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Preparatório Caixa Econômica Federal - Técnico Bancário - Tecnologia da Informação

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Preparatório Caixa TI: Conhecimentos bancários e atendimento no contexto da Caixa

Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

+ Exercício

Sistema Financeiro Nacional (SFN) — visão operacional para prova

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é o conjunto de órgãos e instituições que viabilizam a intermediação financeira (captação de recursos de quem tem excedente e concessão a quem precisa), a estabilidade do sistema e o funcionamento de pagamentos. Em prova, costuma-se cobrar a função de cada “camada” do SFN e exemplos práticos de atuação.

Estrutura típica cobrada em edital

  • Órgãos normativos: definem diretrizes e regras gerais. Ex.: CMN (Conselho Monetário Nacional) — estabelece políticas monetária, creditícia e cambial.
  • Órgãos supervisores: fiscalizam e regulam a execução das normas. Ex.: Banco Central do Brasil (BCB) — supervisiona instituições financeiras, regula o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), autoriza funcionamento de bancos e acompanha a estabilidade do sistema.
  • Operadores: instituições que executam as atividades financeiras. Ex.: bancos comerciais, bancos múltiplos, cooperativas de crédito, fintechs autorizadas, instituições de pagamento, administradoras de consórcios.

Como isso aparece na rotina (agência e canais digitais)

  • Abertura de conta: segue regras de identificação, cadastro e prevenção à lavagem de dinheiro; o banco é responsável por manter dados atualizados e monitorar operações.
  • Oferta de crédito: deve respeitar políticas internas, limites, análise de risco e transparência de custo total.
  • Meios de pagamento: transações (Pix, TED, boleto, cartão) seguem regras do SPB e padrões de segurança e autenticação.

Produtos e serviços bancários — o que o candidato precisa dominar

Contas e serviços de depósito

  • Conta corrente: movimentação por débito, Pix, TED, boletos, cartões; pode ter pacote de serviços e tarifas.
  • Conta poupança: foco em reserva; regras de remuneração e saque; muito cobrada em questões por ser produto popular.
  • Conta salário: destinada ao recebimento de salário/benefícios; regras específicas para portabilidade e movimentação.

Cartões

  • Cartão de débito: débito direto em conta; depende de saldo e autenticação.
  • Cartão de crédito: compra a prazo; envolve limite, fatura, pagamento mínimo, juros rotativos e parcelamento.
  • Terminologia típica: limite, fatura, vencimento, pagamento mínimo, rotativo, parcelamento, chargeback (contestação), tokenização (em carteiras digitais).

Investimentos e captação (noções)

  • Poupança: simplicidade e liquidez; atenção a regras de aniversário/rendimento.
  • CDB/LCI/LCA (noções gerais): títulos emitidos por bancos para captação; variam em liquidez, tributação e garantia (quando aplicável).

Seguros, previdência e capitalização (noções de atendimento)

Em atendimento, o ponto central é adequação ao perfil e clareza de condições (coberturas, carências, resgates, custos). Em prova, pode cair a diferença conceitual entre proteção (seguro), acumulação de longo prazo (previdência) e produto com sorteios/resgate condicionado (capitalização).

Meios de pagamento e transferências — foco em operação e prova

Pix

O Pix é um arranjo de pagamentos instantâneos. Em questões, é comum cobrarem: disponibilidade 24/7, liquidação em segundos, uso de chaves (CPF/CNPJ, e-mail, telefone, aleatória) e QR Code.

Passo a passo prático: orientação ao cliente para Pix com segurança

  • 1) Confirmar o objetivo: enviar para pessoa física/jurídica? valor? urgência?
  • 2) Escolher o método: chave Pix, dados bancários, QR Code.
  • 3) Conferir destinatário: nome/razão social e instituição antes de confirmar.
  • 4) Validar o ambiente: evitar Wi‑Fi público; app atualizado; biometria/senha.
  • 5) Finalizar e guardar comprovante: orientar a salvar/compartilhar somente quando necessário.

