Capa do Ebook gratuito Preparatório Nacional para Concursos da Polícia Militar em todo o Brasil

Preparatório Nacional para Concursos da Polícia Militar em todo o Brasil

Novo curso

30 páginas

Preparação para o Teste de Aptidão Física: Treinamento e Protocolos

Capítulo 25

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

+ Exercício

O que é o TAF e como ele é cobrado em concursos da PM

O Teste de Aptidão Física (TAF) é uma etapa eliminatória que verifica se o candidato possui condicionamento mínimo para suportar as demandas do serviço policial-militar. O edital define quais provas serão aplicadas, a forma de execução, tentativas, tempo de descanso, critérios de validação (por exemplo, repetição “válida” ou “invalida”) e índices mínimos (tempo, distância, número de repetições).

Embora varie por estado e banca, é comum encontrar combinações de: corrida (12 minutos ou distância/tempo fixos), flexões (solo ou barra), abdominal (remador/curl-up), salto (horizontal/vertical) e, em alguns casos, natação. O ponto central do treinamento é alinhar o que você treina com o que o edital mede: padrão técnico + capacidade física específica.

Princípios de treinamento aplicados ao TAF

Especificidade

Treine o mesmo padrão do teste. Se o edital cobra flexão com mãos em determinada largura e peito tocando um alvo, seu treino deve reproduzir isso. Se a corrida é de 12 minutos, parte do treino deve desenvolver ritmo sustentável e controle de pace.

Sobrecarga progressiva

Para evoluir, é necessário aumentar gradualmente volume (mais repetições/tempo), intensidade (mais rápido/mais carga), densidade (menos descanso) ou complexidade (variações mais difíceis). A progressão deve ser pequena e planejada para evitar lesões.

Recuperação

O desempenho melhora quando o corpo recupera. Sono, alimentação e dias leves fazem parte do treinamento. Treinar forte todos os dias tende a piorar a performance e aumentar risco de lesão.

Continue em nosso aplicativo

Você poderá ouvir o audiobook com a tela desligada, ganhar gratuitamente o certificado deste curso e ainda ter acesso a outros 5.000 cursos online gratuitos.

ou continue lendo abaixo...
Download App

Baixar o aplicativo

Individualidade

Dois candidatos com o mesmo objetivo podem precisar de rotinas diferentes. Quem tem boa corrida e pouca força deve priorizar força; quem tem força e pouca resistência deve priorizar corrida, mantendo o mínimo nas demais valências.

Periodização simples

Uma forma prática é dividir em: fase de base (técnica e volume moderado), fase específica (simulações e intensidades próximas ao teste) e fase de polimento (reduz volume, mantém intensidade, chega descansado).

Leitura do edital e montagem do “mapa do TAF”

Antes de treinar, transforme o edital em um checklist operacional. Isso evita treinar “certo” para um teste “diferente”.

Checklist do edital (passo a passo)

  • Liste cada prova do TAF e o índice mínimo exigido (ex.: corrida, flexão, abdominal, barra, salto, natação).
  • Anote o padrão técnico exigido: posição inicial, amplitude, critérios de contagem, comandos do avaliador, uso de colchonete, barra fixa, etc.
  • Registre tentativas permitidas e regras de anulação (ex.: pausa excessiva, joelhos no chão, extensão incompleta).
  • Identifique a ordem das provas e o tempo de descanso entre elas (isso muda a estratégia de esforço).
  • Defina sua “margem de segurança”: meta de treino acima do mínimo (ex.: 10–20% acima, quando possível).

Avaliação inicial e metas objetivas

Sem medir, você não sabe se está evoluindo. Faça uma avaliação inicial simulando o padrão do edital, mas com prudência: se você está destreinado, teste submáximo na primeira semana e aumente gradualmente.

