
Passo 1 de 7
Por que não medir corrente como se mede tensão
Entenda por que a configuração de corrente exige uma ligação diferente da medição de tensão.
Trilha de aprendizado · Nível 3 · Tutorial 5
Medir a corrente de um ramo resistivo com conexão em série e limites compatíveis com o instrumento. Usar a tensão sobre um resistor conhecido como alternativa de verificação sem abrir o circuito.
Por que não medir corrente como se mede tensão
Entenda por que a configuração de corrente exige uma ligação diferente da medição de tensão. 2 min
Escolher função, borne e escala
Selecione função, borne e faixa de corrente contínua usando a corrente prevista e os limites documentados do multímetro. 3 min
Abrir o ramo certo e inserir em série
2 min
Medir e deixar a montagem segura
4 min
O amperímetro também altera o circuito
Entenda por que um amperímetro real pode reduzir ligeiramente a corrente do ramo que ele mede. 2 min
Conferir a corrente pela tensão no resistor
Estime a corrente de um ramo pela tensão medida em seu resistor conhecido e compare esse resultado com a medição direta em série. 3 min
Aplicação final: planejar uma medição segura
Aplique o procedimento completo em um circuito resistivo de baixa tensão: escolha uma configuração compatível, insira o amperímetro no ramo correto, compare com a estimativa por tensão e encerre a montagem com segurança. 3 min

Passo 1 de 7
Entenda por que a configuração de corrente exige uma ligação diferente da medição de tensão.
Ao medir tensão, o multímetro é ligado em paralelo: ele observa a diferença de potencial entre dois pontos. Já na função de corrente, o instrumento oferece internamente um caminho de resistência muito baixa, feito para ficar no caminho da corrente de um ramo — não entre os terminais da fonte.

A entrada de tensão é projetada para interferir pouco; o caminho de corrente é projetado para conduzir a corrente do ramo.
Se um multímetro configurado para medir corrente for conectado diretamente entre o positivo e o negativo da fonte, ele cria um atalho de resistência muito baixa. A carga resistiva é desviada, e a corrente pode crescer até o limite da fonte, do fusível, das pontas ou das conexões.
Essa é uma conexão perigosa: analise-a apenas no esquema. Não a reproduza fisicamente.

O medidor em corrente entre os terminais da fonte desvia a carga por um caminho de baixa resistência.
Atenção
Um fusível no multímetro e a limitação de corrente da fonte podem reduzir as consequências de um erro, mas não tornam esse atalho aceitável. Eles podem atuar tarde, não proteger todos os elementos envolvidos ou não existir na combinação de borne e faixa usada.
Nunca faça um curto para “testar” a proteção e nunca substitua um fusível por fio, papel-alumínio ou qualquer ponte.
Atenção
Neste tutorial, qualquer prática opcional fica restrita a circuitos somente resistivos, de baixa energia, alimentados por uma fonte isolada de até 12 Vcc com limitação de corrente documentada.
Não use tomadas, rede elétrica, fontes sem isolamento conhecido, baterias automotivas nem baterias capazes de fornecer alta corrente. Situações de ligação perigosa são estudadas aqui somente por diagramas.
Qual esquema mostra a ligação perigosa para um multímetro configurado para medir corrente?
Escreva pelo menos 40 caracteres (0/40).

Passo 2 de 7
Selecione função, borne e faixa de corrente contínua usando a corrente prevista e os limites documentados do multímetro.
Para medir corrente contínua, o seletor deve estar em uma função identificada como A⎓, DCA ou equivalente descrito no manual. Não confunda essa posição com V⎓: elas usam caminhos internos diferentes no multímetro.
Use a ponta preta em COM. A ponta vermelha deve ir ao borne de corrente que o manual informa como protegido por fusível e adequado à corrente prevista. Os nomes dos bornes variam: examine as inscrições do seu instrumento e confirme a combinação permitida no manual.

