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Agente de Polícia Civil: Preparação Essencial para Concursos Públicos

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18 páginas

Prisão e Condução: Regras Essenciais na Atuação do Agente de Polícia Civil

Capítulo 5

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Este capítulo organiza as regras práticas e as formalidades que cercam a prisão e a condução na atuação do Agente de Polícia Civil, com foco em hipóteses legais, limites de atuação, proteção de direitos e registros indispensáveis. O objetivo é reduzir riscos de nulidades, responsabilização funcional e violações à integridade do custodiado.

1) Conceitos operacionais: abordagem, detenção, condução e prisão

Abordagem (ato de polícia)

É a intervenção inicial para identificar pessoa, verificar situação e controlar risco imediato. Pode envolver revista pessoal e verificação de dados, conforme fundada suspeita e protocolos internos. A abordagem, por si só, não é prisão.

Detenção (restrição momentânea)

É a contenção temporária e estritamente necessária para cessar risco, impedir fuga imediata ou viabilizar verificação/segurança. Deve ser breve, proporcional e justificada. Não se confunde com prisão formal.

Condução (deslocamento compulsório)

É levar alguém à unidade policial ou a outro local por necessidade objetiva (ex.: formalização de ocorrência, identificação, preservação de integridade, apresentação à autoridade). A condução deve ter motivo claro, duração mínima e registro. Quando a condução ocorre sem base legal e se prolonga, pode caracterizar privação ilegal de liberdade.

Prisão (privação de liberdade com fundamento legal)

É a restrição de liberdade com base em hipótese legal (ex.: flagrante) e com formalização. Exige comunicação de direitos, integridade, registro e apresentação à autoridade competente para as providências cabíveis.

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2) Prisão em flagrante: hipóteses e leitura prática

O flagrante é a situação em que a captura decorre da imediatidade do fato, dispensando ordem judicial. Para prova de concurso, é essencial dominar as modalidades e reconhecer o que é “pegadinha” (ex.: confundir flagrante impróprio com presumido).

Flagrante próprio (real)

  • Quando ocorre: o agente está cometendo o crime ou acaba de cometê-lo.
  • Indicadores práticos: ação em curso; vítima/gritos; visualização direta; imediata cessação do ato.
  • Exemplo: indivíduo é visto subtraindo objeto e é contido ainda no local; ou é alcançado logo após a subtração, com a ação recém-encerrada.

Flagrante impróprio (quase-flagrante)

  • Quando ocorre: o suspeito é perseguido logo após o crime, em situação que faça presumir ser autor.
  • Ponto-chave: a perseguição deve ser contínua e imediata (sem “quebra” relevante).
  • Exemplo: após roubo, a equipe inicia perseguição ininterrupta e captura o suspeito algumas quadras depois.

Flagrante presumido (ficto)

  • Quando ocorre: o suspeito é encontrado logo depois com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser autor.
  • Ponto-chave: não exige perseguição, mas exige “logo depois” e elementos objetivos de vinculação ao fato.
  • Exemplo: minutos após furto em residência, indivíduo é localizado nas proximidades com os bens subtraídos e ferramentas compatíveis com o arrombamento.

Erros comuns de enquadramento

  • Confundir “logo depois” com horas/dias: quanto maior o lapso, maior o risco de descaracterizar flagrante.
  • Perseguição interrompida: se a equipe perde o suspeito por tempo relevante e o reencontra depois por informação genérica, pode não ser impróprio.
  • Ausência de elementos objetivos no presumido: “estar perto” do local sem objetos/instrumentos ligados ao crime é frágil.

3) Providências imediatas no flagrante: passo a passo operacional

O passo a passo abaixo organiza a atuação para reduzir risco, preservar direitos e garantir formalidades mínimas.

Passo 1 — Controle de segurança e cessação do risco

  • Imobilizar apenas o necessário para cessar agressão, impedir fuga imediata ou evitar destruição de evidências.
  • Verificar presença de armas, objetos perfurocortantes e riscos ao público.
  • Separar envolvidos (suspeito, vítima, testemunhas) para evitar intimidação e contaminação de relatos.

Passo 2 — Identificação e verificação inicial

  • Identificar o abordado e coletar informações básicas (nome, documento, endereço, contato).
  • Checar sinais de embriaguez, alteração psicomotora, lesões aparentes e necessidade médica imediata.
  • Registrar circunstâncias do encontro (local, horário, quem presenciou, o que foi visto).

Passo 3 — Definição do enquadramento: condução ou prisão

  • Se há hipótese de flagrante: formalizar a prisão e conduzir para apresentação à autoridade.
  • Se não há flagrante, mas há necessidade objetiva de condução: justificar a condução (ex.: identificação, proteção, formalização de ocorrência) e limitar o tempo ao estritamente necessário.
  • Se não há base legal: evitar restrição de liberdade; orientar e registrar o atendimento conforme o caso.

