no gate.
As correntes abaixo são estimativas iniciais. A opção escolhida deve respeitar tanto a capacidade de fornecer quanto a de absorver corrente.
| R_G | Pico ao ligar | Pico ao desligar | Compatível? |
|---|---|---|---|
| 100 Ω | 3,3 / (40 + 100) = 23,6 mA | 3,28 / (60 + 100) = 20,5 mA | Não |
| 470 Ω | 3,3 / (40 + 470) = 6,47 mA | 3,28 / (60 + 470) = 6,19 mA | Sim |
R_G também reduz um pouco a tensão contínua que chega ao gate, porque forma um divisor com R_GS. Desprezando a fuga do gate, no comando alto:
V_GS ≈ V_comando × R_GS / (R_saída + R_G + R_GS)
Com R_G = 470 Ω e R_GS = 100 kΩ:
V_GS ≈ 3,3 × 100000 / (40 + 470 + 100000) ≈ 3,28 V
Essa é a tensão a usar para reavaliar a escolha do MOSFET: a baixa R_DS(on) precisa ser especificada para uma tensão de gate compatível com esse valor, considerando a margem definida no projeto.
Dica
A corrente contínua no comando alto é aproximadamente:
I ≈ 3,3 V / 100510 Ω ≈ 33 µA
Ela percorre R_saída, R_G e R_GS até o retorno. Não é uma corrente contínua “entrando no gate”; o gate isolado tem fuga muito pequena na hipótese adotada.
R_G = 470 Ω preserva quase toda a tensão de comando neste caso porque é muito menor que R_GS. Se R_GS fosse menor, ou se as resistências série fossem maiores, a redução de V_GS poderia deixar de ser desprezível.
Atenção
O valor de 3,28 V não prova, sozinho, que o MOSFET conduzirá com baixa perda. Ele apenas é a tensão efetiva disponível no gate neste circuito. Verifique na folha de dados se a R_DS(on) máxima é especificada em condição de V_GS adequada; V_GS(th) não serve para essa confirmação.
No caso didático, justifique a escolha de R_G entre 100 Ω e 470 Ω. Registre: a corrente de pico aproximada ao ligar, a corrente de pico aproximada ao desligar e o V_GS em regime com R_G = 470 Ω. Em seguida, diga qual especificação do MOSFET precisa ser compatível com esse V_GS.
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 6 de 8
Estime o tempo de movimentação da carga de gate, reconheça os limites da aproximação e compare as exigências sobre o comando.
Para uma estimativa de movimentação de carga no gate, use:
t ≈ Q_g / I_gate,média
Exemplo de unidades: 12 nC / 6 mA = 2 µs.
Use dados compatíveis: a carga de gate publicada depende das condições de V_GS, V_DS e corrente de dreno usadas no ensaio. Portanto, um valor de Q_g não descreve sozinho toda transição possível da montagem.

A estimativa divide a carga que precisa ser movimentada pela corrente média disponível para movimentá-la.
Dica
Não confunda essa conta com uma previsão exata do tempo de subida ou descida de V_DS. O Q_g total ajuda a estimar o processo de carga do gate, mas as capacitâncias do MOSFET variam conforme as tensões mudam.
Por isso, uma única capacitância retirada da folha de dados não forma um circuito RC universal para todas as transições. Para este dimensionamento inicial, registre as condições usadas e trate o resultado como estimativa.
Exemplo
Considere um MOSFET com Q_g = 18 nC para condições próximas às do circuito analisado. Durante a carga, a corrente média efetivamente destinada ao gate foi estimada em 3 mA.
t ≈ 18 nC / 3 mA = 6 µs
Isso estima o tempo para movimentar os 18 nC considerados. Não significa, por si só, que V_DS levará exatamente 6 µs para variar de um extremo ao outro.
Atenção
A corrente de pico obtida com o resistor de gate — por exemplo, ΔV/(R_saída + R_G) — vale no início, sob a hipótese correspondente. Ela não permanece necessariamente igual durante todo o deslocamento de carga.
Logo, não substitua automaticamente I_gate,média pela corrente de pico. Se o enunciado fornece uma corrente média, use-a na fórmula com Q_g.
Complete a estimativa: se Q_g = 24 nC e I_gate,média = 4 mA, então t ≈ ____.
Informe o tempo aproximado na unidade mais conveniente.
Se Q_g = 24 nC e I_gate,média = 4 mA, qual é o tempo aproximado para movimentar essa carga?
Compare duas condições para a mesma carga de gate de 20 nC:
A condição B movimenta a carga mais rapidamente. Em troca, o circuito de comando precisa conseguir fornecer essa corrente ao ligar e absorver corrente ao desligar ativamente, dentro de suas especificações.
Transições mais longas podem manter tensão e corrente sobrepostas por mais tempo, aumentando as perdas de transição e o aquecimento. Porém, acelerar sem verificar o comando também é inadequado: a fonte de sinal deve suportar os picos e a demanda dinâmica envolvida.
O objetivo não é buscar a transição “mais rápida” isoladamente, e sim uma transição compatível com o MOSFET, o comando e as perdas previstas.
Dica
No desligamento, há dois caminhos diferentes:
Eles podem ter correntes médias muito diferentes. Portanto, não presuma que os tempos de desligamento ativo e de descarga por R_GS sejam iguais.
Qual afirmação descreve corretamente a comparação entre as condições A e B?
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).
Uma estimativa por Q_g/I_gate,média usa a carga e a corrente do intervalo analisado. Qual procedimento é correto?
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).
Para estimar t ≈ Q_g/I_gate,média quando o problema fornece uma corrente de pico e uma corrente média para o gate, qual deve entrar diretamente na fórmula?

