Trilha de aprendizado · Nível 3 · Tutorial 5

Medição de corrente sem curto-circuitar a fonte

Medir a corrente de um ramo resistivo com conexão em série e limites compatíveis com o instrumento. Usar a tensão sobre um resistor conhecido como alternativa de verificação sem abrir o circuito.

  • Nível: Iniciante
  • Duração: 18 min
  • 7 passos
Medição de corrente sem curto-circuitar a fonte

O que você vai percorrer

  1. Por que não medir corrente como se mede tensão Entenda por que a configuração de corrente exige uma ligação diferente da medição de tensão. 2 min
  2. Escolher função, borne e escala Selecione função, borne e faixa de corrente contínua usando a corrente prevista e os limites documentados do multímetro. 3 min
  3. Abrir o ramo certo e inserir em série 2 min
  4. Medir e deixar a montagem segura 4 min
  5. O amperímetro também altera o circuito Entenda por que um amperímetro real pode reduzir ligeiramente a corrente do ramo que ele mede. 2 min
  6. Conferir a corrente pela tensão no resistor Estime a corrente de um ramo pela tensão medida em seu resistor conhecido e compare esse resultado com a medição direta em série. 3 min
  7. Aplicação final: planejar uma medição segura Aplique o procedimento completo em um circuito resistivo de baixa tensão: escolha uma configuração compatível, insira o amperímetro no ramo correto, compare com a estimativa por tensão e encerre a montagem com segurança. 3 min

O que você vai aprender

  • Selecionar função, borne e escala a partir da corrente prevista e dos limites do multímetro.
  • Indicar onde abrir um ramo para inserir o amperímetro em série.
  • Realizar a mudança de conexão com a alimentação desligada e restaurar a montagem ao terminar.
  • Explicar por que a conexão do amperímetro em paralelo com a fonte é perigosa.
  • Comparar a leitura direta de corrente com a estimativa obtida pela tensão sobre um resistor conhecido.

Antes de começar

  • Resistores em paralelo e lei das correntes
  • Alimentação da montagem com corrente limitada
  • Medição de tensão contínua entre dois pontos

Passo 1 de 7

Por que não medir corrente como se mede tensão

Entenda por que a configuração de corrente exige uma ligação diferente da medição de tensão.

A função define a ligação

Duas funções, dois caminhos

Ao medir tensão, o multímetro é ligado em paralelo: ele observa a diferença de potencial entre dois pontos. Já na função de corrente, o instrumento oferece internamente um caminho de resistência muito baixa, feito para ficar no caminho da corrente de um ramo — não entre os terminais da fonte.

O caminho interno muda

Comparação entre um voltímetro em paralelo com caminho interno de alta resistência e um medidor de corrente com caminho interno de baixa resistência.

A entrada de tensão é projetada para interferir pouco; o caminho de corrente é projetado para conduzir a corrente do ramo.

O que acontece ao ligar em paralelo

O atalho perigoso

Se um multímetro configurado para medir corrente for conectado diretamente entre o positivo e o negativo da fonte, ele cria um atalho de resistência muito baixa. A carga resistiva é desviada, e a corrente pode crescer até o limite da fonte, do fusível, das pontas ou das conexões.

Essa é uma conexão perigosa: analise-a apenas no esquema. Não a reproduza fisicamente.

Ligação que não deve ser feita

Esquema de uma fonte com resistor em paralelo e um medidor de corrente ligado diretamente entre os terminais da fonte, formando um desvio de baixa resistência.

O medidor em corrente entre os terminais da fonte desvia a carga por um caminho de baixa resistência.

Atenção

Proteções não autorizam o erro

Um fusível no multímetro e a limitação de corrente da fonte podem reduzir as consequências de um erro, mas não tornam esse atalho aceitável. Eles podem atuar tarde, não proteger todos os elementos envolvidos ou não existir na combinação de borne e faixa usada.

Nunca faça um curto para “testar” a proteção e nunca substitua um fusível por fio, papel-alumínio ou qualquer ponte.

