Acordes Dó, Sol e Ré Maior no Violão e a Técnica de Troca Fluida com Metrônomo

Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

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Neste capítulo você vai montar três acordes novos, Dó maior, Sol maior e Ré maior, e vai aprender a técnica que transforma acordes soltos em música: a troca fluida. Com Mi menor e Lá menor do capítulo quatro e a batida simples com metrônomo do capítulo cinco, esses cinco acordes já formam a base de centenas de músicas conhecidas.

Acordes maiores e o que muda na cifra

Você já sabe que a letra m minúscula depois da letra do acorde indica um acorde menor. Quando a letra aparece sozinha, sem nada depois, o acorde é maior. Dó maior se escreve apenas C. Sol maior se escreve G. Ré maior se escreve D. Por enquanto, guarde só esta regra de leitura. Por que esses acordes soam bem juntos com Em e Am fica para o próximo capítulo. Aqui o trabalho é das mãos.

Montando o Dó maior, o acorde C

Lembre a frase padrão dedo, corda, casa. Monte assim, um dedo por vez. Dedo 1 na corda 2, casa 1. Dedo 2 na corda 4, casa 2. Dedo 3 na corda 5, casa 3. A corda 6 fica de fora. As cordas 3 e 1 ficam soltas. Você toca da corda 5 para baixo, ou seja, cinco cordas.

Repare no desenho que os dedos fazem: uma escada. O dedo 1 está na casa 1, o dedo 2 na casa 2 e o dedo 3 na casa 3, cada um numa corda diferente, subindo em direção às cordas grossas. Isso ajuda a memorizar.

Agora faça a checagem corda por corda. O problema mais comum no C é o dedo 3 deitar um pouco e abafar a corda 4. Outro é o dedo 1 encostar na corda 1 e matar o som dela. Em ambos os casos a correção é a mesma do capítulo quatro: curvar mais o dedo, pressionar com a ponta, logo atrás do traste.

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Mão esquerda montando o acorde de Dó maior no braço de um violão de nylon, com os dedos curvados em forma de escada

Montando o Sol maior, o acorde G

O Sol maior usa as seis cordas e tem duas maneiras de montar. Vamos começar pela versão principal deste livro, que usa os dedos 2, 3 e 4. Dedo 2 na corda 5, casa 2. Dedo 3 na corda 6, casa 3. Dedo 4 na corda 1, casa 3. As cordas 4, 3 e 2 ficam soltas. Toque as seis cordas.

O dedo 4, o mínimo, é o mais fraco e pode reclamar. Isso é normal. Ele precisa de alguns dias para aprender a pressionar sozinho na corda 1. Enquanto isso, existe a variante com os dedos 1, 2 e 3. Dedo 1 na corda 5, casa 2. Dedo 2 na corda 6, casa 3. Dedo 3 na corda 1, casa 3. O som é exatamente o mesmo. Escolha a que sair mais limpa hoje, mas volte a tentar a versão com os dedos 2, 3 e 4, porque ela facilita as trocas que vêm em seguida.

Na checagem corda por corda, ouça com atenção a corda 5. O dedo 3, esticado até a corda 6, costuma roçar nela. Afaste um pouco o cotovelo do corpo e deixe o polegar P mais centrado atrás do braço, e a mão inteira ganha espaço.

Montando o Ré maior, o acorde D

O Ré maior é o mais compacto dos três. Dedo 1 na corda 3, casa 2. Dedo 2 na corda 1, casa 2. Dedo 3 na corda 2, casa 3. Toque da corda 4 para baixo: cordas 4, 3, 2 e 1, apenas quatro cordas. As cordas 6 e 5 não entram.

Os três dedos formam um triângulo pequeno com a ponta virada para o cavalete. Como estão muito perto uns dos outros, o risco de abafamento é grande. O dedo 3 na corda 2 tende a encostar na corda 1. Deixe os dedos bem em pé, quase apontando para dentro da escala, e toque corda por corda até as quatro soarem limpas.

Um detalhe de mão direita: comece o toque para baixo na corda 4. Se o polegar ou a palheta pegar as cordas 6 e 5 por engano, o acorde fica embolado. Mire o começo do movimento no meio das cordas, e não em cima.

A técnica da troca fluida

Trocar de acorde não é desmontar tudo e montar de novo. Quem faz isso demora demais. O segredo tem três partes: dedos-âncora, movimento econômico e preparação no ar.

Dedos-âncora são os dedos que ficam no mesmo lugar, ou que apenas deslizam, de um acorde para o outro. O exemplo mais claro é a troca de Am para C. Monte Am: dedo 1 corda 2 casa 1, dedo 2 corda 4 casa 2, dedo 3 corda 3 casa 2. Agora compare com C: dedo 1 corda 2 casa 1, dedo 2 corda 4 casa 2, dedo 3 corda 5 casa 3. Os dedos 1 e 2 estão exatamente no mesmo lugar. Só o dedo 3 se move, da corda 3 casa 2 para a corda 5 casa 3. Pratique isso devagar: monte Am, mantenha os dedos 1 e 2 grudados, e leve apenas o dedo 3. Volte. Repita dez vezes contando em voz alta.