TED e DOC (noções)

  • TED: transferência entre bancos com liquidação no mesmo dia (em geral) e sem limite mínimo; pode ter horários de corte.
  • DOC: modalidade tradicional com crédito em data posterior; vem sendo menos usada.

Boleto

Em prova, atenção a: linha digitável, beneficiário, pagador, vencimento, juros/multa, possibilidade de fraude por adulteração de código/QR. No atendimento, a conferência do beneficiário e do valor é essencial.

Noções de crédito — linguagem de agência e cobrança em edital

Crédito é a disponibilização de recursos com compromisso de pagamento futuro. O banco precifica o crédito considerando risco, custo de captação, despesas e margem. Em prova, caem conceitos como juros, prazo, garantias e inadimplência.

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Principais modalidades (visão operacional)

  • Empréstimo pessoal: sem destinação específica; geralmente sem garantia; juros tendem a ser maiores.
  • Consignado: parcelas descontadas em folha/benefício; risco menor; juros menores em comparação ao pessoal.
  • Financiamento: ligado a um bem/serviço (ex.: imóvel/veículo); costuma envolver garantia do próprio bem.
  • Cheque especial: limite de crédito automático na conta; custo elevado; foco em uso emergencial.

Conceitos que aparecem em questões

  • Capacidade de pagamento: relação entre renda e compromissos.
  • Garantias: reduzem risco (ex.: alienação fiduciária, fiança, aval).
  • Inadimplência: atraso e não pagamento; gera encargos e pode levar a renegociação.
  • CET (Custo Efetivo Total): custo total do crédito, incluindo juros, tarifas e seguros quando aplicáveis; deve ser informado ao cliente.

Passo a passo prático: simulação e contratação responsável (visão de atendimento)

  • 1) Levantar necessidade: valor, prazo, finalidade e urgência.
  • 2) Verificar elegibilidade: cadastro atualizado, renda, políticas internas e limites.
  • 3) Simular cenários: comparar prazos e parcelas; evidenciar CET e custo total.
  • 4) Explicar condições: juros, encargos por atraso, garantias, possibilidade de amortização.
  • 5) Formalizar: aceite, assinatura/consentimento, entrega de comprovantes e canais de suporte.

Tarifas bancárias e pacotes de serviços

Tarifas são valores cobrados por serviços prestados. Em prova, costuma-se cobrar a diferença entre tarifa (serviço) e juros (custo do dinheiro no tempo), além de noções de transparência e informação ao consumidor.

O que observar no atendimento

  • Pacote x avulso: cliente pode pagar um pacote mensal ou por serviço utilizado, conforme regras do banco.
  • Transparência: informar previamente valores, periodicidade e condições de isenção quando existirem.
  • Comprovantes: orientar onde consultar extratos de tarifas no app/internet banking.

Canais de atendimento — agência, autoatendimento e digital

Principais canais e usos típicos

  • Agência: atendimento consultivo, operações com documentação, renegociação, suporte a clientes com baixa familiaridade digital.
  • ATM/autoatendimento: saques, depósitos (quando disponível), pagamentos, extratos; atenção a golpes de “ajuda” no terminal.
  • Internet banking e app: Pix, pagamentos, cartões, limites, empréstimos, investimentos; foco em autenticação forte e alertas.
  • Central telefônica/chat: suporte, bloqueios, contestação; validação de identidade é crítica.

Passo a passo prático: triagem eficiente no atendimento (roteiro)

  • 1) Identificar o pedido: “O que você precisa resolver hoje?”
  • 2) Classificar: informação, transação, reclamação, contestação, suspeita de fraude.
  • 3) Verificar identidade: perguntas cadastrais e/ou autenticação conforme canal.
  • 4) Direcionar para o canal adequado: resolver no digital quando possível; agência quando exigir formalização.
  • 5) Registrar: protocolo, evidências e orientações dadas ao cliente.