Reconheça antes de conectar

Atenção

Limites da prática

Neste tutorial, qualquer prática opcional fica restrita a circuitos somente resistivos, de baixa energia, alimentados por uma fonte isolada de até 12 Vcc com limitação de corrente documentada.

Não use tomadas, rede elétrica, fontes sem isolamento conhecido, baterias automotivas nem baterias capazes de fornecer alta corrente. Situações de ligação perigosa são estudadas aqui somente por diagramas.

Cheque rápido

Qual esquema mostra a ligação perigosa para um multímetro configurado para medir corrente?

Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Passo 2 de 7

Escolher função, borne e escala

Selecione função, borne e faixa de corrente contínua usando a corrente prevista e os limites documentados do multímetro.

Configurar pelo manual

Função e bornes

Para medir corrente contínua, o seletor deve estar em uma função identificada como A⎓, DCA ou equivalente descrito no manual. Não confunda essa posição com V⎓: elas usam caminhos internos diferentes no multímetro.

Use a ponta preta em COM. A ponta vermelha deve ir ao borne de corrente que o manual informa como protegido por fusível e adequado à corrente prevista. Os nomes dos bornes variam: examine as inscrições do seu instrumento e confirme a combinação permitida no manual.

Leia o seu multímetro, não apenas o desenho

Diagrama de um multímetro com ponta preta em COM, ponta vermelha em uma entrada protegida de miliampères e seletor em corrente contínua; há também uma entrada separada de alta corrente.

A identificação exata muda conforme o modelo. O manual é a referência para saber quais bornes são protegidos, seus limites e o tempo máximo de uso.

Atenção

Compatibilidade é um conjunto

A faixa precisa comportar a corrente prevista com margem. Porém, não escolha automaticamente a maior faixa: em alguns instrumentos, a entrada de alta corrente tem proteção diferente ou nem possui fusível.

Confira em conjunto: limite da faixa, do borne, do fusível, das pontas de prova e o tempo máximo de medição contínua. Se não houver uma entrada protegida e compatível, a medição direta não deve ser feita.

Prever antes de selecionar

Exemplo

Previsão para o ramo escolhido

Considere o circuito de referência, alimentado por 5 V: dois ramos em paralelo, um com resistor de 1 kΩ e outro com 2,2 kΩ. Ambos os resistores são de 1/4 W e tolerância de 5%.

Pela lei de Ohm, no ramo de 1 kΩ a corrente nominal é 5 V ÷ 1 kΩ = 5 mA. A corrente nominal total é aproximadamente 7,3 mA. Para planejar a medição do ramo de 1 kΩ, use o maior valor esperado: com tolerância de 5%, o resistor pode ser 950 Ω; portanto, 5 V ÷ 950 Ω ≈ 5,3 mA.

Valores relevantes

Dados para decidir a configuração do ramo de 1 kΩ.

A prática só é admissível se todos os limites documentados forem compatíveis.
GrandezaValorUso na decisão
Tensão de alimentação5 VccCondição do circuito
Resistor do ramo1 kΩ, ±5%Pode chegar a 950 Ω
Corrente nominal do ramo5 mAReferência de leitura
Corrente máxima prevista≈ 5,3 mABase para faixa e borne
Limite da fonte10 mALimite adicional da prática
Corrente total nominal≈ 7,3 mANão é a corrente do ramo

Aplicar o critério

Decida usando as especificações

Um manual descreve estas entradas para um multímetro:

  • mA/µA: protegido por fusível; faixa de 20 mA; uso contínuo permitido.
  • 10 A: sem fusível; máximo de 10 A por até 10 segundos.

Para medir o ramo de 1 kΩ do circuito de referência, cuja corrente máxima prevista é aproximadamente 5,3 mA, qual configuração é compatível?

Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).

Atenção

Sem compatibilidade, não há prática direta

Regra de interrupção: se o manual não confirmar uma entrada de corrente protegida e compatível com a previsão, não faça a medição direta. Não improvise fusível, não faça ponte no lugar dele e não use uma entrada sem proteção como substituta.

