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Preparatório para o Concurso de Fuzileiro Naval (CFN - Marinha do Brasil)

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Língua Portuguesa para CFN: Gramática e Uso Padrão da Língua

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

+ Exercício

Como estudar gramática para o CFN (uso padrão)

Em provas do CFN, gramática costuma cobrar o uso padrão em frases curtas, com foco em: grafia correta, acentuação, concordância, regência, crase, pronomes e pontuação. A estratégia mais eficiente é estudar por blocos, treinar com frases-modelo e identificar “gatilhos” de erro (palavras que puxam crase, verbos que mudam regência, sujeitos distantes do verbo, etc.).

Bloco 1: Ortografia e acentuação

Ortografia é a escrita correta das palavras segundo a norma. Em prova, os erros mais comuns envolvem: uso de g/j, s/ss/ç, x/ch, além de por que/porque/por quê/porquê e mal/mau.

  • Por que: em perguntas (diretas ou indiretas). Ex.: “Por que você faltou?” / “Não sei por que ele faltou.”
  • Porque: explicação/causa. Ex.: “Faltou porque estava doente.”
  • Por quê: no fim da frase (antes de ponto). Ex.: “Você faltou por quê?”
  • Porquê: substantivo (geralmente com artigo). Ex.: “Não explicou o porquê da falta.”
  • Mal (oposto de bem) x mau (oposto de bom). Ex.: “Ele se sentiu mal.” / “Ele é um mau aluno.”

Acentuação (regras essenciais):

  • Oxítonas acentuadas: terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens). Ex.: café, também, avós.
  • Paroxítonas acentuadas: terminadas em l, n, r, x, ps, ã(s), ão(s), i(s), us, um(uns), ditongo. Ex.: fácil, hífen, caráter, tórax, bíceps, órfãs, órgãos, júri, vírus, álbum, álbuns, história.
  • Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: lâmpada, médico.
  • Hiato (i/u tônicos): acentua-se i ou u tônicos formando hiato, quando sozinhos na sílaba ou com s. Ex.: saída, baú, país. Atenção: não acentua em “feiura”, “baiuca” (ditongo antes do hiato em alguns casos).

Armadilha recorrente: confundir paroxítonas terminadas em ditongo (acentuam) com palavras sem ditongo. Ex.: “história” (ditongo “ia”) é acentuada; “serie” (verbo) não leva acento; “série” (substantivo) leva.

Exercícios (Ortografia e acentuação) — com resolução comentada

1) Assinale a alternativa correta: (A) “Não sei porque ele saiu.” (B) “Não sei por que ele saiu.”

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Gabarito: B. Em pergunta indireta (“não sei...”), usa-se por que.

2) Marque a frase correta: (A) “Ele é mal aluno.” (B) “Ele é mau aluno.”

Gabarito: B. Aqui “mau” = oposto de bom (adjetivo).

3) Indique a palavra corretamente acentuada: (A) “carater” (B) “caráter”

Gabarito: B. Paroxítona terminada em r é acentuada.

Bloco 2: Classes de palavras (morfologia aplicada)

O CFN costuma cobrar classes de palavras pelo efeito na frase (valor semântico e função), não por definição decorada.

  • Substantivo: nomeia. Ex.: “disciplina”, “Marinha”.
  • Adjetivo: caracteriza. Ex.: “treino intenso”.
  • Artigo: define/indefine. Ex.: “o candidato”, “um candidato”.
  • Pronome: substitui/acompanha. Ex.: “ele”, “este”, “meu”.
  • Verbo: ação/estado/fenômeno. Ex.: “estuda”, “é”, “chove”.
  • Advérbio: circunstância. Ex.: “estuda muito”, “chegou cedo”.
  • Preposição: liga termos. Ex.: “gosto de treino”.
  • Conjunção: liga orações/termos. Ex.: “e”, “mas”, “porque”.
  • Interjeição: emoção/chamado. Ex.: “Atenção!”

Armadilhas frequentes:

  • “Que” pode ser pronome relativo (“o livro que comprei”), conjunção integrante (“disse que viria”), partícula expletiva (“é que”), pronome interrogativo (“que horas?”).
  • “Se” pode ser pronome (“ele se feriu”), conjunção condicional (“se chover...”), índice de indeterminação do sujeito (“precisa-se de voluntários”), partícula apassivadora (“vendem-se livros”).

