
Passo 1 de 8
A alimentação permite usar esse componente?
Verifique se os trilhos disponíveis atendem à faixa de alimentação recomendada do amplificador operacional.
Trilha de aprendizado · Nível 7 · Tutorial 5
Selecionar um amplificador operacional pelos limites de alimentação, entrada, saída e precisão, descartando componentes incompatíveis mesmo quando o ganho ideal parece adequado.
A alimentação permite usar esse componente?
Verifique se os trilhos disponíveis atendem à faixa de alimentação recomendada do amplificador operacional. 2 min
Verifique a faixa de tensão nas entradas
Verifique as tensões efetivamente presentes em V+ e V− antes de concluir que um estágio pode operar linearmente. 3 min
Excursão de saída e o significado de rail-to-rail
Compare a faixa de saída exigida com os limites garantidos e interprete corretamente as classificações rail-to-rail. 3 min
A saída também alimenta a realimentação
Calcule a corrente total no pino de saída, incluindo carga e realimentação, e compare-a somente com condições garantidas de operação linear. 3 min
Do offset de entrada ao erro de saída
Estime o limite de erro na saída causado pela tensão de offset de entrada, usando o fator de realimentação apropriado em cada topologia. 3 min
Correntes de entrada também geram erro
Identifique e estime os erros adicionais criados pelas correntes de polarização nas resistências conectadas às entradas. 3 min
Precisão garantida na temperatura de uso
Verifique limites estáticos garantidos na faixa de temperatura de uso e some as contribuições de erro de modo conservador. 2 min
Escolha e justifique um amplificador operacional
Integre alimentação, faixa de entrada, excursão, corrente e precisão para selecionar um candidato por limites garantidos. 3 min

Passo 1 de 8
Verifique se os trilhos disponíveis atendem à faixa de alimentação recomendada do amplificador operacional.
Um estágio pode ter o ganho ideal e ainda ser inviável com um determinado amplificador operacional. Antes de analisar sinal, saída ou precisão, confira se a alimentação disponível está dentro da faixa recomendada de operação do componente.
A tensão de alimentação relevante é a diferença entre os trilhos ligados aos pinos de alimentação:
V_alim = V+ − V−
Exemplo: com V+ = 5 V e V− = 0 V, o componente recebe 5 V de alimentação. Uma referência de sinal em 2,5 V não é um terceiro trilho e não aumenta essa alimentação.

A alimentação é a diferença entre os trilhos V+ e V−; a referência organiza o sinal, mas não é um trilho adicional.
Considere estes candidatos fictícios. As faixas abaixo são dadas para operação recomendada; portanto, são as faixas a usar ao decidir se o componente pode operar no estágio.
Atenção
Os máximos absolutos são limites de sobrevivência, não condições de projeto. Operar abaixo ou acima da faixa recomendada — mesmo sem ultrapassar um máximo absoluto — não garante amplificação linear, ganho previsto ou precisão.
Também não conclua que “fonte simples” significa “qualquer tensão simples”. Essa indicação só diz que o componente pode usar um trilho negativo como referência do circuito; a tensão entre os trilhos ainda deve obedecer à especificação.
Candidatos fictícios para um estágio
| Candidato | Alimentação recomendada | Máximo absoluto | Condição indicada |
|---|---|---|---|
| OP-A | 4,5 a 12 V | 13 V | Fonte simples ou simétrica |
| OP-B | 2,7 a 5,5 V | 6,0 V | Fonte simples ou simétrica |
| OP-C | 9 a 30 V | 32 V | Fonte simples ou simétrica |
Exemplo
Um não inversor já dimensionado terá ganho ideal de 3 e será alimentado por V+ = 5 V e V− = 0 V. Pela alimentação apenas, qual candidato da tabela é compatível?
Quais candidatos podem ser considerados na próxima verificação?
Checklist inicial de alimentação:
Passar neste checklist apenas permite seguir a análise. Ainda será necessário verificar as tensões nas entradas, a saída, a corrente e os erros estáticos.
Exemplo
Em uma alimentação de 5 V, um componente cuja operação recomendada começa em 9 V pode ser aceito se seu máximo absoluto for 32 V.
A afirmação do exemplo é verdadeira ou falsa?