Passo 4 — Comunicação de direitos (no momento adequado)

  • Informar, de modo claro, o motivo da intervenção e, em caso de prisão, a condição de preso.
  • Garantir ciência de direitos essenciais: permanecer em silêncio, assistência de advogado/defensoria, comunicação a familiar/pessoa indicada, integridade física e atendimento médico quando necessário.
  • Evitar “interrogatório informal” no local; priorizar segurança e formalização.

Passo 5 — Integridade do custodiado e atendimento

  • Verificar e registrar lesões pré-existentes e condições físicas (inclusive relato do custodiado).
  • Providenciar atendimento médico quando houver lesão, mal-estar, uso de substâncias, crise emocional ou alegação consistente.
  • Evitar exposição pública desnecessária (filmagens, humilhação, exibição).

Passo 6 — Transporte, apresentação e registros

  • Conduzir com segurança, evitando riscos de fuga e de agressão, e mantendo vigilância compatível.
  • Apresentar o preso à autoridade policial para formalização e providências legais.
  • Documentar horários: abordagem, contenção, início da condução, chegada à unidade, comunicações realizadas.

4) Uso proporcional da força: parâmetros práticos

O uso da força deve obedecer aos critérios de legalidade, necessidade, proporcionalidade e moderação. Em prova, a banca costuma cobrar a lógica: força é meio excepcional, escalonado e justificado.

Critérios de decisão

  • Necessidade: só usar força se medidas menos gravosas forem insuficientes.
  • Proporcionalidade: intensidade compatível com a resistência/ameaça.
  • Finalidade legítima: cessar agressão, impedir fuga, proteger terceiros, garantir custódia segura.
  • Moderação: cessar o uso assim que cessar a resistência/ameaça.

Escalonamento (exemplo didático)

  • Presença e verbalização: ordem clara, identificação funcional, orientação.
  • Controle físico leve: condução pelo braço, posicionamento, afastamento.
  • Controle físico intenso: imobilizações compatíveis com resistência ativa.
  • Instrumentos de menor potencial ofensivo: conforme protocolo e risco.
  • Força potencialmente letal: apenas diante de ameaça grave e atual, dentro das regras aplicáveis.

O que costuma gerar responsabilização

  • Força aplicada como punição ou vingança.
  • Manutenção de contenção após cessar resistência.
  • Ausência de registro do motivo e do nível de resistência.
  • Omissão de socorro/atendimento após uso de força.

5) Algemação: quando é admitida e como justificar

A algemação é medida excepcional e deve ser justificada por elementos concretos. Em concursos, o foco é: não é automática; exige motivação; deve respeitar dignidade e segurança.

Parâmetros objetivos para algemar

  • Resistência: ativa ou iminente, com risco de agressão ou fuga.
  • Fundado receio de fuga: circunstâncias concretas (tentativa anterior, ambiente favorável à evasão, comportamento).
  • Perigo à integridade: do preso, da equipe ou de terceiros (agressividade, ameaça, tumulto).

Boas práticas de execução

  • Explicar de forma breve o motivo (“por segurança, diante de resistência/risco de fuga”).
  • Aplicar com técnica adequada, evitando dor desnecessária e verificando circulação.
  • Reavaliar a necessidade ao longo do tempo (ex.: ambiente controlado pode permitir retirada, se seguro).
  • Registrar a motivação específica e o contexto (resistência, tentativa de fuga, agressões, número de envolvidos, local).

Pegadinha típica

Enunciados que tratam a algema como “procedimento padrão” em qualquer prisão. A resposta correta, em regra, exige reconhecer a excepcionalidade e a necessidade de justificativa concreta.

6) Comunicação de direitos e garantias do custodiado

Além de ser dever funcional, a comunicação adequada reduz alegações de coação e nulidades. O ponto de prova é saber o “mínimo essencial” e o momento de garantir efetividade.

Direitos essenciais a assegurar

  • Ser informado do motivo da prisão e da autoridade responsável pela condução/apresentação.
  • Direito ao silêncio e a não produzir prova contra si.
  • Assistência de advogado/defensoria.
  • Comunicação a familiar ou pessoa indicada.
  • Integridade física e moral; atendimento médico quando necessário.

Cuidados práticos

  • Evitar perguntas investigativas no local; limitar-se ao necessário para segurança e identificação.
  • Não prometer benefícios, não ameaçar, não constranger para obter confissão.
  • Registrar que os direitos foram comunicados e se houve solicitação de contato/atendimento.

