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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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Análise de concorrentes locais e comparáveis

Capítulo 11

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que é análise de concorrentes locais e comparáveis

Análise de concorrentes locais e comparáveis é o processo de mapear, observar e comparar hotéis e pousadas que disputam a mesma demanda que você, seja por estarem na mesma região (concorrentes locais) ou por oferecerem uma experiência e faixa de preço semelhantes, mesmo que em outro bairro, cidade ou destino (concorrentes comparáveis). O objetivo não é “copiar”, e sim entender padrões de mercado: como a demanda é capturada, como a oferta é apresentada, quais canais geram reservas, quais argumentos são usados e onde existem lacunas que você pode explorar com mais eficiência.

Concorrentes locais são aqueles que aparecem para o hóspede quando ele busca “hotel em [bairro/cidade]” ou quando filtra por mapa em OTAs e no Google. Já os comparáveis são os que o hóspede considera como alternativa porque entregam um nível de conforto, serviços e percepção de valor parecidos, mesmo que não estejam a poucos quarteirões. Em destinos com alta sazonalidade, os comparáveis podem incluir propriedades em cidades vizinhas que competem por “escapadas de fim de semana” ou por eventos regionais.

Por que essa análise é decisiva no marketing digital de hospedagem

No marketing digital, você disputa atenção em ambientes onde o hóspede compara rapidamente: resultados do Google, mapas, OTAs, redes sociais e sites. A análise de concorrentes ajuda a responder perguntas práticas: quais palavras e temas atraem tráfego; quais formatos de anúncio e criativos são recorrentes; quais políticas e condições reduzem fricção; quais elementos de página aumentam confiança; e como os concorrentes estão posicionados em termos de preço e disponibilidade ao longo do calendário.

Além disso, a análise reduz desperdício de orçamento. Em vez de testar “no escuro”, você identifica o que já está funcionando no mercado e adapta para sua realidade. Também permite antecipar movimentos: por exemplo, um concorrente que começa a investir pesado em anúncios para datas de feriado ou que muda a estratégia de tarifas e restrições, impactando a demanda do destino.

Definindo quem entra na sua lista: locais vs. comparáveis

Critérios para concorrentes locais

Use critérios objetivos para evitar uma lista grande demais e pouco útil. Em geral, 8 a 15 concorrentes locais já geram bons insights. Inclua propriedades que:

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  • Aparecem com frequência no Google Maps para termos como “hotel”, “pousada”, “hospedagem” + nome do destino.
  • Estão em raio semelhante ao seu (ex.: até 2 km em área urbana; até 10–20 km em destinos rurais, dependendo do acesso).
  • Disputam as mesmas datas de demanda (feriados, eventos, alta temporada).
  • Recebem volume relevante de avaliações e têm presença ativa em canais digitais.

Critérios para concorrentes comparáveis

Os comparáveis ajudam a entender “padrões de categoria” e referências de execução digital. Inclua 5 a 10 propriedades que:

  • Operam em faixa de preço semelhante (por exemplo, até 20–30% acima/abaixo da sua diária média em períodos equivalentes).
  • Oferecem nível de serviço e estrutura parecidos (ex.: boutique, econômico, lazer, corporativo).
  • Têm boa performance digital aparente (site rápido, boa fotografia, presença em anúncios, redes sociais consistentes).
  • Atendem ao mesmo tipo de ocasião de viagem (fim de semana romântico, viagem de trabalho, família, natureza), sem entrar em detalhes de personas já tratados em capítulos anteriores.

Passo a passo prático para executar a análise

Passo 1: monte um “painel” de concorrentes em uma planilha

Crie uma planilha com abas: “Lista”, “Preços e disponibilidade”, “Canais e tráfego”, “Conteúdo e criativos”, “Reputação e prova social”, “Site e conversão”. Para cada concorrente, registre: nome, localização, links (site, Google Business Profile, Instagram, principais OTAs), telefone/WhatsApp (se divulgado), e observações rápidas.

