
Passo 1 de 9
Ler a estrutura da ponte H
Reconheça a topologia, os nomes dos componentes e as convenções de tensão e corrente que serão usadas em toda a análise.
Trilha de aprendizado · Nível 12 · Tutorial 7
Analisar os estados de uma ponte H e os caminhos de corrente associados ao acionamento, à recirculação e à parada de um motor CC.
Ler a estrutura da ponte H
Reconheça a topologia, os nomes dos componentes e as convenções de tensão e corrente que serão usadas em toda a análise. 2 min
Relacionar diagonais e sentido de acionamento
Associe as diagonais da ponte H às polaridades aplicadas ao motor e aos respectivos percursos de alimentação. 2 min
Separar acionamento, alta impedância e frenagem
Classifique estados estáticos da ponte H, distinguindo acionamento, alta impedância, terminais unidos e combinações excluídas. 2 min
Traçar a recirculação local
Trace a corrente residual de um motor após retirar o acionamento, identificando a recirculação local pelo trilho inferior. 2 min
Seguir a corrente de volta ao barramento
Analise o retorno da corrente indutiva ao barramento quando a ponte H passa para alta impedância. 2 min
Entender o que acontece no intervalo desligado do PWM
Interprete o intervalo desligado do PWM relacionando o estado da ponte ao caminho da corrente residual. 2 min
Distinguir as formas de parada
Diferencie parada livre, frenagem dinâmica e devolução de energia observando o caminho da corrente e o destino predominante da energia. 2 min
Reconhecer o risco de elevação da alimentação
Analise por que a energia devolvida por um motor pode elevar a tensão do barramento quando a fonte não consegue absorvê-la. 2 min
Aplicar a análise completa da ponte H
Aplique uma sequência de análise para justificar estados, caminhos de corrente, formas de parada e possível retorno de energia ao barramento. 3 min

Passo 1 de 9
Reconheça a topologia, os nomes dos componentes e as convenções de tensão e corrente que serão usadas em toda a análise.
Uma ponte H tem dois braços conectados entre o barramento positivo +V e a referência 0 V. O motor fica entre os pontos centrais dos braços: terminal A à esquerda e terminal B à direita.
Adotaremos esta convenção fixa:
Manter os mesmos nomes evita ambiguidades ao analisar a corrente nos próximos estados da ponte.

A e B são os terminais elétricos do motor; os dois trilhos são +V e 0 V.
Neste tutorial, a tensão do motor é sempre medida de A em relação a B:
v_AB = v_A − v_B
Assim, v_AB é positiva quando o ponto A está em tensão maior que B; é negativa quando A está em tensão menor que B. Essa convenção descreve a polaridade elétrica aplicada ao motor, sem atribuir antecipadamente “horário” ou “anti-horário”: o sentido mecânico depende de como os fios do motor foram conectados.
Também fixaremos a referência positiva de corrente i_M de A para B. Uma corrente real no outro sentido será representada por i_M negativa.

A referência de corrente e a polaridade de tensão são escolhas de análise; elas permanecem fixas.
No modelo ideal usado aqui, cada chave pode conduzir quando habilitada. Os diodos continuam presentes mesmo quando suas chaves não estão conduzindo.
A orientação importa:
Essas direções serão a base para traçar caminhos de corrente mais adiante. Por enquanto, observe apenas a estrutura e não tente escolher combinações de chaves.

A orientação dos diodos será essencial para entender a corrente indutiva nos próximos passos.
Complete a expressão da tensão do motor segundo a referência adotada.
Escreva pelo menos 8 caracteres (0/8).
Preencha a lacuna: v_AB = ____

Passo 2 de 9
Associe as diagonais da ponte H às polaridades aplicadas ao motor e aos respectivos percursos de alimentação.
Considere a ponte H já nomeada: Q1 e Q2 no braço A; Q3 e Q4 no braço B. O motor está entre A e B, com v_AB = v_A − v_B.
Para acionar o motor, ligue uma chave superior de um braço e uma chave inferior do outro: uma diagonal. No modelo ideal, isso conecta os terminais do motor a trilhos opostos da alimentação.
A diagonal não tem um sentido mecânico universal chamado “horário”. Ela define uma polaridade entre A e B. O sentido físico da rotação depende de como os fios do motor foram conectados aos terminais A e B.

