
Passo 1 de 8
Por que proteger a abertura da bobina
Entenda por que uma bobina precisa de um caminho controlado para sua corrente ao ser desligada.
Trilha de aprendizado · Nível 5 · Tutorial 9
Selecionar a orientação e os limites de diodos para suprimir transientes de pequenas cargas indutivas, comparando a proteção por roda livre com uma alternativa que usa Zener.
Por que proteger a abertura da bobina
Entenda por que uma bobina precisa de um caminho controlado para sua corrente ao ser desligada. 2 min
Orientação do diodo e caminhos de corrente
Posicione o diodo de roda livre e acompanhe a corrente antes e imediatamente depois da abertura da chave. 3 min
Tensão na bobina não é tensão na chave
Distingua a tensão limitada na bobina da tensão que a chave aberta precisa bloquear durante a roda livre. 2 min
Energia dissipada e decaimento da corrente
Entenda como a energia da bobina se distribui no laço de roda livre e como a queda de tensão influencia o tempo de decaimento da corrente. 3 min
Selecionar o diodo para acionamentos repetidos
Selecione o diodo de roda livre verificando tensão reversa, corrente inicial e limites de pulsos repetitivos, sem confundir esses limites com o surto não repetitivo. 3 min
Desmagnetização com diodo e Zener
Use um ramo série de diodo e Zener para aumentar a tensão de desmagnetização e acelerar o decaimento, reconhecendo o maior esforço sobre a chave. 3 min
Equilibrar proteção, rapidez e limites de pulso
Compare roda livre e diodo com Zener pelo orçamento de tensão, pelo tempo de decaimento e pelos limites de pulso comprovados. 2 min
Aplicação final: justificar uma proteção
Aplique a sequência de análise a uma bobina especificada e justifique uma proteção sem projetar o estágio de chaveamento. 3 min

Passo 1 de 8
Entenda por que uma bobina precisa de um caminho controlado para sua corrente ao ser desligada.
Uma pequena bobina CC pode ser representada por uma indutância L e pela resistência Renrolamento do fio. No circuito de referência, ela fica entre o positivo da alimentação e uma chave ideal ligada ao retorno.
Enquanto a chave está fechada, há corrente na bobina e energia armazenada no campo magnético. O ponto importante deste tutorial é o instante em que a chave abre.

Modelo inicial: a resistência do enrolamento faz parte da bobina real.
A corrente de um indutor não cai instantaneamente para zero quando a chave abre. Assim, no instante da abertura, a bobina tenta manter a corrente que já circulava.
Se não houver um percurso previsto para essa corrente, a tensão nos terminais da bobina pode crescer até encontrar alguma forma indesejada de condução: por exemplo, ruptura de um componente, arco em um contato ou outro caminho parasita.
Isso não significa que a bobina “cria energia”: ela devolve a energia magnética que já estava armazenada.

A corrente tenta continuar; sem caminho controlado, a tensão pode procurar um caminho indesejado.
Atenção
Não abra fisicamente uma bobina desprotegida para “ver o pico”, nem faça experimentos na rede elétrica. Nesta análise, use os esquemas, curvas e valores fornecidos no tutorial. Em atividades próprias futuras, siga procedimentos de baixa tensão, energia limitada e medição compatível com os instrumentos.
A supressão de transientes acrescenta um caminho controlado para a corrente após a abertura. Esse caminho permite que a energia magnética seja dissipada de modo previsível, em vez de concentrar a tensão sobre a abertura da chave ou sobre componentes não destinados a isso.
Nas próximas telas, você verá configurações de proteção e comparará seus efeitos. Por enquanto, retenha a ideia central: abrir a chave não faz a corrente da bobina desaparecer imediatamente; a proteção deve dar a ela um percurso.
Uma chave ideal que alimentava uma bobina é aberta. Qual é a finalidade essencial de adicionar uma proteção contra transientes ao circuito?
Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).
Após abrir a chave de uma bobina que conduzia corrente, qual afirmação está correta?

Passo 2 de 8
Posicione o diodo de roda livre e acompanhe a corrente antes e imediatamente depois da abertura da chave.
Em uma chave no retorno, a bobina fica entre o positivo da alimentação e o nó da chave. O diodo de roda livre é ligado em paralelo com a bobina, mas fica desligado enquanto a chave conduz.
Posição correta:
Assim, o diodo está reversamente polarizado durante a alimentação normal. Ele só fornece o caminho controlado quando a chave abre.

