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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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Mensuração e rastreamento: eventos, conversões e parâmetros de campanha

Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que é mensuração e rastreamento (e por que isso muda suas decisões)

Mensuração e rastreamento são o conjunto de práticas que permitem identificar de onde vem cada visita, o que a pessoa faz no seu site e quais ações geram resultado para o hotel ou pousada. Na prática, é transformar “achismos” em dados: quais campanhas trazem tráfego qualificado, quais páginas ajudam a avançar na reserva, onde as pessoas desistem e quais canais realmente geram receita.

Em marketing digital para hospedagem, mensurar não é apenas contar acessos. O objetivo é acompanhar o caminho até a conversão e atribuir valor ao que acontece no meio do percurso (por exemplo: clique no WhatsApp, consulta de disponibilidade, início de reserva, envio de formulário). Isso permite otimizar orçamento e esforço: investir mais no que traz reservas e corrigir o que está travando a conversão.

Conceitos essenciais: evento, conversão, meta e atribuição

Evento: qualquer interação relevante

Evento é um registro de uma ação do usuário. No contexto de hotéis e pousadas, eventos comuns incluem: clicar no botão “Reservar”, abrir o motor de reservas, selecionar datas, clicar em “Como chegar”, clicar para ligar, clicar no WhatsApp, copiar endereço, abrir galeria de fotos, assistir a um vídeo do quarto, baixar um PDF de políticas, ou até rolar a página até uma seção importante.

Eventos podem ser usados para entender comportamento (o que chama atenção) e para criar conversões (o que você considera sucesso). Um evento bem definido tem nome, parâmetros (ex.: qual botão, qual página, qual tipo de quarto) e um momento claro de disparo.

Conversão: o evento que representa resultado

Conversão é um evento (ou conjunto de eventos) que representa um objetivo do negócio. Para hospedagem, a conversão principal costuma ser “reserva confirmada”. Porém, dependendo do seu processo, você pode ter conversões intermediárias (microconversões) que indicam intenção forte: “iniciar reserva”, “consultar disponibilidade”, “clicar no WhatsApp”, “ligar”, “enviar formulário”, “clicar em rotas no mapa”.

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O ponto-chave: conversão não é “qualquer clique”. É o que você quer aumentar de forma consistente e que tem relação direta com receita ou com geração de demanda qualificada.

Meta vs. conversão

Em muitas ferramentas, “meta” é o nome dado ao objetivo configurado (por exemplo, “Reserva concluída”). Em outras, o termo usado é “conversão”. O importante é padronizar internamente: defina quais ações serão tratadas como conversões e quais serão apenas eventos de análise.

Atribuição: quem recebe o crédito pela reserva

Atribuição é a regra que define como o crédito de uma conversão é distribuído entre os canais e campanhas. Exemplo: um hóspede vê um anúncio, depois volta pelo Google, depois acessa direto e reserva. Dependendo do modelo, o crédito pode ir para o primeiro clique, para o último clique, ou ser dividido entre interações.

Para decisões práticas, o mais importante é: usar um modelo de atribuição consistente e comparar tendências (crescimento/queda) ao longo do tempo, em vez de buscar “a verdade absoluta” de um único canal.

O que medir em um hotel/pousada: mapa de eventos e conversões

Antes de configurar qualquer ferramenta, defina um “mapa de mensuração”: uma lista curta do que será rastreado e por quê. Isso evita excesso de eventos inúteis e garante que você consiga agir sobre os dados.