Passo 2 de 8
Verifique as tensões efetivamente presentes em V+ e V− antes de concluir que um estágio pode operar linearmente.
A faixa de modo comum informa quais tensões podem estar presentes nas entradas V+ e V− enquanto o amplificador operacional opera linearmente. Ela deve ser conferida nas condições de alimentação usadas no circuito.
Não basta verificar a tensão diferencial entre as entradas. Mesmo quando V+ ≈ V− pela realimentação negativa, ambas podem estar em uma tensão fora da faixa permitida.
Exemplo de especificação didática, com alimentação de 0 V a 5 V: faixa de modo comum garantida de 0,2 V a 3,8 V. Para ser compatível, cada terminal de entrada deve permanecer nesse intervalo durante toda a variação do sinal.

A faixa de modo comum limita as tensões em V+ e V−, não apenas a diferença entre elas.
Atenção
A faixa é uma condição de operação, não uma previsão de defeito. Se uma entrada sair dela, o fabricante deixa de garantir operação linear: a saída pode apresentar comportamento diferente do ganho esperado, e não é correto supor apenas um recorte simples.
Para verificar um estágio, determine o intervalo de tensão em cada terminal e compare seus extremos aos limites garantidos. Quando a relação entre sinal e tensão do terminal é monotônica, basta avaliar os extremos do sinal.
Não inversor: V+ recebe o sinal. Enquanto o estágio está linear, V− acompanha aproximadamente V+. Portanto, os dois terminais percorrem aproximadamente a faixa do sinal aplicada.
Exemplo: sinal de 0,5 V a 3,2 V; faixa de modo comum de 0,2 V a 3,8 V. As duas entradas ficam dentro da faixa.

No não inversor em regime linear, V+ e V− ficam aproximadamente na mesma faixa de tensão.
Dica
Não é necessário que V+ e V− sejam exatamente iguais para fazer esta verificação. A aproximação é suficiente para estimar a faixa, mas a garantia final vem da especificação de modo comum do componente.
No estágio inversor, V+ é ligado à referência. Pela realimentação negativa, V− permanece aproximadamente nessa mesma referência durante a operação linear.
Assim, a tensão do sinal antes de R_in não é a tensão no terminal inversor. O resistor R_in sustenta a diferença de tensão que conduz corrente até o nó inversor.
Exemplo: V+ = 2,5 V, sinal antes de R_in varia de 1,0 V a 4,0 V. Então V− ≈ 2,5 V, e ambas as entradas ficam aproximadamente em 2,5 V. Para uma faixa de modo comum de 0,2 V a 3,8 V, o estágio atende a esse requisito.

No inversor, compare a referência em V+ e o nó V− com a faixa de modo comum; não compare diretamente o sinal antes de R_in.
Um amplificador operacional está alimentado entre 0 V e 5 V. Sua faixa de modo comum garantida é de 0,2 V a 3,8 V.
Em um estágio inversor, V+ está em 2,5 V. O sinal aplicado antes de R_in varia de 0,5 V a 4,5 V. Qual intervalo deve ser comparado à faixa de modo comum para avaliar V−?
Qual é a resposta correta?

Passo 3 de 8
Compare a faixa de saída exigida com os limites garantidos e interprete corretamente as classificações rail-to-rail.
A alimentação de 0 V a 5 V não garante, por si só, que a saída possa variar de 0 V a 5 V. A excursão de saída é o intervalo de tensão que o amplificador operacional consegue entregar mantendo a operação linear, nas condições especificadas.
Uma folha de dados pode, por exemplo, garantir saída entre 0,10 V e 4,85 V com alimentação de 0 V a 5 V. Esses limites ficam afastados dos trilhos: 100 mV do trilho negativo e 150 mV do positivo.
Para aprovar o estágio, compare os extremos de saída já previstos com os dois limites garantidos — não apenas com os trilhos da fonte.