O diodo fica em paralelo com a bobina: cátodo no positivo; ânodo no nó da chave.
Com a chave fechada, a corrente convencional percorre: positivo → bobina → chave → retorno.
O positivo está no cátodo e o nó da chave está próximo do retorno, no ânodo. Portanto, o diodo está reversamente polarizado e não conduz. A corrente da bobina não passa pelo diodo nesse estado.

A corrente da bobina tem o mesmo sentido inicial; o percurso muda quando a chave abre.
Exemplo
Imagine uma bobina alimentada por uma chave ideal no retorno. Enquanto a chave está fechada, o diodo não é uma carga em paralelo da fonte: ele está bloqueado. Essa é precisamente a razão para colocar seu cátodo no positivo.
Quando a chave abre, a corrente da bobina não pode cair instantaneamente a zero. Para mantê-la inicialmente no mesmo sentido através do enrolamento, a polaridade nos terminais da bobina se inverte.
O nó antes ligado à chave passa a ter potencial suficiente para polarizar diretamente o diodo. Forma-se então um laço local: bobina → diodo → bobina. A chave aberta fica fora desse laço.
Dica
Não confunda duas inversões:
O diodo conduz e a energia magnética começa a ser dissipada no circuito de recirculação.
Atenção
Se o diodo for invertido, ele pode ficar diretamente polarizado enquanto a chave está fechada. Isso cria um caminho de corrente elevada pela fonte, pelo diodo e pela chave, em vez de proteger apenas no desligamento. Não energize esse esquema incorreto para verificar: a orientação é conferida no diagrama.
Associe cada situação ao percurso ou comportamento correspondente.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Qual esquema mostra a orientação correta do diodo de roda livre para uma bobina ligada ao positivo e uma chave no retorno?

Passo 3 de 8
Distingua a tensão limitada na bobina da tensão que a chave aberta precisa bloquear durante a roda livre.
Na roda livre, use duas referências de tensão — elas não medem a mesma coisa:
Considere uma alimentação positiva V_alim. Logo após a chave abrir, o diodo conduz. Como seu cátodo está no positivo e seu ânodo está no nó da chave, esse nó sobe para aproximadamente V_alim + V_F em relação ao retorno. Por isso, a tensão medida de cima para baixo na bobina fica negativa.

As setas definem o sinal: a bobina é medida do positivo para o nó da chave; a chave, do nó para o retorno.
Durante a recirculação, o diodo direto mantém o nó da chave aproximadamente em V_alim + V_F em relação ao retorno. Portanto, pelas referências definidas:
v_bobina ≈ −V_F
A chave aberta, porém, deve bloquear a tensão desse nó em relação ao retorno:
v_chave ≈ V_alim + V_F
O sinal negativo em v_bobina não indica inversão imediata da corrente da bobina. Ele indica que a polaridade da tensão nos terminais da bobina se inverteu para sustentar a corrente inicialmente no mesmo sentido, agora pelo laço com o diodo.
Exemplo
Para V_alim = 12 V e queda direta estimada V_F = 0,9 V:
Assim, não se deve usar apenas 0,9 V como tensão que a chave precisa suportar. Esse valor é a limitação aproximada da tensão nos terminais da bobina, conforme a referência escolhida. O nó da chave está aproximadamente em 12,9 V em relação ao retorno.
A bobina real tem a resistência do enrolamento. Assim, a tensão medida em seus terminais inclui a queda resistiva e a tensão no elemento indutivo:
v_bobina = v_R + v_L
Na roda livre, v_bobina continua aproximadamente limitada a −V_F pelo diodo. Isso não significa que v_L, isoladamente, seja sempre igual a −V_F: a queda v_R depende da corrente que ainda circula.
Para estimar o bloqueio da chave, a relação prática continua sendo v_chave ≈ V_alim + V_F.
Dica
Use a maior alimentação prevista, não apenas o valor nominal. Escolha também V_F para uma condição compatível com a corrente de recirculação e a temperatura prevista.
O resultado é uma estimativa de projeto, não uma garantia de pico exato: indutâncias e capacitâncias parasitas podem produzir picos adicionais na abertura. Portanto, deixe margem na tensão admissível da chave e do diodo.
Uma bobina usa roda livre com V_alim máximo de 24 V. Para a corrente inicial e a temperatura consideradas, adote V_F = 1,1 V.
Complete a estimativa da tensão sobre a chave aberta. Inclua a alimentação e a queda direta do diodo.
v_chave ≈ ____ V

