Trilha de aprendizado · Nível 4 · Tutorial 4

Transientes e constante de tempo RL

Calcular o crescimento e o decaimento da corrente em um circuito RL série e interpretar suas tensões por esquemas e curvas, sem realizar interrupções indutivas desprotegidas.

  • Nível: Intermediário
  • Duração: 18 min
  • 7 passos
Transientes e constante de tempo RL

O que você vai percorrer

  1. Como a corrente do indutor pode mudar Entenda a continuidade da corrente no indutor, interprete a polaridade de sua tensão pela inclinação da curva e calcule variações de corrente quando a tensão é constante. 3 min
  2. Identifique as correntes inicial e final Extraia a resistência total, a corrente herdada do estado anterior e o valor final de um circuito RL série alimentado em corrente contínua. 2 min
  3. Calcule a constante de tempo RL Calcule τ = L/R_total com unidades consistentes e distinga a rapidez do transiente da corrente final. 2 min
  4. Calcule o crescimento da corrente Use a resposta exponencial para calcular a corrente durante o crescimento em um circuito RL série. 3 min
  5. Analise o decaimento em um percurso fechado Modele o decaimento somente em um laço resistivo fechado, recalcule sua constante de tempo e determine a corrente em um instante definido. 3 min
  6. Interprete as tensões e suas polaridades 3 min
  7. Aplicação final: do crescimento ao decaimento Aplique uma análise RL completa em dois intervalos, validando correntes, constantes de tempo, tensão e a condição de percurso fechado no decaimento. 3 min

O que você vai aprender

  • Determinar a corrente inicial, a corrente final e a constante de tempo de um modelo RL série.
  • Calcular a corrente em instantes definidos durante crescimento ou decaimento.
  • Obter a tensão no indutor pela lei das tensões e relacionar sua polaridade à variação da corrente.
  • Identificar o percurso fechado necessário ao decaimento previsto pelo modelo, distinguindo-o da abertura de uma bobina real.

Antes de começar

  • Indutores: energia e limites de corrente
  • Carga, descarga e constante de tempo RC
  • Resistores em série e lei das tensões

Passo 1 de 7

Como a corrente do indutor pode mudar

Entenda a continuidade da corrente no indutor, interprete a polaridade de sua tensão pela inclinação da curva e calcule variações de corrente quando a tensão é constante.

Continuidade e referências

Continuidade da corrente

Em um indutor ideal, a corrente não dá um salto quando a tensão sobre ele permanece limitada. No instante de uma mudança de circuito:

i_L(0⁺) = i_L(0⁻)

Ou seja: a corrente logo depois da mudança é igual à corrente logo antes dela. Isso não quer dizer que ela ficará constante; quer dizer apenas que ela começa o novo intervalo a partir do valor que já tinha.

A corrente atravessa o instante sem salto

Curva contínua de corrente atravessando um instante de mudança e símbolo de indutor com corrente entrando no terminal positivo.

A curva pode mudar de inclinação após a mudança, mas não salta de valor quando a tensão é limitada.

Sinal da tensão e inclinação

Adote a referência passiva: a seta de corrente de referência entra no terminal marcado com + para a tensão v_L. Com essa escolha, o sinal de v_L informa como a corrente está variando.

  • v_L > 0: a corrente cresce no sentido da seta.
  • v_L = 0: a corrente permanece constante.
  • v_L < 0: a corrente diminui no sentido da seta.

O sinal descreve a inclinação da curva, não o valor da corrente. Portanto, uma corrente positiva pode estar diminuindo.

Da tensão à variação de corrente

Leia a inclinação da curva

Três curvas de corrente: crescente, constante e decrescente, associadas respectivamente a tensão positiva, nula e negativa no indutor.

Mantida a mesma referência passiva, a polaridade de v_L acompanha o sinal da inclinação de i_L.

Variação sob tensão constante

Quando v_L é constante durante um intervalo, a mudança de corrente no indutor ideal é:

ΔI = v_L × Δt / L

Use unidades coerentes: V × s / H = A. O resultado ΔI é uma variação; portanto, pode ser positivo ou negativo.