Os limites de saída garantidos podem ficar afastados dos trilhos de alimentação.
Os limites de excursão só valem nas condições em que foram especificados. Ao ler uma tabela, associe sempre o resultado à alimentação e à carga ou à corrente de saída indicadas.
Exemplo de especificação: alimentação de 5 V, carga de 10 kΩ para 2,5 V; saída garantida de 0,10 V a 4,85 V. Esse dado não autoriza concluir que os mesmos limites ocorrerão com outra alimentação ou uma carga mais exigente.
Use o intervalo garantido como uma "janela". A faixa exigida pelo seu sinal precisa caber inteiramente dentro dela.
Exemplo
Um estágio alimentado entre 0 V e 5 V deve gerar uma saída de 0,30 V a 4,70 V. O componente garante 0,10 V a 4,85 V, nas mesmas condições de alimentação e carga.
Margem inferior: 0,30 − 0,10 = 0,20 V.
Margem superior: 4,85 − 4,70 = 0,15 V.
O estágio cabe na janela garantida. A menor margem é a superior: 0,15 V.
Faixa exigida e faixa garantida devem ser comparadas nas mesmas condições de alimentação e carga.
| Grandeza | Limite inferior | Limite superior |
|---|---|---|
| Saída exigida | 0,30 V | 4,70 V |
| Saída garantida | 0,10 V | 4,85 V |
| Margem | 0,20 V | 0,15 V |
A expressão rail-to-rail precisa de complemento:
Mesmo uma saída chamada rail-to-rail pode ter uma distância residual até cada trilho, que muda com a carga, a alimentação e outros limites de especificação.

A classificação indica onde procurar a especificação: entradas, saída ou ambas.
Um componente anunciado como “rail-to-rail” tem apenas essa expressão destacada na página inicial. Qual conclusão é segura?
| Possibilidade | Conclusão |
|---|---|
| A expressão não especifica o terminal | Verificar se se refere à entrada, à saída ou a ambas. |
| A saída é rail-to-rail | Ainda verificar os limites numéricos na carga e alimentação usadas. |
| A entrada é rail-to-rail | Ainda verificar separadamente a excursão de saída. |
Com alimentação de 0 V a 5 V e a carga da especificação, um amplificador operacional garante saída entre 0,12 V e 4,80 V. Um estágio exige uma saída entre 0,20 V e 4,86 V.
Qual extremo exigido está fora da excursão garantida?
| Intervalo | Limite inferior | Limite superior |
|---|---|---|
| Garantido | 0,12 V | 4,80 V |
| Exigido | 0,20 V | 4,86 V |
Selecione a alternativa correta.

Passo 4 de 8
Calcule a corrente total no pino de saída, incluindo carga e realimentação, e compare-a somente com condições garantidas de operação linear.
Além da carga externa, a saída do amplificador operacional alimenta a própria rede de realimentação. Portanto, a corrente de saída não é, em geral, apenas a corrente da carga.
Adote nesta tela a convenção: I_saida é positiva quando sai do pino de saída do operacional. Para cada ramo ligado à saída, calcule a corrente nesse sentido e some algebricamente:
I_saida = I_carga + I_realimentação + ...
Resultado positivo: o operacional fornece corrente. Resultado negativo: ele absorve corrente. Ambos os sentidos precisam ser compatíveis com as especificações aplicáveis.