Exercícios (Classes de palavras) — com resolução comentada

4) Em “Precisa-se de candidatos”, o “se” é: (A) pronome reflexivo (B) partícula apassivadora (C) índice de indeterminação do sujeito

Gabarito: C. Verbo intransitivo ou transitivo indireto + “se” + preposição (“de”) tende a indeterminar o sujeito: “precisa-se de...” (não há passiva analítica possível: “candidatos são precisados” não funciona no padrão).

5) Em “O aluno que estuda progride”, “que” é: (A) conjunção integrante (B) pronome relativo

Gabarito: B. Retoma “aluno” e introduz oração adjetiva.

Bloco 3: Termos da oração (sintaxe essencial)

Identificar termos da oração ajuda diretamente em concordância, regência e pontuação.

  • Sujeito: termo sobre o qual se declara algo. Pode ser simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente.
  • Predicado: o que se declara do sujeito.
  • Predicativo: característica atribuída ao sujeito ou ao objeto. Ex.: “O candidato chegou cansado.”
  • Complementos verbais: objeto direto (sem preposição) e objeto indireto (com preposição).
  • Adjunto adnominal (determina substantivo): “meu treino”, “treino diário”.
  • Adjunto adverbial (circunstância): “estuda à noite”.
  • Aposto (explica/especifica): “A Marinha, instituição militar, ...”.
  • Vocativo (chamamento): “Candidato, atenção!”

Passo a passo prático para achar o sujeito:

  • 1) Encontre o verbo principal.
  • 2) Pergunte: “Quem/que + verbo?”
  • 3) Verifique se há preposição antes do termo (isso pode indicar complemento, não sujeito).
  • 4) Se o verbo estiver na 3ª pessoa do plural sem sujeito expresso, suspeite de sujeito indeterminado (“Disseram que...”); se houver “se” com VTI/VI, também (“Precisa-se de...”); se for “haver” no sentido de existir, é impessoal (“Há vagas”).

Exercícios (Termos da oração) — com resolução comentada

6) Em “Há muitos candidatos na fila”, o sujeito é: (A) “muitos candidatos” (B) inexistente

Gabarito: B. “Haver” com sentido de existir é impessoal (não tem sujeito) e fica no singular.

7) Em “O instrutor considerou o treino difícil”, “difícil” é: (A) adjunto adnominal (B) predicativo do objeto

Gabarito: B. “Difícil” caracteriza “o treino” (objeto direto) após verbo de ligação/consideração.

Bloco 4: Período simples e composto

Período simples tem uma oração (um verbo ou locução verbal). Período composto tem duas ou mais orações.

Coordenação (orações independentes):

  • Aditiva (e, nem): “Estudou e treinou.”
  • Adversativa (mas, porém): “Estudou, mas faltou.”
  • Alternativa (ou): “Ou estuda, ou perde ritmo.”
  • Conclusiva (logo, portanto): “Treinou; portanto, melhorou.”
  • Explicativa (porque, pois): “Estude, porque a prova cobra.”

Subordinação (uma depende da outra):

  • Substantivas: exercem função de substantivo. Ex.: “É necessário que você estude.” (sujeito oracional)
  • Adjetivas: caracterizam um nome. Ex.: “O candidato que treina evolui.”
  • Adverbiais: circunstância. Ex.: “Quando terminar, revise.”

Armadilha recorrente: pontuação antes de “que” em oração restritiva. Em geral, não se usa vírgula em oração adjetiva restritiva: “Os candidatos que estudam passam” (não são todos). Já na explicativa: “Os candidatos, que estudam, passam” (todos, em tese).

Exercícios (Período composto) — com resolução comentada

8) Em “Os alunos que treinam diariamente melhoram”, a oração “que treinam diariamente” é: (A) adjetiva restritiva (B) adjetiva explicativa

Gabarito: A. Sem vírgulas, restringe o grupo: apenas os que treinam diariamente.

9) Em “É importante que o candidato revise”, “que o candidato revise” é: (A) oração subordinada substantiva subjetiva (B) oração coordenada explicativa

Gabarito: A. Funciona como sujeito de “é importante”.