Compliance e prevenção a fraudes — fundamentos aplicados ao dia a dia

Compliance é atuar em conformidade com leis, normas e políticas internas, reduzindo riscos legais, operacionais e reputacionais. Em contexto bancário, envolve desde cadastro e sigilo até conduta ética e prevenção a ilícitos.

Pontos operacionais frequentemente cobrados

  • Conheça seu cliente (KYC): cadastro completo, atualização periódica e coerência de informações.
  • Registro e rastreabilidade: manter evidências de atendimentos, consentimentos e transações.
  • Segregação de funções: reduzir risco de fraude interna (quem aprova não é o mesmo que executa, quando aplicável).
  • Sigilo bancário e privacidade: dados do cliente só podem ser acessados e compartilhados conforme regras e necessidade de serviço.

Fraudes comuns e como orientar o cliente (linguagem de prova)

  • Phishing: mensagens falsas pedindo senha/código; orientação: não clicar em links suspeitos e nunca informar senhas.
  • Golpe do falso funcionário: alguém se passa por banco e solicita token/biometria; orientação: banco não pede senha/código por telefone.
  • Troca de cartão: em compras presenciais; orientação: não entregar cartão, conferir se é o próprio e cobrir senha.
  • Boleto adulterado: linha digitável alterada; orientação: conferir beneficiário e usar canais oficiais para emissão.
  • Engenharia social: manipulação emocional para obter dados; orientação: pausar, confirmar por canais oficiais e desconfiar de urgência.

Passo a passo prático: atendimento diante de suspeita de fraude

  • 1) Acolher e coletar fatos: quando ocorreu, canal usado, valores, prints/comprovantes.
  • 2) Proteger a conta: orientar troca de senha, bloqueio de cartão/dispositivo, revisão de chaves Pix e limites.
  • 3) Registrar contestação: abrir protocolo e orientar prazos e documentos.
  • 4) Educar para prevenção: reforçar boas práticas e alertas do banco.
  • 5) Escalonar: acionar áreas internas conforme procedimento (fraude, segurança, ouvidoria quando aplicável).

Postura no atendimento ao cliente — o que a banca observa

Princípios práticos

  • Clareza: explicar produtos com termos simples, sem omitir custos e riscos.
  • Objetividade: reduzir tempo de atendimento com triagem e direcionamento correto.
  • Empatia e firmeza: acolher, mas manter regras de segurança (não “pular” validações).
  • Neutralidade: evitar julgamentos; focar em solução e registro.
  • Conformidade: seguir scripts e políticas, especialmente em dados sensíveis e transações.

Erros clássicos em atendimento (cobrança indireta em prova)

  • Confirmar dados sensíveis sem autenticação adequada.
  • Prometer prazos/condições sem respaldo de política.
  • Orientar cliente a instalar apps/compartilhar tela sem necessidade e sem canal oficial.
  • Não registrar protocolo em reclamações/contestações.

Cenários de atendimento (agência e digital) com terminologia típica

Cenário 1: Cliente relata Pix enviado para destinatário errado

Contexto: cliente fez Pix por chave e percebeu que o nome do destinatário não era o esperado, mas confirmou.

  • Conduta: explicar que Pix é instantâneo; verificar se houve erro de digitação/QR; orientar tentativa de contato com recebedor; registrar ocorrência e abrir contestação quando aplicável.
  • Termos de prova: “liquidação instantânea”, “comprovante”, “contestação”, “engenharia social”, “validação do destinatário”.

Cenário 2: Cliente quer “cancelar” compra no cartão de crédito e não sabe a diferença entre estorno e contestação

Conduta: orientar que cancelamento depende do estabelecimento; se não reconhece a compra, abrir contestação; se reconhece e cancelou com a loja, aguardar estorno conforme prazo. Reforçar cuidado com golpes de “central falsa”.