As correntes dos ramos podem ter sentidos opostos; a corrente no pino é a soma algébrica delas.
Exemplo
Considere uma saída que varia de 1 V a 4 V. Ela está ligada a uma carga de 10 kΩ conectada a 5 V e a uma rede de realimentação formada por R_f = 10 kΩ e R_g = 10 kΩ para o terra.
Como R_f e R_g são iguais, o nó inversor vale aproximadamente V_saida/2. Assim:
A soma usa os sinais dos resultados, não seus módulos.
Calcule os dois extremos da faixa. O extremo de 1 V exige absorção; o de 4 V exige fornecimento. Não basta verificar somente o maior módulo de tensão de saída.
| V_saida | I_carga | I_realimentação | I_saida total | Ação da saída |
|---|---|---|---|---|
| 1 V | −0,40 mA | +0,05 mA | −0,35 mA | Absorve 0,35 mA |
| 4 V | −0,10 mA | +0,20 mA | +0,10 mA | Fornece 0,10 mA |
Dica
Para aceitar o componente, compare cada extremo exigido com os limites garantidos na mesma alimentação, direção de corrente e condição de carga. Por exemplo, uma especificação de excursão obtida fornecendo 2 mA não demonstra automaticamente a excursão ao absorver corrente.
Confira também se a tensão exigida permanece dentro da excursão garantida nessas condições. Corrente e excursão devem ser verificadas juntas.
Use a mesma topologia do exemplo: carga de 10 kΩ entre a saída e 5 V, com R_f = 10 kΩ e R_g = 10 kΩ para o terra. Agora considere V_saida = 3 V e adote corrente positiva saindo do operacional.
Calcule e informe: 1) I_carga; 2) I_realimentação; 3) I_saida total, com sinal; e 4) se a saída fornece ou absorve corrente.
Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).
Atenção
A corrente de curto-circuito, quando informada, é uma condição de proteção ou sobrevivência em falha. Ela não é uma corrente-alvo nem uma garantia de operação linear contínua.
Use os limites de saída e de excursão especificados para as condições reais do seu circuito. Nunca valide um estágio dizendo apenas que a corrente exigida é menor que a corrente de curto-circuito.
Se a folha de dados informa corrente de curto-circuito de 30 mA, um estágio que exige 20 mA está automaticamente aprovado para amplificação linear contínua.

Passo 5 de 8
Estime o limite de erro na saída causado pela tensão de offset de entrada, usando o fator de realimentação apropriado em cada topologia.
Mesmo com resistores ideais e realimentação negativa, um amplificador operacional real pode exigir uma pequena tensão diferencial entre as entradas para produzir a saída esperada. Essa imperfeição é a tensão de offset de entrada, indicada por \(V_{os}\).
Ela equivale, para a estimativa, a um pequeno desequilíbrio aplicado à entrada. A realimentação transfere esse desequilíbrio para a saída. Portanto, uma saída calculada como correta no modelo ideal pode apresentar um desvio contínuo adicional.
Use o módulo máximo especificado, \(|V_{os,max}|\), para calcular um limite de erro. O sinal real do offset não é conhecido: a saída pode ficar acima ou abaixo do valor ideal.