Para encontrar a corrente ao fim do intervalo, some a variação à corrente que existia no início:

I_depois = I_antes + ΔI

Essa relação vale diretamente somente enquanto a tensão no indutor puder ser considerada constante naquele intervalo.

Exemplo

Exemplo calculado

Um indutor de 20 mH conduz 0,30 A. Durante 2 ms, sua tensão de referência é constante e vale +5 V.

ΔI = (5 V × 2 ms) / 20 mH

Como 2 ms / 20 mH = 0,1:

ΔI = +0,50 A

Logo:

I_depois = 0,30 A + 0,50 A = 0,80 A

A variação positiva confirma que a corrente cresceu no sentido de referência.

Cálculo guiado

Pratique com tensão negativa

Agora considere um indutor ideal de 25 mH. A corrente inicial é 0,90 A e, durante 2 ms, a tensão de referência é constante e vale −5 V.

Primeiro calcule ΔI usando unidades coerentes. Depois, use I_depois = I_antes + ΔI.

1. Calcule ΔI

Complete a variação de corrente:

ΔI = ____ A

2. Encontre a corrente final do intervalo

Use o resultado anterior para completar:

I_depois = ____ A

Verificação e segurança

Confira a leitura de curvas

Associe cada tensão no indutor ao comportamento correspondente da corrente.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Atenção

Limite de segurança

Esta etapa é exclusivamente analítica: use esquemas, curvas e cálculos. Não abra uma bobina energizada nem realize comutação indutiva desprotegida para tentar observar estes efeitos. A interrupção pode produzir sobretensão. Considere apenas os modelos com tensão limitada no indutor.

Passo 2 de 7

Identifique as correntes inicial e final

Extraia a resistência total, a corrente herdada do estado anterior e o valor final de um circuito RL série alimentado em corrente contínua.

Modelo RL: bobina ideal e enrolamento

Leia o modelo completo

Considere o modelo RL série: uma fonte contínua, um resistor externo R, a resistência do enrolamento r e a indutância ideal L, todos no mesmo ramo.

Separe r de L no esquema para não esquecer uma perda real importante. Para a corrente do ramo, toda resistência em série declarada participa de R_total:

R_total = R + r + outras resistências em série

A parte ideal L não é uma resistência. Ela define o comportamento transitório; r continua limitando corrente e dissipando potência.

Esquema de um circuito série com fonte, resistor R, resistência de enrolamento r e indutância ideal L.

No modelo, r e L representam partes diferentes da mesma bobina real.

A corrente vem do estado anterior

Encontre a condição inicial

A corrente inicial não é escolhida pela nova fonte: ela vem do estado imediatamente anterior à mudança. Pela continuidade já estudada,

i_inicial = i_L(0⁺) = i_L(0⁻)

Portanto, uma mudança pode começar com corrente zero, mas também pode começar com uma corrente positiva já existente. Registre essa condição antes de calcular o que acontecerá depois.

Prática rápida

Antes da mudança, o circuito mantinha 0,30 A no indutor. Logo após a mudança, qual é a corrente inicial usada na análise?

i_inicial = ___ A

Do esquema ao regime permanente

Calcule o valor final

Após tempo suficiente com fonte contínua e parâmetros constantes, a corrente chega ao valor final. Nesse regime, a tensão na parte indutiva ideal tende a zero; ela não elimina a resistência r do enrolamento.

Para R_total positiva:

I_final = V_fonte / R_total

Essa expressão é a Lei de Ohm aplicada ao circuito em regime permanente. Ela não prevê corrente ilimitada, porque as resistências em série continuam no percurso.

Exemplo

Exemplo resolvido

Fonte de 12 V; resistor externo R = 50 Ω; resistência do enrolamento r = 10 Ω.

  1. R_total = 50 Ω + 10 Ω = 60 Ω
  2. I_final = 12 V / 60 Ω = 0,20 A

Mesmo quando a tensão em L ideal tende a zero, a queda de tensão nas resistências soma 12 V.

