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Concurso Caixa Econômica Federal - Médico do Trabalho: Preparação Técnica e Legislação

Novo curso

14 páginas

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO/PGR) para a Caixa: Interface Médico-Pericial e Prevenção Baseada em Risco

Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

+ Exercício

Lógica do GRO/PGR aplicada ao contexto da Caixa

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) é a lógica contínua de identificar perigos, avaliar riscos, definir controles, acompanhar a eficácia e revisar o que mudou no trabalho. O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é a materialização documental e operacional dessa lógica no dia a dia da unidade/atividade. Para o Médico do Trabalho, o GRO/PGR é a “ponte” entre o trabalho real (tarefas, variabilidade, incidentes) e a vigilância clínica: ele orienta quais grupos precisam de maior atenção, quais sinais e sintomas devem ser rastreados, quais restrições e recomendações são coerentes com o risco e quais melhorias devem ser propostas com base em evidências.

No ambiente bancário da Caixa, o risco raramente é “um agente isolado”; com frequência é uma combinação de fatores: ergonomia + pressão por metas + atendimento ao público + eventos de violência/ameaça + picos de ruído + qualidade do ar interior + exposições biológicas ocasionais. A abordagem baseada em risco ajuda a priorizar o que gera maior probabilidade e gravidade de adoecimento/incapacidade, e a direcionar medidas de prevenção e proteção.

Documentos essenciais do PGR e o que o médico deve extrair

  • Inventário de riscos: descreve perigos, grupos expostos, circunstâncias de exposição, estimativa de risco, medidas existentes e necessidade de ações. Para o médico, é a fonte para mapear “quem está exposto a quê”, com que intensidade/duração e em quais situações (picos, sazonalidade, eventos críticos).

  • Plano de ação: lista medidas, responsáveis, prazos e indicadores. Para o médico, é o local para inserir recomendações clinicamente orientadas (ex.: ajustes ergonômicos, protocolos pós-incidente de violência, melhoria de ventilação) e para cobrar evidências de eficácia.

  • Registros de monitoramento e mudanças: evidências de inspeções, medições (quando houver), incidentes, quase-acidentes, alterações de layout, reformas, mudanças de processo. Para o médico, isso explica variações em queixas, surtos de sintomas e mudanças no perfil de adoecimento.

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Interface médico-pericial e prevenção baseada em risco

Como o PGR orienta vigilância clínica e condutas

Na prática, o médico utiliza o PGR para: (1) identificar grupos homogêneos de exposição (GHE) e suas tarefas; (2) antecipar agravos prováveis; (3) orientar anamnese dirigida e exame físico; (4) definir recomendações e restrições proporcionais ao risco; (5) retroalimentar o PGR com achados clínicos e dados de afastamentos, sem violar sigilo.

  • Vigilância clínica: direcionar perguntas e rastreios para os riscos predominantes (ex.: sintomas osteomusculares em digitadores/caixas; ansiedade/insônia em equipes sob alta demanda; sintomas respiratórios/oculares em ambientes com queixas de ar interior).

  • Exames e encaminhamentos: priorizar avaliações complementares quando houver coerência clínica e ocupacional (ex.: avaliação funcional/ergonômica em dor persistente; avaliação psicológica/psiquiátrica em sofrimento mental com impacto funcional; investigação ambiental quando há clusters de sintomas respiratórios).

  • Restrições e recomendações: devem ser específicas, temporais e vinculadas ao risco e à capacidade funcional (ex.: alternância de tarefas, pausas programadas, limitação de atendimento em guichê após evento de ameaça, necessidade de posto adaptado).

  • Interface pericial: o PGR fornece contexto técnico para nexo e para análise de capacidade, ao documentar exposição, controles e eventos (ex.: ocorrência de ameaça/violência, mudanças organizacionais, falhas de segurança). O médico deve registrar no prontuário o raciocínio clínico-funcional e a coerência com o cenário de risco, evitando transcrever dados sensíveis do inventário que identifiquem terceiros.

Exemplo prático de uso do PGR na consulta

Cenário: empregado de atendimento ao público com queixa de dor cervical e cefaleia ao final do expediente, além de irritabilidade e sono ruim. Leitura do PGR: inventário aponta risco ergonômico (posto com monitor baixo, cadeira sem ajuste fino), estresse organizacional (picos de fila), e histórico de incidentes de ameaça verbal. Conduta: anamnese dirigida (padrão de dor, fatores de piora, pausas, eventos de ameaça), exame musculoesquelético, avaliação de sinais de sofrimento psíquico; recomendações imediatas (ajuste de altura de monitor/cadeira, apoio de antebraço, pausas curtas estruturadas, alternância de tarefas), e encaminhamento para avaliação ergonômica do posto; se houver evento crítico recente, acionar protocolo de pós-incidente e suporte psicossocial. Retroalimentação: registrar aumento de casos semelhantes na unidade como sinal sentinela e solicitar revisão do plano de ação (ex.: reorganização de fluxo, barreiras de proteção, treinamento de manejo de conflito).