Com Q1 e Q4 ligados, A fica no barramento positivo e B na referência de 0 V.
Com Q1–Q4 ligados, o percurso de alimentação, no modelo ideal, é:
+V → Q1 → A → motor → B → Q4 → 0 V
Logo, v_AB é positiva. Considerando a corrente no sentido da polaridade aplicada, ela percorre o motor de A para B, que é a referência positiva definida anteriormente.
Para uma conexão fixa do motor, essa polaridade produz um dos sentidos de acionamento. Qual será chamado de horário depende de qual terminal físico do motor foi ligado a A.
Com Q3–Q2 ligados, o percurso de alimentação passa a ser:
+V → Q3 → B → motor → A → Q2 → 0 V
Agora B está no potencial positivo e A em 0 V. Portanto, v_AB = v_A − v_B é negativa. No sentido da polaridade aplicada, a corrente no motor segue de B para A.
As diagonais aplicam polaridades opostas e, para a mesma conexão do motor, correspondem a sentidos de acionamento opostos.

Inverter a diagonal inverte a polaridade aplicada e o sentido da corrente associado a ela.
Use os nós A e B como referência. A tabela descreve o acionamento ideal, considerando a corrente no sentido da polaridade aplicada.
| Diagonal ligada | v_AB | Percurso pelo motor |
|---|---|---|
| Q1–Q4 | Positiva | A → B |
| Q3–Q2 | Negativa | B → A |
Dica
Uma troca de diagonal muda a polaridade comandada. Isso não permite concluir, sozinho, que a corrente do enrolamento ou o eixo já inverteram no mesmo instante.
A corrente do motor e a rotação têm continuidade física. Os percursos disponíveis durante uma troca de estado serão analisados nos próximos steps.
Associe cada condição à conclusão elétrica compatível no modelo ideal. Não use “horário” ou “anti-horário”: analise somente os nós A e B, a polaridade e o percurso da corrente.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 3 de 9
Classifique estados estáticos da ponte H, distinguindo acionamento, alta impedância, terminais unidos e combinações excluídas.
Além das diagonais de acionamento, a ponte H tem estados em que os dois terminais do motor ficam no mesmo potencial ou ficam sem canal de chave habilitado. Neste step, considere chaves ideais e mantenha a convenção: v_AB = v_A − v_B.
Se A e B estão no mesmo trilho, então v_AB = 0 V no modelo ideal. Isso descreve a tensão entre os terminais; não significa que os trilhos positivo e 0 V foram unidos entre si.

Nos dois primeiros casos, A e B estão no mesmo potencial ideal. No último, os canais das chaves estão desabilitados.
Use esta classificação estática para ler a ponte. Os sentidos de acionamento já vistos aparecem nas duas primeiras linhas. Os estados de terminais unidos são usados para frenagem dinâmica; o efeito completo sobre corrente e movimento será estudado depois.
| Q1 | Q2 | Q3 | Q4 | Estado de A e B | v_AB ideal |
|---|---|---|---|---|---|
| ON | OFF | OFF | ON | A em +V; B em 0 V | positivo |
| OFF | ON | ON | OFF | A em 0 V; B em +V | negativo |
| OFF | OFF | OFF | OFF | canais desabilitados | não fixado |
| OFF | ON | OFF | ON | A e B em 0 V | 0 V |
| ON | OFF | ON | OFF | A e B em +V | 0 V |
Com Q2 e Q4 ligados, ambos os terminais são conectados ao trilho de 0 V. Com Q1 e Q3 ligados, ambos são conectados ao trilho positivo. Em ambos os casos, o motor está com os terminais unidos pelo mesmo trilho — não há caminho comandado que una diretamente +V a 0 V.
Já com as quatro chaves desligadas, os canais estão desabilitados. Os diodos em antiparalelo continuam fisicamente no circuito; por isso, não conclua que v_AB será necessariamente 0 V.
Atenção
Exclua da tabela qualquer combinação que ligue as duas chaves do mesmo braço: Q1 com Q2, ou Q3 com Q4. Essa condição cria, no modelo estático, uma ligação entre os trilhos da alimentação. Aqui ela é apenas excluída da análise; a prevenção segura durante comutações será abordada no próximo tutorial.
No modelo da ponte H, qual afirmação descreve corretamente o estado em que Q1, Q2, Q3 e Q4 estão desligados?
Qual combinação deve ser excluída por ligar simultaneamente as duas chaves do mesmo braço?

