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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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70 páginas

Parcerias com criadores e influenciadores locais

Capítulo 34

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que são parcerias com criadores e influenciadores locais (e por que funcionam para hospedagem)

Parcerias com criadores e influenciadores locais são colaborações estruturadas entre o hotel/pousada e pessoas que produzem conteúdo (vídeo, fotos, textos, reviews, guias) e têm audiência relevante na região ou em nichos conectados ao destino. “Local” aqui pode significar: mora na cidade/região, cobre o destino com frequência, ou é referência em temas que combinam com a experiência da hospedagem (gastronomia, trilhas, praia, enoturismo, bem-estar, família, pet friendly, luxo acessível, turismo de aventura).

Elas funcionam porque reduzem a distância entre a promessa e a percepção do público: em vez de apenas a marca falar de si, alguém com linguagem própria mostra a experiência “em uso”, com contexto real do destino e do dia a dia do viajante. Para hotéis e pousadas, isso tende a gerar três efeitos práticos nas redes sociais: mais atenção (conteúdo com narrativa e rosto), mais confiança (prova social indireta) e mais intenção (o público consegue se imaginar no lugar).

Criador x influenciador: diferença útil na prática

Nem todo criador é influenciador, e nem todo influenciador entrega o melhor conteúdo. Criador é quem produz peças com qualidade e consistência (roteiro, captação, edição, storytelling). Influenciador é quem tem capacidade de mobilizar uma audiência (alcance, engajamento, cliques, decisões). Em hospedagem, muitas vezes o melhor resultado vem de combinar os dois: creators que geram ativos reutilizáveis (Reels, fotos, cortes, depoimentos) e influenciadores que amplificam a mensagem para públicos específicos.

Quando faz sentido priorizar influenciadores locais

  • Quando o destino depende de “descoberta” e contexto (o que fazer, onde comer, como chegar, melhor época).

  • Quando a hospedagem quer atrair públicos de cidades próximas (bate-volta, feriados, finais de semana).

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  • Quando há experiências complementares na região (restaurantes, vinícolas, passeios, trilhas, praias, eventos) e o criador consegue costurar tudo em uma narrativa.

  • Quando você precisa de volume de conteúdo autêntico para redes sociais sem depender apenas de produção interna.

Modelos de parceria: do permuta ao contrato com entregáveis

1) Permuta (hospedagem/experiência em troca de conteúdo)

É o formato mais comum, mas também o que mais dá errado quando não há alinhamento. Permuta funciona melhor quando: o criador já produz conteúdo de viagem com frequência, tem portfólio consistente e você define entregáveis mínimos. Exemplo: 2 Reels + 6 Stories + 10 fotos em alta + 1 vídeo vertical “room tour” sem música (para uso futuro).

2) Fee pago (produção e/ou influência)

Você paga pelo trabalho e pelo acesso à audiência. Esse modelo costuma ser mais previsível, porque permite exigir padrões (prazos, roteiro, revisões, direitos de uso). Pode ser pago por pacote (campanha) ou por diária de produção (creator day). Exemplo: “Diária de captação + edição de 3 Reels + 20 fotos + 5 cortes para anúncios”.

3) Afiliado/Comissão (pagamento por resultado)

O criador recebe comissão por reservas geradas via cupom ou link rastreável. É útil quando você quer testar muitos perfis com risco menor. Para funcionar, você precisa de regras claras: período de atribuição (ex.: 7 ou 30 dias), quais tarifas entram, como lidar com cancelamentos e como será o relatório.

4) Embaixador (parceria contínua)

Em vez de uma ação pontual, você cria uma relação de médio prazo com 1 a 3 perfis que combinam com a marca e o destino. O embaixador visita mais de uma vez, participa de lançamentos de pacotes e vira “rosto recorrente” da experiência. É especialmente útil para manter consistência de conteúdo e reduzir custo por peça ao longo do tempo.

5) Co-criação com negócios locais (campanha em rede)

Você pode estruturar uma campanha com criador + restaurante + passeio + café + loja local, com roteiro de 24 a 48 horas no destino. O criador produz uma narrativa completa e cada parceiro contribui com parte do custo (fee) ou com experiências. Esse formato aumenta o valor percebido e facilita a distribuição cruzada (cada parceiro republica e comenta).

Como escolher os perfis certos: critérios objetivos (sem depender só de seguidores)

Checklist de compatibilidade

  • Geografia da audiência: o público está em cidades que realmente viajam para sua região? Peça print do painel de audiência (principais cidades/estados).