7) Integridade do custodiado: prevenção de incidentes e documentação

A integridade do custodiado é responsabilidade direta da equipe. Em prova, aparece como dever de proteção e de adoção de providências imediatas diante de risco.

Checklist de integridade

  • Antes do transporte: verificar lesões, estado mental, intoxicação, risco de autoagressão.
  • Durante o transporte: vigilância compatível, evitar contato com terceiros, atenção a queixas de dor/falta de ar.
  • Na chegada: registrar condições, providenciar atendimento se necessário, evitar permanência em locais inadequados.

Exemplos de situações sensíveis

  • Alegação de agressão: registrar imediatamente, identificar testemunhas, encaminhar para exame/atendimento conforme necessidade.
  • Crise emocional: reduzir estímulos, manter verbalização calma, acionar suporte médico.
  • Uso de substâncias: observar sinais de overdose/abstinência; priorizar atendimento.

8) Registros indispensáveis: o que não pode faltar

Registros são a “memória formal” do ato e sustentam a legalidade da intervenção. Em concursos, a banca cobra a coerência entre fato, hipótese de flagrante, uso de força e medidas adotadas.

Elementos mínimos a documentar

  • Motivo da intervenção: notícia do fato, circunstância observada, fundada suspeita (quando aplicável).
  • Dinâmica do flagrante: o que foi visto, por quem, e em que sequência temporal.
  • Modalidade de flagrante: próprio, impróprio ou presumido, com justificativa fática.
  • Horários: abordagem, contenção, início da condução, chegada, comunicações.
  • Uso da força: nível de resistência, meios empregados, duração, cessação, lesões e atendimento.
  • Algemação: motivo concreto, momento de aplicação/retirada, condições do custodiado.
  • Direitos: comunicação e eventuais solicitações (advogado, familiar, médico).
  • Testemunhas: identificação e contato, quando possível.

Modelo de narrativa objetiva (exemplo)

Às 21h40, na Rua X, a equipe visualizou o suspeito saindo do estabelecimento Y com um aparelho celular na mão, enquanto a vítima o apontava e gritava por socorro. Realizada contenção para cessar tentativa de fuga. O suspeito resistiu com empurrões, sendo necessário controle físico e algemação por risco concreto de evasão e agressão. Informado do motivo da prisão e de seus direitos (silêncio, advogado/defensoria e comunicação a familiar). Conduzido à unidade às 22h05, chegando às 22h20. Apresentava escoriação prévia no antebraço direito, relatando queda durante a fuga; ofertado atendimento médico.

9) Estudos de situações práticas (com enquadramento e providências)

Situação 1 — Flagrante próprio

Cenário: em diligência, a equipe presencia indivíduo arrombando um veículo e retirando objetos.

  • Enquadramento: flagrante próprio (crime em execução).
  • Providências imediatas: cessar ação, controlar risco, conter e prender; comunicar direitos; preservar integridade; conduzir para formalização; registrar dinâmica e objetos encontrados.
  • Ponto de prova: imediatidade e visualização direta sustentam o próprio.

Situação 2 — Flagrante impróprio

Cenário: após roubo, a vítima aponta o suspeito correndo; a equipe inicia perseguição contínua e o captura minutos depois.

  • Enquadramento: flagrante impróprio (perseguição logo após).
  • Providências imediatas: conter, verificar arma, separar vítima e suspeito, registrar continuidade da perseguição (sem interrupção relevante), comunicar direitos, conduzir.
  • Pegadinha: se a perseguição não for contínua (perda do suspeito por tempo relevante), a modalidade pode ser questionada.

Situação 3 — Flagrante presumido

Cenário: poucos minutos após furto em comércio, indivíduo é encontrado nas proximidades com mercadorias etiquetadas e ferramenta de corte.

  • Enquadramento: flagrante presumido (encontrado logo depois com objetos/instrumentos que presumem autoria).
  • Providências imediatas: apreender e registrar objetos, identificar testemunhas (funcionários), comunicar direitos, conduzir e formalizar.
  • Ponto de prova: não exige perseguição, mas exige elementos objetivos e proximidade temporal.

Situação 4 — Abordagem que não vira prisão

Cenário: pessoa em atitude suspeita em área com furtos recentes; nada ilícito é encontrado e não há notícia imediata de crime.

  • Enquadramento: abordagem e verificação; não há base para prisão.
  • Providências imediatas: identificação, orientação, registro do atendimento conforme protocolo; evitar condução sem justificativa concreta.
  • Pegadinha: “conduzir para averiguação” sem base pode configurar ilegalidade.

Situação 5 — Resistência e algemação

Cenário: suspeito tenta se desvencilhar e corre ao ser informado que será conduzido; há aglomeração hostil.