Avaliação e priorização de riscos em ambientes administrativos e de atendimento

Matriz prática de priorização (probabilidade × severidade × alcance)

Para priorizar riscos no contexto da Caixa, uma abordagem útil é combinar: (1) probabilidade de ocorrência (frequência/duração, variabilidade do trabalho, falhas de controle); (2) severidade do desfecho (de desconforto transitório a incapacidade/afastamento); (3) alcance (quantas pessoas e quais funções). Isso evita que riscos “visíveis” (ex.: ruído pontual) recebam mais atenção do que riscos com maior carga de adoecimento (ex.: ergonomia e fatores psicossociais).

Passo a passo:

  • 1) Defina o GHE: por exemplo, caixas/tesouraria, atendimento negocial, retaguarda administrativa, TI, limpeza/apoio (quando aplicável ao escopo da unidade).

  • 2) Liste tarefas reais: atendimento em pé/sentado, digitação contínua, manuseio de numerário, triagem de clientes, reuniões, teleatendimento, deslocamentos internos.

  • 3) Para cada tarefa, identifique perigos: biomecânicos, organizacionais, violência/ameaças, ruído pontual, qualidade do ar interior, biológicos ocasionais.

  • 4) Estime probabilidade: use evidências locais (queixas, incidentes, absenteísmo, rotatividade, picos de demanda, mudanças recentes).

  • 5) Estime severidade: considere potencial de afastamento, cronicidade, impacto funcional e risco de eventos agudos (ex.: violência).

  • 6) Avalie controles existentes: engenharia (layout, mobiliário, barreiras), administrativos (pausas, dimensionamento, protocolos), comportamentais (treinamento), e sua aderência.

  • 7) Priorize e proponha ações: selecione medidas de maior impacto e factíveis, com responsáveis e indicadores.

Riscos típicos e como avaliá-los no trabalho bancário

1) Ergonomia (principal carga de adoecimento musculoesquelético)

  • O que observar: altura de monitor, teclado/mouse, apoio de antebraço, cadeira (ajustes), apoio de pés, alcance de documentos, postura sustentada, repetitividade, ausência de micro-pausas, atendimento em guichê com rotação de tronco.

  • Evidências clínicas: dor cervical/lombar, parestesias, tendinopatias, cefaleia tensional, piora ao final do turno.

  • Medidas de maior impacto: adequação de mobiliário e periféricos, reorganização do posto para reduzir alcances, pausas curtas programadas, alternância de tarefas, treinamento prático no posto (não apenas teórico).

2) Violência/ameaças e eventos críticos

  • O que observar: histórico de ameaças verbais, tentativas de coação, conflitos em filas, episódios de assalto/roubo (quando aplicável), falhas de controle de acesso, ausência de protocolo pós-incidente.

  • Evidências clínicas: hipervigilância, ansiedade, insônia, sintomas autonômicos, evitação do atendimento, queda de desempenho após evento.

  • Medidas de maior impacto: barreiras físicas e organização do fluxo, treinamento de desescalada, canal de reporte sem punição, resposta rápida pós-incidente (acolhimento, avaliação clínica, ajustes temporários de função), análise de recorrência por unidade/horário.

3) Estresse organizacional (fatores psicossociais)

  • O que observar: picos de demanda, metas e cobrança, baixa autonomia, interrupções frequentes, conflitos de papel, falta de previsibilidade, insuficiência de pausas, comunicação deficiente, mudanças de processo sem treinamento.

  • Evidências clínicas: fadiga, irritabilidade, queixas cognitivas, somatização, aumento de afastamentos por transtornos mentais, presenteísmo.

  • Medidas de maior impacto: ajustes de dimensionamento e fluxo, gestão de pausas, clareza de papéis, treinamento em mudanças, pactuação de indicadores de saúde (não apenas produtividade), suporte a lideranças para manejo de equipe.

4) Ruído pontual

  • O que observar: alarmes, obras, equipamentos específicos, picos em horários de maior movimento, ruído de conversação em ambientes abertos.

  • Evidências clínicas: cefaleia, irritabilidade, dificuldade de concentração, piora de zumbido em suscetíveis.