Passo 4 de 9
Trace a corrente residual de um motor após retirar o acionamento, identificando a recirculação local pelo trilho inferior.
Considere que a ponte vinha acionando o motor com Q1 e Q4 ligados e que a corrente de referência era positiva, de A para B. Ao desligar Q1 e manter Q4 ligado, a corrente do enrolamento não pode cair a zero instantaneamente.
No primeiro instante, ela ainda tende a sair por A, atravessar o motor até B e seguir no mesmo sentido. O acionamento pela fonte foi retirado; o que muda é o caminho disponível para fechar o laço.

Com Q4 mantido ligado após Q1 desligar, a corrente positiva recircula por Q4 e D2, sem passar pelo trilho positivo.
Exemplo
A continuidade da corrente determina o diodo que entra em condução: para conservar o sentido A → B no motor, o retorno pelo trilho inferior precisa subir até A. Pela orientação dos diodos inferiores, esse retorno ocorre por D2.
Essa é uma recirculação local: não há caminho pelo trilho positivo para devolver energia ao barramento. A corrente tende a decair, mas não é correto atribuir toda a energia envolvida apenas a dissipação. Há perdas resistivas no enrolamento e quedas no laço; ao mesmo tempo, pode haver troca eletromecânica associada à força contraeletromotriz. O decaimento depende dessas condições.
Outra forma de disponibilizar o mesmo laço inferior é comandar Q2 e Q4 ligados. Idealmente, A e B ficam no potencial de 0 V.
Isso descreve o estado comandado, mas não identifica sozinho qual componente conduz naquele instante. Se a corrente ainda é positiva, A → B, ela entra em B, passa por Q4 até o trilho inferior e precisa retornar desse trilho para A. Em um MOSFET ligado que permite condução reversa pelo canal, Q2 pode conduzir esse trecho de retorno.

O comando pode habilitar duas chaves inferiores; a corrente existente decide o sentido instantâneo e, portanto, o percurso efetivo.
Dica
Separe sempre três informações:
Assim, “Q2 e Q4 ligados” não significa que a corrente se tornou zero nem que passou a circular no sentido oposto.
Atenção
Partindo do ponto A, ordene os trechos do laço de recirculação quando Q1 é desligado e Q4 permanece ligado. Preserve a corrente inicialmente positiva no motor, de A para B.
Ordene os trechos do laço local a partir de A.
Mesmo quando Q2 e Q4 deixam A e B idealmente no mesmo potencial, a corrente do motor não se anula instantaneamente. Sua evolução depende da indutância do enrolamento, da força contraeletromotriz, da resistência e das quedas de tensão do percurso.
Neste estado local, o ponto essencial é que a corrente encontra um laço pelo trilho inferior, sem usar o barramento positivo.

Passo 5 de 9
Analise o retorno da corrente indutiva ao barramento quando a ponte H passa para alta impedância.
Quando todas as quatro chaves são desligadas, os canais da ponte ficam desabilitados, mas os diodos em antiparalelo continuam disponíveis.
Considere a corrente que existia imediatamente antes do desligamento como positiva: ela atravessa o motor de A para B. A indutância do enrolamento se opõe a uma mudança instantânea dessa corrente. Assim, ela continua inicialmente de A para B e força a condução de um novo laço:
A → motor → B → D3 → barramento positivo → capacitor do barramento → 0 V → D2 → A.
D3 conecta o ponto B ao trilho positivo; D2 conecta o trilho de 0 V ao ponto A. Esse é um percurso de retorno pelo barramento, não uma recirculação local pelo trilho inferior.

Com corrente inicial A → B, D3 e D2 fecham o caminho através do barramento e de seu capacitor.
No laço anterior, D2 prende A próximo de 0 V e D3 prende B próximo do barramento positivo. Portanto, idealmente, v_AB = v_A − v_B é negativa, embora a corrente residual ainda seja positiva de A para B.
Isso é esperado: durante a devolução, a polaridade no motor se opõe à corrente que o enrolamento tenta manter. Tensão e corrente, portanto, não precisam ter o mesmo sinal nesse intervalo.
Exemplo
Se a corrente inicial fosse negativa, de B para A, o desenho se espelharia:
B → motor → A → D1 → barramento positivo → capacitor → 0 V → D4 → B.
Agora conduzem os diodos D1 e D4. Em ambos os casos, parte da energia antes armazenada no campo magnético do motor é transferida ao barramento, com perdas nos diodos, no enrolamento e nas conexões. O capacitor é o receptor imediato desse retorno; não se deve pressupor, nesta análise, que a fonte externa absorva essa energia.
Dica
Os diodos só sustentam esse caminho enquanto houver corrente no sentido compatível. À medida que a corrente residual decai até zero, o percurso pelos diodos deixa de conduzir.
Assim, alta impedância não significa ausência imediata de corrente, mas também não significa que os diodos conduzem para sempre. O estado posterior depende das condições elétricas e mecânicas do motor.
Todas as chaves foram desligadas enquanto a corrente no motor ainda era de A para B. Qual percurso é compatível com essa corrente residual?