A identificação exata muda conforme o modelo. O manual é a referência para saber quais bornes são protegidos, seus limites e o tempo máximo de uso.
Atenção
A faixa precisa comportar a corrente prevista com margem. Porém, não escolha automaticamente a maior faixa: em alguns instrumentos, a entrada de alta corrente tem proteção diferente ou nem possui fusível.
Confira em conjunto: limite da faixa, do borne, do fusível, das pontas de prova e o tempo máximo de medição contínua. Se não houver uma entrada protegida e compatível, a medição direta não deve ser feita.
Exemplo
Considere o circuito de referência, alimentado por 5 V: dois ramos em paralelo, um com resistor de 1 kΩ e outro com 2,2 kΩ. Ambos os resistores são de 1/4 W e tolerância de 5%.
Pela lei de Ohm, no ramo de 1 kΩ a corrente nominal é 5 V ÷ 1 kΩ = 5 mA. A corrente nominal total é aproximadamente 7,3 mA. Para planejar a medição do ramo de 1 kΩ, use o maior valor esperado: com tolerância de 5%, o resistor pode ser 950 Ω; portanto, 5 V ÷ 950 Ω ≈ 5,3 mA.
Dados para decidir a configuração do ramo de 1 kΩ.
| Grandeza | Valor | Uso na decisão |
|---|---|---|
| Tensão de alimentação | 5 Vcc | Condição do circuito |
| Resistor do ramo | 1 kΩ, ±5% | Pode chegar a 950 Ω |
| Corrente nominal do ramo | 5 mA | Referência de leitura |
| Corrente máxima prevista | ≈ 5,3 mA | Base para faixa e borne |
| Limite da fonte | 10 mA | Limite adicional da prática |
| Corrente total nominal | ≈ 7,3 mA | Não é a corrente do ramo |
Um manual descreve estas entradas para um multímetro:
Para medir o ramo de 1 kΩ do circuito de referência, cuja corrente máxima prevista é aproximadamente 5,3 mA, qual configuração é compatível?
Escreva pelo menos 20 caracteres (0/20).
Atenção
Regra de interrupção: se o manual não confirmar uma entrada de corrente protegida e compatível com a previsão, não faça a medição direta. Não improvise fusível, não faça ponte no lugar dele e não use uma entrada sem proteção como substituta.
A atividade pode continuar pela análise do esquema e dos dados fornecidos; a conexão prática só ocorre quando os requisitos do instrumento são atendidos.
Associe cada dado à conclusão mais adequada para medir o ramo de 1 kΩ.
Relacione cada situação à decisão correta.
Toque em um item e depois no par correspondente.

Passo 3 de 7
Para medir apenas o ramo de 1 kΩ, o amperímetro precisa fazer parte do caminho desse ramo. Com a alimentação desligada e desconectada da montagem, abra uma única ligação entre a fonte e o resistor de 1 kΩ — ou entre esse resistor e o retorno.
Ligue as duas pontas do amperímetro nas duas extremidades da abertura. Assim, a corrente que antes passava pelo fio passa pelo instrumento e depois pelo resistor.
Não deixe um jumper unindo a abertura: ele criaria um caminho alternativo e desviaria a corrente do amperímetro.

O instrumento substitui o trecho de fio aberto; ele não fica ao lado do resistor nem atravessando os terminais da fonte.
Exemplo
Exemplo de ligação correta
Circuito original: o resistor de 1 kΩ vai do nó positivo ao nó de retorno.
Mudança para medir esse ramo:
O percurso passa a ser: nó positivo → amperímetro → resistor de 1 kΩ → retorno. O ramo de 2,2 kΩ continua conectado diretamente e não passa pelo amperímetro.
Há duas posições parecidas no esquema, mas elas respondem perguntas diferentes:
Para uma leitura positiva, a corrente convencional deve entrar pelo borne de corrente da ponta vermelha e sair por COM. Se a ligação ficar invertida, instrumentos que mostram sinal podem indicar valor negativo; isso não muda o ramo medido.
Na protoboard, localize a mesma conexão mostrada no esquema: remova o jumper que alimenta exclusivamente o ramo de 1 kΩ, não um jumper compartilhado pelos dois ramos.

No ramo, o instrumento mede uma parcela da corrente. Antes da divisão, ele mede a soma das correntes dos dois ramos.
Com a alimentação desligada, qual montagem posiciona o amperímetro para medir somente a corrente do ramo com resistor de 1 kΩ?

Passo 4 de 7
Prática opcional — use somente equipamentos próprios compatíveis: fonte isolada em 5 V, limite ajustado para 10 mA, protoboard, jumpers, resistores de 1 kΩ e 2,2 kΩ (1/4 W) e multímetro cuja entrada de corrente escolhida seja protegida e compatível, conforme o manual.
O ramo de 1 kΩ já deve estar identificado para a inserção em série. Se o seu instrumento não tiver uma entrada de corrente protegida e compatível, não faça a medição direta: acompanhe o registro de execução apresentado adiante.

