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Escriturário do Banco do Brasil - Agente Comercial: Preparação para Aprovação

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Língua Portuguesa aplicada ao concurso de Escriturário do Banco do Brasil – Agente Comercial

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Em provas para Escriturário do Banco do Brasil (Agente Comercial), Língua Portuguesa costuma avaliar a capacidade de compreender textos institucionais, reconhecer relações de sentido e aplicar normas gramaticais em situações de reescrita e correção. O foco deve ser: leitura inferencial, coesão/coerência, semântica aplicada, pontuação para clareza, concordância, regência/crase, colocação pronominal e tempos/modos verbais.

Interpretação de textos: inferências, pressupostos, finalidade e ideias centrais

Ideia central e estrutura do texto

A ideia central é o núcleo informativo/argumentativo que organiza o texto. Em provas, ela aparece como: tema, tese (em textos argumentativos), objetivo (em comunicados) ou mensagem principal (em avisos e e-mails).

  • Como localizar: observe título/assunto, primeiro e último parágrafos, repetições lexicais (palavras-chave) e frases-síntese.
  • Armadilha típica: confundir detalhe (exemplo, dado, consequência) com a ideia central.

Inferências (o que o texto sugere sem dizer)

Inferir é concluir algo com base em pistas do texto (vocabulário, relações lógicas, contexto). A banca costuma cobrar inferências sobre causa, consequência, intenção do autor e implicações práticas.

Passo a passo prático para inferir:

  • 1) Identifique o trecho-base (a frase que dá a pista).
  • 2) Pergunte: “Se isso é verdade, o que necessariamente decorre?”
  • 3) Elimine alternativas que tragam informação externa (não presente no texto) ou que generalizem demais.
  • 4) Prefira conclusões compatíveis com o tom e com os conectivos (portanto, contudo, embora).

Exemplo: “O banco ampliou o atendimento digital, reduzindo o tempo médio de espera nas agências.” Inferência válida: houve impacto no fluxo presencial (menos espera). Inferência inválida: “as agências serão fechadas” (não decorre necessariamente).

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Pressupostos e subentendidos

Pressuposto é uma informação implícita que permanece verdadeira mesmo se a frase for negada. Subentendido depende mais do contexto e pode variar.

  • Gatilhos de pressuposição: verbos factivos (lamentar, perceber), advérbios (ainda, já), expressões (de novo, continuar), orações relativas explicativas.
  • Teste rápido: negue a frase e veja o que “continua valendo”.

Exemplo: “O gerente voltou a orientar a equipe sobre segurança.” Pressuposto: ele já orientava antes. Negação: “O gerente não voltou a orientar...” ainda pressupõe orientação anterior.

Finalidade e intenção comunicativa

Finalidade é o objetivo do texto: informar, orientar, solicitar, advertir, justificar, persuadir, regulamentar. Em gêneros institucionais, a finalidade costuma ser operacional (padronizar condutas, comunicar procedimentos, registrar decisões).

  • Dica: procure verbos no imperativo/infinitivo (“orienta-se”, “solicita-se”, “deve-se”), modalizadores (“é necessário”, “recomenda-se”) e termos de norma (“conforme”, “nos termos”).

Tipologia e gêneros textuais em contextos institucionais

Tipologia textual (modo de organização)

  • Narração: fatos em sequência temporal (menos comum em comunicados bancários).
  • Descrição: características/estado (ex.: descrição de serviço).
  • Exposição: explica/define (ex.: manual, FAQ).
  • Injunção: orienta ações (ex.: instruções, procedimentos).
  • Argumentação: defende ponto de vista (ex.: nota explicativa, posicionamento).

Uma questão pode pedir a tipologia predominante. Textos institucionais frequentemente combinam exposição + injunção.

Gêneros comuns e o que observar

  • Comunicado interno/externo: clareza, objetividade, padronização; atenção a prazos, condições e exceções.
  • E-mail corporativo: assunto, propósito, solicitação explícita, tom formal; cuidado com ambiguidades.
  • Aviso/nota: informação direta; foco em restrições e orientações.
  • Manual/procedimento: sequência de passos; conectivos de ordenação (primeiramente, em seguida).
  • Relatório/resumo: dados + interpretação; coesão referencial (retomadas corretas).
  • Texto publicitário institucional: persuasão moderada; conotação e escolhas lexicais.

