O que é pesquisa de palavras-chave (e por que ela muda o jogo para hotéis e pousadas)
Pesquisa de palavras-chave é o processo de descobrir quais termos e perguntas as pessoas digitam (ou falam) em mecanismos de busca quando estão procurando hospedagem, comparando opções, tentando resolver dúvidas ou finalizando uma reserva. Para hotéis e pousadas, isso serve para orientar o que publicar no site (páginas, textos, FAQs, guias), como nomear e organizar conteúdos e como estruturar campanhas pagas com maior chance de conversão.
Na prática, a palavra-chave é o “rótulo” do problema do hóspede. Quando você entende esses rótulos, consegue criar páginas que respondem exatamente ao que a pessoa quer, no momento certo. Isso reduz desperdício de tráfego (visitas que não viram reserva) e aumenta a relevância do seu site para buscas locais e de alta intenção.
Intenção de busca: o que a pessoa realmente quer ao pesquisar hospedagem
Intenção de busca é o objetivo por trás da pesquisa. Duas pessoas podem usar termos parecidos, mas com intenções diferentes. Em hospedagem, a intenção é crucial porque a jornada costuma ter etapas: explorar destinos, comparar opções, checar detalhes e só então reservar. Se você cria uma página “de reserva” para uma busca que ainda é de pesquisa, a pessoa não encontra o que precisa e volta para o Google. Se você cria um artigo genérico para uma busca de “reservar agora”, você perde a venda.
Principais tipos de intenção aplicados a hospedagem
Informacional: a pessoa quer aprender, entender ou planejar. Exemplos: “melhor época para ir a [destino]”, “o que fazer em [destino] com chuva”, “como chegar em [destino]”. Conteúdos ideais: guias, FAQs, páginas de dicas, páginas de localização e acesso.
Investigação comercial: a pessoa está comparando opções e critérios. Exemplos: “melhores pousadas em [destino]”, “hotel em [destino] com piscina aquecida”, “pousada pet friendly [destino]”. Conteúdos ideais: páginas de categoria/coleção (quando aplicável), páginas de diferenciais, páginas de estrutura e comodidades, landing pages por atributo.
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Transacional: a pessoa quer reservar ou checar preço/disponibilidade. Exemplos: “reservar hotel em [destino]”, “diária pousada [destino]”, “hotel [nome] reserva”, “cupom hotel [destino]”. Conteúdos ideais: páginas de reserva, páginas do motor de reservas, páginas do hotel com CTA forte e informações essenciais para decisão.
Navegacional: a pessoa procura uma marca específica. Exemplos: “Hotel X telefone”, “Pousada Y endereço”, “Hotel X check-in”. Conteúdos ideais: página de contato, como chegar, FAQ operacional, políticas.
Como identificar a intenção sem adivinhar
Um método simples é observar o formato que o Google prioriza para aquela busca: aparecem anúncios de reserva? Aparecem mapas e lista de hotéis? Aparecem artigos e guias? Isso indica o que o buscador entende como melhor resposta. Outra forma é olhar os modificadores do termo: “preço”, “reservar”, “promoção”, “disponibilidade” tendem a ser transacionais; “melhor”, “top”, “vale a pena”, “comparar” tendem a investigação comercial; “como”, “o que”, “quando”, “onde” tendem a informacionais.
O que torna uma palavra-chave “boa” para hospedagem
Nem toda palavra-chave com alto volume é útil. Em hotelaria, uma palavra-chave boa costuma equilibrar quatro fatores: intenção alinhada com uma página que você consegue oferecer, relevância local, potencial de conversão e viabilidade de competir.
Critérios práticos de avaliação
Alinhamento com oferta e com a página: se a busca é “hotel com spa em [destino]” e você não tem spa, não vale criar conteúdo para isso. Se você tem, vale criar uma página específica que mostre spa, horários, fotos e regras.
Especificidade (long-tail): termos mais específicos (“pousada com lareira em [bairro]”) costumam ter menos volume, mas maior taxa de conversão.
Localidade: incluir destino, bairro, pontos de referência e termos como “perto de” aumenta a chance de atrair quem realmente vai se hospedar ali.
Competitividade real: “hotel em [destino grande]” pode ser dominado por OTAs e grandes redes. Já “pousada charmosa em [bairro]” pode ser mais viável para um site próprio.
Valor por reserva: uma palavra-chave pode ter pouco volume, mas gerar reservas de maior ticket (ex.: “hotel romântico com banheira [destino]”).
Mapa de intenções para hospedagem: do planejamento à reserva
Para organizar a pesquisa, é útil montar um mapa que conecte intenção → tipo de página → chamada para ação. Assim, você evita produzir conteúdo que não leva a lugar nenhum e cria uma trilha natural para o usuário.
Exemplo de mapa (modelo)
Informacional → Guia “Como chegar / o que fazer / clima” → CTA: “Ver acomodações” e “Consultar datas”.