Verifique o cálculo

No exemplo de 12 V, R = 50 Ω e r = 10 Ω, qual é a corrente final?

Consolide a leitura do circuito

Checklist de análise

Use este roteiro para delimitar um transiente RL série:

  1. Liste as resistências que estão em série no estado analisado, incluindo r.
  2. Some-as para obter R_total.
  3. Copie a corrente imediatamente anterior como I_inicial.
  4. Para uma fonte contínua constante, calcule I_final = V_fonte/R_total.
  5. Confira as hipóteses: L e resistências constantes e bobina fora de saturação.

O próximo passo será calcular como a corrente percorre o caminho entre esses dois valores.

Síntese aplicada

Uma bobina tem r = 20 Ω e está em série com R = 40 Ω, ligada a 12 V. Antes da mudança, a corrente era 0,10 A. Qual alternativa reúne corretamente I_inicial e I_final?

Passo 3 de 7

Calcule a constante de tempo RL

Calcule τ = L/R_total com unidades consistentes e distinga a rapidez do transiente da corrente final.

τ mede a rapidez do transiente

A relação fundamental

Em um circuito RL série, a constante de tempo depende da indutância e da resistência total do modelo:

τ = L / R_total

Use L em henrys (H) e R_total em ohms (Ω). Assim, τ sai em segundos (s).

τ caracteriza a rapidez da aproximação ao novo regime: um τ maior significa uma mudança de corrente mais lenta; um τ menor, uma mudança mais rápida. Não é um instante em que a corrente “termina” de mudar.

O que altera τ

Comparação visual: maior indutância produz uma curva de corrente mais lenta; maior resistência total produz uma curva mais rápida.

Com a mesma configuração de partida, L maior aumenta τ; R_total maior reduz τ.

Calcule e interprete

Unidades antes do cálculo

Antes de dividir, converta os prefixos para as unidades básicas:

  • 1 mH = 0,001 H
  • 1 µH = 0,000001 H
  • Resistências já dadas em Ω não precisam de conversão.

Depois, escolha uma unidade legível para o resultado. Por exemplo, 0,002 s pode ser escrito como 2 ms.

Exemplo

Exemplo calculado

Considere L = 60 mH e R_total = 15 Ω.

  1. Converta: 60 mH = 0,060 H
  2. Calcule: τ = 0,060 / 15 = 0,004 s
  3. Expresse: τ = 4 ms

O valor de R_total deve incluir todas as resistências em série que já foram identificadas no modelo, inclusive a resistência do enrolamento quando ela foi declarada.

Efeito dos parâmetros

Compare os efeitos de aumentar cada parâmetro, mantendo os demais valores iguais.

Mudanças qualitativas em um RL série alimentado pela mesma fonte contínua.
MudançaEfeito em τEfeito em I_final
Aumentar LAumenta: transiente mais lentoNão altera diretamente
Aumentar R_totalDiminui: transiente mais rápidoDiminui
Diminuir R_totalAumenta: transiente mais lentoAumenta

Cheque seu cálculo

Pratique a conversão

Para L = 120 mH e R_total = 30 Ω, complete o valor de τ em milissegundos:

τ = {{lacuna}} ms

Digite somente o número que completa a expressão.

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Compare sem confundir os efeitos

Raciocínio comparativo

Dois circuitos têm a mesma fonte contínua e a mesma indutância. No circuito B, a resistência total é maior que no circuito A. Qual comparação está correta?

Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).

Interprete a curva

Qual afirmação descreve corretamente uma constante de tempo τ?

Passo 4 de 7

Calcule o crescimento da corrente

Use a resposta exponencial para calcular a corrente durante o crescimento em um circuito RL série.

Modelo e leitura da curva

A expressão do crescimento

Após uma mudança de circuito, conte o tempo t = 0 exatamente naquele instante. Se a fonte, L e a resistência total permanecerem constantes no intervalo, a corrente é dada por:

i_L(t) = I_final + (I_inicial − I_final) × e^(−t/τ)

No crescimento, I_inicial < I_final. A corrente começa em I_inicial e se aproxima de I_final sem ultrapassá-lo no modelo ideal.