A atividade pode continuar pela análise do esquema e dos dados fornecidos; a conexão prática só ocorre quando os requisitos do instrumento são atendidos.

Verificar a escolha

Conferência rápida

Associe cada dado à conclusão mais adequada para medir o ramo de 1 kΩ.

Escolha fundamentada

Relacione cada situação à decisão correta.

Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 3 de 7

Abrir o ramo certo e inserir em série

Inserir o instrumento no ramo escolhido

Abra um único caminho

Para medir apenas o ramo de 1 kΩ, o amperímetro precisa fazer parte do caminho desse ramo. Com a alimentação desligada e desconectada da montagem, abra uma única ligação entre a fonte e o resistor de 1 kΩ — ou entre esse resistor e o retorno.

Ligue as duas pontas do amperímetro nas duas extremidades da abertura. Assim, a corrente que antes passava pelo fio passa pelo instrumento e depois pelo resistor.

Não deixe um jumper unindo a abertura: ele criaria um caminho alternativo e desviaria a corrente do amperímetro.

Do ramo intacto ao ramo aberto

Comparação entre dois ramos em paralelo: à esquerda, o circuito original; à direita, um amperímetro ocupa a abertura feita no ramo do resistor de 1 kΩ.

O instrumento substitui o trecho de fio aberto; ele não fica ao lado do resistor nem atravessando os terminais da fonte.

Exemplo

Uma abertura, duas conexões

Exemplo de ligação correta

Circuito original: o resistor de 1 kΩ vai do nó positivo ao nó de retorno.

Mudança para medir esse ramo:

  1. Desligue e desconecte a alimentação da montagem.
  2. Retire somente o jumper que conecta o nó positivo ao terminal superior do resistor de 1 kΩ.
  3. Conecte o borne de corrente do multímetro ao nó positivo.
  4. Conecte COM ao terminal superior agora livre do resistor.

O percurso passa a ser: nó positivo → amperímetro → resistor de 1 kΩ → retorno. O ramo de 2,2 kΩ continua conectado diretamente e não passa pelo amperímetro.

Distinguir a posição no esquema e na montagem

Ramo ou corrente total?

Há duas posições parecidas no esquema, mas elas respondem perguntas diferentes:

  • Dentro do ramo de 1 kΩ: mede somente a corrente desse resistor.
  • No trecho comum antes da divisão dos ramos: mede a corrente total fornecida aos dois resistores.

Para uma leitura positiva, a corrente convencional deve entrar pelo borne de corrente da ponta vermelha e sair por COM. Se a ligação ficar invertida, instrumentos que mostram sinal podem indicar valor negativo; isso não muda o ramo medido.

Na protoboard, localize a mesma conexão mostrada no esquema: remova o jumper que alimenta exclusivamente o ramo de 1 kΩ, não um jumper compartilhado pelos dois ramos.

A posição define o que é medido

Dois esquemas: um amperímetro no ramo do resistor de 1 kΩ e outro no fio comum antes da divisão para os dois ramos.

No ramo, o instrumento mede uma parcela da corrente. Antes da divisão, ele mede a soma das correntes dos dois ramos.

Verifique a posição do amperímetro

Escolha a inserção em série

Com a alimentação desligada, qual montagem posiciona o amperímetro para medir somente a corrente do ramo com resistor de 1 kΩ?

Passo 4 de 7

Medir e deixar a montagem segura

Preparar sem energia

Antes de começar

Prática opcional — use somente equipamentos próprios compatíveis: fonte isolada em 5 V, limite ajustado para 10 mA, protoboard, jumpers, resistores de 1 kΩ e 2,2 kΩ (1/4 W) e multímetro cuja entrada de corrente escolhida seja protegida e compatível, conforme o manual.