Passo 4 de 8
Entenda como a energia da bobina se distribui no laço de roda livre e como a queda de tensão influencia o tempo de decaimento da corrente.
No instante em que a chave abre, a bobina contém energia magnética. Para a corrente inicial \(I_0\), a energia disponível é:
\(E_0 = L \times I_0^2 / 2\)
Essa é a energia que será liberada enquanto a corrente de recirculação diminui. Ela não é automaticamente toda dissipada no diodo: a resistência do enrolamento também transforma parte dela em calor, e o diodo dissipa outra parte enquanto conduz.
Assim, a energia inicial é um limite útil para analisar o desligamento, mas a divisão real depende da resistência do laço e da queda direta do diodo ao longo do pulso.

Durante a recirculação, resistência do enrolamento e diodo participam da dissipação.
Exemplo
Exemplo: para \(L = 40\,mH\) e \(I_0 = 0,50\,A\):
\(E_0 = 0,040 \times 0,50^2 / 2 = 0,005\,J\)
A bobina começa o desligamento com 5 mJ. Esse valor é a energia magnética inicial; não conclua, só por ele, que o diodo recebe exatamente 5 mJ.
Com a roda livre conduzindo, a corrente mantém seu sentido, mas a tensão no elemento indutivo se opõe a ela. Em módulo, essa tensão oposta é determinada pela queda no diodo e pela queda na resistência do laço:
\(|V_L| \approx V_F + iR\)
No início, \(i\) é maior; por isso, a parcela \(iR\) também é maior. À medida que a corrente cai, a queda resistiva diminui.
Uma queda oposta maior produz uma inclinação de corrente mais negativa: a corrente chega mais depressa a um valor baixo. Já um diodo de baixa queda limita bem a tensão, mas normalmente mantém a recirculação por mais tempo.

Mantidos L, R e I₀, aumentar a tensão oposta torna o decaimento elétrico mais rápido.
Dica
A resistência da bobina também importa. Mesmo usando o mesmo diodo, uma resistência de enrolamento maior contribui com maior queda \(iR\), especialmente no começo do desligamento. Portanto, não compare tempos de decaimento olhando apenas para a queda direta do diodo: compare bobinas sob as mesmas condições de indutância, resistência e corrente inicial.
Exemplo
Considere duas curvas da mesma bobina, ambas iniciando em 0,50 A. O requisito é que a corrente caia abaixo de 0,10 A.
O tempo relevante para esse requisito elétrico é lido no cruzamento com o limiar. Logo, B reduz a corrente até 0,10 A mais rapidamente.
Esse tempo não determina sozinho o instante mecânico exato em que um relé ou solenoide libera: o comportamento mecânico depende do componente e de sua carga.
Associe cada afirmação ao destino ou à interpretação correta.
A energia magnética inicial é dissipada no desligamento por:
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).
Associe cada elemento à descrição correspondente.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 5 de 8
Selecione o diodo de roda livre verificando tensão reversa, corrente inicial e limites de pulsos repetitivos, sem confundir esses limites com o surto não repetitivo.
Quando a chave abre, o diodo de roda livre recebe inicialmente uma corrente aproximadamente igual à corrente que a bobina conduzia no instante anterior: I_D(0) ≈ I_0. Portanto, comece sempre pela maior corrente prevista na bobina — não pela corrente média calculada para o diodo.
Durante a alimentação normal, o diodo está reversamente polarizado. Sua tensão reversa é aproximadamente a maior tensão de alimentação prevista. Selecione uma tensão reversa repetitiva máxima (V_RRM) acima desse valor, com margem para variações e picos parasitas.
A aprovação exige olhar o conjunto: corrente inicial do pulso, duração do decaimento, frequência de abertura, corrente média e condições térmicas informadas para o componente.