Investigação comercial → Página “Hospedagem com [atributo]” (ex.: piscina aquecida, vista, pet friendly) → CTA: “Ver disponibilidade”.
Transacional → Página de reserva / motor de reservas → CTA: “Reservar agora”.
Navegacional → Contato / políticas / FAQ → CTA: “Falar no WhatsApp” e “Reservar”.
Passo a passo prático: como fazer pesquisa de palavras-chave para hotel/pousada
Passo 1 — Liste “sementes” (seed keywords) por tipo de busca
Comece com uma lista curta de termos base que descrevem sua hospedagem e o destino. A ideia é gerar variações depois. Separe por grupos:
Tipo de hospedagem: hotel, pousada, resort, chalé, hostel, flat, apart-hotel.
Destino e micro-localização: cidade, bairro, praia, serra, centro histórico, “perto de [ponto]”.
Atributos e comodidades: piscina aquecida, café da manhã, estacionamento, vista, banheira, lareira, acessibilidade, pet friendly, kids, Wi‑Fi, coworking.
Motivos de viagem (sem aprofundar em personas): romântico, família, negócios, fim de semana, feriado, lua de mel.
Operacional: check-in, check-out, política de cancelamento, como chegar, distância.
Exemplo de sementes: “pousada em [destino]”, “hotel perto de [ponto]”, “pousada pet friendly [destino]”, “hotel com piscina aquecida [destino]”.
Passo 2 — Gere variações com modificadores de intenção
Agora, adicione palavras que sinalizam intenção. Isso ajuda a separar o que vira página de reserva, o que vira landing page e o que vira conteúdo de apoio.
Transacionais: reservar, diária, preço, promoção, desconto, disponibilidade, “última hora”.
Investigação: melhor, top, vale a pena, comparativo, “com”, “perto de”, “para”.
Informacionais: como, quando, onde, o que fazer, roteiro, clima, distância, “é seguro”.
Exemplos de variações: “diária pousada [destino]”, “melhor hotel em [destino] com piscina”, “pousada perto de [atração]”, “como chegar em [destino] de carro”.
Passo 3 — Colete termos reais em fontes que você já tem
Antes de abrir qualquer ferramenta, extraia linguagem real de hóspedes e visitantes. Isso costuma revelar termos long-tail valiosos.
Busca interna do seu site (se existir): o que as pessoas digitam dentro do site.
Mensagens e atendimento: dúvidas recorrentes (ex.: “tem estacionamento?”, “aceita pet?”, “tem berço?”, “fica perto do centrinho?”).
Avaliações: palavras e expressões que hóspedes usam para descrever localização, conforto, silêncio, vista, café da manhã.
Google Suggest e “As pessoas também perguntam”: digite “hotel [destino]” e anote sugestões e perguntas.
Google Maps: termos em avaliações e perguntas/respostas do perfil.
Passo 4 — Use ferramentas para volume, variações e competitividade
Com a lista inicial, use ferramentas de palavras-chave para obter estimativas de volume, ideias relacionadas e nível de concorrência. O objetivo não é “caçar o maior volume”, e sim priorizar oportunidades com intenção forte e chance de ranquear.
Planejador de Palavras‑chave: bom para ideias e faixas de volume, especialmente se você roda anúncios.
Ferramentas de SEO: úteis para dificuldade, SERP e termos relacionados.
Search Console (se o site já recebe tráfego): mostra consultas reais que já geram impressões/cliques e onde você pode melhorar posição.
Ao exportar, mantenha colunas como: palavra-chave, volume, dificuldade/concorrência, intenção (sua classificação), página sugerida, prioridade.
Passo 5 — Classifique por intenção e defina o “tipo de página”
Para cada termo, marque a intenção e o melhor formato de resposta. Em hospedagem, isso evita canibalização (várias páginas tentando ranquear para a mesma busca) e melhora conversão.
Termos de marca → página institucional/contato/FAQ.
“Hotel/pousada em [destino]” → página principal do hotel com foco em localização + reserva.
“Perto de [ponto]” → landing page de localização (com mapa, tempo/distância, rotas, estacionamento).
“Com [comodidade]” → landing page por atributo (com fotos, regras, horários, o que está incluso).
Perguntas operacionais → FAQ bem estruturado (e, quando fizer sentido, páginas específicas).
Passo 6 — Agrupe em clusters (tema principal + variações)
Em vez de criar uma página para cada termo, agrupe variações que têm a mesma intenção e podem ser respondidas pela mesma página. Isso cria páginas mais fortes e completas.
Exemplo de cluster “pet friendly”: “pousada pet friendly [destino]”, “hotel aceita cachorro [destino]”, “hospedagem com pet [destino]”, “taxa pet hotel [destino]”. Tudo pode virar uma única landing page “Pet friendly”, com seção de regras, tamanhos permitidos, áreas comuns, taxa, itens recomendados e CTA de reserva.
Passo 7 — Priorize com uma matriz simples (Impacto x Esforço)
Para decidir o que produzir primeiro, use uma matriz com pontuação de 1 a 5:
Impacto: intenção transacional/investigação, proximidade de reserva, ticket médio esperado.
