Exercícios
Este questionário sobre Avaliação Laboratorial da Hemostasia e Coagulação permite revisar conceitos essenciais do coagulograma e interpretar exames utilizados na investigação de sangramentos, trombose e monitorização anticoagulante. Teste seus conhecimentos sobre hemostasia primária, adesão e agregação plaquetária, fator de von Willebrand, vias extrínseca, intrínseca e comum da coagulação, TP, INR, TTPa, tempo de trombina e D-dímero. As questões também abordam coleta em tubo de citrato, relação sangue-anticoagulante, interferências pré-analíticas, teste de mistura, deficiência de fatores, heparina de baixo peso molecular, agregometria e anticoagulante lúpico. Ideal para estudantes e profissionais que desejam fortalecer o raciocínio na interpretação de exames de hemostasia.
Responda às questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
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A exposição do colágeno favorece a adesão, a ativação e a agregação das plaquetas, formando o tampão plaquetário inicial da hemostasia primária.
O tempo de protrombina avalia principalmente as vias extrínseca e comum, sendo sensível a alterações do fator VII e dos fatores da via comum.
O TTPa avalia as vias intrínseca e comum, envolvendo fatores como XII, XI, IX, VIII, X, V, II e fibrinogênio.
A trombina cliva o fibrinogênio e forma monômeros de fibrina, que se polimerizam e contribuem para a estabilização do coágulo.
A proporção recomendada é de 9:1. O volume adequado preserva a relação entre plasma e citrato necessária para resultados confiáveis nos testes de coagulação.
O baixo volume de sangue deixa citrato em excesso em relação ao plasma. Isso remove mais cálcio durante o ensaio e pode prolongar artificialmente TP e TTPa.
A correção no teste de mistura indica que o plasma normal forneceu o fator ausente. A ausência de correção sugere, em contraste, a presença de um inibidor.
O D-dímero é liberado durante a degradação da fibrina previamente estabilizada pelo fator XIII, indicando formação e lise de fibrina no organismo.
A contagem informa a quantidade de plaquetas, mas não garante sua função. Defeitos de adesão, ativação ou agregação podem causar sangramento mesmo com número normal.
O fator de von Willebrand conecta as plaquetas ao colágeno exposto e também protege o fator VIII da degradação durante sua circulação no plasma.
O INR corrige diferenças de sensibilidade entre reagentes de tromboplastina, permitindo comparar resultados do tempo de protrombina obtidos em diferentes laboratórios.
A coagulação dentro do tubo consome fatores e plaquetas, tornando os resultados inválidos. O coágulo não deve ser removido ou dissolvido; é necessária nova coleta.
O fator VII pertence à via extrínseca, avaliada pelo TP. Assim, sua deficiência isolada prolonga principalmente o TP, enquanto o TTPa tende a permanecer normal.
No ensaio, adiciona-se trombina ao plasma e mede-se o tempo para formação de fibrina. Alterações do fibrinogênio e inibidores da trombina podem prolongá-lo.
A atividade anti-Xa estima a inibição do fator Xa e é o método mais adequado quando se necessita monitorar a heparina de baixo peso molecular.
O ácido acetilsalicílico inibe irreversivelmente a COX-1 e reduz a síntese de tromboxano A2, alterando respostas dependentes da ativação plaquetária. A resposta à ristocetina pode permanecer preservada.
O anticoagulante lúpico interfere em testes dependentes de fosfolipídios e pode prolongar o TTPa. No organismo, porém, sua presença está relacionada a maior risco de trombose, não necessariamente a sangramento.
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