Exercícios
Teste seus conhecimentos sobre o processo de Independência do Brasil entre 1808 e 1825. Explore acontecimentos decisivos, como a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, a abertura dos portos, a Revolução Liberal do Porto, o Dia do Fico e o Sete de Setembro. O questionário também aborda a atuação de D. Pedro I, José Bonifácio, Maria Leopoldina e Thomas Cochrane, além das lutas pela independência na Bahia, do reconhecimento português e da influência britânica. Revise ainda a Constituição de 1824, o Poder Moderador e as permanências sociais que limitaram as transformações políticas do novo Império brasileiro.
Responda às questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
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A corte transferiu-se para o Brasil para escapar da invasão francesa, ordenada após Portugal resistir às exigências do Bloqueio Continental de Napoleão.
A abertura dos portos rompeu o exclusivo comercial metropolitano e permitiu que o Brasil negociasse diretamente com países considerados amigos de Portugal.
A elevação a Reino Unido alterou o status jurídico do Brasil e ajudou a legitimar o Rio de Janeiro como sede da monarquia portuguesa.
Representações consagradas do Sete de Setembro foram produzidas posteriormente e idealizaram o episódio, valorizando o heroísmo do príncipe e a unidade nacional.
As Cortes portuguesas exigiram o retorno do rei e adotaram medidas que subordinavam novamente as províncias brasileiras a Lisboa, gerando resistência no Brasil.
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro recusou a ordem das Cortes para retornar a Portugal e anunciou que permaneceria no Brasil, no episódio conhecido como Dia do Fico.
José Bonifácio foi conselheiro e ministro de D. Pedro, defendendo a separação de Portugal sob uma monarquia centralizada que preservasse a unidade territorial.
Como regente interina, Leopoldina presidiu o Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822 e encaminhou a D. Pedro decisões e correspondências favoráveis à ruptura.
Na Bahia ocorreram importantes confrontos entre forças portuguesas e favoráveis à Independência. A retirada portuguesa de Salvador, em 2 de julho de 1823, marcou a vitória local.
O Sete de Setembro simboliza a declaração de ruptura, mas a separação ainda exigiu combates em diferentes províncias, organização do novo Estado e reconhecimento diplomático.
A esquadra comandada por Cochrane pressionou posições portuguesas e ajudou a integrar províncias como Maranhão e Pará ao novo Império.
O Brasil independente organizou-se como uma monarquia constitucional hereditária, com D. Pedro I como imperador e uma Constituição outorgada em 1824.
O tratado de 1825 incluiu uma indenização de dois milhões de libras a Portugal, financiada por meio de um empréstimo britânico assumido pelo Brasil.
A diplomacia britânica mediou as negociações entre Brasil e Portugal e teve participação central no empréstimo relacionado à indenização prevista no tratado.
A Constituição de 1824 instituiu o Poder Moderador, exercido pelo imperador e apresentado como instrumento para manter o equilíbrio entre os demais poderes.
A separação política não eliminou a escravidão nem a concentração econômica e política. A participação popular permaneceu limitada, e muitas estruturas sociais coloniais foram preservadas.
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