Produtividade no Terminal: Aliases, Funções e Atalhos para Trabalhar Mais Rápido em TI

Aprenda a usar aliases, funções e atalhos no terminal para acelerar tarefas, reduzir erros e ganhar produtividade em TI.

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Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Imagem do artigo Produtividade no Terminal: Aliases, Funções e Atalhos para Trabalhar Mais Rápido em TI

Ferramentas de TI não são apenas “programas que você instala”: muitas das maiores melhorias de produtividade vêm de ajustes simples no terminal. Ao dominar aliasesfunções e alguns atalhos, tarefas repetitivas ficam mais rápidas, comandos longos viram “atalhos” e o dia a dia ganha consistência — especialmente quando você alterna entre projetos, servidores e ambientes diferentes.

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O que são aliases e por que eles aceleram o trabalho

Alias é um “apelido” para um comando. Em vez de digitar uma sequência grande, você chama um atalho curto. Isso ajuda em três frentes: (1) reduz tempo, (2) diminui erros de digitação e (3) padroniza rotinas.

Exemplos comuns (em shells como bash e zsh) costumam ficar no arquivo ~/.bashrc~/.zshrc ou equivalente:

alias ll='ls -lah'
alias gs='git status'
alias ..='cd ..'

Dica importante: aliases são ótimos para comandos curtos e repetitivos. Para algo com lógica (condições, parâmetros, múltiplas etapas), é melhor usar uma função.

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Funções no shell: quando o alias não é suficiente

Funções permitem criar comandos personalizados com parâmetros, validação e até comportamento diferente dependendo do contexto. Exemplo simples: criar uma função que monta e entra em um diretório, caso ele não exista.

mkcd() {
mkdir -p "$1" && cd "$1"
}

Agora, ao rodar mkcd projeto, o diretório é criado (se necessário) e você já entra nele.

Outra vantagem das funções é que elas podem combinar comandos com segurança. Por exemplo, você pode inserir verificações para evitar apagar arquivos por engano, ou confirmar ações destrutivas.

Arquivos de configuração: onde colocar seus atalhos

Para manter a organização, a prática mais comum é:

  • Colocar aliases e funções em ~/.bashrc (bash) ou ~/.zshrc (zsh).
  • Criar um arquivo dedicado, como ~/.aliases e ~/.functions, e “carregar” no arquivo principal.

Exemplo de carregamento:

[ -f ~/.aliases ] && source ~/.aliases

Isso facilita versionar seu setup e reaplicar em outra máquina (inclusive em ambientes corporativos e servidores), mantendo tudo padronizado.

Atalhos de teclado no terminal que economizam minutos por dia

Além de aliases e funções, aprender alguns atalhos costuma ter retorno imediato:

  • Ctrl + A: vai para o início da linha.
  • Ctrl + E: vai para o fim da linha.
  • Ctrl + U: apaga do cursor até o início.
  • Ctrl + K: apaga do cursor até o fim.
  • Ctrl + R: busca reversa no histórico (excelente para repetir comandos longos).
  • !!: repete o último comando (útil com sudo !! quando esquece o sudo).

Esses atalhos têm efeito cumulativo: poucos segundos economizados por comando viram vários minutos ao longo do dia — principalmente em rotinas de suporte, administração de sistemas e desenvolvimento.

Histórico inteligente e qualidade de vida

O histórico do terminal é uma ferramenta subestimada. Algumas configurações ajudam a reaproveitar comandos com mais facilidade:

  • Aumentar o tamanho do histórico.
  • Evitar duplicatas.
  • Salvar comandos imediatamente (útil ao alternar entre múltiplas sessões).

No bash, algumas variáveis comuns são HISTSIZE e HISTFILESIZE. Já em zsh, recursos como shared history podem ser ativados para compartilhar histórico entre janelas.

Padronize seu ambiente (e leve com você)

Quando você cria um conjunto de aliases e funções úteis, dá para transformá-lo em um “kit portátil”:

  • Salvar os arquivos em um repositório.
  • Instalar em novas máquinas via script de setup.
  • Documentar rapidamente os principais comandos em um README.

Isso é especialmente útil ao trabalhar com várias máquinas, reinstalações, WSL, ambientes Linux remotos e servidores.
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Boas práticas para não criar atalhos perigosos

Alguns cuidados evitam armadilhas:

  • Evite sobrescrever comandos comuns com comportamentos diferentes (ex.: trocar rm por algo não padronizado sem avisar).
  • Use nomes claros para funções (ex.: backup_logs em vez de bl) quando a ação for sensível.
  • Documente seus atalhos mais importantes no próprio arquivo (comentários) ou em um guia curto.
  • Teste em diretórios de exemplo antes de aplicar em produção.

Próximos passos de aprendizado

Dominar aliases, funções e atalhos é uma forma rápida de evoluir em Ferramentas de TI porque melhora o que você faz todos os dias: navegar, buscar, executar, automatizar e repetir com confiança.

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