Como ler uma NR “com cabeça de prova” e “com cabeça clínica”
Ao estudar Normas Regulamentadoras (NRs) para o trabalho bancário, o foco deve ser duplo: (1) o que costuma ser cobrado em concurso (conceitos, obrigações, documentos e responsabilidades) e (2) o que muda a conduta do Médico do Trabalho (decisões sobre aptidão, restrições, recomendações, encaminhamentos e medidas de prevenção). A leitura dirigida segue três perguntas fixas: o que a NR exige, de quem (empregador, trabalhador, SESMT, CIPA) e como isso vira ação clínica e de gestão no contexto de agência e áreas administrativas.
Roteiro prático de interpretação (aplicável a qualquer NR)
- Passo 1 — Identifique o escopo: a NR se aplica ao setor/atividade? Em banco, quase sempre impacta ambientes administrativos, atendimento ao público, teleatendimento (quando houver) e atividades com computador.
- Passo 2 — Localize “obrigações”: procure verbos normativos (“deve”, “é obrigatório”, “cabe ao empregador”, “cabe ao trabalhador”).
- Passo 3 — Extraia evidências: quais registros/documentos/procedimentos comprovam cumprimento (ex.: inventário de riscos, plano de ação, ordens de serviço, treinamentos)?
- Passo 4 — Traduza em conduta médica: que sinais/sintomas e que situações de trabalho exigem recomendação, restrição, encaminhamento, adaptação, pausa, mudança de posto ou intervenção coletiva?
- Passo 5 — Conecte com risco e prevenção: qual risco (ergonômico, psicossocial, físico como climatização/ruído) e qual medida (engenharia, organização do trabalho, EPI, treinamento)?
NR-01 (Disposições Gerais e GRO/PGR): o “mapa” que organiza as decisões
Conceito e o que cai em prova
A NR-01 estrutura o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Em prova, costuma aparecer como: definição de GRO/PGR, responsabilidades, necessidade de inventário de riscos e plano de ação, e integração com demais NRs.
Leitura dirigida: obrigações-chave
- Empregador: implementar o GRO; elaborar e manter o PGR (inventário de riscos + plano de ação); garantir medidas de prevenção; informar e capacitar trabalhadores conforme aplicável.
- Trabalhador: cumprir orientações e procedimentos; colaborar com a prevenção; comunicar situações de risco.
Tradução clínica para o Médico do Trabalho (banco)
- Use o PGR como “prontuário do ambiente”: ao avaliar queixas de dor cervical/lombar, cefaleia, ansiedade, distúrbio do sono ou disfonia (teleatendimento), verifique se o inventário contempla ergonomia, organização de jornada, metas, pausas, ruído, climatização e fatores psicossociais.
- Indique medidas coletivas antes de individualizar: em queixas repetidas no mesmo setor (ex.: caixas/atendimento), priorize recomendação de ajuste do posto, pausas e organização do trabalho, em vez de apenas restrição individual.
- Conecte achado clínico a risco e ação: registre recomendação com linguagem operacional (ex.: “ajuste de altura de cadeira/monitor; pausas programadas; alternância de tarefas; redução de tempo contínuo em digitação/atendimento”).
Checklist rápido (NR-01 aplicada à agência)
- Existe inventário de riscos atualizado para: caixas, atendimento, retaguarda, tesouraria, administrativo?
- Há plano de ação com prazos e responsáveis para ergonomia e fatores psicossociais?
- Os trabalhadores conhecem procedimentos e orientações (ordens de serviço/treinamentos)?
- Há registro de acompanhamento de ações após aumento de queixas/afastamentos?
Situação-problema (estilo prova)
Cenário: em uma agência, aumentam queixas de dor em punhos e ombros entre atendentes e caixas. O inventário de riscos não menciona ergonomia de postos nem pausas. Pergunta: qual medida normativa e qual conduta médico-ocupacional são mais aderentes? Resposta esperada: atualizar inventário e plano de ação do PGR (NR-01) incluindo risco ergonômico; recomendar avaliação ergonômica do posto, ajustes e pausas/alternância, com monitoramento de indicadores (queixas, afastamentos).