O ramo de 1 kΩ já deve estar identificado para a inserção em série. Se o seu instrumento não tiver uma entrada de corrente protegida e compatível, não faça a medição direta: acompanhe o registro de execução apresentado adiante.

Montagem preparada, ainda desenergizada

Diagrama de uma protoboard com dois ramos resistivos em paralelo; o multímetro está inserido em série apenas no ramo de 1 kΩ, enquanto a saída da fonte está desabilitada.

A configuração vem antes da energização: abra apenas o ramo de 1 kΩ e integre o multímetro nesse caminho.

Atenção

Regra da intervenção

Não abra o ramo, não troque borne, faixa ou ponta de prova com a alimentação conectada. Primeiro desabilite a saída da fonte e desconecte a alimentação da montagem; só então altere conexões.

Conectar em série e revisar

Inserir e conferir

Com a saída desabilitada e a alimentação desconectada, siga este ciclo:

  1. Configure a função de corrente contínua, os bornes e a faixa já escolhidos.
  2. Abra uma única conexão do ramo de 1 kΩ.
  3. Conecte o amperímetro entre as duas partes da abertura; não deixe um jumper em paralelo com ele.
  4. Confira visualmente o ramo, os contatos, a função, os bornes, a faixa e o tempo máximo de uso permitido pelo manual.
  5. Reconecte a alimentação e habilite a saída.

Somente após essa conferência a corrente pode circular pelo instrumento.

Abertura e inserção

Comparação entre o ramo de 1 kΩ aberto e o mesmo ramo com o amperímetro ocupando a abertura em série; o ramo de 2,2 kΩ não é alterado.

O instrumento substitui o trecho aberto do ramo; ele não deve ser contornado por outro jumper.

Ler sem alterar a montagem

Energizar e ler

Durante a leitura, mantenha pontas, jumpers e resistores imóveis. Registre o valor, a unidade e o sinal exibidos, respeitando o tempo máximo de permanência na entrada de corrente indicado pelo fabricante.

Para o ramo de 1 kΩ em 5 V, uma leitura próxima de 5 mA é esperada. Não use esse valor para “forçar” uma leitura: a indicação real deve ser observada com a montagem estável.

Exemplo

Registro de execução

Registro de uma execução segura (para interpretar, mesmo sem equipamentos):

  • Circuito: fonte isolada ajustada para 5,00 V, limite de 10 mA; ramos de 1 kΩ e 2,2 kΩ em paralelo.
  • Medição direta: multímetro em A⎓, ponta preta em COM e ponta vermelha na entrada mA protegida; instrumento inserido em série no ramo de 1 kΩ.
  • Leitura estável antes do encerramento: +4,96 mA.
  • Fonte durante a leitura: saída habilitada, sem atuação do limite de corrente.
  • Encerramento registrado: saída desabilitada e alimentação desconectada; multímetro retirado; jumper do ramo de 1 kΩ recolocado; ponta vermelha devolvida a V/Ω; seletor colocado em uma função apropriada conforme o manual.
  • Estado final: ramo de 1 kΩ recomposto e fonte com saída desabilitada.

Verifique a leitura e o encerramento

Qual afirmação interpreta corretamente o registro de execução?

Atenção

Sinais para interromper

Pare imediatamente se houver indicação de sobrecarga, aquecimento, atuação inesperada do limite de corrente ou qualquer leitura inesperada. Desabilite e desconecte a alimentação. Não aumente o limite de corrente para tentar obter uma leitura e não mova conexões enquanto o circuito estiver energizado.

Restaurar o circuito e o instrumento

Encerrar e restaurar

Ao terminar a leitura:

  1. Desabilite a saída da fonte e desconecte a alimentação da montagem.
  2. Retire o amperímetro da abertura e recomponha o jumper do ramo de 1 kΩ.
  3. Devolva a ponta vermelha ao borne V/Ω.
  4. Ajuste o seletor para uma função apropriada, conforme o manual.

Assim, a montagem volta ao seu circuito original e o multímetro não fica preparado para corrente por engano.