Exemplo de colunas na aba “Lista”: Concorrente | Tipo (local/comparável) | Bairro/cidade | Site | Instagram | Google Maps | OTA principal | Observações.

Passo 2: simule buscas reais no Google (orgânico + mapas)

Abra uma janela anônima e faça buscas que um hóspede faria. Varie termos: “hotel em [destino]”, “pousada [destino]”, “hotel perto de [ponto turístico]”, “hotel com estacionamento [destino]”, “pousada com café da manhã [destino]”. Anote:

  • Quem aparece no “Local Pack” (mapa) e em quais posições.
  • Quais sites aparecem no orgânico (e se são OTAs, blogs, guias locais ou sites próprios).
  • Se há anúncios (Google Ads) e quais mensagens aparecem nos títulos e descrições.

Passo acionável: para cada termo, registre os 3 primeiros do mapa e os 5 primeiros do orgânico. Ao final, você terá um “ranking de visibilidade” por termo, útil para priorizar quem analisar mais a fundo.

Passo 3: avalie a presença e a qualidade do Google Business Profile

No perfil do Google (Maps), observe itens que impactam cliques e ligações: categoria, fotos, perguntas e respostas, posts, atributos (ex.: Wi‑Fi, acessibilidade, estacionamento), link para reservas, e consistência de informações. Registre:

  • Nota média e quantidade de avaliações.
  • Recência das avaliações (há avaliações nas últimas semanas?).
  • Se o concorrente responde avaliações e em quanto tempo.
  • Principais fotos: capa, quartos, áreas comuns, café da manhã, fachada.
  • Chamadas para ação: “Reservar”, “Ligar”, “Site”.

Exemplo prático: se dois concorrentes têm nota semelhante, mas um tem fotos profissionais e posts frequentes, ele tende a capturar mais cliques no mapa. Isso não prova conversão, mas indica vantagem de atenção.

Passo 4: faça um “shopping” de datas para entender preço e restrições

Escolha um conjunto fixo de datas para comparar: um fim de semana comum, um feriado, uma data de evento local e um período de baixa temporada. Em cada data, simule 1 e 2 diárias, e 2 ocupações (casal e família, se aplicável). Verifique em OTAs e no site do concorrente:

  • Preço final (incluindo taxas) e condições de cancelamento.
  • Restrições: mínimo de noites, não reembolsável, pré-pagamento.
  • Disponibilidade: esgota rápido? há poucos quartos?
  • Diferença entre tarifa no site e na OTA (paridade ou incentivo ao direto).

Passo acionável: registre sempre “preço por noite” e “preço total” para evitar comparações erradas. Se possível, anote também a política de cancelamento em uma escala simples: Flexível (cancela grátis) | Moderada | Rígida | Não reembolsável.

Passo 5: mapeie canais de aquisição e sinais de investimento em mídia

Você não precisa de ferramentas caras para identificar sinais. Observe:

  • Se há anúncios de busca (Google Ads) para termos do destino e do tipo de hospedagem.
  • Se há anúncios de display/remarketing (banners que “perseguem” após visitar o site, quando perceptível).
  • Se o Instagram/Facebook tem campanhas ativas (biblioteca de anúncios, quando disponível) e frequência de posts patrocinados.
  • Se o concorrente aparece em guias locais, blogs e páginas de “onde ficar” (indício de SEO e parcerias).

Exemplo prático: se você busca “hotel [destino]” e vê repetidamente o mesmo concorrente em anúncios, ele provavelmente está defendendo termos genéricos. Isso pode elevar o custo por clique do mercado e exige que você seja mais específico em palavras-chave e páginas de destino.

Passo 6: analise o site com foco em conversão (sem entrar em identidade visual)

Aqui o objetivo é identificar fricções e boas práticas que afetam reservas diretas. Para cada concorrente, avalie:

  • Velocidade e experiência no celular (carregamento, botões, legibilidade).
  • Clareza do caminho de reserva: existe botão “Reservar” visível? o motor de reservas abre rápido?
  • Informações críticas fáceis de achar: localização, estacionamento, horários, políticas, contato.
  • Elementos de confiança: selos, avaliações, fotos reais, perguntas frequentes.
  • Estrutura de páginas: há páginas específicas para “como chegar”, “o que fazer”, “eventos”, “corporativo”, “pet”, “família”?

