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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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Motor de reservas e caminhos de conversão

Capítulo 18

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que é um motor de reservas e por que ele é o “caixa” do seu site

Motor de reservas é o sistema que permite ao hóspede consultar disponibilidade, ver tarifas, escolher datas e quarto, adicionar extras e finalizar a reserva com confirmação imediata. Na prática, ele funciona como o “caixa” do seu site: é onde a intenção vira transação. Diferente de um simples formulário de contato, o motor de reservas precisa calcular preços em tempo real, aplicar regras (mínimo de noites, bloqueios, políticas), integrar meios de pagamento e registrar a reserva no PMS ou em uma agenda centralizada.

Para hotéis e pousadas, o motor de reservas é parte da infraestrutura de conversão: ele reduz fricção, diminui dependência de intermediários e melhora a previsibilidade de receita. Um motor bem configurado não é só “ter um botão reservar”; é garantir que o caminho do clique até a confirmação seja curto, claro e confiável.

Componentes essenciais de um motor de reservas (o que precisa existir para converter)

Disponibilidade e inventário

O motor precisa refletir o inventário real: quantos quartos/unidades existem, quais estão bloqueados, quais têm restrições e quais estão disponíveis por data. Se a disponibilidade estiver errada, o hóspede encontra erro no meio do processo, perde confiança e abandona.

Tarifas, regras e condições

Além do preço, entram regras como: mínimo de noites, antecedência mínima, tarifas não reembolsáveis, descontos por período, tarifas com café incluso, políticas de crianças, cama extra e ocupação máxima. Essas regras devem estar configuradas para evitar “surpresas” na última etapa.

Fluxo de checkout e confirmação

O checkout é a etapa crítica: coleta dados do hóspede, aplica cupom (se houver), apresenta política de cancelamento, solicita pagamento/garantia e confirma a reserva. Um bom checkout é curto, transparente e com validações claras (por exemplo, formato de telefone e e-mail).

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Pagamentos e garantias

O motor pode operar com: pagamento total antecipado, pré-autorização, sinal, ou apenas garantia com cartão. A escolha depende do seu risco de no-show, do tipo de público e das políticas internas. O importante é que a forma de pagamento esteja alinhada com a política de cancelamento e seja comunicada antes do hóspede preencher tudo.

Integrações (PMS, channel manager e ferramentas de marketing)

Integração evita trabalho manual e erros. O cenário mais comum é: motor de reservas + channel manager + PMS. Além disso, integrações com analytics e pixels permitem medir conversão e otimizar campanhas. Sem rastreamento, você não sabe quais canais trazem reservas diretas.

Caminhos de conversão: como o hóspede chega até a reserva

Caminho de conversão é a sequência de passos que leva alguém de um ponto de contato (anúncio, Google, Instagram, e-mail, WhatsApp, mapa) até a confirmação da reserva. Em hospedagem, existem múltiplos caminhos, e cada um tem fricções diferentes. O objetivo é reduzir etapas, manter consistência de informação e oferecer “saídas” que não quebrem o processo (por exemplo, salvar orçamento, falar no WhatsApp sem perder datas, ou retomar a reserva depois).

Principais caminhos de conversão na prática

  • Busca → Site → Motor: o hóspede pesquisa, entra no site e reserva.

  • Google Business Profile/Maps → Motor: o hóspede vê a ficha no mapa e clica em “site” ou “reservar”.

  • Anúncio → Landing page → Motor: campanha direciona para uma página específica e depois para o motor já com parâmetros.

  • Instagram → Link na bio → Motor: fluxo rápido, exige páginas leves e motor mobile impecável.

  • WhatsApp → Link de reserva → Motor: atendimento humano acelera decisão, mas o fechamento deve acontecer no motor para reduzir erros e registrar pagamento/condições.

Como desenhar um caminho de conversão que não “vaze” no meio

Princípio 1: consistência entre promessa e entrega

Se o anúncio promete “tarifa com café e cancelamento grátis”, o hóspede precisa ver isso no primeiro contato e também dentro do motor. Inconsistência gera abandono e aumenta mensagens de dúvida.