Use sempre os parâmetros do estado que está sendo analisado: I_inicial é a corrente imediatamente antes da mudança; I_final e τ pertencem à nova configuração.

Forma da curva

A curva sobe mais rapidamente logo após t = 0 e vai ficando cada vez menos inclinada à medida que se aproxima do valor final.

Gráfico de corrente crescente que inicia em valor positivo e se aproxima gradualmente de um patamar maior.

O crescimento exponencial tem inclinação progressivamente menor.

Use t em relação a τ

Fatores úteis

Você não precisa de calculadora para os instantes mais comuns. Localize primeiro a razão t/τ e use o fator correspondente.

Tabela de aproximação

Fatores para calcular i_L(t) = I_final + (I_inicial − I_final) × fator

Valores aproximados de e^(−t/τ).
t/τe^(−t/τ)Crescimento já realizado
01,0000%
10,36863,2%
20,13586,5%
30,05095,0%
50,00799,3%

Dica

Leitura correta de τ

Não trate τ como o instante de estabilização exata: após 1τ, a corrente já percorreu 63,2% da distância entre o valor inicial e o final, mas ainda continua mudando.

Dois cálculos de crescimento

Exemplo

Exemplo: partida com corrente zero

Um circuito passa a ter I_final = 200 mA, com τ = 4 ms. Antes da mudança, a corrente era zero.

Calcule i_L em t = 4 ms.

  1. t/τ = 4/4 = 1 → fator = 0,368.
  2. i_L = 200 + (0 − 200) × 0,368 mA.
  3. i_L = 200 − 73,6 = 126,4 mA.

A conferência faz sentido: em 1τ, o resultado está entre 0 e 200 mA e corresponde a 63,2% do crescimento.

Exemplo

Exemplo: crescimento a partir de corrente positiva

Agora considere I_inicial = 50 mA, I_final = 200 mA e τ = 4 ms. Em t = 8 ms:

  • t/τ = 2 → fator = 0,135.
  • i_L = 200 + (50 − 200) × 0,135 mA.
  • i_L = 200 − 20,25 ≈ 179,8 mA.

A mudança total necessária era 150 mA; em 2τ, faltam apenas 13,5% dessa mudança. A corrente não “recomeça do zero”: ela parte dos 50 mA que já existiam.

Verifique seu procedimento

Sequência de cálculo

Organize os passos para calcular a corrente de crescimento em um instante dado.

Identifique I_inicial, I_final, τ e o instante t.

Calcule a razão t/τ e obtenha o fator exponencial.

Substitua os valores em i_L(t) = I_final + (I_inicial − I_final) × fator.

Confira se o resultado está entre I_inicial e I_final e se se aproxima do final ao longo do tempo.

Sua vez

Use os quatro blocos acima para montar a sequência correta.

Organize as etapas do cálculo.

Escreva pelo menos 50 caracteres (0/50).

Pratique a conferência

Cálculo rápido

Para I_inicial = 40 mA, I_final = 160 mA e τ = 2 ms, qual é a corrente em t = 2 ms? Use e^(−1) = 0,368.

Escreva pelo menos 3 caracteres (0/3).

Interprete a inclinação

No modelo de crescimento exponencial, qual afirmação está correta?

Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Passo 5 de 7

Analise o decaimento em um percurso fechado

Modele o decaimento somente em um laço resistivo fechado, recalcule sua constante de tempo e determine a corrente em um instante definido.

Defina o percurso antes de calcular

O estado de decaimento

Para analisar o decaimento, considere uma configuração ideal em que a fonte não faz parte do laço. A corrente encontra um caminho fechado formado por:

  • indutância ideal L;
  • resistência do enrolamento r;
  • resistor externo R.

Esse desenho representa um modelo de análise, não uma instrução para comutar uma bobina real. Pela continuidade da corrente no indutor:

I_inicial = i_L(0⁻) = i_L(0⁺)

Portanto, a corrente inicial do decaimento é exatamente a corrente que existia pouco antes da mudança. Ela pode ser menor que a corrente de regime do estado alimentado caso o crescimento anterior ainda não tivesse terminado.