Coesão e coerência: conectivos, referenciação e progressão temática

Coesão: como o texto “se amarra”

Coesão é o conjunto de mecanismos linguísticos que conectam frases e parágrafos. Em prova, aparece em: escolha de conectivo, substituição pronominal, elipse, repetição controlada e paralelismo.

Conectivos: relações lógicas mais cobradas

  • Causa: porque, visto que, uma vez que.
  • Consequência: portanto, por isso, de modo que.
  • Concessão: embora, ainda que, apesar de.
  • Condição: se, caso, desde que.
  • Finalidade: para, a fim de que.
  • Comparação: como, tal qual.
  • Oposição/contraste: mas, porém, contudo, entretanto.
  • Explicação/retificação: isto é, ou seja, melhor dizendo.

Armadilha típica: trocar conectivo mantendo a gramática, mas alterando a lógica. Ex.: substituir “embora” (concessão) por “porque” (causa) muda o sentido.

Referenciação: retomadas corretas (pronomes e expressões)

Referenciação é o modo como o texto retoma ou antecipa termos: pronomes (ele, ela, isso), demonstrativos (este/esse/aquele), sinônimos e hiperônimos (o banco → a instituição).

  • Regra prática: a retomada deve ser inequívoca. Se houver dois possíveis antecedentes, há risco de ambiguidade.
  • Este/esse (uso frequente em prova): “este” tende a retomar o que vem a seguir (catáfora) ou o mais próximo no texto formal; “esse” tende a retomar o que já foi dito (anáfora). Em itens, a banca cobra consistência e clareza, mais do que uma “regra absoluta”.

Progressão temática: como o texto avança sem “andar em círculos”

Progressão temática é a introdução de novas informações a partir do que já foi apresentado. Problemas comuns cobrados: repetição excessiva, saltos de assunto e encadeamento fraco entre parágrafos.

Checklist rápido:

  • Cada parágrafo tem uma ideia-núcleo?
  • Há conectivo/ponte com o parágrafo anterior?
  • As retomadas (pronomes, sinônimos) estão claras?

Reescrita com manutenção de sentido

Reescrita é um dos pontos mais recorrentes: trocar palavras, mudar voz verbal, alterar ordem, substituir conectivos, reduzir/expandir períodos, mantendo o sentido e a correção.

Passo a passo prático para questões de reescrita

  • 1) Identifique a relação lógica central (causa, concessão, condição, finalidade).
  • 2) Marque o tempo verbal e o sujeito de cada oração.
  • 3) Verifique se a reescrita preserva: (a) quem faz o quê; (b) quando; (c) em que condição; (d) com que grau de certeza (modalizadores).
  • 4) Cheque pontuação e regência após a troca (crase, preposições, pronomes).

Transformações frequentes

  • Ativa ↔ passiva: “A equipe concluiu a análise” ↔ “A análise foi concluída pela equipe”.
  • Redução/expansão de orações: “Ao concluir a análise, a equipe...” ↔ “Quando concluiu a análise, a equipe...”.
  • Substituição de conectivos equivalentes: “portanto” ↔ “assim” (nem sempre equivalentes em todos os contextos).
  • Troca lexical por sinônimo contextual: “ampliar” ↔ “expandir” (cuidado com registro e nuance).

Semântica aplicada: sinonímia, antonímia, polissemia, conotação e denotação

Sinonímia e antonímia (com foco em contexto)

Sinônimos raramente são perfeitos: em prova, vale o sentido no contexto. Antonímia pode ser direta (alto/baixo) ou contextual (rigoroso/flexível).

  • Armadilha típica: escolher “sinônimo de dicionário” que muda o tom (formalidade) ou a intensidade.

Polissemia e ambiguidade

Polissemia é uma palavra com múltiplos sentidos possíveis. Em textos institucionais, a banca explora termos como “canal”, “plataforma”, “agência”, “operação”, “cobrança”.

Ambiguidade ocorre quando a frase permite mais de uma interpretação. Pode ser lexical (palavra polissêmica) ou estrutural (posição de termos, pronomes sem antecedente claro).