Conversões principais (quando possível)

  • Reserva confirmada (página de confirmação/thank you do motor de reservas ou evento de compra)
  • Receita/valor da reserva (quando o motor permite enviar valor)
  • Número de reservas (quantidade)

Microconversões (intenção forte)

  • Início de reserva (clique em “Reservar” ou abertura do motor)
  • Consulta de disponibilidade (seleção de datas + busca)
  • Cliques em WhatsApp (com identificação da página de origem)
  • Cliques para ligar (principalmente no mobile)
  • Envio de formulário (eventos, grupos, corporativo)
  • Cliques em “Como chegar”/mapa (muito útil para destinos)

Eventos de engajamento (diagnóstico)

  • Visualização de página de quartos
  • Interação com galeria (abrir fotos, avançar imagens)
  • Scroll até seções críticas (tarifas, políticas, localização)
  • Cliques em políticas (cancelamento, check-in/out)

Exemplo prático: se você percebe que há muito clique em “Reservar”, mas poucas reservas confirmadas, o problema pode estar no motor, na disponibilidade, na clareza de tarifas, ou em fricções como taxas e políticas. Sem eventos intermediários, você só veria “poucas reservas” e não saberia onde investigar.

Parâmetros de campanha (UTM): como identificar a origem do tráfego

Parâmetros de campanha são informações adicionadas ao final de um link para indicar de onde veio o clique. O padrão mais usado é UTM. Com UTMs, você consegue diferenciar, por exemplo, um clique vindo do Instagram orgânico, de um clique vindo de um anúncio, de um clique vindo de uma parceria local.

Os 5 parâmetros UTM (use pelo menos 3)

  • utm_source: a origem (ex.: instagram, google, newsletter, parceiro_x)
  • utm_medium: o meio (ex.: social, cpc, email, referral)
  • utm_campaign: o nome da campanha (ex.: feriado_carnaval_2026, baixa_temporada, pacotes_inverno)
  • utm_content: variação do criativo/link (ex.: video_quarto, carrossel_piscina, botao_bio)
  • utm_term: termo (muito usado em busca paga; pode indicar palavra-chave ou segmentação)

Padrão de nomenclatura (para não virar bagunça)

Defina um padrão simples e consistente. Recomendações práticas: use letras minúsculas, sem acentos, sem espaços (use underscore), e seja específico o suficiente para comparar depois.

Exemplo de padrão: utm_source=instagram, utm_medium=social, utm_campaign=feriado_pascoa_2026, utm_content=carrossel_quarto_duplo.

Exemplos de links com UTM para hotelaria

1) Link da bio do Instagram para a página de reservas: use UTMs para diferenciar “bio” de “stories”.

https://www.seuhotel.com/reservas?utm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=always_on&utm_content=bio

2) Link em Stories com foco em pacote:

https://www.seuhotel.com/pacotes/inverno?utm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=campanha_inverno&utm_content=stories_link

3) Parceria com restaurante local (indicação):

https://www.seuhotel.com/?utm_source=parceiro_restaurante_x&utm_medium=referral&utm_campaign=parcerias_locais&utm_content=cardapio_qr

4) E-mail para base de clientes:

https://www.seuhotel.com/ofertas?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=baixa_temporada&utm_content=cta_principal

Erros comuns com UTMs (e como evitar)

  • Usar nomes diferentes para a mesma coisa (instagram, Insta, ig): padronize.
  • Não diferenciar orgânico de pago: use medium diferente (social vs cpc, por exemplo).
  • Colocar UTM em links internos do site: isso pode “quebrar” a atribuição e reiniciar a origem.
  • Não registrar o padrão: crie uma planilha simples com colunas para source/medium/campaign/content e use sempre.

Passo a passo: criando um plano de mensuração em 60 minutos

Passo 1 — Liste objetivos e traduza em conversões

Escreva de 3 a 6 objetivos mensuráveis. Exemplo: aumentar reservas diretas, aumentar contatos qualificados via WhatsApp, aumentar pedidos de orçamento para eventos. Para cada objetivo, defina 1 conversão principal e 1 a 3 microconversões.

  • Reservas diretas: conversão “reserva confirmada”; micro “iniciar reserva”, “consultar disponibilidade”.
  • WhatsApp: conversão “clique_whatsapp”; micro “visualizar_pagina_contato”.
  • Eventos: conversão “form_enviado_eventos”; micro “clique_cta_eventos”.

