A gestão de Segurança do Trabalho no setor público (como na Caixa) deve funcionar como um sistema: define-se uma política, distribuem-se responsabilidades, estabelecem-se objetivos e indicadores, controlam-se as rotinas críticas (controle operacional) e executa-se melhoria contínua. O foco é garantir conformidade legal e contratual, reduzir riscos operacionais e padronizar a execução em unidades com diferentes realidades (agências, prédios administrativos, centrais, almoxarifados, data centers e obras/serviços contratados).
Princípios de um Sistema de Gestão de SST aplicado à Caixa
Política de SST (diretriz institucional)
A política é a declaração formal do compromisso da instituição com a prevenção de acidentes e doenças, atendimento a requisitos legais e melhoria contínua. No setor público, a política deve ser desdobrada em diretrizes operacionais para unidades próprias e para contratadas (limpeza, vigilância, manutenção predial, obras, climatização, elevadores, jardinagem, etc.).
- Características práticas: clara, assinada pela alta administração, comunicada, revisada periodicamente e traduzida em regras internas (normativos, instruções, padrões).
- Exemplo de desdobramento: “Nenhuma atividade crítica sem controle operacional definido” vira requisito para contratos e para rotinas de facilities.
Responsabilidades e governança (quem faz o quê)
Em organizações com capilaridade nacional, a governança evita “zonas cinzentas” entre SST, facilities, engenharia e contratos. O desenho típico inclui níveis corporativo, regional e local.
- Alta administração: aprova política, metas corporativas, recursos e cobra resultados.
- Área de SST (corporativa/regional): define padrões, orienta tecnicamente, audita, consolida indicadores e apoia investigações e planos de ação.
- Gestores de unidade (agência/prédio): garantem execução local (inspeções, correções, comunicação de incidentes, controle de terceiros).
- Facilities/Manutenção predial: executa/contrata serviços, controla ordens de serviço, liberações, bloqueios e interdições.
- Engenharia/Obras: especificações técnicas, projetos, fiscalização, comissionamento e aceitação de serviços/obras.
- Contratos/Compras: inclui requisitos de SST em editais/termos de referência, critérios de habilitação, cláusulas de penalidade e evidências de conformidade.
- Contratadas: cumprem requisitos, fornecem evidências, treinam equipes, reportam incidentes e executam ações corretivas.
Uma ferramenta simples para formalizar é a matriz RACI (Responsável, Aprovador, Consultado, Informado) por processo: inspeções, auditorias, gestão de não conformidades, gestão de mudanças, obras e serviços críticos.
Objetivos, metas e indicadores (como medir)
Objetivos devem ser mensuráveis e vinculados a riscos e conformidade. No setor público, é comum combinar indicadores de resultado (lagging) com indicadores de processo (leading), para evitar gestão baseada apenas em acidentes.
Continue em nosso aplicativo
Você poderá ouvir o audiobook com a tela desligada, ganhar gratuitamente o certificado deste curso e ainda ter acesso a outros 5.000 cursos online gratuitos.
ou continue lendo abaixo...Baixar o aplicativo
- Exemplos de objetivos: aumentar conformidade em auditorias; reduzir reincidência de não conformidades; elevar cobertura de inspeções; melhorar controle de terceiros; reduzir tempo de tratamento de desvios críticos.
- Boas metas: definem escopo (quais unidades/contratos), prazo, responsável e critério de aceite (evidência).
Controle operacional (rotinas críticas padronizadas)
Controle operacional é o conjunto de procedimentos e verificações para atividades com maior potencial de dano ou maior incidência de não conformidades. Na Caixa, isso costuma envolver: manutenção elétrica, geradores, nobreaks, climatização, elevadores, trabalho em altura eventual, espaços confinados em infraestrutura predial, manutenções com bloqueio/etiquetagem, obras e reformas, e gestão de prestadores em áreas de atendimento ao público.
- Elementos do controle operacional: procedimentos, checklists, critérios de bloqueio/interdição, permissões internas quando aplicável, requisitos para contratação, evidências mínimas (fotos, laudos, ordens de serviço, listas de presença), e regras de segregação de áreas para proteger empregados e clientes.
- Integração com facilities/engenharia: o controle operacional deve estar embutido no fluxo de ordem de serviço e no aceite de serviços (não “paralelo” em planilhas sem dono).