A troca de C para G, na versão com os dedos 2, 3 e 4, também tem lógica. No C, o dedo 2 está na corda 4 casa 2 e o dedo 3 na corda 5 casa 3. No G, o dedo 2 vai para a corda 5 casa 2 e o dedo 3 para a corda 6 casa 3. Ou seja, os dois dedos sobem uma corda cada, mantendo a mesma casa. Ao mesmo tempo, o dedo 1 solta e o dedo 4 pousa na corda 1 casa 3. É por isso que a versão de G com o dedo 4 vale o esforço.

Outra troca boa: de Em para G. No Em, o dedo 2 está na corda 5 casa 2. No G ele fica exatamente aí. É um dedo-âncora perfeito. O dedo 3 passa da corda 4 casa 2 para a corda 6 casa 3 e o dedo 4 entra na corda 1 casa 3.

Movimento econômico significa que os dedos que precisam sair levantam o mínimo possível, ficando a poucos milímetros das cordas. Dedo que voa alto perde tempo na volta.

Preparação no ar é montar a forma do próximo acorde com os dedos ainda fora da escala, todos juntos, e pousar de uma vez, como uma mão que já vem fechada. Com o tempo, os dedos chegam juntos, e não um após o outro.

E tudo isso acontece no tempo de preparação do capítulo cinco: no tempo quatro os dedos começam a se mover, e no tempo um do compasso seguinte o novo acorde já está soando. A mão direita nunca para.

Pessoa sentada com violão, mão esquerda preparando a forma do acorde pouco acima das cordas, com celular de metrônomo apoiado na perna

O método do minuto com metrônomo

Para medir progresso de verdade, use este exercício. Escolha um par de acordes, por exemplo C e G. Coloque o metrônomo em sessenta bpm. Toque a batida simples, um toque para baixo por tempo, um acorde por compasso de quatro por quatro, e troque a cada compasso. Marque um minuto no celular ou peça a alguém para cronometrar. Durante esse minuto, conte quantas trocas saíram limpas, com todas as cordas soando. Anote o número e a data num caderno.

Uma troca embolada não conta. Melhor menos trocas limpas do que muitas sujas. Quando você conseguir três minutos seguidos com todas as trocas limpas no mesmo andamento, suba o metrônomo em cinco bpm. Não pule etapas. De sessenta para sessenta e cinco, depois setenta, e assim por diante. Em algumas semanas você verá o número do caderno crescer, e isso motiva mais do que qualquer elogio.

Faça o mesmo com os pares Am e C, Em e G, G e D, C e D. Dê mais tempo aos pares difíceis. Para quase todo mundo, a troca que envolve D é a mais lenta no começo, porque os dedos ficam apertados no triângulo.

Duas sequências para juntar tudo

Agora as sequências completas, com quatro acordes cada, um acorde por compasso, batida simples e o nome do acorde dito em voz alta no tempo um. Comece em sessenta bpm.

  1. Sol, Mi menor, Dó, Ré. Em cifra: G, Em, C, D. Conte assim: Sol, dois, três, quatro. Mi menor, dois, três, quatro. Dó, dois, três, quatro. Ré, dois, três, quatro. E volte ao Sol sem parar a mão direita. Repare nos dedos-âncora: de G para Em, o dedo 2 fica na corda 5 casa 2.
  2. Dó, Lá menor, Mi menor, Sol. Em cifra: C, Am, Em, G. Conte da mesma forma. Aqui você aproveita a troca de C para Am, que move só o dedo 3, e a de Em para G, que mantém o dedo 2 parado.

Se alguma troca não cabe no tempo, use as estratégias do capítulo cinco: baixe o andamento ou dê dois compassos para cada acorde. Nunca deixe a mão direita parar esperando a esquerda. É a mão direita que manda no tempo, e a esquerda aprende a chegar na hora.

Limite a sessão a dez ou quinze minutos, como no capítulo três. A ardência nas pontas dos dedos é esperada. Dor de alerta no pulso ou no polegar, especialmente ao esticar o dedo 3 no G, é sinal para parar e revisar a posição da mão esquerda.

Recapitulando

Você montou o C, o acorde em escada nas cordas 2, 4 e 5, tocado da corda 5 para baixo. Montou o G com os dedos 2, 3 e 4 nas cordas 5, 6 e 1, com a variante de dedos 1, 2 e 3, tocando as seis cordas. Montou o D, o triângulo nas cordas 3, 1 e 2, tocado da corda 4 para baixo. Aprendeu que a troca fluida depende de dedos-âncora que ficam ou deslizam, de movimento econômico e de preparar a forma no ar, sempre no tempo de preparação. E ganhou o método do minuto: contar trocas limpas com metrônomo, anotar e subir cinco bpm por vez. Com as sequências G, Em, C, D e C, Am, Em, G, você já está tocando progressões que sustentam músicas de verdade.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Qual é o principal objetivo de usar dedos-âncora durante a troca de acordes no violão?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Dedos-âncora são dedos que permanecem no mesmo lugar ou apenas deslizam de um acorde para outro. Isso economiza movimento e tempo na troca, como no exemplo Am para C, onde apenas o dedo 3 se move. As outras opções confundem conceitos do capítulo, mas não capturam o propósito central dos dedos-âncora para trocas fluidas.

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Acordes Lá, Mi e Ré Menor no Violão e o Campo Harmônico de Dó e de Sol na Prática

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