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Perito Criminal Federal: Ciências Aplicadas à Investigação e à Prova Técnica

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16 páginas

Local de Crime e Gestão de Vestígios na Perícia Criminal Federal

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

+ Exercício

Conceitos operacionais: local de crime e gestão de vestígios

Local de crime é o espaço físico (e seus entornos) onde se identificam indícios materiais relacionados a um fato sob apuração. Na prática pericial, o foco é transformar vestígios em evidências por meio de reconhecimento, documentação, coleta, acondicionamento, preservação e rastreabilidade (cadeia de custódia). Gestão de vestígios é o conjunto de procedimentos que garante que cada item seja localizado, registrado, coletado e transportado com integridade, evitando contaminação, perda, mistura e questionamentos sobre autenticidade.

Classificação do local: imediato, mediato e relacionado

  • Local imediato: área onde ocorreu a ação principal ou onde o vestígio central é encontrado (ex.: cômodo onde há corpo, ponto de arrombamento, local do disparo).

  • Local mediato: áreas adjacentes e rotas de acesso/saída que podem conter vestígios de apoio (ex.: corredor, escada, quintal, estacionamento, vias próximas, lixeiras, ralos, áreas de descarte).

  • Local relacionado: locais distintos, mas conectados ao evento (ex.: veículo usado na fuga, residência do suspeito, hospital para onde a vítima foi levada, local de ocultação de objetos, ambiente digital associado).

Essa distinção orienta o isolamento em camadas e a priorização de busca, evitando que a equipe concentre esforços apenas no ponto mais óbvio e perca vestígios periféricos.

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Procedimento prático: do acionamento ao processamento

1) Preparação e chegada

  • Briefing rápido: obtenha informações essenciais (tipo de ocorrência, risco ativo, número de envolvidos, ações já realizadas por primeiros respondentes, clima, tempo decorrido, presença de mídia/curiosos).

  • Segurança: confirme neutralização de ameaças (agressor, armas, incêndio, eletricidade, produtos químicos, risco biológico). Se houver risco, não inicie processamento até liberação.

  • Defina papéis: responsável pelo local, fotógrafo, anotador, coletor, controle de acesso, responsável por embalagens/lacres.

  • EPIs: luvas (troca frequente), máscara, touca, propé/boot cover, avental/coverall conforme cenário. Use dupla luva quando houver biológicos.

2) Reconhecimento inicial (walkthrough) sem tocar

Realize uma varredura visual sistemática, sem mover objetos, para compreender a dinâmica provável, identificar vestígios frágeis e definir a estratégia de busca. Registre: condições de iluminação, odores relevantes, portas/janelas (abertas/fechadas), sinais de luta, manchas, pegadas, trajetos, superfícies com potencial papiloscópico, dispositivos eletrônicos, fontes de água/vento que possam degradar vestígios.

  • Identifique “vestígios críticos”: aqueles que podem desaparecer rapidamente (sangue úmido, impressões em poeira, pegadas em solo solto, resíduos voláteis, telas ligadas, dados em RAM, gelo/derretimento, chuva iminente).

  • Defina a sequência: documentar antes de coletar; coletar do mais frágil ao mais estável; do menos contaminante ao mais contaminante; do exterior para o interior quando aplicável.

3) Isolamento e controle de acesso (proteção do local)

O isolamento deve ser escalonado e compatível com a classificação do local (imediato/mediato/relacionado). O objetivo é reduzir circulação, impedir alterações e criar um “corredor limpo” para entrada/saída.

  • Perímetro externo: delimite área maior (mediato), considerando rotas de fuga, descarte e áreas de observação.

  • Perímetro interno: delimite o local imediato, com fita, cones, barreiras e sinalização. Crie ponto único de entrada/saída.

  • Corredor de acesso: estabeleça caminho controlado (tapete descartável quando necessário) para reduzir pegadas e transferência de partículas.

  • Registro de acesso: mantenha lista de todas as pessoas que entram/saem, com horário e finalidade.

  • Proteção ambiental: cubra vestígios expostos (tendas, lonas, guarda-chuva) sem tocar no item; controle ventilação quando houver microvestígios; evite varrer/limpar.

4) Processamento: documentação técnica completa

A documentação deve permitir reconstrução do cenário e reprodutibilidade do exame. Regra prática: “o que não está documentado, não existiu para fins de prova”.

4.1 Fotografias forenses (sequência recomendada)

  • Visão geral: fachadas, acessos, relação do local com o entorno, orientação (inclua referência de direção, quando possível).

  • Média distância: aproximação por ambientes/zonas, mostrando posição relativa de objetos e vestígios.

  • Detalhe: vestígio em close, primeiro sem escala, depois com escala.