O mesmo offset de entrada é multiplicado por um fator definido pela rede de realimentação.
No estágio não inversor, estime o módulo do erro de saída por:
\[
|V_{erro,out}| \approx |V_{os}| \times \left(1 + \frac{R_f}{R_g}\right)
\]
O fator é o ganho do estágio não inversor em relação à referência. A estimativa vale enquanto a saída calculada, incluindo sua margem de erro, ainda puder permanecer na região linear já verificada.
Exemplo: se \(R_f=90\,kΩ\), \(R_g=10\,kΩ\) e \(|V_{os,max}|=0{,}5\,mV\), o fator é \(1+90/10=10\). Logo, \(|V_{erro,out,max}|\approx 5\,mV\).
Dica
Não atribua sinal ao resultado: ±5 mV não é uma previsão de que o erro será positivo e negativo ao mesmo tempo. Significa que, pelo limite de offset, a saída pode se afastar do valor ideal em até 5 mV para um dos lados.
No estágio inversor, com fonte de sinal e referência ideais, a estimativa é:
\[
|V_{erro,out}| \approx |V_{os}| \times \left(1 + \frac{R_f}{R_{in}}\right)
\]
Atenção: o ganho de sinal é \(-R_f/R_{in}\), mas o offset é transferido pelo fator \(1+R_f/R_{in}\). Portanto, não use apenas o módulo do ganho de sinal.
Isso fica especialmente importante em um atenuador inversor: mesmo quando \(|R_f/R_{in}|<1\), o fator do offset continua maior que 1.
Exemplo
Considere \(R_{in}=20\,kΩ\), \(R_f=10\,kΩ\) e \(|V_{os,max}|=2\,mV\).
Embora o sinal seja atenuado à metade, o offset pode causar até 3 mV de desvio na saída.
Compare os fatores de transferência de offset das duas configurações.
| Configuração | Ganho de sinal | Fator aplicado a |V_os| |
|---|---|---|
| Não inversor | 1 + R_f/R_g | 1 + R_f/R_g |
| Inversor | −R_f/R_in | 1 + R_f/R_in |
Em um amplificador inversor, \(R_{in}=30\,kΩ\), \(R_f=10\,kΩ\) e \(|V_{os,max}|=0{,}6\,mV\). Complete o limite estimado de erro na saída:
\[
|V_{erro,out,max}| \approx 0{,}6\,mV \times (1+10/30) = \underline{\hspace{1cm}}\,mV
\]
Preencha a lacuna com o valor numérico em mV.
Um estágio inversor tem \(R_f/R_{in}=0{,}5\). Qual fator deve multiplicar \(|V_{os,max}|\) para estimar o módulo do erro na saída?

Passo 6 de 8
Identifique e estime os erros adicionais criados pelas correntes de polarização nas resistências conectadas às entradas.
No operacional ideal, as correntes que entram em V+ e V− são nulas. No componente real, há pequenas correntes contínuas de polarização nos dois terminais, indicadas por I_B+ e I_B−.
Quando uma dessas correntes atravessa uma resistência conectada à entrada, ela produz uma queda de tensão. Essa queda se torna um erro adicional na saída, mesmo que o ganho ideal esteja correto.
Não suponha que I_B+ e I_B− sejam iguais, tenham o mesmo sentido ou se cancelem. Em uma análise conservadora, identifique separadamente o caminho resistivo de cada corrente e some os módulos dos erros relevantes.

As quedas em R_s e R_f podem chegar à saída por caminhos diferentes.
Considere um não inversor com referência ideal em R_g. Para estimar os módulos das contribuições de polarização:
Sem contar com cancelamentos:
|Erro de saída| ≈ |I_B+| × R_s × (1 + R_f/R_g) + |I_B−| × R_f
A estimativa é estática e vale enquanto o estágio permanecer na região linear. Se a fonte ou a referência tiverem outras resistências no caminho, elas também precisam ser consideradas no ponto de entrada correspondente.
Exemplo
Dados: R_s = 10 kΩ, I_B+ = I_B− = 50 nA e fator 1 + R_f/R_g = 11.
A queda causada por I_B+ em R_s é 50 nA × 10 kΩ = 0,5 mV. Transferida à saída pelo fator 11, ela contribui com 5,5 mV.
Agora compare duas redes que preservam a razão R_f/R_g = 10. A rede com resistores maiores mantém o mesmo ganho ideal e o mesmo fator de transferência para a saída, mas aumenta a contribuição de I_B− porque R_f é maior. Portanto, razões iguais de resistores não garantem erros iguais.
Comparação das contribuições de polarização. As duas redes têm ganho ideal igual a 11.
| Rede | R_f / R_g | Erro por I_B+ | Erro por I_B− | Total estimado |
|---|---|---|---|---|
| A | 100 kΩ / 10 kΩ | 5,5 mV | 5 mV | 10,5 mV |
| B | 1 MΩ / 100 kΩ | 5,5 mV | 50 mV | 55,5 mV |
Associe cada corrente ao caminho que deve ser examinado primeiro neste estágio não inversor.
Faça as associações.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Use os dados a seguir para calcular sem reutilizar os valores da tabela anterior.
R_s = 4 kΩ; I_B+ = 80 nA; I_B− = 25 nA.
As duas redes mantêm R_f/R_g = 10, portanto o fator 1 + R_f/R_g é 11:
Calcule primeiro a contribuição de I_B+, depois a contribuição de I_B− em cada rede. Ao final, compare as somas conservadoras.
Qual é a contribuição de I_B+ para o erro de saída, em qualquer uma das duas redes?
Qual é a contribuição de I_B− para o erro de saída na rede D?
Qual comparação está correta para as somas conservadoras de erro de saída?

