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Preparatório para o Concurso da Escola de Sargentos das Armas (ESA - Exército Brasileiro)

Novo curso

15 páginas

Português para a ESA: Gramática e Normas da Língua

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 19 minutos

+ Exercício

Este capítulo foca nos pontos de gramática e norma-padrão mais cobrados em provas, com definições objetivas, exemplos contextualizados, erros frequentes e exercícios graduados com resolução comentada.

Ortografia e acentuação

Definição objetiva

Ortografia é o conjunto de regras de escrita correta das palavras. Acentuação é o uso de acentos gráficos para indicar tonicidade e, em alguns casos, diferenciar palavras.

Passo a passo prático (acentuação)

  • 1) Identifique a sílaba tônica: a mais forte na pronúncia.
  • 2) Classifique a palavra: oxítona (última), paroxítona (penúltima), proparoxítona (antepenúltima).
  • 3) Aplique a regra: proparoxítonas sempre acentuadas; oxítonas acentuadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em(ens); paroxítonas acentuadas em terminações específicas (ex.: -l, -n, -r, -x, -ps, -um/uns, -ã/ãs, -ão/ãos, ditongos etc.).
  • 4) Verifique casos especiais: hiatos (sa-í-da), ditongos abertos em oxítonas (herói), acento diferencial (pôde/pode), e regras atuais (ex.: não se acentua “ideia”, “assembleia”).

Exemplos contextualizados

  • Hiato: “O candidato saía cedo para o treinamento.”
  • Proparoxítona: “A disciplina é tática.”
  • Oxítona: “Ele se inscreveu no pelotão.”
  • Paroxítona: “O caráter do militar é essencial.”
  • Acordo ortográfico: “Antissocial” (com ss), “micro-ondas” (com hífen), “autoescola” (sem hífen).

Erros frequentes

  • Acentuar paroxítonas terminadas em ditongo: escrever “idéia” (errado) em vez de “ideia” (certo).
  • Confundir “pôde” (passado) com “pode” (presente).
  • Erros de grafia por som: “excessão” (errado) em vez de “exceção”.
  • Hífen: “anti-inflamatório” (certo) vs. “antinflamatório” (errado), dependendo da vogal repetida.

Exercícios

Básico — Assinale a alternativa com acentuação correta:

  • A) ideia, heroico, assembleia
  • B) idéia, heróico, assembléia

Resolução comentada: A) correta. As paroxítonas com ditongo aberto “ei/oi” não recebem acento (ideia, assembleia). “Heroico” também não recebe acento pela regra atual.

Intermediário — Complete com “pode” ou “pôde”: “Ontem ele ___ realizar o teste; hoje ele não ___.”

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Resolução comentada: “Ontem ele pôde” (pretérito perfeito). “Hoje ele não pode” (presente).

Avançado — Reescreva corrigindo ortografia e acentuação: “A excessão foi o candidato que mantem a calma em qualquer situacao.”

Resolução comentada: “A exceção foi o candidato que mantém a calma em qualquer situação.” (exceção com ç; mantém com acento por oxítona terminada em -ém; situação com ditongo nasal -ão).

Classes de palavras e funções

Definição objetiva

Classes de palavras são categorias (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, pronome, preposição, conjunção, artigo, numeral, interjeição). Funções sintáticas são papéis na oração (sujeito, predicado, objeto direto/indireto, complemento nominal, adjunto adnominal, adjunto adverbial, predicativo etc.).

Passo a passo prático (identificar função)

  • 1) Encontre o verbo (núcleo do predicado).
  • 2) Pergunte “quem?” ao verbo para achar o sujeito.
  • 3) Verifique o que completa o verbo: sem preposição (objeto direto) ou com preposição exigida (objeto indireto).
  • 4) Diferencie termos ligados a nome: complemento nominal (exige preposição e completa sentido de nome) vs. adjunto adnominal (caracteriza/determina o nome).

