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PRF - Guia Completo de Preparação para o Concurso da Polícia Rodoviária Federal

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16 páginas

Língua Portuguesa aplicada ao padrão de prova da PRF

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Como a Língua Portuguesa costuma ser cobrada em concursos policiais

Em provas de perfil policial, a Língua Portuguesa tende a priorizar leitura funcional (comandos, relatórios, notícias, textos opinativos), identificação de sentidos e reescritas com manutenção de significado, além de gramática aplicada ao texto (pontuação, concordância, regência, crase e pronomes). O foco é resolver itens com rapidez, evitando “pegadinhas” de ambiguidade, paralelismo e vírgula.

Estratégia de resolução (padrão de prova)

  • 1) Leia o comando antes do texto: procure o que será cobrado (ideia central, inferência, sentido de palavra, reescrita).
  • 2) Marque conectivos (porém, portanto, embora, além disso) e pronomes referenciais (isso, aquele, o qual): eles guiam coesão e lógica.
  • 3) Em gramática, teste a alternativa com leitura em voz baixa: itens errados costumam “soar” truncados por regência, crase ou concordância.
  • 4) Em reescrita, compare: (a) sentido global, (b) tempo/modo verbal, (c) escopo de negação, (d) intensidade (advérbios), (e) conectivo (causa x consequência).

Interpretação de textos: ideia central, inferências e efeitos de sentido

Ideia central (tese/assunto)

Conceito: a ideia central é o núcleo informativo do texto (o “sobre o que” e “o que se afirma” sobre isso). Em textos argumentativos, costuma aparecer como tese; em textos expositivos, como tópico frasal.

Passo a passo prático:

  • Identifique o tema (palavras repetidas/campo semântico).
  • Localize a frase que “manda” nas outras (geralmente no início ou no fim do parágrafo).
  • Elimine detalhes, exemplos e enumerações: eles sustentam, mas não são o centro.
Texto: “A fiscalização ostensiva reduz acidentes porque inibe condutas de risco e aumenta a percepção de controle nas rodovias.”

Ideia central: a fiscalização ostensiva reduz acidentes (as demais informações explicam o porquê).

Inferência (o que está implícito)

Conceito: inferir é concluir algo não dito literalmente, mas sustentado por pistas do texto e por conhecimento de mundo compatível.

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Passo a passo prático:

  • Localize a frase-base (o que o texto afirma).
  • Pergunte: “se isso é verdade, o que decorre?”
  • Evite extrapolar: a inferência precisa ser necessária ou altamente provável, não apenas possível.
Enunciado: “O aumento de blitzes no feriado levou a uma queda nas infrações registradas.”

Inferência válida: a presença de fiscalização pode ter desestimulado infrações. Extrapolação: “os motoristas ficaram mais conscientes” (pode ser, mas o texto não garante).

Efeitos de sentido: modalizadores e operadores argumentativos

Conceito: palavras como “talvez”, “certamente”, “apenas”, “inclusive”, “ainda” e conectivos (“portanto”, “contudo”) alteram força, direção e limites do argumento.

  • “apenas/só” restringe: “apenas 10%” (minimiza).
  • “até/inclusive” amplia: adiciona caso-limite.
  • “porém/contudo” oposição; “logo/portanto” conclusão.

Armadilhas frequentes (Interpretação)

  • Generalização indevida: texto fala de “parte” e alternativa afirma “todos”.
  • Troca de causa e consequência: “reduziu porque fiscalizou” vira “fiscalizou porque reduziu”.
  • Sinônimo aproximado: palavra parecida, mas com intensidade diferente (“possível” ≠ “provável”; “necessário” ≠ “importante”).
  • Negação deslocada: “não é incomum” (equivale a “é comum”).

Tipologia e gêneros: reconhecer para interpretar melhor

Tipologia textual (macroestrutura)

  • Narração: ações no tempo; verbos de ação; sequência de eventos.
  • Descrição: características; adjetivos; estado; detalhamento.
  • Exposição: explicação/informação; definição; dados; relação causa-efeito.
  • Argumentação: defesa de tese; operadores argumentativos; contra-argumento.
  • Injunção: instruções; verbos no imperativo/infinitivo; passo a passo.
“Preencha o formulário, anexe o documento e aguarde a confirmação.” → injuntivo

Armadilhas frequentes (Tipologia)

  • Confundir exposição com argumentação: exposição explica; argumentação tenta convencer.
  • Descrição dentro de narração: um trecho descritivo não muda a tipologia predominante do texto.