  • Formato dominante: o perfil entrega bem em vídeo curto, Stories e conteúdo “salvável” (dicas)? Para hospedagem, vídeo costuma ser decisivo.

  • Qualidade de produção: áudio, luz, enquadramento, ritmo de edição, capacidade de mostrar detalhes (banheiro, cama, vista, café da manhã, áreas comuns).

  • Histórico com marcas: as publis anteriores parecem naturais? Há transparência? O público reage bem ou critica?

  • Engajamento real: observe comentários específicos (perguntas sobre preço, localização, como reservar) e não apenas “lindo”.

  • Adequação de valores: postura, linguagem, temas sensíveis, comportamento em viagens (respeito a regras, silêncio, áreas comuns).

Sinais de alerta comuns

  • Taxa de engajamento alta, mas comentários genéricos repetidos (possível engajamento artificial).

  • Conteúdo bonito, porém sem contexto e sem narrativa (não ajuda a decisão de viagem).

  • Excesso de publis em sequência, sem diferenciação (o público pode ignorar).

  • Recusa em enviar métricas básicas ou portfólio completo.

Micro e nano influenciadores: por que costumam performar bem

Perfis menores (por exemplo, 3 mil a 50 mil seguidores) frequentemente têm audiência mais concentrada na região e maior proximidade com o público, gerando conversas e perguntas práticas. Para hotéis e pousadas, isso pode significar mais DMs e mais cliques qualificados, mesmo com menos alcance total. Uma estratégia comum é montar um “mix”: 1 perfil médio para alcance + 3 a 6 micro para profundidade e volume de conteúdo.

Passo a passo prático para planejar uma campanha com criadores locais

Passo 1: defina o objetivo da parceria (em termos de entrega e comportamento)

Em redes sociais, objetivo precisa virar comportamento observável. Exemplos de objetivos bem definidos: gerar 30 conversas no direct sobre datas específicas; aumentar visitas ao perfil e cliques no link durante um feriado; produzir um banco de 40 fotos e 10 vídeos verticais para uso nos próximos 60 dias; divulgar uma experiência (ex.: café da manhã especial, piscina aquecida, day use, jantar harmonizado) com foco em “salvamentos”.

Passo 2: escolha o modelo de remuneração e o “pacote” de entregáveis

Transforme a parceria em um pacote claro. Um exemplo de pacote para 2 diárias: 2 Reels (um “tour” e um “roteiro no destino”), 8 a 12 Stories com marcação e localização, 15 fotos em alta, 1 depoimento em vídeo (15 a 30s), 1 vídeo B-roll (clipes sem música) de 60 a 90s. Se houver fee, defina também: prazo de postagem, janela de publicação (ex.: até 7 dias após o check-out), e se haverá exclusividade (ex.: não divulgar hospedagem concorrente por 30 dias).

Passo 3: monte uma lista curta de perfis e faça abordagem profissional

Evite mensagens genéricas. Envie um convite com: datas possíveis, tipo de experiência oferecida, o que você espera de entregáveis, se há fee ou permuta, e por que aquele perfil foi escolhido. Exemplo de estrutura: “Vi que você produz roteiros de fim de semana para casais em [região]. Queremos convidar para vivenciar [experiência] e criar conteúdos focados em [tema]. Temos [modelo] e buscamos [entregáveis]. Posso te enviar um briefing com detalhes e checar disponibilidade?”

Passo 4: crie um briefing enxuto (1 a 2 páginas) que facilite a criação

O briefing deve orientar sem engessar. Inclua: pontos que não podem faltar (ex.: mostrar tamanho do quarto, vista, café da manhã, áreas comuns, estacionamento, pet policy), horários recomendados para gravação (golden hour, café da manhã), regras da casa (silêncio, áreas restritas), hashtags e marcações, e “frases proibidas” (promessas que você não garante, como “sempre vazio”, “melhor preço”, “vista garantida”).

Passo 5: prepare a operação para receber o criador (experiência impecável e gravável)

Parceria com criador é também operação. Garanta que o quarto esteja perfeito antes do check-in, que a equipe saiba quem é o convidado e o que ele precisa (por exemplo, acesso a áreas em horários específicos), e que haja um “roteiro de gravação” sugerido. Pequenos detalhes ajudam muito: plaquinha de Wi-Fi visível, amenities completos, iluminação funcionando, áreas comuns organizadas, cardápio do café da manhã claro, e autorização para filmar em pontos específicos.