Exemplos contextualizados

  • Os candidatos estudaram gramática.” (sujeito + verbo + objeto direto)
  • “O instrutor falou sobre disciplina.” (objeto indireto com preposição exigida pelo verbo “falar” no sentido de “falar sobre”)
  • “A necessidade de treino é evidente.” (“de treino” = complemento nominal de “necessidade”)
  • “O treino de resistência foi intenso.” (“de resistência” pode funcionar como adjunto adnominal, caracterizando o tipo de treino)

Erros frequentes

  • Confundir adjunto adnominal com complemento nominal apenas pela presença de preposição.
  • Chamar qualquer termo após verbo de “objeto direto” sem verificar preposição exigida.
  • Confundir classe e função: “rápido” pode ser adjetivo (“soldado rápido”) ou advérbio (“correu rápido”).

Exercícios

Básico — Identifique a classe de “rápido”:

1) “O aluno é rápido.” 2) “O aluno respondeu rápido.”

Resolução comentada: 1) “rápido” = adjetivo (caracteriza “aluno”). 2) “rápido” = advérbio (modifica “respondeu”).

Intermediário — Indique sujeito e objeto: “A banca avaliou o desempenho do candidato.”

Resolução comentada: Sujeito: “A banca”. Verbo: “avaliou”. Objeto direto: “o desempenho do candidato”.

Avançado — Classifique “de disciplina” em: “A cobrança de disciplina é constante.”

Resolução comentada: “de disciplina” completa o sentido do nome “cobrança” (cobrança de quê?) e é exigido pelo nome; portanto, complemento nominal.

Pronomes e colocação pronominal

Definição objetiva

Pronomes substituem ou acompanham nomes (pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos, interrogativos). Colocação pronominal trata da posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo: próclise (antes), ênclise (depois), mesóclise (no meio).

Passo a passo prático (colocação)

  • 1) Procure palavra atrativa (negação, advérbio, pronome relativo, conjunção subordinativa, indefinidos, etc.). Se houver, tende à próclise: “Não me diga”.
  • 2) Se o verbo iniciar a oração (sem atrativo), use ênclise: “Entregou-me o documento.”
  • 3) Futuro do presente/pretérito sem atrativo: tende à mesóclise: “Dir-me-á”. (Em provas, costuma aparecer como forma normativa.)
  • 4) Evite próclise após pausa forte sem elemento atrativo (erro comum em itens de correção).

Exemplos contextualizados

  • Próclise: “Não se esqueça do horário.”
  • Ênclise: “Apresente-se ao fiscal.”
  • Mesóclise: “Informar-lhe-ei o resultado.”
  • Pronome relativo (atrativo): “O regulamento que se aplica ao concurso é claro.”

Erros frequentes

  • Usar ênclise com palavra atrativa: “Não diga-me” (errado) em vez de “Não me diga”.
  • Colocar pronome no início absoluto sem motivo: “Me avise” (em norma-padrão, prefere-se “Avisem-me” ou “Avise-me”; “Me avise” pode ser aceito em registros menos formais, mas provas tendem a cobrar a norma-padrão).
  • Confundir “lhe” (objeto indireto) com “o/a” (objeto direto).

Exercícios

Básico — Reescreva na norma-padrão: “Não entregue-me o formulário agora.”

Resolução comentada: Há negação (“Não”), que atrai próclise: “Não me entregue o formulário agora.”

Intermediário — Complete com “o/a” ou “lhe”: “O instrutor chamou o aluno e ___ explicou a regra.”

Resolução comentada: “explicar” pede objeto indireto (explicar algo a alguém). Logo: “e lhe explicou a regra.”

Avançado — Corrija a colocação: “Quando avisarem-me, eu irei.”

Resolução comentada: “Quando” (conjunção subordinativa) atrai próclise: “Quando me avisarem, eu irei.”