Como fazer a avaliação inicial (passo a passo)

  • Escolha um dia descansado (sem treino pesado nas 48 horas anteriores).
  • Aqueça 10–15 minutos (mobilidade + corrida leve + séries leves do movimento).
  • Teste 1 ou 2 valências por dia (ex.: corrida em um dia, força em outro) para não distorcer resultados por fadiga.
  • Registre: resultado, sensação de esforço (0–10), dor/desconforto e observações técnicas (onde “falhou”).
  • Compare com o mínimo do edital e classifique: abaixo do mínimo, no mínimo, acima do mínimo com folga.

Treinamento para corrida (resistência e velocidade específica)

A corrida costuma ser decisiva. O objetivo é sustentar um ritmo alto com técnica eficiente e controle respiratório. Três tipos de treino costumam cobrir o necessário: rodagem leve (base), treino de ritmo (limiar) e intervalado (velocidade).

Estrutura prática de treinos de corrida

  • Rodagem leve (base aeróbica): corrida confortável, que permite falar frases curtas. Ajuda na recuperação e aumenta resistência geral.

  • Ritmo (tempo run): corrida contínua moderadamente forte, sustentada por 15–30 minutos (ou blocos). Aproxima o ritmo do teste de 12 minutos.

  • Intervalado: repetições curtas/médias mais rápidas com descanso controlado. Desenvolve velocidade e tolerância ao esforço.

Exemplos de sessões (ajuste ao seu nível)

  • Rodagem: 25–45 min leve + 4 acelerações de 15–20 s com caminhada de retorno.

  • Ritmo em blocos: 3 x 8 min em ritmo “forte controlado” com 2 min leve entre blocos.

  • Intervalado: 8 x 400 m forte com 1:30–2:00 de descanso caminhando/trotando.

Como treinar para o teste de 12 minutos (passo a passo)

  • Calcule seu ritmo atual: distância feita em 12 min e média por minuto.
  • Defina a meta: distância-alvo e ritmo-alvo.
  • Inclua 1 treino de ritmo por semana e 1 intervalado por semana, além de 1 rodagem leve (ou mais, se já corre).
  • A cada 2–3 semanas, faça um “teste controlado” de 8–10 minutos para checar evolução sem esgotar.
  • Nas 2–3 semanas finais, faça 1 simulado de 12 minutos no padrão do edital e depois reduza volume para chegar descansado.

Treinamento de força e resistência muscular (flexões, barra e abdominais)

Nos testes de repetição, o que reprova muitos candidatos é a técnica inválida e a fadiga localizada. O treino deve combinar: técnica perfeita, volume progressivo e resistência específica (capacidade de repetir sem perder padrão).

Flexão de braços (solo)

Erros comuns: quadril “caindo”, amplitude curta, mãos muito à frente, pausa longa no chão. O treino deve reforçar tronco firme e amplitude completa.

Progressões práticas para flexão (passo a passo)

  • Se não consegue: comece com flexão inclinada (mãos em banco/parede) e reduza a inclinação ao longo das semanas.
  • Se consegue poucas: use séries submáximas (ex.: fazer 50–70% do máximo por série) e acumule volume.
  • Se já está perto do índice: treine séries no padrão do edital com descanso cronometrado e finalize com “séries de qualidade” (menos repetições, técnica perfeita).

Barra fixa (se exigida)

Dependendo do edital, pode ser barra dinâmica (repetições) ou isometria (tempo sustentado). A base é fortalecer dorsais, bíceps e pegada, além de treinar a escápula (depressão/retração) para proteger ombros.

Progressões para barra (passo a passo)

  • Aprenda a ativação escapular: pendurar e “baixar os ombros” sem dobrar cotovelos (3–5 séries de 5–8 repetições controladas).
  • Use negativas: subir com ajuda e descer lentamente (3–5 s) por 3–6 repetições.
  • Use elástico/assistência para repetir o padrão completo com técnica.
  • Treine pegada: hangs (pendurar) por 15–40 s, mantendo ombros estáveis.

