Em provas para Escriturário do Banco do Brasil (Agente Comercial), Língua Portuguesa costuma avaliar a capacidade de compreender textos institucionais, reconhecer relações de sentido e aplicar normas gramaticais em situações de reescrita e correção. O foco deve ser: leitura inferencial, coesão/coerência, semântica aplicada, pontuação para clareza, concordância, regência/crase, colocação pronominal e tempos/modos verbais.
Interpretação de textos: inferências, pressupostos, finalidade e ideias centrais
Ideia central e estrutura do texto
A ideia central é o núcleo informativo/argumentativo que organiza o texto. Em provas, ela aparece como: tema, tese (em textos argumentativos), objetivo (em comunicados) ou mensagem principal (em avisos e e-mails).
- Como localizar: observe título/assunto, primeiro e último parágrafos, repetições lexicais (palavras-chave) e frases-síntese.
- Armadilha típica: confundir detalhe (exemplo, dado, consequência) com a ideia central.
Inferências (o que o texto sugere sem dizer)
Inferir é concluir algo com base em pistas do texto (vocabulário, relações lógicas, contexto). A banca costuma cobrar inferências sobre causa, consequência, intenção do autor e implicações práticas.
Passo a passo prático para inferir:
- 1) Identifique o trecho-base (a frase que dá a pista).
- 2) Pergunte: “Se isso é verdade, o que necessariamente decorre?”
- 3) Elimine alternativas que tragam informação externa (não presente no texto) ou que generalizem demais.
- 4) Prefira conclusões compatíveis com o tom e com os conectivos (portanto, contudo, embora).
Exemplo: “O banco ampliou o atendimento digital, reduzindo o tempo médio de espera nas agências.” Inferência válida: houve impacto no fluxo presencial (menos espera). Inferência inválida: “as agências serão fechadas” (não decorre necessariamente).
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Pressupostos e subentendidos
Pressuposto é uma informação implícita que permanece verdadeira mesmo se a frase for negada. Subentendido depende mais do contexto e pode variar.
- Gatilhos de pressuposição: verbos factivos (lamentar, perceber), advérbios (ainda, já), expressões (de novo, continuar), orações relativas explicativas.
- Teste rápido: negue a frase e veja o que “continua valendo”.
Exemplo: “O gerente voltou a orientar a equipe sobre segurança.” Pressuposto: ele já orientava antes. Negação: “O gerente não voltou a orientar...” ainda pressupõe orientação anterior.
Finalidade e intenção comunicativa
Finalidade é o objetivo do texto: informar, orientar, solicitar, advertir, justificar, persuadir, regulamentar. Em gêneros institucionais, a finalidade costuma ser operacional (padronizar condutas, comunicar procedimentos, registrar decisões).
- Dica: procure verbos no imperativo/infinitivo (“orienta-se”, “solicita-se”, “deve-se”), modalizadores (“é necessário”, “recomenda-se”) e termos de norma (“conforme”, “nos termos”).
Tipologia e gêneros textuais em contextos institucionais
Tipologia textual (modo de organização)
- Narração: fatos em sequência temporal (menos comum em comunicados bancários).
- Descrição: características/estado (ex.: descrição de serviço).
- Exposição: explica/define (ex.: manual, FAQ).
- Injunção: orienta ações (ex.: instruções, procedimentos).
- Argumentação: defende ponto de vista (ex.: nota explicativa, posicionamento).
Uma questão pode pedir a tipologia predominante. Textos institucionais frequentemente combinam exposição + injunção.
Gêneros comuns e o que observar
- Comunicado interno/externo: clareza, objetividade, padronização; atenção a prazos, condições e exceções.
- E-mail corporativo: assunto, propósito, solicitação explícita, tom formal; cuidado com ambiguidades.
- Aviso/nota: informação direta; foco em restrições e orientações.
- Manual/procedimento: sequência de passos; conectivos de ordenação (primeiramente, em seguida).
- Relatório/resumo: dados + interpretação; coesão referencial (retomadas corretas).