  • Medidas de maior impacto: tratamento acústico local, manutenção de equipamentos, reorganização de layout, salas para tarefas que exigem concentração, gestão de obras (horários, barreiras).

5) Qualidade do ar interior (QAI)

  • O que observar: queixas coletivas de irritação ocular/nasal, odores, mofo, variações de temperatura, manutenção de climatização, ventilação insuficiente, reformas recentes, alta densidade de ocupação.

  • Evidências clínicas: rinite/asma piorando no trabalho, tosse seca, irritação ocular, cefaleia, melhora em fins de semana/férias.

  • Medidas de maior impacto: manutenção e limpeza adequadas, melhoria de renovação de ar, controle de umidade e fontes de mofo, gestão de reformas (isolamento de poeira/voláteis), investigação quando houver cluster de sintomas.

6) Riscos biológicos em atendimentos eventuais

  • O que observar: contato com público com sintomas respiratórios, manipulação de documentos/objetos compartilhados, atendimento a situações emergenciais (ex.: primeiros socorros), ambientes com grande circulação.

  • Evidências clínicas: surtos de síndrome gripal na equipe, aumento de faltas curtas, queixas respiratórias recorrentes.

  • Medidas de maior impacto: etiqueta respiratória, disponibilidade de higiene de mãos, limpeza de superfícies de alto toque, ventilação, orientação de afastamento quando sintomático conforme políticas internas, protocolos para primeiros socorros com barreiras apropriadas.

Leitura crítica do inventário de riscos: como o médico identifica lacunas

Checklist de qualidade do inventário (aplicável à Caixa)

O inventário é útil quando descreve o trabalho real e permite decisões. Lacunas comuns em ambientes administrativos são “generalizações” (ex.: “ergonomia: presente”) sem detalhar tarefas, duração, picos e controles. O médico pode usar o checklist abaixo para avaliar criticamente:

  • Escopo e GHE: os grupos estão bem definidos (caixa, atendimento, retaguarda) ou tudo foi agrupado como “administrativo”?

  • Descrição de tarefas: há descrição operacional (tempo em digitação, atendimento em guichê, uso de headset, filas) ou apenas cargos?

  • Exposição e variabilidade: o inventário considera picos (dias de pagamento, campanhas), mudanças de layout, substituições e horas extras?

  • Riscos psicossociais e violência: foram incluídos com critérios e evidências (incidentes, relatos, indicadores) ou omitidos por serem “difíceis de medir”?

  • Controles existentes: estão descritos com clareza (o que é, onde está, quem usa, manutenção) e com avaliação de eficácia?

  • Prioridade coerente: riscos com alta carga de queixas/afastamentos aparecem como prioridade alta?

  • Indicadores: há indicadores de acompanhamento (ex.: número de incidentes de ameaça, taxa de queixas musculoesqueléticas, solicitações de adaptação, absenteísmo curto)?

  • Plano de ação executável: ações têm responsável, prazo, recurso e critério de sucesso, ou são genéricas (“orientar colaboradores”)?

Sinais de alerta (red flags) no inventário e como agir

  • Inventário “copiado”: texto idêntico entre unidades com realidades diferentes. Ação: solicitar validação in loco e entrevistas rápidas por função; comparar com dados de queixas e incidentes.

  • Ergonomia sem análise do posto: ausência de fotos/descrição de mobiliário e ajustes. Ação: propor avaliação ergonômica amostral por GHE e checklist de adequação do posto.

  • Violência/ameaça invisível: inventário sem menção apesar de relatos. Ação: incluir risco no inventário com base em registros de ocorrência interna, relatos estruturados e análise de horários/fluxos; propor medidas de barreira e protocolo pós-incidente.

  • QAI tratada como “conforto”: sem correlação com sintomas e sem plano de manutenção. Ação: solicitar evidências de manutenção, mapear queixas por setor, propor investigação ambiental quando houver cluster.

  • Plano de ação centrado em EPI/treinamento: sem medidas de engenharia/organização. Ação: reequilibrar hierarquia de controles, priorizando mudanças no posto, layout, fluxo e dimensionamento.

Proposição de melhorias baseada em evidências e no contexto da Caixa

Como transformar achados clínicos em ações no PGR (sem violar sigilo)

O médico não precisa expor diagnósticos individuais para influenciar o PGR. O caminho é trabalhar com sinais agregados e sentinelas: aumento de queixas por setor, padrões temporais (picos), recorrência de incidentes, solicitações de adaptação, afastamentos curtos repetidos. Esses elementos sustentam tecnicamente a revisão de riscos e a priorização de ações.

Passo a passo:

  • 1) Identifique o sinal sentinela: ex.: aumento de queixas cervicais em caixas; aumento de ansiedade após episódios de ameaça.