Passo 6: combine como serão as aprovações (sem travar o conteúdo)

Em geral, você não deve pedir aprovação total do conteúdo como se fosse anúncio, porque isso reduz autenticidade e pode afastar criadores. Em vez disso, defina um processo leve: o criador envia o roteiro/tópicos do Reel antes de editar, e você valida apenas fatos (horários, regras, serviços inclusos, localização, nomes corretos). Para Stories, combine apenas o que é obrigatório mencionar (ex.: necessidade de reserva, horários do café, política pet).

Passo 7: publique em conjunto e amplifique

Planeje a amplificação: repost no Stories, comentário fixado, salvar nos destaques (ex.: “Experiências”, “Quartos”, “Roteiros”), e, se fizer sentido, impulsionamento do Reel como anúncio (com autorização). Combine também um “post colaborativo” quando a rede permitir, para somar audiências. Durante a publicação, responda rápido às perguntas nos comentários e no direct, porque é nesse momento que a intenção está alta.

Passo 8: rastreie resultados com método simples

Use pelo menos um mecanismo de rastreio por criador: cupom exclusivo (ex.: NOME10), link rastreável, ou palavra-chave para o direct (ex.: “Envie ‘ROTEIRO’ para receber datas”). Registre: alcance, visualizações, salvamentos, respostas em Stories, cliques, conversas no direct e reservas atribuídas. Mesmo quando não há reserva imediata, salvamentos e DMs são sinais fortes de intenção para hospedagem.

Entregáveis que mais ajudam a vender hospedagem (e como orientar sem engessar)

Reel 1: “Room tour com detalhes que importam”

Peça para mostrar: entrada do quarto, cama e espaço real, banheiro (chuveiro e bancada), vista/janela, itens de conforto (ar, aquecimento, blackout), tomadas, Wi-Fi, ruídos (se relevante), e um take curto do caminho até áreas comuns. O diferencial é o “detalhe honesto”: medidas aproximadas, o que cabe na mala, onde apoiar notebook, como é a iluminação à noite.

Reel 2: “24 horas no destino + hospedagem como base”

O criador monta um mini roteiro: chegada, check-in, pôr do sol, jantar (pode ser parceiro local), manhã com café, passeio leve, retorno. Esse formato contextualiza a hospedagem como parte do plano de viagem, não como um produto isolado.

Stories: “perguntas e respostas”

Combine um bloco de Q&A: o criador abre caixinha de perguntas e responde dúvidas típicas (estacionamento, pet, crianças, horários, distância de pontos). Isso gera conversas e reduz barreiras. Dica operacional: deixe uma lista de respostas factuais prontas para evitar informação incorreta.

Carrossel “salvável”: checklist do que levar e do que fazer

Mesmo em um módulo de redes sociais, vale orientar o criador a produzir um carrossel de utilidade: “O que levar para um fim de semana em [destino]”, “3 passeios fáceis saindo da pousada”, “Onde ver o pôr do sol”. Esse tipo de conteúdo costuma ser salvo e compartilhado, mantendo a hospedagem em evidência por mais tempo.

Direitos de uso, regras e segurança: o que precisa estar combinado

Termos essenciais (mesmo em permuta)

  • Entregáveis e prazos: quantidade, formato, data de postagem e envio dos arquivos.

  • Direitos de uso (UGC/whitelisting): se o hotel pode repostar, usar em anúncios, por quanto tempo e em quais canais.

  • Identificação de publicidade: combinar transparência quando aplicável (ex.: “parceria”, “publi”).

  • Exclusividade: se houver, delimitar categoria (hospedagem na mesma cidade) e período.

  • Políticas da casa: horários, áreas restritas, respeito a outros hóspedes, uso de drone (se permitido), captação em áreas comuns.

  • Cancelamentos e no-show: o que acontece se o criador desmarcar em cima da hora.

Como lidar com outros hóspedes e privacidade

Oriente o criador a evitar filmar rostos de terceiros sem consentimento, especialmente em piscina, café da manhã e recepção. Se a área comum estiver cheia, sugira horários alternativos para captação. Isso protege a experiência de quem está pagando e evita problemas de imagem.

Como transformar uma parceria pontual em máquina de conteúdo (repurpose)

Organize os ativos recebidos como biblioteca

Peça arquivos em alta (sem legendas e sem música quando possível) e organize por pastas: quartos, café, áreas comuns, destino, depoimentos. Assim, você consegue recortar trechos para Reels, anúncios, Stories e capas de destaques. Um único fim de semana bem produzido pode render semanas de publicações.