Abdominais (resistência de core)

O edital define o tipo (remador, supra, curl-up) e o critério (mãos na nuca/peito, cotovelos, toque em marca). Treine exatamente o padrão e fortaleça o core para manter ritmo sem “roubar” na técnica.

Estratégia de treino para abdominais

  • Treino específico no padrão do teste (séries cronometradas ou por repetições válidas).
  • Complementares: prancha, dead bug, hollow hold, extensão lombar leve, para equilibrar tronco.

Salto horizontal/vertical (se exigido): potência com segurança

Saltos exigem potência de membros inferiores e coordenação. O risco aqui é lesão por aterrissagem ruim. Treine técnica de impulsão e aterrissagem antes de aumentar intensidade.

Passo a passo para melhorar salto

  • Treine aterrissagem: cair com joelhos alinhados, quadril para trás e tronco firme (3–5 séries de 3–5 repetições).
  • Inclua saltos submáximos (70–80%) focando em técnica.
  • Fortaleça pernas: agachamento, avanço, levantamento terra romeno (cargas moderadas, execução perfeita).
  • Inclua pliometria leve 1–2x/semana (pouco volume) e aumente gradualmente.

Protocolos de aquecimento, mobilidade e prevenção de lesões

O aquecimento melhora desempenho e reduz risco de lesão, especialmente em corrida, saltos e barra. Mobilidade útil é a que melhora o movimento exigido no teste.

Aquecimento padrão (10–15 min)

  • 3–5 min de atividade leve (trote, corda leve, bicicleta).
  • Mobilidade dinâmica: tornozelos, quadril, coluna torácica, ombros.
  • Ativação: ponte de glúteo, prancha curta, elevação de panturrilha, remada elástica leve.
  • Específico: 1–2 séries leves do exercício do dia (flexão, abdominal, barra assistida) e 2–4 acelerações progressivas antes da corrida.

Sinais de alerta

  • Dor aguda que altera a técnica.
  • Dor que piora a cada treino, mesmo reduzindo intensidade.
  • Inchaço, instabilidade articular, formigamento persistente.

Como organizar a semana de treino (modelos práticos)

A organização depende do seu nível e do tempo disponível. Abaixo estão modelos genéricos que você ajusta conforme sua recuperação e exigências do edital.

Modelo 4 dias/semana (equilíbrio)

  • Dia 1: corrida intervalada + core leve.

  • Dia 2: força (flexão + barra/progressões + pernas) + mobilidade.

  • Dia 3: corrida rodagem leve + técnica de corrida (acelerações).

  • Dia 4: treino específico do TAF (circuito com flexão/abdominal/barra) em padrão do edital.

Modelo 5–6 dias/semana (para quem já treina)

  • 2 dias corrida: 1 intervalado + 1 ritmo/rodagem.

  • 2 dias força: superior (flexão/barra) + inferior (pernas) com core.

  • 1 dia específico: simulação parcial do TAF (ordem e descansos).

  • 1 dia leve/opcional: mobilidade + caminhada/ciclismo leve.

Simulados do TAF: como executar e como usar os resultados

Simular é treinar o que realmente será cobrado: técnica sob pressão, ordem das provas e gestão de esforço. O simulado deve ser planejado para não virar um “massacre” semanal.

Protocolo de simulado (passo a passo)

  • Reproduza o máximo possível do edital: local, marcações, tempo de descanso, padrão de contagem.
  • Faça aquecimento completo e padronizado.
  • Execute as provas na ordem do edital (se houver).
  • Registre tudo: resultados, vídeos curtos (para checar técnica), percepção de esforço e onde perdeu repetições/tempo.
  • Após o simulado, faça treino leve no dia seguinte e ajuste a semana com base no ponto fraco identificado.

Frequência recomendada

  • Início: simulado parcial a cada 2–3 semanas.
  • Fase específica: simulado mais completo a cada 2–4 semanas.
  • Últimas 10–14 dias: reduzir volume e evitar simulado exaustivo; priorizar manutenção e descanso.