Melhoria contínua (ciclo PDCA)
A melhoria contínua é operacionalizada por: auditorias internas, inspeções, análise de tendências de indicadores, lições aprendidas, revisão de padrões e gestão de mudanças (ex.: reforma de agência, troca de layout, instalação de equipamentos).
- Planejar (Plan): definir metas, plano anual de auditorias/inspeções, critérios e recursos.
- Executar (Do): realizar inspeções/auditorias, treinar, implementar controles.
- Verificar (Check): medir indicadores, verificar eficácia de ações, validar evidências.
- Agir (Act): corrigir causas, atualizar padrões, reforçar governança e comunicação.
Planejamento de inspeções de SST (passo a passo)
Inspeção é verificação de campo, com foco em condições e atos, conformidade com padrões internos e requisitos contratuais. Para a Caixa, o planejamento deve considerar a diversidade de unidades e a presença de terceiros.
1) Definir escopo e criticidade
- Classifique unidades por perfil: agência (atendimento), prédio administrativo, data center, almoxarifado, unidade com obras, unidade com histórico de incidentes.
- Defina prioridades por criticidade: presença de obras, instalações elétricas críticas, elevadores, geradores, climatização central, áreas técnicas restritas.
2) Definir periodicidade e amostragem
- Unidades com obras/serviços críticos: inspeções mais frequentes.
- Unidades padrão: inspeções programadas por amostragem (ex.: por região), com inspeções extraordinárias por gatilhos (incidente, denúncia, mudança de layout, troca de prestador).
3) Preparar checklist e critérios de bloqueio
O checklist deve ter itens objetivos e evidências esperadas. Inclua critérios de “desvio crítico” que exigem ação imediata (interdição, paralisação do serviço, bloqueio de equipamento).
- Exemplos de itens: sinalização e isolamento de áreas de manutenção; organização e rotas de fuga desobstruídas; armazenamento de materiais; acesso a áreas técnicas; condições de quadros elétricos; documentação e identificação de prestadores; uso de EPCs em serviços; housekeeping em salas técnicas.
- Critérios de bloqueio: risco iminente (ex.: quadro elétrico aberto acessível ao público; trabalho em altura sem proteção; área de obra sem isolamento).
4) Executar inspeção e registrar evidências
- Realize reunião rápida com gestor local e facilities (10–15 min) para alinhar escopo.
- Faça ronda com fotos, registros de localização, entrevistas curtas e verificação de documentos no local (ordem de serviço, autorização de acesso, evidências de treinamento do terceirizado quando exigido).
- Classifique achados: conformidade, oportunidade de melhoria, não conformidade (NC) e desvio crítico.
5) Tratar achados e acompanhar
- Abra registro de NC com responsável, prazo e evidência requerida.
- Para desvio crítico: ação imediata (parar serviço, isolar área, acionar engenharia/facilities), registrar decisão e comunicar cadeia de comando.
- Valide a eficácia: não basta “corrigir”; é necessário evitar recorrência (ajuste de processo/contrato/treinamento).
Auditorias internas de conformidade (como estruturar)
Auditoria interna avalia se o sistema de gestão está implementado e eficaz, e se requisitos internos/legais/contratuais são atendidos. Diferente da inspeção, a auditoria verifica também processos (planejamento, registros, responsabilidades, indicadores, gestão de ações).
Programa anual de auditorias
- Critérios: requisitos internos, cláusulas contratuais, procedimentos corporativos, requisitos legais aplicáveis e padrões de facilities/engenharia.
- Escopo: unidades, processos (gestão de terceiros, manutenção, obras, emergências), e contratos críticos.
- Frequência baseada em risco: maior para unidades com obras, alta terceirização, histórico de NCs, ou instalações críticas.
- Independência: auditores não devem auditar seu próprio trabalho direto; use equipes cruzadas entre regiões quando possível.
Passo a passo da auditoria interna
1) Preparação
- Defina objetivo (ex.: conformidade de gestão de terceiros e controle operacional de manutenção).
- Selecione amostras: ordens de serviço, contratos, registros de inspeção, evidências de treinamento, relatórios de manutenção.
- Monte plano de auditoria: agenda, áreas a visitar, pessoas a entrevistar, documentos a revisar.
2) Reunião de abertura
- Alinhe escopo, critérios, tempo e regras de segurança/conduta.
