Exercícios
Explore os principais temas da Escolástica Medieval neste questionário sobre fé, razão e o problema dos universais. Teste seus conhecimentos sobre o método das universidades medievais, a iluminação agostiniana, a fórmula de Anselmo, o argumento ontológico e a síntese entre fé e razão em Tomás de Aquino. As questões também abordam as Cinco Vias, essência e existência, realismo e conceitualismo, o mal como privação, a eternidade em Boécio, o Ser Necessário de Avicena, o averroísmo latino, a teologia negativa de Maimônides, a univocidade do ser em Duns Scotus, a navalha de Ockham, a dupla verdade, a disputatio e a lei natural. Ideal para revisar conceitos, autores e debates fundamentais da filosofia medieval.
Responda às questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
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A escolástica procurava esclarecer questões mediante análise lógica, confronto de autoridades, apresentação de objeções e elaboração de respostas sistemáticas.
Para Agostinho, as verdades eternas não se originam das percepções mutáveis. A iluminação divina torna possível à mente reconhecer princípios necessários e universais.
A expressão significa fé em busca de compreensão. Para Anselmo, a investigação racional aprofunda uma fé previamente assumida, em vez de simplesmente eliminá-la.
O argumento ontológico anselmiano procura concluir a existência de Deus a partir do conceito de um ser absolutamente máximo, sem partir da observação do mundo físico.
Tomás distingue verdades acessíveis à razão e verdades conhecidas por revelação, mas sustenta que não pode haver contradição real entre elas, pois ambas procedem da verdade.
A primeira via parte da mudança: aquilo que é movido passa da potência ao ato por algo já em ato. A série explicativa conduz a um primeiro motor não movido.
Nas criaturas, o que uma coisa é não implica que ela exista. Em Deus, entendido como o próprio ato de ser, essência e existência não se distinguem.
O realismo moderado afirma que a natureza comum tem fundamento nos indivíduos concretos e é apreendida universalmente pelo intelecto mediante abstração.
Abelardo recusou tanto universais como coisas separadas quanto a redução simplista a meros sons. Sua posição enfatiza a função conceitual e significativa dos termos universais.
O mal não é uma substância positiva independente. Ele é uma deficiência ou desordem em algo que, enquanto existe, possui algum grau de bondade.
Boécio distingue eternidade de duração infinita. Deus não conheceria os fatos como futuros, mas os contemplaria em um presente eterno, sem tornar causalmente necessárias as escolhas humanas.
Avicena distingue existentes possíveis, que dependem de uma causa, e o existente necessário por si, cuja existência não depende de outro e fundamenta os demais.
Leitores latinos de Averróis defenderam ou discutiram a tese de um intelecto separado e único para todos. Essa interpretação gerou debates sobre individualidade e imortalidade pessoal.
Maimônides considera inadequado atribuir a Deus qualidades no mesmo sentido aplicado às criaturas. Afirmações negativas preservam melhor a transcendência e a unidade divinas.
A univocidade não torna Deus e criaturas idênticos. Ela sustenta que o conceito de ser precisa manter um sentido comum mínimo para permitir raciocínios metafísicos sobre ambos.
A chamada navalha de Ockham recomenda não multiplicar entidades sem necessidade. Se as explicações têm alcance equivalente, a ontologicamente mais econômica deve ser preferida.
A tese designa a suposta aceitação de conclusões contraditórias em filosofia e teologia. Sua atribuição histórica é controversa, e muitos autores medievais procuraram justamente harmonizar os dois campos.
A disputatio organizava o debate em torno de uma questão, com objeções, argumentos contrários, solução do mestre e respostas às objeções. Era central ao ensino escolástico.
A lei natural é a participação racional na ordem da lei eterna. Seu primeiro princípio prático orienta a buscar o bem e evitar o mal, servindo de base para preceitos morais.
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