Passo 7 de 8
Verifique limites estáticos garantidos na faixa de temperatura de uso e some as contribuições de erro de modo conservador.
Offset e correntes de polarização variam entre exemplares e também com a temperatura. Por isso, um valor típico, uma medição isolada ou um dado a 25 °C não prova sozinho que o estágio respeitará o erro permitido em todo o ambiente de uso.
Para uma conclusão garantida, use limites máximos especificados para uma faixa térmica que contenha toda a faixa prevista, nas condições elétricas compatíveis. Se a folha de dados não fornecer limite aplicável, a conclusão correta é: não há dados suficientes para garantir a conformidade.

O projeto precisa suportar os limites garantidos, não apenas o comportamento mais comum.
Leia cada número junto de sua condição térmica e elétrica.
| Dado informado | O que permite concluir | Uso no projeto |
|---|---|---|
| V_OS típico: 0,2 mV a 25 °C | Comportamento representativo | Não garante o pior caso |
| V_OS máx.: 0,8 mV, −20 °C a 70 °C | Limite em toda a faixa indicada | Use diretamente |
| V_OS máx. a 25 °C e deriva máx. | Pode estimar os extremos térmicos | Some apenas limites aplicáveis |
| I_B típico a 25 °C | Expectativa no ponto de teste | Não prova precisão térmica |
Exemplo
Considere um não inversor que opera de −20 °C a 70 °C. A especificação informa |V_OS| máximo de 0,50 mV a 25 °C e deriva máxima de 3 µV/°C. O extremo mais distante está a 45 °C de 25 °C.
Se os dois limites forem garantidos e aplicáveis:
|V_OS| ≤ 0,50 mV + (3 µV/°C × 45 °C) = 0,635 mV.
O fator de transferência do offset para a saída é 1 + R_f/R_g = 11. Logo, o erro de saída por offset é até:
0,635 mV × 11 = 6,99 mV.
Suponha que as contribuições máximas das correntes de polarização, já estimadas na saída, somem 1,20 mV. A soma conservadora é:
6,99 mV + 1,20 mV = 8,19 mV.
Se o erro estático permitido for 10 mV, restam 1,81 mV de margem para essas contribuições analisadas.
Atenção
Se a folha de dados já declarar |V_OS| máximo de 0,80 mV para toda a faixa de −20 °C a 70 °C, use esse limite diretamente. Com fator 11, o erro de saída por offset é 0,80 mV × 11 = 8,8 mV.
Não some a deriva outra vez. Ela já está contemplada no limite térmico informado. Somar um limite de faixa inteira com a deriva usada para construí-lo contaria o efeito da temperatura duas vezes.
A soma de módulos é uma estimativa estática conservadora para offset e correntes de polarização do operacional. Ela considera resistores e referência como ideais ou já definidos por suas próprias especificações.
Não inclui tolerância de resistores, variação da referência, ruído, resposta em frequência nem efeitos dinâmicos. Esses efeitos exigem verificações próprias; não devem ser misturados a esta estimativa sem dados compatíveis.
Exemplo
Um estágio deve manter o erro estático dentro do limite entre −10 °C e 60 °C. Qual especificação sustenta diretamente uma conclusão garantida sobre o offset nessa faixa?
Selecione a especificação adequada.
Novo caso: um não inversor deve funcionar de −5 °C a 55 °C. Para o candidato avaliado, são garantidos:
O erro estático permitido é 4,0 mV. Além disso, a menor margem de excursão entre a saída nominal e o limite garantido é 5,0 mV.
Use o extremo térmico mais distante de 25 °C. Considere que os limites de offset e deriva são aplicáveis às condições do estágio.
Complete o limite térmico de offset de entrada: |V_OS| ≤ 0,40 mV + (2 µV/°C × 30 °C) = ____ mV.
Qual conclusão resulta do cálculo?