Bloco 5: Concordância verbal e nominal

Concordância verbal: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

  • Sujeito simples: “O candidato estuda.”
  • Sujeito composto (antes do verbo): “Disciplina e foco garantem resultado.”
  • Sujeito composto (depois do verbo): “Garantem resultado disciplina e foco.” (plural é o padrão; singular pode ocorrer em casos específicos, mas em prova prefira o plural quando o sujeito composto é claro).

Casos muito cobrados:

  • “Haver” (existir) e “fazer” (tempo decorrido) são impessoais: “ vagas.” / “Faz dois anos.”
  • “Ser” em horas/datas/medidas: “São duas horas.” / “É meio-dia.”
  • Porcentagem: “Vinte por cento dos candidatos faltaram” (concorda com “dos candidatos”); “Vinte por cento foi suficiente” (quando a referência é um todo/valor).
  • “A maioria de”: verbo pode ir ao singular (mais formal) ou plural (ênfase nos indivíduos). Em prova, o singular costuma ser mais seguro: “A maioria dos candidatos chegou cedo.”

Concordância nominal: artigos, numerais, pronomes e adjetivos concordam com o substantivo.

  • “Regras claras” / “Treino e disciplina necessários.”
  • “É proibido/é necessário/é bom”: sem artigo, tende a ficar invariável: “É proibido entrada.” Com artigo, concorda: “É proibida a entrada.”

Exercícios (Concordância) — com resolução comentada

10) Assinale a forma correta: (A) “Haviam muitos inscritos.” (B) “Havia muitos inscritos.”

Gabarito: B. “Haver” no sentido de existir é impessoal: fica no singular.

11) Assinale a forma correta: (A) “Fazem dois meses que treino.” (B) “Faz dois meses que treino.”

Gabarito: B. “Fazer” indicando tempo decorrido é impessoal: singular.

12) Complete: “É proibid__ a entrada.”

Gabarito: a. Com artigo “a”, o adjetivo concorda: “É proibida a entrada.”

Bloco 6: Regência verbal e nominal

Regência é a relação de dependência entre um termo e seu complemento, muitas vezes marcada por preposição. Em prova, o erro típico é trocar/omitir a preposição exigida.

Verbos campeões de cobrança:

  • Assistir (ver): assistir a. Ex.: “Assistiu ao vídeo.”
  • Preferir: preferir X a Y (sem “do que”). Ex.: “Prefere treino funcional a corrida longa.”
  • Obedecer / Desobedecer: a. Ex.: “Obedeceu às regras.”
  • Visar (objetivar): a. Ex.: “Visa à aprovação.” (quando = mirar/ter em vista)
  • Chegar: a. Ex.: “Chegou ao quartel.”
  • Implicar (acarretar): sem preposição. Ex.: “A falta implica punição.”
  • Informar / Avisar: pode ser “informar algo a alguém” ou “informar alguém de algo”.

Regência nominal (nomes que exigem preposição):

  • Necessidade de disciplina”
  • Respeito a normas”
  • Capacidade de concentração”
  • Fiel a princípios”

Passo a passo prático para regência:

  • 1) Identifique o verbo ou nome “núcleo” (o que manda).
  • 2) Pergunte o complemento: “quem?”, “o quê?”, “a quem?”, “de quê?”.
  • 3) Teste a preposição padrão do verbo/nome (lista de alta frequência).
  • 4) Verifique se a preposição + artigo gera contração (ao, à, do, da, etc.).

Exercícios (Regência) — com resolução comentada

13) Assinale a frase correta: (A) “Assistiu o filme.” (B) “Assistiu ao filme.”

Gabarito: B. “Assistir” (ver) exige preposição a.

14) Assinale a frase correta: (A) “Prefiro estudar do que treinar.” (B) “Prefiro estudar a treinar.”

Gabarito: B. Regência de “preferir”: X a Y.

15) Complete: “Ele visa __ aprovação.”

Gabarito: à. “Visar” (objetivar) pede a + artigo “a” = crase.

Bloco 7: Crase (à)

Crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a/as (ou com pronomes demonstrativos iniciados por “a”: aquele, aquela, aquilo). Para haver crase, é preciso: ter preposição a + ter termo feminino que aceite artigo.