NR-07 (PCMSO): como a norma orienta decisões médicas sem virar “checklist de exames”
Conceito e o que cai em prova
A NR-07 trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), orientado por riscos. Em concurso, é comum cobrar: finalidade do PCMSO, responsabilidade do empregador, integração com o PGR, e lógica de vigilância em saúde baseada em riscos.
Leitura dirigida: o que observar na NR-07 para o contexto bancário
- Integração com riscos: o PCMSO deve estar alinhado ao inventário de riscos do PGR (NR-01). Em banco, isso significa olhar para ergonomia, organização do trabalho, climatização, ruído ambiental, e fatores psicossociais.
- Rastreios e ações coerentes: exames e avaliações devem ter justificativa técnica vinculada aos riscos e ao perfil de adoecimento observado.
- Condutas e encaminhamentos: a norma sustenta ações de vigilância (identificar tendências, agravos, setores críticos) e medidas de prevenção articuladas com gestão.
Tradução clínica: decisões frequentes no trabalho bancário
- Queixa musculoesquelética recorrente: além de conduta assistencial/encaminhamento, formalize recomendação de intervenção no posto e organização do trabalho (pausas, alternância, ajuste de mobiliário).
- Sintomas de estresse/ansiedade relacionados a metas e atendimento: registre nexo temporal e gatilhos ocupacionais; recomende medidas organizacionais (gestão de demanda, pausas, apoio, fluxos de atendimento) e, quando indicado, encaminhamento para cuidado especializado.
- Teleatendimento (quando aplicável): atenção a disfonia, fadiga vocal, cefaleia, estresse; orientar pausas, hidratação, ergonomia e condições ambientais.
Checklist de coerência PCMSO–PGR (para o Médico do Trabalho)
- Os riscos do PGR aparecem refletidos nas ações do PCMSO (ergonomia e psicossociais incluídos)?
- Há indicadores acompanhados por setor (queixas, afastamentos, restrições, acidentes)?
- As recomendações médicas geram demanda formal para ações preventivas (com retorno/monitoramento)?
Situação-problema
Cenário: setor administrativo com alta rotatividade e aumento de afastamentos por transtornos ansiosos. O PGR cita “estresse” genericamente, sem plano de ação. Pergunta: qual é a postura tecnicamente esperada do Médico do Trabalho à luz da NR-07 integrada à NR-01? Resposta esperada: solicitar detalhamento do risco psicossocial no inventário, propor plano de ação (medidas organizacionais e de apoio), e estruturar vigilância em saúde no PCMSO com monitoramento por setor e encaminhamentos quando indicados.
Continue em nosso aplicativo
Você poderá ouvir o audiobook com a tela desligada, ganhar gratuitamente o certificado deste curso e ainda ter acesso a outros 5.000 cursos online gratuitos.
ou continue lendo abaixo...Baixar o aplicativo
NR-17 (Ergonomia): a NR mais “incidente” no banco
Conceito e o que cai em prova
A NR-17 estabelece parâmetros para adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Em prova, aparecem: organização do trabalho, mobiliário/postos com computador, pausas, e exigência de avaliação ergonômica quando pertinente.
Leitura dirigida: como identificar requisitos e obrigações
- Empregador: adequar postos, mobiliário e organização do trabalho; avaliar condições ergonômicas; implementar medidas corretivas; orientar trabalhadores.
- Trabalhador: seguir orientações de uso do posto e comunicar desconfortos/limitações.
Aplicação clínica no trabalho bancário (agência e administrativo)
O Médico do Trabalho deve reconhecer padrões típicos: dor cervical/lombar por monitor baixo/alto, síndrome dolorosa miofascial por tensão e metas, tendinopatias por repetição, cefaleia por postura e iluminação, e fadiga por pausas insuficientes.