Sequência segura

Ordene o ciclo de medição direta do ramo de 1 kΩ.

  1. Desabilitar e desconectar novamente; retirar o instrumento, recompor o ramo e devolver a ponta ao borne V/Ω.
  2. Desabilitar a saída e desconectar a alimentação da montagem.
  3. Reconectar a alimentação, habilitar a saída e registrar a leitura estável.
  4. Configurar o multímetro e inseri-lo em série na abertura do ramo.
  5. Conferir conexões, função, bornes, faixa e tempo permitido.

Passo 5 de 7

O amperímetro também altera o circuito

Entenda por que um amperímetro real pode reduzir ligeiramente a corrente do ramo que ele mede.

A queda introduzida pelo amperímetro

O instrumento entra no circuito

Um amperímetro não é um fio ideal. Mesmo na faixa apropriada, seu caminho interno tem uma pequena resistência. Ao inseri-lo em série, ele produz uma queda de tensão própria.

Com a fonte mantendo 5 V, essa queda deixa uma tensão um pouco menor disponível para o resistor do ramo. Pela lei de Ohm, a corrente pode então ficar ligeiramente menor do que ficaria com o ramo recomposto, sem o instrumento.

Mesmo ramo, duas condições

Comparação entre um resistor ligado diretamente a uma fonte e o mesmo resistor com um amperímetro em série, que absorve uma pequena parte da tensão.

À direita, a queda no amperímetro reduz um pouco a tensão que sobra para o resistor.

Leitura direta não é circuito intocado

Exemplo

Exemplo numérico

Imagine um ramo de 1 kΩ alimentado por uma fonte de 5 V.

  • Sem amperímetro inserido, o resistor recebe 5 V e a corrente é 5 mA.
  • Com o amperímetro em série, suponha que ele introduza uma queda de 0,10 V. O resistor passa a receber 4,90 V.
  • A corrente passa a ser 4,90 V ÷ 1 kΩ = 4,90 mA.

A diferença é pequena neste exemplo, mas é real: a leitura direta descreve a corrente nas condições em que o amperímetro está conectado.

Dica

Depende do instrumento e da faixa

A queda introduzida não é um valor fixo. Ela pode variar conforme o modelo do multímetro, a função e a faixa escolhida. Consulte o manual: procure especificações como queda de tensão na entrada de corrente, tensão de burden ou resistência da faixa.

Isso não torna a medição inválida. Significa apenas que a leitura precisa ser interpretada como parte do circuito que está sendo medido.

Confira sua previsão

Preveja o efeito

Uma fonte mantém 5 V e alimenta um resistor. Ao inserir um amperímetro real em série, aparece uma pequena queda de tensão no instrumento. O que tende a acontecer com a corrente no resistor?

Prepare a comparação indireta

Ideia-chave

Ao comparar uma medição direta futura com uma estimativa feita pela tensão no resistor, não exija igualdade perfeita. Na leitura direta, o amperímetro está inserido e pode alterar levemente a condição do ramo; na estimativa, o ramo estará recomposto.

Use a faixa adequada e respeite os limites do manual. A próxima etapa mostra como estimar a corrente pela tensão medida no resistor, sem abrir esse ramo.

Passo 6 de 7

Conferir a corrente pela tensão no resistor

Estime a corrente de um ramo pela tensão medida em seu resistor conhecido e compare esse resultado com a medição direta em série.

Medir a tensão para estimar a corrente

Uma alternativa sem abrir o ramo

Além da leitura direta com o amperímetro em série, você pode estimar a corrente de um ramo medindo a tensão sobre um resistor conhecido que já está nesse ramo.

Com o ramo normal recomposto, use:

I = V_R / R

Essa é uma medição indireta: o voltímetro fica em paralelo com o resistor, como na medição de tensão já praticada. Não é preciso abrir o ramo nem adicionar um resistor de medição.

Tensão medida no resistor de 1 kΩ

A tensão deve ser medida nos dois terminais do resistor pertencente ao ramo analisado.