Passo 7 de 8
Confira leituras estáticas da chave MOSFET e reconheça divergências de comando, condução e descarga do gate.
Depois de o circuito estabilizar, confira grandezas medidas entre os nós corretos:
No caso de referência, a carga é de 100 Ω. Portanto, uma tensão de carga próxima de 5 V corresponde a uma corrente próxima de 50 mA. A tensão do gate medida contra uma referência arbitrária não substitui V_GS: o source é a referência obrigatória.

Meça cada tensão entre os dois terminais indicados; obtenha a corrente pela tensão medida na carga resistiva.
Use os valores calculados nas etapas anteriores como referência. No caso de 5 V, carga de 100 Ω, comando de 3,3 V e R_GS presente, as leituras abaixo representam tendências após a estabilização. Tolerâncias do comando, resistores e MOSFET podem alterar os números, mas não a interpretação geral dos estados.
Leituras esperadas em uma chave pelo lado de baixo com carga resistiva.
| Estado do comando | V_GS | V_DS | Corrente na carga |
|---|---|---|---|
| Ligado | Próximo do V_GS efetivo previsto | Pequena | Próxima de 5 V / 100 Ω |
| Desligado ativamente | Próximo de 0 V | Próximo de 5 V | Próxima de 0 A |
| Comando desconectado com R_GS íntegro | Próximo de 0 V após descarga | Próximo de 5 V | Próxima de 0 A |
Dica
Uma leitura de V_DS próxima de zero quando a chave está ligada é coerente com uma queda pequena no MOSFET. Porém, ela não determina R_DS(on) com precisão: diante de poucos milivolts, resolução, pontas e erros do multímetro podem ser relevantes. Use essa leitura para verificar o estado da chave e compare-a com a queda prevista; não a trate como uma medição precisa da resistência.
Associe cada observação a seu estado ou diagnóstico. Considere uma alimentação de 5,0 V, carga de 100 Ω, V_GS efetivo previsto de aproximadamente 3,28 V no comando alto e R_GS instalado, exceto quando a observação indicar o contrário.
Relacione cada conjunto de leituras à interpretação mais adequada.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Atenção
Antes de energizar uma montagem própria, confira sem alimentação a pinagem do MOSFET e a continuidade da referência comum entre source, retorno da alimentação e retorno do comando. Mantenha R_GS conectado desde o início.
Energize somente um circuito próprio, isolado, de até 12 Vcc e com limitação de corrente. Interrompa o teste se houver corrente acima da prevista, aquecimento inesperado, cheiro, fumaça ou leituras incompatíveis com o projeto. Desligue a alimentação antes de alterar fios ou componentes.
A análise deste passo pode ser concluída somente com o esquema e as leituras didáticas; não é necessário montar o circuito.
Uma sequência útil de verificação é: primeiro confirmar pinagem, referência comum e R_GS sem alimentação; depois energizar com corrente limitada; por fim, registrar V_GS, V_DS e a tensão na carga em cada estado. Se uma leitura divergir, desligue antes de investigar conexões ou componentes.
Não tente decidir se R_DS(on) está correta apenas porque o multímetro mostra 0,00 V em V_DS. Compare a queda observada com a estimativa e com as limitações da medição.

Passo 8 de 8
Aplique os critérios de seleção, comando e verificação a uma chave MOSFET de lado baixo.
Caso integrado
A imagem reúne as conexões que devem permanecer no projeto: carga no dreno, source no retorno comum, R_G em série com o comando e R_GS diretamente entre gate e source.

O source, o retorno da alimentação e a referência baixa do comando são o mesmo nó.
Vamos concluir usando condições explícitas, válidas somente para este exercício:
O objetivo é escolher R_G, verificar o estado ligado e registrar os limites da estimativa de tempo.
O resistor série deve respeitar o limite de fornecimento no instante inicial de carga do gate:
I_gate,pico ≈ 3,3 V / (R_saída + R_G)
Com R_saída = 50 Ω e limite de 12 mA, determine o menor valor teórico de R_G. Depois será adotado um valor comercial maior para criar margem.
Qual é o valor mínimo teórico de R_G, em ohms, imposto pelo limite de fornecimento de 12 mA?
Adote R_G = 330 Ω, acima do mínimo calculado.
Confira os picos sob as hipóteses dadas:
Os dois valores ficam abaixo de 12 mA. Portanto, R_G = 220 Ω deve ser rejeitado neste projeto: produziria aproximadamente 12,2 mA ao ligar, acima do limite. R_G limita transientes; R_GS continua sendo o caminho de descarga quando o comando é desconectado.
Agora complete os valores do projeto usando R_G = 330 Ω, R_GS = 10 kΩ e R_DS(on) de projeto = 0,75 Ω.
No estado alto, desprezando a fuga do gate:
V_GS ≈ 3,3 × 10.000 / (50 + 330 + 10.000)
Use esse V_GS para conferir a compatibilidade com a condição de R_DS(on) do MOSFET.
Qual é o V_GS efetivo aproximado, em volts?
Com I_D ≈ 12 V / (100 Ω + 0,75 Ω), qual é a corrente aproximada da carga?
Qual é a queda V_DS aproximada no MOSFET ligado?
Qual é a perda de condução aproximada do MOSFET?
Usando Q_g = 6 nC e I_gate,média = 4 mA, qual é o tempo aproximado para movimentar essa carga?
Em uma justificativa de 3 a 5 frases, conclua se o projeto atende às condições fornecidas. Inclua:
Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).
Resumo
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