Passo a passo prático: transformar queixa em intervenção ergonômica
- Passo 1 — Caracterize a tarefa: tempo contínuo em computador, digitação, atendimento em pé/sentado, uso de mouse/teclado, dupla tela, manuseio de numerário/documentos.
- Passo 2 — Identifique agravantes: picos de atendimento, metas, falta de pausas, mobiliário fixo, cadeira sem ajustes, monitor fora do eixo, telefone sem headset (quando aplicável).
- Passo 3 — Examine com foco funcional: amplitude de movimento, pontos dolorosos, sinais de sobrecarga; correlacione com tarefa.
- Passo 4 — Recomende medidas específicas: ajuste de cadeira/mesa/monitor, apoio de antebraço quando necessário, alternância de tarefas, pausas programadas, treinamento de uso do posto.
- Passo 5 — Defina acompanhamento: reavaliação em prazo definido; se persistência, solicitar avaliação ergonômica formal do posto/setor e revisar organização do trabalho.
Quadro comparativo: exigência normativa → decisão médica
NR-17 (exigência) | Tradução em conduta do Médico do Trabalho (banco) | Evidência/registro útil em auditoria/provaAdequar posto ao trabalhador | Recomendar ajustes individualizados do posto | Registro de recomendação + ordem de serviço/solicitação ao gestorOrganização do trabalho e pausas | Indicar pausas/alternância quando há sobrecarga | Parecer com justificativa + monitoramento de queixas/afastamentosAvaliar condições ergonômicas | Solicitar avaliação ergonômica em setor crítico | Relatório ergonômico + plano de ação no PGRChecklist de posto com computador (uso típico em banco)
- Cadeira com ajustes (altura, encosto) e apoio adequado?
- Monitor na altura e distância adequadas, alinhado ao usuário?
- Teclado e mouse posicionados para evitar elevação de ombros?
- Há possibilidade real de pausas e alternância de tarefas nos picos?
- Iluminação e reflexos estão controlados?
Situação-problema
Cenário: empregado do atendimento relata dor em ombro e formigamento em mão após meses em posto com monitor lateral e telefone apoiado no ombro. Pergunta: quais medidas imediatas e quais medidas estruturais são esperadas sob NR-17? Resposta esperada: imediatas: ajuste do monitor para alinhamento, orientação postural, evitar sustentação do telefone no ombro (uso de headset quando aplicável), pausas e alternância; estruturais: avaliação ergonômica do posto/setor e correção do layout, com registro no plano de ação.
NR-09 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais): leitura para ambientes climatizados e qualidade ambiental
Conceito e o que cai em prova
A NR-09 organiza a avaliação e o controle das exposições a agentes físicos, químicos e biológicos, dentro do GRO/PGR. Em banco, a incidência maior é em agentes físicos (ruído ambiental, conforto térmico/climatização, iluminação como fator associado) e, pontualmente, biológicos (fluxo de público, limpeza, surtos).
Leitura dirigida: como aplicar no banco
- Empregador: avaliar exposições quando aplicável, implementar medidas de controle e monitorar eficácia.
- Médico do Trabalho: usar a informação de exposição para orientar prevenção e vigilância de sintomas relacionados (cefaleia, irritação ocular, rinite, fadiga).
Exemplo prático: ambiente climatizado com queixas respiratórias
Cenário: equipe relata irritação ocular, ressecamento e cefaleia em área com ar-condicionado central. Conduta orientada por NR-09 + GRO: correlacionar sintomas com local/horário, solicitar verificação das condições ambientais e manutenção, e registrar recomendação de medidas de controle (manutenção, limpeza, ajustes de temperatura/umidade quando aplicável), acompanhando evolução das queixas por setor.
Checklist de investigação clínica vinculada ao ambiente
- Sintomas pioram no local de trabalho e melhoram em folgas?
- Há concentração de queixas em um setor específico?
- Houve mudança recente de layout, climatização ou ocupação do espaço?
- Existe registro de manutenção e controle do sistema de climatização?
