Aprender Libras é uma forma direta de tornar a comunicação mais acessível no cotidiano, em situações simples como cumprimentar alguém, pedir uma informação ou manter uma conversa rápida. Com alguns sinais essenciais e um pouco de prática, já é possível interagir com mais segurança e respeito com pessoas surdas em diferentes contextos.
Este guia reúne um caminho prático para começar: cumprimentos, apresentações, perguntas comuns, números, horários e frases úteis. A proposta é facilitar a aplicação imediata, reforçando pontos fundamentais como expressão facial, direção do olhar e clareza dos movimentos.
1) Antes dos sinais: três pilares para ser entendido
1. Expressão facial e corporal: em Libras, a face não é “detalhe”; ela faz parte da gramática. Perguntas, intensidade e emoções costumam aparecer na expressão facial e na postura.
2. Direcionamento: olhar e apontamentos ajudam a estabelecer quem é quem na conversa, além de indicar objetos, locais e pessoas.
3. Clareza de movimentos: mãos bem enquadradas (na “área de sinalização”), movimentos firmes e ritmo natural costumam facilitar a compreensão.

2) Cumprimentos e despedidas para usar imediatamente
Comece pelas situações mais frequentes. Treine em frente ao espelho, gravando pequenos vídeos para ajustar ritmo, expressão e posicionamento.
- Olá / Oi
- Bom dia / Boa tarde / Boa noite
- Tudo bem?
- Obrigado(a)
- Por favor
- Com licença
- Desculpa
- Tchau / Até mais
Dica prática: faça “microtreinos” de 2 a 5 minutos por dia com esse bloco, até ficar automático.
3) Apresentação pessoal: as frases que abrem a conversa
Uma apresentação simples já cria conexão. Em Libras, é comum informar nome e, quando necessário, usar o sinal pessoal (que geralmente é atribuído pela comunidade, não “inventado”).
- Meu nome é…
- Eu sou… (ex.: estudante, professor, atendente)
- Eu moro em…
- Prazer em conhecer
Se ainda não possui sinal pessoal, use seu nome soletrado (datilologia) com calma e boa articulação.
4) Perguntas essenciais: como pedir informação com educação
Perguntas são uma das maiores necessidades do dia a dia. A expressão facial interrogativa costuma aparecer com sobrancelhas e olhar, variando conforme o tipo de pergunta.
- O quê?
- Quem?
- Onde?
- Quando?
- Por quê?
- Como?
- Quanto?
Treino rápido: faça um “roteiro” com 10 perguntas que você mais usaria (ex.: localização, preço, horário) e pratique diariamente.
5) Números, horas e datas: o kit de sobrevivência
Números aparecem o tempo todo: valores, andares, telefones e horários. Separe o treino em blocos: 0–10, depois 11–20, depois dezenas e assim por diante. Em seguida, passe para horas e minutos.
Para praticar no cotidiano, escolha um hábito: ao ver um preço, um horário de ônibus ou uma senha de atendimento, tente “sinalizar mentalmente” o número.
6) Frases úteis em ambientes comuns (loja, atendimento, escola e rua)
Além de palavras soltas, vale memorizar blocos prontos. Algumas ideias de situações:
- Atendimento: “Pode repetir?”, “Mais devagar, por favor”, “Entendi”, “Não entendi”.
- Direções: “Fica onde?”, “É perto?”, “Direita/esquerda”, “Em frente”.
- Compra: “Quanto custa?”, “Tem outro tamanho/cor?”, “Cartão ou dinheiro?”.
- Rotina: “Vamos?”, “Espera um pouco”, “Preciso de ajuda”.
Um bom exercício é simular diálogos curtos: 30 segundos a 1 minuto, repetindo até ficar natural.
7) Etiqueta e boas práticas ao conversar em Libras
Algumas atitudes tornam a comunicação mais confortável e respeitosa:
- Mantenha contato visual enquanto a outra pessoa sinaliza.
- Evite falar e sinalizar ao mesmo tempo se isso atrapalhar a clareza; priorize a comunicação visual.
- Peça para repetir sem constrangimento e use sinais como “de novo” e “mais devagar”.
- Ambiente importa: boa iluminação e mãos visíveis ajudam muito.
Para aprofundar boas práticas de acessibilidade e direitos, uma referência útil é a página oficial do governo sobre a Língua Brasileira de Sinais:
https://www.gov.br/
(busque por “Libras” e “acessibilidade”).

8) Próximos passos: transforme prática em progresso
Para evoluir além do básico, a chave é consistência: revise sinais, amplie vocabulário por temas (família, trabalho, saúde, transporte) e pratique compreensão visual com vídeos. Uma trilha organizada ajuda a não se perder e a manter um ritmo de aprendizagem.
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Conclusão
Libras se fortalece na prática: comece com cumprimentos, apresentações e perguntas, e leve esses sinais para situações reais. Com pequenos treinos diários e atenção à expressão facial e à clareza dos movimentos, a comunicação evolui rapidamente — e o impacto de inclusão no dia a dia é imediato.

















