Exercícios
Avalie seus conhecimentos sobre condução de vozes a quatro partes na harmonia tonal. Este questionário aborda princípios essenciais da escrita para soprano, contralto, tenor e baixo, incluindo espaçamento, duplicação de notas, disposição fechada, inversões de tríades e acordes cadenciais. Teste sua compreensão sobre resolução da sensível e da sétima, notas de tendência, movimento contrário, notas comuns e a preparação de progressões harmônicas. As questões também exploram erros tradicionais, como quintas e oitavas paralelas ou diretas, cruzamento de vozes, sobreposição e espaçamento inadequado entre as vozes superiores. Ideal para estudantes de teoria musical, harmonia funcional, composição e escrita coral que desejam aprimorar a fluidez, o equilíbrio e a correção da textura tonal.
Responda às questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
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A condução de vozes busca criar linhas individuais cantáveis e conexões suaves entre os acordes, sem comprometer a função e a clareza da harmonia.
Entre as três vozes superiores, o espaçamento normalmente não ultrapassa uma oitava. Entre tenor e baixo, uma distância maior é aceitável.
Em tríades completas no estado fundamental, a duplicação da fundamental costuma reforçar a identidade e a estabilidade funcional do acorde.
Dó–Sol e Ré–Lá são quintas justas sucessivas alcançadas por movimento na mesma direção. Isso produz quintas paralelas, evitadas na escrita tonal tradicional.
A sensível está um semitom abaixo da tônica e possui forte tendência ascendente. Sua resolução na tônica é especialmente importante no soprano e no baixo.
Fá é a sétima do acorde de Sol7. A sétima de um acorde dominante normalmente resolve por grau conjunto descendente, chegando a Mi no acorde de Dó maior.
No movimento contrário, uma voz sobe enquanto a outra desce. Isso aumenta a independência melódica e reduz a ocorrência de quintas e oitavas paralelas.
Uma quinta direta ocorre quando as vozes externas chegam a uma quinta por movimento similar. Na escrita estrita, ela é especialmente problemática quando o soprano salta.
Na primeira inversão, a escolha depende do contexto e da fluência das vozes. Em geral, evita-se duplicar a sensível ou outra nota com resolução obrigatória.
No I6/4 cadencial, o baixo está no quinto grau e exerce função dominante. Sua duplicação reforça essa base, enquanto a quarta e a sexta resolvem normalmente para a terça e a quinta de V.
Conservar notas comuns reduz o movimento desnecessário e facilita conexões suaves. As demais vozes podem seguir pelo caminho conjunto mais próximo.
Há cruzamento quando uma voz ultrapassa a posição simultânea de uma voz normalmente mais aguda ou mais grave. Aqui, o contralto aparece acima do soprano.
As duas vozes formam uma oitava em ambos os acordes e avançam na mesma direção. As oitavas paralelas reduzem a independência entre as linhas.
Em Sol7, Si é a sensível e sobe para Dó. Fá é a sétima do acorde e desce para Mi. As duas resoluções evidenciam a atração de V7 por I.
A quinta costuma ser a nota menos essencial para definir uma tríade. A fundamental estabelece sua identidade, enquanto a terça determina sua qualidade maior ou menor.
Entre contralto e tenor há uma nona menor, excedendo o limite usual de uma oitava entre vozes superiores adjacentes. A distância entre tenor e baixo pode ser maior.
Na escala menor melódica ascendente, elevam-se o sexto e o sétimo graus. Isso transforma o intervalo entre eles em um tom e produz uma linha mais fluente.
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