Passo 2 — Desenhe o funil e marque onde medir

Faça um desenho simples com 4 etapas: aquisição (chegada), interesse (páginas-chave), intenção (ações fortes), conversão (resultado). Em cada etapa, escolha 1 a 3 eventos para medir. Isso cria um painel enxuto para acompanhar semanalmente.

Passo 3 — Defina nomes de eventos e parâmetros

Padronize nomes de eventos para facilitar leitura e relatórios. Exemplo de convenção: verbo_substantivo, tudo em minúsculas.

  • clique_reservar
  • iniciar_reserva
  • reserva_confirmada
  • clique_whatsapp
  • clique_ligar
  • form_enviado

Inclua parâmetros úteis quando possível: page_location (URL), page_title, button_text, room_type, campaign_name, e um identificador do canal (quando vier de UTM).

Passo 4 — Prepare a planilha de UTMs

Crie uma planilha com colunas: data, canal, objetivo, utm_source, utm_medium, utm_campaign, utm_content, url_final. Toda campanha, post patrocinado, e-mail e parceria deve sair dessa planilha. Isso evita links diferentes para a mesma campanha e facilita auditoria.

Passo 5 — Faça um checklist de QA (teste) antes de publicar

Antes de colocar uma campanha no ar, teste em janela anônima e em celular:

  • O link abre a página correta?
  • As UTMs aparecem na URL?
  • O botão de reservar/WhatsApp funciona?
  • O evento dispara quando você clica?
  • A conversão aparece como registrada após completar a ação?

Esse teste simples reduz drasticamente o risco de rodar campanha “no escuro”.

Passo a passo: rastreando cliques em WhatsApp e telefone (muito comum em pousadas)

Muitos hotéis e pousadas convertem fora do motor de reservas, via WhatsApp e telefone. Se você não rastrear isso, vai subestimar canais como Instagram, Google e parcerias.

Passo 1 — Padronize os links de WhatsApp

Use um link oficial com mensagem pré-preenchida para identificar a origem. Exemplo de mensagem: “Olá! Vim do Instagram e gostaria de consultar disponibilidade para [datas]”. Mesmo que a pessoa apague, você já aumentou a chance de contexto.

https://wa.me/55SEUNUMERO?text=Ola%21%20Gostaria%20de%20consultar%20disponibilidade.

Passo 2 — Use UTMs no link que leva ao WhatsApp (quando o clique parte do site)

Se o clique acontece no site, você mede como evento. Se o clique acontece fora do site (ex.: Instagram), use UTMs no link que leva ao site e, no site, direcione para WhatsApp com evento de clique. Assim você conecta origem (UTM) com ação (evento).

Passo 3 — Configure evento de clique em botões (conceito)

Você precisa registrar um evento quando o usuário clica em um link do tipo “wa.me” ou “tel:”. A implementação pode ser via tag manager ou via código no site. O importante é: o evento deve capturar pelo menos a URL da página e o tipo de contato (whatsapp ou telefone).

Passo 4 — Defina o que é conversão

Para operações que vendem muito por WhatsApp, “clique_whatsapp” pode ser uma conversão. Para operações com equipe pequena, você pode criar uma conversão mais qualificada, como “clique_whatsapp_em_pagina_reservas” (clique no WhatsApp depois de visitar a página de tarifas/pacotes). Isso reduz ruído.

Passo a passo: rastreando o motor de reservas (quando ele é externo)

É comum o motor de reservas estar em outro domínio ou subdomínio. Isso pode dificultar a mensuração se não houver configuração adequada. O objetivo é acompanhar o usuário do site até o motor e registrar as etapas críticas.

Passo 1 — Identifique o tipo de integração

  • Motor em subdomínio (ex.: reservas.seuhotel.com)
  • Motor em domínio de terceiro (ex.: seuhotel.motorreservas.com)
  • Motor embutido (iframe ou widget)

Cada caso exige cuidados diferentes, mas o princípio é o mesmo: manter a continuidade de sessão e registrar eventos de início e conclusão.

