Trabalho da mulher: proteção, jornada e maternidade

Capítulo 75

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Trabalho da Mulher: Proteção, Jornada e Maternidade

O trabalho da mulher historicamente sempre foi marcado por uma série de desafios e desigualdades. No entanto, ao longo das últimas décadas, houve um avanço significativo na legislação trabalhista para garantir a proteção, a equidade na jornada de trabalho e o direito à maternidade. Este capítulo do curso se dedica a explorar esses aspectos sob o prisma do Direito do Trabalho, abordando desde a evolução histórica até as normas atuais que regem o trabalho da mulher.

Proteção ao Trabalho da Mulher

A proteção ao trabalho da mulher é um tema que ganhou destaque com a evolução dos direitos humanos e o reconhecimento da igualdade de gênero. A Constituição Federal de 1988 é um marco para a proteção do trabalho da mulher no Brasil, assegurando direitos que visam à redução das desigualdades de gênero no ambiente de trabalho.

Entre as proteções específicas, a legislação brasileira proíbe a discriminação salarial, o estabelecimento de critérios diferenciados de admissão, critérios de promoção e de aposentadoria que favoreçam um gênero em detrimento do outro. Além disso, a lei veda a demissão de mulheres grávidas, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Jornada de Trabalho e Intervalos

A jornada de trabalho para as mulheres, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), segue as mesmas regras aplicáveis aos homens, respeitando o limite de 8 horas diárias e 44 horas semanais. No entanto, existem algumas especificidades que merecem atenção, como os intervalos para descanso e alimentação, que devem ser de no mínimo 15 minutos para jornadas superiores a 6 horas.

Adicionalmente, a legislação trabalhista prevê intervalos para amamentação, sendo dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho para a mulher que amamenta o próprio filho, até que este complete seis meses de idade. Este período pode ser estendido, a critério da autoridade competente, quando as condições de saúde do filho exigirem.

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Direitos Relacionados à Maternidade

Os direitos relacionados à maternidade são um ponto crucial na proteção ao trabalho da mulher. A licença-maternidade, garantida pela Constituição Federal, é de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário. A empregada gestante também tem direito à estabilidade provisória, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

O salário-maternidade é um benefício previdenciário pago à trabalhadora durante a licença-maternidade. Ele corresponde à remuneração integral no caso das empregadas de empresas, e é pago diretamente pelo empregador, que posteriormente é compensado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além disso, a legislação brasileira protege a mulher contra a demissão arbitrária ou sem justa causa, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. A Constituição também assegura o direito à creche e à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os seis anos de idade em creches e pré-escolas.

Desafios e Perspectivas

Apesar das proteções legais, muitas mulheres ainda enfrentam desafios no mercado de trabalho, como a dificuldade de conciliar a vida profissional com as responsabilidades familiares, a desigualdade salarial e a sub-representação em cargos de liderança.

As políticas de igualdade de gênero e os programas de inclusão das mulheres no mercado de trabalho são essenciais para superar esses desafios. Medidas como a ampliação da licença-paternidade, a promoção de ambientes de trabalho flexíveis e a oferta de serviços de cuidados infantis podem contribuir para uma maior equidade de gênero no trabalho.

Além disso, a educação e a conscientização sobre os direitos das mulheres no ambiente de trabalho são fundamentais para garantir que as normas sejam efetivamente aplicadas e respeitadas.

Conclusão

Em resumo, o trabalho da mulher no Brasil é protegido por uma série de normas que buscam promover a igualdade de gênero e proteger a maternidade. No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que esses direitos sejam plenamente reconhecidos e implementados na prática. O estudo do Direito do Trabalho é essencial para compreender essas normas e para a atuação efetiva na promoção dos direitos das mulheres no mercado de trabalho.

Este capítulo buscou oferecer uma visão abrangente sobre a proteção ao trabalho da mulher, abordando a jornada de trabalho, os direitos relacionados à maternidade e os desafios que ainda persistem. Espera-se que, com o conhecimento adquirido, os estudantes e profissionais do Direito possam contribuir para a construção de um mercado de trabalho mais justo e igualitário para todas.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Qual das seguintes afirmações está correta com base no texto "Trabalho da Mulher: Proteção, Jornada e Maternidade"?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A legislação brasileira assegura à empregada gestante o direito à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, conforme mencionado no texto referente aos direitos relacionados à maternidade.

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