Situação-problema
Cenário: após reforma, surgem queixas de irritação nasal e cefaleia em um andar administrativo. Pergunta: qual é a ação mais alinhada à NR-09 dentro do GRO? Resposta esperada: caracterizar exposição ambiental, acionar avaliação/controle (ventilação, climatização, possíveis fontes), registrar no PGR e acompanhar indicadores de saúde.
NR-05 (CIPA): como usar a CIPA como ferramenta de prevenção no banco
Conceito e o que cai em prova
A NR-05 regula a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA). Em prova, aparecem: finalidade, composição/atribuições, participação na identificação de riscos e na prevenção, e interface com o GRO.
Aplicação prática para o Médico do Trabalho
- Canal estruturado de sinais precoces: a CIPA pode trazer “termômetros” do ambiente (sobrecarga, conflitos, falhas de pausas, problemas de mobiliário).
- Planejamento de ações: use relatos e inspeções para priorizar intervenções ergonômicas e organizacionais.
- Registro e rastreabilidade: recomendações médicas coletivas podem ser encaminhadas via CIPA para formalização e acompanhamento.
Checklist de reunião com CIPA (pauta objetiva)
- Quais são os 3 principais desconfortos/queixas por setor?
- Há picos de atendimento sem pausas efetivas?
- Quais postos têm maior inadequação de mobiliário?
- Há relatos de assédio/violência de clientes ou pressão por metas?
- Quais ações do plano anterior foram concluídas e com que efeito?
Situação-problema
Cenário: CIPA relata aumento de conflitos com público e episódios de agressividade verbal no atendimento. Pergunta: qual encaminhamento é mais coerente com o papel do Médico do Trabalho na prevenção? Resposta esperada: recomendar medidas organizacionais e de proteção (fluxos de atendimento, treinamento, apoio ao trabalhador, registro de incidentes, articulação com gestão e segurança), e monitorar repercussões na saúde mental e afastamentos.
NR-06 (EPI): leitura realista para o contexto bancário
Conceito e o que cai em prova
A NR-06 trata de Equipamentos de Proteção Individual. Em banco, EPI não é o eixo central, mas pode ser cobrado em prova como: responsabilidades do empregador (fornecer, treinar, substituir) e do trabalhador (usar e conservar), e a lógica de que EPI é complementar às medidas coletivas.
Aplicação prática (quando aplicável)
- Limpeza/manutenção/apoio: em atividades de apoio com exposição a produtos de limpeza, pode haver necessidade de luvas/óculos conforme risco.
- Surtos e medidas sanitárias: quando houver orientação institucional, o Médico do Trabalho deve alinhar recomendações ao risco e às medidas coletivas, evitando “medicalizar” com EPI sem necessidade.
Checklist de conformidade (NR-06)
- O EPI é indicado por risco real e documentado no PGR?
- Há treinamento e registro de entrega/uso?
- Há orientação clara de troca, higienização e limitações do EPI?
NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade): interface com manutenção e áreas técnicas
Conceito e o que cai em prova
A NR-10 é frequentemente cobrada por: necessidade de capacitação/autorização, medidas de controle, e foco em prevenção de acidentes elétricos. Em banco, aplica-se sobretudo a equipes de manutenção predial/infraestrutura e prestadores.
O que o Médico do Trabalho precisa “enxergar” na prática
- Gestão de aptidão e restrições: trabalhadores que atuam em manutenção elétrica podem demandar avaliação clínica focada em condições que elevem risco (ex.: síncopes, uso de medicações sedativas, limitações funcionais relevantes).
- Integração com prevenção: verificar se há treinamento, autorização e procedimentos; quando houver acidente/incidente, apoiar investigação com foco em prevenção.
Situação-problema
Cenário: empregado de manutenção relata episódios de tontura recente e atua em serviços elétricos. Pergunta: qual postura é mais segura e alinhada à NR-10 na interface clínica? Resposta esperada: afastar temporariamente de atividade de risco até esclarecimento clínico, orientar investigação médica e comunicar necessidade de gestão de risco ao responsável, mantendo foco preventivo.