Passo a passo prático (método do “a + a”):

  • 1) O termo anterior exige preposição a? (ex.: “ir a”, “obedecer a”, “visar a”)
  • 2) O termo seguinte é feminino e aceita artigo a? (ex.: “a prova”, “a rotina”)
  • 3) Se sim: à. Se não: sem crase.

Casos em que ocorre:

  • Antes de palavra feminina com artigo: “Chegou à escola.”
  • Locuções femininas: “à tarde”, “à medida que”, “às vezes”.
  • Antes de “aquele(s)/aquela(s)/aquilo”: “Refiro-me àquele edital.”

Casos em que não ocorre (armadilhas):

  • Antes de palavra masculina: “a pé”, “a prazo”.
  • Antes de verbo: “a partir”, “a estudar”.
  • Antes de pronomes pessoais/indefinidos (em geral): “a ela”, “a alguém”.
  • Antes de nomes de cidade sem artigo: “Vou a Brasília.” (mas: “Vou à Bahia”, pois “a Bahia” admite artigo)

Exercícios (Crase) — com resolução comentada

16) Assinale a opção correta: (A) “Cheguei à noite.” (B) “Cheguei a noite.”

Gabarito: A. Locução adverbial feminina: “à noite”.

17) Assinale a opção correta: (A) “Vou à Brasília.” (B) “Vou a Brasília.”

Gabarito: B. “Brasília” normalmente não admite artigo: “Vou a Brasília” (sem crase).

18) Complete: “Entregou o documento __ candidata.”

Gabarito: à. “Entregar a” + “a candidata” (feminino com artigo) = “à candidata”.

Bloco 8: Colocação pronominal

Colocação pronominal trata da posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.

  • Próclise (pronome antes do verbo): “Não me diga.”
  • Ênclise (pronome depois do verbo): “Diga-me a verdade.”
  • Mesóclise (no meio do verbo no futuro): “Dir-me-á” (uso formal; pode aparecer em questões).

Gatilhos de próclise (muito cobrados):

  • Palavras negativas: “não”, “nunca”, “jamais”: “Não se atrase.”
  • Pronomes relativos: “que”, “quem”, “onde”: “O aluno que se dedica passa.”
  • Conjunções subordinativas: “quando”, “se”, “porque”: “Quando me chamar, irei.”
  • Advérbio no início (sem pausa): “Aqui se trabalha.”

Armadilhas:

  • Início de frase: no padrão formal, evita-se próclise sem palavra atrativa. Prefira: “Entregou-me” (não: “Me entregou”).
  • Com infinitivo: pode haver ênclise: “ajudar-me”, “explicar-lhe”.

Exercícios (Colocação pronominal) — com resolução comentada

19) Assinale a frase mais adequada ao padrão formal: (A) “Me informaram o horário.” (B) “Informaram-me o horário.”

Gabarito: B. Início de período sem palavra atrativa: preferência por ênclise.

20) Complete: “Não __ esqueça do documento.”

Gabarito: se. Palavra negativa “não” atrai próclise: “Não se esqueça”.

Bloco 9: Pontuação (vírgula, dois-pontos e casos críticos)

Pontuação no CFN costuma focar em vírgula: quando é obrigatória, proibida ou muda sentido.

Regras essenciais de vírgula:

  • Separa itens em enumeração: “disciplina, foco e constância”.
  • Separa orações coordenadas (em muitos casos): “Estudou, mas errou.”
  • Isola adjunto adverbial deslocado (especialmente longo): “No início do treinamento, o candidato sentiu dificuldade.”
  • Isola aposto e vocativo: “Candidato, atenção.” / “A Marinha, instituição militar, ...”
  • Isola oração explicativa: “Os alunos, que estudam, melhoram.”

Onde a vírgula é proibida (armadilhas clássicas):

  • Entre sujeito e verbo: “A disciplina do candidato garante resultado.” (não: “A disciplina do candidato, garante...”).
  • Entre verbo e complemento: “O instrutor explicou a regra.” (não: “explicou, a regra”).
  • Entre nome e complemento nominal: “necessidade de estudo” (não: “necessidade, de estudo”).

Dois-pontos: introduzem explicação, enumeração ou fala. Ex.: “Leve três itens: documento, caneta e comprovante.”