Tempos e modos verbais

Definição objetiva

Modo indica atitude do falante: indicativo (fato), subjuntivo (hipótese/desejo), imperativo (ordem/pedido). Tempo localiza a ação: presente, pretéritos, futuro. Em provas, caem muito: correlação verbal, emprego do subjuntivo e formas nominais (infinitivo, gerúndio, particípio).

Passo a passo prático (subjuntivo x indicativo)

  • 1) Identifique o gatilho: expressões de dúvida, desejo, condição, finalidade (“talvez”, “é possível que”, “para que”, “caso”).
  • 2) Se houver hipótese/incerteza, use subjuntivo: “Talvez ele venha.”
  • 3) Se for fato/certeza, use indicativo: “Ele vem hoje.”
  • 4) Verifique a correlação: “Se” + futuro do subjuntivo (“Se ele vier...”), “quando” + futuro do subjuntivo (referência futura).

Exemplos contextualizados

  • Indicativo: “O candidato estudou ontem.”
  • Subjuntivo: “É importante que o candidato estude todos os dias.”
  • Futuro do subjuntivo: “Quando chegar o edital, revisaremos.”
  • Imperativo: “Leia o enunciado com atenção.”
  • Particípio: “Prova aplicada.” Gerúndio: “Estudando com regularidade.” Infinitivo: “Estudar é necessário.”

Erros frequentes

  • Usar indicativo no lugar do subjuntivo: “É importante que ele estuda” (errado) em vez de “que ele estude”.
  • Confundir futuro do subjuntivo com infinitivo: “Quando ele vir” (verbo vir) vs. “quando ele ver” (verbo ver).
  • Quebra de correlação: “Se ele vier, eu vou ter ido” (estrutura inadequada para o contexto).

Exercícios

Básico — Complete: “É necessário que os candidatos ___ (manter) a disciplina.”

Resolução comentada: “É necessário que” pede subjuntivo: “que os candidatos mantenham a disciplina.”

Intermediário — Assinale a forma correta: “Quando o fiscal (vir/ver) o documento, liberará a entrada.”

Resolução comentada: Sentido é “ver” (enxergar/analisar): “Quando o fiscal vir o documento” está errado aqui, pois “vir” é do verbo “vir”. O correto: “Quando o fiscal vir” só se fosse “quando ele vier”. Logo: “Quando o fiscal vir” não cabe; a frase correta é “Quando o fiscal vir” (verbo ver no futuro do subjuntivo é vir)? Atenção: verbo ver no futuro do subjuntivo: vir. Portanto, aqui o correto é vir (de ver), apesar de parecer “vir” (de vir). A forma “ver” seria infinitivo. Assim: “Quando o fiscal vir o documento, liberará a entrada.”

Avançado — Reescreva adequando a correlação: “Se ele estudar, passaria.”

Resolução comentada: Há incoerência entre condição real (“se estudar”) e consequência no condicional (“passaria”). Ajustes possíveis: “Se ele estudar, passará.” (condição possível) ou “Se ele estudasse, passaria.” (hipótese).

Concordância nominal e verbal

Definição objetiva

Concordância nominal é a adequação de gênero e número entre nome e seus determinantes (artigos, adjetivos, pronomes, numerais). Concordância verbal é a adequação entre verbo e sujeito (pessoa e número), incluindo casos especiais (sujeito composto, coletivos, porcentagens, expressões partitivas).

Passo a passo prático (concordância verbal)

  • 1) Localize o núcleo do sujeito (quem pratica a ação).
  • 2) Verifique se o sujeito é simples ou composto.
  • 3) Observe casos especiais: “a maioria de”, “parte de”, “mais de um”, porcentagens, sujeito posposto.
  • 4) Ajuste o verbo ao núcleo e ao sentido (concordância gramatical ou, quando permitido, atrativa/ideológica).