  • 2) Vincule ao cenário de exposição: use o inventário para localizar tarefas, horários e controles existentes.

  • 3) Proponha medidas pela hierarquia de controles: primeiro engenharia/organização, depois administrativas, por fim medidas individuais.

  • 4) Defina indicador e critério de sucesso: ex.: redução de queixas em X meses; redução de incidentes; aumento de adequação de postos.

  • 5) Documente a recomendação: registrar como recomendação técnica ao PGR/plano de ação, com justificativa baseada em risco e dados agregados.

Exemplos de melhorias com alta aplicabilidade

  • Ergonomia: padronizar checklist de ajuste do posto (monitor, cadeira, apoio), com validação por amostragem; criar gatilho de reavaliação após mudança de layout; instituir alternância de tarefas em horários de pico.

  • Violência/ameaças: mapear pontos de conflito (fila, triagem, guichê), reforçar barreiras e fluxo; instituir protocolo pós-incidente com avaliação clínica e ajustes temporários; treinar equipe e liderança em desescalada e reporte.

  • Estresse organizacional: revisar dimensionamento em dias de pico; estruturar pausas; reduzir interrupções para tarefas críticas; melhorar previsibilidade de mudanças com treinamento e comunicação.

  • QAI: rotinas verificáveis de manutenção; resposta a queixas com investigação por setor; controle de fontes (mofo, reformas) e melhoria de ventilação/renovação.

  • Biológicos ocasionais: reforçar higiene de mãos e ventilação; protocolos para atendimento de primeiros socorros; limpeza de superfícies de alto toque em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

Roteiro de trabalho do Médico do Trabalho com o PGR na unidade

Roteiro em 7 etapas (aplicação prática)

  • 1) Preparação: obtenha inventário e plano de ação da unidade; levante dados agregados de queixas e incidentes (por setor/horário) e mudanças recentes (reformas, metas, reorganizações).

  • 2) Leitura dirigida do inventário: marque GHE, tarefas, riscos prioritários, controles e lacunas (use o checklist de qualidade).

  • 3) Validação rápida com o trabalho real: entrevistas curtas por função (5–10 minutos) e observação do posto (altura de monitor, fluxo de atendimento, ruído, ventilação percebida, pontos de conflito).

  • 4) Mapa de risco clínico-funcional: para cada GHE, liste agravos prováveis, sinais sentinela e recomendações típicas (ex.: para caixas: cervicalgia, tendinopatias, cefaleia; para atendimento: estresse e violência).

  • 5) Recomendações e restrições coerentes: quando necessário, descreva medidas específicas, temporárias e verificáveis (ex.: alternância de tarefa a cada X horas; posto adaptado; evitar guichê por período após evento crítico, com reavaliação).

  • 6) Inserção no plano de ação: proponha ações com responsável, prazo e indicador; priorize medidas de engenharia/organização.

  • 7) Monitoramento: acompanhe indicadores e reavalie após mudanças (layout, equipe, demanda). Se persistirem sinais sentinela, reclassifique o risco e revise controles.

Modelo de registro técnico (para comunicação com gestão e SESMT)

Unidade/Setor: ______________________  Data: ___/___/____  GHE: ______________________  Tarefa crítica: ______________________  Risco priorizado: ( ) Ergonomia ( ) Violência/ameaças ( ) Psicossocial ( ) QAI ( ) Ruído pontual ( ) Biológico ocasional Evidências locais (agregadas): - Queixas recorrentes: ______________________ - Incidentes/relatos: ______________________ - Mudanças recentes: ______________________ Controles atuais e limitações: - Engenharia/layout: ______________________ - Administrativos/protocolos: ______________________ - Aderência/eficácia percebida: ______________________ Propostas (hierarquia de controles): 1) ______________________ (Responsável: ____ Prazo: ____ Indicador: ____) 2) ______________________ (Responsável: ____ Prazo: ____ Indicador: ____) Critério de reavaliação: ______________________

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao identificar aumento de queixas semelhantes em um setor (sinal sentinela), qual é a conduta mais alinhada ao uso do GRO/PGR pelo Médico do Trabalho para promover prevenção baseada em risco, sem violar sigilo?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A conduta adequada usa dados agregados como sinal sentinela, relaciona-os ao cenário de exposição do PGR e orienta a revisão de controles e do plano de ação com responsáveis, prazos e indicadores, priorizando medidas de engenharia/organização, sem expor informações sensíveis.

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Ergonomia e NR-17 na Caixa: Análise Ergonômica, DORT e Adequações em Estações de Trabalho

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