Em robótica, controlar “quanto” de energia vai para um atuador é tão importante quanto ligar e desligar. É aí que entra o PWM (Pulse Width Modulation), uma técnica que permite variar a potência entregue a LEDs, motores DC, buzzers e até ajustar comandos de controle em diferentes tipos de circuitos. Dominar PWM ajuda a transformar projetos simples em sistemas mais realistas: aceleração suave, frenagem, controle de brilho e respostas mais estáveis.
O PWM não é “tensão variável” de verdade (na maioria dos Arduinos clássicos). Em vez disso, a placa alterna rapidamente entre 0V e 5V (ou 3,3V em alguns modelos). A mágica está no duty cycle (ciclo de trabalho): a porcentagem de tempo em que o sinal fica em nível alto dentro de um período. Quanto maior o duty cycle, maior a energia média entregue à carga, e mais forte o efeito percebido (mais brilho, mais velocidade etc.).
Onde o PWM aparece na prática?
Em projetos de robótica e automação, ele costuma ser a base para:
- Controle de velocidade de motores DC com drivers (ponte H)
- Dimmer de LEDs (com resistor e, se necessário, transistor/MOSFET)
- Geração de tons em atuadores piezo
- Estratégias de controle em malha aberta ou fechada
Para começar no Arduino, a função mais comum é analogWrite() (em placas compatíveis). Apesar do nome, ela gera PWM em pinos específicos. Em muitos modelos, o valor vai de 0 a 255:
0 equivale a 0% (desligado) e 255 equivale a 100% (ligado direto). Um exemplo simples para controlar o brilho de um LED (com resistor) seria variar esse valor em um loop para criar efeito de “fade”.

PWM para motores DC: atenção ao hardware
PWM para motor DC merece cuidado extra. Normalmente não se liga motor direto no pino do Arduino. O motor exige mais corrente e gera ruído elétrico (picos e interferências).
O padrão é usar:
- Driver de motor (ponte H), ou
- MOSFET com diodo de flyback (dependendo do circuito)
O PWM entra no driver e o motor responde com variação de velocidade. Isso é essencial em carrinhos robôs, esteiras, ventiladores, bombas e mecanismos que exigem controle gradual.
PWM × Servo motor: não confunda
Quando o assunto é servo motor, é importante não confundir os conceitos.
Servos não usam o PWM do analogWrite() para definir potência. Eles funcionam com pulsos de controle específicos (tipicamente ~50 Hz), onde a largura do pulso define a posição (ângulo).
No Arduino, isso é feito com a biblioteca Servo, não com analogWrite() na maioria dos casos. Entender essa diferença evita erros clássicos em projetos de braço robótico e sistemas de direção.
Frequência do PWM: por que ela importa?
Além do duty cycle, a frequência do PWM influencia o comportamento do sistema:
- LEDs: frequências muito baixas geram cintilação visível
- Motores DC: podem emitir ruídos audíveis ou aquecer conforme a frequência
- Robótica: ajustes de frequência podem melhorar eficiência, ruído e resposta
Esses ajustes dependem do microcontrolador, timers e limitações do hardware da placa.
Erros comuns ao usar PWM em projetos de robótica
- Alimentação mal dimensionada: motores com fonte fraca causam resets no Arduino
- Esquecer GND comum: driver e Arduino precisam compartilhar o terra
- Falta de proteção contra ruído: capacitores, diodos e layout fazem diferença
- Controlar carga alta direto do pino: risco real de danificar a placa
- Confundir PWM com sinal de servo: comportamento imprevisível

Onde estudar PWM com mais profundidade
Para evoluir mais rápido, vale estudar PWM dentro de trilhas práticas de eletrônica, programação e automação:
Robótica / Arduino:
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Arduino:
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Recursos técnicos oficiais:
analogWrite():
https://docs.arduino.cc/language-reference/en/functions/analog-io/analogWrite/
PWM no Arduino:
https://www.arduino.cc/en/Tutorial/Foundations/PWM
Pensar em PWM como controle fino muda o jogo na robótica: em vez de movimentos bruscos e respostas binárias, você passa a construir sistemas com transições suaves, maior estabilidade e comportamento mais próximo de um produto real.
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