Exemplos contextualizados

  • Nominal: “As regras claras ajudam.”
  • Verbal: “Os candidatos chegaram cedo.”
  • Coletivo: “A equipe treinou.” (singular, núcleo “equipe”)
  • Expressão partitiva: “A maioria dos alunos estudou / estudaram.” (ambas possíveis, conforme foco no núcleo “maioria” ou no termo plural)
  • “Mais de um”: “Mais de um candidato faltou.” (singular, regra geral)

Erros frequentes

  • Concordar com termo próximo e não com o núcleo: “A lista de itens foram” (errado) em vez de “A lista de itens foi”.
  • Em sujeito composto, manter verbo no singular sem justificativa: “Disciplina e foco garante” (errado) em vez de “garantem”.
  • Concordância nominal com “é proibido/é necessário”: “É proibida entrada” (depende: sem artigo, tende a ficar invariável: “É proibido entrada”; com artigo, concorda: “É proibida a entrada”).

Exercícios

Básico — Corrija: “A maioria dos candidatos estudaram ontem.”

Resolução comentada: Há duas possibilidades normativas. Se o foco é o núcleo “maioria”, singular: “A maioria dos candidatos estudou ontem.” Se o foco é “candidatos”, plural: “A maioria dos candidatos estudaram ontem.” Em prova, costuma-se aceitar ambas quando o contexto não restringe.

Intermediário — Assinale a forma correta: “Disciplina e constância (é/são) essenciais.”

Resolução comentada: Sujeito composto (“disciplina e constância”) pede plural: “são essenciais.”

Avançado — Corrija e justifique: “É necessária revisão diária.”

Resolução comentada: Sem artigo antes de “revisão”, a estrutura “é necessário/é necessário” tende a ficar invariável: “É necessária” é comum, mas a norma-padrão em provas frequentemente cobra “É necessário revisão diária.” Se houver artigo: “É necessária a revisão diária.”

Regência nominal e verbal

Definição objetiva

Regência é a relação de dependência entre um termo regente (verbo ou nome) e seu complemento, determinando o uso (ou não) de preposição. Regência verbal: preposição exigida pelo verbo. Regência nominal: preposição exigida por nome (substantivo, adjetivo, advérbio).

Passo a passo prático

  • 1) Identifique o verbo ou nome principal.
  • 2) Pergunte “o quê?”/“a quem?”/“de quê?” para descobrir o complemento.
  • 3) Verifique se a preposição é exigida (regência fixa) ou opcional (mudança de sentido).
  • 4) Se houver artigo após a preposição, prepare-se para possível crase (a + a = à).

Exemplos contextualizados

  • Assistir (ver): “Assistiu ao treinamento.”
  • Assistir (dar assistência): “O médico assistiu o paciente.” (sem preposição, sentido de “socorrer”)
  • Preferir: “Prefiro estudo a improviso.” (não: “prefiro X do que Y” na forma mais cobrada)
  • Obedecer: “Obedeceu às regras.”
  • Simpatia (nome): “Simpatia por alguém.”
  • Capaz (adjetivo): “Capaz de resolver.”

Erros frequentes

  • “Chegar em” (muito usado na fala) em vez de “chegar a” (mais cobrado): “chegar ao local”.
  • “Assistir o filme” (no sentido de ver) em vez de “assistir ao filme”.
  • “Preferir mais” (pleonasmo vicioso) e “preferir do que” (evitar na forma mais cobrada).

Exercícios

Básico — Complete: “O candidato assistiu ___ palestra.”

Resolução comentada: No sentido de ver/acompanhar, “assistir” rege preposição “a”: “assistiu à palestra” (a + a).

Intermediário — Corrija: “Cheguei no quartel às 7h.”

Resolução comentada: Em norma-padrão cobrada, “chegar” rege “a”: “Cheguei ao quartel às 7h.”

Avançado — Explique a diferença: “O enfermeiro assistiu o militar” vs. “O enfermeiro assistiu ao militar.”