Na abertura, o pico inicial no diodo acompanha a corrente que já existia na bobina.
Dica
Uma margem de V_RRM não transforma a tensão real em um valor exato: indutâncias parasitas e o layout podem acrescentar picos. Ela é uma escolha prudente dentro do modelo e dos limites especificados.
Exemplo
Considere uma bobina cuja corrente máxima imediatamente antes da abertura é 0,60 A. Após abrir, a corrente no diodo decai por 8 ms. O acionamento ocorre a 10 Hz, e cada desligamento termina antes do próximo.
A energia inicial na bobina, já calculada para o caso, é E₀ = 18 mJ. Como parte dessa energia também se dissipa na resistência do enrolamento, use E₀ apenas como teto conservador para a energia atribuída ao diodo: E_diodo ≤ 18 mJ.
Para uma estimativa conservadora de perdas médias associadas aos desligamentos: P ≤ E₀ × f = 0,018 J × 10/s = 0,18 W. Isso não substitui conferir se o diodo suporta cada pulso de 0,60 A e 8 ms nas condições declaradas.
Compare estes candidatos didáticos para a mesma aplicação. Os limites de pulso foram fornecidos para temperatura ambiente de até 50 °C e repetição de até 20 Hz; fora dessas condições, a tabela não autoriza a conclusão.
| Característica | Diodo A | Diodo B | Diodo C |
|---|---|---|---|
| V_RRM | 30 V | 60 V | 40 V |
| Corrente média | 1,0 A | 0,5 A | 1,0 A |
| Pulso repetitivo permitido | 0,70 A por 10 ms | 0,40 A por 10 ms | 0,70 A por 5 ms |
| Frequência permitida | 20 Hz | 20 Hz | 20 Hz |
| I_FSM não repetitivo | 20 A | 25 A | 18 A |
Para uma fonte de até 24 V, corrente inicial de 0,60 A, pulso de 8 ms, repetição de 10 Hz e condições iguais às declaradas na tabela, qual candidato é justificável?
| Candidato | Verificação resumida |
|---|---|
| A | V_RRM 30 V; pulso 0,70 A por 10 ms |
| B | V_RRM 60 V; pulso 0,40 A por 10 ms |
| C | V_RRM 40 V; pulso 0,70 A por 5 ms |
Qual candidato pode ser selecionado com base nos dados fornecidos?
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).
Atenção
Não aprove um diodo somente porque sua corrente média parece suficiente ou porque seu I_FSM é alto. I_FSM se refere a um surto não repetitivo sob condições específicas; ele não comprova a sobrevivência de pulsos que voltam a ocorrer.
Se faltarem dados de corrente de pulso repetitivo, duração, frequência ou condição térmica compatível, a conclusão correta é: não há informação suficiente para aprovar o componente.

Passo 6 de 8
Use um ramo série de diodo e Zener para aumentar a tensão de desmagnetização e acelerar o decaimento, reconhecendo o maior esforço sobre a chave.
Em vez de usar apenas o diodo de roda livre, pode-se colocar um diodo comum e um Zener em série, em oposição, em paralelo com a bobina. Essa alternativa aumenta a tensão que se opõe à corrente após o desligamento e, por isso, pode acelerar seu decaimento.
Orientação do ramo:
Considere a chave ideal no lado de baixo: a bobina liga o positivo ao nó da chave, e a chave liga esse nó ao retorno quando fechada.

Os cátodos se encontram no ponto central do ramo. O ramo inteiro fica em paralelo com a bobina.
Atenção
Esta é uma análise por esquema e curvas. Não monte nem abra fisicamente uma bobina desprotegida para observar esse transiente.
Com a chave fechada, o nó inferior da bobina está próximo do retorno. O ramo diodo–Zener fica bloqueado e não cria um percurso de alimentação normal.
Quando a chave abre, a corrente na bobina tenta manter o mesmo sentido. A polaridade nos terminais da bobina se inverte e o nó da chave sobe de tensão. Então:
A queda maior nesse laço cria uma tensão oposta à corrente maior do que a roda livre simples.