Técnica e critérios de validação: como não perder pontos por erro simples

Muitos candidatos têm capacidade física, mas perdem repetições por execução inválida. Treine com um “padrão rígido” desde cedo.

Rotina de checagem técnica (passo a passo)

  • Grave 1 série por semana de cada exercício no ângulo lateral e frontal.
  • Compare com os critérios do edital (amplitude, alinhamento, pausas, extensão completa).
  • Corrija com uma regra por vez (ex.: “tronco rígido na flexão” antes de aumentar repetições).
  • Treine com contagem “sem desconto”: só conte repetição perfeita.

Nutrição, hidratação e sono voltados ao desempenho no TAF

Sem entrar em dietas complexas, três pilares impactam diretamente o TAF: energia para treinar, hidratação e recuperação.

  • Antes do treino: refeição leve com carboidrato e proteína 60–120 min antes (ex.: pão + ovos; iogurte + fruta), ajustando ao seu conforto gastrointestinal.

  • Hidratação: urina muito escura costuma indicar baixa hidratação; em dias quentes, aumente ingestão de água e considere reposição de sais conforme suor.

  • Sono: tente manter rotina; noites ruins repetidas derrubam corrida e repetição em exercícios.

Erros comuns que reprovam no TAF (e como evitar)

  • Treinar “no achismo”: não medir resultados e não simular o padrão do edital.

  • Exagerar na corrida e esquecer força: ou o inverso; o TAF é um conjunto.

  • Ignorar técnica: repetir muito com execução errada cria vício e invalida repetições no dia.

  • Fazer simulado toda semana no máximo: aumenta fadiga e risco de lesão; simulado é ferramenta, não rotina fixa pesada.

  • Chegar lesionado: dor persistente deve ser tratada com ajuste de carga e, se necessário, avaliação profissional.

Roteiro prático de 8 semanas (exemplo ajustável ao edital)

Use como referência e adapte às provas exigidas. A lógica é: base, especificidade e polimento.

Semanas 1–3 (base técnica e volume controlado)

  • Corrida: 1 rodagem leve + 1 intervalado leve (tiros curtos com descanso confortável).
  • Força: 2 sessões (flexão + barra/progressões + pernas + core).
  • Técnica: 1 sessão curta focada em padrão do edital (repetições perfeitas).

Semanas 4–6 (fase específica)

  • Corrida: 1 intervalado mais estruturado + 1 treino de ritmo.
  • Força: 2 sessões com foco em resistência específica (séries no padrão do teste, descanso cronometrado).
  • Simulado parcial: a cada 2 semanas, reproduzindo ordem e descansos.

Semanas 7–8 (polimento)

  • Reduza volume total (menos séries e menos minutos), mantendo intensidade em alguns estímulos.
  • Faça 1 simulado controlado no início da semana 7 (se estiver bem recuperado).
  • Priorize sono, mobilidade e treinos curtos com técnica perfeita.
Exemplo de sessão específica (circuito técnico, sem exaustão total): 3–5 voltas: 1) Flexão no padrão do edital: 60–70% do seu máximo 2) Abdominal no padrão do edital: 60–70% do seu máximo 3) Barra (ou progressão): 3–6 repetições com técnica 4) Descanso 2–3 min entre voltas

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao montar um plano de preparação para o TAF, qual ação melhor garante que o treinamento fique alinhado ao que será avaliado no dia da prova?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O alinhamento depende de treinar exatamente o que será medido: provas, padrão técnico, regras de contagem, ordem e descansos. Um checklist do edital evita preparar-se para um teste diferente e ainda orienta metas com margem de segurança.

Próximo capitúlo

Avaliação Psicológica: Competências, Perfil e Estratégias de Preparação

Arrow Right Icon
Baixe o app para ganhar Certificação grátis e ouvir os cursos em background, mesmo com a tela desligada.