Resolução comentada: “Assistiu o militar” = prestou assistência/socorreu (objeto direto). “Assistiu ao militar” = viu/assistiu (acompanhar), mas esse uso com pessoa é incomum; em provas, “assistir a” é mais típico com “ao jogo/à aula/ao filme”.

Crase

Definição objetiva

Crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a/as (ou com pronomes demonstrativos iniciados por “a”: aquele(s), aquela(s), aquilo), resultando em à/às.

Passo a passo prático (teste da crase)

  • 1) Verifique se o termo anterior exige preposição “a” (regência): “obedecer a”, “assistir a”, “ir a”.
  • 2) Verifique se o termo seguinte aceita artigo feminino “a/as”: “a regra”, “a escola”.
  • 3) Se ambos ocorrerem, há crase: a + a = à.
  • 4) Faça o teste do masculino: se no masculino vira “ao”, no feminino tende a virar “à”. Ex.: “ao regulamento” → “à norma”.
  • 5) Casos sem crase: antes de palavra masculina, verbo, pronomes pessoais, nomes de cidade sem artigo, e “a” repetido (ex.: “cara a cara”).

Exemplos contextualizados

  • “O candidato obedeceu às instruções.”
  • “Ele foi à escola fazer a inscrição.”
  • “Entregou o documento a ela.” (pronome pessoal: sem crase)
  • “Dirigiu-se àquela sala.” (a + aquela)

Erros frequentes

  • Usar crase antes de pronome pessoal: “à ela” (errado).
  • Colocar crase antes de palavra masculina: “à prazo” (errado).
  • Não usar crase quando há artigo: “obedecer a regras” pode ser correto sem artigo, mas se houver “as regras”, vira “obedecer às regras”.

Exercícios

Básico — Marque a opção correta: “Entregou o requerimento (a/à) secretaria.”

Resolução comentada: Se “secretaria” for o setor (substantivo feminino com artigo implícito: “a secretaria”), e o verbo “entregar” admite preposição “a” no sentido de “entregar a”: ocorre a + a = “à secretaria”.

Intermediário — Corrija: “O candidato dirigiu-se à ela para tirar dúvidas.”

Resolução comentada: Antes de “ela” (pronome pessoal), não há artigo. Fica: “dirigiu-se a ela”.

Avançado — Justifique o uso ou não de crase: “Chegou a Brasília” e “Chegou à Bahia”.

Resolução comentada: “Brasília” geralmente não admite artigo (“a Brasília”), então fica “a Brasília” (sem crase). “Bahia” admite artigo (“a Bahia”), então “a + a = à Bahia”.

Pontuação

Definição objetiva

Pontuação organiza o texto e marca relações sintáticas e semânticas. Em prova, cai muito: vírgula (separação de termos), uso com orações subordinadas, aposto, vocativo, adjuntos adverbiais deslocados, e proibição de separar sujeito do verbo.

Passo a passo prático (vírgula)

  • 1) Não separe sujeito do verbo: “Os candidatos, estudaram” (errado).
  • 2) Separe itens em enumeração: “disciplina, foco e constância”.
  • 3) Isole vocativo: “Candidato, leia o edital.”
  • 4) Isole aposto explicativo: “A ESA, concurso concorrido, exige preparo.”
  • 5) Marque orações subordinadas adverbiais deslocadas: “Quando terminar a prova, entregue o cartão.”
  • 6) Adjuntos adverbiais longos deslocados geralmente pedem vírgula: “No início da manhã, o portão abriu.”

Exemplos contextualizados

  • Sem vírgula entre sujeito e verbo: “A rotina de estudos ajuda na aprovação.”
  • Vocativo: “Senhor fiscal, posso assinar a lista?”
  • Aposto: “O candidato, muito ansioso, errou questões fáceis.”
  • Oração adverbial: “Se houver tempo, revise a redação.”