Princípio 2: menos cliques, menos campos, menos dúvidas

Em geral, cada etapa extra reduz conversão. Evite obrigar cadastro antes de mostrar preço, evite formulários longos e não esconda taxas. Mostre total e condições cedo.

Princípio 3: sempre existir um “próximo passo” claro

Em cada tela, o hóspede precisa saber o que fazer: escolher datas, selecionar quarto, adicionar extras, inserir dados, pagar. Botões devem ser visíveis e com texto objetivo (ex.: “Ver disponibilidade”, “Reservar agora”).

Princípio 4: reduzir ansiedade com provas de confiança

Elementos que ajudam: selos de segurança do pagamento, mensagens como “confirmação imediata”, resumo da política de cancelamento, telefone/WhatsApp para suporte, e indicação de que a reserva é direta com o hotel/pousada.

Passo a passo: configurando o motor de reservas para maximizar conversão

Passo 1: defina o objetivo de conversão e o evento de sucesso

Antes de mexer no motor, defina o que é “conversão” para você. Normalmente é a reserva confirmada (página de obrigado). Em alguns casos, você pode ter microconversões: clique em “reservar”, início do checkout, tentativa de pagamento, clique no WhatsApp a partir do motor. Isso orienta o que medir e o que otimizar.

Passo 2: organize inventário e ocupação por unidade

Cadastre corretamente cada tipo de acomodação e sua capacidade (adultos/crianças), regras de cama extra e limites. Se você vende unidades diferentes (ex.: chalés com vista, chalés standard), evite agrupar tudo em um único tipo se isso gerar confusão na seleção. Quanto mais claro o hóspede entende “o que está comprando”, menor a chance de abandono e de problemas no check-in.

Passo 3: crie uma estrutura de tarifas simples e comparável

Uma boa prática é oferecer poucas opções, porém claras. Exemplo de estrutura:

  • Tarifa Flexível: permite cancelamento dentro do prazo, pagamento no check-in ou garantia.

  • Tarifa Não Reembolsável: desconto em troca de pagamento antecipado.

  • Tarifa com Benefício: inclui um extra relevante (ex.: estacionamento, experiência, late check-out) quando fizer sentido operacionalmente.

Evite criar muitas tarifas com diferenças pequenas, porque isso aumenta indecisão. No motor, indecisão vira abandono.

Passo 4: configure políticas e mostre-as no momento certo

Política de cancelamento, no-show e pré-pagamento devem aparecer antes do hóspede inserir dados de cartão. Se a política só aparece no final, a sensação é de “pegadinha”. Configure também mensagens automáticas de confirmação com resumo de regras e horários (check-in/check-out).

Passo 5: defina extras (add-ons) com lógica de conversão

Extras aumentam ticket médio, mas podem atrapalhar se forem mal apresentados. Boas práticas:

  • Ofereça poucos extras e bem descritos (o que inclui, preço, quando é cobrado).

  • Use extras que reduzam dúvidas comuns (ex.: “pet”, “cama extra”, “decoração romântica”, “transfer”).

  • Evite obrigar seleção de extras para avançar.

  • Se o extra depende de disponibilidade, deixe claro e confirme depois.

Passo 6: simplifique o checkout

Revise os campos obrigatórios. Em geral, para confirmar uma reserva você precisa de: nome, e-mail, telefone e dados de pagamento/garantia. Campos como endereço completo, CPF, empresa e observações longas podem ficar opcionais ou ser coletados depois. Quanto menos fricção, maior a conversão, especialmente no mobile.

Passo 7: configure meios de pagamento e reduza falhas

Falha de pagamento é uma das maiores causas de perda de reserva. Ações práticas:

  • Ofereça mais de uma opção (cartão, Pix, link de pagamento, dependendo do seu cenário).

  • Se usar Pix, deixe o passo de copiar/escanejar extremamente claro e com tempo de expiração visível.

  • Se usar cartão, minimize redirecionamentos e deixe claro que o ambiente é seguro.