- Confirme responsáveis locais e pontos focais (gestor da unidade, facilities, fiscalização de contrato).
3) Execução (entrevistas, documentos e campo)
- Entrevistas: gestor local, responsável por facilities, fiscalização do contrato, representante da contratada.
- Documentos: ordens de serviço, evidências de controle de acesso, relatórios de manutenção, registros de inspeções, registros de NCs e ações.
- Campo: verificação de áreas técnicas, áreas de atendimento, áreas de obra, armazenamento, rotas de fuga, sinalização e isolamento.
4) Classificação de achados
- NC maior: falha sistêmica ou risco elevado (ex.: ausência de controle operacional para atividade crítica; recorrência sem ação eficaz).
- NC menor: falha pontual sem evidência de risco elevado imediato (ex.: registro incompleto, evidência parcial).
- Observação/oportunidade: melhoria recomendada sem descumprimento formal.
5) Relatório e reunião de encerramento (sem “encerramento do capítulo”)
Apresente achados com evidências, requisito associado, classificação, responsável e prazo proposto. Garanta entendimento do gestor local e das áreas de suporte (facilities/engenharia/contratos).
Tratamento de não conformidades e gestão de ações (modelo prático)
O tratamento de NCs deve ser rastreável e orientado à causa, não apenas à correção imediata. Em ambiente com muitos contratos, é essencial separar: (1) falha da contratada, (2) falha de fiscalização/gestão do contrato, (3) falha de padrão/procedimento interno.
Fluxo recomendado (passo a passo)
1) Registro da NC
- Descrição objetiva do fato, local, data, evidência (foto/documento), requisito violado.
- Classificação (maior/menor/crítica) e risco associado.
2) Contenção imediata (quando aplicável)
- Ex.: isolar área, interromper serviço, bloquear equipamento, retirar material inadequado.
- Registrar quem autorizou e qual condição para retomar.
3) Análise de causa
- Use ferramenta simples: 5 Porquês ou diagrama de causa e efeito.
- Evite “culpa do colaborador”: busque falhas de processo (treinamento, supervisão, especificação, cronograma, pressão por prazo, falha de comunicação).
4) Plano de ação (corretiva e preventiva)
- Defina ações com responsável, prazo, recurso necessário e evidência de conclusão.
- Inclua ação sistêmica quando houver recorrência (ex.: atualizar cláusula contratual, reforçar fiscalização, revisar checklist, treinar gestores).
5) Verificação de eficácia
- Verificar no campo se o problema não reaparece e se o controle operacional foi incorporado ao processo.
- Se ineficaz, reabrir NC e revisar causa/ação.
6) Lições aprendidas e padronização
- Comunicar para unidades semelhantes.
- Atualizar checklists, padrões de facilities/engenharia e modelos de termo de referência/contrato.
Comunicação e treinamentos obrigatórios (sem repetir conteúdos de NR)
Comunicação e treinamento, no sistema de gestão, devem garantir que gestores, empregados e terceiros entendam regras locais, controles operacionais e como reportar desvios. O ponto crítico no setor público é a rotatividade de prestadores e a fragmentação entre áreas.
Comunicação (canais e rotinas)
- Diálogo diário/semana de segurança com terceirizados: curto, focado em riscos do dia (ex.: manutenção elétrica programada, isolamento de área).
- Boletins gerenciais: síntese mensal para gestores regionais com indicadores, principais NCs e ações pendentes.
- Alertas rápidos: quando houver desvio crítico recorrente (ex.: isolamento inadequado em manutenção em área de público).
- Reuniões de contrato: pauta fixa de SST (NCs, evidências, treinamentos, incidentes, ações).
Treinamentos (gestão e evidências)
- Integração de terceiros: regras da unidade, áreas restritas, conduta em atendimento ao público, isolamento/sinalização, reporte de incidentes e quase-acidentes, e exigências de evidências antes de iniciar serviços.
- Capacitação de gestores/fiscais de contrato: como verificar evidências, como registrar NC, como aplicar critérios de bloqueio e como cobrar plano de ação.
- Treinamento de rotinas internas: uso de checklists, abertura de chamados/ordens de serviço com requisitos de SST, e comunicação de mudanças (reformas, alterações de layout).
Controle essencial: lista de presença, conteúdo mínimo, avaliação simples de entendimento quando aplicável e rastreabilidade por contrato/unidade.