A configuração vem antes da energização: abra apenas o ramo de 1 kΩ e integre o multímetro nesse caminho.
Atenção
Não abra o ramo, não troque borne, faixa ou ponta de prova com a alimentação conectada. Primeiro desabilite a saída da fonte e desconecte a alimentação da montagem; só então altere conexões.
Com a saída desabilitada e a alimentação desconectada, siga este ciclo:
Somente após essa conferência a corrente pode circular pelo instrumento.

O instrumento substitui o trecho aberto do ramo; ele não deve ser contornado por outro jumper.
Durante a leitura, mantenha pontas, jumpers e resistores imóveis. Registre o valor, a unidade e o sinal exibidos, respeitando o tempo máximo de permanência na entrada de corrente indicado pelo fabricante.
Para o ramo de 1 kΩ em 5 V, uma leitura próxima de 5 mA é esperada. Não use esse valor para “forçar” uma leitura: a indicação real deve ser observada com a montagem estável.
Exemplo
Registro de uma execução segura (para interpretar, mesmo sem equipamentos):
Qual afirmação interpreta corretamente o registro de execução?
Atenção
Pare imediatamente se houver indicação de sobrecarga, aquecimento, atuação inesperada do limite de corrente ou qualquer leitura inesperada. Desabilite e desconecte a alimentação. Não aumente o limite de corrente para tentar obter uma leitura e não mova conexões enquanto o circuito estiver energizado.
Ao terminar a leitura:
Assim, a montagem volta ao seu circuito original e o multímetro não fica preparado para corrente por engano.
Ordene o ciclo de medição direta do ramo de 1 kΩ.

Passo 5 de 7
Entenda por que um amperímetro real pode reduzir ligeiramente a corrente do ramo que ele mede.
Um amperímetro não é um fio ideal. Mesmo na faixa apropriada, seu caminho interno tem uma pequena resistência. Ao inseri-lo em série, ele produz uma queda de tensão própria.
Com a fonte mantendo 5 V, essa queda deixa uma tensão um pouco menor disponível para o resistor do ramo. Pela lei de Ohm, a corrente pode então ficar ligeiramente menor do que ficaria com o ramo recomposto, sem o instrumento.

À direita, a queda no amperímetro reduz um pouco a tensão que sobra para o resistor.
Exemplo
Imagine um ramo de 1 kΩ alimentado por uma fonte de 5 V.
A diferença é pequena neste exemplo, mas é real: a leitura direta descreve a corrente nas condições em que o amperímetro está conectado.
Dica
A queda introduzida não é um valor fixo. Ela pode variar conforme o modelo do multímetro, a função e a faixa escolhida. Consulte o manual: procure especificações como queda de tensão na entrada de corrente, tensão de burden ou resistência da faixa.
Isso não torna a medição inválida. Significa apenas que a leitura precisa ser interpretada como parte do circuito que está sendo medido.
Uma fonte mantém 5 V e alimenta um resistor. Ao inserir um amperímetro real em série, aparece uma pequena queda de tensão no instrumento. O que tende a acontecer com a corrente no resistor?
Ao comparar uma medição direta futura com uma estimativa feita pela tensão no resistor, não exija igualdade perfeita. Na leitura direta, o amperímetro está inserido e pode alterar levemente a condição do ramo; na estimativa, o ramo estará recomposto.
Use a faixa adequada e respeite os limites do manual. A próxima etapa mostra como estimar a corrente pela tensão medida no resistor, sem abrir esse ramo.

Passo 6 de 7
Estime a corrente de um ramo pela tensão medida em seu resistor conhecido e compare esse resultado com a medição direta em série.
Além da leitura direta com o amperímetro em série, você pode estimar a corrente de um ramo medindo a tensão sobre um resistor conhecido que já está nesse ramo.
Com o ramo normal recomposto, use:
I = V_R / R
Essa é uma medição indireta: o voltímetro fica em paralelo com o resistor, como na medição de tensão já praticada. Não é preciso abrir o ramo nem adicionar um resistor de medição.
A tensão deve ser medida nos dois terminais do resistor pertencente ao ramo analisado.
| Grandeza | Como obter | Exemplo |
|---|---|---|
| V_R | Medir sobre o resistor | 4,98 V |
| R | Valor conhecido do resistor | 1,0 kΩ |
| I estimada | Calcular V_R / R | 4,98 mA |