Do estado alimentado ao laço de decaimento

Comparação entre um circuito RL alimentado e um laço fechado de decaimento com indutância e resistências, sem fonte no segundo estado.

No modelo de decaimento, a fonte fica fora do laço e a corrente percorre um caminho resistivo fechado.

Atenção

Limite de segurança

Não confunda o modelo com uma abertura física do circuito. Uma bobina real não deve ter sua corrente interrompida sem proteção adequada, pois isso pode produzir sobretensão. Nesta etapa, analise somente os esquemas ideais apresentados e nunca curto-circuite uma fonte.

Recalcule τ para o novo laço

Equação do decaimento

No laço de decaimento não há fonte sustentando a corrente. Assim, o valor final é:

I_final = 0 A

Use somente as resistências que pertencem ao novo laço fechado:

R_total = r + R

Em seguida, recalcule a constante de tempo desse estado:

τ = L / R_total

Mesmo que a indutância seja a mesma, τ pode mudar porque a resistência do percurso de decaimento pode ser diferente da resistência do estado alimentado.

Com o tempo contado a partir da mudança para esse laço, a corrente é:

i_L(t) = I_inicial × e^(−t/τ)

Exemplo

Exemplo: corrente após duas constantes de tempo

Considere um laço de decaimento com:

  • L = 60 mH
  • r = 4 Ω
  • R = 8 Ω
  • I_inicial = 0,75 A
  1. Resistência do laço: R_total = 4 + 8 = 12 Ω.
  1. Constante de tempo: τ = 60 mH / 12 Ω = 0,005 s = 5 ms.
  1. Após 10 ms: t/τ = 10/5 = 2. Usando e^(−2) ≈ 0,135:

i_L(10 ms) = 0,75 × 0,135 ≈ 0,10 A.

A corrente permanece positiva, mas diminui continuamente em direção a zero.

Verifique a topologia do modelo

Reconheça o percurso válido

O decaimento exponencial estudado aqui só se aplica quando há um caminho fechado para a corrente, contendo a indutância e as resistências do laço, sem uma fonte conectada a esse mesmo laço.

Escolha o modelo correto

Selecione o esquema que permite aplicar i_L(t) = I_inicial × e^(−t/τ).

Aplique a expressão exponencial

Dados para a prática

Agora resolva um caso novo. Um laço de decaimento fechado contém L = 80 mH, resistência do enrolamento r = 5 Ω e resistor externo R = 15 Ω. No instante da mudança, a corrente existente é I_inicial = 0,60 A.

Após 8 ms, use e^(−2) ≈ 0,135. Primeiro obtenha R_total; depois calcule τ; por fim, determine a corrente. O tempo t começa no instante em que esse laço de decaimento passa a ser analisado.

1. Encontre R_total

Complete a resistência total do laço: R_total = ____ Ω

2. Recalcule τ

Com R_total = 20 Ω, complete: τ = ____ ms

3. Calcule a corrente

Complete a corrente aproximada: i_L(8 ms) ≈ ____ A

Passo 6 de 7

Interprete as tensões e suas polaridades

Tensão durante a alimentação

Alimentação: encontre a tensão no indutor

Mantenha a referência passiva: a corrente i_L entra no terminal marcado com + de v_L. No circuito RL série alimentado, a lei das tensões fornece:

v_L(t) = V_fonte − i_L(t) × R_total

Use em R_total todas as resistências em série, inclusive a resistência r do enrolamento. Durante o crescimento, a corrente aumenta, a queda resistiva i_L × R_total também aumenta e, por isso, v_L diminui em direção a zero.

Logo, uma fonte contínua pode ser constante enquanto a tensão na indutância ideal varia durante o transiente. O sinal positivo de v_L indica que a corrente positiva de referência ainda está crescendo.

Corrente crescente e tensão positiva

Esquema RL alimentado com a corrente entrando no terminal positivo da indutância ideal; ao lado, a corrente cresce enquanto a tensão positiva no indutor cai até zero.