NR-24 (Condições Sanitárias e de Conforto): o básico que gera muita demanda assistencial
Conceito e o que cai em prova
A NR-24 estabelece condições mínimas de instalações sanitárias, locais de refeição e conforto. Em prova, pode aparecer como obrigação de manter condições adequadas e higiene, com impacto direto em bem-estar e adoecimento.
Aplicação prática em agência
- Pausas e acesso: condições sanitárias inadequadas ou acesso restrito podem aumentar desconforto, infecções e conflitos, além de prejudicar pausas.
- Ambiente de descanso/refeição: quando inexistente ou inadequado, favorece alimentação apressada e pior recuperação durante a jornada.
Checklist de inspeção rápida (NR-24)
- Sanitários suficientes, limpos e funcionais?
- Água potável disponível e acessível?
- Local de refeição/descanso adequado (quando aplicável)?
- Condições de higiene e manutenção registradas?
Quadro comparativo geral (NRs mais incidentes no banco)
NR | Tema central | O que mais cai em prova | Impacto direto na conduta do Médico do Trabalho01 | GRO/PGR | Inventário de riscos, plano de ação, responsabilidades | Base para justificar intervenções e vigilância por setor07 | PCMSO | Finalidade, integração com riscos, responsabilidades | Direciona monitoramento de agravos e recomendações preventivas17 | Ergonomia | Organização do trabalho, pausas, posto com computador | Define recomendações de ajustes, pausas, alternância e avaliação ergonômica09 | Exposições (físicas/químicas/biológicas) | Avaliação/controle de exposições dentro do GRO | Suporta investigação de queixas ambientais e medidas de controle05 | CIPA | Atribuições e participação na prevenção | Canal para ações coletivas e monitoramento de problemas recorrentes06 | EPI | Responsabilidades e registros | Uso pontual e complementar; evita soluções inadequadas10 | Eletricidade | Capacitação, autorização, segurança | Interface com aptidão/restrição em manutenção e prevenção de acidentes24 | Conforto e sanitários | Condições mínimas e higiene | Reduz demandas por mal-estar e melhora recuperação na jornadaLista de verificação integrada (para rotina de agência/administrativo)
Jornada, pausas e organização do trabalho (NR-17 + NR-01)
- Há picos previsíveis de atendimento com reforço de equipe ou alternância de tarefas?
- Pausas são possíveis na prática (não apenas “no papel”)?
- Há rodízio entre atividades de alta repetição e atividades variadas?
- Metas e cobrança geram sinais de adoecimento coletivo (aumento de queixas/afastamentos)?
Ambiente climatizado e conforto (NR-09 + NR-24)
- Queixas de cefaleia/irritação ocular concentram-se em um setor?
- Manutenção do sistema de climatização está documentada e regular?
- Água potável e sanitários estão acessíveis e adequados?
Teleatendimento (quando aplicável) (NR-17 + NR-01)
- Há headset adequado e orientação de uso?
- Há pausas para recuperação vocal e mental?
- Há monitoramento de queixas de disfonia, estresse e fadiga?
Perguntas de fixação (situação-problema)
1) Um setor administrativo apresenta aumento de dor cervical e cefaleia após mudança de layout com monitores em altura fixa. Quais itens da NR-17 você checaria primeiro e que recomendação objetiva faria ao gestor?
2) Em uma agência, trabalhadores relatam que “não conseguem parar nem para beber água” em dias de pico. Quais NRs se conectam a esse problema e como transformar isso em ação no PGR?
3) Há queixas respiratórias em área com ar-condicionado e grande fluxo de público. Que perguntas clínicas ajudam a estabelecer relação com o ambiente e qual encaminhamento dentro do GRO é mais apropriado?
4) A CIPA traz relatos de assédio por parte de clientes e pressão intensa por metas. Como o Médico do Trabalho pode estruturar uma resposta preventiva sem reduzir o problema a condutas individuais?
5) Um trabalhador de manutenção elétrica refere sonolência por medicação recente. Qual é a conduta mais segura em relação às atividades de risco e que interface normativa sustenta essa decisão?