A corrente na bobina preserva inicialmente seu sentido; a polaridade de seus terminais é que se inverte.
Durante a desmagnetização, o módulo da tensão nos terminais da bobina é aproximadamente:
V_Z + V_F
Pela referência usada no tutorial — tensão da chave do nó da bobina para o retorno — a chave aberta suporta aproximadamente:
V_chave ≈ V_alimentação + V_Z + V_F
Use a maior alimentação prevista, um valor de Zener compatível com tolerância, corrente e temperatura, e uma queda direta compatível com a corrente. São aproximações: resistências e parasitas podem alterar os valores e acrescentar picos.
Exemplo
Uma bobina é alimentada por 12 V. No desligamento, o Zener está aproximadamente em 24 V e o diodo comum tem queda de 0,9 V.
V_chave ≈ 12 V + 24 V + 0,9 V = 36,9 V
Assim, o módulo da tensão de desmagnetização na bobina é aproximadamente 24,9 V, enquanto a chave vê aproximadamente 36,9 V em relação ao retorno. Essa tensão oposta maior tende a reduzir a corrente mais rapidamente que uma roda livre simples.
Dica
A roda livre simples limita a tensão com aproximadamente uma queda direta e produz um decaimento mais lento. No ramo diodo + Zener, a ruptura do Zener acrescenta uma queda maior ao laço. A corrente tende a cair mais rápido, mas a chave precisa bloquear a soma da alimentação, de V_Z e de V_F.
A escolha entre rapidez e menor esforço de tensão será avaliada adiante, junto dos limites de pulso.
Uma bobina é alimentada por 15 V. Após a abertura, considere V_Z = 18 V e V_F = 1 V. Complete a estimativa da tensão sobre a chave aberta:
V_chave ≈ 15 V + 18 V + 1 V = ____ V
Preencha a lacuna com o valor aproximado da tensão sobre a chave.

Passo 7 de 8
Compare roda livre e diodo com Zener pelo orçamento de tensão, pelo tempo de decaimento e pelos limites de pulso comprovados.
Para a mesma bobina, compare cada proteção em dois eixos ao mesmo tempo:
A roda livre simples reduz a sobretensão, mas mantém a corrente por mais tempo. O ramo com diodo e Zener acelera a desmagnetização, mas eleva a tensão que a chave deve suportar.
Não existe uma configuração universalmente melhor: a escolha depende dos dois requisitos e da capacidade comprovada de pulso dos componentes.
As curvas representam a mesma corrente inicial e a mesma bobina. A proteção com maior tensão de desmagnetização torna a queda de corrente mais íngreme.

Compare sempre a tensão máxima na chave com o instante em que a corrente alcança o limiar necessário.
Para o ramo com Zener, estime o esforço de tensão na chave aberta por:
V_chave ≈ V_alimentação(máx) + V_Z(máx compatível) + V_F(máx compatível)
Use condições coerentes com a corrente de desligamento e a temperatura. A tensão Zener varia com corrente, tolerância e temperatura; a queda direta também varia. Acrescente margem ao limite calculado, pois parasitas podem produzir picos adicionais.
Depois, confronte a curva de corrente com o requisito de tempo. Se a roda livre não atinge o limiar a tempo, ela falha no requisito de rapidez mesmo que proteja bem a chave.
Comparação ilustrativa para uma mesma bobina. Os valores são aproximações de análise; a compatibilidade final exige limites e condições especificados pelo componente.
| Aspecto | Roda livre | Diodo + Zener |
|---|---|---|
| Tensão na chave | ≈ V_alim + V_F | ≈ V_alim + V_Z + V_F |
| Queda oposta à corrente | Baixa | Maior |
| Decaimento de corrente | Mais lento | Mais rápido |
| Esforço no protetor | Diodo conduz pulso | Zener absorve pulso relevante |
| Prioridade típica | Menor sobretensão | Liberação mais rápida |
No instante da abertura, a corrente no ramo é aproximadamente I₀. Uma estimativa útil do pico no Zener é:
P_pico ≈ V_Z × I₀
Ela é apenas o começo da verificação. Consulte limites de pulso do componente para condições compatíveis com:
A energia inicial da bobina, E₀ = L × I₀² / 2, é um teto conservador para a energia que o Zener pode absorver em um desligamento completo. Parte da energia também se dissipa na resistência da bobina e no diodo em série.
Atenção
Uma potência nominal contínua, por si só, não aprova um transiente. Um Zener pode ter potência contínua aparentemente suficiente e ainda não ter curva ou limite que cubra a energia e a duração do pulso recorrente.
Sem dados de pulso em condições compatíveis, a alternativa com Zener permanece não comprovada para a aplicação.
Uma bobina exige que a corrente caia rapidamente até um limiar. A análise indica que a roda livre simples cumpre o orçamento de tensão da chave, mas sua curva chega ao limiar tarde demais. Um ramo diodo + Zener chega ao limiar no prazo.
A estimativa de tensão máxima na chave com esse ramo também cabe no orçamento. Porém, a folha de dados do Zener traz somente potência contínua; não informa limite ou curva de energia/pulso para a duração e a repetição necessárias.
Qual conclusão é tecnicamente correta?
Escreva pelo menos 80 caracteres (0/80).