Como resolver em reescrita:

  • Substituir o termo polissêmico por outro mais específico.
  • Reposicionar adjuntos/adjetivos para aproximar do termo correto.
  • Repetir o referente (em vez de usar pronome) quando necessário.

Conotação e denotação

Denotação é o sentido literal; conotação é o sentido figurado/avaliativo. Em textos bancários, predomina denotação; em peças institucionais de imagem, pode haver conotação (“soluções sob medida”, “parceria sólida”).

  • Armadilha típica: interpretar expressão conotativa como dado literal.

Pontuação aplicada à clareza e ao sentido

Vírgula: usos mais cobrados

  • Separar termos coordenados: “clareza, objetividade e precisão”.
  • Isolar adjuntos adverbiais deslocados: “Em caso de dúvida, procure o gerente.”
  • Isolar orações explicativas: “Os clientes, que atualizaram o cadastro, foram atendidos.” (explicativa)
  • Não separar: sujeito e verbo; verbo e complemento; nome e complemento.

Diferença decisiva (restritiva x explicativa):

  • Restritiva (sem vírgulas): “Clientes que atualizaram o cadastro serão atendidos primeiro.” (apenas esses)
  • Explicativa (com vírgulas): “Clientes, que atualizaram o cadastro, serão atendidos primeiro.” (todos; informação acessória)

Dois-pontos, ponto e vírgula e travessão

  • Dois-pontos: introduz explicação, enumeração ou consequência anunciada. Ex.: “A orientação é clara: atualize o cadastro.”
  • Ponto e vírgula: separa itens longos em enumeração ou orações com vírgulas internas.
  • Travessão/parênteses: inserções explicativas; em prova, avalia-se se a inserção é realmente acessória.

Concordância verbal e nominal

Concordância verbal: pontos de atenção

  • Sujeito posposto: “Chegaram os documentos.”
  • Expressões partitivas: “A maioria dos clientes buscou/buscaram atendimento.” (as duas podem ocorrer conforme foco; a banca tende a preferir concordância com o núcleo “maioria” em textos formais, mas avalie o padrão do enunciado).
  • “Haver” impessoal: “Há regras claras.” (sempre singular quando = existir/tempo decorrido).
  • “Fazer” tempo/clima: “Faz dois dias.”
  • “Ser” em horas/datas: “São duas horas.”

Concordância nominal

  • Adjetivo pós-nominal com dois núcleos: “norma e procedimento internos”.
  • Expressões com “é proibido/é necessário”: sem artigo, tende a ficar invariável: “É proibido entrada.” Com artigo, concorda: “É proibida a entrada.”

Regência, crase e colocação pronominal

Regência verbal e nominal (o que o verbo/nome exige)

Regência é a relação de dependência com preposições. Em prova, cai muito em reescrita: trocar verbo e ajustar preposição.

  • Assistir (ver): “assistir a ao vídeo”.
  • Preferir: “preferir X a Y” (sem “do que”).
  • Informar/avisar: “informar algo a alguém” / “informar alguém de algo” (variações possíveis; atenção ao padrão cobrado no item).
  • Implicar: “implicar algo” (acarretar, sem preposição) vs “implicar com” (antipatizar).

Crase: quando ocorre e como testar

Crase é a fusão de a (preposição) + a(s) (artigo) ou a (pronome demonstrativo). Em prova, o foco é identificar se há preposição exigida e se o termo seguinte admite artigo.

Passo a passo prático (teste da crase):

  • 1) Verifique se o termo anterior exige preposição a (ex.: “dirigir-se a”, “obedecer a”).
  • 2) Veja se o termo seguinte aceita artigo feminino a (substitua por masculino e teste “ao”).
  • 3) Se der “ao”, em geral haverá “à”.
  • Ex.: “dirigir-se à agência” → “dirigir-se ao banco” (funciona).
  • Sem crase: antes de palavra masculina (“a prazo”), verbo no infinitivo (“a fazer”), pronomes pessoais (“a ela”), nomes de cidade sem artigo (“a Brasília”).
  • Crase facultativa: antes de nome próprio feminino com artigo facultativo (“a/à Maria”) e antes de “até” (até a/à).