Coesão e coerência: ligações e lógica do texto

Coesão (ligações linguísticas)

Conceito: mecanismos que conectam partes do texto: pronomes, elipses, substituições, conectivos, repetição controlada.

  • Referencial: “o veículo… ele…”
  • Sequencial: “além disso”, “por outro lado”, “por fim”.
  • Lexical: repetição/hiperonímia/sinonímia (“carro/veículo/automóvel”).
“A operação foi ampliada. Essa medida aumentou a presença policial.” (“essa medida” retoma “ampliação”) 

Coerência (lógica e sentido global)

Conceito: compatibilidade de ideias, ausência de contradições, progressão temática e relação adequada entre causas, consequências e objetivos.

Teste rápido: se você trocar conectivos e o texto “desandar”, o item provavelmente cobra coerência (ex.: “portanto” não pode introduzir contraste).

Armadilhas frequentes (Coesão/Coerência)

  • Pronome sem referente claro: “isso” sem indicar o que é “isso”.
  • Conectivo inadequado: usar “portanto” onde caberia “porém”.
  • Quebra de paralelismo: lista com estruturas diferentes (ver seção de revisão).

Semântica aplicada: sentido de palavras, ambiguidade e figuras

Denotação e conotação

Conceito: denotação é sentido literal; conotação é sentido figurado/contextual.

“O motorista pisou no freio.” (denotativo) / “Pisou na bola.” (conotativo)

Polissemia e sinonímia contextual

Conceito: a mesma palavra pode ter sentidos diferentes; sinônimo em prova é o que preserva o sentido no contexto.

“A abordagem foi leve.” (suave) / “A bagagem é leve.” (pouco peso)

Ambiguidade (duplo sentido indesejado)

Conceito: ocorre quando a estrutura permite mais de uma leitura.

“O agente viu o motorista com binóculos.” (quem estava com binóculos?)

Correção típica: “Com binóculos, o agente viu o motorista.” ou “O agente viu, com binóculos, o motorista.”

Armadilhas frequentes (Semântica)

  • Sinônimo “de dicionário” que não serve no contexto.
  • Intensificadores: “muito”, “bastante”, “quase”, “apenas” mudam o sentido.
  • Ambiguidade por adjunto adverbial solto: posição do termo altera leitura.

Pontuação: vírgula, dois-pontos e efeitos de sentido

Vírgula: regras que mais caem

  • Não separar sujeito de verbo: “A fiscalização nas rodovias, aumentou…” (errado).
  • Isolar adjunto adverbial deslocado: “Em feriados, a fiscalização aumenta.”
  • Isolar orações subordinadas adverbiais antepostas: “Quando chove, o risco aumenta.”
  • Isolar aposto e explicações: “A PRF, órgão federal, atua…”
  • Enumeração: “documentos, equipamentos e formulários”.

Dois-pontos e ponto e vírgula

  • Dois-pontos: introduzem explicação, enumeração, consequência enfática.
  • Ponto e vírgula: separa itens longos em enumeração ou orações coordenadas extensas.
“A medida foi necessária: os índices de sinistros haviam subido.”

Armadilhas frequentes (Pontuação)

  • Vírgula antes de “e”: só quando há mudança de sujeito, intercalação ou ênfase.
  • Oração restritiva x explicativa: “Os motoristas que excederam a velocidade foram autuados” (restritiva, sem vírgulas) x “Os motoristas, que excederam a velocidade, foram autuados” (explicativa: sugere que todos excederam).

Regência verbal e nominal: o “verbo manda”

Conceito e passo a passo

Regência é a relação de dependência entre termo regente (verbo/nome) e seu complemento, com ou sem preposição.

Passo a passo prático:

  • Identifique o verbo/nome principal.
  • Pergunte: “quem?”/“o quê?” (objeto direto) e “de quê?”/“a quê?”/“com quem?” (objeto indireto).
  • Teste a preposição exigida no padrão culto.
Assistir a (ver): “assistiu ao filme” / Assistir (dar assistência): “assistiu o ferido”
Preferir X a Y: “prefere prudência a velocidade” (não: “prefere mais... do que”)

Armadilhas frequentes (Regência)

  • “Visar”: “visar a” (objetivar) x “visar” (mirar/assinar visto).
  • “Implicar”: “implicar” (acarretar) sem preposição: “a infração implica multa”.
  • “Informar”: “informar algo a alguém” / “informar alguém de algo” (cuidado com duplicação indevida).