Passo 6 de 9
Interprete o intervalo desligado do PWM relacionando o estado da ponte ao caminho da corrente residual.
Aqui, PWM não significa apenas “ligar e desligar o motor”. Em cada período, a ponte alterna entre:
Considere a corrente inicialmente positiva, de A para B. No intervalo ligado, Q1 e Q4 conduzem: a tensão é positiva, \(v_{AB}>0\), e a corrente pode crescer.
Ao terminar esse intervalo, a corrente não cai a zero instantaneamente. O estado escolhido para o intervalo desligado determina se ela recircula localmente ou retorna ao barramento.

O ciclo de trabalho fixa a duração relativa dos intervalos; o estado escolhido no intervalo desligado define o segundo percurso.
A tabela abaixo usa uma convenção didática de estados ideais. Ela descreve as saídas da ponte, não os pinos nem a tabela de entradas de um componente comercial.
Parta, nos dois casos, de corrente positiva de A para B ao fim do intervalo de acionamento Q1–Q4.
Compare o destino da corrente no trecho em que o PWM está em nível desligado.
| Intervalo | Estado das chaves | vAB ideal | Percurso inicial da corrente A → B |
|---|---|---|---|
| Ligado | Q1 e Q4 habilitados | Positiva | Barramento + → Q1 → A → motor → B → Q4 → 0 V |
| Desligado: união local | Q2 e Q4 habilitados | Zero | A → motor → B → Q4 → 0 V → Q2 → A |
| Desligado: saídas desabilitadas | Q1, Q2, Q3 e Q4 desligados | Oposta enquanto há corrente | A → motor → B → D3 → barramento positivo → capacitor → 0 V → D2 → A |
Com os terminais unidos pelo trilho inferior, \(v_{AB}\) é idealmente zero. A corrente residual de A para B encontra um laço local e tende a decair. Ela não zera só porque os terminais foram unidos.
Com todas as chaves desligadas, a mesma corrente inicialmente passa por D3 a partir de B, retorna pelo barramento e pelo capacitor e passa por D2 para voltar a A. Enquanto esses diodos conduzem, a polaridade de \(v_{AB}\) se opõe à corrente residual; por isso a corrente tende a decair de outra forma.
Quando a corrente chega a zero, ela não continua automaticamente pelos diodos no mesmo sentido. O percurso precisa ser reavaliado a partir do novo estado elétrico.

O mesmo ciclo de trabalho pode produzir curvas de corrente diferentes porque o estado desligado, e não apenas sua duração, muda o percurso e a tensão aplicada.
Dica
Não conclua que uma curva sempre cai mais rápido que a outra em qualquer montagem. O enrolamento, a força contraeletromotriz, as quedas nos componentes e o barramento real influenciam o decaimento. A conclusão segura é: o ciclo de trabalho sozinho não define a corrente do motor.
Um PWM usa Q1–Q4 no intervalo ligado. Ao entrar no intervalo desligado, a tabela informa que Q2 e Q4 ficam habilitados. Considerando que a corrente ainda era positiva, de A para B, selecione a interpretação compatível com esse intervalo.
Selecione o percurso compatível com o intervalo desligado.

Passo 7 de 9
Diferencie parada livre, frenagem dinâmica e devolução de energia observando o caminho da corrente e o destino predominante da energia.
Parar um motor não é um único estado elétrico. Para analisar o que ocorre, separe duas perguntas:
A corrente do enrolamento não some no instante em que o comando muda. Já a energia mecânica do rotor só pode sustentar uma corrente se o motor estiver gerando e houver um caminho elétrico disponível.