  • Escalas: use escala métrica apropriada, posicionada no mesmo plano do vestígio; evite cobrir o vestígio; registre também etiqueta de identificação do item quando aplicável.

  • Iluminação: use luz oblíqua para relevos (impressões), controle reflexos em superfícies brilhantes; registre configurações quando necessário.

4.2 Vídeo

Use vídeo para registrar continuidade espacial e fluxo do local, com narração técnica objetiva (ambiente, orientação, pontos de interesse), evitando interpretações. Faça um percurso do acesso ao local imediato, depois varredura por cômodos/zonas. Não substitui fotografia; complementa.

4.3 Croqui e medições

O croqui deve representar dimensões, orientação (norte), pontos fixos e posição de vestígios. Use método de medição adequado:

  • Triangulação: dois pontos fixos para localizar um vestígio em ambientes internos.

  • Coordenadas retangulares: eixos X/Y a partir de uma linha base (útil em cenas com muitos itens).

  • Coordenadas geográficas: registre latitude/longitude em locais externos e pontos-chave (acesso, vestígio principal, limites do perímetro), com precisão informada.

4.4 Descrição minuciosa (registro escrito)

  • Condições do local: clima, iluminação, odores, temperatura aproximada quando relevante, estado de portas/janelas, sinais de limpeza recente.

  • Posicionamento: descreva vestígios com referência a pontos fixos (parede norte, 1,2 m da porta, etc.).

  • Estado do vestígio: seco/úmido, íntegro/fragmentado, aderido/solto, presença de sobreposição.

  • Ações realizadas: quem fez, quando, por quê (ex.: remoção de vítima por socorro, desligamento de energia).

Critérios de priorização de vestígios

Priorizar não é “coletar menos”, e sim definir sequência e recursos. Critérios práticos:

  • Fragilidade e perecibilidade: risco de degradação (chuva, calor, evaporação, manipulação inevitável).

  • Valor probatório: potencial de vincular autor-vítima-local (DNA em contato direto, impressões em ponto de acesso, resíduos de disparo, logs digitais).

  • Risco de contaminação cruzada: itens com alta carga biológica ou particulada devem ser segregados e coletados com troca de EPI.

  • Exclusividade: vestígios raros/únicos (microfragmentos específicos, marcas de ferramenta com padrão singular).

  • Viabilidade técnica: condições para coleta adequada no local versus necessidade de remoção do suporte (ex.: porta inteira, peça de roupa, dispositivo eletrônico).

Protocolos de busca: escolha e execução

Selecione o padrão de busca conforme tamanho, complexidade e número de peritos. Combine métodos quando necessário, documentando a estratégia.

Busca em linha (strip/line)

Indicada para áreas abertas e relativamente uniformes (terreno, estrada). A equipe avança em linha paralela, mantendo espaçamento fixo.

  • Passo a passo: defina limites; marque linhas de referência; estabeleça espaçamento (ex.: 1–2 m conforme visibilidade); avance lentamente; ao localizar item, sinalize sem tocar; registre e retome a linha.

Busca em espiral

Útil quando há um ponto central (ex.: corpo, explosão) e área circular. Pode ser do centro para fora (reduz risco de pisoteio no centro se já estiver protegido) ou de fora para o centro (quando o centro é frágil e deve ser acessado por corredor controlado).

  • Passo a passo: defina centro; estabeleça raio e sentido; caminhe em espiral com distância constante; marque achados com sinalizadores numerados.

Busca por quadrante (grid)

Aumenta sensibilidade em áreas amplas. Realiza-se uma busca em linha em um sentido e depois em sentido perpendicular.

  • Passo a passo: delimite área; faça varredura em linhas paralelas; registre achados; repita em 90 graus; compare cobertura e lacunas.

Busca por zona (zone/sector)

Preferida em ambientes internos com múltiplos cômodos ou cenas complexas. Divide-se o local em setores (cômodos, metades, áreas funcionais).

  • Passo a passo: defina zonas; atribua responsáveis; padronize critérios de sinalização; ao final, faça revisão cruzada (um segundo perito revisa a zona).

Técnicas de coleta e acondicionamento por tipo de vestígio

Princípios gerais: documentar antes; usar ferramentas limpas; trocar luvas entre itens; embalar cada item separadamente; rotular imediatamente; lacrar; registrar cadeia de custódia.

Vestígios biológicos (sangue, saliva, sêmen, tecidos, pelos com bulbo)

  • Coleta: swab estéril umedecido (quando seco) ou swab seco (quando úmido, conforme protocolo local); recorte de substrato quando aplicável; coleta de referência/controle (swab de área limpa próxima) para comparação e avaliação de contaminação ambiental.