Crase: quando ocorre e como decidir rápido

Conceito

Crase é a fusão de preposição a + artigo a/as (ou “a” inicial de demonstrativos: aquele, aquela, aquilo).

Passo a passo prático (teste do “para a”)

  • Troque o termo regente por “para”. Se virar “para a/as”, há forte indício de crase: “dirigiu-se à delegacia” → “dirigiu-se para a delegacia”.
  • Se virar “para” sem artigo, não há crase: “dirigiu-se a Brasília” → “para Brasília”.

Casos frequentes

  • Antes de palavra feminina com artigo: “à rodovia”, “às normas”.
  • Locuções: “à medida que”, “à tarde”, “às vezes”.
  • Demonstrativos: “àquela”, “àquilo”.

Casos em que não ocorre

  • Antes de masculino: “a pé”, “a prazo”.
  • Antes de verbo: “a partir”, “a cumprir”.
  • Antes de nomes de cidade sem artigo: “a Curitiba” (em geral), “a Roma”.

Armadilhas frequentes (Crase)

  • “à distância”: com crase quando determinada (“à distância de 10 m”); sem quando indeterminada (“a distância, observou”).
  • “a” + pronome possessivo feminino: crase é facultativa em muitos casos (“a/à sua equipe”), mas depende do artigo.

Concordância verbal e nominal: núcleo e termos atrativos

Concordância verbal

Regra-base: o verbo concorda com o núcleo do sujeito.

“A equipe de fiscalização realizou a operação.” (núcleo: equipe)

Termos atrativos (não mandam na concordância): “de”, “com”, “junto com”, “bem como”.

“O conjunto de medidas foi aprovado.” (não: foram)

Concordância nominal

Regra-base: adjetivo/particípio concorda com o núcleo do nome.

“As normas internas estão atualizadas.”

Armadilhas frequentes (Concordância)

  • “Haver” impessoal (existir): fica no singular: “Houve acidentes.”
  • “Fazer” indicando tempo: singular: “Faz dois anos.”
  • Porcentagem: “10% dos motoristas foram…” (núcleo plural) x “10% do efetivo foi…” (núcleo singular).

Colocação pronominal: próclise, ênclise e mesóclise

Conceito

Colocação pronominal é a posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos) em relação ao verbo.

Regras práticas mais úteis

  • Próclise (pronome antes) com palavras atrativas: não, nunca, já, que, quem, se (condicional), advérbio anteposto sem pausa: “Não se admite…”, “Quando se observa…”.
  • Ênclise (pronome depois) quando não há atrativo e o verbo inicia a oração: “Admitiu-se o erro.”
  • Mesóclise (no futuro) em registro formal, sem atrativo: “Admitir-se-á…” (raro, mas pode aparecer).

Armadilhas frequentes (Pronomes)

  • Início de frase com pronome em norma-padrão: “Se fez…” tende a ser cobrado como inadequado em itens formais (prefira “Fez-se…”), salvo construções específicas e efeitos de estilo.
  • Próclise com pausa: “Ontem, viu-me” (a vírgula pode desfazer atração do advérbio).

Classes de palavras: reconhecimento rápido em itens

O que mais cai na prática

  • Conjunções (conectivos): “porque” (causa), “embora” (concessão), “logo” (conclusão), “se” (condição).
  • Pronomes: demonstrativos (este/esse/aquele), relativos (que, o qual, cujo), indefinidos (algum, nenhum).
  • Advérbios: intensidade (muito), negação (não), tempo (já), modo (assim).
  • Preposições: a, de, em, com, para, por (base para regência/crase).
“Os dados que foram coletados…” → “que” = pronome relativo (retoma “dados”)

Armadilhas frequentes (Classes)

  • “como”: pode ser conjunção (comparação/causa) ou advérbio; depende do contexto.
  • “que”: pode ser pronome relativo, conjunção integrante, partícula expletiva; identifique a função na frase.

Sintaxe do período simples: termos essenciais e acessórios

Sujeito, predicado e complementos

  • Sujeito: termo sobre o qual se declara algo.
  • Predicado: o que se declara do sujeito.
  • Objeto direto/indireto: complementos verbais.
  • Adjunto adnominal: caracteriza o nome (“fiscalização ostensiva”).
  • Adjunto adverbial: circunstância (“na rodovia”, “ontem”).
“A equipe (sujeito) intensificou (verbo) a fiscalização (objeto direto) nas rodovias (adjunto adverbial).”