Integração com facilities, engenharia e contratos (como “amarrar” o sistema)
Sem integração, a SST vira “fiscalização posterior”. O objetivo é inserir requisitos de segurança no ciclo de vida do serviço: contratação → mobilização → execução → aceite → medição/pagamento → renovação.
1) Termo de referência e contrato
- Exigir plano de mobilização com evidências mínimas antes do início (documentos, responsáveis, procedimentos, checklists).
- Definir entregáveis de SST (registros de inspeção do prestador, evidências fotográficas, relatórios mensais).
- Prever penalidades por descumprimento e critérios de paralisação por desvio crítico.
2) Mobilização e integração na unidade
- Checklist de entrada do prestador: identificação, autorização de acesso, áreas permitidas, horários, rotas, local de armazenamento, regras de isolamento.
- Definir ponto focal local (gestor/facilities) e canal de reporte.
3) Execução e fiscalização
- Ordem de serviço deve conter requisitos de SST (isolamento, bloqueios, horários fora do pico, descarte de resíduos, liberação de área).
- Fiscalização baseada em evidências: fotos do isolamento, registros de inspeção, checklists assinados.
4) Aceite e pagamento
- Vincular aceite técnico à conformidade de SST (ex.: área limpa, sinalização removida corretamente, sem pendências de NC crítica).
- Registrar lições aprendidas para próximos serviços.
Modelos de indicadores (lagging e leading) para gestão
Indicadores devem permitir comparação entre regiões/unidades e orientar ação. Use um painel com poucos indicadores-chave e detalhamento por unidade/contrato quando necessário.
Indicadores de resultado (lagging)
- Taxa de frequência de acidentes (TFA): (nº de acidentes com afastamento × 1.000.000) / horas trabalhadas.
- Taxa de gravidade (TG): (dias perdidos × 1.000.000) / horas trabalhadas.
- Incidentes com terceiros em unidades: nº de ocorrências envolvendo prestadores por mês (com classificação por severidade).
Indicadores de processo (leading)
- Cobertura de inspeções: inspeções realizadas / inspeções planejadas (%).
- Tempo de fechamento de NC: mediana de dias para encerramento (por tipo: unidade própria vs. contratada).
- Backlog de ações: nº de ações vencidas e % vencidas por área responsável.
- Reincidência: % de NCs repetidas em até 90 dias (por tema: isolamento, elétrica, housekeeping, acesso a áreas técnicas).
- Conformidade em auditorias: (itens conformes / itens auditados) % e nº de NCs maiores por unidade.
- Qualidade de evidências: % de ações encerradas com evidência aceita na primeira submissão.
Indicadores de maturidade (gestão)
- Unidades com RACI formalizado: %.
- Contratos críticos com pauta mensal de SST: %.
- Treinamento de fiscais/gestores: % de cobertura e validade.
Exemplo de painel gerencial (estrutura)
PAINEL MENSAL SST (REGIÃO X) - RESUMO EXECUTIVO 1) Conformidade: Auditorias (média) = 92% | NC maior = 2 | NC menor = 11 2) Inspeções: Planejadas 40 | Realizadas 38 (95%) 3) NCs: Abertas 27 | Encerradas 19 | Vencidas 6 (22%) 4) Reincidência 90 dias: 18% (principal tema: isolamento de áreas) 5) Terceiros: Incidentes reportados 3 | Quase-acidentes 12 6) Ações críticas: 4 em andamento (2 vencidas) Principais riscos do mês: manutenção elétrica em agências com atendimento; obras de reforma sem segregação adequada. Decisões solicitadas: reforço de fiscalização em 5 unidades; ajuste de cláusula contratual para isolamento e sinalização.Relatórios gerenciais: como escrever para decisão
Relatório gerencial deve ser curto, comparável e orientado a ação. Evite relatório “descritivo” sem priorização.
Estrutura recomendada (1 a 3 páginas + anexos)
- Resumo executivo: 5–8 linhas com principais resultados, riscos e decisões necessárias.
- Indicadores-chave: painel com tendência (últimos 3–6 meses) e semáforo (verde/amarelo/vermelho) com critérios definidos.
- Top 5 não conformidades: por criticidade e recorrência, com status das ações.
- Contratos críticos: situação de conformidade e pendências.