Colocação pronominal (próclise, ênclise, mesóclise)

Em textos formais, a banca cobra principalmente: fatores de próclise e proibições de ênclise.

  • Próclise (antes do verbo): com palavras atrativas: não, nunca, já, que, se, quem, advérbio no início. Ex.: “Não se recomenda...”
  • Ênclise (depois do verbo): quando não há atrativo e o verbo inicia a oração. Ex.: “Recomenda-se o procedimento.”
  • Mesóclise: com futuro do presente/pretérito sem atrativo (registro formal). Ex.: “Informar-lhe-ei.” (pouco comum, mas pode aparecer como alternativa).

Armadilha típica: iniciar período com pronome oblíquo átono (evitar “Se recomenda...”; preferir “Recomenda-se...” quando não houver atrativo).

Tempos e modos verbais: efeitos de sentido

Indicativo, subjuntivo e imperativo

  • Indicativo: fato/certeza. “O sistema registra a solicitação.”
  • Subjuntivo: hipótese, condição, desejo, dúvida. “Caso o cliente solicite...”
  • Imperativo: ordem/orientação. “Atualize o cadastro.”

Correlação verbal e coerência temporal

Em reescrita, é comum a banca testar se a troca de tempo verbal mantém a relação temporal e a modalidade.

  • Ex.: “Se o cliente apresentar o documento, o atendimento será concluído.” (condição + futuro)
  • Armadilha: trocar para “apresenta” sem ajustar o restante, alterando o grau de hipótese.

Bloco de questões comentadas (estilo prova)

Questão 1 (ideia central)

Texto: “Para reduzir filas, o banco ampliou o atendimento digital e reforçou a triagem nas agências. A medida prioriza demandas complexas no atendimento presencial.”

Pergunta: A ideia central do texto é:

  • A) anunciar o fechamento de agências físicas.
  • B) justificar a priorização do atendimento presencial para todas as demandas.
  • C) informar medidas para reduzir filas e organizar o atendimento.
  • D) criticar a digitalização do atendimento bancário.

Gabarito: C.

Comentário: O texto apresenta ações (ampliar digital + triagem) com finalidade explícita (reduzir filas) e consequência organizacional (priorizar demandas complexas). As alternativas A e D extrapolam; B contraria “prioriza demandas complexas” (não são todas).

Questão 2 (pressuposto)

Enunciado: “O setor voltou a monitorar os acessos ao sistema.”

Pergunta: Pressupõe-se que:

  • A) o setor nunca monitorou acessos.
  • B) o monitoramento já ocorria anteriormente.
  • C) o sistema deixou de existir.
  • D) os acessos são ilegais.

Gabarito: B.

Comentário: “Voltou a” aciona pressuposição de repetição. Armadilha: inferir ilegalidade (D) sem base textual.

Questão 3 (conectivo e lógica)

Frase: “Embora o atendimento digital tenha crescido, as agências mantêm papel relevante.”

Pergunta: A substituição que mantém a relação de sentido é:

  • A) “Porque o atendimento digital tenha crescido...”
  • B) “Ainda que o atendimento digital tenha crescido...”
  • C) “Logo o atendimento digital tenha crescido...”
  • D) “Portanto o atendimento digital tenha crescido...”

Gabarito: B.

Comentário: “Embora” = concessão; “ainda que” preserva concessão. As demais introduzem causa (A) ou conclusão (C, D), mudando o encadeamento.

Questão 4 (pontuação: restritiva x explicativa)

Item: Compare:

  • I) “Clientes que atualizaram o cadastro receberão atendimento prioritário.”
  • II) “Clientes, que atualizaram o cadastro, receberão atendimento prioritário.”

Pergunta: É correto afirmar que:

  • A) I e II têm o mesmo sentido.
  • B) I restringe o grupo; II generaliza para todos os clientes.
  • C) II restringe o grupo; I generaliza para todos os clientes.
  • D) Em ambos os casos, a vírgula é obrigatória.

Gabarito: B.

Comentário: Sem vírgulas, a oração é restritiva (apenas os que atualizaram). Com vírgulas, é explicativa (pressupõe que todos atualizaram). Armadilha: tratar vírgula como “estilo” sem impacto semântico.

Questão 5 (crase)

Frase: “O funcionário deve dirigir-se ___ agência para validar o procedimento.”