Passo 8 de 8
Aplique a sequência de análise a uma bobina especificada e justifique uma proteção sem projetar o estágio de chaveamento.
Uma bobina CC é alimentada por 24 V e comutada por uma chave ideal no lado de baixo. No instante da abertura: L = 30 mH, resistência do enrolamento R = 12 Ω, corrente inicial I₀ = 2,0 A e frequência máxima de abertura 5 Hz.
O requisito é reduzir a corrente para 0,20 A em até 2 ms. O limite de operação informado para a chave é 70 V. Considere temperatura ambiente de 25 °C e a montagem térmica descrita na tabela. A análise seleciona o ramo de supressão; ela não dimensiona nem valida a chave real.

Após a abertura, a corrente retorna pelo diodo e pelo Zener; a chave aberta fica fora do laço.
Os limites de pulso abaixo valem somente nas condições explicitadas. Eles permitem verificar corrente, duração, repetição, energia e condição térmica sem usar potência contínua ou surto único como substitutos.
| Item | Limite ou característica | Condição compatível |
|---|---|---|
| Diodo D1 | V_RRM = 100 V; pulso direto = 3 A | Até 2 ms, repetitivo até 10 Hz, T_A ≤ 25 °C, montagem definida no caso |
| Zener ZB | V_Z = 36 V ±5%; pico = 90 W; energia = 120 mJ | Pulso de corrente decrescente até 2 ms, até 10 Hz, T_A ≤ 25 °C, montagem definida no caso |
| Chave | Tensão de operação permitida = 70 V | Limite fornecido para esta análise |
Para estimar o maior esforço de tensão, use valores compatíveis de pior caso: V_alimentação = 24 V, V_Z máximo = 36 × 1,05 = 37,8 V e V_F máximo de D1 = 1,0 V na corrente inicial.
No ramo D1 + ZB, a chave aberta deve bloquear aproximadamente:
V_chave ≈ V_alimentação + V_Z + V_F
A energia inicialmente armazenada na bobina é:
E₀ = L × I₀² / 2 = 0,030 × 2,0² / 2 = 0,060 J = 60 mJ
Essa energia é um teto conservador para a energia no Zener, pois parte também é dissipada na resistência do enrolamento e no diodo.
Complete a estimativa: V_chave ≈ ____ V

Mesma bobina e mesma corrente inicial: o ramo com Zener cumpre o limiar de 0,20 A antes de 2 ms; a roda livre simples não.
A curva do ramo D1 + ZB chega a 0,20 A em cerca de 1,1 ms e se aproxima de zero antes de 2 ms. Portanto, a duração de condução usada para confrontar os limites de pulso é de no máximo 2 ms.
No início do pulso, o Zener recebe aproximadamente I₀ = 2,0 A. Com seu valor máximo compatível, a potência inicial aproximada é:
P_pico ≈ 37,8 V × 2,0 A = 75,6 W
Confronte agora os dados: D1 suporta 3 A repetitivos por até 2 ms a até 10 Hz; ZB suporta 90 W e 120 mJ para pulso decrescente de até 2 ms, até 10 Hz, a 25 °C. Compare esses limites com 2,0 A, 75,6 W, 60 mJ e 5 Hz.
Dica
A roda livre simples reduz mais o esforço de tensão, mas sua curva cruza o limiar em cerca de 5,0 ms e não atende ao requisito de 2 ms. O ramo com Zener aumenta a estimativa de tensão na chave; por isso, sua escolha só é justificável se tensão, pulso e tempo forem todos compatíveis.
Redija uma justificativa curta para a proteção escolhida no caso. Indique a orientação do ramo, a tensão estimada na chave, a corrente inicial e a verificação de pulso, além da leitura do tempo de decaimento. Também delimite o que essa conclusão não prova.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Supressão de transientes em cargas indutivas
Você concluiu este nível!
Agora você vai iniciar: Transistores e estágios discretos
Regiões de operação e parâmetros dos BJTsAo concluir, o aluno será capaz de identificar os terminais de um BJT, distinguir corte, região ativa e saturação e interpretar os parâmetros necessários para usar um NPN como chave ou amplificador.Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.
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