  • Secagem: sempre que possível, secar em condições controladas e limpas antes de embalar (evita mofo e degradação).

  • Acondicionamento: preferir papel (envelopes/sacos de papel) para itens úmidos/semiúmidos após secagem; tubos/caixas para swabs; evitar plástico para material ainda úmido.

  • Segregação: separar por origem presumida (vítima, suspeito, desconhecido) e por local de coleta; nunca misturar múltiplos pontos em um único swab.

Vestígios papiloscópicos (impressões digitais/palmares)

  • Reconhecimento: priorize superfícies lisas e pontos de contato (maçanetas, vidros, armas, fitas, embalagens).

  • Coleta: fotografia com escala antes de qualquer levantamento; aplicação de pós reveladores apropriados ao substrato; levantamento com fita/gel; ou recolhimento do próprio suporte quando viável (ex.: garrafa, peça metálica).

  • Acondicionamento: suportes rígidos em caixas; levantamentos em lâminas/cartões protegidos; evitar atrito e empilhamento.

Vestígios químicos (drogas, combustíveis, resíduos, tintas, solventes)

  • Segurança: avalie risco de toxicidade/volatilidade; use EPI adequado; evite fontes de ignição.

  • Coleta: amostras representativas (porções de diferentes pontos quando houver heterogeneidade), sempre com utensílios limpos; para líquidos voláteis, use recipientes apropriados e minimize headspace conforme protocolo.

  • Acondicionamento: frascos compatíveis e vedação adequada; proteção contra luz quando necessário; rotulagem com risco/químico presumido quando aplicável.

  • Controle: amostra de branco do recipiente/utensílio quando pertinente; registro de odor/coloração e condições.

Vestígios digitais (dispositivos e dados)

  • Prioridade: dados voláteis e risco de alteração remota (dispositivo ligado, conexões ativas, criptografia).

  • Conduta no local: documente estado (tela, aplicativos abertos, conexões, cabos); fotografe; avalie necessidade de isolamento de rede (modo avião, remoção de SIM, bolsa de Faraday) conforme cenário e autorização.

  • Acondicionamento: embalagens antiestáticas para mídias; proteção física para telas; lacre; transporte com controle de impacto e umidade.

  • Segregação: cabos, carregadores e mídias devem ser identificados e vinculados ao dispositivo correspondente sem misturar conjuntos.

Microvestígios (fibras, fragmentos de vidro, solo, partículas, resíduos de disparo, cosméticos)

  • Prevenção de perda: reduza circulação e correntes de ar; evite sacudir roupas/objetos.

  • Coleta: pinças limpas, fitas adesivas próprias, aspiradores forenses com filtros, coleta de controle do ambiente quando pertinente.

  • Acondicionamento: cápsulas/caixas pequenas rígidas, envelopes de papel para partículas secas, lâminas/fitas protegidas; cada área/peça em embalagem própria.

  • Roupas: embalar individualmente em papel, preservando dobras e evitando atrito; rotular lado externo com orientação (frente/costas) quando relevante.

Prevenção de contaminação e segregação de amostras

Regras práticas de ouro

  • Troca de luvas: entre cada item coletado e sempre que tocar superfícies não controladas (celular pessoal, maçaneta fora do perímetro, caneta compartilhada).

  • Ferramentas dedicadas: pinças/tesouras por item ou limpeza validada entre coletas; swabs e recipientes sempre estéreis/novos.

  • Embalagem individual: um item por embalagem; múltiplos fragmentos do mesmo ponto podem ir juntos apenas se tecnicamente justificável e documentado.

  • Separação por natureza: biológicos separados de químicos; microvestígios separados de itens com pó revelador; digitais separados de ímãs/umidade.

  • Ordem de coleta: comece por vestígios frágeis e de alto valor; evite coletar itens “sujos” antes de itens “limpos” na mesma zona.

  • Controles: colete amostras de controle (brancos) quando houver risco de contaminação ambiental ou necessidade de comparação.

Gestão de áreas limpas e sujas

  • Área limpa: preparo de embalagens, rotulagem, lacres, formulários; acesso restrito; sem manipulação de itens contaminantes.

  • Área suja: manipulação de biológicos, solo, resíduos; descarte de EPIs; limpeza de ferramentas.

  • Fluxo unidirecional: da área limpa para a suja, evitando retorno sem troca de EPI.

Padrões de rotulagem, lacre e rastreabilidade

Rotulagem e lacre devem permitir identificação inequívoca e detecção de violação. O rótulo deve ser preenchido no momento da coleta, nunca “depois”.