O percurso disponível determina se o rotor segue livre, se a energia é dissipada localmente ou se pode alcançar o barramento.
Com as chaves desabilitadas, a ponte fica em alta impedância. Logo após desligar, ainda pode haver um breve percurso pelos diodos por causa da corrente indutiva residual; isso é um transitório elétrico.
Depois que essa corrente se anula, se a força contraeletromotriz do motor não for suficiente para polarizar um caminho pelos diodos, não há corrente relevante. O rotor então desacelera predominantemente pelo atrito e pela carga mecânica: é a parada livre.
Portanto, alta impedância não significa que a corrente zera instantaneamente, mas pode resultar em giro livre após o transitório.
Atenção
Não conclua que houve recuperação de energia só porque apareceu corrente nos diodos por um instante ao desligar. Esse retorno pode ser apenas a energia magnética que estava armazenada no enrolamento.
Na frenagem dinâmica, os terminais do motor são unidos pelo mesmo trilho, por exemplo com Q2 e Q4 habilitados no modelo ideal. Um motor que ainda gira atua como gerador: sua força contraeletromotriz pode manter uma corrente em um laço local.
A energia mecânica do rotor é convertida em energia elétrica e dissipada principalmente na resistência do enrolamento e nas quedas do percurso condutor. Essa corrente produz efeito de frenagem, mas não implica parada instantânea.
Ao selecionar esse estado, a corrente que já existia também respeita a continuidade: primeiro ocorre o transitório elétrico; depois, se o rotor ainda gerar tensão suficiente, pode permanecer a corrente de frenagem.
Dica
A união de A e B cria um caminho para a corrente do motor, mas não une diretamente o trilho positivo ao 0 V. Isso não é um curto-circuito da alimentação.
A devolução de energia durante a frenagem requer mais do que o motor estar girando. É preciso que ele gere uma tensão e uma corrente compatíveis com um caminho de retorno ao barramento.
Nessa condição, parte da energia mecânica do rotor pode chegar ao capacitor e à alimentação. Isso é diferente do retorno breve da energia magnética do enrolamento logo após uma comutação.
Nem toda parada devolve energia, e nem toda corrente que alcança o barramento representa regeneração sustentada. Devolver energia também não garante que a fonte consiga absorvê-la; esse efeito sobre a alimentação será analisado no próximo step.
A comparação considera o comportamento predominante após o transitório elétrico inicial. Ela não prevê quantitativamente o tempo de parada.
| Condição após o transitório | Caminho de corrente | Destino predominante da energia |
|---|---|---|
| Alta impedância; diodos não conduzem | Nenhum caminho elétrico relevante | Atrito e carga mecânica desaceleram o rotor |
| Terminais unidos; motor ainda gera | Laço local pelo motor e chaves ou diodos | Dissipação no enrolamento e no percurso |
| Motor gera e há caminho aos trilhos | Retorno ao barramento | Energia mecânica pode chegar ao capacitor |
| Pulso logo após desligar | Diodos enquanto há corrente residual | Parte da energia magnética do enrolamento |
Associe cada situação à interpretação predominante. Considere explicitamente se a corrente é apenas residual ou se o rotor continua gerando.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Compare, em poucas frases, estes três casos após o transitório inicial:
Para cada caso, indique o caminho da corrente e o destino predominante da energia. Depois explique por que um breve pulso pelos diodos logo após desligar não comprova devolução sustentada da energia mecânica do rotor.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).

Passo 8 de 9
Analise por que a energia devolvida por um motor pode elevar a tensão do barramento quando a fonte não consegue absorvê-la.
Quando o motor devolve corrente ao barramento, essa energia precisa ter um destino. Ela pode ser consumida por outras cargas, absorvida por uma fonte capaz de receber corrente reversa ou, por um tempo, armazenada no capacitor do barramento.
Se a energia recebida for maior que a energia absorvida e consumida, o capacitor carrega e a tensão do barramento sobe. Isso pode ocorrer mesmo que a ponte e o motor estejam dentro de suas correntes nominais.

Quando o retorno não encontra absorção ou consumo suficiente, o capacitor recebe energia e a tensão pode aumentar.
Exemplo
Considere um barramento de 5 V com capacitor, uma ponte H e uma fonte regulada. Durante a desaceleração, o motor passa a devolver energia pela ponte.
A fonte pode ser excelente para fornecer corrente à carga e ainda assim não conseguir absorver a corrente que retorna. Nesse caso, limitar a corrente de saída da fonte não resolve o problema: essa limitação atua sobre a corrente fornecida pela fonte, não garante um destino para a corrente que entra nela.
Enquanto houver retorno líquido, o capacitor absorve energia e sua tensão se eleva. Sua capacidade é temporária e finita; ele não torna a regeneração automaticamente segura.
Atenção
Não trate uma fonte ou regulador comum como absorvedor de energia sem confirmação explícita na documentação. Antes de qualquer prática com motor e ponte H, verifique os limites de tensão do barramento e se a alimentação declara capacidade de absorver corrente reversa.
Este risco deve ser analisado, não provocado em bancada.
Uma ponte H devolve corrente a um barramento que tem capacitor e uma fonte sem capacidade documentada de absorver corrente reversa. Qual conclusão é correta?
A limitação de corrente da fonte garante que a tensão do barramento não subirá durante o retorno de energia.
Ao analisar uma situação de retorno de energia, siga esta pergunta: a energia que entra no barramento tem um destino documentado?
Sem essa garantia, considere que o capacitor pode elevar sua tensão até que o retorno cesse ou algum limite seja atingido. Não conclua que a fonte absorve energia apenas porque ela alimenta o circuito ou possui limitação de corrente.
Dica