A tensão medida no resistor, junto de seu valor conhecido, permite estimar a corrente do ramo.
GrandezaComo obterExemplo
V_RMedir sobre o resistor4,98 V
RValor conhecido do resistor1,0 kΩ
I estimadaCalcular V_R / R4,98 mA

Voltímetro em paralelo, ramo intacto

Esquema de dois ramos resistivos em paralelo, com um voltímetro ligado aos dois terminais do resistor de 1 kΩ sem interromper seu ramo.

Para estimar a corrente, meça a queda de tensão no resistor conhecido com o ramo fechado.

Preparar a verificação indireta

Troque a configuração com a alimentação desligada

Antes de conectar as pontas para esta verificação, desabilite e desconecte a alimentação. Retire o amperímetro, recomponha o jumper do ramo e então prepare o multímetro:

  1. ponta preta em COM;
  2. ponta vermelha em V/Ω;
  3. função de tensão contínua;
  4. escala compatível com cerca de 5 V.

Só depois conecte as pontas aos terminais do resistor, em paralelo. Confira a montagem e habilite a alimentação. Não deixe a ponta vermelha no borne de corrente para esta medição.

Dica

Não presuma a tensão

Use a tensão que o voltímetro realmente mostra. Mesmo com a fonte ajustada para 5 V, não substitua automaticamente a medição por “5 V”: a tensão efetiva pode variar um pouco conforme a fonte, os fios e as condições da montagem.

Calcular e registrar

Exemplo

Exemplo calculado

No ramo de 1,0 kΩ, após retirar o amperímetro e recompor o circuito, o voltímetro mostra 4,98 V sobre o resistor.

Cálculo:

I = V_R / R

I = 4,98 V / 1,0 kΩ = 4,98 mA

Registre a unidade e identifique o ramo. Por exemplo: “ramo de 1,0 kΩ; alimentação ajustada para 5 V; estimativa indireta: 4,98 mA”.

Calcule pela tensão medida

Um resistor conhecido de 2,2 kΩ tem tensão medida de 4,84 V entre seus terminais. Calcule a estimativa da corrente desse ramo e informe o resultado em mA.

Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).

Interpretar a comparação

Compare condições, não apenas números

Compare medições feitas no mesmo ramo e anote as condições de cada uma:

  • leitura direta: amperímetro inserido em série;
  • estimativa indireta: amperímetro removido, ramo recomposto e tensão medida sobre o resistor.

Os números podem ficar próximos, mas não precisam ser idênticos. Na leitura direta, o amperímetro introduz uma pequena queda de tensão. Além disso, o resistor tem tolerância e cada instrumento possui limites de resolução e precisão. Uma pequena diferença, sozinha, não demonstra falha.

Interprete a diferença

No ramo de 1 kΩ, a leitura direta foi 4,92 mA. Depois de retirar o amperímetro, recompor o ramo e medir 4,98 V no resistor, a estimativa foi 4,98 mA. Qual conclusão é mais adequada?

Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).

Passo 7 de 7

Aplicação final: planejar uma medição segura

Aplique o procedimento completo em um circuito resistivo de baixa tensão: escolha uma configuração compatível, insira o amperímetro no ramo correto, compare com a estimativa por tensão e encerre a montagem com segurança.

1. Leia o caso e defina a configuração

Caso de aplicação: dois ramos resistivos

Caso final

Uma fonte isolada de 5,00 V, limitada a 15 mA, alimenta dois ramos em paralelo:

  • R1 = 680 Ω, 1/4 W, ±5% — ramo que será medido.
  • R2 = 1,5 kΩ, 1/4 W, ±5%.

Para R1, a corrente nominal prevista é cerca de 7,35 mA. Considerando R1 no menor valor pela tolerância, a maior previsão é cerca de 7,74 mA.

O multímetro disponível tem entrada mA protegida por fusível de 200 mA, autorizada por até 30 segundos, além de COM e V/Ω. Portanto, a medição direta é compatível somente com COM + borne mA protegido, função de corrente contínua e faixa acima de 7,74 mA.