  • Tenha um plano de contingência: se o pagamento falhar, mostrar instruções e um botão para tentar novamente, além de um contato rápido.

Passo 8: implemente rastreamento de conversão e funil

Você precisa enxergar onde as pessoas desistem. Configure eventos como:

  • Visualização do motor (abertura do calendário/consulta).

  • Seleção de quarto/tarifa.

  • Início do checkout.

  • Pagamento iniciado.

  • Reserva confirmada.

Com isso, você identifica gargalos: por exemplo, muitas pessoas iniciam checkout mas não pagam (problema de pagamento ou política), ou muitas consultam datas mas não selecionam quarto (problema de preço, falta de disponibilidade, ou apresentação confusa).

Passo 9: crie links profundos (deep links) para reduzir etapas

Deep link é um link que já abre o motor com parâmetros como datas, número de hóspedes, cupom e até uma tarifa específica. Isso encurta o caminho de conversão, principalmente em campanhas e WhatsApp. Exemplos de uso:

  • Campanha de feriado: link já abre com check-in na sexta e check-out no domingo.

  • Lista de transmissão no WhatsApp: link com cupom aplicado.

  • Remarketing: link para retomar a reserva com as mesmas datas.

Modelos de funil e como aplicar no dia a dia

Funil direto (alta intenção): “Quero reservar agora”

Esse funil atende quem já decidiu o destino e está comparando opções. O foco é velocidade e clareza. Ações práticas:

  • Botão “Reservar” sempre visível e levando direto ao motor.

  • Motor abrindo com calendário simples e rápido.

  • Mostrar total da estadia e condições sem esconder taxas.

  • Checkout com poucos campos.

Funil assistido (média intenção): “Tenho dúvidas, mas estou perto”

Aqui, o hóspede precisa de confirmação: regras, horários, se aceita pet, se tem estacionamento, se cabe a família. O caminho de conversão deve permitir suporte sem quebrar a reserva. Ações práticas:

  • Dentro do motor, exibir um botão de WhatsApp “Tirar dúvida” que mantenha as datas selecionadas (por exemplo, enviando mensagem com datas e tipo de quarto).

  • Mensagens curtas de ajuda ao lado de políticas (“Cancelamento grátis até X”).

  • Resumo do que está incluso na tarifa.

Funil de recuperação (baixa intenção ou abandono): “Voltar depois”

Nem todo mundo reserva na primeira visita. Você pode recuperar com:

  • E-mail de abandono (quando possível) com link para retomar.

  • Remarketing para quem iniciou o motor e não concluiu.

  • Oferta de alternativa quando não há disponibilidade (datas próximas, outro tipo de quarto).

Erros comuns que derrubam conversão (e como corrigir)

Erro 1: abrir o motor em uma nova aba ou com carregamento lento

Quando o motor abre em pop-up, nova aba ou demora, a taxa de abandono sobe. Prefira uma transição suave e rápida. Se o motor for externo, garanta que o botão “Reservar” leve para uma página clara e que o carregamento seja monitorado.

Erro 2: preço aparece diferente no final

Taxas e condições precisam estar claras desde o começo. Se houver taxa de serviço, taxa de turismo ou cobrança extra, mostre no resumo e no total desde a seleção da tarifa.

Erro 3: excesso de tarifas e nomes confusos

“Tarifa 1”, “Tarifa 2”, “Promo A” não ajudam. Use nomes que expliquem a diferença (Flexível, Não Reembolsável, Com Café, Com Experiência). Reduza opções para facilitar decisão.

Erro 4: política de cancelamento escondida ou ambígua

Política precisa ser objetiva: prazo, multa, como cancelar. Evite textos longos e jurídicos no motor; use um resumo e link para detalhes.

Erro 5: falta de alternativa quando não há disponibilidade

Se não houver disponibilidade, ofereça caminhos: datas próximas, lista de espera, contato rápido, ou outras categorias. Um “não há disponibilidade” seco encerra a jornada.