Vozes verbais e agente da passiva

  • Ativa: “A equipe aplicou a multa.”
  • Passiva: “A multa foi aplicada pela equipe.”
  • Partícula “se”: pode indicar passiva sintética (“Aplicaram-se multas”) ou indeterminação do sujeito (“Precisa-se de agentes”).

Armadilhas frequentes (Período simples)

  • “Se” em “precisa-se de” → sujeito indeterminado; verbo fica no singular.
  • Passiva sintética: “Vendem-se veículos” → concorda com “veículos”.

Sintaxe do período composto: coordenação e subordinação

Orações coordenadas

Conceito: independentes entre si; ligadas por conjunções coordenativas.

  • Aditiva: e, nem
  • Adversativa: mas, porém, contudo
  • Conclusiva: logo, portanto
  • Explicativa: porque, pois (antes do verbo)
“Houve fiscalização, mas os índices não caíram.” (adversativa)

Orações subordinadas (as mais cobradas)

  • Substantivas: exercem função de substantivo: “É necessário que haja controle.”
  • Adjetivas: caracterizam um nome: “condutas que elevam o risco” (restritiva) / “condutas, que elevam o risco,” (explicativa).
  • Adverbiais: circunstância: causa, condição, concessão, tempo, finalidade.
“Embora a via estivesse sinalizada, ocorreu o sinistro.” (concessiva)

Armadilhas frequentes (Período composto)

  • “Porque” x “por que”: “porque” (explicação/causa); “por que” (interrogativo/relativo). Em itens, a banca explora a função.
  • Restritiva x explicativa muda sentido e pode mudar a “verdade” da alternativa.

Quadro de armadilhas frequentes (geral)

  • Paralelismo: “gosta de fiscalizar e de abordagem” (quebra) → “gosta de fiscalizar e de abordar” ou “gosta de fiscalização e de abordagem”.
  • Ambiguidade: adjuntos mal posicionados e pronomes sem referente.
  • Vírgula proibida: entre sujeito e verbo; entre verbo e complemento, salvo intercalação.
  • Crase “automática”: não existe; sempre verifique preposição + artigo.
  • Regência por “achismo”: confirme pelo verbo (assistir, preferir, visar, implicar).
  • Concordância por proximidade: “A lista de itens foram…” (errado).

Técnicas de revisão por erros típicos (checklist de prova)

1) Paralelismo

Como revisar: em enumerações, alinhe a estrutura gramatical (verbo com verbo; substantivo com substantivo).

Problema: “O objetivo é reduzir acidentes e a segurança aumentar.” (estruturas diferentes) 
Correção: “O objetivo é reduzir acidentes e aumentar a segurança.”

2) Ambiguidade

Como revisar: procure pronomes (“ele”, “isso”, “o qual”) e adjuntos adverbiais (“com…”, “em…”) que possam se ligar a mais de um termo.

Problema: “O agente abordou o condutor nervoso.” (quem está nervoso?)
Correção: “O agente abordou o condutor, que estava nervoso.” ou “Nervoso, o agente abordou o condutor.”

3) Vírgula

Como revisar: aplique três perguntas rápidas.

  • Há separação de sujeito e verbo? Se sim, provavelmente está errado.
  • O trecho entre vírgulas é “explicação/aposto/inciso”? Se sim, pode estar certo.
  • Há oração adverbial deslocada? Se sim, vírgula é provável.

4) Reescrita sem alteração de sentido

Como revisar: compare cinco pontos.

  • Conectivo (causa, concessão, consequência).
  • Tempo e modo verbal.
  • Escopo de negação (“não” e palavras negativas).
  • Intensidade (advérbios e adjetivos).
  • Referência pronominal (quem retoma quem).

Exercícios comentados por habilidade

Habilidade 1: identificar ideia central

Texto: “A redução de sinistros depende de fiscalização contínua e de educação para o trânsito, pois medidas isoladas tendem a ter efeito temporário.”

Item: A ideia central do texto é que medidas isoladas são suficientes para reduzir sinistros.

Gabarito: Errado.

Comentário: o texto afirma o contrário: medidas isoladas tendem a ter efeito temporário; defende fiscalização contínua e educação.

Habilidade 2: realizar inferências

Texto: “Após a instalação de radares em trecho crítico, observou-se queda relevante na velocidade média.”

Item: Infere-se que a fiscalização eletrônica pode influenciar o comportamento do condutor.

Gabarito: Certo.

Comentário: a queda na velocidade média, após a instalação, sustenta a inferência de influência no comportamento.