Passo acionável: use uma checklist de 0 a 2 pontos por item (0 = ausente, 1 = parcial, 2 = excelente). Em 10 minutos por site, você cria um comparativo objetivo e identifica onde sua experiência de reserva pode ser superior.

Passo 7: observe conteúdo e calendário editorial com intenção de busca

Sem repetir capítulos sobre tom de voz, foque na função do conteúdo: atrair tráfego e reduzir dúvidas. Verifique se os concorrentes publicam:

  • Páginas e posts voltados a termos locais (ex.: “hotel perto de [atração]”, “onde ficar em [bairro]”).
  • Conteúdos de sazonalidade (feriados, eventos, clima, alta/baixa temporada).
  • Conteúdos de utilidade (roteiros, estacionamento, acessos, horários, regras locais).
  • Conteúdos que respondem objeções comuns (cancelamento, check-in, crianças, pets, acessibilidade).

Exemplo prático: se três concorrentes têm páginas otimizadas para “hotel perto do aeroporto”, isso indica demanda relevante. Se você também atende essa demanda, pode criar uma página específica com informações objetivas e chamada para reserva.

Passo 8: avalie reputação online com método (não só a nota)

Reputação não é apenas “quantas estrelas”. Faça uma leitura estruturada das avaliações (Google e OTAs) e categorize comentários. Crie uma tabela com colunas: Tema | Elogios recorrentes | Reclamações recorrentes | Evidências (citações) | Impacto (alto/médio/baixo). Temas comuns:

  • Limpeza
  • Atendimento
  • Café da manhã
  • Conforto acústico
  • Localização e acesso
  • Estacionamento
  • Wi‑Fi
  • Manutenção
  • Custo-benefício

Passo acionável: para cada concorrente, leia pelo menos 20 avaliações recentes e marque 5 elogios e 5 reclamações mais frequentes. Isso revela “pontos de dor” do mercado e oportunidades de comunicação preventiva (por exemplo, esclarecer regras e facilidades antes da reserva).

Passo 9: identifique “alavancas” de diferenciação operacional que viram argumento de marketing

Sem entrar em proposta de valor já tratada, aqui você busca alavancas observáveis nos concorrentes que afetam decisão: horários, facilidades, políticas, conveniências e garantias. Exemplos do que mapear:

  • Check-in antecipado/late check-out (pago ou sujeito a disponibilidade).
  • Política de cancelamento mais flexível em baixa temporada.
  • Estacionamento incluso vs. pago.
  • Transfer/parcerias com passeios (quando divulgado).
  • Atendimento via WhatsApp com tempo de resposta rápido.

Exemplo prático: se muitos concorrentes têm reclamações de estacionamento e você tem vagas fáceis, isso deve aparecer de forma explícita nas páginas e anúncios voltados a quem chega de carro.

Passo 10: transforme achados em hipóteses testáveis de marketing

O valor da análise está em gerar ações. Converta observações em hipóteses com formato: “Se fizermos X, então melhoraremos Y, porque Z”. Exemplos:

  • “Se criarmos páginas específicas para ‘perto de [atração]’, então aumentaremos tráfego orgânico qualificado, porque os concorrentes que ranqueiam têm páginas dedicadas e o termo aparece com frequência no Google.”
  • “Se destacarmos políticas de cancelamento e estacionamento acima da dobra, então aumentaremos conversão no mobile, porque avaliações mostram que esses pontos geram dúvidas e abandono.”
  • “Se ajustarmos campanhas para termos de bairro e ‘perto de’, então reduziremos CPC, porque os concorrentes concentram investimento em termos genéricos mais caros.”

Passo acionável: priorize 5 hipóteses por impacto x esforço. Impacto: potencial de aumentar reservas diretas ou reduzir custo. Esforço: tempo e recursos para implementar. Comece pelas de alto impacto e baixo esforço.