Campos mínimos recomendados no rótulo

  • Identificador único do vestígio (ID)

  • Descrição do item (o que é, material, cor, quantidade)

  • Local exato de coleta (zona/cômodo, referência a pontos fixos, coordenadas quando aplicável)

  • Data e hora da coleta

  • Nome/identificação do coletor

  • Condições do item (seco/úmido, íntegro/fragmentado)

  • Tipo de embalagem e número do lacre

  • Observações (controle coletado, risco químico, necessidade de refrigeração)

Lacre

  • Aplicação: lacre deve impedir abertura sem evidência; posicione em local que não danifique o vestígio e permita inspeção.

  • Registro: anote número do lacre no formulário e no rótulo; fotografe o item já lacrado quando pertinente.

  • Re-lacre: qualquer abertura posterior deve ser registrada, com novo lacre e justificativa, mantendo histórico.

Checklists operacionais (uso em campo)

Checklist 1: reconhecimento e isolamento

  • Confirmar segurança do local e liberação para entrada

  • Definir local imediato, mediato e relacionado

  • Estabelecer perímetro externo e interno

  • Definir ponto único de entrada/saída e corredor de acesso

  • Implementar registro de acesso

  • Identificar vestígios perecíveis e medidas de proteção ambiental

  • Distribuir funções na equipe

Checklist 2: documentação

  • Fotos de visão geral (entorno, acessos, orientação)

  • Fotos de média distância por ambiente/zona

  • Fotos de detalhe sem escala e com escala

  • Vídeo com percurso contínuo (quando aplicável)

  • Croqui com medidas, orientação e pontos fixos

  • Registro de coordenadas em pontos-chave (quando aplicável)

  • Descrição minuciosa do estado do local e ações prévias

Checklist 3: busca e coleta

  • Escolher padrão de busca (linha, espiral, quadrante, zona) e registrar

  • Marcar vestígios com sinalizadores numerados antes de coletar

  • Coletar do mais frágil ao mais estável

  • Trocar luvas entre itens e entre zonas quando necessário

  • Embalagem individual e adequada ao tipo de vestígio

  • Coletar controles (brancos/referências) quando pertinente

  • Rotular no ato e lacrar imediatamente

  • Registrar número do lacre e responsável pela custódia

Checklist 4: encerramento do processamento (sem “concluir” o caso)

  • Revisão final por zona para verificar itens não coletados

  • Conferir correspondência: fotos ↔ croqui ↔ lista de vestígios

  • Verificar integridade de lacres e legibilidade de rótulos

  • Organizar transporte segregado (biológico, químico, digital)

  • Atualizar registros de custódia na transferência

Exemplos práticos de aplicação

Exemplo 1: arrombamento em escritório

  • Local imediato: porta arrombada e sala do cofre; mediato: corredor e escada; relacionado: veículo suspeito identificado por câmeras.

  • Prioridade: impressões papiloscópicas em maçaneta/porta/cofre; microvestígios (limalhas, tinta) na área de arrombamento; registros digitais (DVR/roteador).

  • Busca: zona (cômodos) + quadrante na sala do cofre para itens pequenos.

  • Coleta: levantamento papiloscópico após fotografia; coleta de microfragmentos com pinça/fita; DVR embalado em antiestático e isolado de rede.

Exemplo 2: local externo com descarte de objeto

  • Local imediato: ponto onde o objeto foi encontrado; mediato: trilha de acesso e margem; relacionado: residência onde o objeto teria sido levado antes.

  • Prioridade: pegadas em solo úmido (fotografar com escala e luz oblíqua), microvestígios aderidos ao objeto, material biológico em superfícies de contato.

  • Busca: linha no terreno + espiral ao redor do ponto central.

  • Proteção: cobertura contra chuva e delimitação ampla para evitar pisoteio.

Modelos operacionais (para padronização)

Modelo de identificação de vestígio (ID)

ID: [SIGLA-ANO-OCORRÊNCIA]-[ZONA]-[NÚMERO SEQUENCIAL] Ex.: PCF-2026-00123-Z2-007

Modelo de rótulo (texto mínimo)

ID: __________ Descrição: __________ Local: __________ Data/Hora: __________ Coletor: __________ Condição: __________ Embalagem: __________ Lacre nº: __________ Observações: __________

Modelo de registro de acesso

Nome/ID | Função | Entrada (hora) | Saída (hora) | Motivo | Assinatura

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao estabelecer isolamento e controle de acesso em um local de crime, qual prática melhor contribui para preservar a integridade dos vestígios e a rastreabilidade (cadeia de custódia)?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O controle de acesso com ponto único, corredor limpo e registro de entradas/saídas reduz circulação e contaminação, além de documentar quem teve contato com o local, fortalecendo a preservação dos vestígios e a cadeia de custódia.

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