Habilidade 3: reescrita sem alteração de sentido

Frase: “Embora a via estivesse sinalizada, ocorreram infrações.”

Item: Mantém-se o sentido ao reescrever: “Como a via estava sinalizada, ocorreram infrações.”

Gabarito: Errado.

Comentário: “embora” indica concessão (contraste: apesar de sinalizada, houve infrações). “como” indica causa (porque estava sinalizada), invertendo a relação lógica.

Habilidade 4: pontuação e sentido

Frase: “Os condutores que excederam a velocidade foram autuados.”

Item: Ao inserir vírgulas (“Os condutores, que excederam a velocidade, foram autuados”), preserva-se o sentido.

Gabarito: Errado.

Comentário: sem vírgulas, apenas parte dos condutores (os que excederam) foi autuada. Com vírgulas, sugere-se que todos excederam e todos foram autuados.

Habilidade 5: regência/crase em contexto

Frase: “O agente dirigiu-se ___ unidade para prestar informações ___ equipe.”

Item: Preenche-se corretamente com “à” e “à”.

Gabarito: Depende do contexto, mas em norma-padrão é provável que seja Certo.

Comentário: “dirigir-se a” exige preposição; “unidade” costuma admitir artigo (“à unidade”). “Prestar informações a” também exige preposição; “equipe” geralmente admite artigo (“à equipe”). Em prova, verifique se o nome vem determinado (ex.: “a equipe de plantão”).

Mini-simulado (itens no estilo certo/errado ou múltipla escolha)

Texto-base para os itens 1 a 4

“A intensificação da fiscalização em pontos críticos não elimina, por si só, os riscos nas rodovias; contudo, reduz a probabilidade de condutas perigosas, especialmente quando associada a campanhas educativas.”

1) A expressão “por si só” indica que a intensificação da fiscalização é suficiente para eliminar os riscos.

Gabarito: Errado. Comentário: “não elimina, por si só” nega suficiência; indica que, sozinha, não resolve.

2) O conectivo “contudo” introduz uma ideia de conclusão.

Gabarito: Errado. Comentário: “contudo” é adversativo (contraste).

3) Infere-se do texto que campanhas educativas potencializam o efeito da fiscalização.

Gabarito: Certo. Comentário: “especialmente quando associada” sugere reforço do efeito.

4) A substituição de “reduz a probabilidade” por “elimina a possibilidade” preserva o sentido.

Gabarito: Errado. Comentário: “reduzir” ≠ “eliminar”; há mudança de intensidade.

Itens 5 a 8 (gramática aplicada)

5) Assinale a frase com pontuação adequada:

  • A) “A fiscalização nas rodovias, reduz acidentes.”
  • B) “A fiscalização nas rodovias reduz acidentes.”
  • C) “A fiscalização, nas rodovias reduz acidentes.”

Gabarito: B. Comentário: não se separa sujeito de verbo por vírgula.

6) Em “Precisa-se de agentes treinados”, o verbo deve ir para o plural: “Precisam-se de agentes treinados”.

Gabarito: Errado. Comentário: “precisar de” com “se” indetermina o sujeito; verbo fica no singular.

7) Complete: “O servidor assistiu ___ ocorrência e prestou assistência ___ vítima.”

  • A) a / a
  • B) à / à
  • C) a / à

Gabarito: C (em norma-padrão). Comentário: “assistir a” (ver) pede preposição “a” e “ocorrência” pode ou não ter artigo; em geral, “a ocorrência” sem crase se não houver artigo explícito no contexto. Já “assistência a” + “a vítima” (com artigo) tende a gerar crase: “à vítima”.

8) Reescrita correta quanto à regência e paralelismo:

  • A) “A equipe visa reduzir acidentes e à melhoria do fluxo.”
  • B) “A equipe visa à redução de acidentes e à melhoria do fluxo.”
  • C) “A equipe visa reduzir acidentes e à melhorar o fluxo.”

Gabarito: B. Comentário: “visar a” (objetivar) + substantivos com artigo: “à redução” e “à melhoria”; paralelismo mantido (substantivo + substantivo).

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao reescrever uma frase para manter o sentido, qual mudança mais provavelmente altera a relação lógica do enunciado e, portanto, não preserva o significado?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Na reescrita, o conectivo define a relação lógica (causa, concessão, consequência). Trocar concessão por causa altera o sentido global, mesmo que o restante da frase pareça semelhante.

Próximo capitúlo

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