- Texto publicitário institucional: persuasão moderada; conotação e escolhas lexicais.
Coesão e coerência: conectivos, referenciação e progressão temática
Coesão: como o texto “se amarra”
Coesão é o conjunto de mecanismos linguísticos que conectam frases e parágrafos. Em prova, aparece em: escolha de conectivo, substituição pronominal, elipse, repetição controlada e paralelismo.
Conectivos: relações lógicas mais cobradas
- Causa: porque, visto que, uma vez que.
- Consequência: portanto, por isso, de modo que.
- Concessão: embora, ainda que, apesar de.
- Condição: se, caso, desde que.
- Finalidade: para, a fim de que.
- Comparação: como, tal qual.
- Oposição/contraste: mas, porém, contudo, entretanto.
- Explicação/retificação: isto é, ou seja, melhor dizendo.
Armadilha típica: trocar conectivo mantendo a gramática, mas alterando a lógica. Ex.: substituir “embora” (concessão) por “porque” (causa) muda o sentido.
Referenciação: retomadas corretas (pronomes e expressões)
Referenciação é o modo como o texto retoma ou antecipa termos: pronomes (ele, ela, isso), demonstrativos (este/esse/aquele), sinônimos e hiperônimos (o banco → a instituição).
- Regra prática: a retomada deve ser inequívoca. Se houver dois possíveis antecedentes, há risco de ambiguidade.
- Este/esse (uso frequente em prova): “este” tende a retomar o que vem a seguir (catáfora) ou o mais próximo no texto formal; “esse” tende a retomar o que já foi dito (anáfora). Em itens, a banca cobra consistência e clareza, mais do que uma “regra absoluta”.
Progressão temática: como o texto avança sem “andar em círculos”
Progressão temática é a introdução de novas informações a partir do que já foi apresentado. Problemas comuns cobrados: repetição excessiva, saltos de assunto e encadeamento fraco entre parágrafos.
Checklist rápido:
- Cada parágrafo tem uma ideia-núcleo?
- Há conectivo/ponte com o parágrafo anterior?
- As retomadas (pronomes, sinônimos) estão claras?
Reescrita com manutenção de sentido
Reescrita é um dos pontos mais recorrentes: trocar palavras, mudar voz verbal, alterar ordem, substituir conectivos, reduzir/expandir períodos, mantendo o sentido e a correção.
Passo a passo prático para questões de reescrita
- 1) Identifique a relação lógica central (causa, concessão, condição, finalidade).
- 2) Marque o tempo verbal e o sujeito de cada oração.
- 3) Verifique se a reescrita preserva: (a) quem faz o quê; (b) quando; (c) em que condição; (d) com que grau de certeza (modalizadores).
- 4) Cheque pontuação e regência após a troca (crase, preposições, pronomes).
Transformações frequentes
- Ativa ↔ passiva: “A equipe concluiu a análise” ↔ “A análise foi concluída pela equipe”.
- Redução/expansão de orações: “Ao concluir a análise, a equipe...” ↔ “Quando concluiu a análise, a equipe...”.
- Substituição de conectivos equivalentes: “portanto” ↔ “assim” (nem sempre equivalentes em todos os contextos).
- Troca lexical por sinônimo contextual: “ampliar” ↔ “expandir” (cuidado com registro e nuance).
Semântica aplicada: sinonímia, antonímia, polissemia, conotação e denotação
Sinonímia e antonímia (com foco em contexto)
Sinônimos raramente são perfeitos: em prova, vale o sentido no contexto. Antonímia pode ser direta (alto/baixo) ou contextual (rigoroso/flexível).
- Armadilha típica: escolher “sinônimo de dicionário” que muda o tom (formalidade) ou a intensidade.
Polissemia e ambiguidade
Polissemia é uma palavra com múltiplos sentidos possíveis. Em textos institucionais, a banca explora termos como “canal”, “plataforma”, “agência”, “operação”, “cobrança”.