- Plano de ação priorizado: ações críticas com prazo e responsável.
Exemplo completo: auditoria em unidade com plano de correção e prazos
Cenário: Auditoria interna em uma agência com atendimento ao público e manutenção predial terceirizada. Escopo: gestão de terceiros, controle operacional de manutenção e registros de inspeção.
Plano de auditoria (resumo)
- Critérios: padrões internos de SST e facilities, cláusulas contratuais de segurança, procedimentos de controle de acesso e isolamento de áreas.
- Amostras: 10 ordens de serviço dos últimos 60 dias (elétrica, ar-condicionado, pequenos reparos), 2 inspeções registradas, 1 reunião de contrato (ata), evidências de integração de terceirizados.
- Entrevistas: gerente da agência, responsável local por facilities, fiscal do contrato, encarregado da contratada.
- Visitas: área de atendimento, sala técnica/CPD local, área de armazenamento temporário de materiais, área externa.
Achados (com evidências e classificação)
- NC Maior 01 – Isolamento inadequado em manutenção em área de público
- Evidência: durante troca de luminárias no salão de atendimento, isolamento parcial com fita rompida e sem controle de acesso; escada posicionada em rota de circulação.
- Risco: queda de objetos, colisão de clientes/empregados, queda do trabalhador.
- Requisito: padrão interno de segregação de área e cláusula contratual de sinalização/isolamento.
- NC Menor 02 – Registros incompletos de inspeção local
- Evidência: checklist mensal sem data em 2 itens e sem evidência fotográfica para itens críticos.
- Risco: baixa rastreabilidade e dificuldade de comprovar controle.
- Observação 03 – Gestão de acesso a áreas técnicas
- Evidência: chave da sala técnica guardada em local acessível; ausência de registro simples de entrada/saída de terceiros.
- Risco: acesso indevido e intervenções não autorizadas.
Tratamento e plano de correção (ações, responsáveis, prazos e evidências)
PLANO DE AÇÃO - AUDITORIA AGÊNCIA (Unidade 123) Ação 1 (Contenção imediata) - O que: Suspender manutenção no salão até recompor isolamento completo e reposicionar escada fora da rota. - Responsável: Encarregado da contratada + Facilities local - Prazo: Imediato (no ato) - Evidência: Foto do isolamento completo + registro de liberação para retomar serviço. Ação 2 (Corretiva) - O que: Padronizar kit de isolamento (cones, fita zebrada, placas) e exigir uso em toda manutenção em área de público. - Responsável: Facilities regional - Prazo: 10 dias - Evidência: Lista de distribuição do kit + checklist de verificação em 3 serviços subsequentes. Ação 3 (Preventiva sistêmica - contrato) - O que: Inserir no fluxo de ordem de serviço um campo obrigatório: “Plano de isolamento/segregação” com aceite do gestor local antes do início. - Responsável: Facilities + Contratos (gestão do processo) - Prazo: 30 dias - Evidência: Modelo de OS atualizado + 5 OS emitidas com campo preenchido e evidência anexada. Ação 4 (Capacitação) - O que: Treinar fiscais/gestores locais sobre critérios de bloqueio e como exigir evidências do prestador. - Responsável: SST regional - Prazo: 20 dias - Evidência: Lista de presença + material + avaliação rápida (check de entendimento). Ação 5 (Registro de inspeções) - O que: Revisar checklist de inspeção para incluir campos obrigatórios (data, responsável, evidência para itens críticos) e auditar 1 mês de registros. - Responsável: Gestor da unidade + SST - Prazo: 15 dias (revisão) + 45 dias (auditoria de registros) - Evidência: Checklist revisado + relatório de verificação com amostra. Ação 6 (Acesso a áreas técnicas) - O que: Implementar controle simples de chaves e livro de registro de acesso de terceiros. - Responsável: Gestor da unidade - Prazo: 7 dias - Evidência: Procedimento local + foto do local de guarda + 10 registros de acesso preenchidos.Verificação de eficácia (como validar)
- Reinspeção em até 30 dias em dia de manutenção programada para confirmar isolamento correto e fluxo de OS com aceite.
- Checar reincidência: se houver novo desvio de isolamento em 90 dias, reclassificar como falha sistêmica e revisar processo/contrato.
- Validar registros: amostrar OS e checklists para confirmar evidências anexadas e campos completos.