Erros frequentes

  • Vírgula entre sujeito e verbo: “A disciplina do aluno, garante resultados.”
  • Ausência de vírgula em vocativo: “Candidato leia com atenção.” (o correto, se for chamamento: “Candidato, leia...”).
  • Vírgula indevida antes de “e” em sujeito simples: “Ele estudou, e passou.” (em geral, sem vírgula; pode haver em casos específicos de ênfase/orações com sujeitos diferentes).

Exercícios

Básico — Corrija: “Os candidatos, chegaram cedo.”

Resolução comentada: Não se separa sujeito de verbo: “Os candidatos chegaram cedo.”

Intermediário — Pontue: “Quando terminar a prova entregue o cartão resposta”

Resolução comentada: Oração adverbial antecipada pede vírgula: “Quando terminar a prova, entregue o cartão-resposta.”

Avançado — Explique a diferença: “Vamos perder, nada foi feito.” vs. “Vamos perder nada, foi feito.”

Resolução comentada: A vírgula altera a leitura e pode gerar ambiguidade. Em “Vamos perder, nada foi feito.”, “nada foi feito” é outra oração, justificando a perda. Em “Vamos perder nada, foi feito.”, a ausência/posição de vírgula cria construção estranha e muda o sentido; o adequado seria reescrever para evitar ambiguidade: “Não vamos perder; algo foi feito.”

Uso de porquês

Definição objetiva

Por que (separado, sem acento): usado em perguntas diretas/indiretas e como “pelo qual”. Porque (junto): explicação/causa. Por quê (separado, com acento): “por que” no fim de frase (antes de pausa). Porquê (junto, com acento): substantivo (o motivo), geralmente com artigo/adjunto.

Passo a passo prático

  • 1) É pergunta? Use “por que”: “Por que você faltou?”
  • 2) É resposta/explicação? Use “porque”: “Falte i porque estava doente.”
  • 3) Está no fim da frase? Use “por quê”: “Você faltou por quê?”
  • 4) Dá para trocar por “o motivo”? Use “porquê”: “Não sei o porquê da ausência.”

Exemplos contextualizados

  • Por que o candidato errou a questão?”
  • “Ele errou porque não leu o enunciado.”
  • “Ele não leu o enunciado por quê?”
  • “O porquê da anulação foi divulgado.”

Erros frequentes

  • Trocar “porque” por “por que” em respostas: “Não fui por que choveu” (errado) → “não fui porque choveu”.
  • Esquecer acento no final: “Você faltou por que?” (em final, o mais cobrado é “por quê”).

Exercícios

Básico — Complete: “Não entrei ___ cheguei atrasado.”

Resolução comentada: Explicação/causa: “Não entrei porque cheguei atrasado.”

Intermediário — Complete: “___ você não assinou a lista?”

Resolução comentada: Pergunta direta: “Por que você não assinou a lista?”

Avançado — Reescreva corretamente: “Ninguém explicou o porque da mudança, e eu não sei por que.”

Resolução comentada: “o porquê” (substantivo) e final de frase “por quê”: “Ninguém explicou o porquê da mudança, e eu não sei por quê.”

Paralelismo e ambiguidade

Definição objetiva

Paralelismo é manter estruturas gramaticais equivalentes em enumerações e comparações, garantindo clareza e correção. Ambiguidade ocorre quando uma frase permite mais de uma interpretação por falha de construção (posição de termos, pronomes sem referente claro, pontuação inadequada).

Passo a passo prático (revisão de paralelismo)

  • 1) Localize enumerações (listas com “e/ou”).
  • 2) Verifique se os itens têm a mesma forma: substantivos com substantivos, infinitivos com infinitivos, orações com orações.
  • 3) Ajuste conectores para manter simetria: “não só... mas também...”; “tanto... quanto...”.
  • 4) Releia buscando dupla interpretação: pronomes (“ele/ela/isso”), adjuntos deslocados, termos que podem se ligar a mais de um núcleo.