Matriz de comparação: como organizar os dados sem se perder

Para evitar uma análise “solta”, use uma matriz com critérios e pesos. Exemplo de critérios (ajuste para sua realidade):

  • Visibilidade no Google Maps (peso 2)
  • Qualidade do perfil no Google (peso 2)
  • Preço e flexibilidade em datas-chave (peso 3)
  • Experiência de reserva no site (peso 3)
  • Força de conteúdo local/SEO (peso 2)
  • Reputação: recência e resposta (peso 2)
  • Sinais de mídia paga (peso 1)

Atribua notas de 1 a 5 por critério e multiplique pelo peso. O objetivo não é “dar troféu”, e sim enxergar rapidamente quem é forte em aquisição, quem é forte em conversão e quem é vulnerável em pontos críticos.

Erros comuns e como evitar

Confundir “mais caro” com “melhor”

Preço alto pode refletir posicionamento, sazonalidade, restrições ou simplesmente baixa disponibilidade. Compare sempre em datas equivalentes e com condições equivalentes (cancelamento, café da manhã, taxas). Registre o preço final para o hóspede.

Analisar só um canal

Um concorrente pode ser fraco no Instagram e forte no Google Maps, ou vice-versa. O hóspede transita entre canais. Por isso, o mínimo recomendado é: Google (mapa + orgânico), OTAs, site, e uma rede social principal.

Coletar dados e não transformar em ação

Se a planilha vira um arquivo morto, a análise não gera retorno. Termine cada rodada de análise com uma lista curta de mudanças: ajustes de páginas, melhorias no perfil do Google, testes de anúncios, revisão de políticas exibidas e melhorias no fluxo de reserva.

Rotina recomendada: frequência e profundidade

Faça uma análise completa trimestral (2 a 4 horas) e uma checagem rápida quinzenal (30 minutos) para monitorar mudanças: novos anúncios, alterações de preço em datas futuras, atualização de fotos, aumento de avaliações, e mudanças no ranking do mapa. Em destinos com alta sazonalidade, intensifique a checagem 6 a 8 semanas antes de feriados e períodos de pico, quando os concorrentes costumam ajustar tarifas e campanhas.

Modelo de checklist pronto para copiar

CHECKLIST - ANÁLISE DE CONCORRENTES (HOTÉIS/POUSADAS)  1) Visibilidade  - Aparece no Top 3 do Maps para termos principais? ( )  - Aparece no orgânico para termos locais? ( )  - Há anúncios de busca do concorrente? ( )  2) Google Business Profile  - Fotos atuais e variadas? ( )  - Responde avaliações? ( )  - Atributos completos (estacionamento, Wi‑Fi etc.)? ( )  - Link de reserva funcionando? ( )  3) Preço e condições (datas fixas)  - Preço total registrado (taxas incluídas)? ( )  - Cancelamento: flexível/moderado/rígido? ( )  - Restrições (mínimo de noites)? ( )  4) Site e reserva direta  - Mobile rápido e claro? ( )  - Botão reservar visível e motor simples? ( )  - Políticas e contato fáceis? ( )  5) Conteúdo e SEO local  - Páginas para atrações/bairros? ( )  - Conteúdo de eventos e sazonalidade? ( )  6) Reputação  - Nota + volume + recência anotados? ( )  - Top 5 elogios e top 5 reclamações mapeados? ( )  7) Ações  - 3 hipóteses testáveis definidas? ( )  - Prioridade por impacto x esforço? ( )

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao montar sua lista de concorrentes, qual opção descreve corretamente a diferença entre concorrentes locais e concorrentes comparáveis?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Correta: locais competem pela mesma demanda na região (buscas e mapa). Comparáveis competem por similaridade de experiência e preço, podendo estar em outros bairros/cidades, desde que disputem a mesma ocasião de viagem.

Próximo capitúlo

Mapeamento de sazonalidade, eventos e demanda regional

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