Ambiguidade ocorre quando a frase permite mais de uma interpretação. Pode ser lexical (palavra polissêmica) ou estrutural (posição de termos, pronomes sem antecedente claro).
Como resolver em reescrita:
- Substituir o termo polissêmico por outro mais específico.
- Reposicionar adjuntos/adjetivos para aproximar do termo correto.
- Repetir o referente (em vez de usar pronome) quando necessário.
Conotação e denotação
Denotação é o sentido literal; conotação é o sentido figurado/avaliativo. Em textos bancários, predomina denotação; em peças institucionais de imagem, pode haver conotação (“soluções sob medida”, “parceria sólida”).
- Armadilha típica: interpretar expressão conotativa como dado literal.
Pontuação aplicada à clareza e ao sentido
Vírgula: usos mais cobrados
- Separar termos coordenados: “clareza, objetividade e precisão”.
- Isolar adjuntos adverbiais deslocados: “Em caso de dúvida, procure o gerente.”
- Isolar orações explicativas: “Os clientes, que atualizaram o cadastro, foram atendidos.” (explicativa)
- Não separar: sujeito e verbo; verbo e complemento; nome e complemento.
Diferença decisiva (restritiva x explicativa):
- Restritiva (sem vírgulas): “Clientes que atualizaram o cadastro serão atendidos primeiro.” (apenas esses)
- Explicativa (com vírgulas): “Clientes, que atualizaram o cadastro, serão atendidos primeiro.” (todos; informação acessória)
Dois-pontos, ponto e vírgula e travessão
- Dois-pontos: introduz explicação, enumeração ou consequência anunciada. Ex.: “A orientação é clara: atualize o cadastro.”
- Ponto e vírgula: separa itens longos em enumeração ou orações com vírgulas internas.
- Travessão/parênteses: inserções explicativas; em prova, avalia-se se a inserção é realmente acessória.
Concordância verbal e nominal
Concordância verbal: pontos de atenção
- Sujeito posposto: “Chegaram os documentos.”
- Expressões partitivas: “A maioria dos clientes buscou/buscaram atendimento.” (as duas podem ocorrer conforme foco; a banca tende a preferir concordância com o núcleo “maioria” em textos formais, mas avalie o padrão do enunciado).
- “Haver” impessoal: “Há regras claras.” (sempre singular quando = existir/tempo decorrido).
- “Fazer” tempo/clima: “Faz dois dias.”
- “Ser” em horas/datas: “São duas horas.”
Concordância nominal
- Adjetivo pós-nominal com dois núcleos: “norma e procedimento internos”.
- Expressões com “é proibido/é necessário”: sem artigo, tende a ficar invariável: “É proibido entrada.” Com artigo, concorda: “É proibida a entrada.”
Regência, crase e colocação pronominal
Regência verbal e nominal (o que o verbo/nome exige)
Regência é a relação de dependência com preposições. Em prova, cai muito em reescrita: trocar verbo e ajustar preposição.
- Assistir (ver): “assistir a ao vídeo”.
- Preferir: “preferir X a Y” (sem “do que”).
- Informar/avisar: “informar algo a alguém” / “informar alguém de algo” (variações possíveis; atenção ao padrão cobrado no item).
- Implicar: “implicar algo” (acarretar, sem preposição) vs “implicar com” (antipatizar).
Crase: quando ocorre e como testar
Crase é a fusão de a (preposição) + a(s) (artigo) ou a (pronome demonstrativo). Em prova, o foco é identificar se há preposição exigida e se o termo seguinte admite artigo.
Passo a passo prático (teste da crase):
- 1) Verifique se o termo anterior exige preposição a (ex.: “dirigir-se a”, “obedecer a”).
- 2) Veja se o termo seguinte aceita artigo feminino a (substitua por masculino e teste “ao”).
- 3) Se der “ao”, em geral haverá “à”.
- Ex.: “dirigir-se à agência” → “dirigir-se ao banco” (funciona).
- Sem crase: antes de palavra masculina (“a prazo”), verbo no infinitivo (“a fazer”), pronomes pessoais (“a ela”), nomes de cidade sem artigo (“a Brasília”).