Passo 2 — Garanta a continuidade de origem (cross-domain quando necessário)

Se o motor está em outro domínio, você precisa de configuração de acompanhamento entre domínios para não “perder” a origem e a campanha no meio do caminho. Sem isso, muitas reservas aparecem como “direto” ou “referência do motor”, distorcendo relatórios.

Passo 3 — Meça pelo menos três pontos do funil

  • clique_reservar (no site)
  • iniciar_reserva (abertura do motor ou primeira interação)
  • reserva_confirmada (página de confirmação ou evento de compra)

Se o motor permitir, capture também valor da reserva e moeda. Isso transforma a análise: você deixa de otimizar por “quantidade de reservas” e passa a otimizar por “receita”.

Passo 4 — Teste com cenários reais

Faça testes com: desktop e mobile, diferentes navegadores, e diferentes origens (um clique com UTM de Instagram, outro com UTM de Google). Verifique se a reserva final mantém a origem correta e se os eventos aparecem no relatório.

Como ler os dados na prática: perguntas que guiam otimizações

Diagnóstico de campanhas

  • Qual utm_campaign trouxe mais “iniciar_reserva” por 100 visitas?
  • Qual canal trouxe mais “reserva_confirmada” com menor custo por conversão?
  • Quais criativos (utm_content) geram mais intenção (microconversões), mesmo antes da reserva?

Diagnóstico de site e funil

  • Em quais páginas o clique em “reservar” é alto, mas a reserva confirmada é baixa?
  • Qual é a taxa de passagem de “iniciar_reserva” para “reserva_confirmada”?
  • O mobile tem queda maior? Se sim, quais eventos mostram onde trava (ex.: consulta de disponibilidade não avança)?

Diagnóstico de canais de contato

  • WhatsApp gera muitos cliques, mas poucas reservas? Talvez falte resposta rápida, script de atendimento, ou clareza de informações antes do contato.
  • Telefone tem poucos cliques no mobile? Talvez o botão esteja escondido ou com baixa prioridade visual.

Boas práticas de governança: como manter a mensuração confiável

Crie um “dicionário de eventos”

Um documento simples (pode ser uma planilha) com: nome do evento, descrição, onde dispara, parâmetros, e se é conversão ou não. Isso evita que cada pessoa do time crie eventos com nomes diferentes e torna a mensuração escalável.

Controle de versões e mudanças no site

Qualquer mudança em botões, URLs, ou no motor de reservas pode quebrar rastreamento. Estabeleça um checklist: sempre que publicar alterações no site, testar eventos principais e UTMs.

Evite inflar conversões

Não marque como conversão eventos muito frequentes e pouco ligados a receita (ex.: “page_view”). Prefira conversões com intenção clara. Se você precisa medir engajamento, mantenha como evento de análise, não como conversão principal.

Janela de tempo e comparação correta

Compare períodos equivalentes (mesmos dias da semana e mesma duração) e acompanhe tendências. Em hotelaria, variações de demanda podem ser grandes; por isso, microconversões ajudam a detectar melhora de intenção antes de a receita aparecer.

Checklist acionável: o mínimo para começar com qualidade

  • Definir 1 conversão principal e 3 microconversões
  • Padronizar nomes de eventos (verbo_substantivo)
  • Criar planilha de UTMs e usar em todas as campanhas
  • Rastrear cliques em WhatsApp e telefone
  • Rastrear início e conclusão do motor de reservas
  • Testar tudo em mobile e desktop antes de investir em mídia

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao analisar o funil de um hotel, você percebe muitos cliques em Reservar, mas poucas reservas confirmadas. Qual combinação de mensuração ajuda mais a identificar onde o usuário desiste e otimizar o processo?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Eventos intermediarios e microconversoes mostram etapas do caminho ate a conversao principal. Assim, ao comparar clique_reservar, iniciar_reserva e reserva_confirmada, fica mais facil localizar a friccao e corrigir o ponto de queda.

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