Checklist acionável: auditoria rápida do seu caminho de conversão

Teste como hóspede (em 10 minutos)

  • Abrir o site no celular e encontrar o botão “Reservar” em até 3 segundos.

  • Selecionar datas e ver preços em até 2 cliques.

  • Entender o que está incluso na tarifa sem sair do motor.

  • Ver política de cancelamento antes de inserir cartão.

  • Finalizar checkout com no máximo 6–10 campos obrigatórios.

  • Receber confirmação imediata por e-mail (e/ou WhatsApp) com resumo da reserva.

Teste de consistência (promessa vs. motor)

  • Se você divulga “melhor tarifa no site”, o motor precisa refletir isso (ou explicar o benefício da reserva direta).

  • Se você divulga “café incluso”, isso precisa estar explícito na tarifa.

  • Se você divulga “parcelamento” ou “Pix”, isso precisa aparecer antes do checkout.

Teste de recuperação (quando dá errado)

  • Se o pagamento falhar, existe uma tela com instruções e nova tentativa?

  • Se não houver disponibilidade, o motor sugere datas alternativas?

  • Existe um canal rápido de suporte com contexto (datas e acomodação)?

Exemplo prático: desenhando um caminho de conversão para um feriado

Objetivo

Maximizar reservas diretas para um feriado de 3 noites, reduzindo dúvidas e encurtando o processo.

Implementação em 6 passos

  • 1) Criar deep link com check-in e check-out do feriado e ocupação padrão (ex.: 2 adultos).

  • 2) Direcionar campanhas (anúncios, e-mail, redes sociais) para uma página intermediária curta ou diretamente para o motor, dependendo do público. Se houver necessidade de explicar regras do feriado (mínimo de noites), use uma página curta com botão para o motor.

  • 3) No motor, destacar a tarifa do feriado com nome claro (ex.: “Feriado – 3 noites”) e condições resumidas.

  • 4) Oferecer 2 opções de tarifa: Flexível e Não Reembolsável com desconto, evitando excesso de escolhas.

  • 5) Checkout enxuto e pagamento com alternativa (cartão e Pix, se aplicável), com mensagens de segurança e confirmação imediata.

  • 6) Recuperação: se o hóspede abandonar, ativar remarketing para quem iniciou o motor e criar um link de retomada com as mesmas datas.

Estrutura recomendada de métricas para acompanhar semanalmente

Métricas do motor

  • Taxa de conversão do motor: reservas confirmadas ÷ sessões no motor.

  • Abandono no checkout: inícios de checkout ÷ reservas confirmadas.

  • Falha de pagamento: tentativas de pagamento ÷ pagamentos aprovados.

  • Ticket médio direto: receita direta ÷ reservas diretas.

Métricas do caminho (antes do motor)

  • CTR do botão reservar nas páginas do site.

  • Origem das sessões do motor (orgânico, pago, social, e-mail, WhatsApp).

  • Tempo até reservar (para entender se o processo está longo ou confuso).

Boas práticas de comunicação dentro do motor (microcopy que vende sem “empurrar”)

Microcopy são textos curtos que orientam e reduzem insegurança. Exemplos de boas aplicações:

  • Ao lado do preço: “Total para X noites, impostos incluídos” (ou detalhar o que está incluído).

  • Na política: “Cancelamento grátis até DD/MM às HH:MM”.

  • No pagamento: “Ambiente seguro. Seus dados são criptografados.”

  • Na confirmação: “Reserva confirmada. Você receberá os detalhes por e-mail em até 2 minutos.”

O objetivo é guiar o hóspede sem criar ruído. Textos longos e genéricos aumentam dúvida; textos curtos e específicos aumentam confiança.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao configurar um caminho de conversao para reservas diretas, qual acao tende a reduzir etapas e aumentar a taxa de conversao, especialmente em campanhas e WhatsApp?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Deep links encurtam o caminho ao abrir o motor ja com dados preenchidos, reduzindo cliques e friccao. Exigir cadastro e multiplicar tarifas aumenta duvidas e abandono.

Próximo capitúlo

Mensuração e rastreamento: eventos, conversões e parâmetros de campanha

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