No crescimento, i_L sobe e v_L é positiva, mas tende a zero conforme a queda nas resistências aumenta.

Sinal no decaimento e bobina modelada

Decaimento e tensão nos terminais da bobina

No laço fechado de decaimento, a fonte está fora do laço analisado. Mantendo exatamente as mesmas referências de corrente e de tensão, a lei das tensões fornece:

v_L(t) = −i_L(t) × R_total

Enquanto i_L é positiva, v_L é negativa. Isso informa que a corrente positiva está diminuindo; não significa que ela inverteu instantaneamente. Ao longo do decaimento, tanto a corrente quanto o módulo de v_L tendem a zero.

Para uma bobina modelada, separe a indutância ideal L da resistência do enrolamento r. A tensão entre os terminais completos da bobina é:

v_bobina = v_L + r × i_L

As três tensões só podem ser somadas dessa forma quando suas referências forem compatíveis.

Referências compatíveis no modelo da bobina

Diagrama de uma bobina modelada por resistência do enrolamento e indutância ideal em série, com polaridades sobre cada parte e sobre os terminais completos; ao lado, um laço de decaimento sem fonte.

A queda r × i_L é positiva na referência passiva. No decaimento, v_L pode ser negativa e a tensão terminal da bobina resulta da soma algébrica.

O que cada tensão representa

Compare as grandezas sem trocar a referência de corrente.

A tensão terminal inclui tanto a parte indutiva ideal quanto a resistência do enrolamento.
GrandezaRepresentaNo decaimento com i_L positiva
v_LSomente a indutância idealNegativa
r × i_LQueda na resistência do enrolamentoPositiva
v_bobinaTerminais de L em série com rv_L + r × i_L

Cálculos de alimentação e decaimento

Prática: calcule as tensões

Use os dados a seguir em cada situação. Declare o sinal da resposta.

A. Alimentação: V_fonte = 15 V, R = 8 Ω, r = 2 Ω e i_L = 1,20 A em um instante de crescimento.

B. Decaimento: o laço fechado sem fonte contém R = 8 Ω, r = 2 Ω e i_L = 0,60 A.

Em ambos os casos, R_total = R + r = 10 Ω. Na situação B, use também a expressão da tensão terminal da bobina.

1. Alimentação

A. Complete a tensão na indutância ideal: v_L = ____

2. Decaimento

B. Complete a tensão na indutância ideal: v_L = ____

3. Tensão terminal da bobina

B. Complete a tensão nos terminais completos da bobina: v_bobina = ____

Atenção

Cuidado com a tensão instantânea

Uma tensão instantânea não pode ser usada como se fosse constante durante todo o transiente. A relação ΔI = V_L × Δt/L vale diretamente apenas quando V_L permanece constante no intervalo. No RL alimentado, v_L muda à medida que i_L muda.

Verifique sua interpretação

Leia o sinal, a curva e o modelo

Associe cada situação à interpretação correspondente.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Dica

Ideia essencial

Em uma análise RL, primeiro fixe as referências. Depois aplique a lei das tensões ao estado correto: v_L = V_fonte − i_LR_total na alimentação ou v_L = −i_LR_total no laço de decaimento sem fonte. Por fim, se a bobina incluir resistência de enrolamento, obtenha sua tensão terminal por v_bobina = v_L + r i_L. O sinal de v_L indica se a corrente de referência cresce ou diminui.

Passo 7 de 7

Aplicação final: do crescimento ao decaimento

Aplique uma análise RL completa em dois intervalos, validando correntes, constantes de tempo, tensão e a condição de percurso fechado no decaimento.

Leia o caso e separe os intervalos

Dados e referências

Caso integrado — dois intervalos de análise

Antes do instante A, a corrente no indutor é 0 A. No instante A, uma fonte contínua de 12 V alimenta uma indutância ideal de 60 mH, em série com a resistência do enrolamento r = 2 Ω e um resistor R = 4 Ω.

Após 10 ms, inicia-se o intervalo 2. Para analisá-lo, a fonte fica fora do laço, e a corrente percorre um caminho fechado contendo a mesma indutância, a resistência r = 2 Ω e um resistor de 10 Ω.

