Trabalhar com linha de comando (CLI) é uma das formas mais rápidas de elevar a produtividade em TI. Mesmo quando há interfaces gráficas disponíveis, o terminal costuma ser mais direto para diagnosticar problemas, administrar ambientes, automatizar rotinas e navegar por sistemas com precisão. A boa notícia é que dá para começar do zero e evoluir de forma consistente com prática diária.
Se você está explorando opções de aprendizado, vale conhecer a trilha de https://cursa.app/curso-ferramentas-de-ti-online-e-gratuito e também a categoria completa de https://cursa.app/cursos-online-informatica-ti-gratuito. A CLI aparece em vários contextos — suporte, desenvolvimento, redes, segurança e dados — como uma habilidade transversal.
Por que dominar o terminal faz diferença
A CLI reduz cliques, facilita a repetição de tarefas e permite compor comandos (encadear saídas e entradas) para resolver problemas complexos com passos simples. Além disso, muitos servidores e ambientes remotos são acessados majoritariamente por terminal, o que torna essa habilidade especialmente valiosa.
Na prática, a linha de comando ajuda a:
- Investigar o que está acontecendo no sistema (processos, discos, rede);
- Administrar permissões e arquivos em lote;
- Padronizar rotinas com comandos repetíveis;
- Trabalhar melhor com logs e diagnósticos;
- Agir rápido em incidentes e troubleshooting.

Comandos essenciais para o dia a dia (Windows, Linux e macOS)
A ideia aqui não é decorar tudo, mas criar um repertório inicial que resolve 80% das situações comuns. Para cada comando, procure praticar em um diretório de testes para ganhar confiança.
1) Navegação e contexto
- Onde estou? <code>pwd</code> (Linux/macOS) | <code>cd</code> (Windows mostra o diretório atual)
- Listar arquivos: <code>ls</code> (Linux/macOS) | <code>dir</code> (Windows)
- Entrar em pasta: <code>cd nome-da-pasta</code>
- Voltar um nível: <code>cd ..</code>
2) Criar, copiar, mover e apagar (com cuidado)
- Criar pasta: <code>mkdir</code>
- Criar arquivo vazio: <code>touch arquivo.txt</code> (Linux/macOS) | <code>type nul > arquivo.txt</code> (Windows)
- Copiar: <code>cp</code> (Linux/macOS) | <code>copy</code> (Windows)
- Mover/renomear: <code>mv</code> (Linux/macOS) | <code>move</code> (Windows)
- Remover: <code>rm</code> (Linux/macOS) | <code>del</code> (Windows)
Dica de segurança: antes de remover em lote, liste o que será afetado. No Linux/macOS, opções como <code>-i</code> (interativo) ajudam a evitar acidentes.
3) Buscar e filtrar informações
- Procurar texto em arquivos (Linux/macOS): <code>grep “termo” arquivo.txt</code>
- Procurar texto (Windows PowerShell): <code>Select-String “termo” arquivo.txt</code>
- Paginar saída longa: <code>less</code> (Linux/macOS) | <code>more</code> (Windows)
- Ver início/fim: <code>head</code> / <code>tail</code> (Linux/macOS)
Em troubleshooting, buscar padrões em logs é um superpoder. Para aprender mais sobre boas práticas de logs, uma referência externa útil é a documentação de logging do projeto CNCF: https://opentelemetry.io/.
4) Rede: testes rápidos que economizam tempo
- Testar conectividade: <code>ping</code>
- Ver rota: <code>traceroute</code> (Linux/macOS) | <code>tracert</code> (Windows)
- DNS rápido: <code>nslookup</code>
- Conferir conexões: <code>netstat</code> (varia conforme o sistema) | alternativas modernas como <code>ss</code> (Linux)
Esses comandos ajudam a diferenciar problema de rede, DNS e aplicação sem depender de ferramentas extras.
5) Processos e recursos do sistema
- Ver processos: <code>ps</code> / <code>top</code> (Linux/macOS) | <code>tasklist</code> (Windows)
- Encerrar processo: <code>kill</code> (Linux/macOS) | <code>taskkill</code> (Windows)
- Espaço em disco: <code>df -h</code> (Linux/macOS) | verificação via <code>wmic</code> ou ferramentas do PowerShell (Windows)
Entender o que consome CPU/RAM e quando um serviço precisa ser reiniciado é parte central do trabalho técnico — inclusive em ambientes de laboratório e estudo.
Como montar uma rotina de estudo (sem travar)
Uma forma simples de avançar é seguir este ciclo:
- Aprenda um comando por dia (conceito + 3 exemplos);
- Use em um caso real (organizar arquivos, buscar texto, checar rede);
- Anote em um “cheat sheet” próprio;
- Revise no fim da semana com pequenos desafios.
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Terminal + automação: o próximo passo natural
Depois de ganhar fluidez nos comandos básicos, o passo seguinte costuma ser transformar sequências repetitivas em automações. Mesmo sem entrar em detalhes avançados aqui, vale saber que esse caminho normalmente passa por scripts e versionamento de arquivos de configuração.
Para quem deseja expandir para automação e reprodutibilidade, estes tópicos se conectam bem ao aprendizado de CLI:
- Shell Script (automatizar rotinas e padronizar tarefas): https://cursa.app/cursos-gratuitos-online/shell-script
- Git (registrar mudanças e colaborar com segurança): https://cursa.app/cursos-gratuitos-online/git
Checklist de prática (para hoje)
- Crie uma pasta de testes e navegue com <code>cd</code> e listagem (<code>ls</code>/<code>dir</code>).
- Crie 5 arquivos, renomeie 2, mova 1 e apague 1 com cuidado.
- Faça uma busca por um termo em arquivos (grep/Select-String).
- Teste a rede com <code>ping</code> e valide DNS com <code>nslookup</code>.
Com esse básico bem praticado, o terminal deixa de ser “tela preta” e vira um painel de controle — uma ferramenta de TI que você leva para qualquer sistema.





