Alternativas:

  • A) a
  • B) à
  • C) ao
  • D) há

Gabarito: B.

Comentário: “Dirigir-se” exige preposição “a”; “agência” admite artigo “a”. Teste do masculino: “dirigir-se ao banco” → logo, “à agência”.

Questão 6 (concordância e impessoalidade)

Item: Assinale a opção correta:

  • A) “Haviam normas claras para o atendimento.”
  • B) “Há normas claras para o atendimento.”
  • C) “Houveram normas claras para o atendimento.”
  • D) “Hão normas claras para o atendimento.”

Gabarito: B.

Comentário: “Haver” com sentido de existir é impessoal: fica no singular. Armadilha: pluralizar por atração do termo “normas”.

Questão 7 (regência e sentido)

Item: Em “O atraso implicou ___ custos adicionais”, a forma correta é:

  • A) em
  • B) a
  • C) com
  • D) Ø (sem preposição)

Gabarito: D.

Comentário: “Implicar” no sentido de acarretar é transitivo direto (sem preposição). “Implicar com” mudaria o sentido para antipatizar (armadilha semântica).

Questão 8 (colocação pronominal e fator de próclise)

Item: Assinale a reescrita adequada:

  • A) “Se recomenda atenção aos prazos.”
  • B) “Recomenda-se atenção aos prazos.”
  • C) “Recomenda atenção-se aos prazos.”
  • D) “Recomenda-se-se atenção aos prazos.”

Gabarito: B.

Comentário: Sem palavra atrativa antes do verbo, evita-se iniciar com pronome (“Se recomenda...”). A forma consagrada em comunicados é “Recomenda-se...”.

Questão 9 (tempos/modos e correlação)

Frase: “Caso o cliente ___ o comprovante, o atendimento ___ concluído.”

Alternativas:

  • A) apresenta / é
  • B) apresente / será
  • C) apresentará / fosse
  • D) apresentasse / será

Gabarito: B.

Comentário: “Caso” pede subjuntivo (“apresente”) e a consequência pode ir ao futuro (“será”). Armadilhas: indicativo (A) reduz a hipótese; mistura incoerente de tempos (C, D).

Questão 10 (armadilhas: ambiguidade, paralelismo e vícios)

Item: Identifique a melhor reescrita para eliminar ambiguidade em: “O gerente informou ao cliente que o atendente havia registrado o pedido.”

  • A) “O gerente informou ao cliente que o pedido havia sido registrado pelo atendente.”
  • B) “O gerente informou ao cliente que ele havia registrado o pedido.”
  • C) “O gerente informou ao cliente que havia registrado o pedido.”
  • D) “O gerente informou ao cliente que o atendente havia registrado-o.”

Gabarito: A.

Comentário: A explicita o agente (“pelo atendente”) e evita pronomes com antecedente duvidoso (B, C). D cria construção pouco natural e pode gerar estranhamento de colocação/pronominalização. Critério objetivo: a melhor opção é a que torna o referente inequívoco com o menor custo de alteração.

Armadilhas típicas destacadas:

  • Ambiguidade: pronomes sem antecedente claro; adjuntos deslocados (“apenas”, “somente”) mal posicionados.
  • Paralelismo: listas com estruturas diferentes (“atender clientes e a orientação de equipes”); prefira padrões equivalentes (“atender clientes e orientar equipes”).
  • Vícios de linguagem: pleonasmo vicioso (“subir para cima”), redundâncias (“planejamento prévio”), informalidade inadequada em texto institucional.
  • Critérios de correção em reescrita: manutenção da relação lógica, preservação de referentes, correção de regência/crase, concordância e pontuação sem criar novo sentido.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao reescrever uma frase para eliminar ambiguidade causada por pronomes com antecedente duvidoso, qual estratégia tende a tornar o referente inequívoco com menor risco de alterar o sentido?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Para eliminar ambiguidade, a medida mais segura é tornar o referente explícito (por exemplo, nomeando o agente), evitando pronomes que possam retomar mais de um termo. Isso aumenta a clareza sem criar novo sentido.

Próximo capitúlo

Redação oficial e comunicação institucional para Escriturário do Banco do Brasil – Agente Comercial

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