Exercícios
Este questionário sobre Pronúncia Restaurada do Latim Clássico ajuda você a verificar seus conhecimentos sobre a sonoridade do latim na Antiguidade. Explore a pronúncia de letras e grupos como C, G, V, I, QU e S, além da realização do ditongo AE em palavras como Caesar. As questões também abordam a diferença entre vogais e consoantes breves ou longas, o uso do mácron, consoantes geminadas e as regras de acentuação em exemplos como amīcus, dominus e puella. Responda e descubra como ler palavras latinas de acordo com o padrão clássico restaurado.
Responda às questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
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No latim clássico, a letra C representava sempre o som /k/, inclusive antes de E e I. Assim, Cicero começa e termina suas ocorrências de C com esse som.
Quando funciona como consoante, o V clássico é reconstruído como /w/. Por isso, vinum teria uma pronúncia inicial próxima de /wi/.
No período clássico, AE era normalmente um ditongo /ae̯/. Sua redução a um som semelhante a /e/ ocorreu em fases posteriores e aparece na pronúncia eclesiástica.
O G latino clássico conservava o som oclusivo /g/ diante de qualquer vogal. A pronúncia suave diante de E ou I pertence a tradições posteriores.
Antes de outra vogal no início de palavras como Iulius, o I atua como consoante e representa /j/, som semelhante ao Y de certas palavras estrangeiras.
O grupo QU representa uma consoante labiovelar /kʷ/. Há uma articulação de /k/ acompanhada de arredondamento dos lábios, e não um U completamente mudo.
O S latino clássico é geralmente pronunciado como /s/, mesmo entre vogais. Portanto, não se aplica a sonorização para /z/ comum em palavras portuguesas.
As consoantes duplas eram geminadas, isto é, tinham maior duração. A oposição entre N simples e NN distingue anus de annus e pode alterar o significado.
Em palavras com três ou mais sílabas, uma penúltima longa recebe o acento. Como o mácron indica que ī é longa, pronuncia-se amī́cus.
Se a penúltima sílaba de uma palavra com três ou mais sílabas é breve, o acento recua para a antepenúltima. Portanto, a pronúncia é dóminus.
O mácron assinala quantidade vocálica longa, não o acento diretamente. A quantidade pode influenciar a posição do acento quando ocorre na penúltima sílaba.
A geminação de LL fecha a sílaba anterior e torna a penúltima longa por posição. Pela regra de acentuação latina, o acento recai nessa penúltima: puélla.
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