Ponto e vírgula: separa itens complexos em enumeração ou orações longas. Ex.: “Estudou gramática; revisou exercícios; corrigiu erros.”

Exercícios (Pontuação) — com resolução comentada

21) Assinale a opção correta: (A) “A rotina de estudos, melhora o desempenho.” (B) “A rotina de estudos melhora o desempenho.”

Gabarito: B. Não se separa sujeito (“A rotina de estudos”) do verbo (“melhora”) por vírgula.

22) Assinale a pontuação correta: (A) “Os candidatos que treinam, resistem mais.” (B) “Os candidatos que treinam resistem mais.”

Gabarito: B. Oração adjetiva restritiva não leva vírgula.

23) Marque a alternativa correta: (A) “Leve: documento, caneta e comprovante.” (B) “Leve documento, caneta e comprovante.”

Gabarito: B. Dois-pontos após verbo (“leve:”) é, em geral, inadequado no padrão mais cobrado; prefira sem dois-pontos ou reestruture: “Leve os seguintes itens: ...”.

Bloco 10: Emprego de tempos e modos verbais

O CFN cobra principalmente: valor dos tempos, modo subjuntivo (hipótese, desejo, dúvida), imperativo e correlação verbal (coerência entre tempos).

Indicativo (fato):

  • Presente: “Ele estuda.” (hábito/verdade geral)
  • Pretérito perfeito: “Ele estudou.” (ação concluída)
  • Pretérito imperfeito: “Ele estudava.” (ação habitual no passado)
  • Futuro do presente: “Ele estudará.”

Subjuntivo (hipótese/dúvida/desejo):

  • Presente: “É importante que ele estude.”
  • Pretérito imperfeito: “Se ele estudasse, passaria.”
  • Futuro: “Quando ele estudar, melhorará.”

Imperativo (ordem/pedido): “Estude.” “Não se atrase.”

Correlação verbal (passo a passo):

  • 1) Identifique se a ideia é fato, hipótese ou condição.
  • 2) Em condições reais/frequentes: “Se estuda, melhora.”
  • 3) Em hipótese improvável: “Se estudasse, melhoraria.”
  • 4) Em futuro condicionado: “Se estudar, melhorará.”

Armadilhas:

  • “Quando” costuma puxar futuro do subjuntivo para ações futuras: “Quando chegar, avise.” (não: “quando chega” se a ideia é futura e pontual).
  • “Se” pode pedir futuro do subjuntivo (condição futura): “Se houver tempo, revise.”

Exercícios (Tempos e modos) — com resolução comentada

24) Assinale a forma adequada: (A) “Quando ele chegar, avisará.” (B) “Quando ele chega, avisará.”

Gabarito: A. Ação futura: “quando” + futuro do subjuntivo (“chegar”).

25) Assinale a correlação correta: (A) “Se eu estudasse, passarei.” (B) “Se eu estudasse, passaria.”

Gabarito: B. Hipótese no pretérito imperfeito do subjuntivo combina com futuro do pretérito (“passaria”).

26) Complete: “É necessário que os candidatos __ (manter) a disciplina.”

Gabarito: mantenham. “É necessário que” exige subjuntivo: “mantenham”.

Checklist de revisão rápida (erros que mais derrubam pontos)

  • “Havia/Fazia” (tempo/existência) sempre no singular.
  • Crase: só se houver “a” + “a”; cuidado com cidades sem artigo e pronomes.
  • “Assistir a”, “preferir X a Y”, “obedecer a”, “chegar a”, “visar a” (objetivar), “implicar” (acarretar) sem preposição.
  • Vírgula: nunca entre sujeito e verbo; restritiva sem vírgula; explicativa com vírgula.
  • Próclise com “não”, “que”, “quando”, “se”; evite “me” no início no padrão formal.
  • “Quando/Se” com ideia futura: futuro do subjuntivo (“quando chegar”, “se houver”).

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em qual alternativa a pontuação está adequada ao padrão cobrado, considerando que não se deve usar vírgula para separar sujeito e verbo?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

No padrão formal, a vírgula é proibida entre o sujeito e o verbo. Em “A rotina de estudos melhora o desempenho”, sujeito (“A rotina de estudos”) e verbo (“melhora”) ficam unidos, sem vírgula.

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