Passo 8 de 8
Integre alimentação, faixa de entrada, excursão, corrente e precisão para selecionar um candidato por limites garantidos.
Caso de seleção — estágio já dimensionado
Um não inversor opera com alimentação de 0 V e 3,3 V, referência em 0 V, ganho ideal de 3 e entrada entre 0,50 V e 0,90 V. Portanto, a saída nominal deve ir de 1,50 V a 2,70 V.
A carga é 20 kΩ para 0 V. A rede de realimentação usa R_f = 20 kΩ e R_g = 10 kΩ. A resistência série da fonte é 5 kΩ. O estágio deve operar entre 0 °C e 60 °C, com erro estático máximo de 10 mV.
Você não precisa redimensionar o ganho: deve verificar se cada candidato permite esse estágio nas condições dadas.

A saída alimenta simultaneamente a carga e a rede de realimentação; ambas entram na corrente total.
Dica
No extremo de 2,70 V, a carga pede 2,70/20 kΩ = 135 µA e a realimentação pede 2,70/(20 kΩ + 10 kΩ) = 90 µA. A saída deve fornecer 225 µA.
No extremo inferior, a demanda é 125 µA. Assim, basta comparar a condição garantida de excursão do candidato com uma corrente de fornecimento de pelo menos 225 µA. Não use a corrente de curto-circuito como critério de operação linear.
Compare especificações garantidas nas condições apresentadas. Para o erro estático deste caso, use a soma conservadora:
erro máximo ≈ 3 × (V_OS + I_B+ × 5 kΩ) + I_B− × 20 kΩ
O fator 3 é o ganho de ruído deste não inversor. Não conte com cancelamento entre contribuições de sinal desconhecido.
Dados fictícios, porém completos para a decisão estática.
| Candidato | Alimentação | Modo comum | Saída garantida | Precisão e temperatura |
|---|---|---|---|---|
| A | 2,7 a 5,5 V | 0 a V+ − 0,2 V | 0,05 a 3,20 V; fonte ≤ 1 mA em 3,3 V | VOS 1 mV máx.; IB+ e IB− 50 nA máx.; −20 a 70 °C |
| B | 4,5 a 16 V | 0 a V+ − 1,2 V | 0,20 a 3,00 V; fonte ≤ 1 mA em 5 V | VOS 0,5 mV máx.; IB 20 nA máx.; −40 a 85 °C |
| C | 2,7 a 5,5 V | 0 a V+ − 0,15 V | 0,04 a 3,22 V; fonte ≤ 1 mA em 3,3 V | VOS típico 0,2 mV e IB típico 5 nA, ambos a 25 °C; sem máximos |
Relacione cada candidato à conclusão correta para os requisitos do caso.
Toque em um item e depois no par correspondente.
Justifique a escolha do candidato A em poucas frases. Inclua: faixa de entrada, faixa de saída e sua condição de corrente, corrente máxima exigida, erro estático máximo e uma limitação do que essa decisão ainda não verifica.
Escreva pelo menos 180 caracteres (0/180).
A seleção estática bem justificada verifica, nas condições reais de alimentação, carga e temperatura:
Neste caso, A é compatível; B é incompatível pela alimentação; C não tem dados garantidos suficientes. Ganho ideal correto, isoladamente, não comprova que o estágio funciona com precisão.
Resumo
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