Não use uma entrada de alta corrente só por ser a maior faixa: ela pode ter outra proteção ou limite, conforme o manual.

Onde cada instrumento se conecta

O amperímetro ocupa a abertura feita no ramo de R1. Para a verificação indireta, após restaurar o ramo, o voltímetro fica em paralelo apenas com R1.

Esquema com fonte de 5 V, dois resistores em paralelo, amperímetro em série no ramo de 680 ohms e voltímetro em paralelo com esse resistor.

O instrumento de corrente entra no caminho do ramo; o de tensão observa os terminais do resistor.

Leituras para comparar

As leituras registradas em uma execução segura foram:

  • Com o amperímetro inserido em série no ramo de R1: 7,18 mA.
  • Depois de retirar o amperímetro e recompor o ramo: tensão em R1 = 4,90 V.

A estimativa indireta, usando o valor nominal, é:

I = V_R / R = 4,90 V / 680 Ω = 0,00721 A ≈ 7,21 mA.

Os valores são próximos, mas não precisam coincidir exatamente: foram obtidos com configurações físicas diferentes e R1 tem tolerância.

2. Planeje antes de energizar

Ordene o procedimento seguro

Use os blocos para ordenar o ciclo completo da medição direta do ramo de 680 Ω. Considere que a fonte começa com a saída desabilitada.

Sequência da medição

Coloque as ações na ordem adequada.

  1. Prever a corrente máxima do ramo e conferir os limites documentados do multímetro.
  2. Inserir o amperímetro na abertura, em série, sem jumper em paralelo com ele.
  3. Reconectar a alimentação, habilitar a saída e registrar a leitura dentro do tempo permitido.
  4. Com a saída desabilitada e a alimentação desconectada da montagem, abrir uma conexão do ramo de R1.
  5. Conferir ramo, bornes, função, faixa e conexões estáveis.
  6. Desabilitar a saída e desconectar a alimentação antes de mudar a montagem.
  7. Retirar o amperímetro, recompor o ramo e devolver a ponta vermelha a V/Ω.
  8. Configurar A⎓, COM e o borne mA protegido, com faixa compatível.

3. Rejeite a conexão perigosa

Decisão de segurança

Durante esse caso, uma proposta é colocar as pontas ligadas a COM e mA diretamente entre os terminais da fonte de 5 V para “ver a corrente disponível”. Qual decisão é correta?

A ligação proposta é aceitável?

Escolha a ação apropriada.

4. Revise e feche com segurança

Explique seu plano

Escreva um plano curto para o caso final. Inclua:

  1. função, bornes e faixa que você usaria;
  2. onde abriria o circuito para medir somente R1;
  3. a ordem essencial de desenergizar, inserir, conferir, medir e restaurar;
  4. como usaria 4,90 V em R1 para estimar a corrente;
  5. o que faria com a ponta vermelha ao encerrar.

Não é necessário executar a prática: descreva apenas um procedimento seguro.

Escreva pelo menos 250 caracteres (0/250).

Resumo

Critérios de sucesso

  • A medição direta só começa após confirmar corrente prevista, borne protegido, faixa e tempo de uso permitidos.
  • Para medir um ramo, abra uma única conexão desse ramo com a alimentação desligada e coloque o amperímetro em série.
  • Nunca ligue a entrada de corrente diretamente entre os terminais da fonte: seu caminho interno tem baixa resistência.
  • Após recompor o ramo, estime a corrente pela tensão efetivamente medida no resistor conhecido: I = V_R/R.
  • Encerrar também faz parte da medição: desenergize, restaure o circuito e devolva a ponta vermelha a V/Ω.

Tutorial concluído

Parabéns! Você concluiu: Medição de corrente sem curto-circuitar a fonte

Tutorial concluído! Você planejou uma medição de corrente com o instrumento em série, verificou a corrente por tensão no resistor e incluiu a restauração segura da montagem.

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