Mantenha a referência passiva: a corrente de referência entra no terminal marcado com + de v_L. Analise cada intervalo com seus próprios parâmetros.

As duas configurações

Comparação entre um circuito RL alimentado e um laço RL fechado sem fonte, mantendo a mesma referência de corrente e polaridade no indutor.

O segundo esquema é um modelo de laço fechado para analisar o decaimento; não representa uma abertura física da bobina.

Fator exponencial fornecido

Use os dados abaixo sem calculadora externa. Em ambos os instantes solicitados, a razão de tempo é igual a uma constante de tempo.

Dados para os dois intervalos do caso.
GrandezaIntervalo 1: alimentaçãoIntervalo 2: decaimento
Indutância ideal L60 mH60 mH
Resistências no percursoR = 4 Ω; r = 2 ΩR = 10 Ω; r = 2 Ω
Fonte no laço12 VNenhuma
Tempo após a mudança10 ms5 ms
Fator exponenciale^(−1) ≈ 0,368e^(−1) ≈ 0,368

Determine a corrente antes da mudança

Intervalo 1: crescimento

Complete a ficha do intervalo 1. O tempo é contado a partir do instante A. Use a corrente antes de A como condição inicial e aplique a resposta de crescimento para obter a corrente em 10 ms.

text
I_inicial1 =  A
R_total1 =  Ω
i_final1 =  A
τ1 =  ms
i_L(10 ms) =  A

Transfira a corrente e calcule o decaimento

Intervalo 2: decaimento fechado

Complete a ficha do intervalo 2, 5 ms depois da mudança. Arredonde a corrente para três casas decimais e a tensão para duas casas. Mantenha a referência de corrente e a polaridade de v_L mostradas no esquema.

text
I_inicial2 =  A
R_total2 =  Ω
i_final2 =  A
τ2 =  ms
i_L(5 ms) =  A
v_L(5 ms) =  V

Atenção

Limite de segurança do modelo

O cálculo do segundo intervalo só é válido porque L, r e o resistor de 10 Ω formam um laço fechado, sem fonte nesse mesmo laço. Esse modelo analítico não autoriza abrir uma bobina energizada nem curto-circuitar uma fonte real.

Consolide o procedimento

Justifique a análise

Em poucas frases, justifique dois pontos: por que a corrente ao final do intervalo 1 é a corrente inicial do intervalo 2; e por que o decaimento calculado exige o laço fechado com o resistor de 10 Ω. Inclua o significado do sinal negativo de v_L obtido no intervalo 2.

Escreva pelo menos 140 caracteres (0/140).

Resumo

Síntese da análise RL

  • Analise cada configuração como um intervalo próprio: determine R_total, I_inicial, I_final e τ.
  • A corrente no fim de um intervalo é a condição inicial do intervalo seguinte.
  • Se o percurso resistivo muda, recalcule τ com as resistências do novo laço.
  • Com a referência passiva mantida, corrente positiva decrescente corresponde a v_L negativa.
  • O decaimento exponencial estudado depende de um laço fechado e não descreve uma abertura desprotegida de bobina.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Transientes e constante de tempo RL

Você concluiu a análise integrada de um transiente RL: determinou parâmetros em dois intervalos, transferiu a corrente pela continuidade, calculou uma tensão com sinal e reconheceu a necessidade de um laço fechado para o decaimento.

Baixe o Aplicativo agora para ter acesso a + de 5000 cursos gratuitos, exercícios, certificado e muito conteúdo sem pagar nada!

  • Cursos online 100% gratuitos do início ao fim

    Milhares de cursos online em vídeo, ebooks e áudiobooks.

  • Mais de 60 mil exercícios gratuitos

    Para testar seus conhecimentos no decorrer dos cursos online

  • Certificado Digital gratuito válido em todo o Brasil

    Gerado diretamente na galeria de fotos do seu celular e enviado ao seu e-mail

Aplicativo Cursa na tela de ebook, na tela de curso em vídeo e na tela de exercícios do curso, mais o certificado de conclusão de curso