Passo 9 de 9
Aplique uma sequência de análise para justificar estados, caminhos de corrente, formas de parada e possível retorno de energia ao barramento.
Use esta sequência para analisar qualquer trecho da ponte H:
Caso integrado: uma ponte H ideal é alimentada em 5 V. O motor está entre A e B. Antes do intervalo analisado, Q1 e Q4 estavam ligados e a corrente no motor é positiva, de A para B.

Com corrente inicial de A para B, o estado das chaves decide se a fonte alimenta o motor, se a corrente recircula localmente ou se ela retorna ao capacitor do barramento.
Compare os estados para a mesma condição inicial: corrente positiva de A para B. Os percursos indicados são os percursos iniciais; quando a corrente se anula, a condução correspondente pelos diodos deixa de existir.
| Estado comandado | v_AB ideal inicial | Percurso inicial da corrente | Efeito e destino da energia |
|---|---|---|---|
| Q1 e Q4 ligados | +5 V | +5 V → Q1 → A → motor → B → Q4 → 0 V | A fonte alimenta o motor |
| Q2 e Q4 ligados | 0 V | A → motor → B → Q4 → 0 V → Q2 (canal reverso) → A | Recirculação local; há perdas no laço |
| Todas desligadas | Negativa enquanto D2 e D3 conduzem | A → motor → B → D3 → +V → capacitor → 0 V → D2 → A | Parte da energia chega ao barramento |
Não confunda o instante elétrico com a frenagem mecânica. Logo após trocar de Q1–Q4 para Q2–Q4, a corrente que já era positiva encontra um laço local. Isso, por si só, não comprova torque de frenagem.
Se esse estado for mantido e o rotor ainda girar, o motor poderá gerar uma corrente apropriada nesse laço; então há frenagem dinâmica, com energia mecânica dissipada no enrolamento e no percurso condutor. Já com todas as chaves desligadas, a corrente residual inicial segue por D3, pelo barramento e pelo capacitor até 0 V, retornando por D2.
A diagonal Q3–Q2 aplica polaridade oposta como estado estático. Ela não deve ser lida como uma inversão instantânea da corrente inicial A → B; a comutação segura para reversão será o tema do próximo tutorial.
Dica
No retorno ao barramento, não abrevie o laço como apenas “D3 para D2”. O capacitor do barramento fecha o percurso entre o trilho positivo e 0 V. Se a energia recebida não for consumida nem absorvida por uma fonte documentada para corrente reversa, esse capacitor pode carregar e elevar a tensão do barramento.
No caso de 5 V, o PWM passa de Q1–Q4 para Q2–Q4 enquanto a corrente ainda é de A para B. Qual diagrama mostra o percurso inicial de recirculação local, sem passagem pelo trilho positivo?
Responda em poucas frases para o caso de 5 V:
Após Q1–Q4 alimentar o motor com corrente de A para B, compare duas escolhas para o intervalo desligado do PWM:
Indique o caminho inicial da corrente em cada caso, o destino predominante da energia e por que a segunda escolha pode elevar a tensão do barramento. Diferencie a recirculação inicial da possibilidade de frenagem dinâmica se o estado com terminais unidos for mantido.
Escreva pelo menos 220 caracteres (0/220).
Resumo
A análise elétrica pode ser feita sem montar o circuito, inverter o motor abruptamente ou provocar uma falha.
Parabéns! Você concluiu: Ponte H: sentido de rotação e recirculação
Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.
Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online
Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail
Baixe nosso aplicativo pelo QR Code ou pelos links abaixo:.
+ de 10 milhões
de alunos
Certificado grátis e
válido em todo o Brasil
60 mil exercícios
gratuitos
4,8/5 classificação
nas lojas de apps
Cursos gratuitos em
vídeo, ebooks e audiobooks