  • Enquadramento: se houver hipótese de flagrante, prisão; algemação pode ser justificada por risco de fuga e integridade.
  • Providências imediatas: controle proporcional, algemar com justificativa concreta, registrar resistência e contexto, checar lesões e providenciar atendimento se necessário.

10) Questões objetivas (estilo concurso) + análise de pegadinhas

Questões

1. A prisão em flagrante é cabível quando o agente é encontrado, logo depois, com objetos que façam presumir ser ele o autor do crime. Essa hipótese corresponde ao flagrante:

  • A) Próprio
  • B) Impróprio
  • C) Presumido
  • D) Preparado

2. Na modalidade de flagrante impróprio, é indispensável:

  • A) Que o suspeito seja encontrado com instrumentos do crime
  • B) Que haja perseguição logo após o fato
  • C) Que o crime seja inafiançável
  • D) Que exista confissão formal

3. Sobre algemação, assinale a alternativa correta:

  • A) É obrigatória em toda prisão em flagrante, por segurança
  • B) É admitida quando houver resistência, risco de fuga ou perigo à integridade, devendo ser justificada
  • C) É vedada quando o preso não tiver antecedentes
  • D) É dispensável qualquer registro, pois se trata de ato discricionário

4. A diferença mais adequada entre abordagem e prisão é que:

  • A) Abordagem sempre exige condução à unidade
  • B) Prisão é medida formal de privação de liberdade com fundamento legal; abordagem é intervenção inicial de verificação/controle
  • C) Abordagem equivale a prisão quando houver fundada suspeita
  • D) Prisão dispensa comunicação de direitos

5. O uso da força pelo agente público deve obedecer, em regra, aos critérios de:

  • A) Oportunidade e conveniência, sem necessidade de registro
  • B) Legalidade, necessidade, proporcionalidade e moderação
  • C) Superioridade numérica e rapidez
  • D) Presunção de culpa e prevenção geral

6. Em uma ocorrência, o suspeito é localizado duas horas após o fato, em bairro distante, sem objetos relacionados ao crime, apenas “parecido” com a descrição. Afirmar que se trata de flagrante presumido é:

  • A) Correto, pois basta semelhança física
  • B) Correto, pois o flagrante não depende de tempo
  • C) Incorreto, pois faltam elementos objetivos e a proximidade temporal (“logo depois”)
  • D) Correto, pois a condução supre a ausência de elementos

7. Em caso de prisão, é medida compatível com boas práticas:

  • A) Manter contenção mesmo após cessar resistência, para “garantir respeito”
  • B) Registrar horários e circunstâncias, comunicar direitos e providenciar atendimento médico quando necessário
  • C) Evitar registro para não “burocratizar”
  • D) Interrogar informalmente no local para obter confissão imediata

8. A condução de pessoa à unidade policial, sem base legal e com prolongamento do tempo de retenção, pode caracterizar:

  • A) Ato administrativo regular, sempre
  • B) Privação ilegal de liberdade
  • C) Medida obrigatória em qualquer abordagem
  • D) Procedimento padrão de identificação

Gabarito

  • 1) C
  • 2) B
  • 3) B
  • 4) B
  • 5) B
  • 6) C
  • 7) B
  • 8) B

Análise de pegadinhas comuns em editais

  • “Condução para averiguação” como regra: enunciados tentam normalizar conduções sem motivo concreto. A resposta correta costuma exigir base objetiva, tempo mínimo e registro.
  • Algema como procedimento automático: a banca costuma cobrar a excepcionalidade e a necessidade de justificativa concreta, além do registro.
  • Confusão entre impróprio e presumido: impróprio exige perseguição logo após; presumido exige encontro “logo depois” com objetos/instrumentos/papéis que vinculem ao crime.
  • “Logo depois” elástico: quanto maior o lapso temporal e menor a vinculação objetiva, mais frágil o flagrante.
  • Uso da força sem narrativa de resistência: questões frequentemente pedem o critério correto (necessidade/proporcionalidade) e a obrigação de cessar quando cessar a ameaça.
  • Direitos como formalidade dispensável: pegadinha sugere que comunicar direitos é opcional; em regra, deve ser assegurado e registrado, com atenção à integridade e ao acesso à defesa.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em uma ocorrência, a equipe localiza o suspeito logo após o fato, nas proximidades, portando objetos e instrumentos que o vinculam ao crime, mas sem ter havido perseguição. Qual é o enquadramento mais adequado para a prisão em flagrante?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O flagrante presumido ocorre quando o suspeito é encontrado logo depois com objetos/instrumentos que presumam ser ele o autor, sem necessidade de perseguição. Já o impróprio exige perseguição contínua e o próprio envolve o crime em execução ou recém-encerrado.

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