  • Termos de prova: “fatura”, “vencimento”, “estorno”, “contestação”, “chargeback”.

Cenário 3: Cliente solicita empréstimo e quer “a menor parcela possível”

Conduta: mostrar que parcela menor geralmente implica prazo maior e custo total maior; apresentar CET e custo total; avaliar consignado (se elegível) versus pessoal; reforçar capacidade de pagamento.

  • Termos de prova: “CET”, “prazo”, “encargos”, “capacidade de pagamento”, “inadimplência”.

Cenário 4: Cliente idoso diz que “o banco ligou pedindo para confirmar o token”

Conduta: tratar como forte indício de fraude; orientar a não fornecer códigos; bloquear preventivamente se necessário; revisar dispositivos autorizados; registrar protocolo.

  • Termos de prova: “phishing”, “falso funcionário”, “autenticação”, “bloqueio preventivo”, “protocolo”.

Questões comentadas (estilo concurso) — com foco em terminologia

Questão 1

Enunciado: No âmbito do SFN, o órgão responsável por supervisionar instituições financeiras e regular aspectos operacionais do sistema de pagamentos é:

  • A) CMN
  • B) BCB
  • C) Banco do Brasil
  • D) CVM

Gabarito: B) BCB

Comentário: O CMN é normativo (diretrizes). O BCB atua como supervisor/regulador e tem papel central no Sistema de Pagamentos. Banco do Brasil é operador (instituição). A CVM regula o mercado de valores mobiliários.

Questão 2

Enunciado: Ao orientar um cliente sobre contratação de crédito, a informação que representa o custo total da operação, incluindo juros e demais encargos, é conhecida como:

  • A) Spread bancário
  • B) CET
  • C) IOF
  • D) Liquidez

Gabarito: B) CET

Comentário: CET consolida o custo total. Spread é a diferença entre custo de captação e taxa cobrada (conceito de precificação). IOF é imposto. Liquidez é facilidade de converter em dinheiro sem perda relevante.

Questão 3

Enunciado: Um cliente recebe mensagem solicitando “atualização cadastral” com link para inserir senha e código do token. A orientação correta, alinhada a compliance e prevenção a fraudes, é:

  • A) Informar os dados rapidamente para evitar bloqueio
  • B) Clicar no link e confirmar no aplicativo
  • C) Não fornecer credenciais, acessar apenas canais oficiais e registrar suspeita
  • D) Enviar foto do documento para o número informado

Gabarito: C) Não fornecer credenciais, acessar apenas canais oficiais e registrar suspeita

Comentário: O padrão de fraude envolve engenharia social. A postura correta é não compartilhar senhas/códigos, usar canais oficiais e registrar/encaminhar conforme procedimento.

Questão 4

Enunciado: Em atendimento, a diferença mais adequada entre tarifa e juros é:

  • A) Tarifa é custo do dinheiro no tempo; juros é cobrança por serviço
  • B) Tarifa é cobrança por serviço; juros é remuneração/custo do crédito no tempo
  • C) Ambos são impostos federais
  • D) Ambos são cobrados apenas em conta poupança

Gabarito: B) Tarifa é cobrança por serviço; juros é remuneração/custo do crédito no tempo

Comentário: Tarifas se relacionam a serviços bancários. Juros se relacionam ao crédito (tempo e risco). Impostos (como IOF) são outra categoria.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao atender um cliente que recebeu uma mensagem pedindo “atualização cadastral” com link para inserir senha e código do token, qual conduta é mais adequada segundo compliance e prevenção a fraudes?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Mensagens com links solicitando senha/token são padrão de phishing/engenharia social. A orientação correta é não compartilhar credenciais, usar apenas canais oficiais e registrar/escalonar a suspeita para proteção e rastreabilidade.

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Preparatório Caixa TI: Ética, legislação e conformidade aplicada ao ambiente bancário

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