- Crase facultativa: antes de nome próprio feminino com artigo facultativo (“a/à Maria”) e antes de “até” (até a/à).
Colocação pronominal (próclise, ênclise, mesóclise)
Em textos formais, a banca cobra principalmente: fatores de próclise e proibições de ênclise.
- Próclise (antes do verbo): com palavras atrativas: não, nunca, já, que, se, quem, advérbio no início. Ex.: “Não se recomenda...”
- Ênclise (depois do verbo): quando não há atrativo e o verbo inicia a oração. Ex.: “Recomenda-se o procedimento.”
- Mesóclise: com futuro do presente/pretérito sem atrativo (registro formal). Ex.: “Informar-lhe-ei.” (pouco comum, mas pode aparecer como alternativa).
Armadilha típica: iniciar período com pronome oblíquo átono (evitar “Se recomenda...”; preferir “Recomenda-se...” quando não houver atrativo).
Tempos e modos verbais: efeitos de sentido
Indicativo, subjuntivo e imperativo
- Indicativo: fato/certeza. “O sistema registra a solicitação.”
- Subjuntivo: hipótese, condição, desejo, dúvida. “Caso o cliente solicite...”
- Imperativo: ordem/orientação. “Atualize o cadastro.”
Correlação verbal e coerência temporal
Em reescrita, é comum a banca testar se a troca de tempo verbal mantém a relação temporal e a modalidade.
- Ex.: “Se o cliente apresentar o documento, o atendimento será concluído.” (condição + futuro)
- Armadilha: trocar para “apresenta” sem ajustar o restante, alterando o grau de hipótese.
Bloco de questões comentadas (estilo prova)
Questão 1 (ideia central)
Texto: “Para reduzir filas, o banco ampliou o atendimento digital e reforçou a triagem nas agências. A medida prioriza demandas complexas no atendimento presencial.”
Pergunta: A ideia central do texto é:
- A) anunciar o fechamento de agências físicas.
- B) justificar a priorização do atendimento presencial para todas as demandas.
- C) informar medidas para reduzir filas e organizar o atendimento.
- D) criticar a digitalização do atendimento bancário.
Gabarito: C.
Comentário: O texto apresenta ações (ampliar digital + triagem) com finalidade explícita (reduzir filas) e consequência organizacional (priorizar demandas complexas). As alternativas A e D extrapolam; B contraria “prioriza demandas complexas” (não são todas).
Questão 2 (pressuposto)
Enunciado: “O setor voltou a monitorar os acessos ao sistema.”
Pergunta: Pressupõe-se que:
- A) o setor nunca monitorou acessos.
- B) o monitoramento já ocorria anteriormente.
- C) o sistema deixou de existir.
- D) os acessos são ilegais.
Gabarito: B.
Comentário: “Voltou a” aciona pressuposição de repetição. Armadilha: inferir ilegalidade (D) sem base textual.
Questão 3 (conectivo e lógica)
Frase: “Embora o atendimento digital tenha crescido, as agências mantêm papel relevante.”
Pergunta: A substituição que mantém a relação de sentido é:
- A) “Porque o atendimento digital tenha crescido...”
- B) “Ainda que o atendimento digital tenha crescido...”
- C) “Logo o atendimento digital tenha crescido...”
- D) “Portanto o atendimento digital tenha crescido...”
Gabarito: B.
Comentário: “Embora” = concessão; “ainda que” preserva concessão. As demais introduzem causa (A) ou conclusão (C, D), mudando o encadeamento.
Questão 4 (pontuação: restritiva x explicativa)
Item: Compare:
- I) “Clientes que atualizaram o cadastro receberão atendimento prioritário.”
- II) “Clientes, que atualizaram o cadastro, receberão atendimento prioritário.”
Pergunta: É correto afirmar que:
- A) I e II têm o mesmo sentido.
- B) I restringe o grupo; II generaliza para todos os clientes.
- C) II restringe o grupo; I generaliza para todos os clientes.