Roteiro de reaproveitamento em 10 peças

  • 1 Reel principal (tour)

  • 1 Reel secundário (roteiro)

  • 3 cortes de 7 a 12 segundos (detalhes: cama, vista, café)

  • 2 Stories “antes e depois” (check-in, café)

  • 1 depoimento curto (prova social)

  • 1 carrossel com fotos (ambientes)

  • 1 post de bastidores (making of)

Como manter consistência sem “enjoar” o público

Alterne criadores e ângulos: um perfil foca em gastronomia, outro em trilhas, outro em família, outro em bem-estar. A hospedagem aparece como base, mas a narrativa muda. Isso evita repetição e amplia o alcance para diferentes nichos, sem precisar mudar a estrutura da operação.

Negociação na prática: como precificar e evitar frustrações

Como pensar em custo (mesmo em permuta)

Permuta não é “de graça”: há custo de oportunidade do quarto, custo operacional e risco de não entrega. Antes de fechar, estime o valor interno da diária e compare com o pacote de entregáveis. Se o criador entrega ativos reutilizáveis e você pode usar em anúncios, o valor tende a ser maior do que apenas um post no feed.

Estrutura simples de proposta

Monte uma proposta padrão com três opções: Básico (1 Reel + Stories), Intermediário (2 Reels + fotos + Q&A), Completo (campanha + direitos de uso + afiliado). Isso facilita a negociação e reduz idas e vindas.

Cláusulas que evitam problemas comuns

  • Entrega dos arquivos originais em até X dias após check-out.

  • Se não postar, devolução parcial do valor/diárias (ou reagendamento com multa).

  • Correção de informações erradas em até 24 horas após aviso.

  • Autorização de repost e uso por X meses (se acordado).

Exemplos práticos de campanhas com criadores locais

Exemplo 1: “Fim de semana romântico” com creator de gastronomia

Estrutura: 1 Reel mostrando quarto + jantar em parceiro local + café da manhã; Stories com bastidores e caixinha de perguntas; 10 fotos para o hotel usar em posts. Chamada para ação: “Envie ‘ROMANCE’ no direct para consultar datas”. Resultado esperado: aumento de DMs e salvamentos, além de conteúdo de mesa posta, vinho e clima noturno (difícil de produzir internamente).

Exemplo 2: “Roteiro pet friendly” com microinfluenciador da cidade

Estrutura: 1 Reel com chegada com pet, áreas permitidas, kit pet (se houver), passeio leve e café; Stories respondendo dúvidas sobre regras e taxas; cupom PET5 para rastrear. Resultado esperado: perguntas específicas (taxa, porte, áreas) e reservas mais qualificadas.

Exemplo 3: “Bate-volta premium” para público de cidade vizinha

Estrutura: creator local faz conteúdo de deslocamento (tempo de viagem), check-in rápido, piscina/SPA, almoço, pôr do sol e retorno. Entregáveis incluem clipes curtos para anúncios. Resultado esperado: reduzir objeção de distância e aumentar intenção para finais de semana.

Ferramentas e documentos prontos (modelos) para você aplicar

Modelo de mensagem de convite (DM ou e-mail)

Olá, [nome]! Acompanho seus conteúdos sobre [tema] em [região] e gostei especialmente de [referência]. Somos [hotel/pousada] em [cidade] e queremos criar uma série de conteúdos sobre [ângulo]. Temos interesse em uma parceria no formato [permuta/fee/afiliado], com estes entregáveis: [lista]. Datas possíveis: [datas]. Posso te enviar um briefing com detalhes e alinhar valores/disponibilidade?

Mini-briefing (tópicos)

  • Objetivo da ação:

  • Público que queremos atingir (em uma frase):

  • O que mostrar (itens obrigatórios):

  • O que evitar (promessas e áreas):

  • Marcações, localização e hashtags:

  • CTA combinado (cupom, link, palavra-chave no direct):

  • Prazos de postagem e envio de arquivos:

  • Direitos de uso e período:

Checklist de recebimento dos arquivos

  • Reels em MP4 (1080x1920), sem marca d’água

  • Fotos em alta (preferência por JPEG/RAW)

  • Clipes B-roll sem música

  • Texto das legendas e hashtags usadas

  • Prints de métricas após 7 dias (alcance, plays, salvamentos, respostas)

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao planejar uma parceria por permuta com um criador local, qual prática aumenta a chance de a ação funcionar e evitar frustrações?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Na permuta, o maior risco é a falta de alinhamento. Definir entregáveis, prazos e o que será entregue em arquivos reutilizáveis torna a parceria mais previsível e reduz chances de não entrega ou de conteúdo pouco útil.

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