Para estimar a corrente, meça a queda de tensão no resistor conhecido com o ramo fechado.
Antes de conectar as pontas para esta verificação, desabilite e desconecte a alimentação. Retire o amperímetro, recomponha o jumper do ramo e então prepare o multímetro:
Só depois conecte as pontas aos terminais do resistor, em paralelo. Confira a montagem e habilite a alimentação. Não deixe a ponta vermelha no borne de corrente para esta medição.
Dica
Use a tensão que o voltímetro realmente mostra. Mesmo com a fonte ajustada para 5 V, não substitua automaticamente a medição por “5 V”: a tensão efetiva pode variar um pouco conforme a fonte, os fios e as condições da montagem.
Exemplo
No ramo de 1,0 kΩ, após retirar o amperímetro e recompor o circuito, o voltímetro mostra 4,98 V sobre o resistor.
Cálculo:
I = V_R / R
I = 4,98 V / 1,0 kΩ = 4,98 mA
Registre a unidade e identifique o ramo. Por exemplo: “ramo de 1,0 kΩ; alimentação ajustada para 5 V; estimativa indireta: 4,98 mA”.
Um resistor conhecido de 2,2 kΩ tem tensão medida de 4,84 V entre seus terminais. Calcule a estimativa da corrente desse ramo e informe o resultado em mA.
Escreva pelo menos 1 caracteres (0/1).
Compare medições feitas no mesmo ramo e anote as condições de cada uma:
Os números podem ficar próximos, mas não precisam ser idênticos. Na leitura direta, o amperímetro introduz uma pequena queda de tensão. Além disso, o resistor tem tolerância e cada instrumento possui limites de resolução e precisão. Uma pequena diferença, sozinha, não demonstra falha.
No ramo de 1 kΩ, a leitura direta foi 4,92 mA. Depois de retirar o amperímetro, recompor o ramo e medir 4,98 V no resistor, a estimativa foi 4,98 mA. Qual conclusão é mais adequada?
Escreva pelo menos 30 caracteres (0/30).

Passo 7 de 7
Aplique o procedimento completo em um circuito resistivo de baixa tensão: escolha uma configuração compatível, insira o amperímetro no ramo correto, compare com a estimativa por tensão e encerre a montagem com segurança.
Uma fonte isolada de 5,00 V, limitada a 15 mA, alimenta dois ramos em paralelo:
Para R1, a corrente nominal prevista é cerca de 7,35 mA. Considerando R1 no menor valor pela tolerância, a maior previsão é cerca de 7,74 mA.
O multímetro disponível tem entrada mA protegida por fusível de 200 mA, autorizada por até 30 segundos, além de COM e V/Ω. Portanto, a medição direta é compatível somente com COM + borne mA protegido, função de corrente contínua e faixa acima de 7,74 mA.
Não use uma entrada de alta corrente só por ser a maior faixa: ela pode ter outra proteção ou limite, conforme o manual.
O amperímetro ocupa a abertura feita no ramo de R1. Para a verificação indireta, após restaurar o ramo, o voltímetro fica em paralelo apenas com R1.

O instrumento de corrente entra no caminho do ramo; o de tensão observa os terminais do resistor.
As leituras registradas em uma execução segura foram:
A estimativa indireta, usando o valor nominal, é:
I = V_R / R = 4,90 V / 680 Ω = 0,00721 A ≈ 7,21 mA.
Os valores são próximos, mas não precisam coincidir exatamente: foram obtidos com configurações físicas diferentes e R1 tem tolerância.
Use os blocos para ordenar o ciclo completo da medição direta do ramo de 680 Ω. Considere que a fonte começa com a saída desabilitada.
Coloque as ações na ordem adequada.
Durante esse caso, uma proposta é colocar as pontas ligadas a COM e mA diretamente entre os terminais da fonte de 5 V para “ver a corrente disponível”. Qual decisão é correta?
Escolha a ação apropriada.
Escreva um plano curto para o caso final. Inclua:
Não é necessário executar a prática: descreva apenas um procedimento seguro.
Escreva pelo menos 250 caracteres (0/250).
Resumo
Parabéns! Você concluiu: Medição de corrente sem curto-circuitar a fonte
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