Esforço: necessidade de fotos, ajustes técnicos, criação de página nova, aprovação interna.
Viabilidade: chance de competir (SERP menos dominada por OTAs), autoridade do seu site, diferenciação.
Comece por termos de alta intenção e baixa complexidade, como “pousada com estacionamento [destino]” (se você tem estacionamento) ou “hotel perto de [ponto]” (se a localização é forte).
Passo 8 — Valide a SERP e ajuste o conteúdo ao que o Google mostra
Antes de produzir, pesquise o termo no Google em janela anônima e observe:
Tipo de resultado: mapas, OTAs, sites de hotéis, artigos, vídeos.
Conteúdo mínimo esperado: preços aparecem? mapa? lista de comodidades? política? fotos?
Ângulo: “perto de” exige distância e rota; “com banheira” exige fotos e detalhes; “romântico” exige prova visual e benefícios.
Essa validação evita criar uma página que não atende ao padrão de resposta que o usuário (e o Google) espera.
Modelos de páginas e como alinhar com palavras-chave
Página de localização “perto de” (alta intenção local)
Palavras-chave típicas: “hotel perto de [ponto]”, “pousada próxima a [praia/centro]”, “onde ficar perto de [atração]”.
Elementos que não podem faltar: mapa incorporado, distância em km e tempo (carro/a pé), instruções de acesso, estacionamento, segurança e iluminação (se relevante), fotos do entorno, CTA de disponibilidade.
Exemplo de título interno: “Localização e como chegar”.
Página por comodidade/atributo (investigação comercial → transacional)
Palavras-chave típicas: “hotel com piscina aquecida [destino]”, “pousada com lareira [destino]”, “hotel com café da manhã [destino]”.
Elementos: descrição objetiva do atributo, fotos reais, regras (horários, restrições), o que está incluso, diferenciais, perguntas frequentes, CTA de reserva.
Dica: inclua termos relacionados naturalmente (ex.: “aquecida”, “coberta”, “temperatura”, “horário”).
FAQ operacional (captura de dúvidas que travam a reserva)
Palavras-chave típicas: “hotel [nome] check-in”, “pousada [destino] aceita pet”, “política de cancelamento hotel [destino]”.
Elementos: respostas curtas e diretas, dados específicos (horários, taxas), links para páginas relacionadas e CTA para reservar.
Como evitar erros comuns na pesquisa de palavras-chave em hotelaria
Erro 1 — Focar só em volume e ignorar intenção
“Hotel em [destino]” pode ter muito volume, mas se a SERP é dominada por OTAs e mapas, talvez você precise atacar variações mais específicas (atributos, “perto de”, dúvidas) para ganhar tráfego qualificado e depois conduzir à reserva.
Erro 2 — Criar várias páginas para a mesma intenção (canibalização)
Se você cria “pousada pet friendly”, “hotel aceita pet” e “hospedagem com cachorro” como páginas separadas, elas competem entre si. Melhor consolidar em uma página forte e usar variações no texto e nos subtítulos.
Erro 3 — Não casar promessa com prova
Se a palavra-chave envolve um atributo (“vista para o mar”, “silencioso”, “banheira”), o conteúdo precisa provar com fotos, detalhes e contexto. Sem isso, a taxa de rejeição sobe e a conversão cai.
Erro 4 — Esquecer buscas de marca e pós-clique
Muita gente pesquisa sua marca depois de ver redes sociais, anúncios ou indicações. Se você não tem páginas claras para “telefone”, “WhatsApp”, “endereço”, “como chegar”, “estacionamento”, você perde reservas por fricção.
Planilha prática: estrutura recomendada para organizar sua pesquisa
Organize sua pesquisa em uma planilha com colunas padronizadas. Isso facilita decidir o que produzir e medir resultados.
Colunas sugeridas: Palavra-chave | Intenção | Cluster | Tipo de página | Volume | Dificuldade | Prioridade | URL atual/planejada | Observações (prova, fotos, regras) | CTA principalExemplo de preenchimento:
pousada pet friendly [destino] | Investigação | Pet friendly | Landing page atributo | 300 | média | alta | /pet-friendly | incluir regras e taxa | Ver disponibilidadeChecklist de execução rápida (para aplicar em 1 a 2 dias)
Liste 30 a 50 sementes (tipo + destino + atributos + “perto de”).
Gere variações com modificadores de intenção (“reservar”, “preço”, “melhor”, “perto de”).
Extraia 20 dúvidas reais do atendimento e avaliações para virar termos.
Valide volume/ideias em ferramenta e exporte para planilha.
Classifique intenção e defina tipo de página para cada termo.
Agrupe em 5 a 10 clusters prioritários (atributos e localização costumam performar bem).
Valide a SERP dos 10 termos mais importantes e ajuste o formato da página.
Defina quais páginas serão criadas/otimizadas primeiro e quais provas (fotos, regras, detalhes) são necessárias.