Exemplos contextualizados

  • Paralelismo correto: “O candidato precisa estudar, revisar e resolver questões.”
  • Paralelismo incorreto: “O candidato precisa estudar, revisão e resolver questões.” (mistura infinitivo com substantivo)
  • Ambiguidade: “O instrutor avisou o aluno que estava atrasado.” (quem estava atrasado?)
  • Reescrita clara: “O instrutor avisou o aluno atrasado.” ou “O instrutor avisou o aluno de que ele estava atrasado.”

Erros frequentes

  • Quebrar paralelismo em listas: “gostar de correr e da natação” (melhor: “gostar de correr e de nadar” ou “gostar de corrida e de natação”).
  • Pronomes sem referente: “O candidato falou com o instrutor e ele orientou.” (quem orientou?)
  • Adjuntos mal posicionados: “O candidato viu o fiscal com binóculos.” (quem estava com binóculos?)

Exercícios

Básico — Ajuste o paralelismo: “O plano é estudar, revisão e fazer simulados.”

Resolução comentada: Padronize em infinitivos: “O plano é estudar, revisar e fazer simulados.”

Intermediário — Elimine a ambiguidade: “O comandante elogiou o soldado do pelotão que venceu.”

Resolução comentada: Pode parecer que “o soldado venceu” ou “o pelotão venceu”. Reescritas: “O comandante elogiou o soldado do pelotão vencedor.” (pelotão venceu) ou “O comandante elogiou o soldado que venceu no pelotão.” (soldado venceu).

Avançado — Corrija paralelismo e clareza: “Ele não só estudou gramática, como também fez redação e de resolver questões.”

Resolução comentada: Há quebra (“fez” + “de resolver”). Mantenha verbos no mesmo padrão e a correlação: “Ele não só estudou gramática, como também fez redação e resolveu questões.” Alternativa com infinitivos: “Ele não só estudou gramática, como também praticou redação e resolveu questões.”

Exercícios integrados (mistos)

Questão 1 (nível básico)

Assinale a frase correta quanto à colocação pronominal e pontuação:

  • A) Não esqueça-se do documento, candidato.
  • B) Candidato, não se esqueça do documento.

Resolução comentada: B) correta. “Não” atrai próclise (“não se esqueça”) e o vocativo “Candidato” deve ser isolado por vírgula.

Questão 2 (nível intermediário)

Corrija a frase quanto à regência e crase: “Ele assistiu a aula e obedeceu a regras do edital.”

Resolução comentada: “Assistir” (ver) rege “a” + artigo: “assistiu à aula”. “Obedecer” rege “a”; com artigo plural: “obedeceu às regras do edital”. Frase: “Ele assistiu à aula e obedeceu às regras do edital.”

Questão 3 (nível avançado)

Reescreva eliminando ambiguidade e ajustando concordância: “A lista de instruções e horários foi entregues ao candidato, porque ele não sabia por que deveria chegar a Bahia.”

Resolução comentada: Concordância: núcleo “lista” (singular) → “foi entregue”. Paralelismo/clareza: “instruções e horários” ok. “porque” (explicação) e “por que” (pergunta indireta). Crase: “chegar à Bahia” (Bahia com artigo). Reescrita: “A lista de instruções e horários foi entregue ao candidato, porque ele não sabia por que deveria chegar à Bahia.”

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em uma frase como “Quando avisarem-me, eu irei.”, qual reescrita está de acordo com a norma-padrão quanto à colocação pronominal e ao uso de elemento atrativo?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

“Quando” é conjunção subordinativa e funciona como elemento atrativo, favorecendo a próclise. Por isso, o pronome deve vir antes do verbo: “Quando me avisarem, eu irei”.

Próximo capitúlo

Matemática para a ESA: Aritmética, Razões e Proporções

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