- D) Em ambos os casos, a vírgula é obrigatória.
Gabarito: B.
Comentário: Sem vírgulas, a oração é restritiva (apenas os que atualizaram). Com vírgulas, é explicativa (pressupõe que todos atualizaram). Armadilha: tratar vírgula como “estilo” sem impacto semântico.
Questão 5 (crase)
Frase: “O funcionário deve dirigir-se ___ agência para validar o procedimento.”
Alternativas:
- A) a
- B) à
- C) ao
- D) há
Gabarito: B.
Comentário: “Dirigir-se” exige preposição “a”; “agência” admite artigo “a”. Teste do masculino: “dirigir-se ao banco” → logo, “à agência”.
Questão 6 (concordância e impessoalidade)
Item: Assinale a opção correta:
- A) “Haviam normas claras para o atendimento.”
- B) “Há normas claras para o atendimento.”
- C) “Houveram normas claras para o atendimento.”
- D) “Hão normas claras para o atendimento.”
Gabarito: B.
Comentário: “Haver” com sentido de existir é impessoal: fica no singular. Armadilha: pluralizar por atração do termo “normas”.
Questão 7 (regência e sentido)
Item: Em “O atraso implicou ___ custos adicionais”, a forma correta é:
- A) em
- B) a
- C) com
- D) Ø (sem preposição)
Gabarito: D.
Comentário: “Implicar” no sentido de acarretar é transitivo direto (sem preposição). “Implicar com” mudaria o sentido para antipatizar (armadilha semântica).
Questão 8 (colocação pronominal e fator de próclise)
Item: Assinale a reescrita adequada:
- A) “Se recomenda atenção aos prazos.”
- B) “Recomenda-se atenção aos prazos.”
- C) “Recomenda atenção-se aos prazos.”
- D) “Recomenda-se-se atenção aos prazos.”
Gabarito: B.
Comentário: Sem palavra atrativa antes do verbo, evita-se iniciar com pronome (“Se recomenda...”). A forma consagrada em comunicados é “Recomenda-se...”.
Questão 9 (tempos/modos e correlação)
Frase: “Caso o cliente ___ o comprovante, o atendimento ___ concluído.”
Alternativas:
- A) apresenta / é
- B) apresente / será
- C) apresentará / fosse
- D) apresentasse / será
Gabarito: B.
Comentário: “Caso” pede subjuntivo (“apresente”) e a consequência pode ir ao futuro (“será”). Armadilhas: indicativo (A) reduz a hipótese; mistura incoerente de tempos (C, D).
Questão 10 (armadilhas: ambiguidade, paralelismo e vícios)
Item: Identifique a melhor reescrita para eliminar ambiguidade em: “O gerente informou ao cliente que o atendente havia registrado o pedido.”
- A) “O gerente informou ao cliente que o pedido havia sido registrado pelo atendente.”
- B) “O gerente informou ao cliente que ele havia registrado o pedido.”
- C) “O gerente informou ao cliente que havia registrado o pedido.”
- D) “O gerente informou ao cliente que o atendente havia registrado-o.”
Gabarito: A.
Comentário: A explicita o agente (“pelo atendente”) e evita pronomes com antecedente duvidoso (B, C). D cria construção pouco natural e pode gerar estranhamento de colocação/pronominalização. Critério objetivo: a melhor opção é a que torna o referente inequívoco com o menor custo de alteração.
Armadilhas típicas destacadas:
- Ambiguidade: pronomes sem antecedente claro; adjuntos deslocados (“apenas”, “somente”) mal posicionados.
- Paralelismo: listas com estruturas diferentes (“atender clientes e a orientação de equipes”); prefira padrões equivalentes (“atender clientes e orientar equipes”).
- Vícios de linguagem: pleonasmo vicioso (“subir para cima”), redundâncias (“planejamento prévio”), informalidade inadequada em texto institucional.
- Critérios de correção em reescrita: manutenção da relação lógica, preservação de referentes, correção de regência/crase, concordância e pontuação sem criar novo sentido.